Gostei bastante. É um filme bonito, com toda a idealização da juventude e personagens interessantes - ainda que em cenas rápidas demais, o que tira um pouco do espaço pra respirar e absorver o que acontece - é uma obra bacana. Sobre ser jovem adulto, construção da identidade e o papel da família, da amizade e do que realmente importa nesse mundão. Tem um pouquinho daquela narrativa Girlboss da protagonista que se acha especial e única demais sem qualquer razão aparente pra isso, mas faz parte, enxerguei mais como uma crítica à própria personagem, que enfim apresenta um crescimento bacana.
Que filme bonito! Trata muito bem da contemporaneidade e do dilema BRABO que as relações atuais vivem - tanto as infinitas possibilidades afetivas em tempos de Tinder, quanto as dificuldades de ser alguém honesto, mesmo que se queira muito, afinal tem coisa que a gente esconde até de si mesmo. A fotografia é bacana, comum, os personagens são, no geral, jovens brancos e bonitos, e traz aquela cena espertinha dos dois na cama no celular. Achei massa. Embora os protagonistas tenham a coragem de ser bastante honestos sobre seus envolvimentos sexuais com outras pessoas,fica aparente certa imaturidade da parte destes. A instabilidade de Gabi em relação à vida profissional e afetiva, embora comum à famigerada geração Y, ressalta a dificuldade citada: as possibilidades atrapalham as escolhas, pois perde-se todo um universo ao escolher seguir por apenas um caminho, um ganho é sempre contraposto por um infinito de perdas, por isso sua constante insatisfação e desejo pelo novo. Já Martin, por mais que bem-intencionado e genuinamente apaixonado por Gabi, não possuía autoconhecimento suficiente para elaborar suas próprias contradições e avaliar o que de fato queria - o que obviamente dá treta. Só não sei se isso é inevitável, ou necessariamente faz parte, que a gente nunca consegue entender a si e ao outro completamente. Newness tem o mérito de levantar essas reflexões. Inclusive, que difícil é ficar feliz genuinamente pela felicidade que a outra pessoa tem com outras pessoas
, vide a reação dele quando a namorada gozou com outro cara, risos.
Acho interessante também as ideias abordadas de que amor não é destino, é escolha e esforço (até certo ponto), e que um personagem diz que a grande caminhada de sua vida foi justamente aceitar a solidão - o que Gabi obviamente achou triste, mas para mim foi só real, mesmo que o Danny Huston me assuste. Por outro lado, tem alguns pontos que não curti tanto. Apesar de questionar, em alguma medida, a monogamia, e trazer visibilidade à não-monogamia, o filme a coloca como algo passageiro "um caminho, não um destino"; o que é curioso para uma temática pouco comum em filmes românticos.
A própria abertura do relacionamento se dá por uma traição de ambos, o que já põe em xeque a maturidade e capacidade de autocompreensão e honestidade do casal,
é levantado o estereótipo de que relações abertas são só tentativas de resolver crises. Relações podem durar muito ou não, independentemente de seu formato. Quanto a representatividade, praticamente não há pessoas negras em cena, tampouco personagens nitidamente LGBT
, fora a moça negra em quem o Martin dá em cima e a provável bissexual que faz um menage com o casal. Inclusive, que grande surpresa não foi o fato de que ele escolheu incluir justo uma mulher para um threesome, não? Afinal ele não ia escolher um homem, ia ferir sua macheza. Não sou fã dessa representação de que mulher bi só serve pra isso, mas segue o baile
. Não sei se a filosofia "Bauman", que busca valorizar a monotonia de escolhas tradicionais é uma abordagem conservadora ou apenas realista e madura, mas parece ser a forma como o filme se encerra. Relações diferentes são mostradas, e por fim, todo formato de relacionamento tem seus ganhos e perdas, cabe a cada um a honestidade para ponderar. No fim das contas, gostei do conjunto da obra.
Que tempo perdido :( clichê, personagens mal desenvolvidos, rasos e previsíveis, narrativa bem imatura e um forte teor machista :( decepção grande porque me animei com o começo do filme e com o elenco, principalmente com a Juliane. Parecia promissor. Seguem frente, tem outros filme.
