The Abandoned apresenta a história de uma mulher que recebe a herança de uma fazenda onde ela nasceu, localizada no interior da Rússia, ao chegar na casa depara-se com seu possível irmão detentor do mesmo direito.
O núcleo da narrativa consiste justamente na separação dos dois quando bebês, é o mal encarnado no tempo ainda insatisfeito por apenas distanciar os dois, obstinado em terminar aquilo que começou no passado. Um terror cármico com loop infinito em um universo paralelo que interage presente com passado.
A priori, o espectador ao começar assistir, pode deduzir que o longa se trata de mais um filme de casa mal-assombrada em uma região erma, mas há grande chance de se enganar. A película usa as convenções do gênero não por mera prática ou pela falta da criatividade e sim como elementos fundamentais do seu enredo.
Os acontecimentos antecedentes à tragédia são revelados paralelamente pelo passado sobreposto ao presente, remete ao artifício usado pelo J-Horror, mas aqui a assombração não deseja pacificar as coisas ao mostrar a realidade dos fatos, entretanto um caminho para persistir com seus planos malignos e os personagens precisamente encarnados pelos seus respectivos atores, os dois protagonistas são reféns desse entrelaçamento sem conseguirem fugir da fazenda.
A tensão também é provocada pelo medo que eles têm deles próprios, pode parecer paradoxal, mas cada personagem avista versões fantasmagóricas de si mesmo, imagina você ver ‘‘um zumbi’’ seu perambulando pela sua casa? E as aparições não são gratuitas, representam os elos desse novelo.
Os abandonados, vai além do título da obra, é um filme pouco conhecido pelos fãs do gênero, terror é o melhor termo, o longa imprime um clima que poucos longas conseguem, incluo até os queridíssimos da audiência, possuidor de uma atmosfera poética e estranha permeada por tensão, culminam em um genuíno Filme de Terror.
Um dos questionamentos pertinentes na comunidade do gênero relativo aos filmes de possessão e exorcismo é sobre a maioria dos possuídos serem mulheres, raríssimos apresentam vítimas masculinas ,exercite a sua memória e tenta pensar em um, a probabilidade de surgir um nome em sua mente é remota, tem um exemplar chamado A possessão do mal de 2014.
O exorcista do Papa pode-se considerar mais uma exceção , o longa não segue o padrão , apesar de ter uma vítima feminina, a possessão masculina é predominante em dois dos três casos. Os ataques da entidade maligna não restringe apenas a uma vítima , o demônio agride fisicamente todos os entes da família , ou seja, um filme de assombração também? Ele exibe sua força ao arremessar várias vezes as pessoas, o longa tem essa preocupação de fixar na mente do espectador a presença tangível do demônio, parece promissor não?
A aspiração do demônio , vai além da materialização , suas motivações são seculares com raízes na inquisição e o envolvimento do Vaticano na ocultação de alguns fatos ocorridos na época.
O filme é baseado em fatos reais , narra alguns exorcismos realizado pelo Gabriele Amorth , padre Exorcista do Vaticano interpretado eficientemente por Russell Crowe e que pode ser uma atração a parte ao depender da aceitabilidade do espectador quanto a comicidade , o personagem em questão é um pouco excêntrico , consiste em um padre exorcista que anda de lambreta, orgulhoso e sarcástico, respaldado pelo alto cargo na igreja católica e a experiência adquirida nos exorcismos, vide a frieza em soltar algumas piadas nos momentos de confrontos e pressão como por exemplo, quando ele é questionado pelos seus métodos e ao enfrentar a entidade. As outras atuações não destacam, porém não comprometem e é notável o esforço do garoto que faz o papel do possuído principal.
No primeiro parágrafo menciono o ponto positivo da película fugir de uma das convenções do subgênero associados ao suprassumo O exorcista, mas o filme acaba que submete-se ao elementos presentes no The Exorcist, como a levitação, a virada do pescoço , a mensagem escrita na barriga, a maquiagem do possuído que remete à Regan com os arranhados no rosto e a mãe solteira que aqui no caso o longa não explorou este lado dramático.
O drama está mais presente nos sentimentos de culpa dos dois padres provocados pelo o demônio , eles experimentam visões perturbadoras do passado durante o exorcismo, estas abstrações rendem um visual apurado com a simbologia e as cores que causam contraste e as locações externas , um resultado contemplativo, apesar do lado artístico , mas não há desconforto, o filme não gera está sensação, ausência de uma atmosfera sombria e soturna como por exemplo no quarto que acontece a possessão.
O exorcista do Papa tem seus méritos ao apresentar alguns elementos atípicos do subgênero, mas ao tentar seguir seu próprio caminho, tropeça nas pedras deixada pelo O exorcista e em outras jogadas por ele mesmo.
O filme é continuação direta do primeiro, Terrifier segue com o g0re do anterior, porém mais pesado e violento, os ataques do palhaço Art estão com maior carga de insanidade e crueldade nesse longa.
A avidez do Art em fazer a vítima sofrer é expressa na vi0lência gráfica das sedentas m0rtes de sua autoria que são pesadas e servem para fixar na mente do público o quanto o vilão é vi0lento. O espectador pode sentir repulsa ao assistir desmembr4ções, dec4pitações e s4nguinolência, não é difícil identificar a proposta do filme , é exatamente impactar visualmente, no qual revela-se o seu maior problema que é restringir apenas ao acervo de m0rtes . Os ataques e as m0rtes são o ponto alto do filme, com a boa maquiagem e efeitos práticos que incomoda quem espera tal reação.
