Gosto de filmes de tribunais, principalmente esses americanos que revelam uma história de como a chamada 'maior democracia do mundo' não funciona quando se trata de dinheiro ou do poder do estado. Ótima personagem da Kate Beckinsale, além das questões de abuso de poder também traz uma ótima critica ao machismo e o patriarcado.
Faz tempo que vi sobre esse filme ser um clássico, mas o que me fez querer vê-lo foi saber que é um dos filmes favoritos do Stanley Kubrick. Fiquei muito curioso para saber como era o filme, e acho que entendi um pouco o porquê de um diretor tão reconhecido te-lo como um de seus favoritos. Eu gostei de White Men Can't Jump, ele tem essa estética bem datada do início dos anos 90, uma boa trilha sonora e as cenas de basquete são muito bem dirigidas, mas o que eu imagino que tenha chamado a atenção do Kubrick é que esse filme não é usual. A dupla de protagonistas tem uma dinâmica muito interessante que eu ainda não sei como funcionou tão bem. Eles discutem várias vezes, depois estão conversando numa boa, de repente um ta passando a perna no outros. Existem outras duplas no cinema com uma dinâmica parecida, mas eu nunca vi de maneira tão imprevisível e natural como aqui.
Darren Aronofsky com um filme bem do estilo irmãos Coen, cheio de crimes e trapalhadas. O filme é divertido, vários bons atores em personagens excêntricos, uma ótima trilha sonora do Idles e um clima retro dos anos 90 bem legal.
Divertido de assistir e tem criticas sociais importantes, mas são expostas de maneira muito óbvia e com diálogos simples, o mesmo que acontece com o filme da Barbie (2023). O problema da crítica ser tão exposta é que o filme se torna mais esquecível. Quem assiste não precisa pensar e nem questiona os acontecimentos ou as ações dos personagens, tudo está explicado e não existe interpretação do que você está vendo. Como filme de herói, Superman acaba sendo mais um no meio de tantos que surgiram nos últimos anos.
Mais uma vez revendo essa obra-prima, hoje quis assisti-lo como se essa fosse a primeira vez, sem querer prestar atenção em quais detalhes passaram despercebidos em outras oportunidades. Infelizmente quando a história já é conhecida a emoção não é a mesma, mas ainda assim no caso de grandes filmes sempre é possível imergir no filme e compartilhar com os personagens suas emoções. É até um pouco estranho, mas esse thriller policial tem um dos roteiros que melhor conseguem transmitir a natureza humana para a tela. Intuição, honra, solidão, ódio, amor, essas e várias outras emoções humanas surgem durante a história e definem cada passo dos personagens.
Excelente filme, a temática é muito legal e tem uma ótima trilha sonora. O roteiro é sensacional, avança com calma e desenvolve bem todos os personagens. A maneira que a história é dividida lembra bastante From Dusk Till Dawn (1996). O filme também tem muitas referências dos trabalhos do John Carpenter, principalmente Vampires (1998) e The Thing (1982).
O poder da música em nos fazer viajar pelas nossas memórias é algo que sempre me intrigou, relembrar de como estávamos no sentindo em determinado momento do passado é um dos maiores poderes da música. Por isso adorei o conceito desse filme. Apesar disso, achei que o roteiro não é tão bom e as partes de fantasia não funcionaram tão bem. Também faltou mais momento engraçados, o filme é agradável, mas sem boas cenas de comédia que poderiam deixá-lo melhor. Pessoalmente o filme também me trouxe memórias de momentos e planos que tive no passado que mexeram bastante comigo. Algumas semelhanças me trouxeram de volta recordações que interferiram em como determinada cena deveria me fazer sentir. Essa é uma das maravilhas da arte, cada pessoa é atingida de maneira diferente por ela. Já tive experiências assim com filmes, mas esse sem dúvida foi o que mais me "assombrou" com minhas lembranças.
Um dos filmes mais estilosos que já assisti, o cenário com uma textura única, sempre parecendo uma maquete ou uma pintura com as cores bem vivas, a trilha sonora com Nirvana, New Order, que parece não combinar com a época mas casa muito bem com as cenas, os figurinos sempre impecáveis, tudo é único e muito bonito. Além do estilo, eu gostei da história, Daniel Craig tem uma ótima atuação e seu personagem é muito interessante. Luca Guadagnino é um dos melhores diretores da atualidade, merece mais reconhecimento nas premiações pelos seus trabalhos.
Tenho uma certa preguiça para assistir aos filmes da nouvelle vague porque eles parecem ser mais longos do que realmente são, mas Pierrot le Fou tem um ritmo bem interessante e não é cansativo.
Apesar de todo o caos, surrealismo e excentricidade, a história é sobre a busca de encontrar um sentido na vida, achar que o encontrou junto a outra pessoa e no fim descobrir que estava enganado. É legal que Pierrot (na verdade seu nome é Ferdinand) passa por tudo isso sem parecer mudar sua feição.
