Pra quem gosta de filme de desastre esse é um prato cheio pois é um combo de vários desastres naturais que podem ocorrer, acho que só faltou vulcão em erupção.
A primeira hora do filme é super movimentada, com várias ambientações e vários desastres em lugares diferentes (que só começam a ser realmente levados a sério quando começam nos eua). Tem horas que o texto é até meio "aquecimento global for dummies", explicando umas coisas que hoje em dia a gente já entende bem, mas em 2004 acho que tudo era meio novidade.
Pena que depois da primeira hora ele vira 'filme de gente conversando' com um terceiro ato quase infinito e um final sem um grande clímax.
Assistindo 6 meses depois de todo mundo não sei se tem algo que já não tenha sido falado e elogiado. Só achei que a conclusão da batalha com os vampiros foi muito rápida, cabiam mais uns 15 minutos ali pra justificar toda a construção (que é muito boa, não acho nada lento).
Achei que seria o típico 'filme que não precisa ter assistido pra ter assistido' já que muitas cenas são super conhecidas, mas me surpreendeu ser o oposto. As cenas mais conhecidas estão, em sua maioria, nos primeiros 20 minutos. O resto do filme meio que é uma comédia romântica com esquetes de humor. Não é meu tipo de humor, mas nos trejeitos do Chaplin dá pra ver como ele influenciou toda uma leva de humor, inluindo o Chaves, o Didi e muitos outros.
Achei muito camp. Desde o começo dá pra entender (intencionalmente ou não) que não é pra levar o filme a sério. A primeira sequência do filme já parece saída direto da série Homeland ou do filme A Hora Mais Escura, completamente fora do tom do primeiro. A M3gan aqui vira uma espécie de exterminador do futuro - era malvada no primeiro filme mas caiu nas graças do público então transformaram ela em mocinha.
Gosto muito do humor ácido da Megan. Gosto muito das críticas que o filme faz ao uso de IA sabendo que elas tem a profundidade de um pires. Gosto quando os personagens precisam descobrir onde está a IA malvada e subitamente está tendo uma feira de IA na cidade. A explicação mirabolante de tudo e todo o momento moral da história no final são a cereja do bolo.
Se tivessem vendido mais como ação com comédia de humor negro talvez tivesse uma recepção melhor, pois passa longe de ser ruim. Pobre de quem não sabe voar.
Em geral eu acho sim continuações desse tipo desnecessárias mas em geral quando são de filmes que eu gosto eu estou aqui assistindo então quem sou eu pra reclamar.
Tem filme que é pra refletir e tem filme que é pra apontar a tela quando aparece algum personagem do original, te fazer dar um sorriso e pensar "olha, trouxeram ele de volta!". É um filme decente, tem coisas que você precisa se desapegar um pouco pra história poder funcionar (Anna resolvendo ser mãe solteira aos 20 anos?) mas tem vários momentos bacanas. É pra outra geração chamar a geração do original de velha sim, faz parte da graça, é natural, tem seu charme.
Alguns momentos me tiraram uma risada, como chamar o facebook de database de gente velha. Quando o Pink Slip começou a tocar take me away eu me lembrei de todas as vezes que eu vi o original: na sessão da tarde, no disney channel e até nos cinemas numa mostra especial. Tem uma coisa sobre o conforto que um filme pode trazer no meio do caos. Esse aqui trouxe. E não só isso, mas é bem feito sim. Gostei.
Quem vai assistir por causa daquelas cenas do Dylan Obrien que vazaram ou pelo plot gay vai sair surpreendido pois vai receber uma trama cheia de reviravoltas e gente maluca. Dito isso a funcionária que não fala da vida pessoal no trabalho é a melhor personagem do filme.
Tecnicamente muito bem feito e bem dirigido mas podia ser beeem menor. A primeira hora e a última meia hora são excelentes mas tem praticamente 1h de barriga no meio que pouco avança na narrativa ou no desenvolvimento dos personagens. Bom, mas podia ser melhor.