A experiência do filme remete aos filmes dos anos 80 e 90, onde a principal atração da película é o vilão e o personagem em questão oriundo dessas décadas que provoca esta lembrança é o Freddy Krueger, o palhaço tem um comportamento sádico e brincalhão que vagamente recorda o Jardineiro queimado vivo, outro ícone do terr0r que se pode associar é O Jason , pois o Art também não fala , entretanto ele comunica-se através da expressão corporal , interpretada notavelmente pelo ator David Howard Thornton, guardadas as devidas proporções um trabalho do nível de Robert Englund .
A produção também tenta emular outros elementos da década de 80 como a trilha sonora sintetizada e o sobrenatural fantástico , vide a cena de um pesadelo da personagem Victoria , olha A hora do pesadelo aqui novamente, falha porque o sobrenatural é jogado , sem desenvolvimento e ofuscado pelo extremo gOre, o longa deixa um gancho para mais uma continuação , provavelmente tornará franquia , talvez aprofunde essa lacuna nas próximas produções.
Terrifier 2 tem um ótimo vilão , entretanto é um filme de qualidade duvidosa assim como O Massacre da Serra Elétrica: O Retorno de Leatherface , no caso de Terrifier , em partes cumpri melhor a sua proposta , o que faz ele superior , mesmo ao enveredar frustradamente para o sobrenatural e sim , ele tem potencial para provocar repulsa no espectador ou causar certos desconfortos como as notícias veiculadas na rede e postada aqui na página também , é claro depende do grau do contato que a pessoa tem com o subgênero. O público que não é o alvo, compreende-se também o do próprio gênero , pode não ficar satisfeito completamente , pois um filme com mais de duas horas de duração tentar envolver apenas pelo g0re , falta texto e criatividade, enredo por não conseguir entregar o sobrenatural e a ausência da criatividade nas m0rtes que chocam apenas pela violência , mas seria Art o último e atual ícone do terror da envergadura dos grandes vilões dos filmes de terror das décadas passadas ? Pode ser e tem potencial para ser .
Imagina um "terrir" B dos anos 80 que está mais para comédia do que terror e satiriza os classudos filmes do gênero ?
Presumo que você pensou nos seguintes adjetivos , como engraçado ou divertido , mas para a sua frustação ele não consegue ser cômico, pois as piadas são nada criativas e as referências jogadas , exceto na cena da banheira.
Depois de sexta 13 talvez consiga te entreter pelo o trash , o ridículo ou por tentar fazer você rir.
Para quem gosta da sanguinolência e extremidades esse filme é uma boa escolha, o longa envolve o espectador através da violência , tensão e a congruente trilha sonora.
A invasora é curto e pragmático , a história se resume a um vilão com intuito de roubar um bebê ainda em gestação e mesmo com um plot no final , revelação seria o termo mais preciso a usar aqui , a narrativa é focada nessa perseguição dentro da casa da vítima .
A mãe e a invasora travam uma batalha , na qual foi bem atuada pelas atrizes , elas conseguiram transmitir as emoções demandadas. A louca e obstinada vilã utiliza uma tesoura para efetuar seus ataques na maior parte do filme e diga-se de passagem, ela apresenta uma destreza invejável com materiais cortantes , a produção poderia facilmente ser chamada de ‘’ O massacre da Tesoura’’.
O longa é consciente , pois sabe onde quer chegar ao não ludibriar ou enrolar quem está assistindo , cumpre a sua proposta ao impactar com muito sangue e violência gráfica , não tem meios termos aqui , a obsessão da assassina evidencia isso.
Filme com um belo nome, tão quanto o seu visual, o longa narra a história de uma mulher ressuscitada mediante uma antiga fórmula inca e o mal toma conta dela desde então.
O interessante aqui é a convivência da personagem com os outros após retornar da morte , a mulher em questão é uma espécie de Sex appeal no filme e exploram esse elemento, personagens ficam desnorteadamente apaixonados com ela.
A montagem também torna-se desorientada, na qual , gera uma confusão em relação à falta de sentido nas cenas finais, pois começam jogar eventos no espectador ao ignorar plausibilidades cronológicas e transformar a moça em um fantasma com aparência facial de zumbi , sensação de desespero da produção para compensar a ausência de horror nos atos anteriores que foram desenvolvidos para apresentarem o romance.
A produção italiana falha no apelo com a beleza da personagem , na desordem no enredo e por ser sombrio em pouco tempo, entretanto possui uma louvável estética .
Em um Novo Pesadelo - O Retorno de Freddy Krueger (1994) o Freddy Krueger é reverenciado no próprio filme, mais tarde com Scream outra produção do Wes Craven que brincava com os filmes de terror entre os personagens, as homenagens e referências aos longas de terror em O segredo da cabana e a sátira dos clichês Slasher oitentista no The Final Girls (Terror nos bastidores),mas o que esses títulos possuem em comum com o filme Um clássico filme de terror da Netflix? Todos eles usam a metalinguagem que consiste em abordar a própria linguagem, ou seja, filme de terror falando sobre filme de terror.
O espectador perceberá alguma referência como ambientação e cenário por exemplo, críticas aos longas de terror com seus métodos de roteiros e o final que chancela a linguagem do filme.
Os elementos positivos são a trilha, o visual folk e o clima nebuloso de que algo estranho pode acontecer, em certo nível possibilita envolver quem assiste.
Um clássico filme de terror não cativa o que contraria o tipo de narrativa escolhido, pois filmes metalinguísticos, o fã sente-se valorizado como se a obra fosse feita para ele, é uma conversa direta com os amantes do gênero, um carinho recebido, mas com esta produção não ocorre esta sensação, não consegue emocionar, devido as referências fracas e jogadas e personagens costumeiros, o filme poderia chamar de Um esquecível filme de terror .