"O filme da Barbie dirigido pelo David Cronenberg", é o que diria se alguém pedisse para resumir The Substance em uma frase. Ótimo roteiro, da para perceber influência de trabalhos do Stanley Kubrick, Darren Aronofsky, David Lynch e principalmente do Cronenberg. O mais interessante é que essa influência de outros diretores é bem visível e combina com história, com essa ideia de algo novo surgindo de algo velho, e o filme faz isso de uma maneira não pretensiosa, eu vi muito mais como uma homenagem. Também gostei muito do clima meio que cyberpunk nos cenários. Além do clima, a trilha sonora e até parte do enredo me lembraram do jogo Cyberpunk 2077, o que me surpreendeu de maneira positiva. Apesar de eu ter gostado muito do filme e da crítica que ele faz a essa busca de uma beleza perfeita que só existe na TV (ou nas redes sociais), The Substance é difícil de assistir em alguns momentos, e para as pessoas mais conservadoras é bem possível que a sua mensagem fique ofuscada com todo o gore presente na tela.
Adoro filmes de furos jornalísticos e sobre pessoas indo contra grandes corporações, desafiando o sistema. Erin Brockovich (2000), Dark Waters (2019), All the President's Men (1976), são alguns exemplos desse estilo. The Insider tem uma história muito intrigante que com um grande elenco e a direção estilosa de Michael Mann, se tornou uma obra-prima. Fazia muito tempo desde a primeira vez que vi esse filme. Foi logo que comecei a me interessar por cinema, e como Heat (1995) era (e ainda é) um dos meus filmes favoritos, quis conhecer mais o trabalho do diretor. Lembro que gostei muito na época e já há algum tempo queria re-velo. Com o meu recente anseio para ver Ferrari (2023), hoje pareceu ser uma boa oportunidade. A direção de Michael Mann é impressionante, ele é especialista em transmitir a pressão e os conflitos pessoais dos personagens de maneira sutil e eficiente. Outra especialidade dele são os cenários. As locações são sempre maravilhosas e a composição de cada cena é feita de forma que o cenário se torna um personagem, ajudando a dar mais vida à história. Gostei muito do roteiro, ele explora muito bem os personagens. Al Pacino e Russell Crowe vão alterando o protagonismo durante a trama. Todos os personagens coadjuvantes também vão muito bem e entregam boas atuações em cenas importantes. A duração de quase duas horas e quarenta parece ser demais para um filme desse estilo, mas quando ele acaba parece ser pouco, o ritmo da história é perfeito e tem um clima de tensão que prende do início ao fim.
Muito divertido e bem feito dentro do que propõem. Tem bastante referências legais, explorando de uma maneira leve e interessante as diferenças culturais entre os anos 80 e os tempos atuais.
Adoro quando assisto filmes que permanecem na minha mente após seu término. Taste of Cherry é assim, seus diálogos trazem reflexões muito interessantes. A bela fotografia e o som imersivo, que capta todos os sons de uma cidade em movimento durante a busca do protagonista, colocam o telespectador dentro da história mesmo com o ritmo mais lento em que a trama se desenvolve.
Adoro o clima desse filme, é do tipo que você assiste com um sorriso todo tempo, e aqui é todo tempo mesmo, porque até durante os créditos está passando uma cena icônica e divertida. Estava lendo alguns comentários aqui no Letterboxd problematizando o personagem do Ferris Bueller. Concordo que ele é um sociopata, mas na minha opinião o roteiro não é feito para gostar dele, e sim para curtir junto dele seu dia "folga", assim como sua namorada e seu melhor amigo. Talvez a grande mensagem para quem não gosta desse filme é a mesma que o personagem do Charlie Sheen fala para a irmã do protagonista, o problema de você não gostar dele faltando a aula e curtindo sem ser pego é seu, é melhor você cuidar da sua própria vida. Eu adoro o estilo de direção do John Hughes, acho que é o melhor diretor quando se trata de usar a música integrado com a cena, ele faz de uma maneira que combina com o clima e não fica forçado ou parecendo um clipe. A maneira também como o Bueller quebra a quarta parede e conversa com o público é sensacional, funciona como um narrador, mas de uma maneira que imerge mais o público dentro das motivações do protagonista.
Após assistir Mission: Impossible – Fallout no cinema e ter adorado a experiência, estava ansioso para ver sua sequência, e esse anseio acho que contribui para me decepcionar um pouco com Mission: Impossible – Dead Reckoning Part One. A ação dos dois são do mesmo nível, muito bem feita e em um ritmo delicioso, o problema é as partes onde ela não ocorre. No novo filme senti um excesso de diálogos expositivos que cansam bastante e também os vilões são bem sem graça, dos novos personagens apenas o interpretado pela Hayley Atwell eu gostei.