QUE COISA MAIS LINDA, quero me casar com este documentário. A fotografia é e os depoimentos são muito tocantes. Quis ser amigo dessas pessoas, hahaha. Mas, sério, é desses filmes que te fazem querer viver, de um jeito tão gostoso! Já é dos preferidos. Terminei de assistir muitíssimo emocionado e querendo me jogar nas artes. A crítica à medicalização e robotização das pessoas é acertadíssima, e o mais significativo é que além de pedir que as crianças atuais possam brincar, o documentário desperta em nós, adultos, o desejo de deixar a criança que fomos (e que ainda existe dentro de nós) brincar! Embora haja uma certa idealização generalizada de como a infância é maravilhosa e cheia de boas experiências e lembranças vívidas do brincar, o que não foi a realidade de todo mundo, o convite a descobrir o mundo e torná-lo uma aventura da qual somos sujeitos ativos e viventes é certeira: bora nos permitir brincar e viver mais intensamente?
Excelente, a despeito da atuação pouco expressiva de Ben Barnes. (O protagonista deveria mesmo ser tão insosso? Não li o livro, o que teria enriquecido a experiência, mas creio que Dorian Gray seja muito melhor interpretado no seriado Penny Dreadful.) Com uma ótima fotografia e uma história perturbadora, acaba por ser intrigante, prendendo o espectador até o irremediável fim.
A teoria psicanalista freudiana do inconsciente é perturbadora, mas interessantíssima, o filme sabe mostrar isso, inclusive no modo como Freud divergia dos estudiosos de sua época. Ainda que antigo, o filme consegue não ser cansativo, pelo tema fascinante do qual trata. É relevante, seja para complementar o início dos estudos na Psicologia ou apenas para compreender um pouco do surgimento da Psicanálise.
Recomendado por uma professora de Antropologia que pretendia demonstrar a importância da quebra dos preconceitos à compreensão e aceitação do próximo, Chocolat leva à reflexão sem ser piegas. Explicita como pode-se projetar no outro a reprovação por atitudes que provavelmente também se gostaria de ter, mas se reprime, deixando de experimentar a vida na plenitude de quem realmente se é, facilmente julgando quem se permite. A história é boa, romântica sem ser forçada ou clichê; reforça a autocrítica racional, a empatia e a gentileza - consigo mesmo e com o próximo -, tirando, não só os religiosos, mas todos, de suas confortáveis convicções. Gostoso sem ser enjoativo.
Tem um certo suspense massa; entretém, mas é bem fraco. A Jennifer é hiper-objetificada, inclusive no título original, como se esperaria de um filme com Megan Fox protagonizando - sem problemas quanto às escolhas da atriz, mas torna o filme principalmente comercial - cômico, até, de tão teatral, mas entretém. Uma narrativa confusa de um enredo superficial, consegue cativar em alguns momentos, com as risíveis referências a coisas mainstream de nossa geração, as blasfêmias da protagonista e bizarras cenas de sexo. O beijo lésbico, inclusive, foi mais comercial do que necessário - mas tudo bem, pode pôr mais beijo homossexual na ficção que tá pouco, ainda. Em suma, Jennifer's Body não acrescenta muito, mas até é legal.
Este documentário é impressionante. Bem feito, bem editado, preciso. Deixa, entretanto, algumas questões em aberto; gostaria de saber melhor sobre como foi feito o tratamento de Beth, seus resultados ao longo dos anos e, ainda, sobre o tratamento recebido por seu irmão, Johnatan. Em contrapartida, o documentário cumpre bem seu papel: mostra de modo claro que abusos numa idade tão tenra são devastadores. Despertou meu interesse o modo como ela é tratada: primeiramente sendo ouvida, depois controlada, é ensinada sobre a moral, tem sua autoimagem melhorada para perceber seu valor e passa a, a partir da afeição que recebe, responder a ela; todos esses pontos parecem ser de extrema importância. É triste e chocante, pois infelizmente tais abusos acontecem com assustadora frequência. Por fim, fico feliz que a garota tenha sido reabilitada. Que o número de vítimas decaia, e que estas recebam todo o apoio e tratamento possíveis.
Lady Bird: A Hora de Voar
3.8 2,1K Assista AgoraGostei bastante. É um filme bonito, com toda a idealização da juventude e personagens interessantes - ainda que em cenas rápidas demais, o que tira um pouco do espaço pra respirar e absorver o que acontece - é uma obra bacana. Sobre ser jovem adulto, construção da identidade e o papel da família, da amizade e do que realmente importa nesse mundão. Tem um pouquinho daquela narrativa Girlboss da protagonista que se acha especial e única demais sem qualquer razão aparente pra isso, mas faz parte, enxerguei mais como uma crítica à própria personagem, que enfim apresenta um crescimento bacana.
Me Chame Pelo Seu Nome
4.1 2,6KBem bonito e sensível, achei fácil de gostar, mesmo sendo rich white people problems, gostei da forma como ele trata a BISSEXUALIDADE.