Um filme com um vampiro não tradicional, um ser mutante que consegue controlar o ‘’vampirismo’’ por meios de drogas e tem a sua imagem refletida no espelho, o personagem em voga é construído por meio de flashbacks , aqui o tomador de sangue é uma mulher ,uma mãe que tem o seu instinto protetor potencializado pelo o lado monstruoso , aspecto que deixa o filme interessante, o longa tem algumas camadas , mas superficiais.
Um céu vermelho é uma produção razoável, tem seus bons momentos como as cenas dos ataques vampirescos e a parte emocional da relação maternal.
Filme da antiga Hammer, o monstro tem pouquíssimo tempo de tela , sua presença indireta manifestada por rugidos , pegadas e conceitos não conseguem suprir esta ausência , pois a criatura está associada com as reflexões superficiais levantadas no longa sobre a ética , o comportamento humano e sua existência.
Os pontos positivos são as paisagens nevascas que contribuem para a beleza da fotografia , a costumeira qualidade da atuação do ator Peter Cushing e a trilha sonora orquestrada que consegue climatizar as cenas.
Monstro do Himalaia peca em não desenvolver a crítica que se propôs a fazer e também em não explorar a imagem do monstro.
O exorcista é considerado por muitos como o melhor filme de terror e logicamente a maior referência do subgênero exorcismo/possessão, vários longas foram inspirados nele e mesmo depois de 40 anos da sua realização ele ainda é modelo, com O anticristo não foi diferente, se na atualidade ainda copiam The exorcist , imagina um ano após a sua produção.
As típicas cenas estão todas lá, as levitações , o vômito verde , as obscenidades entre outros, o filme tem pretensões em criar identidade própria com o foco na personagem ao demostrar as fraquezas dela com as interseções entre a descrença religiosa, a vida sexual conturbada , o trauma consequente do acidente sofrido na infância e na possessão a inclusão da bruxaria e suas implicações religiosas.
A fotografia é um ponto positivo do filme que aproveita o belo visual da casa, as atuações não comprometem , mas o destaque vai para a protagonista que interpreta a possuída , o que incomoda mesmo para a época é a qualidade ruim dos efeitos visuais.
O Anticristo mesmo no almejo da autenticidade , ele falha ao imitar O exorcista e o filme é grandemente ofuscado por causa disso, tanto que o longa é criticado como uma cópia barata e conhecido como ''O exorcista'' italiano e também o espectador perceberá a referência ao O bebê de Rosemary.
O nome sugere um filme de criatura , mas não restringe apenas a isso , possui também um drama paralelo durante a narrativa.
O longa conta a história de uma relação conturbada entre mãe e filha, a criatura pode ser a representação desse vínculo ''monstruoso'', a luta pela sobrevivência e os momentos de riscos necessitaram a união delas.
A mãe e a filha são as protagonistas , na qual as personagens foram caracterizadas e descritas convicentemente tão quanto as atuações das atrizes que esforçaram para transmitir as emoções das cenas .
A tensão do filme foi um pouco fraca, faltou a presença de uma trilha sonora para fortificar o clima , a aparência do monstro não é peculiar , talvez o espectador lembrará de algum semelhante, mas ao menos é amedrontador.
A maior parte do filme é arrastada, entretanto foi uma fase utilizada para instaurar e desenvolver o mistério.
The monster (2016) demonstra que mesmo em uma relação entre um filho e a mãe não seja afetiva o amor existe entre eles, um sentimento incondicional, talvez essa seja a principal mensagem do filme e o mostro como elemento secundário.
O filme apresenta a das piores mazelas das continuações que é a fuga do tema , esse segundo longa tornou-se uma ficção científica dramática.
O primeiro consegue ao menos entreter e cumprir a sua proposta, enquanto a continuação não.
O problema é que ele tenta ser maior do que ele é, ao suscitar superficialmente reflexões sobre valorizar os momentos da vida, pois o tempo não volta e o drama acompanhado disso, sabemos que não foram esses elementos que fizeram o primeiro filme funcionar, faltou conscientização da produção.
Este segue a cartilha dos Slashers oitentista com os gritos , exposição do corpo feminino, roteiro raso , personagens caricatos e descartáveis , etc.
O filme tem um ponto positivo que é a trilha sonora sintetizada, na qual ajuda pouco na construção da tensão.
O desuso da máscara pelo assassino foi um elemento que o filme não aderiu do manual, a desobediência em questão não qualificou o longa em razão da ruim atuação do ator que interpretou o vilão com suas expressões faciais nada intimidadoras, não aproveitaram a potencial diferenciação.
Na busca do entretenimento por entretenimento, Slumber Party: O Massacre (1982) pode funcionar, caso você não incomode com apelação sexual e gosta de ver ferramenta utilizada como arma. Não! Não é uma serra elétrica, aqui o serial ostenta uma furadeira.
Produção oitentista com resquício estético da década anterior , o que entretém aqui é o forte suspense e a parte sonora com a trilha sonora precisa e a notória sonoplastia.
O filme é consistente , as atuações firmes e a seriedade da história contribuem para esse adjetivo, apesar de ser um tema clichê.
Intermediário do diabo usa da sua expectativa gerada pelo suspense atmosférico para levar com afinco o espectador até o desfecho , nada de inovador no longa , entretanto é um filme que consegue cumprir sua proposta , mesmo que simplório.
Um Slasher com um assassino sem máscara, aqui o oculto não está na identidade , mas sim no trauma gerado por uma experiência vivida pela protagonista na infância , manifestado por pesadelos e paranoias , momentos nos quais propiciam cenas sombrias , melhor do que as desinteressantes cenas das mortes , o melhor do filme são as abstrações e a característica trilha sonora sintetizada e atmosférica da época.
