comida não se faz com músculo nem com número de seguidores nas redes sociais.
um problema pra mim foi no último ep já nem lembrava dos primeiros eliminados. tudo muito rápido, as receitas as eliminações, não dá tempo de criar uma conexão uma torcida genuína por algum deles. mas tenho algumas opiniões sobre os que lembro.
- Bete: subestimada desde o início (o etarismo TRUANDO), mas conseguiu chegar onde outros que se consideravam melhores do que ela não chegaram. porém, no finalzinho achei um porre aquela torcida dela pro Will;
- Gi: peguei uma leve antipatia no início, talvez por ter feito dupla com o gay viajado (que me pareceu meio falso), que também não gostei, mas surpreendeu positivamente principalmente no último ep com toda sua calma enquanto o insuportável do Will ficava provocando direto.
- Will: um sem noção, autoestima delirante do homem hetero (sério, ele todo ofendido porque a Helena chamou ele de "safado" na brincadeira? como se uma mulher daquelas fosse ao menos olhar pra ele com outras intenções). o tempo inteiro implicando com a Gi e, desde o segundo ep, de uma arrogância imensa se julgando melhor que todos sendo inclusive rude com os chefs. podre.
Fih e Edu uns queridos, queria que tivessem mais tempo de tela no programa, pois quase não falaram (não como eu esperava). e o que foram aqueles chefs convidados que só passam ligeirinho e sequer ficavam para ver a sugestão de prato pronta? ficaram meio deslocados ali.
não acompanho Masterchef mas esse foi divertido, apesar de ser apenas um grande merchan da LATAM. uma pena que tenha sido tão curto, desde o número de episódios até a duração deles.
"as pessoas não vão lembrar de mim assim, não será o meu legado. eu não desisto."
essa temporada acertou em cheio ao aumentar o protagonismo do Jimmy (e mostrar como a Kayla também é competente sim!) porque o tanto que ele já sofreu por causa da Deborah e também da Ava é molecagem.
feliz por finalmente o divo ter surtado e visto que não dá pra ser bonzinho o tempo inteiro, que temos nossos momentos bons e ruins e que, mesmo sabendo que somos muito bons naquilo que fazemos, também precisamos de reconhecimento.
fiquei com medo real dele desistir do emprego ou da Kayla voltar para a empresa do pai, mas ainda bem que não foi o que aconteceu. aliás: O QUE foi a cena da Kayla defendendo o Jimmy e gritando NA CARA da Deborah e Ava? FODA DEMAIS.
quanto mais o penúltimo ep avançava, mais minha angústia aumentava pois certeza que a Deborah ia sacanear a Ava. eu não poderia estar mais enganada. realmente, às vezes, é bom ter nossas certezas questionadas.
até aqui não tinha empatizado com a Deborah em momento algum, só raiva da falta de noção dela. mas nesse me emocionei tanto quando ela começou a falar a verdade e finalmente dar à Ava o respeito que ela sempre mereceu (e também dando espaço a pautas importantes como a da prefeita Jo).
tô com um leve receio do quão forte esse contrato vai ferrar a Deborah, mas também me deu um alívio ver que a Deborah ainda tem amigos (mesmo que poucos) que se preocupam com ela, como o Marcus e o Marty.
porém, para Deborah desistir do sonho da vida dela e apoiar a Ava, ela SABE que vale muito a pena, independente das dificuldades que enfrentarão.
fiquei preocupada e com muito medo de algo acontecer com a Deborah em Singapura (que SUSTO esse obituário dela no TMZ),
mas o final (que não foi tão bom quanto do penúltimo ep) mostrou que ela virá com TUDO na próxima temporada — e nós, fãs da série, só temos a ganhar.
adorei que FINALMENTE pegaram o Volker (um PORRE meu deus tomara que não volte mais) e a Brenda. apesar de que foi burrice demais ser capturada assim, enfim. a arrogância dela por julgar que era mais inteligente do que todos na CBI ocasionou isso, então ok também.
não esperava Jane e LaRoche se ajudando em diversos momentos, mas só por isso já sinto que o Red John também vai atacar o LaRoche. e já não era sem tempo do Rigsby e Van Pelt se acertarem, tava um friends to lovers to friends chatíssimo, ainda bem que já passou e ficaram juntos.
os melhores momentos dessa temporada foram os poucos do Jane interagindo com a Lorelei. desde tirá-la da prisão de segurança máxima até o Red John mostrando que podia entrar na mente do Jane e já sabia da lista de 7 suspeitos há meses, mesmo antes de matar Lorelei.
ok que o Jane é inteligentíssimo e muito sagaz, mas a prepotência dele em pensar que o Red John não tá à frente quase sempre ainda vai machucar muita gente que ele ama (leia-se a equipe dele na CBI).
nessa temporada os casos foram mais acessórios do que nas temporadas anteriores (o que significa que estão cada vez menos interessantes).
mas o ep mostrando como o Jane começou a trabalhar para o CBI foi intrigante, apesar de meio parado, deu um novo ar ao personagem.
só não gostei mais da temporada porque por boa parte dela esqueceram o Red John e por esse motivo o encerramento pareceu mega apressado. mas tudo bem, temos aí mais duas temporadas para desenrolar a história.
"não fazemos cinema, fazemos filmes. não somos artistas, somos executivos."
comecei a assistir essa despretensiosamente e foi uma grata surpresa.
Matt, um people pleaser que precisa desesperadamente da validação alheia vira diretor de um grande estúdio de cinema e agora teme que seu trabalho não seja mais apenas criar filmes, mas acabar com eles.
agonia imensa dele entrando nas piores situações possíveis por não saber dizer "não" (agonia nível The Bear e Shiva Baby mesmo). cada ep é tão ??? que é impossível não dar gostosas risadas do que acontece.
elenco de cinema caríssimo (!) e um prato cheio para quem curte saber sobre bastidores, intrigas e tudo o que envolve o mundinho filmes.
a série inteira veio nesse pique mas a cereja do bolo foi o season finale: o puro suco de "já deu tão errado ele a única saída é começar a dar certo".
seja pelo acaso, seja pela competência dos empregados da Continental em fazer as coisas funcionarem mesmo diante dos absurdos do Matt, enfim.
foi o episódio em que mais ri DE FICAR SEM AR das loucuras de todos eles, e senti um alívio imenso a cada maluquice que dava certo.
a Zoë Kravitz chapadérrima falando tudo certinho, aquele final do chefe descendo pelo teto pois não conseguia se manter em pé e o Matt fazendo do vexame um coro uníssono em homenagem aos filmes, não tem outra expressão para descrever senão (nas palavras do Scorsese que também apareceu aqui): absolute CINEMA.
emocionei demais com a Patty dizendo que ele se tornou um ótimo diretor de estúdio, Matt finalmente recebendo reconhecimento que ele sempre sonhou. e compartilhando esse mesmo reconhecimento com seus amigos de profissão.
que venha a próxima temporada para acompanharmos as loucuras dele nas situações mais constrangedoras possíveis, não apenas fazendo filmes, mas também cumprindo a eterna função de manter viva a paixão pela sétima arte.