Ela
4.2 5,8K Assista AgoraEU AMO A SENSIBILIDADE COM QUE ESSE FILME TRATA AS RELAÇÕES, AFF
Newness
3.4 232Que filme bonito! Trata muito bem da contemporaneidade e do dilema BRABO que as relações atuais vivem - tanto as infinitas possibilidades afetivas em tempos de Tinder, quanto as dificuldades de ser alguém honesto, mesmo que se queira muito, afinal tem coisa que a gente esconde até de si mesmo. A fotografia é bacana, comum, os personagens são, no geral, jovens brancos e bonitos, e traz aquela cena espertinha dos dois na cama no celular. Achei massa.
Embora os protagonistas tenham a coragem de ser bastante honestos sobre seus envolvimentos sexuais com outras pessoas,fica aparente certa imaturidade da parte destes. A instabilidade de Gabi em relação à vida profissional e afetiva, embora comum à famigerada geração Y, ressalta a dificuldade citada: as possibilidades atrapalham as escolhas, pois perde-se todo um universo ao escolher seguir por apenas um caminho, um ganho é sempre contraposto por um infinito de perdas, por isso sua constante insatisfação e desejo pelo novo. Já Martin, por mais que bem-intencionado e genuinamente apaixonado por Gabi, não possuía autoconhecimento suficiente para elaborar suas próprias contradições e avaliar o que de fato queria - o que obviamente dá treta. Só não sei se isso é inevitável, ou necessariamente faz parte, que a gente nunca consegue entender a si e ao outro completamente. Newness tem o mérito de levantar essas reflexões. Inclusive, que difícil é ficar feliz genuinamente pela felicidade que a outra pessoa tem com outras pessoas
, vide a reação dele quando a namorada gozou com outro cara, risos.
Acho interessante também as ideias abordadas de que amor não é destino, é escolha e esforço (até certo ponto), e que um personagem diz que a grande caminhada de sua vida foi justamente aceitar a solidão - o que Gabi obviamente achou triste, mas para mim foi só real, mesmo que o Danny Huston me assuste.
Por outro lado, tem alguns pontos que não curti tanto. Apesar de questionar, em alguma medida, a monogamia, e trazer visibilidade à não-monogamia, o filme a coloca como algo passageiro "um caminho, não um destino"; o que é curioso para uma temática pouco comum em filmes românticos.
A própria abertura do relacionamento se dá por uma traição de ambos, o que já põe em xeque a maturidade e capacidade de autocompreensão e honestidade do casal,
, fora a moça negra em quem o Martin dá em cima e a provável bissexual que faz um menage com o casal. Inclusive, que grande surpresa não foi o fato de que ele escolheu incluir justo uma mulher para um threesome, não? Afinal ele não ia escolher um homem, ia ferir sua macheza. Não sou fã dessa representação de que mulher bi só serve pra isso, mas segue o baile
Não sei se a filosofia "Bauman", que busca valorizar a monotonia de escolhas tradicionais é uma abordagem conservadora ou apenas realista e madura, mas parece ser a forma como o filme se encerra. Relações diferentes são mostradas, e por fim, todo formato de relacionamento tem seus ganhos e perdas, cabe a cada um a honestidade para ponderar. No fim das contas, gostei do conjunto da obra.
Adorável Professora
2.9 106 Assista AgoraQue tempo perdido :( clichê, personagens mal desenvolvidos, rasos e previsíveis, narrativa bem imatura e um forte teor machista :( decepção grande porque me animei com o começo do filme e com o elenco, principalmente com a Juliane. Parecia promissor. Seguem frente, tem outros filme.
Tarja Branca - A Revolução que Faltava
4.3 123QUE COISA MAIS LINDA, quero me casar com este documentário. A fotografia é e os depoimentos são muito tocantes. Quis ser amigo dessas pessoas, hahaha. Mas, sério, é desses filmes que te fazem querer viver, de um jeito tão gostoso! Já é dos preferidos. Terminei de assistir muitíssimo emocionado e querendo me jogar nas artes. A crítica à medicalização e robotização das pessoas é acertadíssima, e o mais significativo é que além de pedir que as crianças atuais possam brincar, o documentário desperta em nós, adultos, o desejo de deixar a criança que fomos (e que ainda existe dentro de nós) brincar! Embora haja uma certa idealização generalizada de como a infância é maravilhosa e cheia de boas experiências e lembranças vívidas do brincar, o que não foi a realidade de todo mundo, o convite a descobrir o mundo e torná-lo uma aventura da qual somos sujeitos ativos e viventes é certeira: bora nos permitir brincar e viver mais intensamente?