Apesar dos pontos negativos, das sequências da franquia esse foi o que mais me lembrou o estilo do Brian De Palma, com aquela aflição durando até o último instante e parecendo não ter fim. A cena final do trem exemplifica isso, e achei a melhor do filme, o só o Deus ex machina no final da sequência que não gostei, mais um detalhe que estragou um pouco a história, ainda mais pelo diálogo da personagem antes de morrer que fala exatamente o que o protagonista precisa, uma solução bem fraca para o roteiro.
Estou ansioso para o próximo filme, mesmo com seus defeitos a franquia entrega um entretenimento de muita qualidade. As cenas de ação quando toda a equipe do Ethan Hunt está reunida flui como uma naturalidade muito envolvente.
Roman Polanski é ótimo em dirigir suspenses como esse, principalmente porque ele abdica de dar todas as respostas para o telespectador de maneira que imergimos com o protagonista durante a trama. Ewan McGregor dá show como escritor que se transforma em detetive conforme o roteiro se desenvolve. Pierce Brosnan me surpreendeu muito também, convenceu muito como politico, com um ar cínico muito realista.
Lembro da primeira vez que assisti Heat, uma indicação do meu pai logo quando comecei a me interessar de verdade por cinema. Adorei o filme logo de cara, na época achei um dos melhores filmes policiais que já tinha visto. Hoje revendo essa obra-prima pela quinta vez, percebo que muito mais que um filme policial, Heat é uma história de pessoas tentando conciliar seus trabalhos com suas vidas pessoais e tentando lutar contra os impulsos de suas personalidades. É interessante também que hoje mais do que assistir Heat, de certa forma também tentei estudá-lo, de maneira a perceber mais características que fazem dele um dos meus filmes favoritos. Por exemplo, nunca tinha percebido como os movimentos de câmera são diferentes para os dois protagonistas. Quando De Niro está em cena ela é estática, e geralmente o personagem está parado. Já com Al Pacino a câmera gira e se movimenta bastante com o personagem. O movimento da câmera quando Al Pacino passa pelo canil para conversar com um informante é sensacional. Adoro como esse filme transforma o cenário em um personagem a parte, os filmes de Michael Mann geralmente são muito estilosos, mas em Heat ele leva isso ao extremo. Se prestar atenção durante várias sequências tem um corte que mostra somente uma parte do cenário, também em vários momentos os atores não ficam centralizados no quadro para dar visibilidade ao local em sua volta. A trilha sonora também vale destaque, bem variada e precisamente encaixada em cada momento da história. É impressionante também a sutileza do roteiro e a grande gama de detalhes dentro da história. Em nenhum momento o personagem do De Niro fala que quer ter um relacionamento, mas na cena em que ele está com seu grupo em um jantar, é nítido que quando ele olha para os casais em sua volta ele sente que falta algo em sua vida. As feições do De Niro também sempre mostram com muita clareza o que seu personagem está pensando. Já o personagem do Al Pacino é bem mais extravagante, mas sua atuação também é muita relacionada com seus gestos. Gosto também como seu personagem é um alívio cômico em várias cenas da história. O personagem do Val Kilmer também é muito bom, dos três ele é o único que está nessa vida para melhorar sua vida pessoal. Adoro a cena em que ele não hesita nem por um momento em atirar antes de entrar no carro na saída do banco, também a sintonia que tem com sua esposa para entender um simples gesto com a mão e saber que ele não poderia estar ali. Lembro que na primeira vez que assisti não gostei muito do final, talvez por conta de estar torcendo para os "caras maus" se derem bem, mas hoje percebi que é o final perfeito para a história. Michael Mann conseguiu criar um duelo entre os protagonistas em meio a um caos com uma naturalidade absurda. A tensão na cena final quando De Niro fica parado esperando o Al Pacino é gigante, naquele momento fica nítido que um dos dois vai se dar mal, e quem está assistindo não sabe quem é o herói para torcer nessa luta.
Sem dúvida top 5 dos meus filmes favoritos. A imersão que tenho quando assisto Mullholland Drive é surreal. Lembro que até hoje depois que o assisti pela primeira vez, como fiquei alguns dias digerindo tudo que tinha experimentado. David Lynch é um dos maiores exemplos do que é o cinema, e quão mais importante é como você conta uma história do que a própria história. Poderia pensar em diversas maneiras de contar essa trama de ciúmes e decepções, mas nenhuma seria tão brilhante quanto como Lynch fez.
Depois de quatro filmes de muita qualidade, não é um exagero falar que John Wick é a melhor franquia de ação da história do cinema. Cada novo filme é mais épico que o anterior, mas sem perder a essência. Os novos personagens são todos ótimos. Bill Skarsgård fez um vilão perfeito, Hiroyuki Sanada e Rina Sawayama apesar de aparecerem pouco estão muito bem, Shamier Anderson e sua cachorra são os personagens mais divertidos e a cena onde Scott Adkins aparece no jogo de pôquer é a minha favorita do filme. Estou ansioso para assistir esse filme na televisão, porque achei algumas cenas com o cenário um pouco artificial, parecendo usar muita computação gráfica, mas na tela do cinema é difícil dizer se só não fui uma sensação minha por não estar habituado a ela.
