A suspensão da descrença é qndo o espectador aceita a realidade apresentada. Funciona, por exemplo, em Prison Break, onde absurdos acontecem e vc diz "ok, essa é a realidade apresentada p mim". Em Paradise nada disso funciona. É cheia de momentos que vc diz: eu pareço um idiota? É uma pena, pq no geral ela é bem gostosinha. Tem os diálogos pra fazer o espectador se envolver rapidamente na história, tem umas atuações que pelo amor de Deus, mas tinha tudo pra ser legalzinha. Mas não é. Vou continuar movido pela curiosidade, enquanto ela durar.
Uma das coisas que eu menos gostava em Lost eram os flashbacks. No geral, flashbacks precisam ser ágeis, pq não tem nada mais tedioso que regredir na história. Não que Lost ou This Is Us não saibam fazer isso bem, é que realmente é chato. E Paradise repete esta fórmula. Quando você apresenta a trama, você precisa avançá-la. Não há nada mais impaciente que ter que acompanhar algo que prolonga a expectativa à exaustão. Paradise começou bem, extremamente bem, no entanto no seu quarto episódio já me sinto perdendo o ânimo.
Love Story é ruim, e não um ruim de fraco. É cafona, sem ritmo, com uma colorimetria horrenda, beira a vergonha. Eu não acredito que os americanos estão apaixonados por esta série. Aliás, acredito. É vazio, o romance parece dirigido pra atrair quem nunca viu nada de audiovisual. Aquele zoom no final do primeiro episódio com a mãe falando sobre mulheres me deu úlcera. Tenta ser pop e beira o ridículo. Eu gostaria muito de ter meu tempo de tela devolvido.
Da primeira vez que vi, lembro de ficar ansioso pra avançar logo pra guerra. Agora, depois de visto todas as temporadas, ao revisitar a segunda, se torna estupenda! Entendendo melhor o universo, os diálogos transbordam informações importantes!
Finalizo a primeira temporada de THE PITT aplaudindo com lágrimas nos olhos! RAPAZ, que acerto de elenco, roteiro, temática, e que final significativo. Me senti saindo exausto de um plantão merecendo uma cerveja.
Morrendo Por Sexo" narra a história de uma paciente com câncer terminal que nunca teve orgasmo. Sua aventura final mistura comédia e um drama dolorido, pois desde o início sabemos como vai acabar. O episódio final nos dá uma bofetada pra acordar e abandonar os estigmas e tabus que criamos, principalmente quando nos referimos a sexo e à morte. Michelle Williams está espetacular, e vê-la performando é sempre um prazer. Dessas histórias que precisam ser tiradas do papel e contadas pro mundão!
É tão bom quando encontramos um programa que conversa com a gente e nos faz sentir parte daquilo. "Morrendo Por Sexo" é bom, mais que bom, ele é o que precisa ser. Estou chegando aos episódios finais já satisfeito com o que foi entregue.
Assistindo à série animada, me parece mesmo que Magneto pudesse estar certo. É muita humilhação ter que viver num mundo onde a ignorância do outro deva ser respeitada e você ficar escondido ou preso. Haja paciência!
Desperate Housewives é delicioso! O problema é estender demais o mistério que ronda o suicídio no primeiro episódio. Conforme se arrasta entregando migalhas, perde-se o total interesse em saber as motivações da Mary Alice, que se mata na primeira cena do piloto. E pra piorar mistérios e mais mistérios são adicionados pra tentar prender a atenção do espectador. É aqui que o programa falha. Fica na responsabilidade das personagens cativantes acompanhar o dia a dia delas.
Bem difícil seguir esta temporada. Estou na metade e me sufoca o quão perdido parece um trabalho audiovisual que virou referência no mundo por um bom tempo. Roteiro fraco, protagonista cansativa, tudo um pouco repetitivo. Queria estar aqui vislumbrado, no entanto a série se tornou uma lembrança de uma revolução que até agora não aconteceu. Se vai? Não sei. Mas me vou.
