Impossível não prender a respiração com a tensão que Andrew sofre. Atuações sensacionais do Miles Teller e do J.K. Simmons. Bateu até uma nostalgia de quando sonhava em ser músico com uns 13 anos.
Acho alguns diálogos forçados, obviamente, mas gosto da série como um todo. Parece que quem critica com afinco a série pelo pedantismo é, justamente, quem quer atenção sendo pedante. O audiovisual brasileiro precisa se renovar, ele tem potencial -- sempre teve, mas não tem como fazer filmes como Cabra Marcado Para Morrer em tempos atuais, por exemplo. São outros tempos, portanto é necessário que se renove a cara da produção nacional. Vejo A Menina Sem Qualidades como um grande passo rumo a essa renovação. Com um certo pioneirismo, é óbvio que há cenas ou diálogos forçados, e uma atmosfera que também tende a forçar uma filosofia em tudo, até onde não cabe. Mas, pra mim, há mais acertos que erros nessa produção.
mas a cena pela qual mais me encantei foi justamente aquela no ônibus em que Antoine e Cléo se entreolham enquanto o vento a despenteia. Achei de uma simplicidade grande e de uma beleza maior ainda.
Acho que uma frase que ficou ecoando na minha cabeça ao terminar o filme é "eu faço o meu melhor enquanto eu posso?".
Esse filme é um tapa na cara de muitas coisas, do nosso conceito de "conviver", da seriedade em cada escolha que fazemos, seja ela a mais boba (aparentemente) que for, e coisas do tipo.
Uma coisa muito interessante de "dar vida aos mortos" usando, basicamente, o remorso como tema central, é que vemos que a culpa é uma dor que ninguém quer carregar, então ela, muitas vezes, é jogada de alguém pra outrem. Somos assim cotidianamente, o que causa conflitos desnecessários. Preferimos achar um culpado ao invés de nos prontificarmos a fazer a nossa parte ou a fazer, no mínimo, o bem.
O curta é ótimo e infelizmente faz-se necessário para "educar" aqueles que dizem que o feminismo não passa de vitimismo. Todo o apoio à luta feminista.
Gosto muito do Monty Python por duas coisas principalmente: o humor como crítica social e a capacidade de fazer piadas que façam rir tanto os que entendem quanto os que não entendem
(em A vida de Brian especificamente, aquela cena da Judith pedindo ação imediata e eles enrolando pra salvar o Brian da crucificação dizendo "isso é o feminismo despontando" é sensacional. Uma puta crítica aos intelectuais de sofá, mas que também faria rir os mais despolitizados).
Enfim, Monty Python consegue fazer humor útil e engraçado ao mesmo tempo. Coisa rara nos dias atuais.
O diálogo metafórico da cena em que jogam a pedra na janela é sensacional:
"- Pergunto-me o que faria no lugar deles... A mesma coisa. - Você atiraria pedras? - Se estivesse no lugar deles? Claro. E o mesmo princípio se aplica a todas as pessoas que julguei [quando atuava como juiz]. Se tivesse as vidas deles, e nas condições deles, também roubaria, mataria, mentiria, com certeza."
Eis o primeiro passo para o amor fraternal: colocar-se no lugar do outro. Assim como no filme anterior da trilogia, essa mentalidade de colocar-se no lugar de quem julgamos impotente/inferior/imoral rodeia a trama.
Analisando a trilogia como uma coisa única, vê-se que Kieslowski tenta apontar sobre desconstrução de status quo, principalmente no que concerne a visão de família.
No primeiro filme, uma família é dissolvida por uma fatalidade, mas conforme a trama se desenrola percebe-se que a família era um encenação por parte do marido, e estava fadada ao fracasso ou à encenação vitalícia.
No segundo filme, o filme se inicia com a dissolução de um casal em tribunal, e a história nos mostra um plano do protagonista de reunir-se com a amada através de fazê-la sentir-se tão impotente quanto ele; um paradoxo amoroso, onde é necessário fazer a amada sofrer para então fazê-la entender como é estar em seu lugar e, por fim, poder estar com ela.
No último, a família desestruturada com uma filha distante, um filho viciado e uma mãe alheia à realidade nos confirma a mensagem de toda a trilogia: a construção e a manutenção de uma família é uma encenação teatral, e quem assiste é a sociedade. O final deste nos mostra onde todos somos iguais e onde todos somos fraternos: na desgraça, na tragédia. Unir os personagens principais da trilogia nessa cena final pode parecer forçado, mas, assim como a maioria das cenas do filme, nos passa a mensagem de maneira sútil ainda que profunda.
