Filme genérico de 2h30. Apenas isso. Não consegui terminar. Quando vi que eu já estava entediado e ainda faltava 1h pra terminar o filme, resolvi valorizar meu tempo. A Mulher Maravilha merecia mais...
Snyder é um bom diretor, mas um roteirista bastante preguiçoso. Eu fui com expectativas baixas e me diverti, mas quando o cérebro começa a pensar no roteiro, melhor não pensar.
Meses sem ir ao cinema devido à pandemia. Fui em uma terça-feira justamente pra evitar ao máximo sala lotada e a recompensa foi uma das experiência mais únicas que um filme visto no cinema me proporcionou. Que filme incrível e que construção de personagem impecável! Tinham 4 pessoas na sala de cinema, e quando o filme acabou, ninguém se levantou pra ir embora. Ficamos todos, desconhecidos sentados em cantos diferentes da sala, por vários minutos olhando para os créditos e degustando aquilo que acabamos de assistir.
Não vejo esse filme como uma crítica social ao neoliberalismo como muitos estão pintando aqui. Sim, tal crítica está lá. Mas está nas entrelinhas. Pense nelas quem quiser pensar. A mensagem do filme está na construção daquela personagem e na maneira com que ela se relaciona com seus conflitos internos e com aqueles ao seu redor. A vida é uma estrada tortuosa. E que mensagem poderosa!
Que filme incrível! Barulhento, muita gritaria, muito palavrão, muitas pessoas falando ao mesmo tempo. Longe disso ser ruim, isso traz uma imersão muito particular para esse filme. Além do stress (proposital) que o espectador fica, o filme também dá uma claustrofobia, já que o diretor usa planos fechados bem na cara dos personagens. Roteiro ótimo, direção ótima, atuação surpreendente do Adam Sandler e um final de fazer cair o queixo! Detalhe para a cena da porta da loja! Que agonia!!
Não é um filme sobre a sordidez da especulação imobiliária como muitos falam. É um filme sobre o apego. Apego material, apego afetivo, apego familiar. O que temos e construímos não são coisas permanentes, e sim efêmeras. Nada é sólido, é passageiro. E o sólido pode até mesmo ser sórdido. A personagem de Clara (brilhantemente interpretada por Sônia Braga) tem em seu corpo literalmente as marcas da vida, da conquista e da perda. É uma personagem extremamente apegada ao físico. Ela deseja e valoriza tudo o que conquistou. Porém, ela é apegada demais. Não aceita perder seu apartamento, não aceita aposentar seus discos e não aceita ver sua família se esvaindo. Filmaço que, como todos os filmes de Kleber Mendonça Filho, nos transforma.
Documentário precioso sobre um festival histórico e pouco conhecido pelos brasileiros hoje em dias. Apresenta personalidades marcantes dando depoimentos memoráveis, imagens icônicas dos bastidores do festival e lendas da música brasileira se apresentando em uma fazenda próxima de Bauru, no interior de São Paulo, como se estivessem em estádios lotados. Só não dou nota máxima porque poderiam ter mostrado mais músicas e momentos em cima dos palcos.
Em meio a um turbilhão de filmes medianos lançados todos os meses no catálogo da Netflix, O Poço se mostrou uma grata surpresa. Original, visceral e reflexivo. Traz reflexões muito pertinentes ao mundo atual, principalmente sobre desigualdade de recursos. Temos tantos recursos no mundo, mas o sistema força a desigualdade de recursos. Uma porcentagem muito restrita da sociedade concentra riqueza, e uma outra porcentagem muito significativa da população mundial simplesmente não sabe se no dia seguinte poderá fazer uma refeição. Essa é a ideia básica do filme, mas ele vai além. A podridão humana, avareza, necessidade de satisfazermos os prazeres carnais. Em situações extremas, o tal Estado de Natureza, o ser humano é violento, competitivo e pronto para a guerra. Imperdível!