Wild Wild Coutry é até hoje um dos melhores documentários da Netflix. A espiritualidade é um órgão doente e frágil que quando remediado pela religião se torna um orgão doente, frágil e viciado.
Luigi Mangione: O Assassino de CEO, disponível na MAX, não entrega nada do que já sabemos. E reforça mais ainda que o capitalismo ou está sendo usado de forma errada ou é descaradamente o próprio erro.
Tive a impressão tb que o doc tentou mostra-lo como um desviado da sociedade, um lobo solitário, como diz um entrevistado. Pois bem, o resultado é que estou apaixonado por nosso soldado do povo!
Tem uma história que sempre ouvi, de um garoto da minha cidade que saiu de casa e se tornou um grande médico. Então assumiu dois hospitais e mais alguns outros projetos na área. Ele passou a ganhar muito, muito dinheiro. Em poucos anos era reconhecido nacionalmente. Ou quase nacionalmente. O tempo o afastou dos amigos e quando se deu conta seus sobrinhos tinham se tornado adultos, seus pais morridos. Ele usava tanta droga pra poder suprir a falta dos pequenos prazeres que parte do dia dedicava à reabilitação e parte em manter seu status.
Dom viaja para a cidade natal com sua melhor amiga que perdeu o pai, e em um diálogo com um conterrâneo ele, e nós, percebemos que Dom não tem namorado, não tem dinheiro, divide apartamento aos 40 anos. Dom é o fracasso do capitalismo. E ali, ao lado dos dois melhores amigos também percebemos que Dom tem a melhor coisa que se pode ter. Amor, cumplicidade, respeito e compaixão.
Looking, reassistido após mais de dez anos, me despertou para as sutilezas. Quando adolescente assistia pra saber como terminaria aqueles gays que procuravam algo. Mas hoje eu também percebo que eles sempre tiveram tudo.
Com muito pesar que digo: os episódios de Senna, da Netflix, são bem ruins. Aquele filtro de colorização pesada, uma trilha querendo dizer algo que não condiz. Eu esperei muito, muito mesmo pra assistir à minissérie.
Finalizando o primeiro episódio da série documental VALE O ESCRITO - A GUERRA DO JOGO DO BICHO e o que tenho a dizer com as primeiras impressões é que a série de gênero documentário jornalístico talvez seja a mais interessante que já vi atualmente ou até na minha vida toda. Recomendo a todos que moram no Rio de Janeiro ou têm interesse em saber como surgiu essa desordem organizada das máfias, contando também um pouco da milícia e do tráfico de drogas. Pelos caminhos percorridos durante estes anos produzindo filmes em diversas partes do Rio, fico extasiado com tamanha coragem dos idealizadores em desmascarar alguns fatos e de colocar em frente às câmeras personalidades que moldaram a história de cada bairro da cidade. Pessoas que são reverenciadas como deuses e são poderosíssimas. Eu fico pensando em como estaria o coração de cada jornalista, diretor documental ao estar frente a frente e receber informações preciosíssimas. Talvez nem a melhor das melhores novelas, séries ou filme de ficção possa contar com um enredo FORA DO COMUM. O Rio de Janeiro é um poço infinito de probabilidades e devaneios que acontecem de verdade e desafiam a logística do planeta Terra. Com o perdão do palavrão: FODA, simplesmente FODA este primeiro episódio! Disponível no Globoplay.
O primeiro episódio traz o saudosismo do longa, você se sente agraciado por adentrar novamente naquele universo. Mas só. Estou no segundo episódio e vários problemas começam a surgir e o que parecia interessante se revela longo e descuidado. Ainda tentando entender como alguns personagens, como o da Gardênia falam como se o bairro fosse em São Paulo. Com dificuldades e desinteresse sigo pro terceiro episódio. Uma pena o que a série parece tentar fazer: dilacerar reaproveitando o que funcionava no filme desgastando a imagem de um filme intocável.