Melissa com Sweet Cheeks igual pai quando diz não querer cachorro em casa depois se apaixona por ele, fofos demais! também adorei como ela assumiu que queria SIM algo sério com o bombeiro, ao invés de ficar se enganando para manter algo casual. gostei muito como essa foi uma temporada de sensibilidades e situações que todos já passamos ou iremos passar em algum momento.
como o Jacob quando viu seu ex (Zach) mega feliz enquanto ele estava numa fase difícil da vida, questionando suas escolhas e conquistas. e a Barbara quando teve uma crise de idade ao ser informada que seria avó (sério, quem nunca?) pois queria ser uma avó descolada e moderna.
aliás, Barbara sempre a mãezona do grupo, ela contando histórias para os pais me pegou MUITO, afinal não importa o quanto envelhecemos, lá no fundo sempre teremos aquela crianças interior implorando para que a gente se encante mais com as miudezas da vida.
Mr. Johnson um querido (do jeito dele). atentando a Ava pelo romance com o O'Shon, dando presentes de natal MUITO específicos para os colegas, enfim. acolhendo o professor triste e mostrando que o trabalho dele, que já é desvalorizado, não é para qualquer um pois vai muito além de só limpar a escola (emocionei).
Gregory cada vez mais cheio de tiques, Janine sempre o compreendendo apesar de ser totalmente diferente dele, o pai do Gregory gostando da Janine pelo que ela é, mostrando como justamente por isso eles dão tão certo, uma lição sobre aceitação em relacionamentos.
emocionei muito, principalmente no final quando falou sobre a mãe dele e que, apesar de toda a rigidez com que fora criado, ele também pode mudar. não para ser aceito, mas porque é tão naturalmente amado que pode alcançar todo o seu potencial assim, sem medo.
agora sério: inegável como essa foi a temporada da Ava.
Ava que não se importava com os alunos nem com os professores virando uma defensora ferrenha deles, ajudando até sua inimiga Crystal por saber como é não ter recursos pros seus alunos.
aqui ela se aproximou cada vez mais de seus colegas de trabalho (até da Janine!), teve questões familiares que a permitiram ser vulnerável com seu namorado O'Shon, aprendeu a pedir desculpas (do jeito dela) e assumir que sente falta da Abbott. porque debaixo de toda a máscara de grande ícone que never slip e never fall (rindo) ela ainda é humana, e ver isso foi reconfortante.
mesmo vivendo a melhor fase de sua vida sendo coach (obviamente uma profissão que ela levaria numa boa), Ava sentiu falta de um propósito que só encontrou no seu trabalho na Abbott. e, apesar de também apoiar o sonho do Gregory em ser diretor, o cargo é e sempre será da Ava. não tem como, é a dona do carisma, dos contatos, a maior diva da série.
ainda bem que já foi renovada pois quero MUITO saber como será
se existisse uma cura para qualquer doença no mundo, quão rápida ela seria vendida ou destruída pela indústria farmacêutica?
um expert em fungos descobre um cogumelo que faz exatamente isso e comenta com uma velha companheira de laboratório do ensino médio, Frances. o que ele não sabe é que, enquanto quer distribuir de graça pro mundo inteiro, ela quer roubá-lo e subir na carreira às custas dele.
aliás, TODOS que descobrem sobre o cogumelo querem roubar dele. essa é a maior agonia da série. perceber que Marshall não pode confiar em ninguém, que os outros só estão ali para tirar vantagem de seu trabalho e que ninguém compartilha de sua visão sobre distribuí-lo de graça a quem precisa.
comecei a ver esse desenho despretensiosamente e fui surpreendida. no primeiro ep ainda fiquei meio "meh", mas a partir do segundo só maratona e obsessão. incrível.
são 10 eps curtinhos (20min cada e ainda bem que mantiveram essa duração) sobre ética na indústria da saúde, altruísmo x ganância, com uma pitadas paranoicas/conspiracionistas, humor on point e uma certa ação/tensão que eu não esperava, mas que veio da melhor forma possível. afinal, cada cliffhanger em TODOS os episódios praticamente te obrigam a ver o próximo - o do último, então, nem se fala. ainda bem que a série já foi renovada para a segunda temporada.
o visual da viagem psicodélica me lembrou The Midnight Gospel (apesar de ser bem mais contida, ainda é ótima), e a abertura intrigante. tem várias outras referências muito boas também (tanto de "O menino e a garça" com as criaturinhas que representam a alma/consciência de quem ingere o cogumelo, quanto de "A substância" no último ep, até outras que esqueci ou não identifiquei).
a série me fez refletir sobre até que ponto fazer o bem sem olhar a quem é viável num mundo onde a saúde é uma mercadoria. muito foda.
off: Copano e Harrington may this kind of friendship ATTACK ME. divos demais!
"todos correm da dor em direção ao prazer. mas eles chegam lá apenas para encontrar mais dor"
nessa S03 o Mike White mostrou que no mundinho The White Lotus ou você (1) é ruim e se dá bem (Greg, aqueles caras do assalto ao hotel), ou (2) você aprende a ser ruim e se dá bem (Gaitok, Belinda), ou (3) você é bom e, por ser bom, você vai morrer (Chelsea e Rick).
sobre a família: a série pecou em não mostrar eles descobrindo que estavam pobres. a cena da Piper assumindo que é mimada foi impagável. ainda acredito que Loch só saiu vivo pois pode se tornar pior do que a família de onde veio.
sobre Chelsea: tentou salvar de todas as formas o Rick, mas não podemos salvar quem não pode ser salvo. a obsessão dele foi seu próprio fim e de quem amou. curioso que, apesar de tudo, ela acabou ajudando o Saxon. não merecia morrer, mas era a mais querida de toda a série, meio inevitável não ser ela.