Uma observação, a capa do filme parece com a capa do longa Dublê de corpo de 1984.
O último filme da trilogia é um Folk Horror com uma reconstituição de época satisfatória, favorecida pelo figurino , ambientação e uma trilha orquestrada que culminam em uma boa direção artística , dos três longas este é o mais ‘’sério ‘’ e o mais macabro, vide a cena dos olhos das crianças arrancados pelo padre na igreja, percebemos um potencial no líder religioso, mas o personagem não foi explorado no filme, enriqueceria a abordagem religiosa existente.
Um ponto positivo no enredo é o desenvolvimento da maldição ao explicar a sua origem e seus almejos e há um plot em relação à bruxa.
Rua do Medo parte 3 é o menos teen da trilogia e critica o fanatismo religioso e superficialmente a ganância do ser humano e familiar a um dos estilos contemporâneos do terror denominado equivocadamente de Pós-Horror que dedica ao drama e o clima, mesmo que não esteja no mesmo nível das obras desta estética.
Mesmo nível que o primeiro e também usa os mesmos elementos que o anterior, vide as referências, as músicas da época, os clichês resolutivos dos conflitos como as circunstâncias reconciliarem as irmãs e o ponto que chega ser insustentável resistir a descrença do sobrenatural.
Há um artifício de linguagem com o objetivo de transmitir para o espectador a marca folclórica do lugar que é a culpabilidade, pois atribuem todas as desgraças pessoais à maldição, encorpa a história, mas não surge muito efeito na narrativa, porque a maldição não é subliminar no filme.
Rua do medo parte 2 tem um assassino que mata impetuosamente as vítimas com seu machado, é sangue jorrado, pernas para um lado e braços para outro, com isso consegue entregar uma diversão razoável.
Um longa de terror teen que mescla dois subgêneros , Slasher e Bruxaria, na qual o segundo é pouco desenvolvido , talvez as continuações abordarão com mais profundidade.
Os personagens são caricatos , vide o Nerd apaixonado pela a garota bonita e descolada da escola, o galã que joga no time do colégio e outros pautados socialmente , estereótipos típicos e funcionais nesse estilo de filme.
A trilha sonora tem um papel importante na emulação da época, o espectador é fortemente lembrado a década que a história ocorre, pois as músicas anos 90 reproduzem muitas vezes.
Shadyside, um lugar ermo em uma noite desolada climatiza o filme, onde propícia três assassinos sobrenaturais controlados por uma entidade, matarem e reconstituírem o próprio corpo.
Há algumas mortes bem feitas como o fatiamento da cabeça da traficante de remédios, cena ousada e gore ao considerar quem é a produtora e o público alvo.
As referências são evidentes, do figurino dos assassinos às cenas, como por exemplo, o figurino e o comportamento da caveira alusiva ao Ghostface e as machadadas na porta que remetem ao O Iluminado.
Rua do medo 1994: parte 1 parece um almanaque ruim que talvez funciona melhor para essa geração e iniciantes no gênero.
Sua ambientação e o figurino culminam em um visual bonito e tem uma história que denuncia mesmo que superficialmente a imposição religiosa , esse longa é ligeiramente melhor que algumas sequências do Drácula , destaco a convincente atuação do Peter Cushing.
Filme B , mas com efeitos práticos e cenário razoáveis , a parte sonora do filme é louvável e consegue climatizar algumas cenas.
O elenco do filme tem duas figuras carimbadas do gênero , Robert Englund imortalizado no personagem Freddy Krueguer e o ator Sid Haig um dos integrantes do elenco House of 1000 Corpses ,ambos com atuações não comprometedoras.
O enredo sem desenvolvimento dispersou-me e minha fraca atenção era atraída com as cenas de ação,
Filme de terror com mortos- vivos ao redor da cabana parece familiar, mas na neve não se encontra facilmente.
O primeiro ato é arrastado e do segundo para o terceiro o longa melhora, ganha mais ação, sangue e gore, alguns dos elementos que se espera de um tema como este e perguntei-me porque o filme inteiro não foi dinâmico.
A improdutiva primeira parte do filme apresenta os seus fracos e caricatos personagens tão quanta as respectivas atuações.
Zumbis na neve é parcialmente inspirado em Evil Dead , percebe-se, e o próprio é mencionado pelos personagens em uma cena . O dinamismo do desfecho e a locação evitam uma qualidade catastrófica.
Praticamente um média metragem , claramente amadora , talvez atendam os espectadores que gostam da sanguinolência , percebe-se as falhas nas maquiagens dos Zumbis, mas em alguns momentos ela funciona, destaco a sonoplastia do filme. Opstandelsen ,remeteu-me vagamente ao clima do longa Lua sangrenta dirigido por Olaf Ittenbach.
O filme tinha um potencial metafórico se explorasse analogias e associações com a invisibilidade, mas preferiu-se preocupar apenas com as perseguições, o usual romance e alguns alívios cômicos , senti falta também de uma trilha marcante . Entretanto o filme tem um ponto forte que são os efeitos especiais.
Abandonados
2.2 70 Assista AgoraThe Abandoned apresenta a história de uma mulher que recebe a herança de uma fazenda onde ela nasceu, localizada no interior da Rússia, ao chegar na casa depara-se com seu possível irmão detentor do mesmo direito.
O núcleo da narrativa consiste justamente na separação dos dois quando bebês, é o mal encarnado no tempo ainda insatisfeito por apenas distanciar os dois, obstinado em terminar aquilo que começou no passado. Um terror cármico com loop infinito em um universo paralelo que interage presente com passado.
A priori, o espectador ao começar assistir, pode deduzir que o longa se trata de mais um filme de casa mal-assombrada em uma região erma, mas há grande chance de se enganar. A película usa as convenções do gênero não por mera prática ou pela falta da criatividade e sim como elementos fundamentais do seu enredo.