Finalizando a temp. 1 de A Sete Palmos após assisti-la pela primeira vez há 10 anos, e continuo a afirmar que é uma série única. Texto extremamente bem escrito e executado, com um elenco carismático que conta a história de uma família. Parece simples? E é. Porém formidável!
A HBO é muito corajosa por trazer histórias originais por vezes carregadas de traumas e tabus. I MAY DESTROY YOU é impecável no que propõe. Extremamente elaborada, nos machuca, faz refletir e algumas vezes, pq não, sorrir. Uma obra que fica na cabeça depois que tudo passa.
O quarto episódio é pesadíssimo! Há um aviso no início do episódio que coisas horríveis irão acontecer. Mas não há preparo emocional que nos evite abalar com a história contada. Aterrorizante o ser humano! Cara, isso foi real?
A segunda temporada de Invencível termina instável. Numa montanha-russa de subtramas, faltou consistência de um enredo principal. Mesmo assim, Mark continua sendo o personagem mais empático já apresentado em uma animação de super herói, talvez atrás apenas do Aranhaverso.
Eu tinha me afeiçoado pelo carisma tóxico desta família corrosiva. Mas se tratando de roteiro, foi uma das coisas mais bem escritas na atualidade, um desfecho perverso para TODOS os personagens, incluindo praqueles que acham que venceram.
Eu simplesmente fico extasiado quando um filme ou série me deixa travado no sofá enquanto os créditos sobem. Ouvi de um professor que há dois tipos de pessoas que consomem audiovisual: aquelas que buscam na arte a dor e sofrimento pra poderem se apegar às memórias que não existem dentro delas e evoluírem como seres humanos, e aquelas que ocupam suas mentes com filmes e séries pra esquecerem da difícil realidade que se habita ou abafar a própria dor. A HBO sempre foi uma das melhores companheiras pra me dar, vez ou outra, cochichos como: olha, seu verme que diz saber sobre tudo e todos, olha aqui o que vou te mostrar ou lembrar! Ela também tem desses episódios especiais que surgem durante a temporada e destoam de toda trama que ela conta, seja pelo roteiro, pela direção, ou ambos.
THE LAST OF US foi o último jogo de videogame que me envolvi até meu Playstation dizer adeus e eu nunca mais gastar aquele precioso tempo vivendo aventuras com um controle na mão. Em 2013 eu só tinha uma coisa na cabeça: preciso comprar este jogo que irão lançar. Sim, eu fui o primeiro a entrar no shopping aquele dia, eu fui o primeiro comprador naquela loja e minutos depois estava sentado em frente à TV experimentando algo que jamais tinha presenciado. Em 10 minutos de jogo eu tive que parar pra me recompor. Eu chorava sozinho na sala e não eram poucas lágrimas.
2023, estreia da série que adapta um dos meus jogos favoritos. A trama pós apocalíptica pode parecer bem batida, mas quando narrada com sutilezas torna-se arte. A gente tem dessas coisas de gostar de filme de zumbi, tiro, duendes e mágicos, né? Mas no fim, em qualquer destes universos, o que aproxima nosso coração ao que está na tela é exatamente a sensibilidade humana, os defeitos, devaneios e paixões. No terceiro episódio de The Last Of Us, o último exibido até agora, os roteiristas abandonam os protagonistas que tentam sobreviver à manifestação de um fungo que transforma homens em seres monstruosos pra contar a história de um homem que, em meio ao caos do fim do mundo (literalmente a história é sobre o fim da humanidade, ou quase isso), tenta sobreviver contra outra coisa. Sendo o último vivo da sua cidade, por anos convive com solidão.
De repente um outro cara surge e...
- O que foi? - Eu não sentia medo antes de você surgir.