A história dá pra ser resumida em uma linha: um jovem é infectado por um parasita que libera uma droga alucinógena no corpo dele mas precisa se alimentar de cérebros pra sobreviver. E é só, não acontece quase nada além disso.
Não que eu espere uma grande história de um terror trash dos anos 80, mas no caso desse aqui os visuais são tão criativos (de efeitos muito bem feitos a outros propositalmente mal feitos), cheios de gore, cores explodindo na tela e estética oitentista que dá pra esperar mais sim do desenvolvimento da história.
Se tivessem ousado na narrativa igual ousaram na direção seria bem melhor.
Apesar do título nacional terrível, o fato de ser do mesmo diretor de Barbarian e os comentários positivos me deixaram com vontade de conferir. Ótima decisão.
O filme começa ganhando pontos por já criar um mistério em cima do subgênero que vai ser. É serial killer? Sobrenatural? Extraterrestres? Já não dá pra encaixá-lo em uma categoria até um certo ponto da história, o que já cria um clima envolvente.
No começo ele parece que vai ser super previsível mas com o desenrolar do filme a narrativa começa a criar voltas e mais voltas (mas sem nunca se perder) pra tentar desvendar o mistério das crianças. A direção e o roteiro estão em sintonia tão grande que a mesma história em outras mãos ia soar maçante, mas aqui é tudo muito bem construído.
Pra não dizer que achei tudo perfeito eu tiraria aqueles jumpscares das primeiras meia hora de filme. Parece que alguém do marketing ou do comercial achou que tinha pouca coisa acontecendo no começo e ficaram com medo do público sair da sessão antes da metade do filme e ele ganhar fama de "lento" ou "chato", o que atrapalharia na bilheteria.
Inclusive acho que o primeiro grande mérito de Weapons é nunca ficar chato mesmo tendo 2h. Acho que o fato da história não se levar muito a sério em alguns momentos também ajuda. No fim é só um filme. É de terror, te deixa tenso, te deixa vidrado, e também diverte enquanto e para além de tudo isso. O segundo grande mérito é fazer isso sendo uma história original no meio de um mar de remakes, reboots e continuações questionáveis enchendo as salas.
A temporada de halloween ainda vem aí, mas já um forte concorrente ao melhor terror do ano.
Esse aqui pra mim entra numa categoria meio terror de tv a cabo. Lembro de ver a chamada no finado canal FX diversas vezes ali por 2010/2011 mas nunca tinha conseguido assistir.
É quase fascinante a sequência de atitudes estúpidas que os personagens tomam, até pros padrões de um filme de terror. Mas de um jeito que você não consegue parar de assistir. O setup inicial é num estilo meio Holocausto Canibal e semelhantes, com alguma diferença apenas da metade pro final. A partir de certo ponto o que começa a irritar não são as atitudes burras dos personagens mas sim o clima barato de torture porn que só vai agradar quem gosta desse subgênero, e olhe lá.
Tem seus momentos, mas num geral é bem esquecível.
No meio de tanta continuação, remake, reboot, releitura e adaptação de coisas que, de uma forma ou de outra, já existem, é bom ver algo original e mais próximo da realidade cotidiana.
Já tinha ouvido falar muito de Eduardo Coutinho mas nunca tinha assistido nada dele. Lembrei que esse aqui estava no streaming e no meio da vontade de ver algo que fugisse um pouco do mar de características que citei acima, mas ainda sim acessível a um clique de distância, Edifício Master parecia uma boa opção.
É realmente tudo que dizem. Impressionante como a ficção não precisa ir longe pra criar histórias peculiares porque a realidade em si já é peculiar. Eduardo Coutinho mostra pessoas diferentes e sem muito filtro. Não existe uma marcação bem definida de pessoas do bem ou não. Não existem grandes narrativas com reviravoltas. Existem seres humanos que são por si só complexos. Alguns mais do que outros. Claro que quando você acaba o filme algumas das mais de 30 histórias ficam mais na cabeça do que outras, mas nenhuma me trouxe a sensação de desinteresse enquanto assistia por exemplo. E isso obviamente é mérito da produção que soube filtrar e agrupar bem essas histórias no meio das sabe se lá quantas que eles gravaram enquanto faziam o documentário.