Os acontecimentos antecedentes à tragédia são revelados paralelamente pelo passado sobreposto ao presente, remete ao artifício usado pelo J-Horror, mas aqui a assombração não deseja pacificar as coisas ao mostrar a realidade dos fatos, entretanto um caminho para persistir com seus planos malignos e os personagens precisamente encarnados pelos seus respectivos atores, os dois protagonistas são reféns desse entrelaçamento sem conseguirem fugir da fazenda.
A tensão também é provocada pelo medo que eles têm deles próprios, pode parecer paradoxal, mas cada personagem avista versões fantasmagóricas de si mesmo, imagina você ver ‘‘um zumbi’’ seu perambulando pela sua casa? E as aparições não são gratuitas, representam os elos desse novelo.
Os abandonados, vai além do título da obra, é um filme pouco conhecido pelos fãs do gênero, terror é o melhor termo, o longa imprime um clima que poucos longas conseguem, incluo até os queridíssimos da audiência, possuidor de uma atmosfera poética e estranha permeada por tensão, culminam em um genuíno Filme de Terror.
O Exorcista do Papa
2.8 404 Assista AgoraUm dos questionamentos pertinentes na comunidade do gênero relativo aos filmes de possessão e exorcismo é sobre a maioria dos possuídos serem mulheres, raríssimos apresentam vítimas masculinas ,exercite a sua memória e tenta pensar em um, a probabilidade de surgir um nome em sua mente é remota, tem um exemplar chamado A possessão do mal de 2014.
O exorcista do Papa pode-se considerar mais uma exceção , o longa não segue o padrão , apesar de ter uma vítima feminina, a possessão masculina é predominante em dois dos três casos. Os ataques da entidade maligna não restringe apenas a uma vítima , o demônio agride fisicamente todos os entes da família , ou seja, um filme de assombração também? Ele exibe sua força ao arremessar várias vezes as pessoas, o longa tem essa preocupação de fixar na mente do espectador a presença tangível do demônio, parece promissor não?
A aspiração do demônio , vai além da materialização , suas motivações são seculares com raízes na inquisição e o envolvimento do Vaticano na ocultação de alguns fatos ocorridos na época.
O filme é baseado em fatos reais , narra alguns exorcismos realizado pelo Gabriele Amorth , padre Exorcista do Vaticano interpretado eficientemente por Russell Crowe e que pode ser uma atração a parte ao depender da aceitabilidade do espectador quanto a comicidade , o personagem em questão é um pouco excêntrico , consiste em um padre exorcista que anda de lambreta, orgulhoso e sarcástico, respaldado pelo alto cargo na igreja católica e a experiência adquirida nos exorcismos, vide a frieza em soltar algumas piadas nos momentos de confrontos e pressão como por exemplo, quando ele é questionado pelos seus métodos e ao enfrentar a entidade. As outras atuações não destacam, porém não comprometem e é notável o esforço do garoto que faz o papel do possuído principal.
No primeiro parágrafo menciono o ponto positivo da película fugir de uma das convenções do subgênero associados ao suprassumo O exorcista, mas o filme acaba que submete-se ao elementos presentes no The Exorcist, como a levitação, a virada do pescoço , a mensagem escrita na barriga, a maquiagem do possuído que remete à Regan com os arranhados no rosto e a mãe solteira que aqui no caso o longa não explorou este lado dramático.
O drama está mais presente nos sentimentos de culpa dos dois padres provocados pelo o demônio , eles experimentam visões perturbadoras do passado durante o exorcismo, estas abstrações rendem um visual apurado com a simbologia e as cores que causam contraste e as locações externas , um resultado contemplativo, apesar do lado artístico , mas não há desconforto, o filme não gera está sensação, ausência de uma atmosfera sombria e soturna como por exemplo no quarto que acontece a possessão.
O exorcista do Papa tem seus méritos ao apresentar alguns elementos atípicos do subgênero, mas ao tentar seguir seu próprio caminho, tropeça nas pedras deixada pelo O exorcista e em outras jogadas por ele mesmo.
Terrifier 2
2.9 498 Assista AgoraO filme é continuação direta do primeiro, Terrifier segue com o g0re do anterior, porém mais pesado e violento, os ataques do palhaço Art estão com maior carga de insanidade e crueldade nesse longa.
A avidez do Art em fazer a vítima sofrer é expressa na vi0lência gráfica das sedentas m0rtes de sua autoria que são pesadas e servem para fixar na mente do público o quanto o vilão é vi0lento. O espectador pode sentir repulsa ao assistir desmembr4ções, dec4pitações e s4nguinolência, não é difícil identificar a proposta do filme , é exatamente impactar visualmente, no qual revela-se o seu maior problema que é restringir apenas ao acervo de m0rtes . Os ataques e as m0rtes são o ponto alto do filme, com a boa maquiagem e efeitos práticos que incomoda quem espera tal reação.
A experiência do filme remete aos filmes dos anos 80 e 90, onde a principal atração da película é o vilão e o personagem em questão oriundo dessas décadas que provoca esta lembrança é o Freddy Krueger, o palhaço tem um comportamento sádico e brincalhão que vagamente recorda o Jardineiro queimado vivo, outro ícone do terr0r que se pode associar é O Jason , pois o Art também não fala , entretanto ele comunica-se através da expressão corporal , interpretada notavelmente pelo ator David Howard Thornton, guardadas as devidas proporções um trabalho do nível de Robert Englund .
