Passada a euforia, por ser fã da obra literária, revejo esta obra com certo pesar. Denis me parece cada vez mais um diretor ilustrativo, ele trabalha muito bem o visual de suas obras, mas pesa a mão na carga dramática. Difícil se aproximar de personagens cujo carisma é zero. Que as pessoas busquem o livro.
Enquanto "O Corcunda de Notre Dame" é o filme mais corajoso da Disney, "Pocahontas" é o mais adulto. A Disney precisa voltar a ter a magia de antigamente. Parte da bondade que habita meu coração é mérito dos seus filmes que me educaram e me tornaram uma pessoa um pouco melhor.
EPISÓDIO 3 tem outro tom. Parece até ser desenvolvido por outra equipe. Informações pertinentes, personagens curiosos, situações interessantes e bem...Darth Vader. Não vou negar que a premissa de Anakin é bem similar mesmo a de Paul Atreides de Duna.
A última hora do filme causa um climão, uma sensação ruim. Desconforto atrás de desconforto. Toda áurea infantil/aventureira toma um lado sombrio. A cena com as crianças jedi, que pesadoooo! Darth Vader é mesmo um dos maiores vilões da indústria cinematográfica.
Um filme com muito potencial. A Disney deixou de ser aquela marca aventureira, sem medo de enfrentar o novo e desafiar os espectadores a pensar. Dá pra ver que o filme na própria narrativa sofreu ajuste. Ele parece querer ir pra um lugar, mas não decola. Elio era pra ser grande como o universo, mas é só mais um qualquer coisa produzido no planeta Terra.
Este filme perdeu o tom confuso inebriante após anos de inserção de viagens no tempo, linhas temporais, e outras teorias em utilizadas em Hollywood. Ele parece mais simples, digerivel, e fácil de compreender. Mesmo assim é uma viagem daquelas.
Pra quem já teve um.surto psicótico é bem isto aí.
Um vazio existencial me tomou com força ao final deste filme. Não sei dizer mais nada a não ser que, para estes pobres personagens, não há amor que resista. Estão quebrados. Eu duvido fortemente que consigam viver um amor pleno sem desconfiar que a dor possa bater à porta de novo. Eles até podem tentar, mas falharão.
A parte mais difícil deste filme é tentar ter compaixão pela personagem principal que atua na vida como uma megera. E não é fácil compreender as motivações de Erika. Em um momento passei a acreditar que ela tivesse passado por coisas muito ruins e estava destruída. Ao dar conta do vírus que tinha se tornado, propagando e destruindo tudo que tocava, apenas aceitei que certas pessoas jamais irão querer mudar a forma de viver, porque o sadismo, a perversidade já são parte do prazer que compõe a personalidade delas. E isso me assusta.
Sem dúvida umas das mais lindas histórias de amor, que rompe as diferenças e nos envolve com o clamor da paixão. O navio se torna pequeno para o romance que decidimos juntos embarcar.
Entre pérolas contidas no catálogo da Netflix em 2011, me deparei com Estamira. Foi um estrondo! Estamira era louca, não falava coisa com coisa e foi morar no lixão. Mas ela não era somente louca, era lúcida. Um homem a estuprava enquanto ela pedia ajuda a Deus. Este homem dizia "Que Deus? Esquece isso!" E em suas memórias lembrava de quando seu avô a colocou em um bordel. Assim, Estamira que um dia amou Deus, o mandou para o caralho. O filho evangélico acreditava que ela estava possuída pelo demônio e se afastou da matriarca. A filha caçula, adotada pela madrasta aos seis anos e foi morar na cidade, carrega a dor (agora adulta) de ter ficado longe da mãe na infância. "Ela conseguiu criar meus irmãos com nada, eu acho que ela conseguiria me criar também".
Este é só o início de um dos documentários mais fascinantes do nosso Brasil. A vida de quem precisa manter os olhos na realidade enquanto necessita manter em sonhos. O cérebro viaja pelo cometa. "E sabe o que significa cometa?" ela pergunta. "Comandante!"
O monólogo abaixo marcou minha vida.
