Diferente do que disseram abaixo, de que não se pode esperar muito por ser uma produção colombiana (comentário tosco, totalmente tosco), a série é intrigante e conversa com parte da história desse país tão importante para a América Latina.
É um ótimo trabalho de suspense, drama, que envolve assuntos da psicanálise, que explora a loucura, o romance, a desigualdade social, e está baseado na obra de uma autora renomada. É encantador que a trama não está entregue desde o princípio para o telespectador, mas ela vai se formando como um quebra-cabeças, sendo necessário paciência para compreender todo o enredo.
Juan Pablo Urrego (el Midas), é um ator e tanto! Além de tirar o fôlego com seu charme, convence muito com suas interpretações - e falo isso por acompanhar outros de seus trabalhos. Esse menino ainda vai fazer muito sucesso.
Enfim, que viva a arte do povo latino americano! Que viva Colômbia, hijoeputa!
Só acho que ficou faltando o irmão Bichi de Agustina aparecer. De maneira geral, a questão da homossexualidade poderia ter sido melhor explorada, e ficou presa somente na questão do avô e Bichi como subtemas da história. Outra ponta que faltou fechar: no final da história, a Tia da Agustina, tão importante para o enredo, onde estava? Enfim, pontos que, sem dúvidas, não tiram o interessante da série.
Viva a arte do povo latino-americano! Série foda, foda, foda. Historicamente bem ambientada, é educativa, ótima trilha sonora, conseguimos entrar no mundo de cada personagem, entender seus dilemas, amadurecer com eles. Os personagens são bem realistas: nem bonzinhos, nem malvados - pessoas, com erros, defeitos, contradições. A série toca em temas críticos, temas necessários: sexualidade, aborto, família, relações de classe, trabalho, maternidade, machismo, inclusão. O amor de Camilo é tão absurdo, que as vezes se tornava cansativo, e depois começava a ser cômico, de tão absurdo!
A série tem defeitos, ao meu ver? Claro que tem. Um deles é justamente utilizar linguagens ou discussões que muito provavelmente não seriam debatidas daquela mesma forma nos anos 70 - quase beirando um anacronismo. No entanto, por outro lado, qual seria a utilidade de fazer uma série histórica que não permitisse relacioná-la com a atualidade? Outra coisa que também não curti foi terem deixado a história de Pavón e Martins de lado. Vários momentos os personagens deram a entender existir algo mais. Será que vem algo por aí? Tomara que sim!
A 3ª temporada é ainda mais especial, com destaque para os figurinos belíssimos e com vários elementos dos anos 70. Foi genial a sacada de trazer os personagens em uma outra fase da vida - adultos, cuidando de si sem tanta ligação com os pais. E, no entanto, fazem isso sem deixar de lado os enredos dos pais.
Uma série legalzinha. Excelente recorte histórico e cenários. O enredo é que começa a ficar chato com o passar dos episódios, principalmente no finalzinho. Impossível não associar com o covid. Alguns personagens deveriam ter morrido no início no lugar de outros. O médico Dioneo, por exemplo, merecia viver mais que Tindaro (este último, o pior personagem, chatíssimo!). Mas tem plot twists muuuito bons.
Série linda, encantadora. Não achei que perde em nada com relação à série original. São séries diferentes, que tratam de temas diferentes, mantendo em comum alguns personagens e a filosofia como pano de fundo. A série tocou em pontos muitos caros para mim e, suponho, para outros jovens adultos (galera na faixa dos 20). Entre estes pontos, cito: as relações entre filhos-adultos e pais; os relacionamentos intergeracionais (não apenas amorosos!); sexo e sexualidade; os relacionamentos amorosos (e o tal do ditado "quem eu quero, não me quer. Quem me quer, mandei embora!"); amizade; a emigração; desigualdade social; solidão; vazios existenciais; vícios; velhice; doença... enfim, uma profundidade imensa! Todos estes pontos foram bem elaborados, elencados, tiveram a devida atenção dentro do enredo. Outra característica positiva é que a trama sabe retirar os personagens do enredo nas horas certas. Só senti que vacilaram ao retirar o Bruno e sua avó sem trabalharem mais nisso. Outra coisa muito importante é: não tem preto nessa europa, gente? Cadê?
Assisti a série em dois dias e posso dizer: ela é genial. Sou funcionário público, e ao ver a série fui tomado por sentimentos dualistas de: primeiro, ver uma crítica escrachada ao funcionalismo público e ter medo dela ser mal interpretada dentro do discurso "temos que acabar com o funcionalismo", ainda mais atual nos dias de hoje; segundo, de me lembrar de muitas cenas que já vivi no trabalho e dar boas gargalhadas. Me posicionando sobre o discurso contra o funcionalismo: a saída não é acabar com o serviço público. A maioria das pessoas no serviço público estão cansadas e soterradas de trabalho e precarização. O que é mais verdade na série é a questão da burocratização desnecessária e de pessoas idiotas como comissionados (cargos de indicação, sem concurso público). Mas isso tem no setor privado também, né isso? Outra coisa: vi que a Fernanda Young foi roteirista. Caraca! Que falta essa mulher faz... Enfim, série excelente, alto nível de humor.