sobre as três amigas: muito triste o monólogo da Laurie, notei muito como ela percebendo que é culpa dela se sentir mal assim mas voltando para o trio pois sabe que não consegue algo melhor do que aquilo. muito real também, de certo modo.
sobre Mook e Gaitok: não achei Mook inútil, Gaitok só agiu daquela forma por ela ter incitado a ser mais ambicioso. ela quis que ele fosse um homem diferente para usufruir disso e, mexendo alguns pauzinhos, conseguiu.
sobre Belinda: ok que conhecia o Pornchai há poucos dias e não prometeu nada, mas fez o mesmo que Tanya fez com ela, triste por esse fim (porém feliz por ela ter conseguido o que queria).
fiquei chateada com algumas escolhas do Mike White nessa S03. percebo que ele quis desgradar propositalmente em alguns momentos (desde a troca de música tema da temporada), mas tudo bem. a arte precisa mesmo deixar o espectador desconfortável.
sentirei saudades desses ricos malucos nos meus domingos.
"eles nos dão metade de uma vida e acham que não lutaremos por ela."
não entendo como reclamam tanto da série ser parada demais, ou que nada acontece quando a temporada anterior foi exatamente nesse ritmo e com menos mistérios do que essa entregou. ok que rolaram alguns momentos que pareciam meio deslocados da história principal mas muita coisa foi revelada (ainda que superficialmente).
para mim, até o ep da Cobel foi importante no desenrolar da história. mas, como foi muito parado (até mesmo para o padrão da série), concordo com o que falaram que poderiam diluir essas informações sobre ela e a Lumon ao longo dos demais episódios, pois esse ficou meio cansativo mesmo. normal, acontece.
meus momentos favoritos dessa S02 foram quando os innies se revoltam, independente de como ou com quem.
seja o Irving quase afogando a Helena Eagan, o Dylan roubando a esposa do seu outie (ainda que por um breve momento), Milchick sendo rude com aquele cara da gerência Lumon (o mesmo que levou uma pisa da Lorne e um tiro do Mark S.), o Mark S. discutindo contra ele mesmo...
muito foda o diálogo do innie e outie com o Mark S. se voltando contra a outra parte de si pois, como ele mesmo disse, seu outie só apareceu agora porque queria pedir algo, quando na real nunca se preocupou com ele.
nessa temporada (e, principalmente no season finale) humanizaram os innies e mostraram que eles também têm vidas que valem a pena ser vividas, por mais limitadas que sejam. o que explica a escolha do Mark S. apesar de doer bastante em quem tem o mínimo de empatia, foi uma escolha coerente com o que construíram nessa temporada inteira).
ainda tô naquela de acreditar se aquela era a Helly mesmo ou a outie. por mais que a atriz da Helly tenha dito que o olhar foi de empatia pela situação da Gemma, ainda penso que foi tão... AAAAAAAAA.
fiquei com pena da Gemma? óbvio. mas acredito que o Mark S. fugindo para CONTINUAR na Lumon
vai dar muito pano pra manga na próxima temporada. tomara que não demore tanto e na próxima resolvam alguns dos vários mistérios que acrescentaram nessa.
não foi muito difícil fazer o júri acreditar no Jane para que não fosse condenado por matar o suposto (e depois de identidade descartada) Red John. mas o Jane esconder que matou o cara errado causou muitas confusões nessa temporada, algumas de responsabilidade dele, outras pela agente Darcy do FBI não saber que não deve meter o nariz onde não foi chamada. quase dá muito ruim para a equipe inteira por culpa dela, ainda bem que depois deu tudo certo.
por falar em equipe, mais uma vez a série mostrou como a equipe da Lisbon sustenta todo o carisma, porque foi um porre quando não trabalharam juntos. tomara que a série não tenha mais episódios assim, pois são chatíssimos.
tô curtindo como estão mostrando um pouco mais da vida pessoal da Lisbon:
irmão, sobrinha, um ex-namorado. aos poucos vamos montando o quebra-cabeça da personalidade dela, suas "fraquezas", suas motivações. é bom perceber que ela nem de longe é um robô sem emoções (assim como também aconteceu com o Cho).
também gostei da interação dele com a Summer, queria que durasse por mais tempo mas realmente tinham muitas diferenças irreconciliáveis, fora que poderia prejudicá-lo no seu trabalho (pois a Lisbon não sabia). mesmo assim, não me desceu de jeito nenhum a Van Pelt (um péssimo exemplo de como escolher com quem se relacionar) deu pitaco nisso, sem noção demais.
quero ver a Erica mais vezes nas próximas temporadas. afinal, é a única antagonista/oponente à altura do Jane. custei a acreditar que ele teria se rendido a ela e jurava que tava manipulando a querida, mas foi o contrário. uma das gratas surpresas da série. Jane ainda é humano e, como tal, suscetível a falhas (apesar de que no finalzinho ainda pensei que fica sim a sensação de que ele sabia o tempo inteiro que ela fugiria e, se duvidar, sabe até onde está).
adoro como o Jane já foi muito trambiqueiro, porém depois que mudou de vida para colaborar com a polícia sai desmascarando descaradamente todos os outros trambiqueiros. o ponto forte dele é e continuará sendo fazer tudo isso com graça e simpatia. a prova:
na reta final da temporada ele cada vez mais insuportável por só fazer o que quer, independente de como atingiria as outras pessoas. afinal, ele resolve casos. é tudo o que importa.
quatro temporadas e os personagens ainda não entenderam que se você prejudica o Jane, com toda certeza do mundo o Red John vai te matar. foi assim com outros, foi assim com Wainwright. uma pena, porque implicou cedo demais com o Jane. ainda temo que vá se repetir com a Darcy, pois ela não vai desistir de interferir nas investigações desse caso, e também por pensar que ela ainda não confia 100% no Jane.
no mais, Van Pelt surtada não confiando em ninguém, Rigsby continuando um chatão imaturo porém agora pai, não marcaram muito para mim.
meus top moments dessa S04 foram (1) o Jane percebendo que não conseguiria prender o Panzer e manipulando-o para falar mal do Red John sendo posteriormente assassinado por ele, e (2) o episódio das drags ajudando a forjar a morte do boyzinho foi 100% "ninguém aguenta mais só histórias de gay sofrendo queremos mais gays assim, gays empinando de moto, gay dando tiro etc". TUDO.