O Retrato de Dorian Gray
3.2 1,5K Assista AgoraExcelente, a despeito da atuação pouco expressiva de Ben Barnes. (O protagonista deveria mesmo ser tão insosso? Não li o livro, o que teria enriquecido a experiência, mas creio que Dorian Gray seja muito melhor interpretado no seriado Penny Dreadful.) Com uma ótima fotografia e uma história perturbadora, acaba por ser intrigante, prendendo o espectador até o irremediável fim.
A Escolha Perfeita
3.8 1,6K Assista AgoraPositivamente cômico, músicas ótimas, trama envolvente, personagens muito carismáticas e covers viciantes: superou MUITO minhas expectativas.
Freud, Além da Alma
3.9 175 Assista AgoraA teoria psicanalista freudiana do inconsciente é perturbadora, mas interessantíssima, o filme sabe mostrar isso, inclusive no modo como Freud divergia dos estudiosos de sua época. Ainda que antigo, o filme consegue não ser cansativo, pelo tema fascinante do qual trata. É relevante, seja para complementar o início dos estudos na Psicologia ou apenas para compreender um pouco do surgimento da Psicanálise.
Chocolate
3.7 773Recomendado por uma professora de Antropologia que pretendia demonstrar a importância da quebra dos preconceitos à compreensão e aceitação do próximo, Chocolat leva à reflexão sem ser piegas. Explicita como pode-se projetar no outro a reprovação por atitudes que provavelmente também se gostaria de ter, mas se reprime, deixando de experimentar a vida na plenitude de quem realmente se é, facilmente julgando quem se permite. A história é boa, romântica sem ser forçada ou clichê; reforça a autocrítica racional, a empatia e a gentileza - consigo mesmo e com o próximo -, tirando, não só os religiosos, mas todos, de suas confortáveis convicções. Gostoso sem ser enjoativo.
Garota Infernal
2.7 2,7K Assista AgoraTem um certo suspense massa; entretém, mas é bem fraco. A Jennifer é hiper-objetificada, inclusive no título original, como se esperaria de um filme com Megan Fox protagonizando - sem problemas quanto às escolhas da atriz, mas torna o filme principalmente comercial - cômico, até, de tão teatral, mas entretém. Uma narrativa confusa de um enredo superficial, consegue cativar em alguns momentos, com as risíveis referências a coisas mainstream de nossa geração, as blasfêmias da protagonista e bizarras cenas de sexo. O beijo lésbico, inclusive, foi mais comercial do que necessário - mas tudo bem, pode pôr mais beijo homossexual na ficção que tá pouco, ainda. Em suma, Jennifer's Body não acrescenta muito, mas até é legal.
A Ira de um Anjo
4.0 281Este documentário é impressionante. Bem feito, bem editado, preciso. Deixa, entretanto, algumas questões em aberto; gostaria de saber melhor sobre como foi feito o tratamento de Beth, seus resultados ao longo dos anos e, ainda, sobre o tratamento recebido por seu irmão, Johnatan. Em contrapartida, o documentário cumpre bem seu papel: mostra de modo claro que abusos numa idade tão tenra são devastadores. Despertou meu interesse o modo como ela é tratada: primeiramente sendo ouvida, depois controlada, é ensinada sobre a moral, tem sua autoimagem melhorada para perceber seu valor e passa a, a partir da afeição que recebe, responder a ela; todos esses pontos parecem ser de extrema importância. É triste e chocante, pois infelizmente tais abusos acontecem com assustadora frequência. Por fim, fico feliz que a garota tenha sido reabilitada. Que o número de vítimas decaia, e que estas recebam todo o apoio e tratamento possíveis.
Cinderela 3: Uma Volta no Tempo
3.0 77 Assista AgoraEu amava quando era criança. É bem legal :3 assisti muitas vezes. Vale a pena.
Branca de Neve e os Sete Anões
3.8 736 Assista AgoraAh, é lindo <3
Enrolados
3.8 2,8K Assista AgoraO filme é ótimo :3 o que estraga um pouco é a dublagem do Luciano Hulk que ficou péssima. Apesar disso é muito fofinho e legal (:
A Nova Cinderela
3.0 907É legal, até, mas eu gostava mais antigamente - agora é um pouco clichê-adolescente-bobinho demais, pra mim.
A Hospedeira
3.2 2,2K Assista AgoraO livro é muito foda :3 que bom que o lançamento está próximo *-*