A série desapontou e muito. Ficou forçada. Inseriram novos personagens do nada, o enredo anterior se perdeu. Enfim, parece que foi vendida e perdeu a qualidade. Que pena!
O romance de Igor é Niko é assim tratado: nada é anormal, tudo é fluído, a sexualidade não é tabu. Nem mesmo com os pais. Que sonho. A questão do autismo também é tratada de uma forma bonita e ajuda a descontruir preconceitos sobre o espectro. A forma com que a separação dos pais de Niko se dá também é linda, e o personagem de Niko ganha cada vez mais sentido conforme a trama vai trazendo as cenas da mãe e do pai dele. Uma coisa só que eu fiquei sem entender, e acho que ficou "solto": os pais de Lena. Por que queriam ir para Itália? Por que desistiram? Por que ficaram no hotel? Acho que faltou trabalhar um pouco mais o papel deles. Aposto que uma saída seria explorar mais a relação entre irmãs (mãe de Niko e mãe de Lena).
Posso não ter prestado atenção em algo, porque por vezes achei a série arrastada, monótona - há que se ter paciência, é verdade. Mas é uma série bonita.
Concordo que seja um pouco exagerada em alguns momentos, mas não é um tempo jogado fora. É uma trama envolvente e o espectador fica curioso para saber o que acontecerá no próximo momento. Não é a melhor coisa que já vi, mas também não acredito que seja tão ruim. Fiquei curioso, inclusive, para uma segunda temporada, que com certeza veria.
Uma das melhores séries dos últimos tempos. Maratonei em uma semana. Realmente vale a pena. Sobretudo para quem precisa criar uma visão menos estereotipada sobre pessoas com autismo. Ri muito, chorei várias vezes, tive raiva do pai do Sam em algumas. É uma série que ensina sobre a importância de se ter sensibilidade para olhar e ouvir o outro e suas necessidades. Vou sentir saudades da família Gadner, do Zahid, da Paige.
Uma ótima série, que apresenta o cotidiano de pessoas judias ortodoxas, mas sem a pretensão de tecer nenhuma crítica, apenas expor. E isso é bonito, porque as vezes nos atemos somente as críticas, sem reparar no humano que existe por detrás de cada sujeito. E essa série esfrega na nossa cara que, mesmo os fanáticos religiosos, são tão humanos quanto nós mesmos.
Confesso que, no começo, detestei a terceira temporada. Odiei Libbi ter morrido, mas depois do envolvimento de Kiva com Racheli, tudo começou a fazer sentido e a ganhar cor de novo. É engraçado como essa série faz a gente se aproximar tanto dos personagens, que acabamos nutrindo uma relação com eles, como se fôssemos um membro da família. Senti raiva de Lippi e depois gostei. Depois desgotei dele de novo. Amei e também senti raiva da Gitti e Ruchama - A Gitti, em específico, me fez refletir muito sobre o quanto é doloroso conviver com alguém controlador -. Me apaixonei por Hanina. Me apenei com a secretaria do Shulem e tive vontade de abraçá-la. Detestei o Shulem, achei ele velho, depois achei ele super jovem, descontraído. Amei a esposa que compra o carro. Enfim, cada personagem despertou em mim um sentimento, uma sensação.
A cena final foi muito inesperada pra mim. Achei de uma poética incrível. Aliás, a série toda é poética, mas é uma poética do cotidiano, que as vezes é difícil de perceber.
Como fiquei em dúvida se via ou não via, corri logo pro episódio do Brasil, que conta a história de Nicinha e Jurema. Só queria dizer que começarei a ver agora o segundo episódio.
Série super legal, com um enredo bem produzido. Vale a pena ver, apesar de algumas coisinhas que incomodam.
A principal falha da série, sob meu ponto de vista, é que mostram uma realidade bem romantizada das pessoas surdas. A história toda fala só de pessoas surdas com boas condições financeiras, com boas casas. Só mostram paisagens de praia, boas ruas, uma estética bem diferente do que se vê todos os dias na vida real. (E posso estar me esquecendo algo, porque vi já faz alguns dias).
Ainda assim, a série não perde o brilho, porque trata da temática super importante, urgente e até curiosa, que é a cultura surda. Percebe-se que há um esforço por fazer da série didática com relação ao direito e a existência de pessoas surdas, e ao meu ver, isso não tem nada de ruim ou mal. É até bonito.
