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Últimas opiniões enviadas

  • Felipe

    É fato notório que a opinião de Stephen King para com a adaptação de Stanley Kubrick de “O Iluminado” para o cinema não é uma das melhores - talvez deva dizer que é uma das piores. Tendo isto em mente, e sendo um grande admirador de todas as obras de Kubrick, sempre tive curiosidade em ler o livro de King, entretanto, não acho que seria justo comparar uma adaptação ao cinema com a obra original. Assim decidi utilizar este filme para TV, com duração de 4h30 e dividido em três partes, dirigido por Mick Garris e com roteiro e produção do próprio Stephen King para tal comparação.
    Não compararei a qualidade técnica ou de atuações, já que a ideia aqui é comparar as diferenças da história, do roteiro.

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    King nos apresenta um plano de fundo para a história contada no Hotel Overlook, já impregnada em nosso imaginário, desenvolvendo, assim, as motivações de suas personagens. Mostra o que levou aquela familia até aquela situação; de passar o inverno isolada em um hotel no meio das montanhas. Nos apresenta Jack e seu problema com o alcoolismo, o sobrenatural dom de Danny e a esposa e mãe Wendy, uma mulher forte que se mantém firme na realidade ao tentar entender e enfrentar a situação bizarra.
    Kubrick não nos mostra o que aconteceu com a família, apenas expõe em alguns diálogos rápidos que Jack não bebe há alguns meses. Não sabemos do dom de Danny até o encontro com Dick Hallorann, quando estão conhecendo as dependências do hotel, e Wendy, que aqui é submissa as vontades do marido e é conduzida pela estranha situação sem nenhum tipo de controle. Mas, apesar destas diferenças, o problema não está no filme de Kubrick e sim no de King.
    O problema está no fato de Stephen King querer transpor seu livro para a tela. Assim ele desenvolve bem, até o ponto de deixar a narrativa cansativa. Você passa tanto tempo naquela história acompanhado detalhes que não fazem diferença para o filme que você se acostuma e assim a tensão deixa de existir.

    Por Kubrick não nos mostrar os detalhes ficamos acuados, à espreita por não saber o que irá acontecer assim que Danny entrar em um novo corredor. Ficamos encarando a tela tensos desde o início do filme com aquela música macabra enquanto a família se dirige ao hotel.
    Analisamos o que é dito para captar algum detalhe e entender quem são aquelas pessoas. Os diálogos de Jack no bar, no banheiro e quando preso na dispensa nos mostra, de uma forma sutil, o que filme de Stephen King deixa explícito. Não que seja ruim, mas no meu ponto de vista isto ajuda a diminuir a tensão.

    E então os “erros de continuísmo” de Stanley Kubrick. Basta uma rápida pesquisa para saber o quão metódico Kubrick era com seus filmes e que tais “erros” servem para nos mostrar que este não é um filme de terror qualquer. A cadeira que desaparece entre um plano e outro da conversa de Jack e Wendy nos diz “você está olhando atentamente?”. E não, não estamos olhando atentamente porque estamos horrorizados.
    Mesmo tendo assistido o filme de Kubrick diversas vezes você ainda se pega acuado quando Danny vê as gêmeas na sala de jogos e com o silêncio daquele hotel.

    As páginas de um livro recepcionam bem a história de Stephen King, por isso é um dos maiores escritores.
    As tela do cinema recepcionam bem a história de Stanley Kubrick, por isso é um dos maiores cineastas.
    Assistir o filme escrito por Stephen King foi uma experiência muito gratificante e que os fãs do filme de Stanley Kubrick deveriam fazer ao menos uma vez.

    No final fica um gosto de que o filme de Kubrick é um resumo com algumas alterações do livro, mas como dito pelo próprio Stanley Kubrick; é apenas a história da familia de um homem enlouquecendo silenciosamente.
    youtu.be/dv8KroxoAhk?t=544

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  • Felipe

    Não acho que "Suspiria" de Luca Guadagnino não deve ser comparado ao "Suspiria" de Dario Argento, a proposta dos filmes são diferentes.
    Argento nos apresentou uma experiência sensorial através das luzes e cores em um ambiente misterioso enquanto o filme de Luca Guadagnino é sóbrio e sabemos desde o início onde estamos e o que estamos vendo.

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    Há algumas referências visuais ao "Suspiria" de Argento, como objetos vermelhos e verdes em determinadas cenas, assim com os “fantasmas” de luz.

    O que torna o filme especial é saber para onde a história te levará e mesmo assim ser surpreendido. A primeira vez em que vemos Susie dançar em um teste e vemos a reação de Madame Blanc, que sente algo acontecendo - mesmo estando em outra parte da escola. Há uma magia sutil, uma magia de movimentos, olhares e palavras que nos apontam a transformação da protagonista desde o começo.

    A cena em que Olga se desespera e diz que vai embora, mas acaba ficando presa em outro local da escola foi a que mais me chamou atenção.
    Susie volta a dançar - após uma ato mágico de Madame Blanc - e esperemos por um cena sanguinolenta como as de Argento, mas não. O corpo de Olga é arremessado pela sala e seus membros torcidos e quebrados a cada movimento de Susie.

    Em certa parte Madame Blanc diz;
    “Uma parte do problema é sempre não poder ver o seu corpo no espaço. Um ângulo, um espelho ou mesmo um filme não são suficientes. O movimento nunca é mudo, é uma linguagem. É uma série de formas energéticas escritas no ar como palavras formando frases. Como poemas. Como orações.”

    A câmera de Guadagnino começa com movimentos semelhantes ao do filme de Argento até que se estabiliza e passa a ser uma testemunha do que está acontecendo.
    Em uma cena marcante no final do filme, a câmera não nos mostra tudo. E é assim que Guadagnino deseja construir seu poema. É assim que ele quer este filme; diferente. Não é para substituir o filme de Argento, longe disso, mas apreciar a obra através de outro espelho, de um outro ângulo.

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  • Felipe

    Com base em uma ideia de Orson Welles - baseado em um caso real - e na vida conturbada que Chaplin levava a época, "Monsieur Verdoux" nos apresenta um assassino em série que ataca viúvas ricas para ficar com suas fortunas.
    Mas ver Chaplin neste papel é um tanto estranho e, a primeira vista, você não consegue assimilar a gravidade da história apresentada.

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    Ao final, no julgamento, Chaplin - aqui Verdoux - faz um discurso rápido e que muitas vezes é criticado por não condizer com o 1º e 2º atos do filme, mas discordo.
    Sabendo o que este filme representa na vida de Chaplin, faz todo sentido o final ser "corrido". Ele não queria estar naquela situação - o que é apresentado em seu discurso final -, agora que está, espera que acabe rápido para sair desta situação hipócrita de todos os que o acusaram são pessoas que cometem crimes semelhantes, ou piores (em seu ponto de vista).

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  • Filmow
    Filmow

    O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!

    Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)

    Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
    Boa sorte! :)

    * Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/

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