Provavelmente ainda terão mais filmes na franquia, mas John Wick: Chapter 4 tem personalidade para ser o capítulo final da história. Eu gostaria muito de ver mais filmes desse universo tão imersivo criado por Chad Stahelski, mas acharia mais legal se os próximos trabalhos continuassem com os mesmos personagens, porém os filmes com um nome diferente de John Wick.
Primeiro filme infantil do universo Marvel, o que achei bem interessante, uma pena ter momentos que parece Super-Herói: O Filme (2008). Sem dúvida o Homem Libélula iria combinar com esse roteiro, poderia até ser o vilão. Eu adorei o Christian Bale como Carniceiro dos Deuses, mas não combinou com o clima do filme e acabou desperdiçado um potencial grande vilão.
Quando você começa a ver um filme só para testar o blu-ray recém comprado, e simplesmente não consegue para de assisti-lo, é um sinal de que estamos em frente a uma obra-prima. Lembro que Beleza Americana foi um dos primeiros filme que assisti quando comecei a adentrar o universo do cinema, e desde então é um dos meus preferidos. Essa é a terceira ou quarta vez que o vejo, e ainda lembro de praticamente todas as cenas e até da sensação que tive na primeira vez que as vi, mas mesmo assim a qualidade do filme ainda me surpreende. Trilha sonora, atuações, fotografia, performances, tudo se encaixa perfeitamente ao brilhante roteiro de Alan Ball. É impressionante como o filme altera seu clima em vários momentos, às vezes parecendo uma sátira, mas sempre sendo muito realista. Nenhuma cena ou diálogo parece ser forçada ou fora do tom. Beleza Americana é um dos grandes filmes da história do cinema, um trabalho marcante de estreia de Sam Mendes.
Esperava uma história com um tom mais cômico, porém me surpreendi positivamente com o clima desse filme. Não é difícil antecipar algumas revelações da história, porém o excelente roteiro te dá de maneira muito sutil e gradual as informações que constroem a trama. São muitos personagens bem trabalhados, mesmo alguns com pouco tempo de tela, é impressionante como cada cena tem seu valor para história, o único ponto que não me agradou é que há um excesso de diálogos com "fofocas" sobre os personagens sem que espectador tenha se familiarizado com todos eles, no início do filme fiquei muito confuso tentando descobrir o nome de cada personagem. O trabalho de Robert Altman com o cenário em Gosford Park é primoroso, os personagens se deslocam pela mansão como em uma coregrafia. Os diferentes cenários e iluminações também sempre se encaixam perfeitamente com cada cena. A história me lembrou The Age of Innocence (1993), com toda a falsidade da elite em um mundo de aparências, mas em Gosford Park o contraste com o mundo dos criados é bem interessante, principalmente porque também é um ambiente de falsidades e interesses. As atuações são muito expressivas, talvez os melhores diálogos nesse filme são algumas trocas de olhares entre os personagens. Sem dúvida esse é o melhor trabalho de Robert Altman que assisti até agora.
Mais um espetáculo visual e sonoro de Wong Kar-wai em mais uma história de amor muito triste. A cada filme que assisto com o Tony Leung mais acho ele um dos melhores atores que já vi. Sempre um personagem diferente interpretado com uma maestria sem igual.
Um dos filmes mais interessante que já assisti sobre viajem do tempo. A complexidade da história é desenvolvida de uma maneira bem intrigante, porque o telespectador está sempre acompanhando a visão dos personagens, então o sentimento é que eles também estão perdidos, trazendo uma excelente imersão para a história. O filme lembra muito dois trabalhos de estreia de diretores dos anos 90, Following (1998) e Pi (1998). Até a fotografia e o estilo lembra os anos 90. Uma pena que ao contrário dos diretores dos filmes que citei acima, Shane Carruth não conseguiu ter uma carreira de sucesso após Primer.
Faces da Verdade
3.7 190 Assista AgoraGosto de filmes de tribunais, principalmente esses americanos que revelam uma história de como a chamada 'maior democracia do mundo' não funciona quando se trata de dinheiro ou do poder do estado.
Ótima personagem da Kate Beckinsale, além das questões de abuso de poder também traz uma ótima critica ao machismo e o patriarcado.
Homens Brancos não Sabem Enterrar
3.4 151 Assista AgoraFaz tempo que vi sobre esse filme ser um clássico, mas o que me fez querer vê-lo foi saber que é um dos filmes favoritos do Stanley Kubrick. Fiquei muito curioso para saber como era o filme, e acho que entendi um pouco o porquê de um diretor tão reconhecido te-lo como um de seus favoritos.