A produção também tenta emular outros elementos da década de 80 como a trilha sonora sintetizada e o sobrenatural fantástico , vide a cena de um pesadelo da personagem Victoria , olha A hora do pesadelo aqui novamente, falha porque o sobrenatural é jogado , sem desenvolvimento e ofuscado pelo extremo gOre, o longa deixa um gancho para mais uma continuação , provavelmente tornará franquia , talvez aprofunde essa lacuna nas próximas produções.
Terrifier 2 tem um ótimo vilão , entretanto é um filme de qualidade duvidosa assim como O Massacre da Serra Elétrica: O Retorno de Leatherface , no caso de Terrifier , em partes cumpri melhor a sua proposta , o que faz ele superior , mesmo ao enveredar frustradamente para o sobrenatural e sim , ele tem potencial para provocar repulsa no espectador ou causar certos desconfortos como as notícias veiculadas na rede e postada aqui na página também , é claro depende do grau do contato que a pessoa tem com o subgênero. O público que não é o alvo, compreende-se também o do próprio gênero , pode não ficar satisfeito completamente , pois um filme com mais de duas horas de duração tentar envolver apenas pelo g0re , falta texto e criatividade, enredo por não conseguir entregar o sobrenatural e a ausência da criatividade nas m0rtes que chocam apenas pela violência , mas seria Art o último e atual ícone do terror da envergadura dos grandes vilões dos filmes de terror das décadas passadas ? Pode ser e tem potencial para ser .
Depois de Sexta 13
2.6 19 Assista AgoraImagina um "terrir" B dos anos 80 que está mais para comédia do que terror e satiriza os classudos filmes do gênero ?
Presumo que você pensou nos seguintes adjetivos , como engraçado ou divertido , mas para a sua frustação ele não consegue ser cômico, pois as piadas são nada criativas e as referências jogadas , exceto na cena da banheira.
Depois de sexta 13 talvez consiga te entreter pelo o trash , o ridículo ou por tentar fazer você rir.
A Invasora
3.4 730Para quem gosta da sanguinolência e extremidades esse filme é uma boa escolha, o longa envolve o espectador através da violência , tensão e a congruente trilha sonora.
A invasora é curto e pragmático , a história se resume a um vilão com intuito de roubar um bebê ainda em gestação e mesmo com um plot no final , revelação seria o termo mais preciso a usar aqui , a narrativa é focada nessa perseguição dentro da casa da vítima .
A mãe e a invasora travam uma batalha , na qual foi bem atuada pelas atrizes , elas conseguiram transmitir as emoções demandadas. A louca e obstinada vilã utiliza uma tesoura para efetuar seus ataques na maior parte do filme e diga-se de passagem, ela apresenta uma destreza invejável com materiais cortantes , a produção poderia facilmente ser chamada de ‘’ O massacre da Tesoura’’.
O longa é consciente , pois sabe onde quer chegar ao não ludibriar ou enrolar quem está assistindo , cumpre a sua proposta ao impactar com muito sangue e violência gráfica , não tem meios termos aqui , a obsessão da assassina evidencia isso.
A Morte Sorriu para o Assassino
3.2 12Filme com um belo nome, tão quanto o seu visual, o longa narra a história de uma mulher ressuscitada mediante uma antiga fórmula inca e o mal toma conta dela desde então.
O interessante aqui é a convivência da personagem com os outros após retornar da morte , a mulher em questão é uma espécie de Sex appeal no filme e exploram esse elemento, personagens ficam desnorteadamente apaixonados com ela.
A montagem também torna-se desorientada, na qual , gera uma confusão em relação à falta de sentido nas cenas finais, pois começam jogar eventos no espectador ao ignorar plausibilidades cronológicas e transformar a moça em um fantasma com aparência facial de zumbi , sensação de desespero da produção para compensar a ausência de horror nos atos anteriores que foram desenvolvidos para apresentarem o romance.
A produção italiana falha no apelo com a beleza da personagem , na desordem no enredo e por ser sombrio em pouco tempo, entretanto possui uma louvável estética .
Um Clássico Filme de Terror
2.7 431 Assista AgoraEm um Novo Pesadelo - O Retorno de Freddy Krueger (1994) o Freddy Krueger é reverenciado no próprio filme, mais tarde com Scream outra produção do Wes Craven que brincava com os filmes de terror entre os personagens, as homenagens e referências aos longas de terror em O segredo da cabana e a sátira dos clichês Slasher oitentista no The Final Girls (Terror nos bastidores),mas o que esses títulos possuem em comum com o filme Um clássico filme de terror da Netflix? Todos eles usam a metalinguagem que consiste em abordar a própria linguagem, ou seja, filme de terror falando sobre filme de terror.
O espectador perceberá alguma referência como ambientação e cenário por exemplo, críticas aos longas de terror com seus métodos de roteiros e o final que chancela a linguagem do filme.
Os elementos positivos são a trilha, o visual folk e o clima nebuloso de que algo estranho pode acontecer, em certo nível possibilita envolver quem assiste.
Um clássico filme de terror não cativa o que contraria o tipo de narrativa escolhido, pois filmes metalinguísticos, o fã sente-se valorizado como se a obra fosse feita para ele, é uma conversa direta com os amantes do gênero, um carinho recebido, mas com esta produção não ocorre esta sensação, não consegue emocionar, devido as referências fracas e jogadas e personagens costumeiros, o filme poderia chamar de Um esquecível filme de terror .
Céu Vermelho-Sangue
3.0 491 Assista AgoraUm filme com um vampiro não tradicional, um ser mutante que consegue controlar o ‘’vampirismo’’ por meios de drogas e tem a sua imagem refletida no espelho, o personagem em voga é construído por meio de flashbacks , aqui o tomador de sangue é uma mulher ,uma mãe que tem o seu instinto protetor potencializado pelo o lado monstruoso , aspecto que deixa o filme interessante, o longa tem algumas camadas , mas superficiais.