Uma obra de arte pra ser pra ser vista e digerida, do tipo ame-a ou odeie-a. Não há meio-termo. Tem muita gente falando que "precisa ser cult" gostar do filme. Discordo. É simplesmente uma narrativa cinematográfica a ser desvendada aos poucos. Uma das melhores sensações no cinema é justamente isso: pensar no filme por horas, até por dias. Só digo uma coisa: por mais filmes assim!!
Muitas vezes a vida social intensa da modernidade não é pra todos. Somos muitos complicados e imperfeitos para lidarmos com o mundo de imagens, padrões e superficialidades que o mundo virtual nos proporciona. Tanto que a cada vez mais o número de pessoas com problemas de socialidade vem crescendo. Um filme simples, porém brilhante, sobre a trajetória de dois jovens com problemas sociais passam até se conhecerem. Os acasos e percalços, de tão crus que são, faz o espectador pensar "já passei por isso".
Poderia ter sido um ótimo filme de terror ambientado nos Estados Unidos escravocrata durante a Guerra Civil, porém escolheram contar uma história cheia de clichês e sustos baratos.
Em meio a muitas polêmicas nas semanas antes ao lançamento de "O Irlandês", em que Scorsese dava declarações sobre os filmes de super-heróis, ele lança um grande "cala a boca". "O Irlandês" é sétima arte em seu estado puro. Poucos diretores conseguem fazer um filme de 3h30 que consegue manter o ritmo e, principalmente, a qualidade. Eu simplesmente não senti o tempo passar. Poderia ser mais curto? Poderia. Mas não precisa. De Niro saindo do automático, Joe Pesci mostrando que ainda está em ótima forma, Al Pacino entregando uma de suas melhores performances. Atuações magistrais, direção primordial, roteiro certeiro, fotografia competente, trilha sonora marcante, montagem que beira à perfeição. Scorsese não precisa entregar reviravoltas mirabolantes, plot twists e nem finais surpreendentes. Nesse filme é o caminho que engrandece a obra. O caminho da história e dos próprios personagens. É o envelhecimento que traz mortalidade e esquecimento. Quanto ao CG, não me incomodou. Em alguns momentos era um tanto "plástico", mas no geral, dá pra se acostumar facilmente
Estava cético quanto a esse filme, mas me surpreendi. A sensação que deu foi de um episódio de 2 horas de Breaking Bad, o que é bom, já que é uma série única. Como o universo da série é bastante sólido, o filme consegue se sustentar sem nenhum problema [spoiler][/spoiler] Detalhe para a nostalgia! Mesmo que seja um pouco estranho ver o Jessie, o Walter, Todd, Jane com os atores 6 anos mais velhos, é muito bom ver esses personagens novamente. O barulho dos grilos, o deserto, a tosse do Walter, os ângulos de câmera, os trejeitos dos personagens. Todos esses detalhes únicos trouxeram a sensação de estar assistindo Breaking Bad novamente
Só não vai ser indicado a nenhum Oscar porque é um filme muito de nicho. Que atuação magistral desse ator! Que trabalho de maquiagem! Detalhe para a ambientação do bar Luva Dourada, um local extremamente decadente, podre e mal frequentado. É um filme cru e visceral. Não trata a violência de forma espetacularizada e nem apelativa com tripas e sangue explodindo na câmera. Aqui ela é escondida...é violência por si só, ou seja, errada. Não há nada de glamour e nem de entretenimento nela. É pra chocar e incomodar. É pra querer passar o mais longe possível daqueles ambientes vividos pelo protagonista. Não precisamos saber detalhes da origem e motivações desse serial killer (e pasmem! É uma história real!). Basta vermos o gatilho que o álcool e a necessidade de violentar é a única forma dele mostrar algum sentimento, e o filme mostra muito bem a sujeira e a decadência humana de alguém que busca a violência como forma de satisfazer seus demônios interiores.
