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Últimas opiniões enviadas

  • Guilherme

    Sempre esteve na moda do cinema produzir cinebiografias. Todo ano saem várias. No Brasil isso não é diferente e diverso longa-metragem já foram comentados nas páginas deste jornal. Contudo, acho que esse é o primeiro de um comunicador que escreve aqui. Uma comunicadora no caso e talvez a maior que o Brasil já viu. Estou falando da produção que conta a história de Hebe Camargo frente ao seu programa na Bandeirantes e no SBT.

    O filme mostra a Hebe Camargo que se consagrou como uma das apresentadoras mais emblemáticas da televisão. Sua carreira passou por diversas mudanças ao longo dos anos, mas foi durante a década de 80, no período de transição da ditadura para a democracia, que Hebe tomou uma decisão importante. A apresentadora passou a controlar a própria carreira e, independentemente de qualquer coisa, se revelou para o público como uma mulher extraordinária, capaz de superar qualquer crise.

    Um acerto da produção foi focar em um espectro menor. Não foi abordada toda a carreira da apresentadora, mas sim sua reta final na TV Bandeirantes e os primeiros anos dentro do SBT. Isso ao mesmo tempo em que se debatia se a censura havia ou não acabado no Brasil. No meio disso tudo estava à apresentadora, sempre desbocada e sem papas na língua; apresentando a realidade de uma sociedade e tomando posições fortes na época (ao lado dos homossexuais e falando sobre AIDS).

    Apesar de ser um acerto do diretor Maurício Farias, também fiquei com falta de mais. Queria saber o início da apresentadora e sua vida após acontecimentos marcantes que são retratados no filme (não vou dar spoiler algum). Talvez seja pelo carisma da apresentadora, atrelado ao talento de Andrea Beltrão, que faça com que essa identificação e preocupação com a personagem aflore cada vez mais, porém é preciso deixar claro: não tem quem não saia do cinema curioso pelo antes e depois do filme.

    Contudo, obviamente que o filme tem falhas. A escolha de quem interpreta o Silvio Santos não combina e existem outros problemas maiores que precisavam ser aprofundados: os aspectos políticos de Hebe com Maluf, o apoio à busca pelo tratamento da AIDS, o surgimento do selinho (marca registrada da apresentadora), os motivos de sua birra com a rede Globo; entre outros. Todas são pontas soltas que mostram como esse filme deveria ter sido uma série.

    Hebe Camargo teve uma carreira brilhante e longeva na televisão brasileira. Era uma mulher carismática, talentosa e corajosa; sempre enfrentando tudo o que era preciso pelos seus ideais. Com certeza merece esse filme, que é uma justa homenagem pela trajetória, mas o gosto de quero mais fica na boca. E não é aquele de quem deixou para uma sequência, mas sim de que faltou tempo e espaço para abordar e aprofundar histórias na linha do tempo projetada.

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  • Guilherme

    Um dos filmes mais aguardados por este que vos escreve estreou na quinta-feira, 19/09, e já foi conferido por mim. Estou falando de ‘Rambo – Até o Fim’, novo projeto da franquia de Sylvester Stallone nos cinemas. O ator de 73 anos segue trazendo suas produções em reboots ou sequências para uma nova geração e, felizmente, acertaram mais uma vez com este filme.

    O longa-metragem acompanha Rambo, que agora vive recluso e trabalha em um rancho que fica na fronteira entre os Estados Unidos e o México. Sua vida antiga marcada por lutas violentas, mas quase sempre vitoriosas, ficou no passado. No entanto, quando a filha de um amigo é sequestrada, Rambo não consegue controlar seu ímpeto por justiça e resolve enfrentar um dos mais perigosos cartéis do México.

    Primeiro é necessário compreender que é um filme do Rambo, personagem clássico que estreou em 1982 nos cinemas e que contará com o seu sexto filme em 2019, onze anos após o último lançamento. Então se sabe que haverá muito sangue na cara, violência em demasia e cenas “um pouco surreais” envolvendo o nosso protagonista (nem parece um setentão).