Um retrato muito belo de um recorte geográfico do Brasil. Histórias locais mas cheias de personagens que poderiam ser universais.
Melhor que os piores da franquia mas não melhor que os melhores. Ganha pontos pela tentativa de criar algo original com toda a questão de linhagem da morte mas ao mesmo tempo segue sem se decidir se quer ser mais suspense ou comédia de terror. Mas acho que tem mais acertos que erros e diverte.
É um filme produto, né. Fui esperando um filme produto e recebi exatamente isso. Mas mesmo dentro da categoria filme produto não é dos piores (mas longe dos melhores).
Acho que como é um filme feito pra uma geração que não consegue focar em nada por mais de 20 segundos ele acaba tendo muito estímulo visual. Tudo é muito colorido, bem texturizado, bem animado e as coisas explodem talvez com uma frequência maior que o necessário mas de certa forma entretém no momento. Mas só isso, no outro dia você meio que já esqueceu.
O roteiro é um fiapo, a jornada do herói básica do básico, mas mesmo assim tem coisas que incomodam, como o fato das personagens mulheres serem esquecidas por boa parte da jornada (nem falo da pobre da Jennifer Coolidge que aparece em 3 ou 4 cenas - boas, mas com a sensação de que tão ali pra preencher tempo). O personagem do Jason Momoa é o único que tem alguma camada, os outros todos só existem ali. Outra coisa que me perturbou foi o Jack Black cantando, acho que entendi como as pessoas que descobriram que Coringa 2 era musical só quando já estavam na sessão se sentiram.
Mas as crianças e os adoles da sessão claramente não ligam pra isso, eles tavam ali pra ver umas 3 cenas que fazem referência ao jogo (e vibraram com elas) e ir embora. Alguns saíam e voltavam toda hora e outros apenas iam depois de uma certa parte. Pros produtores do filme talvez não faça diferença porque o valor do ingresso já foi embolsado, mas aquele rolê de que tem toda uma geração que não consegue se conectar com storytelling é bem real.
Tinham duas meninas na fileira de trás que foram embora um pouco depois da metade dizendo que era o pior filme que elas já tinham visto. Pela forma que as mulheres eram retratadas no filme eu nem consigo culpá-las. Mas pela idade delas (uns 18 anos talvez) dá pra entender que o conceito de filme blockbuster deve estar se consolidando no imaginário delas e elas estão entendendo que todos são meio iguais. É ajustar as expectativas e tentar tirar algo, mesmo que seja esquecer um pouco da vida por 1h40. Apesar de que tem opções bem melhores pra esquecer da vida por 1h40.
A premissa é ok e tem alguns poucos momentos inspirados mas no geral achei um filme meio pressão baixa. Não chega lá direito nem como romance, nem como comédia nem como crítica social. Fora que algumas cenas são claramente meio cópia de Um Lugar Chamado Notting Hill, mas o resultado final não chega nem aos pés.
Uma boa comédia de terror. Acho que os personagens eram todos ótimos e podiam ter sido colocados em situações ainda mais absurdas, mas saí satisfeito com o resultado. Divertido.
A Real Pain é um filme sobre como as relações humanas podem ser complexas - inclusive pra se colocar numa tela. A relação conflituosa entre dois primos bem diferentes mas unidos por um ideal em comum não é nada distante. É bem fácil se ver nos protagonistas ou também ver alguém que a gente conhece. É meio que um filme sobre a vida, a beleza está no ordinário (as paisagens belíssimas ajudam) e a relação dos primos vai sendo revelada a partir de ações e reações deles frente ao mundo e ao que vai acontecendo.
Simples, bonito e eficaz. Nada de outro mundo mas dá pra assistir numa boa e refletir um pouco. Bom filme.
Achei muito bom, uma trama super política e com conflitos (muitos ocorrendo de formas mais implícitas) muito bons de acompanhar. Também é um filme bem bonito de assistir esteticamente falando. Toda a produção tá de parabéns, figurinos e cenografia impecáveis combinados com uma direção que consegue passar o clima de tensão que paira em todo o processo de eleição do papa de uma igreja que já coleciona conflitos.
