A qualidade aqui cai um pouco (a 1ª temporada é irretocável), mas, sem sombra de dúvidas, Meryl Streep, Laura Dern e Zoey Kravitz carregam a série nas costas!
Apesar de bem feito e de não ser um filme ruim, me pareceu uma história que poderia facilmente ser contada dentro de Retratos Fantasmas. Com uma hora de filme, ainda não havia entendido o caminho que o filme quis tomar e por isso não consegui me cativar pela trama principal. O final novelesco
diferente do que poderia se esperar, o final não me pareceu uma abertura para próximas temporadas, mas uma expansão da própria ideia dos jogos em outros países. no fundo a série sempre foi bem clara sobre os reais vilões da luta de classes e como não tem muito para onde correr, como os jogos são reflexos da desigualdade, exploração e eventuais genocídios da população mais pobre.
os bilionários se safam, os norte-americanos se safam, as minorias se matam entre si... dito isso: investigador mais inútil do mundo e os 10 segundos finais de cate blanchett me garantiram uma boa risada.
definitivamente não é um filme ruim, o elenco sustenta o que o roteiro propõe. a ideia de ser um musical não se sustenta muito, faltou coragem de ir à fundo nessa ideia. ainda assim, o que falta de carisma no protagonista, sobra em todo o elenco drag: maravilhosas demais!
frances vem direto da coitadolândia... passei o filme inteiro achando a personagem uma chatona, sem nenhuma margem para qualquer identificação possível. mas estranhamente bom de assistir.
o vampirismo voltando a um certa origem de suas metáforas críticas e sociais, sendo o filme dividido entre os primeiros 45 minutos e o restante, em que tudo se desenvolve. apesar da introdução um tanto arrastada, depois que tudo pega foto - literal e simbolicamente -, aí sim! a cena da festa é o mais puro exercício de coragem narrativa que mesmo o blockbuster mais assumido deveria ter.
kasa branca escorrega em alguns lugares do roteiro, mas ganha na performance do trio principal e suas relações sobre afeto e masculinidade na baixada fluminense. território que serve como ambientação mais verídica e poética do que a maioria das produções cariocas que apresentam o eixo centro/zona sul como sendo uma representação da cidade. o mar está muito longe desse filme e ao mesmo tempo, está no olhar de cada personagem. teca pereira, inclusive, faz muito com tão pouco!
o filme é um presente pra fernanda montenegro brilhar e ela brilhou. deu o tom para um tipo de personagem que raramente é colocada como protagonista nas produções - retrato de um audiovisual ainda bastante etarista. no entanto, o anúncio de que o filme é baseado numa história que de fato aconteceu parece deixar o filme um pouco vendido à necessidade de "retrato da vida real", sobrando pouco espaço para a ficção e para saídas mais inventivas no roteiro.
reassistir essa temporada seis anos depois do lançamento e ainda se surpreender com a qualidade de tudo o que ela propõe é uma grande surpresa! tinha esquecido várias tramas e, com a indústria insistindo em jacob elordi nos últimos anos, esquecido até o ódio sincero que o personagem dele me causa. a construção narrativa posterior de todos os personagens já apresentados é de uma beleza tão complexa que deixa aquele sentimento agridoce.
o "say my name, say my name" no meio do mais absoluto caos me pegou demais! no fim, a beleza do filme não está em retratar esse ou aquele grupo, mas propor um olhar para a ideia das famílias elegidas na busca por uma boa companhia para passar uma data festiva - independente de seu significado.
só melhora a cada temporada! tanto no episódio 1, "minicontatos imediatos", quanto no episódio 6, "golgotha", a metáfora da invasão passeia alí pelo problema da linguagem como centro do embate: no primeiro, uma grande nação destruindo um povo estrangeiro e se apropriando de suas armas (onde a gente já viu isso mesmo?). no outro, uma síntese lindíssima sobre a falha na ideia de um messias que só salva quem entende seu chamado, excluindo e mandando para o inferno outros tipos de fé.
qualquer coisa que eu fale sobre roteiro, direção, direção de arte e, principalmente, sobre o plot twist desse filme, vai ser insuficiente. porque está tudo conectado e a audiência vai juntando o quebra-cabeça junto dos personagens.