Desde o começo, esse filme me atraiu mais que o anterior da trilogia. A simpatia pelo Karol (Zbigniew Zamachowski) é imediata, mas a admiração continua a crescer ao longo da trama. Kieslowski retratou uma coisa genial nesse filme: a luta por igualdade nem sempre é justa. A aparência quase inocente de Karol foi importantíssima pra deixar claro que não se tratava de uma vingança, porque vingar-se não era do feitio dele, mas tratava-se de uma busca por igualdade. Igualdade na impotência -- sexual da parte de Karol e jurídica da parte de Dominique. De fato a cena final sintetiza toda essa mensagem, nos mostrando que muitas vezes precisamos sofrer na mesma intensidade que nosso próximo para podermos sentir o que ele (ou como ele) se sente.
"A existência precede a essência." Se aplicarmos essa citação de Sartre à condição da protagonista, vemos que ela existe, mas muito pouco sente -- ou quer sentir -- sua essência.
"Eu tenho apenas uma coisa restante a fazer: nada. Eu não quero nenhum pertence ou memórias. Nem amigos, nem amor. Isso tudo são armadilhas.". Nesse momento, vê-se que Julie (Juliette Binoche) quer desprender-se de sua essência. A personagem parece apagar-se do mundo, mas aquilo que outrora ela pensava ser sua essência (a qual ela tenta abandonar) pode ter reminiscências: a música.
Em uma das tardes em que Julie sai da "cafeteria" onde ia com frequência após mudar-se, encontra-se com o flautista anônimo deitado na calçada e ajuda-o a ajeitar a cabeça sobre a case de sua flauta. Nessa cena há a frase que talvez tenha a alma do filme: "É preciso agarrar-se a algo". Esse algo, pelo desenrolar da trama, com certeza não é a família, mas o que seria?
Esse filme, pra mim, é o mais fraco da trilogia, mas traz consigo cenas e questionamentos passíveis de reflexão mais aprofundada.
O foco no protagonista, ignorando as pessoas que conviviam com o mesmo antes do tratamento, com exceção de Thomas (Hans Olav Brenner), nos mostra logo de cara uma das maiores consequências de um viciado: o isolamento.
Mesmo o amigo aparentando proximidade, com o passar da história vê-se que esse também é alguém que não faz muita diferença.
O filme cresce em nós, de dentro para fora, até conseguir nos comover com lágrimas no desfecho. De início, pode-se cair em pré-conceitos e imaginar que o filme vai contar com um roteiro de auto ajuda ou conterá alguma lição de moral, mas a partir da metade (ou até antes) nota-se que não se trata de um filme de características recorrentes, e então certa agonia e um aperto no peito começam a nos acompanhar. Um suicida viciado ou um viciado suicida? Não importa. O protagonista traz questões que deveríamos nós mesmos trazer à tona no cotidiano: é essa vida que quero pra mim? Existe um tipo de vida certo? O final consolida a quietude de todo o filme. Joachim consegue nos mostrar que a simplicidade cinematográfica pode ser altamente impactante quando lidamos com a realidade sem rodeios.
P.s: atuação muito boa do A. D. Lie, os quase-sorrisos dele ao longo do filme me davam pena do personagem. Realmente muito boa.
O "Battlefield" que o traficante estava jogando quando o Anders vai comprar a droga foi o pagamento de Thomas por drogas, correto? Isso expande mais ainda o diálogo sobre "essa vida é correta?", mostrando que aqueles ditos felizes também têm suas válvulas de escape, no caso de Thomas é o vício.
Um filme imersivo, que te prende sem precisar de movimentação ou ação corriqueiras. O que nos prende ao filme é, justamente, sua veracidade. Todos, seja em maior ou menor grau, se identificam de certa forma. Sensível na medida certa.
O filme é bom e tem seus méritos, mas a história poderia ter sido mais longa e mais desenvolvida. Aparentou que o roteirista estava com pressa de fazer o script. Apesar disso, as atuações foram excelentes.
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Whiplash: Em Busca da Perfeição
4.4 4,2K Assista AgoraImpossível não prender a respiração com a tensão que Andrew sofre. Atuações sensacionais do Miles Teller e do J.K. Simmons.
Bateu até uma nostalgia de quando sonhava em ser músico com uns 13 anos.
Obrigado por Fumar
3.9 801 Assista AgoraÓtimo filme pra quem estuda a retórica, o discurso e a comunicação como um todo.
A Menina Sem Qualidades
4.0 150Acho alguns diálogos forçados, obviamente, mas gosto da série como um todo.
Parece que quem critica com afinco a série pelo pedantismo é, justamente, quem quer atenção sendo pedante.
O audiovisual brasileiro precisa se renovar, ele tem potencial -- sempre teve, mas não tem como fazer filmes como Cabra Marcado Para Morrer em tempos atuais, por exemplo. São outros tempos, portanto é necessário que se renove a cara da produção nacional. Vejo A Menina Sem Qualidades como um grande passo rumo a essa renovação.