além de mais momentos marcantes (e representativos) como esses, espero que tanto essa parceira do Red John ajude a avançar na investigação contra ele, quanto
"pessoas cegas pela raiva não tomam decisões lógicas. só decisões perigosas. com sérias consequências."
pensei que estranharia mais pela proposta da série mas gostei de cara. pegaram a essência dos dois irmãos direitinho. Deb a intensa de convicções fortíssimas; Dexter o socialmente desajustado com um senso de justiça todo torto.
muito interessante ver como começou essa história do código e entender como ele julga estar salvando pessoas com o que faz (até, de fato,
salvar o Nicky antes de ir atrás do capitão Spencer).
tudo aqui é sobre inícios. sobre o Dexter começar a se encontrar no mundo. seja no trabalho, seja nos seus assassinatos, construíram tudo de um jeito que não me pareceu forçado nem apressado demais.
como ele começou a (1) buscar casos antigos e arquivados no seu trabalho, (2) utilizar o tranquilizante para derrubar suas vítimas e (3) descartar os corpos no mar. foi tudo no tempo certo para não somente vermos as cagadas que ele fez antes, quanto como resolveu tudo e aprendeu com seus erros o mais rápido possível.
sobre os demais personagens:
- Deb me irrita DEMAIS. sempre tentando ser rebelde pra chamar atenção do pai e do irmão. sinto uma raiva imensa pela carência dela e pelas merdas que ela faz devido a isso. mas uma adolescente de 17 anos que perdeu a mãe (única que a entendia) cedo e é ignorada/rejeitada pelos outros familiares (pai e irmão)... é até compreensível que ela aja assim.
- Harry sempre sendo um merda, primeiro traindo a esposa, mandando a amante (mãe do Dexter) para a forca por pura burrice, descumprindo todos os combinados com a Deb, escondendo segredos da própria parceira de trabalho, jurando que conseguiria capturar sozinho Brian (irmão do Dexter), não acreditando no filho sobre o capitão Spencer... algo que une Deb e ele é agir no impulso e, como o Batista disse, gente impulsiva só faz merda. não tenho a menor paciência pra eles;
- Spencer um babaca machista que, para não sair "por baixo" após ser traído e largado pela mulher, matou uma criança e faria o mesmo com o próprio filho para puni-la. esse com certeza mereceu tudo de ruim no mundo, ainda bem que teve;
- Masuka e Batista esquecíveis na série (em diferentes níveis); Sofia uma chata carente impulsiva irritante igual a Deb; Tanya ainda tenho certeza que tava encobrindo o capitão Spencer; LaGuerta de instintos corretíssimos porém sem defendê-los como deveria;
- Brian, descartado desde criança por não saber lidar com seu trauma (não tiro a razão do Harry por isso, aliás), voltando para perseguir seu irmão, tentando formar uma "família feliz" que só existe na cabeça dele e percebendo que Dexter já faz parte de uma que não o inclui.
no fim das contas o que mais me encantou é como o ator que interpretou Dexter (Patrick Gibson) me passou a mesma sensação de quando vi o Michael C. Hall na série clássica, especialmente aquele jeitão sem um pingo de inteligência social e as expressões que exalam perigo.
tudo aqui foi encaixado certinho, um roteiro de círculo completo. óbvio que várias coisas ficaram em aberto, porém não de um jeito ruim: é mais aquela coisa de ter o que desenvolver em temporadas posteriores. porém, tudo em consonância com a série clássica.
o senso de justiça do Dexter é todo deturpado, claro. mas, para mim, aquela cena
resumiu toda a trajetória do Dexter, o que não deixa de ser poético:
"Harry havia passado anos me ensinando que algumas pessoas mereciam morrer. essa foi a primeira vez que entendi por que eu tinha que fazer o que eu faço. porque algumas pessoas mereciam viver".
tudo que perpassa a conexão com o Red John e expõe as vulnerabilidades do Jane me intriga, incrível. mas ainda não tinha visto o Jane como ficou quando pensou ter conhecido o próprio naquele shopping, falando da família do Jane com a maior frieza do mundo, como se não importasse pra ele... o cara podia até não ser o Red John, mas mereceu o que teve.
pensei que o LaRoche seria o novo Bosco, mas demorou pouco na série (foi a sensação que tive). apesar de (1) insuportável, (2) tentar arruinar tudo e todos por quem o Jane tem certo apreço e (3) ser sonso atingindo níveis alarmantes de inconveniência, algo nele acabou ganhando certa confiança da minha parte. mas ainda parece esconder algo... espero muito em breve saber o que.
quanto mais assisto a série, mais penso no que torna o Patrick tão atraente e intrigante: essa sensação de leveza e saber exatamente o que tá fazendo, não se importando se os outros acreditam ou não (e no final sempre esteve certo o tempo inteiro).
também fica mais fácil identificar quando o Jane tá metendo um dos blefes. também fica aquela ideia de sempre confiar no Jane pois sei que ele sempre tá com tudo sob controle mesmo quando não parece estar... o que não tira o gostinho de ver o enredo se desenrolando durante cada episódio.
finalmente conseguiram resolver um caso sem a ajuda do Jane, mas a série perde muito do encanto quando ele não tá por perto, é inegável. ah, e tomara que nunca mais tirem a Lisbon do comando da equipe pois esse ep foi um porre, chatíssimo.
continuo adorando quando humanizam os personagens, como o Cho se metendo no caso que não é dele pra ajudar a criança, pois se identificou com ele. ele rindo me quebrou demais, FOFO.
comecei a temporada querendo casal da Van Pelt com o Craig do FBI pro Rigbsy parar de ficar se achando, terminei horrorizada porque na metade dessa S03 já tava desconfiadíssima pelas teorias que vi sobre ele ser o infiltrado do Red John. triste demais pelos problemas de confiança da Van Pelt que nem tão cedo serão curados.
torço muito para que o Rigsby cresça e amadureça para merecer o amor e a confiança da querida. feliz que ele FINALMENTE criou coragem para se declarar para ela antes da confusão toda e ela ficou obviamente mexida, mas vamos vendo.
falando nisso, a Grace é muito burra pqp. não digo nem por ter acreditado no Craig, mas por discutir uma investigação com o noivo-suspeito sem permissão da chefe e ainda levá-lo junto no próprio trabalho pelo amor de deus realmente a carência te coloca nos piores perigos que alguém pode estar.
tal hora cheguei a pensar que talvez o Bertram e o Craig estivessem juntos com Red John, mas foi o spoiler que todo mundo já cantou antes. mas mesmo que já esperasse ser ele (Craig), ainda me surpreendeu esse final aí. aliás, espero que fique tudo bem com a Lisbon (e o Craig merecia sofrer mais, verdade seja dita).