"Quem já teve medo de dizer a verdade, largou de morrer? Largou? Quem trabalha de dia e noite largou de morrer? Largou de miséria? Eu sou a Estamira, no inferno, no céu, no caralho, em tudo quanto é lugar! Eu sou o transbordo. Você sabe o que é um transbordo? Bem... tudo que enche transborda...Eu sou a beira do mundo!"
Eu não recordo pq tinha tanto carinho pela série Smallville que passava aos domingos no SBT, afinal Superman nem estava no meu top 10 melhores super-heróis. Este filme me fez lembrar quem é Clark e quem é o homem que voa e tem capa, me fez voltar a gostar de filmes de herói, me fez sair feliz e com o coração cheio de esperança. Afinal "Talvez ser gentil seja o novo punk rock".
Coitado do Neo que teve que escolher uma pílula e agora precisa passar três filmes lutando, sem paz nem sossego pra ir prum sítio tocar moda de viola, comer frango caipira e ficar só de boas.
Eu era apenas um garoto em frente à tv de tubo na sala com meus pais. Os créditos finais do primeiro Matrix subiam, eu estava em êxtase. Não havia entendido nada e mesmo assim estava tomado por uma consciência absoluta: era tudo que eu gostava. O figurino, a trilha, a arte, a coreografia, os efeitos. Mais tarde eu entenderia também sobre edição, e o principal: a história. Quanto mais eu consumia sobre Matrix, mais eu ficava fascinado. A multipla abordagem, levando em consideração o tema principal sobre o embate da humanidade contra a sua criação me levava pra um caminho mais próximo de outro tema - a espiritualidade. Matrix move tantas camadas de consciência e debate que a cada vez que eu assistia, em anos distintos, parecia ser uma nova obra.
Na época do lançamento de Reloaded eu estava com muita espectativa, eu agora era adolescente, mas minha criança interior, aquela que gostava de usar a imaginação, fervia! Saí um pouco frustrado. Não era o mesmo filme, e nem deveria ser. Vinte anos depois sento pra reviver esta experiência numa tela plana em meu quarto. Quanto o mundo mudou desde lá? Quanto eu mudei?
Termino o filme arrepiado. Reloaded tem a mesma áurea do primeiro, tudo que reivindicava pra estar de volta, estava lá! O filme aprofunda sobre as questões humanas e sobre o que as máquinas jamais conseguirão ser. Hoje, depois ter consumido mais de ficção científica graças à Matrix, pude notar muitas referências, inclusive do meu livro favorito Duna.
Reloaded é uma experiência imersiva sobre tecnologia, profunda sobre espiritualidade e conversa cada vez mais com o caminho que estamos traçando. Talvez não o fim da humanidade, mas sim com o fim da humanidade como a conhecemos.
Eu era um adolescente e recordo como este filme me cativou. Durante os últimos 25 anos sempre revisitava esta obra-prima. Agora, adulto, é a primeira vez que choro ao terminar. A filosofia, o impulso sobre sermos autênticos e reconhecer a identidade que habita nosso DNA, nos livrar do sistema (em plena época onde todos são influências ou influenciados, vivendo no automático, em rebanho, e principalmente com os avanço da I.A.) e nos sentir livre está cada vez mais impossível. Mas ainda quando tentamos, terá valido cada instante! FILMÃO
Rever filmes antigos pode ser revigorante. Acabo de finalizar Magnólia e me dei conta que tem coisa que só o tempo nos faz enxergar. Este filme já era um dos melhores, e depois de hoje passou a ter um carinho mais especial na minha vida.
Desde muito novo fui problemático, parte creio que por minha formação familiar. Passei a minha juventude tentando ser aceito, querendo que as pessoas gostassem de mim. E mesmo elas gostando eu não enxergava isso. Ver Arthur me dá pena, ao mesmo tempo consigo entender a devastação de ser e não poder se ver. É completamente autodestrutivo quando a unica verdade é a que inventamos pra nós. E quem nunca mentiu pra si mesmo pra poder ser feliz. Mas o que Arthur é não perdoa o que Arthur fez. Este filme vai muito além de uma história do Coringa, eu mesmo me perdi nos devaneios e na busca do protagonista pelo amor e de tentar ser alguém. Eu sei, estamos doentes, estou doente. A ponto de aplaudir os loucos, fomentar no mais íntimo o caos e desejar que as máscaras de cada um dessa sociedade anestesiada caia e revele não o Coringa que habita em si, mas que mostre o Arthur que cada um verdadeiramente é.