Só o final que eu fiquei meio Hmm. Não sobre aquele plot twist do papa, mas achei que a figura dele ter surgido meio do nada e foi rapidamente aceito depois do atentado. Talvez minha única questão com o roteiro, de resto achei muito bom também. Filmão.
Demorei assistir esse pois achava que a premissa era simples demais, diferente de outros filmes do Cronenberg como Videodrome ou Crash. E bom, a premissa é realmente bem simples mas a condução da história é muito bem feita. Todo o processo de fixação do cientista no teletransporte é muito bem construído mesmo antes do experimento dar errado. Só achei que depois que o filme descamba pro body horror as transformações do protagonista foram muito bruscas, poderiam ter mostrado o processo de transformação mais lentamente. Mas nada a reclamar dos efeitos práticos no final.
Começa mais contido e focado na história meio Cinderela meio Uma Linda Mulher mas a partir da metade descamba pra uma espiral de desgraça estilo Irmãos Coen com um pouco do humor absurdo de The Office. Eu consigo reconhecer as qualidades do caminho mais realista que a história toma mas também acho que poderiam ter ousado mais. Um bom filme, ligeiramente longo, mas um bom filme.
Esse tava aqui na lista pra assistir há tanto tempo que nem lembrava mais da sinopse, e acho que foi bom ir meio as cegas. Até achei que seria um slasher a princípio mas passa longe disso.
A ambientação e o clima do filme lembram vagamente Donnie Darko (que é da mesma época) mas a história é bem distante. No geral achei bem acima da média. A premissa é razoavelmente comum mas muito bem executada. Acho que perde um pouco da força ali pela metade e fica meio previsível mas o final levanta tudo de novo.
O plot twist do final achei que dava pra matar pela primeira cena do flashback: quando eu vi achei que seria aquilo, mas o filme consegue te enganar. Aí depois tem o segundo plot twist que também me agradou.
Um suspense meio supercine com uma boa história, boas atuações e que serve ao propósito.
Ver esse aqui pouco tempo depois de ter visto a trilogia original dos xmen só deixa ele ainda pior. O Wolverine que era um personagem super complexo aqui vira um ranzinza genérico que serve de muleta pras piadas do deadpool naquela dinâmina 'cara engraçado x cara sério'.
A premissa de multiverso em 2024 já soa bem desgastada e o resto do roteiro ainda segue a mesma fórmula dos anteriores com violência (com cenas boas pelo menos), linguagem chula, referências edgy e música nostálgica. Nada muito diferente dos anteriores. Os diálogos particularmente eu não sei se pioraram ou se a fórmula desgastou mas ver o deadpool fazendo aquelas referências super específicas que parecem monólogos a cada 5 minutos no maior estilo family guy soa bem cansativo. Tem uma razão pela qual family guy coloca clipes depois de cada um desses diálogos. A melhor sacada do filme é quando ele traz personagens esquecidos do multiverso de heróis de volta, pena que não dura muito.
Desinteressante e preguiçoso como aparentemente tudo que vem do universo marvel atualmente - e digo isso gostando muito dos dois primeiros filmes.
O Dia Depois de Amanhã
3.2 1,2K Assista AgoraPra quem gosta de filme de desastre esse é um prato cheio pois é um combo de vários desastres naturais que podem ocorrer, acho que só faltou vulcão em erupção.
A primeira hora do filme é super movimentada, com várias ambientações e vários desastres em lugares diferentes (que só começam a ser realmente levados a sério quando começam nos eua). Tem horas que o texto é até meio "aquecimento global for dummies", explicando umas coisas que hoje em dia a gente já entende bem, mas em 2004 acho que tudo era meio novidade.
Pena que depois da primeira hora ele vira 'filme de gente conversando' com um terceiro ato quase infinito e um final sem um grande clímax.