(1) quem é esse cara que morreu alegando ser o Red John, (2) se Bertram e LaRoche estão mesmo envolvidos nessa, assim como um desfecho para a Hightower, além das (3) consequências da morte dele por obviamente não ser o Red John, afinal a série tem SETE temporadas e impossível ter encontrado o cara agora.
📌 LEIGHTON: o motivo pelo qual tiraram a Leighton da série foi muito idiota, verdade seja dita. não deveria nem ter voltado com a Alicia na S02, imagina mudar seu plano de VIDA pra acompanhar a namorada (que não mudou o próprio plano por você), me poupe. apesar disso, pensei que sentiria muito mais falta da Leighton do que de fato senti, essa temporada foi mais fraca em diversos pontos mas as meninas não deixaram a desejar.
📌 KIMBERLY: a rainha do controle e da neurose é sempre 8 ou 80. seja se permitindo conhecer alguém que é o oposto dela, seja ficando maluca com suas responsabilidades da faculdade e querendo fazer tudo perfeitamente perfeito (quando a perfeição não existe).
nessa ela teve vários deslizes, mas o pior permanece: ser uma people please com dificuldade de negar coisas aos outros por achar que são mais legais do que ela. isso foi real na festa com o Eli, ao não recusar que ele fosse para o jantar com a família e amigos dela, ao se sentir mal por pedir que o outro apagasse o nude que ela mandou... mas teve aí certo desenvolvimento ao lutar pelas causas que acredita e permanecer firme independente do medo de desagradar os outros.
espero muito que seja renovada e na próxima Kimberly não volte a padrões horríveis como com esse cara que largou ela na festa ou esse overthinking com a carreira e o futuro dela. porque coragem é agir mesmo diante do medo.
📌 KACEY: fiquei feliz em conhecer essa nova integrante que não é só autoconfiante em níveis delirantes, mas realmente consciente de suas habilidades e de seu valor. gostei ainda mais que explorassem suas inseguranças mostrando que, mesmo em alguém aparentemente tão seguro de si, existem rachaduras, pois é por onde a luz entra.
sobre o campo amoroso dela: ok que Kacey atropelou um pouco as coisas no início do relacionamento mas o que esse cara fez também foi molecagem, sempre um metido a bonzinho PÉSSIMO. que na próxima melhore a relação com a mãe e tenha mais paciência consigo mesma para errar e aprender, porque é onde a beleza da vida está.
📌 TAYLOR: Taylor tendo um crush por alguém indisponível like girrrrl who's never been there? e a Bela ajudando ela a encontrar um amor tomara que dê certo com a menina de Bottoms a vibe delas combinou DEMAIS.
ok que a Taylor apareceu agora na série e teve sim alguns momentos muito bons (como a dela sendo problemática com bebida, essa dela no date, depois desabafando com a Bela), mas foi tudo tão apressado que ela acabou ficando de escanteio.
espero muito que na S04 aprofundem mais a história dela, seja a história pessoal/familiar, seja a romântica ou com amigos, apenas deem espaço para a querida, sinto que tem muito a agregar.
📌 WHITNEY: fiquei indignada por terem voltado com essa coisa toda do ex dela (Canaan), mesmo ele sendo um querido, porque senti muito que nessa temporada o foco dela seria bem mais a própria saúde mental do que um romance antigo/novo.
mas no campo emocional, achei digno ela (1) se permitir se abrir emocionalmente com alguém e aprofundar uma relação para além do casual, e depois (2) largar cara que parecia um querido mas era só um mimado com dinheiro que em algum momento teriam choques de valores pessoais.
também gostei muito de como ela teve coragem de finalmente buscar ajuda psicológica, dando voz às outras colegas de time e conseguindo mudanças reais para sua maior fonte de estresse e ansiedade (a cobrança exagerada do seu técnico de futebol).
📌 BELA: desde aquela reação ridícula do Arvind com a Bela sabia que ela estaria melhor sem ele e ainda bem que terminaram, agora ela volta pra comédia se reencontra vive o que sempre sonhou e recupera a autoconfiança. fica de lição jamais trate um feio como bonito mesmo que ele pareça um querido. aliás, tal qual foi com aquele colega de turma da Kimberly, os metidos a bonzinhos são sempre os piores.
aliás, Bela foi a que mais evoluiu aqui. desde dar chance para um amor totalmente diferente daquele que estava acostumada, assumir responsabilidades, voltar para a comédia que era o que ela realmente queria e gostava de fazer... os roteiristas foram com gosto no enredo dela e eu AMEI.
agora, para mim, o ponto alto da série e talvez até um dos na temporada inteira a Bela beijando a colega de stand up e essa última cena do último episódio dela assumindo silenciosamente pra mãe meu deus CHOREI.
já estou com saudades das minhas meninas. que venha a próxima temporada!
"o trabalho não é conseguir. o trabalho é tentar."
ok que a vida familiar da Joe não é lá essa coisa convencional e ela não tá presente sempre mas só consigo pensar em COMO ela consegue conciliar... a importância de casar com alguém com quem você faz um time de verdade bem aí. e ela mesma sempre preocupada com as mini queridas e em voltar pra família, certíssima.
apesar disso, ÓBVIO que em algum momento essa estrutura iria ruir, ainda que só um pouco.
baita irresponsabilidade da Joe ligar pro Neal lá morrendo e ele sem entender nada. Neal finalmente se impondo mostrando pra Joe quão MERDA é a situação da família enquanto ficam esperando pra saber se ela tá viva ou não. fico muito dividida pois ele já sabia do "dever" dela, mas é foda. a família também sofre, e muito.