Filme tenso, claustrofóbico e com um enredo bastante original. Conseguiram também inserir de leve uma pitada de crítica social ao pincelar imóveis vazios durante a crise no mercado imobiliário de 2008 nos EUA. O vilão (e seu cachorro!) é extremamente assustador e imprevisível, colocando os personagens em situações desesperadoras. A única ressalva é o "plano" final do vilão que, a meu ver, achei totalmente desnecessário. Não poderia simplesmente ser um velho ex-militar cego badass que está defendendo sua propriedade? [spoiler][/spoiler]
Precisava daquele plano pra engravidar a menina?? Tirando esse pequeno porém, é um ótimo suspense
Filme com ótima ambientação e até mesmo recursos técnicos bastante interessantes. Jogos de câmera imersivos e boa edição de som. As cenas de tensão realmente são acima da média, colocando a protagonista em uma situação bastante adversa. Minhas únicas ressalvas são as conveniências quanto ao tubarão e à própria protagonista, que do nada se veem com super-poderes.
Uma experiência de terror leve e perturbadora ao mesmo tempo. Num momento sentimos a personagem principal flutuar em uma dança ritual, ao mesmo tempo que aquela comunidade arrasta os personagens pra situações chocantes e incômodas para o espectador (leia-se incômoda no bom sentido). Um relacionamento em crise, uma personagem psicologicamente instável, competições acadêmicas. Tudo isso é construído em um nível bastante familiar pra quem já viveu essas situações, que culmina em uma viagem ancestral e obcecada pela morte.
História rasa, porém com mitologia muito interessante. Mas quem se importa?? A criatividade desses caras nas cenas de luta é fora de série. Se mantiverem essa criatividade, que venha John Wick 4, 5, 6...
Adorei o filme! Mesmo com todas as limitações e dificuldades de se fazer cinema aqui no Brasil, conseguiram entregar uma produção feita com muito cuidado e competência. Tudo é na medida certa. As cenas cômicas, os diálogos, os alívios cômicos e as inúmeras referências ao universo de quadrinhos criados por Maurício de Sousa. Eu estava até esperando uma chuva de referências que deixariam a história em segundo plano, mas não. Elas aparecem no momento certo e no timing correto! Algumas delas dão um calor de nostalgia no coração. E as crianças? Elas foram escolhidas a dedo! Literalmente encarnações perfeitas dos personagens! Agora quero não uma continuação, mas mais filmes envolvendo a turma do Chico Bento, do Papa-Capim, etc!
A trama do filme é muito promissora e abre leque para serem desenvolvidas inúmeras situações criativas, cômicas e icônicas. Mas o roteiro coloca como centro a paixão entre o protagonista e sua agente, o que me deu a sensação de potencial desperdiçado. É uma comédia romântica com Beatles, sendo a trilha sonora o principal chamariz. Se você não gosta de Beatles (e não sei o que você está fazendo nesse mundo), provavelmente você não vai gostar desse filme.
Filme metalinguagem de Tarantino. Tantos diretores já o fizeram, agora é a vez dele em seu nono e (talvez) penúltimo filme. Está longe de ser seu melhor filme, porém possui todo o brilho e genialidade que conhecemos do Tarantino. É um filme mais sutil do diretor, sem a toda aquela violência e a trama circulando no tema "vingança". "Era uma Vez em Hollywood" simplesmente retrata uma idealização de uma época e das pessoas que viveram nela. Atuações espetaculares do elenco e a retratação da época está fantástica. Em diversos momentos estamos simplesmente acompanhando os personagens dirigindo de volta para a casa por alguns minutos e, dada a trilha sonora e o modelo e barulho do carro, somos imergidos na Los Angeles dos anos 60. E o que falar do final? O filme inteiro cria uma expectativa que é retorcida nas últimas cenas. De tão genial que o diretor é, o cinema inteiro interagia com aquelas cenas e eu só pensava "não acredito que estou vendo isso com um sorriso no rosto...mas tudo bem. É o Tarantino".