o que mais me emocionou (e me emocionei em vários momentos) foi saber que ney viu e celebrou esse filme em vida! o que é tão raro, mas importantíssimo para com aqueles que vieram antes, que abriram nossos caminhos. o brilhantismo da direção de esmir filho está em, junto da direção de arte, não se fechar em um filme de gênero cinebiográfico, mas em povoar todo o filme com alegorias e referências à cultura homoerótica: a sequência que abre a cena da praia apresentando vários recortes bem no estilo das fotografias de alair gomes, o quadro de keith hering no quarto de ney, o próprio cazuza apresentado como um personagem cheio de camadas e desejos... a lindeza desse filme é justamente abolir a ideia de um pedestal do artista, como geralmente as cinebiografias constroem, para dar lugar a um ney mais humano, mais bicho/a. felizmente, é um filme que vai além do retrato histórico e aborda de forma muito sincera a sociabilidade bicha, evidenciando o amor (não só o romântico) como um dos pontos de partida para a nossa vivência enquanto comunidade.
We Are Who We Are (1ª Temporada)
3.8 136Que série triste, meu Deus! E linda e complexa... merecia uma segunda temporada. Não tem mais no streaming, mas encontrei um drive com os episódios.
Big Little Lies (2ª Temporada)
4.2 491A qualidade aqui cai um pouco (a 1ª temporada é irretocável), mas, sem sombra de dúvidas, Meryl Streep, Laura Dern e Zoey Kravitz carregam a série nas costas!
P.s: Shailene Woodley devia processar alguém por aquela franja péssima.
Big Little Lies (1ª Temporada)
4.6 1,1K Assista AgoraDemorei muito para assistir e que arrependimento: roteiro impecável, elenco (adulto e infantil) maravilhoso e que final!
Depois da Caçada
2.9 116 Assista AgoraMirou em Closer e acertou no Twitter.
O Agente Secreto
3.9 1,0K Assista AgoraApesar de bem feito e de não ser um filme ruim, me pareceu uma história que poderia facilmente ser contada dentro de Retratos Fantasmas. Com uma hora de filme, ainda não havia entendido o caminho que o filme quis tomar e por isso não consegui me cativar pela trama principal. O final novelesco
em que Wagner Moura interpreta o filho do próprio personagem
Vermelho Sangue
3.5 17nas trincheiras com a vampira portuguesa!
Objetos Cortantes
4.3 873fazendo uma oração e acendendo um incenso aqui em casa depois desse final.....
Objetos Cortantes
4.3 873fazendo uma oração e acendendo um incenso aqui em casa depois desse final.....
Faça Ela Voltar
3.8 755 Assista Agoraeu vejo esses filmes e me sinto a inês brasil: "tu não se mete com criança, não! pela criança em dou minha vida!"
A Hora do Mal
3.7 1,0K Assista Agoratudo isso por conta de uma drag queen???
Round 6 (3ª Temporada)
3.2 315 Assista Agoradiferente do que poderia se esperar, o final não me pareceu uma abertura para próximas temporadas, mas uma expansão da própria ideia dos jogos em outros países. no fundo a série sempre foi bem clara sobre os reais vilões da luta de classes e como não tem muito para onde correr, como os jogos são reflexos da desigualdade, exploração e eventuais genocídios da população mais pobre.
os bilionários se safam, os norte-americanos se safam, as minorias se matam entre si... dito isso: investigador mais inútil do mundo e os 10 segundos finais de cate blanchett me garantiram uma boa risada.
Borderlands: O Destino do Universo Está em Jogo
2.3 132 Assista Agorao extra natal da cate blancett.
O Melhor Amigo
2.9 53 Assista Agoradefinitivamente não é um filme ruim, o elenco sustenta o que o roteiro propõe. a ideia de ser um musical não se sustenta muito, faltou coragem de ir à fundo nessa ideia. ainda assim, o que falta de carisma no protagonista, sobra em todo o elenco drag: maravilhosas demais!
Frances Ha
4.1 1,5Kfrances vem direto da coitadolândia... passei o filme inteiro achando a personagem uma chatona, sem nenhuma margem para qualquer identificação possível. mas estranhamente bom de assistir.