Pra mim, a questão do racismo foi uma sacada boa, mas não convence, porque tem um único negro no meio da história toda. Outra questão que foi uma boa sacada, mas ficou meio superficial, é sobre a drag queen. Mas, para uma primeira temporada, é um bom começo, porque toca (ainda que de muito leve) na construção da ideia de que todas as opressões se perpassam e se encontram.
Enfim, quero ver a próxima temporada e torço para que ela venha um tanto mais real e menos idealizada. De qualquer forma, senti uma pegada pegada meio adolescente, que trata de um tema sério com leveza, e faz a série ser gostosa de assistir.
Série foda. É um dos suspenses com maior crítica social que já vi na produção brasileira. Atuações excelentes dos protagonistas e uma reconstrução muito detalhista dos contexto dos anos 90.
Sofri junto com Cristina, entendi a Darlene e as dores do Edson. O final é muito digno, embora eu não saiba como ficará a nova temporada sem a presença marcante da Darlene. No fundo, eu torcia para que Cristina a tivesse salvado e elas se perdoassem. Mas, não seria nada convincente, porque a Darlene nunca mais ia confiar na Cristina caso ela tivesse sobrevivido.
Agora Cristina estará livre para contar a versão que ela quiser da história. E no fundo, é a própria Cristina a maior vítima de tudo isso. Ela é mais vítima até que o próprio Edson. A Cristina deixou uma vida de paz para tentar socorrer o irmão que estava com problemas, um irmão que era também vítima. Mas ela deu um passo maior que as pernas.
E é por isso que temos que aprender a ajudar o próximo sempre respeitando nossos limites. A questão é que isso é muito difícil quando se trata de um familiar, de alguém que você ama e que você tem uma história, um passado. Só que esse é o tipo de coisa dura que nós precisamos fazer por nós mesmos, pelo bem de nossa segurança e de nossa saúde. Precisamos aprender a dizer não, quando dizer sim significa nos colocar em risco pelo bem do outro.
Outra coisa que talvez essa série me ensine é a necessidade de lutar com inteligência. A inteligência é a maior arma que existe. Maior até do que qualquer arma de fogo, do que qualquer faca, é a inteligência. A estratégia. A esperteza. A irmandade.
Uma série super fofa. Consegue juntar duas coisas que amo: simplicidade sem perder a profundidade, uma boa fotografia/estética em ambientes "pobres". A protagonista é um amor e realmente conseguiu me despertar sentimentos pela personagem: pena, tristeza, impaciência, raiva, ansiedade.
Gosto muito da proposta de que o enredo vá se encaixando aos poucos e sempre há algo por se descobrir. São várias revelações e reviravoltas, mas de uma maneira inteligente, que faz o espectador pensar. Não são reviravoltas mirabolantes, apenas para colocarem uma surpresa descabida no meio da história.
No final, eu já tinha até me esquecido de como a história começou, mas parece que quem dirigiu sabia exatamente de onde queria partir e onde queria chegar. Aí, quando a cena final voltou para a primeira, eu fui relembrando aos poucos, e foi tão prazeroso!
Achei o irmão da protagonista um gostoso. Puts, que homem sexy! E até nos momentos em que ele era grosseiro, se percebia certa sensibilidade na maneira desconcertada dele de expor o que sentia. É claro que os machismos do personagem incomodam muito, mas acho que isso nos coloca em confronto com a realidade cultural do local de origem da série.
Embora a história seja muito boa, algumas coisas eu não consegui compreender: aquele pé de fruta que o irmão da protagonista dá um ataque e come só porque a esposa estava olhando fixamente, e o título da série. Alguém entendeu isso? Outra coisa que ficou meio desconexa foi: por que o cara rico chorava cheirando o lenço da Meryen? Aquela psicóloga com o irmão com deficiência, por que brigava tanto com a irmã?
Enfim, a série é cheia de detalhes sensíveis, e seria difícil comentar cada um deles. Mas eu quis desistir no primeiro/segundo capítulo, e ainda bem que insisti. Então, se você tiver lendo esse comentário na dúvida se deve ou não continuar vendo, por favor: continue!
Rita é uma série sensível, que conta sobre o cotidiano de uma professora, que assim como toda pessoa humana, passa por suas dificuldades e por seus perrengues.
No entanto, a série vai além desse propósito que parece ser o "cerne" da trama. A série fala sobre amizade, sobre preconceitos, relacionamentos, política, sobre como a vida pode ser bonita em meio a tristeza... e eu amo séries assim! Rita nos ensina que o bom humor é essencial para se encarar os desafios, mas que até os bem humorados tem as suas coisas difíceis pra lidar.
Em tempos em que tenho me decepcionado com as temporadas lançadas pela Netflix, ou por deixarem muito a desejar ou porque as séries parecem não conseguir mais sair da mesmice, esta temporada de Rita me surpreendeu. Deu um show de que é possível uma série dar ao público uma temporada linda, surpreendente e mesmo assim sem perder a essência. Não há enormes mudanças nos personagens ou no roteiro, mas há uma evolução enorme.