Eu gostei de White Men Can't Jump, ele tem essa estética bem datada do início dos anos 90, uma boa trilha sonora e as cenas de basquete são muito bem dirigidas, mas o que eu imagino que tenha chamado a atenção do Kubrick é que esse filme não é usual. A dupla de protagonistas tem uma dinâmica muito interessante que eu ainda não sei como funcionou tão bem. Eles discutem várias vezes, depois estão conversando numa boa, de repente um ta passando a perna no outros. Existem outras duplas no cinema com uma dinâmica parecida, mas eu nunca vi de maneira tão imprevisível e natural como aqui.
Ladrões
3.4 213 Assista AgoraDarren Aronofsky com um filme bem do estilo irmãos Coen, cheio de crimes e trapalhadas.
O filme é divertido, vários bons atores em personagens excêntricos, uma ótima trilha sonora do Idles e um clima retro dos anos 90 bem legal.
Superman
3.6 916 Assista AgoraDivertido de assistir e tem criticas sociais importantes, mas são expostas de maneira muito óbvia e com diálogos simples, o mesmo que acontece com o filme da Barbie (2023).
O problema da crítica ser tão exposta é que o filme se torna mais esquecível. Quem assiste não precisa pensar e nem questiona os acontecimentos ou as ações dos personagens, tudo está explicado e não existe interpretação do que você está vendo.
Como filme de herói, Superman acaba sendo mais um no meio de tantos que surgiram nos últimos anos.
Fogo Contra Fogo
4.0 718 Assista AgoraMais uma vez revendo essa obra-prima, hoje quis assisti-lo como se essa fosse a primeira vez, sem querer prestar atenção em quais detalhes passaram despercebidos em outras oportunidades.
Infelizmente quando a história já é conhecida a emoção não é a mesma, mas ainda assim no caso de grandes filmes sempre é possível imergir no filme e compartilhar com os personagens suas emoções. É até um pouco estranho, mas esse thriller policial tem um dos roteiros que melhor conseguem transmitir a natureza humana para a tela. Intuição, honra, solidão, ódio, amor, essas e várias outras emoções humanas surgem durante a história e definem cada passo dos personagens.
Pecadores
4.0 1,2K Assista AgoraExcelente filme, a temática é muito legal e tem uma ótima trilha sonora. O roteiro é sensacional, avança com calma e desenvolve bem todos os personagens.
A maneira que a história é dividida lembra bastante From Dusk Till Dawn (1996). O filme também tem muitas referências dos trabalhos do John Carpenter, principalmente Vampires (1998) e The Thing (1982).
Grandes Hits
3.3 57 Assista AgoraO poder da música em nos fazer viajar pelas nossas memórias é algo que sempre me intrigou, relembrar de como estávamos no sentindo em determinado momento do passado é um dos maiores poderes da música. Por isso adorei o conceito desse filme.
Apesar disso, achei que o roteiro não é tão bom e as partes de fantasia não funcionaram tão bem. Também faltou mais momento engraçados, o filme é agradável, mas sem boas cenas de comédia que poderiam deixá-lo melhor.
Pessoalmente o filme também me trouxe memórias de momentos e planos que tive no passado que mexeram bastante comigo. Algumas semelhanças me trouxeram de volta recordações que interferiram em como determinada cena deveria me fazer sentir. Essa é uma das maravilhas da arte, cada pessoa é atingida de maneira diferente por ela. Já tive experiências assim com filmes, mas esse sem dúvida foi o que mais me "assombrou" com minhas lembranças.
Queer
3.1 188 Assista AgoraUm dos filmes mais estilosos que já assisti, o cenário com uma textura única, sempre parecendo uma maquete ou uma pintura com as cores bem vivas, a trilha sonora com Nirvana, New Order, que parece não combinar com a época mas casa muito bem com as cenas, os figurinos sempre impecáveis, tudo é único e muito bonito.
Além do estilo, eu gostei da história, Daniel Craig tem uma ótima atuação e seu personagem é muito interessante. Luca Guadagnino é um dos melhores diretores da atualidade, merece mais reconhecimento nas premiações pelos seus trabalhos.
O Demônio das Onze Horas
4.2 439 Assista AgoraTenho uma certa preguiça para assistir aos filmes da nouvelle vague porque eles parecem ser mais longos do que realmente são, mas Pierrot le Fou tem um ritmo bem interessante e não é cansativo.
Apesar de todo o caos, surrealismo e excentricidade, a história é sobre a busca de encontrar um sentido na vida, achar que o encontrou junto a outra pessoa e no fim descobrir que estava enganado. É legal que Pierrot (na verdade seu nome é Ferdinand) passa por tudo isso sem parecer mudar sua feição.
A Substância
3.9 1,9K Assista Agora"O filme da Barbie dirigido pelo David Cronenberg", é o que diria se alguém pedisse para resumir The Substance em uma frase.