    Tudo está presente no filme: vilões caricatos (desta vez os vilões são mexicanos), vingança e matança. Tudo com o nosso querido Stallone como protagonista. A trama é mal desenvolvida, não podemos negar. A história foi criada para nos levar até o clímax do final e nada mais. Não existem apresentações profundas e nem explicações das motivações de cada um dos personagens.

    O sequestro da menina, a suposta melhor amiga, o pai ausente e o cartel de prostitutas. Tudo orquestrado e caricato, com o único objetivo de nos levar para os últimos 20/30 minutos do longa-metragem, que vale muito a pena. Mistura tudo o que já foi visto na franquia do Rambo – com mais sangue, em um nível Tarantino – com as armadilhas vistas em ‘Esqueceram de Mim’.

    Obviamente que o filme tem outros pontos positivos. A fotografia está muito bonita – principalmente nas cenas da fazenda, os efeitos especiais estão muito bons e a atuação de Stallone novamente surpreende. É incrível como o ator e produtor vêm promovendo homenagens aos anos 80 e 90, mas com atuações concisas, muitas vezes superando o seu nível do passado.

    ‘Rambo – Até o Fim’ é uma ótima pedida para os órfãos dos anos 90 e que curtem o universo criado pelo Sylvester Stallone. Para quem busca violência e sangue, encontrará isso, mas se familiariza com o personagem clássico de outrora. Que venham mais filmes como esse (quero um filme do Cobra e um do Falcão logo) para que o mestre Stallone seja reverenciado pelas novas gerações.

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  • Guilherme

    O cinema é feito de ciclos. Um claro exemplo é a leva de super-heróis que estão nos cinemas há alguns longos anos ou os faroestes do passado. São levas que vem e vão. Uma das “febres” que vem ganhando força (mas ainda sem tanto investimento) são os filmes com cunho religioso. Esse ano já esteve aqui ‘Superação – O Milagre da Fé’ e agora foi à vez de ‘Divaldo – O Mensageiro da Paz’.

    O longa-metragem apresenta a convivência com a mediunidade desde os quatro anos de Divaldo, que era rejeitado pelas outras crianças e reprimido pelo pai. Ao completar 17 anos, o jovem decide usar seu dom para ajudar as pessoas e se muda para Salvador, com o apoio da mãe. Sob a orientação de sua guia espiritual, Joanna de Ângelis, ele se torna um dos médiuns mais importantes de todos os tempos.

    A produção é, tecnicamente falando, muito boa. Consegue entregar boas cenas e atuações convincentes. Talvez a única exceção seja Ghilherme Lobo, que aparenta ter decorado as frases em alguns momentos (soando pouco naturais). Isso também acontece com Regiane Alves e Marcos Veras, mas no caso deles não incomoda tanto, afinal existe um sobrenatural ao entorno deles que remete ao passado.

    A divisão do filme em três fases da vida de Divaldo foi um acerto e ela é muito bem dividida: uma criança que não entende o que passa, mas brinca com tudo isso; um adolescente cheio de dúvidas sobre o que quer e como fará isso; e um adulto mais conciso e pleno de suas funções. Tudo isso muito bem dividido, mas focado na juventude (onde as dúvidas e situações embaraçosas mais acontecem).

    Contudo, no quesito atuação, o destaque fica para a mãe, interpretado por Laila Garin, que sempre acreditou no filho, mesmo sem compreender o que era. Sua cena final então é de um sentimentalismo que emociona todos os presentes na sessão. Existem outros momentos que foram construídos com este propósito, mas nenhum deles chegou perto deste final.

    ‘Divaldo – O Mensageiro da Paz’ merece ser visto por todos para que se conheça a trajetória deste homem de 92 anos. Além disso, não é necessário se preocupar: não existe uma doutrinação religiosa no longa-metragem (apesar de pequenas alfinetadas, mas que fazem sentido para a trama). Com certeza é uma boa pedida para quem gosta de histórias reais e brasileiras.

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