Aliás, essa é uma série que acredito que é pouco assistida, e por isso nem tinha esperança de que saísse outra temporada. Parecia ser aqueles tesouros que ninguém assiste mas que é bom pra caralho.
Essa série é uma das minha favoritas e me emociono horrores porque fala de algo tão importante para mim, que é minha profissão de professor. Rita me ajuda a lembrar o porquê da minha opção por essa profissão. Ainda que o contexto da Dinamarca e do Brasil estejam anos luz de distância, posso perceber que todo professor lida mais ou menos com questões que, hora ou outra, se aproximam.
Fiquem com vontade de gritar com o final desta temporada. Será que vai ter mais? Eu e todos os professores merecemos!
Enfim, queria escrever mais, mas tenho a sensação de que por mais que escreva não conseguirei expressar a gratidão que tenho por conhecer essa série.
A série é linda, realista, sensível, política. Toca em muitos temas com tanta naturalidade e sinceridade que a gente realmente torce muito pelas personagens.
a série ganha um reviravolta muito sem sentido no último capítulo e pra mim entregou um final de temporada muito aquém do que foi toda a série.
A Ada tentar cortar o pau do cara é muito legal, mas ficou feio como o fizeram: o cara entrando no prédio, aparece os gritos, depois a Ada na prisão e Fabi brigando com ela. E outra: ela tinha acabado de sair da terapia, parecia estar tudo legal. Sabemos que depois do processo de terapia nem tudo são flores, mas acredito que foi uma mudança de pensamento muito imediata, que não condiz com uma pessoa que acabou de sair de um processo terapêutico. E sem contar da raiva que fiquei da Caro por apoiar o agressor dela.
Enfim, parece que fizeram esse final com pressa e sem pensar direito. Só não é 5 estrelas por esse final.
Bom, a série pecou porque a 3a temporada é mais do mesmo: as protagonistas sendo perseguidas, dando voltas e voltas em torno dos temas: sobrevivência e ficar/não ficar com o dinheiro. Podiam ter inovado um pouco.
Mas, a trama em si é maravilhosa. A ideia é muito bem desenvolvida (considerando a série como um todo, até o momento). Estou ainda na metade, mas não pude deixar de vir comentar algo sobre o marido da Beth Boland. Cara, que nojo que eu tenho desse homem. O papel dele é só atrapalhar a vida da Beth. Estou torcendo para que eles não fiquem juntos.
Acho que a série é inteligente até em colocar uma mãe fora dos padrões impostos para maternidade (Annie Marks). É linda a relação de normalidade dela com o que, verdadeiramente, é normal - o filho transexual. A série não foca nisso, trata com a normalidade devida nessa terceira temporada, e isso é maravilhoso.
Enfim, é sensível a série porque trata justamente do cotidiano das mulheres, que passam por bons bocados a vida toda e ainda tem que criar os filhos e suportar homens idiotas.
O que seria desse mundo se não fossem as mulheres? Provavelmente seria uma merda mil vezes pior do que está sendo agora.
Depois de todo sofrimento (que parece ser alongado a todo momento, pois sempre que vai dar certo, dá errado), o telespectador merecia um final feliz. Não seria dar demais.
De todas as formas, achei bonito o texto que passou ao final. A ideia poderia ter ido por aí, sem que tivesse o final que teve.
Curioso. Sensível. Simples, mas inteligente (em todos os sentidos: tema, tempo de duração, estética). Maratonei em uma noite. Quero a segunda temporada.
Delírio
2.4 5Diferente do que disseram abaixo, de que não se pode esperar muito por ser uma produção colombiana (comentário tosco, totalmente tosco), a série é intrigante e conversa com parte da história desse país tão importante para a América Latina.
É um ótimo trabalho de suspense, drama, que envolve assuntos da psicanálise, que explora a loucura, o romance, a desigualdade social, e está baseado na obra de uma autora renomada. É encantador que a trama não está entregue desde o princípio para o telespectador, mas ela vai se formando como um quebra-cabeças, sendo necessário paciência para compreender todo o enredo.
Juan Pablo Urrego (el Midas), é um ator e tanto! Além de tirar o fôlego com seu charme, convence muito com suas interpretações - e falo isso por acompanhar outros de seus trabalhos. Esse menino ainda vai fazer muito sucesso.
Enfim, que viva a arte do povo latino americano! Que viva Colômbia, hijoeputa!
Só acho que ficou faltando o irmão Bichi de Agustina aparecer. De maneira geral, a questão da homossexualidade poderia ter sido melhor explorada, e ficou presa somente na questão do avô e Bichi como subtemas da história. Outra ponta que faltou fechar: no final da história, a Tia da Agustina, tão importante para o enredo, onde estava? Enfim, pontos que, sem dúvidas, não tiram o interessante da série.