Com um certo pioneirismo, é óbvio que há cenas ou diálogos forçados, e uma atmosfera que também tende a forçar uma filosofia em tudo, até onde não cabe. Mas, pra mim, há mais acertos que erros nessa produção.
Inclusive, vou assistir novamente.
Cléo das 5 às 7
4.2 221 Assista Agora"Todo grande sentimento está cheio de pequenas vaidades."
Foi o primeiro filme que assisti da Varda e achei sensacional.
Os diálogos firmes e curiosos da Nouvelle Vague me atraíram bastante,
mas a cena pela qual mais me encantei foi justamente aquela no ônibus em que Antoine e Cléo se entreolham enquanto o vento a despenteia. Achei de uma simplicidade grande e de uma beleza maior ainda.
22 de Maio
3.9 22 Assista AgoraAcho que uma frase que ficou ecoando na minha cabeça ao terminar o filme é "eu faço o meu melhor enquanto eu posso?".
Esse filme é um tapa na cara de muitas coisas, do nosso conceito de "conviver", da seriedade em cada escolha que fazemos, seja ela a mais boba (aparentemente) que for, e coisas do tipo.
Uma coisa muito interessante de "dar vida aos mortos" usando, basicamente, o remorso como tema central, é que vemos que a culpa é uma dor que ninguém quer carregar, então ela, muitas vezes, é jogada de alguém pra outrem. Somos assim cotidianamente, o que causa conflitos desnecessários. Preferimos achar um culpado ao invés de nos prontificarmos a fazer a nossa parte ou a fazer, no mínimo, o bem.
Filme sensacional, me surpreendeu.
Os Vingadores
4.0 6,9K Assista AgoraSuperestimado, mas dá pra passar o tempo assistindo.
A Senhora e a Morte
4.0 370O curta abre possibilidades pra discussões profundas de uma forma bem humorada e com leveza.
Maioria Oprimida
4.2 97O curta é ótimo e infelizmente faz-se necessário para "educar" aqueles que dizem que o feminismo não passa de vitimismo. Todo o apoio à luta feminista.
A Vida de Brian
4.2 567 Assista AgoraGosto muito do Monty Python por duas coisas principalmente: o humor como crítica social e a capacidade de fazer piadas que façam rir tanto os que entendem quanto os que não entendem
(em A vida de Brian especificamente, aquela cena da Judith pedindo ação imediata e eles enrolando pra salvar o Brian da crucificação dizendo "isso é o feminismo despontando" é sensacional. Uma puta crítica aos intelectuais de sofá, mas que também faria rir os mais despolitizados).
Enfim, Monty Python consegue fazer humor útil e engraçado ao mesmo tempo. Coisa rara nos dias atuais.
A Fraternidade é Vermelha
4.2 450 Assista AgoraEsse filme nos traz pequenas lições em doses homeopáticas, seja pelos diálogos entre o juiz e a protagonista, seja pelas atitudes em algumas cenas.
O diálogo metafórico da cena em que jogam a pedra na janela é sensacional:
"- Pergunto-me o que faria no lugar deles... A mesma coisa.
- Você atiraria pedras?
- Se estivesse no lugar deles? Claro. E o mesmo princípio se aplica a todas as pessoas que julguei [quando atuava como juiz]. Se tivesse as vidas deles, e nas condições deles, também roubaria, mataria, mentiria, com certeza."
Eis o primeiro passo para o amor fraternal: colocar-se no lugar do outro. Assim como no filme anterior da trilogia, essa mentalidade de colocar-se no lugar de quem julgamos impotente/inferior/imoral rodeia a trama.
Não sei se gosto mais de Rouge ou Blanc!
Analisando a trilogia como uma coisa única, vê-se que Kieslowski tenta apontar sobre desconstrução de status quo, principalmente no que concerne a visão de família.
No primeiro filme, uma família é dissolvida por uma fatalidade, mas conforme a trama se desenrola percebe-se que a família era um encenação por parte do marido, e estava fadada ao fracasso ou à encenação vitalícia.
No segundo filme, o filme se inicia com a dissolução de um casal em tribunal, e a história nos mostra um plano do protagonista de reunir-se com a amada através de fazê-la sentir-se tão impotente quanto ele; um paradoxo amoroso, onde é necessário fazer a amada sofrer para então fazê-la entender como é estar em seu lugar e, por fim, poder estar com ela.
No último, a família desestruturada com uma filha distante, um filho viciado e uma mãe alheia à realidade nos confirma a mensagem de toda a trilogia: a construção e a manutenção de uma família é uma encenação teatral, e quem assiste é a sociedade. O final deste nos mostra onde todos somos iguais e onde todos somos fraternos: na desgraça, na tragédia. Unir os personagens principais da trilogia nessa cena final pode parecer forçado, mas, assim como a maioria das cenas do filme, nos passa a mensagem de maneira sútil ainda que profunda.