Joe dando uma senhora CARTEIRADA causando uma baita primeira impressão na Carrillo foi um dos momentos mais interessantes para mim. fiquei com pena dessa querida recrutada. empatizei ainda mais quando vi a situação em que ela se meteu ao dar ruim em toda a operação lá com o pai dela.
não vou mentir: independente de terem lascado a operação inteira pelo sarrafo que a Cruz deu no Carrillo pai, foi satisfatório demais. ela sabia que a filha podia lidar com isso, mas escolheu protegê-la. e, em resposta a isso (mas acredito que não SÓ por isso), atraiu ainda mais a atenção da nova recrutada.
adoro como, mesmo tendo trabalhos similares, a personalidade delas é completamente oposta: Carrillo emocional, empática, sensível; Cruz alguém que já viu coisas demais para conseguir transparecer ser similar a isso, mas que também se importa e demonstra como pode. se complementam perfeitamente.
elas flertando, dormindo/acordando juntas e logo sendo chamadas para outra missão. a própria missão dando muito errado e elas só querendo um datezinho para ficar em silêncio uma com a outra. pelo amor de deus nós sáficas não temos um minuto de paz.
fiquei com medo real de alguém importante da equipe morrer, mas ainda bem que não. porque de susto já bastava aquela explosão que quase matou a Joe e esse final desesperador estilo Davi x Golias (de onde saiu tanta gente do lado de lá?).
mas aqui um ponto fortíssimo no desenvolvimento de personagem: quem foi a Joe do começo da série mandando um míssil pra matar a Lioness capturada e quem foi a Joe no final escolhendo dar a cara a tapa e ir buscar COM AS PRÓPRIAS MÃOS Carrillo e Cruz mesmo tendo filhos e família para quem voltar.
torcendo para a próxima temporada ter um pouquinho (se não for pedir muito) a mais de foco no romance da Cruz e Carrillo e que as operações sejam menos missão su1cidas e mais articuladas com tudo fluindo certinho, como antes.
"o mundo não foi feito para gente como nós. por isso temos que pegar o que a gente resolver que é nosso. porque ninguém vai dar para a gente."
a série é ótima em fazer criar certa "empatia" com o Oz em alguns momentos. comecei pensando que o Pinguim talvez fosse uma vítima da vida (e, de certo modo, era) mas terminei com um ódio profundo pelo que fez com todos aqueles que nele confiaram. afinal, nunca foi um herói como aspirava ser, mas sempre um vilão, e baixíssimo diga-se de passagem.
Oz é um cara que sempre foi considerado um pária para todos à sua volta (inclusive sua mãe) mas que, incrivelmente, sempre se safa das piores situações possíveis. poder do protagonismo sim, mas não tira o mérito de quão bem calculadas são as estratégias dele. exceto, claro,
aquela saída terrível no último ep, aquela fuga carregando a mãe enquanto ele mesmo é uma pessoa com deficiência ficou muito mal explicada mas ok, seguimos.
desde o início achei a confiança da Sofia no Oz bem desproporcional e essa sensação só aumentou quando revelaram o que ele, de fato, fez a ela. não querendo culpar a vítima, mas como alguém trai sua confiança te pintando como louca e destruindo sua vida inteira e você confia no primeiro pedido forçado de desculpas sem prova alguma? isso não entra na minha cabeça; porém, tudo pelo enredo.
vejo muito a Sofia Falcone como a mais injustiçada daí, do começo ao fim.
o discurso sobre como tratam as vítimas, relegando ao esquecimento até quando ela notou que fez com a sobrinha o mesmo que fizeram com ela e finalmente voltando para o Asilo Arkham. tudo nela grita injustiça. até o médico que se interessou por ela era atraído muito mais pelo poder que exercia enquanto ela estava presa.
Sofia fez muita merda sim, mas no fim das contas lenda que merecia bem mais do que foi perseguida especialmente por desafiar o poder masculino no contexto onde esteve inserida. triste, muito triste.
Vic salvando a vida do Oz desde o primeiro momento, quando tudo o que recebeu em troca foram promessas vazias e migalhas de reconhecimento que culminaram num fim não tão desesperador quanto o de sua própria família, mas ainda assim horrível.
o sonho de ser alguém na vida esmagado pela mesma pessoa que meteu esse sonho na sua cabeça. quanta ironia.
nem Vic, nem Sofia, nem aquela moça com quem se relacionava, nem os outros trabalhadores que largou lá no subsolo sem avisar que tinha uma bomba prestes a explodir, tal hora nem a própria mãe. ele só queria ter a sensação de ser alguém "bom" fazendo as piores coisas possíveis para garantir que chegasse ao topo.
o mesmo topo que batalhou a vida inteira para presentear a mãe, a quem tinha uma intensa dependência emocional e que sempre o considerou o mais carente dos filhos, o indesejável, o pior. sua masculinidade extremamente frágil gritando, a mãe não estando lá conscientemente quando ele atingiu seu objetivo. a série mostrando como nossas feridas de infância ecoam por toda a vida.
Pinguim mostra como alguém subestimado e humilhado por tanto tempo acaba ficando de saco cheio e é muito mais suscetível a virar a mesa do poder, atacando seus superiores independente das consequências. porque permanecer inerte com uma vida péssima seria muito pior do que assumir os riscos de mudar algo e talvez alcançar o que sempre quis.
"nem toda jornada é um caminho reto. provavelmente está só começando."
adoro cada casal da série. Charlie e Nick, Tara e Darcy, até o Tao desajeitado com a Elle, fofos demais NÃO DÁ. uma série para acreditar no amor, sempre fico soft quando vejo.
mas ninguém sobrevive dependendo apenas do(a) namorado(a). dito isso,
paia demais como tratam o Isaac, ignorando os compromissos com ele porque é solteiro, quando ele sempre se preocupou com os amigos sendo inclusive o único (além do Nick) a se atentar aos sumiços do Charlie ¯\_(ツ)_/¯
aliás, o que falar do Isaac se entendendo como assexual e arromântico e o apoio dos amigos; a Tara apoiando Darcy em TODAS as fases, redescobrindo alguém novo ali todos os dias, ultrapassando todos os problemas juntas, afinal amor é isso, certo?
como pode uma série adolescente tocar em tantos pontos importantes de forma tão informativa, consciente.
a sensibilidade com que trataram a disforria de gênero da Elle, o horror da entrevista com uma repórter que se diz "aliada", atacando uma adolescente que só queria falar da própria arte e foi EMBOSCADA por uma transfóbica. o Tao não sabendo como lidar na hora, mas depois usando sua arte para mostrar como ele a vê do jeito mais bonito possível. todo acolhimento a ela, seja pelo namorado, seja pelas outras amigas. protejam minha querida pois Elle merece receber todo amor do mundo sim.
ainda sobre gênero e sexualidades, queria MUITO que Imogen se descobrisse ao menos bissexual e fizesse casal com a Sahar pois uma querida. e quando ela explicou porque teve aqueles namorados antes e que nunca sentiu atração por garotos... espero que na próxima temporada tragam mais desse tema da heterossexualidade compulsória, certeza que muita gente pode se identificar.