Ótimo roteiro, da para perceber influência de trabalhos do Stanley Kubrick, Darren Aronofsky, David Lynch e principalmente do Cronenberg. O mais interessante é que essa influência de outros diretores é bem visível e combina com história, com essa ideia de algo novo surgindo de algo velho, e o filme faz isso de uma maneira não pretensiosa, eu vi muito mais como uma homenagem.
Também gostei muito do clima meio que cyberpunk nos cenários. Além do clima, a trilha sonora e até parte do enredo me lembraram do jogo Cyberpunk 2077, o que me surpreendeu de maneira positiva.
Apesar de eu ter gostado muito do filme e da crítica que ele faz a essa busca de uma beleza perfeita que só existe na TV (ou nas redes sociais), The Substance é difícil de assistir em alguns momentos, e para as pessoas mais conservadoras é bem possível que a sua mensagem fique ofuscada com todo o gore presente na tela.
O Informante
3.8 252Adoro filmes de furos jornalísticos e sobre pessoas indo contra grandes corporações, desafiando o sistema. Erin Brockovich (2000), Dark Waters (2019), All the President's Men (1976), são alguns exemplos desse estilo. The Insider tem uma história muito intrigante que com um grande elenco e a direção estilosa de Michael Mann, se tornou uma obra-prima.
Fazia muito tempo desde a primeira vez que vi esse filme. Foi logo que comecei a me interessar por cinema, e como Heat (1995) era (e ainda é) um dos meus filmes favoritos, quis conhecer mais o trabalho do diretor. Lembro que gostei muito na época e já há algum tempo queria re-velo. Com o meu recente anseio para ver Ferrari (2023), hoje pareceu ser uma boa oportunidade.
A direção de Michael Mann é impressionante, ele é especialista em transmitir a pressão e os conflitos pessoais dos personagens de maneira sutil e eficiente. Outra especialidade dele são os cenários. As locações são sempre maravilhosas e a composição de cada cena é feita de forma que o cenário se torna um personagem, ajudando a dar mais vida à história.
Gostei muito do roteiro, ele explora muito bem os personagens. Al Pacino e Russell Crowe vão alterando o protagonismo durante a trama. Todos os personagens coadjuvantes também vão muito bem e entregam boas atuações em cenas importantes. A duração de quase duas horas e quarenta parece ser demais para um filme desse estilo, mas quando ele acaba parece ser pouco, o ritmo da história é perfeito e tem um clima de tensão que prende do início ao fim.
Dezesseis Facadas
3.2 456Muito divertido e bem feito dentro do que propõem. Tem bastante referências legais, explorando de uma maneira leve e interessante as diferenças culturais entre os anos 80 e os tempos atuais.
Gosto de Cereja
4.0 239 Assista AgoraAdoro quando assisto filmes que permanecem na minha mente após seu término. Taste of Cherry é assim, seus diálogos trazem reflexões muito interessantes. A bela fotografia e o som imersivo, que capta todos os sons de uma cidade em movimento durante a busca do protagonista, colocam o telespectador dentro da história mesmo com o ritmo mais lento em que a trama se desenvolve.
Curtindo a Vida Adoidado
4.2 2,4K Assista AgoraAdoro o clima desse filme, é do tipo que você assiste com um sorriso todo tempo, e aqui é todo tempo mesmo, porque até durante os créditos está passando uma cena icônica e divertida.
Estava lendo alguns comentários aqui no Letterboxd problematizando o personagem do Ferris Bueller. Concordo que ele é um sociopata, mas na minha opinião o roteiro não é feito para gostar dele, e sim para curtir junto dele seu dia "folga", assim como sua namorada e seu melhor amigo. Talvez a grande mensagem para quem não gosta desse filme é a mesma que o personagem do Charlie Sheen fala para a irmã do protagonista, o problema de você não gostar dele faltando a aula e curtindo sem ser pego é seu, é melhor você cuidar da sua própria vida.
Eu adoro o estilo de direção do John Hughes, acho que é o melhor diretor quando se trata de usar a música integrado com a cena, ele faz de uma maneira que combina com o clima e não fica forçado ou parecendo um clipe. A maneira também como o Bueller quebra a quarta parede e conversa com o público é sensacional, funciona como um narrador, mas de uma maneira que imerge mais o público dentro das motivações do protagonista.
Missão: Impossível - Acerto De Contas Parte Um
3.9 454 Assista AgoraApós assistir Mission: Impossible – Fallout no cinema e ter adorado a experiência, estava ansioso para ver sua sequência, e esse anseio acho que contribui para me decepcionar um pouco com Mission: Impossible – Dead Reckoning Part One.
A ação dos dois são do mesmo nível, muito bem feita e em um ritmo delicioso, o problema é as partes onde ela não ocorre. No novo filme senti um excesso de diálogos expositivos que cansam bastante e também os vilões são bem sem graça, dos novos personagens apenas o interpretado pela Hayley Atwell eu gostei.