Há várias formas de falar sobre o amor. The Last of Us triunfa ao narrar sobre escolhas que não só dizem quem somos, como também revelam consequências que interferem na nossa vida para todo o sempre. Entre um intervalo e outro desta narrativa que reflete muito sobre a nossa vida, a gente fica imerso ao ver como é possível ainda haver amor em meio à tragédias, pandemias, e tudo que parece nos fazer ruir. Dois homens, então, passam seus próximos anos se amando. De todas as possibilidades eles escolhem ser felizes.
"É cuidando das coisas que demonstramos amor."
O episódio menos desastroso, no sentido apocalíptico, é até agora o mais triste. Porque em meio às infinitas possibilidades de morrer, nada pior que saber que, de uma maneira ou outra, iremos morrer. Às vezes até tomar validação desta verdade pode ser menos dolorosa que ter que aceitar que quem amamos um dia vai partir, mesmo tendo feito de tudo para protegê-las. The Last of Us tem sido uma experiência difícil e necessária! Esplêndido!
Paradise (1ª Temporada)
3.8 96A suspensão da descrença é qndo o espectador aceita a realidade apresentada. Funciona, por exemplo, em Prison Break, onde absurdos acontecem e vc diz "ok, essa é a realidade apresentada p mim". Em Paradise nada disso funciona. É cheia de momentos que vc diz: eu pareço um idiota? É uma pena, pq no geral ela é bem gostosinha. Tem os diálogos pra fazer o espectador se envolver rapidamente na história, tem umas atuações que pelo amor de Deus, mas tinha tudo pra ser legalzinha. Mas não é. Vou continuar movido pela curiosidade, enquanto ela durar.
Paradise (1ª Temporada)
3.8 96Uma das coisas que eu menos gostava em Lost eram os flashbacks. No geral, flashbacks precisam ser ágeis, pq não tem nada mais tedioso que regredir na história. Não que Lost ou This Is Us não saibam fazer isso bem, é que realmente é chato. E Paradise repete esta fórmula. Quando você apresenta a trama, você precisa avançá-la. Não há nada mais impaciente que ter que acompanhar algo que prolonga a expectativa à exaustão. Paradise começou bem, extremamente bem, no entanto no seu quarto episódio já me sinto perdendo o ânimo.
História De Amor: John F. Kennedy Jr. e Carolyn Bessette …
3.6 23 Assista AgoraLove Story é ruim, e não um ruim de fraco. É cafona, sem ritmo, com uma colorimetria horrenda, beira a vergonha. Eu não acredito que os americanos estão apaixonados por esta série. Aliás, acredito. É vazio, o romance parece dirigido pra atrair quem nunca viu nada de audiovisual. Aquele zoom no final do primeiro episódio com a mãe falando sobre mulheres me deu úlcera. Tenta ser pop e beira o ridículo. Eu gostaria muito de ter meu tempo de tela devolvido.
Game of Thrones (2ª Temporada)
4.6 1,6K Assista AgoraDa primeira vez que vi, lembro de ficar ansioso pra avançar logo pra guerra. Agora, depois de visto todas as temporadas, ao revisitar a segunda, se torna estupenda! Entendendo melhor o universo, os diálogos transbordam informações importantes!
The Pitt (1ª Temporada)
4.5 142 Assista AgoraFinalizo a primeira temporada de THE PITT aplaudindo com lágrimas nos olhos! RAPAZ, que acerto de elenco, roteiro, temática, e que final significativo. Me senti saindo exausto de um plantão merecendo uma cerveja.
Morrendo por Sexo
3.9 51 Assista AgoraMorrendo Por Sexo" narra a história de uma paciente com câncer terminal que nunca teve orgasmo. Sua aventura final mistura comédia e um drama dolorido, pois desde o início sabemos como vai acabar. O episódio final nos dá uma bofetada pra acordar e abandonar os estigmas e tabus que criamos, principalmente quando nos referimos a sexo e à morte. Michelle Williams está espetacular, e vê-la performando é sempre um prazer. Dessas histórias que precisam ser tiradas do papel e contadas pro mundão!