Pecadores
4.0 1,2K Assista AgoraAssistindo 6 meses depois de todo mundo não sei se tem algo que já não tenha sido falado e elogiado. Só achei que a conclusão da batalha com os vampiros foi muito rápida, cabiam mais uns 15 minutos ali pra justificar toda a construção (que é muito boa, não acho nada lento).
Tempos Modernos
4.4 1,1K Assista AgoraAchei que seria o típico 'filme que não precisa ter assistido pra ter assistido' já que muitas cenas são super conhecidas, mas me surpreendeu ser o oposto. As cenas mais conhecidas estão, em sua maioria, nos primeiros 20 minutos. O resto do filme meio que é uma comédia romântica com esquetes de humor. Não é meu tipo de humor, mas nos trejeitos do Chaplin dá pra ver como ele influenciou toda uma leva de humor, inluindo o Chaves, o Didi e muitos outros.
Cuidado Com Quem Chama
3.4 646Pandemia por si só não era ruim o suficiente vamos invocar um espírito pelo zoom!
M3GAN 2.0
2.7 222 Assista AgoraAchei muito camp. Desde o começo dá pra entender (intencionalmente ou não) que não é pra levar o filme a sério. A primeira sequência do filme já parece saída direto da série Homeland ou do filme A Hora Mais Escura, completamente fora do tom do primeiro. A M3gan aqui vira uma espécie de exterminador do futuro - era malvada no primeiro filme mas caiu nas graças do público então transformaram ela em mocinha.
Gosto muito do humor ácido da Megan. Gosto muito das críticas que o filme faz ao uso de IA sabendo que elas tem a profundidade de um pires. Gosto quando os personagens precisam descobrir onde está a IA malvada e subitamente está tendo uma feira de IA na cidade. A explicação mirabolante de tudo e todo o momento moral da história no final são a cereja do bolo.
Se tivessem vendido mais como ação com comédia de humor negro talvez tivesse uma recepção melhor, pois passa longe de ser ruim. Pobre de quem não sabe voar.
Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda
3.5 224 Assista AgoraEm geral eu acho sim continuações desse tipo desnecessárias mas em geral quando são de filmes que eu gosto eu estou aqui assistindo então quem sou eu pra reclamar.
Tem filme que é pra refletir e tem filme que é pra apontar a tela quando aparece algum personagem do original, te fazer dar um sorriso e pensar "olha, trouxeram ele de volta!". É um filme decente, tem coisas que você precisa se desapegar um pouco pra história poder funcionar (Anna resolvendo ser mãe solteira aos 20 anos?) mas tem vários momentos bacanas. É pra outra geração chamar a geração do original de velha sim, faz parte da graça, é natural, tem seu charme.
Alguns momentos me tiraram uma risada, como chamar o facebook de database de gente velha. Quando o Pink Slip começou a tocar take me away eu me lembrei de todas as vezes que eu vi o original: na sessão da tarde, no disney channel e até nos cinemas numa mostra especial. Tem uma coisa sobre o conforto que um filme pode trazer no meio do caos. Esse aqui trouxe. E não só isso, mas é bem feito sim. Gostei.
Twinless: Um Gêmeo a Menos
3.5 54Quem vai assistir por causa daquelas cenas do Dylan Obrien que vazaram ou pelo plot gay vai sair surpreendido pois vai receber uma trama cheia de reviravoltas e gente maluca. Dito isso a funcionária que não fala da vida pessoal no trabalho é a melhor personagem do filme.
Bastardos Inglórios
4.4 4,9K Assista AgoraTecnicamente muito bem feito e bem dirigido mas podia ser beeem menor. A primeira hora e a última meia hora são excelentes mas tem praticamente 1h de barriga no meio que pouco avança na narrativa ou no desenvolvimento dos personagens. Bom, mas podia ser melhor.
Meu Malvado Favorito 3
3.4 411 Assista AgoraUma série de esquetes dos minions com uma narrativa secundária do irmão do Gru de fundo.