Um Dia de Cada Vez (3ª Temporada)
4.5 117Ao final dessa e de todas as outras duas temporadas, todo mundo se sente um pouco parte da família Alvárez.
Te queremos mucho, Lupita!!!]
<3
A Primeira Vez (3ª Temporada)
4.0 3 Assista AgoraViva a arte do povo latino-americano!
Série foda, foda, foda. Historicamente bem ambientada, é educativa, ótima trilha sonora, conseguimos entrar no mundo de cada personagem, entender seus dilemas, amadurecer com eles. Os personagens são bem realistas: nem bonzinhos, nem malvados - pessoas, com erros, defeitos, contradições. A série toca em temas críticos, temas necessários: sexualidade, aborto, família, relações de classe, trabalho, maternidade, machismo, inclusão. O amor de Camilo é tão absurdo, que as vezes se tornava cansativo, e depois começava a ser cômico, de tão absurdo!
A série tem defeitos, ao meu ver? Claro que tem. Um deles é justamente utilizar linguagens ou discussões que muito provavelmente não seriam debatidas daquela mesma forma nos anos 70 - quase beirando um anacronismo. No entanto, por outro lado, qual seria a utilidade de fazer uma série histórica que não permitisse relacioná-la com a atualidade? Outra coisa que também não curti foi terem deixado a história de Pavón e Martins de lado. Vários momentos os personagens deram a entender existir algo mais. Será que vem algo por aí? Tomara que sim!
A 3ª temporada é ainda mais especial, com destaque para os figurinos belíssimos e com vários elementos dos anos 70. Foi genial a sacada de trazer os personagens em uma outra fase da vida - adultos, cuidando de si sem tanta ligação com os pais. E, no entanto, fazem isso sem deixar de lado os enredos dos pais.
Enfim, para mim é 5 estrelas!
Invejosa (2ª Temporada)
3.6 13 Assista AgoraQueria um Matias! hahahahaha
Sintonia (5ª Temporada)
3.4 23Seria melhor não ter tido a 5a temporada. Achei chata.
Decameron (1ª Temporada)
3.4 27 Assista AgoraUma série legalzinha. Excelente recorte histórico e cenários. O enredo é que começa a ficar chato com o passar dos episódios, principalmente no finalzinho. Impossível não associar com o covid. Alguns personagens deveriam ter morrido no início no lugar de outros. O médico Dioneo, por exemplo, merecia viver mais que Tindaro (este último, o pior personagem, chatíssimo!). Mas tem plot twists muuuito bons.
Merlí: Sapere Aude (2ª Temporada)
3.5 29Série linda, encantadora. Não achei que perde em nada com relação à série original.
São séries diferentes, que tratam de temas diferentes, mantendo em comum alguns personagens e a filosofia como pano de fundo. A série tocou em pontos muitos caros para mim e, suponho, para outros jovens adultos (galera na faixa dos 20). Entre estes pontos, cito: as relações entre filhos-adultos e pais; os relacionamentos intergeracionais (não apenas amorosos!); sexo e sexualidade; os relacionamentos amorosos (e o tal do ditado "quem eu quero, não me quer. Quem me quer, mandei embora!"); amizade; a emigração; desigualdade social; solidão; vazios existenciais; vícios; velhice; doença... enfim, uma profundidade imensa! Todos estes pontos foram bem elaborados, elencados, tiveram a devida atenção dentro do enredo. Outra característica positiva é que a trama sabe retirar os personagens do enredo nas horas certas. Só senti que vacilaram ao retirar o Bruno e sua avó sem trabalharem mais nisso. Outra coisa muito importante é: não tem preto nessa europa, gente? Cadê?
Os Aspones (1ª Temporada)
4.0 74Assisti a série em dois dias e posso dizer: ela é genial. Sou funcionário público, e ao ver a série fui tomado por sentimentos dualistas de: primeiro, ver uma crítica escrachada ao funcionalismo público e ter medo dela ser mal interpretada dentro do discurso "temos que acabar com o funcionalismo", ainda mais atual nos dias de hoje; segundo, de me lembrar de muitas cenas que já vivi no trabalho e dar boas gargalhadas. Me posicionando sobre o discurso contra o funcionalismo: a saída não é acabar com o serviço público. A maioria das pessoas no serviço público estão cansadas e soterradas de trabalho e precarização. O que é mais verdade na série é a questão da burocratização desnecessária e de pessoas idiotas como comissionados (cargos de indicação, sem concurso público). Mas isso tem no setor privado também, né isso? Outra coisa: vi que a Fernanda Young foi roteirista. Caraca! Que falta essa mulher faz... Enfim, série excelente, alto nível de humor.