Alguns filmes movem mais que nossos sentimentos. Eles fazem com que a gente o vivencie. Este é um daqueles raros longas que cometem esta "atrocidade" com a gente. Na metade da obra eu tinha certeza do que iria acontecer. Meu coração estava acelerado, lágrimas nos olhos, dor no peito. O filme estava feito, tinha um final que eu não conhecia, mas já queria mudá-lo.
Há filmes que não precisam ser premiados para serem reconhecidos. Eles sobrevivem por si só e se tornam maiores do que tudo que já foi aplaudido. É uma experiência única, forte e talvez revolucionária! Eu agradeço todos os dias por existir coisas assim, que são capazes de mudar o mundo todo, nem que seja apenas todo meu mundo.
Duna
3.8 1,7K Assista AgoraPassada a euforia, por ser fã da obra literária, revejo esta obra com certo pesar. Denis me parece cada vez mais um diretor ilustrativo, ele trabalha muito bem o visual de suas obras, mas pesa a mão na carga dramática. Difícil se aproximar de personagens cujo carisma é zero. Que as pessoas busquem o livro.
Antes do Pôr-do-Sol
4.2 1,5K Assista AgoraQue desabafo de Celine. Me senti representado.
Pocahontas: O Encontro de Dois Mundos
3.6 592 Assista AgoraEnquanto "O Corcunda de Notre Dame" é o filme mais corajoso da Disney, "Pocahontas" é o mais adulto. A Disney precisa voltar a ter a magia de antigamente. Parte da bondade que habita meu coração é mérito dos seus filmes que me educaram e me tornaram uma pessoa um pouco melhor.
Star Wars, Episódio III: A Vingança dos Sith
4.1 1,2KUma falha que me incomoda muito em Star Wars é que no ep 2 Anakin conta que matou crianças e a Padmé: ata, todo mundo tem seus momentos.
Aí no ep 3 ela fica sabendo que ele matou (de novo) crianças e ela: nossassinhora que foi isso Ani tu é doido socorro psico.
Star Wars, Episódio III: A Vingança dos Sith
4.1 1,2KCONTÉM LEVES SPOILERS
EPISÓDIO 3 tem outro tom. Parece até ser desenvolvido por outra equipe. Informações pertinentes, personagens curiosos, situações interessantes e bem...Darth Vader. Não vou negar que a premissa de Anakin é bem similar mesmo a de Paul Atreides de Duna.
A última hora do filme causa um climão, uma sensação ruim. Desconforto atrás de desconforto. Toda áurea infantil/aventureira toma um lado sombrio. A cena com as crianças jedi, que pesadoooo! Darth Vader é mesmo um dos maiores vilões da indústria cinematográfica.
Elio
3.3 129Um filme com muito potencial. A Disney deixou de ser aquela marca aventureira, sem medo de enfrentar o novo e desafiar os espectadores a pensar. Dá pra ver que o filme na própria narrativa sofreu ajuste. Ele parece querer ir pra um lugar, mas não decola. Elio era pra ser grande como o universo, mas é só mais um qualquer coisa produzido no planeta Terra.
Donnie Darko
4.2 3,9K Assista AgoraEste filme perdeu o tom confuso inebriante após anos de inserção de viagens no tempo, linhas temporais, e outras teorias em utilizadas em Hollywood. Ele parece mais simples, digerivel, e fácil de compreender. Mesmo assim é uma viagem daquelas.
Pra quem já teve um.surto psicótico é bem isto aí.
Lilo & Stitch
3.6 244 Assista AgoraEsta versão é curiosa, mas não interessante.
Clímax
3.6 1,2K Assista AgoraClimax é o maior filme de terror que já vi.
Love
3.5 881 Assista AgoraAcredito que Gaspar Noé quis dizer alguma coisa importante aqui, só tenho muitas dúvidas sobre o que é.
Closer: Perto Demais
3.9 3,3K Assista AgoraUm vazio existencial me tomou com força ao final deste filme. Não sei dizer mais nada a não ser que, para estes pobres personagens, não há amor que resista. Estão quebrados. Eu duvido fortemente que consigam viver um amor pleno sem desconfiar que a dor possa bater à porta de novo. Eles até podem tentar, mas falharão.