Tao continuou um chato a temporada inteira mas ainda bem que teve aí um pouquinho de noção e foi se desculpar com o Isaac. foi inconveniente mesmo quando finalmente notou algo diferente no Charlie e já queria saber de tudo como e na hora que ele quis, pelo amor de deus. mimado demais, ignorando que ele mesmo esteve sumido e abandonou os amigos por causa do namoro com a Elle.
essas cenas da ansiedade crescendo pelo distúrbio alimentar do Charlie me lembrando My Mad Fat Diary, aqueles riscos na tela encolhendo e sufocando a pessoa, horrível (em tom de elogio à quem trouxe a referência).
o monólogo da tia do Nick falando que é normal querer salvar quem a gente ama mas que não podemos fazer isso, incrível como nenhuma experiência é única.
é TÃO difícil ajudar alguém que não percebe que precisa de ajuda, ainda bem que o Charlie percebeu isso logo. o que mais me pegou na cena dele contando sobre o transtorno alimentar pros pais foi muito mais a Tori na escada ouvindo tudo pois sempre ali quietinha na dela mas preocupada fazendo o possível para cuidar do irmão. amei como deram mais espaço para ela aqui.
me confortou muito a Tori mostrando que o amor não está apenas nas grandes declarações mas também nos momentinhos e gestos que podem passar despercebidos, como ao segurar a mão do Charlie voltando da clínica e dizendo, num gesto silencioso, que está ali para o que ele precisar. algo que ele não fez pela própria irmã.
independente do transtorno mental do Charlie, não consigo não ficar chateada por ele sempre largar a menina lá como se só ele e o namorado importassem. custava convidar para passar o natal com a família do Nick também? moleque egoísta.
por falar em família, a diferença GRITANTE entre as famílias do Charlie e do Nick daí a gente vê como a criação afeta MUITO na autoconfiança da pessoa. e na revolta também, pois o irmão do Nick esperando o pai que nunca aparece enfim aparecer explica muito do comportamento dele, a agressividade criada para se defender do abandono. mostrando como nem mesmo a família mais feliz é 100% perfeita, há nuances.
acho graça do Nick não sabendo se a Tori gosta dele e a Tori simplesmente "ele é meu favorito". FOFOS.
Charlie e Nick + Tao e Elle falando em ter relações sexuais e todas as inseguranças que vêm sobre isso ao invés de só fingir que nada disso existe e que sabem de tudo, mais maduros que muito adulto por aí. a série mostrando que também acontece diferente para cada um, pois no fim das contas o importante é confiar um no outro.
aliás, sobre autoconfiança: assim como o terapeuta do Charlie também vejo que a coragem e autoconfiança está em várias coisinhas rotineiras que, por sermos nós mesmos fazendo, passam despercebidas.
também curti muito como eles tratam os adultos (no caso, os professores) como pessoas com suas inseguranças, medos e sonhos. o Farouk se imaginando ainda pitico inspirando na coragem do Charlie. só lembrei dele na viagem em Paris falando que se descobriu gay tarde então não teve várias experiências que os jovens costumam ter.
admiro como aqui os adultos são pessoas que também não sabem tanto assim o que estão fazendo pois também estão vivendo pela primeira vez, mostrando que a passagem do tempo e as experiências são diferentes pra cada um e tudo bem também.
após TODO o caos do grupo de amigos focando apenas no namoro de cada um, adorei como trouxeram a relações de amizade à tona. mas as minhas preferidas foram:
Charlie ajudando Tara com a crise de pânico com algo que aprendeu durante a terapia. e depois ajudando Tori a lidar com os próprios sentimentos e ela enfim aceitando que gosta sim do namorado dela (inclusive adorei como o casal se complementa).
as interações e a amizade do Nick com a Tara, muito queridos apoiando um ao outro com as coisas da faculdade e outros problemas pessoais. e finalmente o Nick se reconhecendo um pouquinho dependente emocional do Charlie (não só o contrário), muito importante também.
só fiquei assim "hmmmmm" por não mostrarem o Nick falando sobre escolher a faculdade mais distante que ele claramente queria pois tinha medo de afetar negativamente o namoro com Charlie (Elle você sabe que fez o certo falando dessa dependência pro Nick),
Sheldon e seu egoísmo misturado com machismo que o faz se sentir acima de tudo e de todos. tentando roubar o reconhecimento que a Amy enfim teve, péssimo. mas depois admitindo que esteve errado, seja com a Amy, Penny, Leonard, seja com o próprio irmão (George).
aliás, George mostrando pro Sheldon como a família dele também passou maus bocados e continuou protegendo o Sheldon das preocupações acima de tudo, com direito a reconciliação ai. FOFO. fiquei igual o Leonard no final, toda boba.
Raj sempre desesperado por mulher, sendo um sem noção com todas elas, um INSUPORTÁVEL machista que se acha no direito de ter tudo e todos merece morrer sozinho na série pra aprender a deixar de ser tão sem noção e desrespeitoso. que inclusive roubou a descoberta do cometa da Penny e ainda se sentiu injustiçado. o único lado bom dele foi ter dado um basta no jeito péssimo que o Howard o tratava, finalmente se impondo e se respeitando.
não foi a única e nem será a última vez da Penny tendo sua inteligência subestimada, eu sei. mas admito que vê-la ajudando o Sheldon a resolver a teoria das cordas e surpreendendo o Leonard e Amy foi MUITO BOM. eles vendo que existem múltiplos tipos de inteligência que também falta em cada um dos cientistas da série. também adoro a dinâmica dela com a Amy, principalmente quando percebe que são mesmo melhores amigas. porque, por mais diferentes que sejam, se complementam.
Howard como sempre um crianção mimado pela mãe mas que volta e meia faz umas coisas certas. como se unir ao Sheldon e curar sua criança interior montando e lançando um foguete de brinquedo foi muito fofo.