Um céu vermelho é uma produção razoável, tem seus bons momentos como as cenas dos ataques vampirescos e a parte emocional da relação maternal.
O Abominável Homem das Neves: O Monstro do Himalaia
3.0 16Filme da antiga Hammer, o monstro tem pouquíssimo tempo de tela , sua presença indireta manifestada por rugidos , pegadas e conceitos não conseguem suprir esta ausência , pois a criatura está associada com as reflexões superficiais levantadas no longa sobre a ética , o comportamento humano e sua existência.
Os pontos positivos são as paisagens nevascas que contribuem para a beleza da fotografia , a costumeira qualidade da atuação do ator Peter Cushing e a trilha sonora orquestrada que consegue climatizar as cenas.
Monstro do Himalaia peca em não desenvolver a crítica que se propôs a fazer e também em não explorar a imagem do monstro.
O Anticristo
3.2 52O exorcista é considerado por muitos como o melhor filme de terror e logicamente a maior referência do subgênero exorcismo/possessão, vários longas foram inspirados nele e mesmo depois de 40 anos da sua realização ele ainda é modelo, com O anticristo não foi diferente, se na atualidade ainda copiam The exorcist , imagina um ano após a sua produção.
As típicas cenas estão todas lá, as levitações , o vômito verde , as obscenidades entre outros, o filme tem pretensões em criar identidade própria com o foco na personagem ao demostrar as fraquezas dela com as interseções entre a descrença religiosa, a vida sexual conturbada , o trauma consequente do acidente sofrido na infância e na possessão a inclusão da bruxaria e suas implicações religiosas.
A fotografia é um ponto positivo do filme que aproveita o belo visual da casa, as atuações não comprometem , mas o destaque vai para a protagonista que interpreta a possuída , o que incomoda mesmo para a época é a qualidade ruim dos efeitos visuais.
O Anticristo mesmo no almejo da autenticidade , ele falha ao imitar O exorcista e o filme é grandemente ofuscado por causa disso, tanto que o longa é criticado como uma cópia barata e conhecido como ''O exorcista'' italiano e também o espectador perceberá a referência ao O bebê de Rosemary.
Um Monstro no Caminho
2.6 180O nome sugere um filme de criatura , mas não restringe apenas a isso , possui também um drama paralelo durante a narrativa.
O longa conta a história de uma relação conturbada entre mãe e filha, a criatura pode ser a representação desse vínculo ''monstruoso'', a luta pela sobrevivência e os momentos de riscos necessitaram a união delas.
A mãe e a filha são as protagonistas , na qual as personagens foram caracterizadas e descritas convicentemente tão quanto as atuações das atrizes que esforçaram para transmitir as emoções das cenas .
A tensão do filme foi um pouco fraca, faltou a presença de uma trilha sonora para fortificar o clima , a aparência do monstro não é peculiar , talvez o espectador lembrará de algum semelhante, mas ao menos é amedrontador.
A maior parte do filme é arrastada, entretanto foi uma fase utilizada para instaurar e desenvolver o mistério.
The monster (2016) demonstra que mesmo em uma relação entre um filho e a mãe não seja afetiva o amor existe entre eles, um sentimento incondicional, talvez essa seja a principal mensagem do filme e o mostro como elemento secundário.
A Morte Te Dá Parabéns 2
3.0 723O filme apresenta a das piores mazelas das continuações que é a fuga do tema , esse segundo longa tornou-se uma ficção científica dramática.
O primeiro consegue ao menos entreter e cumprir a sua proposta, enquanto a continuação não.
O problema é que ele tenta ser maior do que ele é, ao suscitar superficialmente reflexões sobre valorizar os momentos da vida, pois o tempo não volta e o drama acompanhado disso, sabemos que não foram esses elementos que fizeram o primeiro filme funcionar, faltou conscientização da produção.
Slumber Party - O Massacre
3.0 148 Assista AgoraEste segue a cartilha dos Slashers oitentista com os gritos , exposição do corpo feminino, roteiro raso , personagens caricatos e descartáveis , etc.
O filme tem um ponto positivo que é a trilha sonora sintetizada, na qual ajuda pouco na construção da tensão.
O desuso da máscara pelo assassino foi um elemento que o filme não aderiu do manual, a desobediência em questão não qualificou o longa em razão da ruim atuação do ator que interpretou o vilão com suas expressões faciais nada intimidadoras, não aproveitaram a potencial diferenciação.
Na busca do entretenimento por entretenimento, Slumber Party: O Massacre (1982) pode funcionar, caso você não incomode com apelação sexual e gosta de ver ferramenta utilizada como arma. Não! Não é uma serra elétrica, aqui o serial ostenta uma furadeira.
As Passageiras
2.6 147Esqueça daquele formato Hammer , aqui temos um produto razoável composto por uma mistura de Drive com Blade.
A Troca
3.5 191 Assista AgoraProdução oitentista com resquício estético da década anterior , o que entretém aqui é o forte suspense e a parte sonora com a trilha sonora precisa e a notória sonoplastia.
O filme é consistente , as atuações firmes e a seriedade da história contribuem para esse adjetivo, apesar de ser um tema clichê.
Intermediário do diabo usa da sua expectativa gerada pelo suspense atmosférico para levar com afinco o espectador até o desfecho , nada de inovador no longa , entretanto é um filme que consegue cumprir sua proposta , mesmo que simplório.