Apesar dos pontos negativos, das sequências da franquia esse foi o que mais me lembrou o estilo do Brian De Palma, com aquela aflição durando até o último instante e parecendo não ter fim. A cena final do trem exemplifica isso, e achei a melhor do filme, o só o Deus ex machina no final da sequência que não gostei, mais um detalhe que estragou um pouco a história, ainda mais pelo diálogo da personagem antes de morrer que fala exatamente o que o protagonista precisa, uma solução bem fraca para o roteiro.
Estou ansioso para o próximo filme, mesmo com seus defeitos a franquia entrega um entretenimento de muita qualidade. As cenas de ação quando toda a equipe do Ethan Hunt está reunida flui como uma naturalidade muito envolvente.
O Escritor Fantasma
3.6 580Roman Polanski é ótimo em dirigir suspenses como esse, principalmente porque ele abdica de dar todas as respostas para o telespectador de maneira que imergimos com o protagonista durante a trama.
Ewan McGregor dá show como escritor que se transforma em detetive conforme o roteiro se desenvolve. Pierce Brosnan me surpreendeu muito também, convenceu muito como politico, com um ar cínico muito realista.
Fogo Contra Fogo
4.0 718 Assista AgoraLembro da primeira vez que assisti Heat, uma indicação do meu pai logo quando comecei a me interessar de verdade por cinema. Adorei o filme logo de cara, na época achei um dos melhores filmes policiais que já tinha visto. Hoje revendo essa obra-prima pela quinta vez, percebo que muito mais que um filme policial, Heat é uma história de pessoas tentando conciliar seus trabalhos com suas vidas pessoais e tentando lutar contra os impulsos de suas personalidades.
É interessante também que hoje mais do que assistir Heat, de certa forma também tentei estudá-lo, de maneira a perceber mais características que fazem dele um dos meus filmes favoritos. Por exemplo, nunca tinha percebido como os movimentos de câmera são diferentes para os dois protagonistas. Quando De Niro está em cena ela é estática, e geralmente o personagem está parado. Já com Al Pacino a câmera gira e se movimenta bastante com o personagem. O movimento da câmera quando Al Pacino passa pelo canil para conversar com um informante é sensacional.
Adoro como esse filme transforma o cenário em um personagem a parte, os filmes de Michael Mann geralmente são muito estilosos, mas em Heat ele leva isso ao extremo. Se prestar atenção durante várias sequências tem um corte que mostra somente uma parte do cenário, também em vários momentos os atores não ficam centralizados no quadro para dar visibilidade ao local em sua volta. A trilha sonora também vale destaque, bem variada e precisamente encaixada em cada momento da história.
É impressionante também a sutileza do roteiro e a grande gama de detalhes dentro da história. Em nenhum momento o personagem do De Niro fala que quer ter um relacionamento, mas na cena em que ele está com seu grupo em um jantar, é nítido que quando ele olha para os casais em sua volta ele sente que falta algo em sua vida. As feições do De Niro também sempre mostram com muita clareza o que seu personagem está pensando. Já o personagem do Al Pacino é bem mais extravagante, mas sua atuação também é muita relacionada com seus gestos. Gosto também como seu personagem é um alívio cômico em várias cenas da história. O personagem do Val Kilmer também é muito bom, dos três ele é o único que está nessa vida para melhorar sua vida pessoal. Adoro a cena em que ele não hesita nem por um momento em atirar antes de entrar no carro na saída do banco, também a sintonia que tem com sua esposa para entender um simples gesto com a mão e saber que ele não poderia estar ali.
Lembro que na primeira vez que assisti não gostei muito do final, talvez por conta de estar torcendo para os "caras maus" se derem bem, mas hoje percebi que é o final perfeito para a história. Michael Mann conseguiu criar um duelo entre os protagonistas em meio a um caos com uma naturalidade absurda. A tensão na cena final quando De Niro fica parado esperando o Al Pacino é gigante, naquele momento fica nítido que um dos dois vai se dar mal, e quem está assistindo não sabe quem é o herói para torcer nessa luta.
Cidade dos Sonhos
4.1 1,8K Assista AgoraSem dúvida top 5 dos meus filmes favoritos. A imersão que tenho quando assisto Mullholland Drive é surreal. Lembro que até hoje depois que o assisti pela primeira vez, como fiquei alguns dias digerindo tudo que tinha experimentado.
David Lynch é um dos maiores exemplos do que é o cinema, e quão mais importante é como você conta uma história do que a própria história. Poderia pensar em diversas maneiras de contar essa trama de ciúmes e decepções, mas nenhuma seria tão brilhante quanto como Lynch fez.