É bom enquanto dura e um alívio quando acaba.
Morrendo por Sexo
3.9 51 Assista AgoraÉ tão bom quando encontramos um programa que conversa com a gente e nos faz sentir parte daquilo. "Morrendo Por Sexo" é bom, mais que bom, ele é o que precisa ser. Estou chegando aos episódios finais já satisfeito com o que foi entregue.
X-Men: A Série Animada (1ª Temporada)
4.2 114Assistindo à série animada, me parece mesmo que Magneto pudesse estar certo. É muita humilhação ter que viver num mundo onde a ignorância do outro deva ser respeitada e você ficar escondido ou preso. Haja paciência!
WandaVision
4.2 856 Assista AgoraWandavision claramente poderia substituir Caça Talentos ou TV Globinho.
Desperate Housewives (1ª Temporada)
4.5 209 Assista AgoraDesperate Housewives é delicioso! O problema é estender demais o mistério que ronda o suicídio no primeiro episódio. Conforme se arrasta entregando migalhas, perde-se o total interesse em saber as motivações da Mary Alice, que se mata na primeira cena do piloto. E pra piorar mistérios e mais mistérios são adicionados pra tentar prender a atenção do espectador. É aqui que o programa falha. Fica na responsabilidade das personagens cativantes acompanhar o dia a dia delas.
O Conto da Aia (6ª Temporada)
3.6 155 Assista AgoraBem difícil seguir esta temporada. Estou na metade e me sufoca o quão perdido parece um trabalho audiovisual que virou referência no mundo por um bom tempo. Roteiro fraco, protagonista cansativa, tudo um pouco repetitivo.
Queria estar aqui vislumbrado, no entanto a série se tornou uma lembrança de uma revolução que até agora não aconteceu. Se vai? Não sei. Mas me vou.
Wild Wild Country
4.3 269 Assista AgoraWild Wild Coutry é até hoje um dos melhores documentários da Netflix. A espiritualidade é um órgão doente e frágil que quando remediado pela religião se torna um orgão doente, frágil e viciado.
Luigi Mangione: O Assassino de CEO
2.5 16 Assista AgoraLuigi Mangione: O Assassino de CEO, disponível na MAX, não entrega nada do que já sabemos. E reforça mais ainda que o capitalismo ou está sendo usado de forma errada ou é descaradamente o próprio erro.
Tive a impressão tb que o doc tentou mostra-lo como um desviado da sociedade, um lobo solitário, como diz um entrevistado. Pois bem, o resultado é que estou apaixonado por nosso soldado do povo!
Looking (2ª Temporada)
3.9 242 Assista AgoraSobre o ep 2x07
Tem uma história que sempre ouvi, de um garoto da minha cidade que saiu de casa e se tornou um grande médico. Então assumiu dois hospitais e mais alguns outros projetos na área. Ele passou a ganhar muito, muito dinheiro. Em poucos anos era reconhecido nacionalmente. Ou quase nacionalmente. O tempo o afastou dos amigos e quando se deu conta seus sobrinhos tinham se tornado adultos, seus pais morridos. Ele usava tanta droga pra poder suprir a falta dos pequenos prazeres que parte do dia dedicava à reabilitação e parte em manter seu status.
Dom viaja para a cidade natal com sua melhor amiga que perdeu o pai, e em um diálogo com um conterrâneo ele, e nós, percebemos que Dom não tem namorado, não tem dinheiro, divide apartamento aos 40 anos. Dom é o fracasso do capitalismo. E ali, ao lado dos dois melhores amigos também percebemos que Dom tem a melhor coisa que se pode ter. Amor, cumplicidade, respeito e compaixão.
Looking, reassistido após mais de dez anos, me despertou para as sutilezas. Quando adolescente assistia pra saber como terminaria aqueles gays que procuravam algo. Mas hoje eu também percebo que eles sempre tiveram tudo.