Mansão da Morte
2.3 27 Assista AgoraUm Slasher com um assassino sem máscara, aqui o oculto não está na identidade , mas sim no trauma gerado por uma experiência vivida pela protagonista na infância , manifestado por pesadelos e paranoias , momentos nos quais propiciam cenas sombrias , melhor do que as desinteressantes cenas das mortes , o melhor do filme são as abstrações e a característica trilha sonora sintetizada e atmosférica da época.
Uma observação, a capa do filme parece com a capa do longa Dublê de corpo de 1984.
Rua do Medo: 1666 - Parte 3
3.5 522 Assista AgoraO último filme da trilogia é um Folk Horror com uma reconstituição de época satisfatória, favorecida pelo figurino , ambientação e uma trilha orquestrada que culminam em uma boa direção artística , dos três longas este é o mais ‘’sério ‘’ e o mais macabro, vide a cena dos olhos das crianças arrancados pelo padre na igreja, percebemos um potencial no líder religioso, mas o personagem não foi explorado no filme, enriqueceria a abordagem religiosa existente.
Um ponto positivo no enredo é o desenvolvimento da maldição ao explicar a sua origem e seus almejos e há um plot em relação à bruxa.
Rua do Medo parte 3 é o menos teen da trilogia e critica o fanatismo religioso e superficialmente a ganância do ser humano e familiar a um dos estilos contemporâneos do terror denominado equivocadamente de Pós-Horror que dedica ao drama e o clima, mesmo que não esteja no mesmo nível das obras desta estética.
Rua do Medo: 1978 - Parte 2
3.5 563 Assista AgoraMesmo nível que o primeiro e também usa os mesmos elementos que o anterior, vide as referências, as músicas da época, os clichês resolutivos dos conflitos como as circunstâncias reconciliarem as irmãs e o ponto que chega ser insustentável resistir a descrença do sobrenatural.
Há um artifício de linguagem com o objetivo de transmitir para o espectador a marca folclórica do lugar que é a culpabilidade, pois atribuem todas as desgraças pessoais à maldição, encorpa a história, mas não surge muito efeito na narrativa, porque a maldição não é subliminar no filme.
Rua do medo parte 2 tem um assassino que mata impetuosamente as vítimas com seu machado, é sangue jorrado, pernas para um lado e braços para outro, com isso consegue entregar uma diversão razoável.
Rua do Medo: 1994 - Parte 1
3.1 802 Assista AgoraUm longa de terror teen que mescla dois subgêneros , Slasher e Bruxaria, na qual o segundo é pouco desenvolvido , talvez as continuações abordarão com mais profundidade.
Os personagens são caricatos , vide o Nerd apaixonado pela a garota bonita e descolada da escola, o galã que joga no time do colégio e outros pautados socialmente , estereótipos típicos e funcionais nesse estilo de filme.
A trilha sonora tem um papel importante na emulação da época, o espectador é fortemente lembrado a década que a história ocorre, pois as músicas anos 90 reproduzem muitas vezes.
Shadyside, um lugar ermo em uma noite desolada climatiza o filme, onde propícia três assassinos sobrenaturais controlados por uma entidade, matarem e reconstituírem o próprio corpo.
Há algumas mortes bem feitas como o fatiamento da cabeça da traficante de remédios, cena ousada e gore ao considerar quem é a produtora e o público alvo.
As referências são evidentes, do figurino dos assassinos às cenas, como por exemplo, o figurino e o comportamento da caveira alusiva ao Ghostface e as machadadas na porta que remetem ao O Iluminado.
Rua do medo 1994: parte 1 parece um almanaque ruim que talvez funciona melhor para essa geração e iniciantes no gênero.
As Filhas de Drácula
3.4 31 Assista AgoraSua ambientação e o figurino culminam em um visual bonito e tem uma história que denuncia mesmo que superficialmente a imposição religiosa , esse longa é ligeiramente melhor que algumas sequências do Drácula , destaco a convincente atuação do Peter Cushing.
Galáxia do Terror
2.9 78Filme B , mas com efeitos práticos e cenário razoáveis , a parte sonora do filme é louvável e consegue climatizar algumas cenas.
O elenco do filme tem duas figuras carimbadas do gênero , Robert Englund imortalizado no personagem Freddy Krueguer e o ator Sid Haig um dos integrantes do elenco House of 1000 Corpses ,ambos com atuações não comprometedoras.
O enredo sem desenvolvimento dispersou-me e minha fraca atenção era atraída com as cenas de ação,
Zumbis na Neve
2.9 317Filme de terror com mortos- vivos ao redor da cabana parece familiar, mas na neve não se encontra facilmente.
O primeiro ato é arrastado e do segundo para o terceiro o longa melhora, ganha mais ação, sangue e gore, alguns dos elementos que se espera de um tema como este e perguntei-me porque o filme inteiro não foi dinâmico.
A improdutiva primeira parte do filme apresenta os seus fracos e caricatos personagens tão quanta as respectivas atuações.
Zumbis na neve é parcialmente inspirado em Evil Dead , percebe-se, e o próprio é mencionado pelos personagens em uma cena . O dinamismo do desfecho e a locação evitam uma qualidade catastrófica.
Opstandelsen
2.3 17Praticamente um média metragem , claramente amadora , talvez atendam os espectadores que gostam da sanguinolência , percebe-se as falhas nas maquiagens dos Zumbis, mas em alguns momentos ela funciona, destaco a sonoplastia do filme. Opstandelsen ,remeteu-me vagamente ao clima do longa Lua sangrenta dirigido por Olaf Ittenbach.
Memórias de um Homem Invisível
3.0 82O filme tinha um potencial metafórico se explorasse analogias e associações com a invisibilidade, mas preferiu-se preocupar apenas com as perseguições, o usual romance e alguns alívios cômicos , senti falta também de uma trilha marcante . Entretanto o filme tem um ponto forte que são os efeitos especiais.