Tudo Pede Salvação (2ª Temporada)
4.1 4 Assista AgoraFofo demais. O protagonista é gostoso em todos os sentidos. Gian Lucca merecia um amor correspondido e maior espaço para além da coadjuvação.
Bridgerton (3ª Temporada)
3.7 123 Assista AgoraA série desapontou e muito. Ficou forçada. Inseriram novos personagens do nada, o enredo anterior se perdeu. Enfim, parece que foi vendida e perdeu a qualidade. Que pena!
Primeiros Amores (1ª Temporada)
4.0 16 Assista AgoraAdoro enredos em que a sexualidade é tratada com naturalidade.
O romance de Igor é Niko é assim tratado: nada é anormal, tudo é fluído, a sexualidade não é tabu. Nem mesmo com os pais. Que sonho.
A questão do autismo também é tratada de uma forma bonita e ajuda a descontruir preconceitos sobre o espectro.
A forma com que a separação dos pais de Niko se dá também é linda, e o personagem de Niko ganha cada vez mais sentido conforme a trama vai trazendo as cenas da mãe e do pai dele.
Uma coisa só que eu fiquei sem entender, e acho que ficou "solto": os pais de Lena. Por que queriam ir para Itália? Por que desistiram? Por que ficaram no hotel? Acho que faltou trabalhar um pouco mais o papel deles. Aposto que uma saída seria explorar mais a relação entre irmãs (mãe de Niko e mãe de Lena).
Posso não ter prestado atenção em algo, porque por vezes achei a série arrastada, monótona - há que se ter paciência, é verdade. Mas é uma série bonita.
Treta (1ª Temporada)
4.1 336 Assista AgoraConcordo que seja um pouco exagerada em alguns momentos, mas não é um tempo jogado fora. É uma trama envolvente e o espectador fica curioso para saber o que acontecerá no próximo momento. Não é a melhor coisa que já vi, mas também não acredito que seja tão ruim. Fiquei curioso, inclusive, para uma segunda temporada, que com certeza veria.
Outlander (7ª Temporada)
3.9 31Estou sentindo tanta falta dessa série. Contando os dias para sair a próxima temporada.
Atypical (4ª Temporada)
4.1 213 Assista AgoraUma das melhores séries dos últimos tempos. Maratonei em uma semana. Realmente vale a pena. Sobretudo para quem precisa criar uma visão menos estereotipada sobre pessoas com autismo. Ri muito, chorei várias vezes, tive raiva do pai do Sam em algumas. É uma série que ensina sobre a importância de se ter sensibilidade para olhar e ouvir o outro e suas necessidades. Vou sentir saudades da família Gadner, do Zahid, da Paige.
Shtisel (3ª Temporada)
4.4 12Uma ótima série, que apresenta o cotidiano de pessoas judias ortodoxas, mas sem a pretensão de tecer nenhuma crítica, apenas expor. E isso é bonito, porque as vezes nos atemos somente as críticas, sem reparar no humano que existe por detrás de cada sujeito. E essa série esfrega na nossa cara que, mesmo os fanáticos religiosos, são tão humanos quanto nós mesmos.
Confesso que, no começo, detestei a terceira temporada. Odiei Libbi ter morrido, mas depois do envolvimento de Kiva com Racheli, tudo começou a fazer sentido e a ganhar cor de novo. É engraçado como essa série faz a gente se aproximar tanto dos personagens, que acabamos nutrindo uma relação com eles, como se fôssemos um membro da família. Senti raiva de Lippi e depois gostei. Depois desgotei dele de novo. Amei e também senti raiva da Gitti e Ruchama - A Gitti, em específico, me fez refletir muito sobre o quanto é doloroso conviver com alguém controlador -. Me apaixonei por Hanina. Me apenei com a secretaria do Shulem e tive vontade de abraçá-la. Detestei o Shulem, achei ele velho, depois achei ele super jovem, descontraído. Amei a esposa que compra o carro. Enfim, cada personagem despertou em mim um sentimento, uma sensação.
A cena final foi muito inesperada pra mim. Achei de uma poética incrível. Aliás, a série toda é poética, mas é uma poética do cotidiano, que as vezes é difícil de perceber.
Nossos mortos sempre estarão com a gente.
Meu Amor: Seis Histórias de Amor Verdadeiro (1ª Temporada)
4.0 11Como fiquei em dúvida se via ou não via, corri logo pro episódio do Brasil, que conta a história de Nicinha e Jurema. Só queria dizer que começarei a ver agora o segundo episódio.
Crisálida
4.1 9Série super legal, com um enredo bem produzido. Vale a pena ver, apesar de algumas coisinhas que incomodam.
A principal falha da série, sob meu ponto de vista, é que mostram uma realidade bem romantizada das pessoas surdas. A história toda fala só de pessoas surdas com boas condições financeiras, com boas casas. Só mostram paisagens de praia, boas ruas, uma estética bem diferente do que se vê todos os dias na vida real. (E posso estar me esquecendo algo, porque vi já faz alguns dias).