Cinema sul-coreano vem surpreendendo cada vez mais! Um petardo atrás do outro! Essa comédia de humor-negro consegue ser hilária e tocante ao mesmo tempo. Trilha sonora poderosa, atuações ácidas e situações bizarramente hilárias! [spoiler][/spoiler] E o final?? Mesmo com tudo isso, consegue entregar generosas doses de violência e sanguinolência nos momentos finais.
Que filme incrível! Atuações majestosas, fotografia fantástica e direção de ponta! Um filme que, mesmo se tratando da Coréia dos anos 30, chega conversar com os tempos atuais de maneira bastante sutil. O filme mostra exatamente o que a sinopse revela, porém não da perspectiva certa. Pra quem já assistiu, entendeu o que eu falei. As duas reviravoltas na história realmente me tiraram do chão. O cinema coreano é uma joia a ser apreciada, com vários filmes espetaculares de todos os gêneros, sendo "A Criada", sem dúvida, um dos mais cultuados. Só não dei a nota máxima pois ele se alonga por demais em um ou dois momentos.
Godzilla vs. Kong
3.1 799 Assista AgoraÉ Godzilla vs Kong, então basta cenas de porradaria entre os dois pra agradar o público, não precisa de um roteiro, mas porra....
Mulher-Maravilha 1984
3.0 1,3K Assista AgoraFilme genérico de 2h30. Apenas isso. Não consegui terminar. Quando vi que eu já estava entediado e ainda faltava 1h pra terminar o filme, resolvi valorizar meu tempo.
A Mulher Maravilha merecia mais...
Army of the Dead: Invasão em Las Vegas
2.8 958Snyder é um bom diretor, mas um roteirista bastante preguiçoso.
Eu fui com expectativas baixas e me diverti, mas quando o cérebro começa a pensar no roteiro, melhor não pensar.
Nomadland
3.9 917 Assista AgoraMeses sem ir ao cinema devido à pandemia. Fui em uma terça-feira justamente pra evitar ao máximo sala lotada e a recompensa foi uma das experiência mais únicas que um filme visto no cinema me proporcionou. Que filme incrível e que construção de personagem impecável! Tinham 4 pessoas na sala de cinema, e quando o filme acabou, ninguém se levantou pra ir embora. Ficamos todos, desconhecidos sentados em cantos diferentes da sala, por vários minutos olhando para os créditos e degustando aquilo que acabamos de assistir.
Não vejo esse filme como uma crítica social ao neoliberalismo como muitos estão pintando aqui. Sim, tal crítica está lá. Mas está nas entrelinhas. Pense nelas quem quiser pensar. A mensagem do filme está na construção daquela personagem e na maneira com que ela se relaciona com seus conflitos internos e com aqueles ao seu redor. A vida é uma estrada tortuosa. E que mensagem poderosa!
Joias Brutas
3.7 1,2K Assista AgoraQue filme incrível!
Barulhento, muita gritaria, muito palavrão, muitas pessoas falando ao mesmo tempo. Longe disso ser ruim, isso traz uma imersão muito particular para esse filme. Além do stress (proposital) que o espectador fica, o filme também dá uma claustrofobia, já que o diretor usa planos fechados bem na cara dos personagens.
Roteiro ótimo, direção ótima, atuação surpreendente do Adam Sandler e um final de fazer cair o queixo!
Detalhe para a cena da porta da loja! Que agonia!!
Aquarius
4.2 1,9K Assista AgoraNão é um filme sobre a sordidez da especulação imobiliária como muitos falam. É um filme sobre o apego. Apego material, apego afetivo, apego familiar. O que temos e construímos não são coisas permanentes, e sim efêmeras. Nada é sólido, é passageiro. E o sólido pode até mesmo ser sórdido.