Senna
4.0 239 Assista AgoraCom muito pesar que digo: os episódios de Senna, da Netflix, são bem ruins. Aquele filtro de colorização pesada, uma trilha querendo dizer algo que não condiz. Eu esperei muito, muito mesmo pra assistir à minissérie.
Vale O Escrito - A Guerra do Jogo do Bicho
4.5 143Finalizando o primeiro episódio da série documental VALE O ESCRITO - A GUERRA DO JOGO DO BICHO e o que tenho a dizer com as primeiras impressões é que a série de gênero documentário jornalístico talvez seja a mais interessante que já vi atualmente ou até na minha vida toda. Recomendo a todos que moram no Rio de Janeiro ou têm interesse em saber como surgiu essa desordem organizada das máfias, contando também um pouco da milícia e do tráfico de drogas.
Pelos caminhos percorridos durante estes anos produzindo filmes em diversas partes do Rio, fico extasiado com tamanha coragem dos idealizadores em desmascarar alguns fatos e de colocar em frente às câmeras personalidades que moldaram a história de cada bairro da cidade. Pessoas que são reverenciadas como deuses e são poderosíssimas.
Eu fico pensando em como estaria o coração de cada jornalista, diretor documental ao estar frente a frente e receber informações preciosíssimas.
Talvez nem a melhor das melhores novelas, séries ou filme de ficção possa contar com um enredo FORA DO COMUM.
O Rio de Janeiro é um poço infinito de probabilidades e devaneios que acontecem de verdade e desafiam a logística do planeta Terra.
Com o perdão do palavrão:
FODA, simplesmente FODA este primeiro episódio!
Disponível no Globoplay.
Cidade De Deus: A Luta Não Para (1ª Temporada)
3.6 81 Assista AgoraEpisódio 04, filho do traficante vai tomar banho de mar na Praia Vermelha, onde há maior concentração de militares na zona sul do Rio.
Cidade De Deus: A Luta Não Para (1ª Temporada)
3.6 81 Assista AgoraO primeiro episódio traz o saudosismo do longa, você se sente agraciado por adentrar novamente naquele universo. Mas só. Estou no segundo episódio e vários problemas começam a surgir e o que parecia interessante se revela longo e descuidado. Ainda tentando entender como alguns personagens, como o da Gardênia falam como se o bairro fosse em São Paulo. Com dificuldades e desinteresse sigo pro terceiro episódio. Uma pena o que a série parece tentar fazer: dilacerar reaproveitando o que funcionava no filme desgastando a imagem de um filme intocável.
A Sete Palmos (1ª Temporada)
4.5 411 Assista AgoraFinalizando a temp. 1 de A Sete Palmos após assisti-la pela primeira vez há 10 anos, e continuo a afirmar que é uma série única. Texto extremamente bem escrito e executado, com um elenco carismático que conta a história de uma família. Parece simples? E é. Porém formidável!
I May Destroy You
4.5 279 Assista AgoraA HBO é muito corajosa por trazer histórias originais por vezes carregadas de traumas e tabus. I MAY DESTROY YOU é impecável no que propõe. Extremamente elaborada, nos machuca, faz refletir e algumas vezes, pq não, sorrir. Uma obra que fica na cabeça depois que tudo passa.
Bebê Rena
4.0 633 Assista AgoraParei, dei uma respirada e mesmo sem terminar, vim aqui.
O quarto episódio é pesadíssimo!
Há um aviso no início do episódio que coisas horríveis irão acontecer. Mas não há preparo emocional que nos evite abalar com a história contada. Aterrorizante o ser humano! Cara, isso foi real?
Quando acabou eu desabei.
Invencível (2ª Temporada)
3.8 125 Assista AgoraA segunda temporada de Invencível termina instável. Numa montanha-russa de subtramas, faltou consistência de um enredo principal. Mesmo assim, Mark continua sendo o personagem mais empático já apresentado em uma animação de super herói, talvez atrás apenas do Aranhaverso.