Ainda assim, a série não perde o brilho, porque trata da temática super importante, urgente e até curiosa, que é a cultura surda. Percebe-se que há um esforço por fazer da série didática com relação ao direito e a existência de pessoas surdas, e ao meu ver, isso não tem nada de ruim ou mal. É até bonito.
Pra mim, a questão do racismo foi uma sacada boa, mas não convence, porque tem um único negro no meio da história toda. Outra questão que foi uma boa sacada, mas ficou meio superficial, é sobre a drag queen. Mas, para uma primeira temporada, é um bom começo, porque toca (ainda que de muito leve) na construção da ideia de que todas as opressões se perpassam e se encontram.
Enfim, quero ver a próxima temporada e torço para que ela venha um tanto mais real e menos idealizada. De qualquer forma, senti uma pegada pegada meio adolescente, que trata de um tema sério com leveza, e faz a série ser gostosa de assistir.
Irmandade (1ª Temporada)
4.0 157 Assista AgoraSérie foda. É um dos suspenses com maior crítica social que já vi na produção brasileira. Atuações excelentes dos protagonistas e uma reconstrução muito detalhista dos contexto dos anos 90.
Sofri junto com Cristina, entendi a Darlene e as dores do Edson. O final é muito digno, embora eu não saiba como ficará a nova temporada sem a presença marcante da Darlene. No fundo, eu torcia para que Cristina a tivesse salvado e elas se perdoassem. Mas, não seria nada convincente, porque a Darlene nunca mais ia confiar na Cristina caso ela tivesse sobrevivido.
Agora Cristina estará livre para contar a versão que ela quiser da história. E no fundo, é a própria Cristina a maior vítima de tudo isso. Ela é mais vítima até que o próprio Edson. A Cristina deixou uma vida de paz para tentar socorrer o irmão que estava com problemas, um irmão que era também vítima. Mas ela deu um passo maior que as pernas.
E é por isso que temos que aprender a ajudar o próximo sempre respeitando nossos limites. A questão é que isso é muito difícil quando se trata de um familiar, de alguém que você ama e que você tem uma história, um passado. Só que esse é o tipo de coisa dura que nós precisamos fazer por nós mesmos, pelo bem de nossa segurança e de nossa saúde. Precisamos aprender a dizer não, quando dizer sim significa nos colocar em risco pelo bem do outro.
Outra coisa que talvez essa série me ensine é a necessidade de lutar com inteligência. A inteligência é a maior arma que existe. Maior até do que qualquer arma de fogo, do que qualquer faca, é a inteligência. A estratégia. A esperteza. A irmandade.
8 em Istambul (1ª Temporada)
4.2 35 Assista AgoraUma série super fofa. Consegue juntar duas coisas que amo: simplicidade sem perder a profundidade, uma boa fotografia/estética em ambientes "pobres". A protagonista é um amor e realmente conseguiu me despertar sentimentos pela personagem: pena, tristeza, impaciência, raiva, ansiedade.
Gosto muito da proposta de que o enredo vá se encaixando aos poucos e sempre há algo por se descobrir. São várias revelações e reviravoltas, mas de uma maneira inteligente, que faz o espectador pensar. Não são reviravoltas mirabolantes, apenas para colocarem uma surpresa descabida no meio da história.
No final, eu já tinha até me esquecido de como a história começou, mas parece que quem dirigiu sabia exatamente de onde queria partir e onde queria chegar. Aí, quando a cena final voltou para a primeira, eu fui relembrando aos poucos, e foi tão prazeroso!
Achei o irmão da protagonista um gostoso. Puts, que homem sexy! E até nos momentos em que ele era grosseiro, se percebia certa sensibilidade na maneira desconcertada dele de expor o que sentia. É claro que os machismos do personagem incomodam muito, mas acho que isso nos coloca em confronto com a realidade cultural do local de origem da série.
Embora a história seja muito boa, algumas coisas eu não consegui compreender: aquele pé de fruta que o irmão da protagonista dá um ataque e come só porque a esposa estava olhando fixamente, e o título da série. Alguém entendeu isso? Outra coisa que ficou meio desconexa foi: por que o cara rico chorava cheirando o lenço da Meryen? Aquela psicóloga com o irmão com deficiência, por que brigava tanto com a irmã?
Enfim, a série é cheia de detalhes sensíveis, e seria difícil comentar cada um deles. Mas eu quis desistir no primeiro/segundo capítulo, e ainda bem que insisti. Então, se você tiver lendo esse comentário na dúvida se deve ou não continuar vendo, por favor: continue!
Rita (5ª Temporada)
4.2 34 Assista AgoraEscrevo isso chorando.