A Professora de Piano
4.0 725A parte mais difícil deste filme é tentar ter compaixão pela personagem principal que atua na vida como uma megera. E não é fácil compreender as motivações de Erika. Em um momento passei a acreditar que ela tivesse passado por coisas muito ruins e estava destruída. Ao dar conta do vírus que tinha se tornado, propagando e destruindo tudo que tocava, apenas aceitei que certas pessoas jamais irão querer mudar a forma de viver, porque o sadismo, a perversidade já são parte do prazer que compõe a personalidade delas. E isso me assusta.
Titanic
4.0 4,6K Assista Agora"Música para se morrer afogado. Agora sei que estou na primeira classe."
Titanic
4.0 4,6K Assista AgoraSem dúvida umas das mais lindas histórias de amor, que rompe as diferenças e nos envolve com o clamor da paixão. O navio se torna pequeno para o romance que decidimos juntos embarcar.
Estamira
4.3 378 Assista AgoraEntre pérolas contidas no catálogo da Netflix em 2011, me deparei com Estamira. Foi um estrondo! Estamira era louca, não falava coisa com coisa e foi morar no lixão. Mas ela não era somente louca, era lúcida. Um homem a estuprava enquanto ela pedia ajuda a Deus. Este homem dizia "Que Deus? Esquece isso!" E em suas memórias lembrava de quando seu avô a colocou em um bordel. Assim, Estamira que um dia amou Deus, o mandou para o caralho.
O filho evangélico acreditava que ela estava possuída pelo demônio e se afastou da matriarca. A filha caçula, adotada pela madrasta aos seis anos e foi morar na cidade, carrega a dor (agora adulta) de ter ficado longe da mãe na infância. "Ela conseguiu criar meus irmãos com nada, eu acho que ela conseguiria me criar também".
Este é só o início de um dos documentários mais fascinantes do nosso Brasil. A vida de quem precisa manter os olhos na realidade enquanto necessita manter em sonhos. O cérebro viaja pelo cometa. "E sabe o que significa cometa?" ela pergunta. "Comandante!"
O monólogo abaixo marcou minha vida.
"Quem já teve medo de dizer a verdade, largou de morrer? Largou? Quem trabalha de dia e noite largou de morrer? Largou de miséria? Eu sou a Estamira, no inferno, no céu, no caralho, em tudo quanto é lugar! Eu sou o transbordo. Você sabe o que é um transbordo? Bem... tudo que enche transborda...Eu sou a beira do mundo!"
Documentário disponível completo no YouTube.
Estamira
4.3 378 Assista AgoraMinha paciência com quem entra na vida da gente pra pregar a Bíblia é igual a da Estamira.
Dito isso, vai pro céu, vai pro inferno, vai pro caralho!
Superman
3.6 916 Assista AgoraEu não recordo pq tinha tanto carinho pela série Smallville que passava aos domingos no SBT, afinal Superman nem estava no meu top 10 melhores super-heróis. Este filme me fez lembrar quem é Clark e quem é o homem que voa e tem capa, me fez voltar a gostar de filmes de herói, me fez sair feliz e com o coração cheio de esperança. Afinal "Talvez ser gentil seja o novo punk rock".
Matrix
4.3 2,6K Assista AgoraCoitado do Neo que teve que escolher uma pílula e agora precisa passar três filmes lutando, sem paz nem sossego pra ir prum sítio tocar moda de viola, comer frango caipira e ficar só de boas.
Matrix Reloaded
3.7 858 Assista AgoraEu era apenas um garoto em frente à tv de tubo na sala com meus pais. Os créditos finais do primeiro Matrix subiam, eu estava em êxtase. Não havia entendido nada e mesmo assim estava tomado por uma consciência absoluta: era tudo que eu gostava. O figurino, a trilha, a arte, a coreografia, os efeitos. Mais tarde eu entenderia também sobre edição, e o principal: a história. Quanto mais eu consumia sobre Matrix, mais eu ficava fascinado. A multipla abordagem, levando em consideração o tema principal sobre o embate da humanidade contra a sua criação me levava pra um caminho mais próximo de outro tema - a espiritualidade. Matrix move tantas camadas de consciência e debate que a cada vez que eu assistia, em anos distintos, parecia ser uma nova obra.