A personagem de Clara (brilhantemente interpretada por Sônia Braga) tem em seu corpo literalmente as marcas da vida, da conquista e da perda. É uma personagem extremamente apegada ao físico. Ela deseja e valoriza tudo o que conquistou. Porém, ela é apegada demais. Não aceita perder seu apartamento, não aceita aposentar seus discos e não aceita ver sua família se esvaindo.
Filmaço que, como todos os filmes de Kleber Mendonça Filho, nos transforma.
O Barato de Iacanga
4.2 79Documentário precioso sobre um festival histórico e pouco conhecido pelos brasileiros hoje em dias. Apresenta personalidades marcantes dando depoimentos memoráveis, imagens icônicas dos bastidores do festival e lendas da música brasileira se apresentando em uma fazenda próxima de Bauru, no interior de São Paulo, como se estivessem em estádios lotados. Só não dou nota máxima porque poderiam ter mostrado mais músicas e momentos em cima dos palcos.
O Poço
3.7 2,2K Assista AgoraEm meio a um turbilhão de filmes medianos lançados todos os meses no catálogo da Netflix, O Poço se mostrou uma grata surpresa. Original, visceral e reflexivo. Traz reflexões muito pertinentes ao mundo atual, principalmente sobre desigualdade de recursos. Temos tantos recursos no mundo, mas o sistema força a desigualdade de recursos. Uma porcentagem muito restrita da sociedade concentra riqueza, e uma outra porcentagem muito significativa da população mundial simplesmente não sabe se no dia seguinte poderá fazer uma refeição. Essa é a ideia básica do filme, mas ele vai além. A podridão humana, avareza, necessidade de satisfazermos os prazeres carnais. Em situações extremas, o tal Estado de Natureza, o ser humano é violento, competitivo e pronto para a guerra.
Imperdível!
O Farol
3.7 1,7KUma obra de arte pra ser pra ser vista e digerida, do tipo ame-a ou odeie-a. Não há meio-termo. Tem muita gente falando que "precisa ser cult" gostar do filme. Discordo. É simplesmente uma narrativa cinematográfica a ser desvendada aos poucos. Uma das melhores sensações no cinema é justamente isso: pensar no filme por horas, até por dias. Só digo uma coisa: por mais filmes assim!!
Medianeras: Buenos Aires na Era do Amor Virtual
4.3 2,3K Assista AgoraMuitas vezes a vida social intensa da modernidade não é pra todos. Somos muitos complicados e imperfeitos para lidarmos com o mundo de imagens, padrões e superficialidades que o mundo virtual nos proporciona. Tanto que a cada vez mais o número de pessoas com problemas de socialidade vem crescendo.
Um filme simples, porém brilhante, sobre a trajetória de dois jovens com problemas sociais passam até se conhecerem. Os acasos e percalços, de tão crus que são, faz o espectador pensar "já passei por isso".
A Mula
3.6 391 Assista AgoraDireção comedida e roteiro bem preguiçoso.
Vale pela boa atuação do bom e velho Clint.
A Casa dos Pássaros Mortos
2.7 149Poderia ter sido um ótimo filme de terror ambientado nos Estados Unidos escravocrata durante a Guerra Civil, porém escolheram contar uma história cheia de clichês e sustos baratos.
O Irlandês
4.0 1,5K Assista AgoraEm meio a muitas polêmicas nas semanas antes ao lançamento de "O Irlandês", em que Scorsese dava declarações sobre os filmes de super-heróis, ele lança um grande "cala a boca". "O Irlandês" é sétima arte em seu estado puro.
Poucos diretores conseguem fazer um filme de 3h30 que consegue manter o ritmo e, principalmente, a qualidade. Eu simplesmente não senti o tempo passar. Poderia ser mais curto? Poderia. Mas não precisa.
De Niro saindo do automático, Joe Pesci mostrando que ainda está em ótima forma, Al Pacino entregando uma de suas melhores performances.