Rita é uma série sensível, que conta sobre o cotidiano de uma professora, que assim como toda pessoa humana, passa por suas dificuldades e por seus perrengues.
No entanto, a série vai além desse propósito que parece ser o "cerne" da trama. A série fala sobre amizade, sobre preconceitos, relacionamentos, política, sobre como a vida pode ser bonita em meio a tristeza... e eu amo séries assim! Rita nos ensina que o bom humor é essencial para se encarar os desafios, mas que até os bem humorados tem as suas coisas difíceis pra lidar.
Em tempos em que tenho me decepcionado com as temporadas lançadas pela Netflix, ou por deixarem muito a desejar ou porque as séries parecem não conseguir mais sair da mesmice, esta temporada de Rita me surpreendeu. Deu um show de que é possível uma série dar ao público uma temporada linda, surpreendente e mesmo assim sem perder a essência. Não há enormes mudanças nos personagens ou no roteiro, mas há uma evolução enorme.
Aliás, essa é uma série que acredito que é pouco assistida, e por isso nem tinha esperança de que saísse outra temporada. Parecia ser aqueles tesouros que ninguém assiste mas que é bom pra caralho.
Essa série é uma das minha favoritas e me emociono horrores porque fala de algo tão importante para mim, que é minha profissão de professor. Rita me ajuda a lembrar o porquê da minha opção por essa profissão. Ainda que o contexto da Dinamarca e do Brasil estejam anos luz de distância, posso perceber que todo professor lida mais ou menos com questões que, hora ou outra, se aproximam.
Fiquem com vontade de gritar com o final desta temporada. Será que vai ter mais? Eu e todos os professores merecemos!
Enfim, queria escrever mais, mas tenho a sensação de que por mais que escreva não conseguirei expressar a gratidão que tenho por conhecer essa série.
Obrigado, Rita.
Entendeu ou Precisa Desenhar? (1ª Temporada)
4.1 24A série é linda, realista, sensível, política. Toca em muitos temas com tanta naturalidade e sinceridade que a gente realmente torce muito pelas personagens.
Mas...
a série ganha um reviravolta muito sem sentido no último capítulo e pra mim entregou um final de temporada muito aquém do que foi toda a série.
A Ada tentar cortar o pau do cara é muito legal, mas ficou feio como o fizeram: o cara entrando no prédio, aparece os gritos, depois a Ada na prisão e Fabi brigando com ela. E outra: ela tinha acabado de sair da terapia, parecia estar tudo legal. Sabemos que depois do processo de terapia nem tudo são flores, mas acredito que foi uma mudança de pensamento muito imediata, que não condiz com uma pessoa que acabou de sair de um processo terapêutico. E sem contar da raiva que fiquei da Caro por apoiar o agressor dela.
Enfim, parece que fizeram esse final com pressa e sem pensar direito.
Só não é 5 estrelas por esse final.
Mas, ainda sim vale muito a pena ver!
Good Girls (3ª Temporada)
3.4 124 Assista AgoraBom, a série pecou porque a 3a temporada é mais do mesmo: as protagonistas sendo perseguidas, dando voltas e voltas em torno dos temas: sobrevivência e ficar/não ficar com o dinheiro. Podiam ter inovado um pouco.
Mas, a trama em si é maravilhosa. A ideia é muito bem desenvolvida (considerando a série como um todo, até o momento). Estou ainda na metade, mas não pude deixar de vir comentar algo sobre o marido da Beth Boland. Cara, que nojo que eu tenho desse homem. O papel dele é só atrapalhar a vida da Beth. Estou torcendo para que eles não fiquem juntos.
Acho que a série é inteligente até em colocar uma mãe fora dos padrões impostos para maternidade (Annie Marks). É linda a relação de normalidade dela com o que, verdadeiramente, é normal - o filho transexual. A série não foca nisso, trata com a normalidade devida nessa terceira temporada, e isso é maravilhoso.
Enfim, é sensível a série porque trata justamente do cotidiano das mulheres, que passam por bons bocados a vida toda e ainda tem que criar os filhos e suportar homens idiotas.
O que seria desse mundo se não fossem as mulheres?
Provavelmente seria uma merda mil vezes pior do que está sendo agora.
As Telefonistas (6ª Temporada)
3.6 49Realmente merecia um final melhor.
Depois de todo sofrimento (que parece ser alongado a todo momento, pois sempre que vai dar certo, dá errado), o telespectador merecia um final feliz. Não seria dar demais.
De todas as formas, achei bonito o texto que passou ao final. A ideia poderia ter ido por aí, sem que tivesse o final que teve.
Amizade Dolorida (1ª Temporada)
3.6 136 Assista AgoraCurioso. Sensível. Simples, mas inteligente (em todos os sentidos: tema, tempo de duração, estética). Maratonei em uma noite. Quero a segunda temporada.