O Soro do Mal
3.6 90A história dá pra ser resumida em uma linha: um jovem é infectado por um parasita que libera uma droga alucinógena no corpo dele mas precisa se alimentar de cérebros pra sobreviver. E é só, não acontece quase nada além disso.
Não que eu espere uma grande história de um terror trash dos anos 80, mas no caso desse aqui os visuais são tão criativos (de efeitos muito bem feitos a outros propositalmente mal feitos), cheios de gore, cores explodindo na tela e estética oitentista que dá pra esperar mais sim do desenvolvimento da história.
Se tivessem ousado na narrativa igual ousaram na direção seria bem melhor.
A Hora do Mal
3.7 1,0K Assista AgoraApesar do título nacional terrível, o fato de ser do mesmo diretor de Barbarian e os comentários positivos me deixaram com vontade de conferir. Ótima decisão.
O filme começa ganhando pontos por já criar um mistério em cima do subgênero que vai ser. É serial killer? Sobrenatural? Extraterrestres? Já não dá pra encaixá-lo em uma categoria até um certo ponto da história, o que já cria um clima envolvente.
No começo ele parece que vai ser super previsível mas com o desenrolar do filme a narrativa começa a criar voltas e mais voltas (mas sem nunca se perder) pra tentar desvendar o mistério das crianças. A direção e o roteiro estão em sintonia tão grande que a mesma história em outras mãos ia soar maçante, mas aqui é tudo muito bem construído.
Pra não dizer que achei tudo perfeito eu tiraria aqueles jumpscares das primeiras meia hora de filme. Parece que alguém do marketing ou do comercial achou que tinha pouca coisa acontecendo no começo e ficaram com medo do público sair da sessão antes da metade do filme e ele ganhar fama de "lento" ou "chato", o que atrapalharia na bilheteria.
Inclusive acho que o primeiro grande mérito de Weapons é nunca ficar chato mesmo tendo 2h. Acho que o fato da história não se levar muito a sério em alguns momentos também ajuda. No fim é só um filme. É de terror, te deixa tenso, te deixa vidrado, e também diverte enquanto e para além de tudo isso. O segundo grande mérito é fazer isso sendo uma história original no meio de um mar de remakes, reboots e continuações questionáveis enchendo as salas.
A temporada de halloween ainda vem aí, mas já um forte concorrente ao melhor terror do ano.
As Ruínas
2.9 544 Assista AgoraEsse aqui pra mim entra numa categoria meio terror de tv a cabo. Lembro de ver a chamada no finado canal FX diversas vezes ali por 2010/2011 mas nunca tinha conseguido assistir.
É quase fascinante a sequência de atitudes estúpidas que os personagens tomam, até pros padrões de um filme de terror. Mas de um jeito que você não consegue parar de assistir. O setup inicial é num estilo meio Holocausto Canibal e semelhantes, com alguma diferença apenas da metade pro final. A partir de certo ponto o que começa a irritar não são as atitudes burras dos personagens mas sim o clima barato de torture porn que só vai agradar quem gosta desse subgênero, e olhe lá.
Tem seus momentos, mas num geral é bem esquecível.
Edifício Master
4.3 397No meio de tanta continuação, remake, reboot, releitura e adaptação de coisas que, de uma forma ou de outra, já existem, é bom ver algo original e mais próximo da realidade cotidiana.
Já tinha ouvido falar muito de Eduardo Coutinho mas nunca tinha assistido nada dele. Lembrei que esse aqui estava no streaming e no meio da vontade de ver algo que fugisse um pouco do mar de características que citei acima, mas ainda sim acessível a um clique de distância, Edifício Master parecia uma boa opção.
É realmente tudo que dizem. Impressionante como a ficção não precisa ir longe pra criar histórias peculiares porque a realidade em si já é peculiar. Eduardo Coutinho mostra pessoas diferentes e sem muito filtro. Não existe uma marcação bem definida de pessoas do bem ou não. Não existem grandes narrativas com reviravoltas. Existem seres humanos que são por si só complexos. Alguns mais do que outros. Claro que quando você acaba o filme algumas das mais de 30 histórias ficam mais na cabeça do que outras, mas nenhuma me trouxe a sensação de desinteresse enquanto assistia por exemplo. E isso obviamente é mérito da produção que soube filtrar e agrupar bem essas histórias no meio das sabe se lá quantas que eles gravaram enquanto faziam o documentário.