Atuações magistrais, direção primordial, roteiro certeiro, fotografia competente, trilha sonora marcante, montagem que beira à perfeição. Scorsese não precisa entregar reviravoltas mirabolantes, plot twists e nem finais surpreendentes. Nesse filme é o caminho que engrandece a obra. O caminho da história e dos próprios personagens. É o envelhecimento que traz mortalidade e esquecimento.
Quanto ao CG, não me incomodou. Em alguns momentos era um tanto "plástico", mas no geral, dá pra se acostumar facilmente
El Camino: Um Filme de Breaking Bad
3.7 857 Assista AgoraEstava cético quanto a esse filme, mas me surpreendi. A sensação que deu foi de um episódio de 2 horas de Breaking Bad, o que é bom, já que é uma série única.
Como o universo da série é bastante sólido, o filme consegue se sustentar sem nenhum problema
[spoiler][/spoiler]
Detalhe para a nostalgia! Mesmo que seja um pouco estranho ver o Jessie, o Walter, Todd, Jane com os atores 6 anos mais velhos, é muito bom ver esses personagens novamente. O barulho dos grilos, o deserto, a tosse do Walter, os ângulos de câmera, os trejeitos dos personagens. Todos esses detalhes únicos trouxeram a sensação de estar assistindo Breaking Bad novamente
O Bar Luva Dourada
3.5 377Só não vai ser indicado a nenhum Oscar porque é um filme muito de nicho. Que atuação magistral desse ator! Que trabalho de maquiagem!
Detalhe para a ambientação do bar Luva Dourada, um local extremamente decadente, podre e mal frequentado.
É um filme cru e visceral. Não trata a violência de forma espetacularizada e nem apelativa com tripas e sangue explodindo na câmera. Aqui ela é escondida...é violência por si só, ou seja, errada. Não há nada de glamour e nem de entretenimento nela. É pra chocar e incomodar. É pra querer passar o mais longe possível daqueles ambientes vividos pelo protagonista.
Não precisamos saber detalhes da origem e motivações desse serial killer (e pasmem! É uma história real!). Basta vermos o gatilho que o álcool e a necessidade de violentar é a única forma dele mostrar algum sentimento, e o filme mostra muito bem a sujeira e a decadência humana de alguém que busca a violência como forma de satisfazer seus demônios interiores.
O Homem nas Trevas
3.7 1,9K Assista AgoraFilme tenso, claustrofóbico e com um enredo bastante original. Conseguiram também inserir de leve uma pitada de crítica social ao pincelar imóveis vazios durante a crise no mercado imobiliário de 2008 nos EUA.
O vilão (e seu cachorro!) é extremamente assustador e imprevisível, colocando os personagens em situações desesperadoras.
A única ressalva é o "plano" final do vilão que, a meu ver, achei totalmente desnecessário. Não poderia simplesmente ser um velho ex-militar cego badass que está defendendo sua propriedade?
[spoiler][/spoiler]
Precisava daquele plano pra engravidar a menina??
Tirando esse pequeno porém, é um ótimo suspense
Águas Rasas
3.4 1,3KFilme com ótima ambientação e até mesmo recursos técnicos bastante interessantes. Jogos de câmera imersivos e boa edição de som. As cenas de tensão realmente são acima da média, colocando a protagonista em uma situação bastante adversa.
Minhas únicas ressalvas são as conveniências quanto ao tubarão e à própria protagonista, que do nada se veem com super-poderes.
Midsommar: O Mal Não Espera a Noite
3.6 2,9K Assista AgoraUma experiência de terror leve e perturbadora ao mesmo tempo.
Num momento sentimos a personagem principal flutuar em uma dança ritual, ao mesmo tempo que aquela comunidade arrasta os personagens pra situações chocantes e incômodas para o espectador (leia-se incômoda no bom sentido).
Um relacionamento em crise, uma personagem psicologicamente instável, competições acadêmicas. Tudo isso é construído em um nível bastante familiar pra quem já viveu essas situações, que culmina em uma viagem ancestral e obcecada pela morte.