Pecadores
4.0 1,2K Assista Agorao vampirismo voltando a um certa origem de suas metáforas críticas e sociais, sendo o filme dividido entre os primeiros 45 minutos e o restante, em que tudo se desenvolve. apesar da introdução um tanto arrastada, depois que tudo pega foto - literal e simbolicamente -, aí sim! a cena da festa é o mais puro exercício de coragem narrativa que mesmo o blockbuster mais assumido deveria ter.
Kasa Branca
3.5 33kasa branca escorrega em alguns lugares do roteiro, mas ganha na performance do trio principal e suas relações sobre afeto e masculinidade na baixada fluminense. território que serve como ambientação mais verídica e poética do que a maioria das produções cariocas que apresentam o eixo centro/zona sul como sendo uma representação da cidade. o mar está muito longe desse filme e ao mesmo tempo, está no olhar de cada personagem. teca pereira, inclusive, faz muito com tão pouco!
Vitória
3.7 248 Assista Agorao filme é um presente pra fernanda montenegro brilhar e ela brilhou. deu o tom para um tipo de personagem que raramente é colocada como protagonista nas produções - retrato de um audiovisual ainda bastante etarista. no entanto, o anúncio de que o filme é baseado numa história que de fato aconteceu parece deixar o filme um pouco vendido à necessidade de "retrato da vida real", sobrando pouco espaço para a ficção e para saídas mais inventivas no roteiro.
Euphoria (1ª Temporada)
4.3 909reassistir essa temporada seis anos depois do lançamento e ainda se surpreender com a qualidade de tudo o que ela propõe é uma grande surpresa! tinha esquecido várias tramas e, com a indústria insistindo em jacob elordi nos últimos anos, esquecido até o ódio sincero que o personagem dele me causa. a construção narrativa posterior de todos os personagens já apresentados é de uma beleza tão complexa que deixa aquele sentimento agridoce.
Tangerina
4.0 296 Assista Agorao "say my name, say my name" no meio do mais absoluto caos me pegou demais! no fim, a beleza do filme não está em retratar esse ou aquele grupo, mas propor um olhar para a ideia das famílias elegidas na busca por uma boa companhia para passar uma data festiva - independente de seu significado.
Herege
3.4 692 Assista Agoratirou a religião deixando apenas a religião.
A Avaliação
3.5 150 Assista Agoramia aguentou muito e anda foi simpática.
Love, Death & Robots (Volume 4)
3.2 107só melhora a cada temporada! tanto no episódio 1, "minicontatos imediatos", quanto no episódio 6, "golgotha", a metáfora da invasão passeia alí pelo problema da linguagem como centro do embate: no primeiro, uma grande nação destruindo um povo estrangeiro e se apropriando de suas armas (onde a gente já viu isso mesmo?). no outro, uma síntese lindíssima sobre a falha na ideia de um messias que só salva quem entende seu chamado, excluindo e mandando para o inferno outros tipos de fé.
Incêndios
4.5 2,0K Assista Agoraqualquer coisa que eu fale sobre roteiro, direção, direção de arte e, principalmente, sobre o plot twist desse filme, vai ser insuficiente. porque está tudo conectado e a audiência vai juntando o quebra-cabeça junto dos personagens.
Homem com H
4.2 518 Assista Agorao que mais me emocionou (e me emocionei em vários momentos) foi saber que ney viu e celebrou esse filme em vida! o que é tão raro, mas importantíssimo para com aqueles que vieram antes, que abriram nossos caminhos. o brilhantismo da direção de esmir filho está em, junto da direção de arte, não se fechar em um filme de gênero cinebiográfico, mas em povoar todo o filme com alegorias e referências à cultura homoerótica: a sequência que abre a cena da praia apresentando vários recortes bem no estilo das fotografias de alair gomes, o quadro de keith hering no quarto de ney, o próprio cazuza apresentado como um personagem cheio de camadas e desejos... a lindeza desse filme é justamente abolir a ideia de um pedestal do artista, como geralmente as cinebiografias constroem, para dar lugar a um ney mais humano, mais bicho/a. felizmente, é um filme que vai além do retrato histórico e aborda de forma muito sincera a sociabilidade bicha, evidenciando o amor (não só o romântico) como um dos pontos de partida para a nossa vivência enquanto comunidade.