Um retrato muito belo de um recorte geográfico do Brasil. Histórias locais mas cheias de personagens que poderiam ser universais.
Premonição 6: Laços de Sangue
3.3 732 Assista AgoraMelhor que os piores da franquia mas não melhor que os melhores. Ganha pontos pela tentativa de criar algo original com toda a questão de linhagem da morte mas ao mesmo tempo segue sem se decidir se quer ser mais suspense ou comédia de terror. Mas acho que tem mais acertos que erros e diverte.
Um Filme Minecraft
2.6 197É um filme produto, né. Fui esperando um filme produto e recebi exatamente isso. Mas mesmo dentro da categoria filme produto não é dos piores (mas longe dos melhores).
Acho que como é um filme feito pra uma geração que não consegue focar em nada por mais de 20 segundos ele acaba tendo muito estímulo visual. Tudo é muito colorido, bem texturizado, bem animado e as coisas explodem talvez com uma frequência maior que o necessário mas de certa forma entretém no momento. Mas só isso, no outro dia você meio que já esqueceu.
O roteiro é um fiapo, a jornada do herói básica do básico, mas mesmo assim tem coisas que incomodam, como o fato das personagens mulheres serem esquecidas por boa parte da jornada (nem falo da pobre da Jennifer Coolidge que aparece em 3 ou 4 cenas - boas, mas com a sensação de que tão ali pra preencher tempo). O personagem do Jason Momoa é o único que tem alguma camada, os outros todos só existem ali. Outra coisa que me perturbou foi o Jack Black cantando, acho que entendi como as pessoas que descobriram que Coringa 2 era musical só quando já estavam na sessão se sentiram.
Mas as crianças e os adoles da sessão claramente não ligam pra isso, eles tavam ali pra ver umas 3 cenas que fazem referência ao jogo (e vibraram com elas) e ir embora. Alguns saíam e voltavam toda hora e outros apenas iam depois de uma certa parte. Pros produtores do filme talvez não faça diferença porque o valor do ingresso já foi embolsado, mas aquele rolê de que tem toda uma geração que não consegue se conectar com storytelling é bem real.
Tinham duas meninas na fileira de trás que foram embora um pouco depois da metade dizendo que era o pior filme que elas já tinham visto. Pela forma que as mulheres eram retratadas no filme eu nem consigo culpá-las. Mas pela idade delas (uns 18 anos talvez) dá pra entender que o conceito de filme blockbuster deve estar se consolidando no imaginário delas e elas estão entendendo que todos são meio iguais. É ajustar as expectativas e tentar tirar algo, mesmo que seja esquecer um pouco da vida por 1h40. Apesar de que tem opções bem melhores pra esquecer da vida por 1h40.
Flow
4.2 576Feel good movie com uma pitada de melancolia mas lindo do começo ao fim.
Encontro de Amor
2.8 357 Assista AgoraA premissa é ok e tem alguns poucos momentos inspirados mas no geral achei um filme meio pressão baixa. Não chega lá direito nem como romance, nem como comédia nem como crítica social. Fora que algumas cenas são claramente meio cópia de Um Lugar Chamado Notting Hill, mas o resultado final não chega nem aos pés.
Um Terror de Parentes
2.7 67 Assista AgoraUma boa comédia de terror. Acho que os personagens eram todos ótimos e podiam ter sido colocados em situações ainda mais absurdas, mas saí satisfeito com o resultado. Divertido.
A Verdadeira Dor
3.5 234 Assista AgoraA Real Pain é um filme sobre como as relações humanas podem ser complexas - inclusive pra se colocar numa tela. A relação conflituosa entre dois primos bem diferentes mas unidos por um ideal em comum não é nada distante. É bem fácil se ver nos protagonistas ou também ver alguém que a gente conhece. É meio que um filme sobre a vida, a beleza está no ordinário (as paisagens belíssimas ajudam) e a relação dos primos vai sendo revelada a partir de ações e reações deles frente ao mundo e ao que vai acontecendo.