Na época do lançamento de Reloaded eu estava com muita espectativa, eu agora era adolescente, mas minha criança interior, aquela que gostava de usar a imaginação, fervia! Saí um pouco frustrado. Não era o mesmo filme, e nem deveria ser. Vinte anos depois sento pra reviver esta experiência numa tela plana em meu quarto. Quanto o mundo mudou desde lá? Quanto eu mudei?
Termino o filme arrepiado. Reloaded tem a mesma áurea do primeiro, tudo que reivindicava pra estar de volta, estava lá! O filme aprofunda sobre as questões humanas e sobre o que as máquinas jamais conseguirão ser. Hoje, depois ter consumido mais de ficção científica graças à Matrix, pude notar muitas referências, inclusive do meu livro favorito Duna.
Reloaded é uma experiência imersiva sobre tecnologia, profunda sobre espiritualidade e conversa cada vez mais com o caminho que estamos traçando. Talvez não o fim da humanidade, mas sim com o fim da humanidade como a conhecemos.
Obra-prima da ficção científica audiovisual
Matrix
4.3 2,6K Assista AgoraEu era um adolescente e recordo como este filme me cativou. Durante os últimos 25 anos sempre revisitava esta obra-prima. Agora, adulto, é a primeira vez que choro ao terminar. A filosofia, o impulso sobre sermos autênticos e reconhecer a identidade que habita nosso DNA, nos livrar do sistema (em plena época onde todos são influências ou influenciados, vivendo no automático, em rebanho, e principalmente com os avanço da I.A.) e nos sentir livre está cada vez mais impossível. Mas ainda quando tentamos, terá valido cada instante! FILMÃO
Ainda Estou Aqui
4.5 1,5K Assista AgoraSobem os créditos. Estou irritado. Dói em mim algo que não vivi. Baita filme pra dizer ao mundo o que se foi e ainda tenta ser por aqui.
Magnólia
4.1 1,4K Assista AgoraRever filmes antigos pode ser revigorante. Acabo de finalizar Magnólia e me dei conta que tem coisa que só o tempo nos faz enxergar. Este filme já era um dos melhores, e depois de hoje passou a ter um carinho mais especial na minha vida.
Coringa: Delírio a Dois
2.5 923 Assista AgoraDesde muito novo fui problemático, parte creio que por minha formação familiar. Passei a minha juventude tentando ser aceito, querendo que as pessoas gostassem de mim. E mesmo elas gostando eu não enxergava isso. Ver Arthur me dá pena, ao mesmo tempo consigo entender a devastação de ser e não poder se ver. É completamente autodestrutivo quando a unica verdade é a que inventamos pra nós. E quem nunca mentiu pra si mesmo pra poder ser feliz. Mas o que Arthur é não perdoa o que Arthur fez. Este filme vai muito além de uma história do Coringa, eu mesmo me perdi nos devaneios e na busca do protagonista pelo amor e de tentar ser alguém. Eu sei, estamos doentes, estou doente. A ponto de aplaudir os loucos, fomentar no mais íntimo o caos e desejar que as máscaras de cada um dessa sociedade anestesiada caia e revele não o Coringa que habita em si, mas que mostre o Arthur que cada um verdadeiramente é.
Quo Vadis, Aida?
4.2 199 Assista AgoraAlguns filmes movem mais que nossos sentimentos. Eles fazem com que a gente o vivencie. Este é um daqueles raros longas que cometem esta "atrocidade" com a gente. Na metade da obra eu tinha certeza do que iria acontecer. Meu coração estava acelerado, lágrimas nos olhos, dor no peito. O filme estava feito, tinha um final que eu não conhecia, mas já queria mudá-lo.
Há filmes que não precisam ser premiados para serem reconhecidos. Eles sobrevivem por si só e se tornam maiores do que tudo que já foi aplaudido. É uma experiência única, forte e talvez revolucionária! Eu agradeço todos os dias por existir coisas assim, que são capazes de mudar o mundo todo, nem que seja apenas todo meu mundo.