A Igualdade é Branca
4.0 376 Assista AgoraDesde o começo, esse filme me atraiu mais que o anterior da trilogia. A simpatia pelo Karol (Zbigniew Zamachowski) é imediata, mas a admiração continua a crescer ao longo da trama. Kieslowski retratou uma coisa genial nesse filme: a luta por igualdade nem sempre é justa.
A aparência quase inocente de Karol foi importantíssima pra deixar claro que não se tratava de uma vingança, porque vingar-se não era do feitio dele, mas tratava-se de uma busca por igualdade. Igualdade na impotência -- sexual da parte de Karol e jurídica da parte de Dominique.
De fato a cena final sintetiza toda essa mensagem, nos mostrando que muitas vezes precisamos sofrer na mesma intensidade que nosso próximo para podermos sentir o que ele (ou como ele) se sente.
P.s: atuação tocante do Zamachowski.
A Liberdade é Azul
4.1 666 Assista Agora"A existência precede a essência."
Se aplicarmos essa citação de Sartre à condição da protagonista, vemos que ela existe, mas muito pouco sente -- ou quer sentir -- sua essência.
"Eu tenho apenas uma coisa restante a fazer: nada. Eu não quero nenhum pertence ou memórias. Nem amigos, nem amor. Isso tudo são armadilhas.". Nesse momento, vê-se que Julie (Juliette Binoche) quer desprender-se de sua essência. A personagem parece apagar-se do mundo, mas aquilo que outrora ela pensava ser sua essência (a qual ela tenta abandonar) pode ter reminiscências: a música.
Em uma das tardes em que Julie sai da "cafeteria" onde ia com frequência após mudar-se, encontra-se com o flautista anônimo deitado na calçada e ajuda-o a ajeitar a cabeça sobre a case de sua flauta. Nessa cena há a frase que talvez tenha a alma do filme: "É preciso agarrar-se a algo". Esse algo, pelo desenrolar da trama, com certeza não é a família, mas o que seria?
Esse filme, pra mim, é o mais fraco da trilogia, mas traz consigo cenas e questionamentos passíveis de reflexão mais aprofundada.
A direção é ótima.
Oslo, 31 de Agosto
3.9 200O foco no protagonista, ignorando as pessoas que conviviam com o mesmo antes do tratamento, com exceção de Thomas (Hans Olav Brenner), nos mostra logo de cara uma das maiores consequências de um viciado: o isolamento.
Mesmo o amigo aparentando proximidade, com o passar da história vê-se que esse também é alguém que não faz muita diferença.
O filme cresce em nós, de dentro para fora, até conseguir nos comover com lágrimas no desfecho. De início, pode-se cair em pré-conceitos e imaginar que o filme vai contar com um roteiro de auto ajuda ou conterá alguma lição de moral, mas a partir da metade (ou até antes) nota-se que não se trata de um filme de características recorrentes, e então certa agonia e um aperto no peito começam a nos acompanhar.
Um suicida viciado ou um viciado suicida? Não importa. O protagonista traz questões que deveríamos nós mesmos trazer à tona no cotidiano: é essa vida que quero pra mim? Existe um tipo de vida certo?
O final consolida a quietude de todo o filme.
Joachim consegue nos mostrar que a simplicidade cinematográfica pode ser altamente impactante quando lidamos com a realidade sem rodeios.
P.s: atuação muito boa do A. D. Lie, os quase-sorrisos dele ao longo do filme me davam pena do personagem. Realmente muito boa.
O "Battlefield" que o traficante estava jogando quando o Anders vai comprar a droga foi o pagamento de Thomas por drogas, correto? Isso expande mais ainda o diálogo sobre "essa vida é correta?", mostrando que aqueles ditos felizes também têm suas válvulas de escape, no caso de Thomas é o vício.
Garota Exemplar
4.2 5,0K Assista AgoraSensacional. Os plots do roteiro são um melhor que o outro.
O Sentido da Vida
4.0 330 Assista AgoraUm grande exemplo de como o humor é uma grande ferramenta de crítica social. Simplesmente Monty Python.
Guardiões da Galáxia
4.1 3,8K Assista AgoraWe are Groot.
Boyhood: Da Infância à Juventude
4.0 3,7K Assista AgoraUm filme imersivo, que te prende sem precisar de movimentação ou ação corriqueiras. O que nos prende ao filme é, justamente, sua veracidade. Todos, seja em maior ou menor grau, se identificam de certa forma. Sensível na medida certa.
London River - Destinos Cruzados
3.4 40O filme é bom e tem seus méritos, mas a história poderia ter sido mais longa e mais desenvolvida. Aparentou que o roteirista estava com pressa de fazer o script. Apesar disso, as atuações foram excelentes.