Simples, bonito e eficaz. Nada de outro mundo mas dá pra assistir numa boa e refletir um pouco. Bom filme.
Conclave
3.9 825 Assista AgoraAchei muito bom, uma trama super política e com conflitos (muitos ocorrendo de formas mais implícitas) muito bons de acompanhar. Também é um filme bem bonito de assistir esteticamente falando. Toda a produção tá de parabéns, figurinos e cenografia impecáveis combinados com uma direção que consegue passar o clima de tensão que paira em todo o processo de eleição do papa de uma igreja que já coleciona conflitos.
Só o final que eu fiquei meio Hmm. Não sobre aquele plot twist do papa, mas achei que a figura dele ter surgido meio do nada e foi rapidamente aceito depois do atentado. Talvez minha única questão com o roteiro, de resto achei muito bom também. Filmão.
A Mosca
3.7 1,1KDemorei assistir esse pois achava que a premissa era simples demais, diferente de outros filmes do Cronenberg como Videodrome ou Crash. E bom, a premissa é realmente bem simples mas a condução da história é muito bem feita. Todo o processo de fixação do cientista no teletransporte é muito bem construído mesmo antes do experimento dar errado. Só achei que depois que o filme descamba pro body horror as transformações do protagonista foram muito bruscas, poderiam ter mostrado o processo de transformação mais lentamente. Mas nada a reclamar dos efeitos práticos no final.
Anora
3.4 1,1K Assista AgoraComeça mais contido e focado na história meio Cinderela meio Uma Linda Mulher mas a partir da metade descamba pra uma espiral de desgraça estilo Irmãos Coen com um pouco do humor absurdo de The Office. Eu consigo reconhecer as qualidades do caminho mais realista que a história toma mas também acho que poderiam ter ousado mais. Um bom filme, ligeiramente longo, mas um bom filme.
A Mão do Diabo
3.5 307 Assista AgoraEsse tava aqui na lista pra assistir há tanto tempo que nem lembrava mais da sinopse, e acho que foi bom ir meio as cegas. Até achei que seria um slasher a princípio mas passa longe disso.
A ambientação e o clima do filme lembram vagamente Donnie Darko (que é da mesma época) mas a história é bem distante. No geral achei bem acima da média. A premissa é razoavelmente comum mas muito bem executada. Acho que perde um pouco da força ali pela metade e fica meio previsível mas o final levanta tudo de novo.
O plot twist do final achei que dava pra matar pela primeira cena do flashback: quando eu vi achei que seria aquilo, mas o filme consegue te enganar. Aí depois tem o segundo plot twist que também me agradou.
Um suspense meio supercine com uma boa história, boas atuações e que serve ao propósito.
Deadpool & Wolverine
3.7 922 Assista AgoraVer esse aqui pouco tempo depois de ter visto a trilogia original dos xmen só deixa ele ainda pior. O Wolverine que era um personagem super complexo aqui vira um ranzinza genérico que serve de muleta pras piadas do deadpool naquela dinâmina 'cara engraçado x cara sério'.
A premissa de multiverso em 2024 já soa bem desgastada e o resto do roteiro ainda segue a mesma fórmula dos anteriores com violência (com cenas boas pelo menos), linguagem chula, referências edgy e música nostálgica. Nada muito diferente dos anteriores. Os diálogos particularmente eu não sei se pioraram ou se a fórmula desgastou mas ver o deadpool fazendo aquelas referências super específicas que parecem monólogos a cada 5 minutos no maior estilo family guy soa bem cansativo. Tem uma razão pela qual family guy coloca clipes depois de cada um desses diálogos. A melhor sacada do filme é quando ele traz personagens esquecidos do multiverso de heróis de volta, pena que não dura muito.
Desinteressante e preguiçoso como aparentemente tudo que vem do universo marvel atualmente - e digo isso gostando muito dos dois primeiros filmes.