John Wick 4: Baba Yaga
3.9 731 Assista AgoraDepois de quatro filmes de muita qualidade, não é um exagero falar que John Wick é a melhor franquia de ação da história do cinema. Cada novo filme é mais épico que o anterior, mas sem perder a essência.
Os novos personagens são todos ótimos. Bill Skarsgård fez um vilão perfeito, Hiroyuki Sanada e Rina Sawayama apesar de aparecerem pouco estão muito bem, Shamier Anderson e sua cachorra são os personagens mais divertidos e a cena onde Scott Adkins aparece no jogo de pôquer é a minha favorita do filme.
Estou ansioso para assistir esse filme na televisão, porque achei algumas cenas com o cenário um pouco artificial, parecendo usar muita computação gráfica, mas na tela do cinema é difícil dizer se só não fui uma sensação minha por não estar habituado a ela.
Provavelmente ainda terão mais filmes na franquia, mas John Wick: Chapter 4 tem personalidade para ser o capítulo final da história. Eu gostaria muito de ver mais filmes desse universo tão imersivo criado por Chad Stahelski, mas acharia mais legal se os próximos trabalhos continuassem com os mesmos personagens, porém os filmes com um nome diferente de John Wick.
Thor: Amor e Trovão
2.9 982 Assista AgoraPrimeiro filme infantil do universo Marvel, o que achei bem interessante, uma pena ter momentos que parece Super-Herói: O Filme (2008). Sem dúvida o Homem Libélula iria combinar com esse roteiro, poderia até ser o vilão. Eu adorei o Christian Bale como Carniceiro dos Deuses, mas não combinou com o clima do filme e acabou desperdiçado um potencial grande vilão.
Beleza Americana
4.1 3,0K Assista AgoraQuando você começa a ver um filme só para testar o blu-ray recém comprado, e simplesmente não consegue para de assisti-lo, é um sinal de que estamos em frente a uma obra-prima. Lembro que Beleza Americana foi um dos primeiros filme que assisti quando comecei a adentrar o universo do cinema, e desde então é um dos meus preferidos.
Essa é a terceira ou quarta vez que o vejo, e ainda lembro de praticamente todas as cenas e até da sensação que tive na primeira vez que as vi, mas mesmo assim a qualidade do filme ainda me surpreende. Trilha sonora, atuações, fotografia, performances, tudo se encaixa perfeitamente ao brilhante roteiro de Alan Ball. É impressionante como o filme altera seu clima em vários momentos, às vezes parecendo uma sátira, mas sempre sendo muito realista. Nenhuma cena ou diálogo parece ser forçada ou fora do tom.
Beleza Americana é um dos grandes filmes da história do cinema, um trabalho marcante de estreia de Sam Mendes.
Assassinato em Gosford Park
3.5 217 Assista AgoraEsperava uma história com um tom mais cômico, porém me surpreendi positivamente com o clima desse filme. Não é difícil antecipar algumas revelações da história, porém o excelente roteiro te dá de maneira muito sutil e gradual as informações que constroem a trama. São muitos personagens bem trabalhados, mesmo alguns com pouco tempo de tela, é impressionante como cada cena tem seu valor para história, o único ponto que não me agradou é que há um excesso de diálogos com "fofocas" sobre os personagens sem que espectador tenha se familiarizado com todos eles, no início do filme fiquei muito confuso tentando descobrir o nome de cada personagem.
O trabalho de Robert Altman com o cenário em Gosford Park é primoroso, os personagens se deslocam pela mansão como em uma coregrafia. Os diferentes cenários e iluminações também sempre se encaixam perfeitamente com cada cena.
A história me lembrou The Age of Innocence (1993), com toda a falsidade da elite em um mundo de aparências, mas em Gosford Park o contraste com o mundo dos criados é bem interessante, principalmente porque também é um ambiente de falsidades e interesses. As atuações são muito expressivas, talvez os melhores diálogos nesse filme são algumas trocas de olhares entre os personagens. Sem dúvida esse é o melhor trabalho de Robert Altman que assisti até agora.
Felizes Juntos
4.2 274 Assista AgoraMais um espetáculo visual e sonoro de Wong Kar-wai em mais uma história de amor muito triste.
A cada filme que assisto com o Tony Leung mais acho ele um dos melhores atores que já vi. Sempre um personagem diferente interpretado com uma maestria sem igual.
Primer
3.5 511Um dos filmes mais interessante que já assisti sobre viajem do tempo. A complexidade da história é desenvolvida de uma maneira bem intrigante, porque o telespectador está sempre acompanhando a visão dos personagens, então o sentimento é que eles também estão perdidos, trazendo uma excelente imersão para a história.
O filme lembra muito dois trabalhos de estreia de diretores dos anos 90, Following (1998) e Pi (1998). Até a fotografia e o estilo lembra os anos 90. Uma pena que ao contrário dos diretores dos filmes que citei acima, Shane Carruth não conseguiu ter uma carreira de sucesso após Primer.