John Wick 3: Parabellum
3.9 1,1K Assista AgoraHistória rasa, porém com mitologia muito interessante.
Mas quem se importa?? A criatividade desses caras nas cenas de luta é fora de série.
Se mantiverem essa criatividade, que venha John Wick 4, 5, 6...
Turma da Mônica: Laços
3.6 613Adorei o filme! Mesmo com todas as limitações e dificuldades de se fazer cinema aqui no Brasil, conseguiram entregar uma produção feita com muito cuidado e competência.
Tudo é na medida certa. As cenas cômicas, os diálogos, os alívios cômicos e as inúmeras referências ao universo de quadrinhos criados por Maurício de Sousa. Eu estava até esperando uma chuva de referências que deixariam a história em segundo plano, mas não. Elas aparecem no momento certo e no timing correto! Algumas delas dão um calor de nostalgia no coração.
E as crianças? Elas foram escolhidas a dedo! Literalmente encarnações perfeitas dos personagens!
Agora quero não uma continuação, mas mais filmes envolvendo a turma do Chico Bento, do Papa-Capim, etc!
Yesterday
3.4 1,0KA trama do filme é muito promissora e abre leque para serem desenvolvidas inúmeras situações criativas, cômicas e icônicas. Mas o roteiro coloca como centro a paixão entre o protagonista e sua agente, o que me deu a sensação de potencial desperdiçado.
É uma comédia romântica com Beatles, sendo a trilha sonora o principal chamariz.
Se você não gosta de Beatles (e não sei o que você está fazendo nesse mundo), provavelmente você não vai gostar desse filme.
Era Uma Vez em... Hollywood
3.8 2,3K Assista AgoraFilme metalinguagem de Tarantino. Tantos diretores já o fizeram, agora é a vez dele em seu nono e (talvez) penúltimo filme. Está longe de ser seu melhor filme, porém possui todo o brilho e genialidade que conhecemos do Tarantino. É um filme mais sutil do diretor, sem a toda aquela violência e a trama circulando no tema "vingança". "Era uma Vez em Hollywood" simplesmente retrata uma idealização de uma época e das pessoas que viveram nela.
Atuações espetaculares do elenco e a retratação da época está fantástica. Em diversos momentos estamos simplesmente acompanhando os personagens dirigindo de volta para a casa por alguns minutos e, dada a trilha sonora e o modelo e barulho do carro, somos imergidos na Los Angeles dos anos 60.
E o que falar do final? O filme inteiro cria uma expectativa que é retorcida nas últimas cenas. De tão genial que o diretor é, o cinema inteiro interagia com aquelas cenas e eu só pensava "não acredito que estou vendo isso com um sorriso no rosto...mas tudo bem. É o Tarantino".
Parasita
4.5 3,7K Assista AgoraCinema sul-coreano vem surpreendendo cada vez mais! Um petardo atrás do outro!
Essa comédia de humor-negro consegue ser hilária e tocante ao mesmo tempo. Trilha sonora poderosa, atuações ácidas e situações bizarramente hilárias!
[spoiler][/spoiler]
E o final?? Mesmo com tudo isso, consegue entregar generosas doses de violência e sanguinolência nos momentos finais.
A Criada
4.4 1,4K Assista AgoraQue filme incrível! Atuações majestosas, fotografia fantástica e direção de ponta! Um filme que, mesmo se tratando da Coréia dos anos 30, chega conversar com os tempos atuais de maneira bastante sutil.
O filme mostra exatamente o que a sinopse revela, porém não da perspectiva certa. Pra quem já assistiu, entendeu o que eu falei. As duas reviravoltas na história realmente me tiraram do chão.
O cinema coreano é uma joia a ser apreciada, com vários filmes espetaculares de todos os gêneros, sendo "A Criada", sem dúvida, um dos mais cultuados.
Só não dei a nota máxima pois ele se alonga por demais em um ou dois momentos.