Succession (4ª Temporada)
4.5 251 Assista AgoraSPOILERS!!
Eu tinha me afeiçoado pelo carisma tóxico desta família corrosiva. Mas se tratando de roteiro, foi uma das coisas mais bem escritas na atualidade, um desfecho perverso para TODOS os personagens, incluindo praqueles que acham que venceram.
The Last of Us (1ª Temporada)
4.4 1,2K Assista AgoraSOBRE A NATUREZA DA LUZ DO DIA
Eu simplesmente fico extasiado quando um filme ou série me deixa travado no sofá enquanto os créditos sobem. Ouvi de um professor que há dois tipos de pessoas que consomem audiovisual: aquelas que buscam na arte a dor e sofrimento pra poderem se apegar às memórias que não existem dentro delas e evoluírem como seres humanos, e aquelas que ocupam suas mentes com filmes e séries pra esquecerem da difícil realidade que se habita ou abafar a própria dor. A HBO sempre foi uma das melhores companheiras pra me dar, vez ou outra, cochichos como: olha, seu verme que diz saber sobre tudo e todos, olha aqui o que vou te mostrar ou lembrar!
Ela também tem desses episódios especiais que surgem durante a temporada e destoam de toda trama que ela conta, seja pelo roteiro, pela direção, ou ambos.
THE LAST OF US foi o último jogo de videogame que me envolvi até meu Playstation dizer adeus e eu nunca mais gastar aquele precioso tempo vivendo aventuras com um controle na mão. Em 2013 eu só tinha uma coisa na cabeça: preciso comprar este jogo que irão lançar. Sim, eu fui o primeiro a entrar no shopping aquele dia, eu fui o primeiro comprador naquela loja e minutos depois estava sentado em frente à TV experimentando algo que jamais tinha presenciado. Em 10 minutos de jogo eu tive que parar pra me recompor. Eu chorava sozinho na sala e não eram poucas lágrimas.
2023, estreia da série que adapta um dos meus jogos favoritos. A trama pós apocalíptica pode parecer bem batida, mas quando narrada com sutilezas torna-se arte. A gente tem dessas coisas de gostar de filme de zumbi, tiro, duendes e mágicos, né? Mas no fim, em qualquer destes universos, o que aproxima nosso coração ao que está na tela é exatamente a sensibilidade humana, os defeitos, devaneios e paixões. No terceiro episódio de The Last Of Us, o último exibido até agora, os roteiristas abandonam os protagonistas que tentam sobreviver à manifestação de um fungo que transforma homens em seres monstruosos pra contar a história de um homem que, em meio ao caos do fim do mundo (literalmente a história é sobre o fim da humanidade, ou quase isso), tenta sobreviver contra outra coisa. Sendo o último vivo da sua cidade, por anos convive com solidão.
De repente um outro cara surge e...
- O que foi?
- Eu não sentia medo antes de você surgir.
Há várias formas de falar sobre o amor. The Last of Us triunfa ao narrar sobre escolhas que não só dizem quem somos, como também revelam consequências que interferem na nossa vida para todo o sempre. Entre um intervalo e outro desta narrativa que reflete muito sobre a nossa vida, a gente fica imerso ao ver como é possível ainda haver amor em meio à tragédias, pandemias, e tudo que parece nos fazer ruir. Dois homens, então, passam seus próximos anos se amando. De todas as possibilidades eles escolhem ser felizes.
"É cuidando das coisas que demonstramos amor."
O episódio menos desastroso, no sentido apocalíptico, é até agora o mais triste. Porque em meio às infinitas possibilidades de morrer, nada pior que saber que, de uma maneira ou outra, iremos morrer. Às vezes até tomar validação desta verdade pode ser menos dolorosa que ter que aceitar que quem amamos um dia vai partir, mesmo tendo feito de tudo para protegê-las. The Last of Us tem sido uma experiência difícil e necessária! Esplêndido!