Leonard como sempre um arregão que não serve nem pra defender a esposa deixando qualquer um montar em cima dele. por outro lado, fazendo de tudo para conseguir o local perfeito pro casamento do Sheldon, inclusive viajar com ele para convidar o irmão. um amigo de verdade.
inclusive, tudo sobre e no casamento de Sheldon e Amy me tocou muito. ele apaixonado pelo vestido de noiva da Amy. Bernadette e Penny mentindo pra Amy pensar que aproveitou ainda mais a própria despedida de solteiro e ficar feliz. a atendente da loja de quadrinhos se encantando pelo Stuart. os familiares dando um momento de trégua. os votos do Sheldon.
temporada com aparições de ninguém menos que Bill Gates, Neil Gaiman e Luke Skywalker (!!!) fechando com chave de ouro. elenco de MILHÕES.
adorei a mãe do Sheldon tentando deixar a gravata perfeita por saber o quanto a perfeição significa para ele, e ele aceitando que não precisa ser assim, para ter uma grande revelação científica logo em seguida.
jamais imaginei que seria possível o Sheldon agir tão carinhosamente assim e me surpreendi. ainda bem.
vi o ep do casamento algumas vezes solto enquanto passava na TV e incrível como não mudou em nada a sensação boa que veio com ele. tudo lindo, como deve ser.
adoro que a lore das bruxas da Marvel é basicamente você tirou o meu bem mais precioso (a família) agora vou tirar tudo de todo mundo sem discriminação. que o digam Wanda e Agatha.
elas rivalizando uma com a outra, com o próprio coven, as outras bruxas e com o filho da Wanda reencarnado que a Agatha adotou, uma tensão HOMOSSEXUAL entre as ex namoradinhas Agatha e Rio, quando vi já sabia que seria analisado no índice LRS (Loiras, Rivalidade e Subtexto gay). muito bom!
adoro como toda bruxa é uma diva, independente da personalidade, todas convergem, se complementam. o coven dos 5 elementos delas, prato cheio para quem curte essas coisas místicas (como eu).
para mim, a Aubrey Plaza foi muito subutilizada. ainda tendo um papel importante na história, esperava que aparecesse mais, ela ficou ali meio solta em alguns momentos.
e como a história das Sete de Salém é meio que "finalizada" de uma lapada só? fiquei dividida pois ADOREI essa cena da Lilia, mas também fiquei oxe como assim essa luta toda pra acabar assim.
me pergunto se cada morte no "Caminho" foi realmente necessária pois o apego às personagens que eram todas umas queridas. mas quando chegou na morte da Lilia aí o bicho pegou.
já tinha curtido a história de origem do Wiccano no ep anterior pois vários paralelos com Wandavision então já tava empolgada pelos próximos eps. mas nada podia me preparar o suficiente para o que foi o ep focado na Lilia.
meu problema com o final da série (bons momentos porém final ruim) é o mesmo com primeiros álbuns de cantoras que têm sucesso repentino:
é MUITO difícil alcançar o mesmo nível de qualidade que conseguiu quando ainda era desconhecida pois ninguém esperava nada de você e foi uma ótima surpresa.
e pra uma série que teve o ep focado na Lilia superar com um bom final é ainda pior. mas com TODA certeza Emmy Tape da Patti Lupone ali, já revi umas TRINTA vezes. o monólogo sobre a não linearidade do tempo Lilia Calderu ícone incompreendida simplesmente tudo em todo lugar ao mesmo tempo.
"- I'm a forgotten woman. -So remember yourself."
me quebrou DEMAIS. sem dúvidas a história mais bonita dali. Lilia você SEMPRE será famosa.
o caminho ser toda uma ilusão criada pelo Teen fez TANTO sentido. e a Agatha nunca ter entrado no Caminho e só abrir porque o moleque tava ali, sendo tudo só uma fanfic de uma grandessíssima trambiqueira, a Rio avisar a Agatha que ele não era o filho dela e ela de cara já suspeitar que fosse filho da Wanda fez ainda mais. só maluco distorcendo realidade nessa família, incrível. queriam tanto que algo acontecesse vão lá e fazem acontecer, admiro a iniciativa.
terminando a série finalmente entendi por que a Rio sabia que o moleque não era o filho da Agatha, afinal, ela quem o matou. inclusive a Rio tentou MUITO salvá-lo, mas enfim no dia que não mataram bruxas pra ela deu no que deu né? gostei da construção da relação da Agatha com o filho, mas podiam ter mostrado um pouco mais da relação dela com a Rio também. óbvio que a Disney não deixaria nós gays vencermos tanto de uma vez só.
agora no meu top cenas belíssimas (não superando a cena final da Lilia, óbvio): o beijo da morte e a Agatha sendo enterrada nascendo flores em cima simplesmente absolute CINEMA. bonito demais, sem condição.
vi alguém comentando que é isso o que acontece quando se investe menos em CGI e mais em roteiros de qualidade e só posso concordar. quem diria. uma série tão boa com o orçamento de uma coca gelada e uma coxinha. fui sem expectativa alguma e fui muito bem surpreendida.
agora quero saber onde e como a Jennifer vai aparecer pois uma diva poderosíssima que, após tanto tempo sem, recuperou seu poder pessoal que ironicamente sempre esteve nela mesma. baita lição de vida.
Agatha Harkness, que como tantos personagens demasiado humanos (apesar de não ser), tem todas as falhas do mundo porém um motivo fortíssimo pra isso. um motivo que nos faz empatizar e passar a série inteira sem saber se gostamos ou a odiamos, porque nada nunca é branco no preto, seria simples demais. e quando alguém tira a família de uma bruxa da Marvel, algo muito forte está por vir.
primeiro, fiquei triste pelo Charles: do início ao fim, a preocupação, o luto pela Sazz, ele adentrando o mundo dela para conhecê-la melhor, sua rotina, seus sonhos, sua vida... desejando ter feito quando ela ainda estava viva, foi triste demais mesmo.
adorei como criaram novos personagens pra história, os Westies. odiei a personalidade deles, tudo muito caricato mesmo para essa série, mas deu uma movimentada legal na história. eles se conectarem com o início de tudo me fez perdoar essas outras coisinhas.
os atores "famosos" tão malucos quanto os Westies:
o ator que interpretou o Oliver no filme se passando de amigo do verdadeiro Oliver, falando mal pelas costas e depois o admirando pois é um fracassado que não desiste nunca.
o Eugene Levy vendo que o Charles é só mais um cara comum e não aquele cheio de complexidades que imaginava. realmente as vulnerabilidades mostram algo importante e real sobre cada um de nós.
e quem diria que a ferramenta da Eva Longloria ajudaria no resgate da Mabel?
ok que os Westies tiveram um enredo intrigante, primeiro parecendo todos super amigáveis ("ela é tão galera"), depois com vários mal entendidos e enfim a revelação do que rolou com o Dudenoff. aliás, que professor impactante para tantos personagens! certamente um querido que mudou vidas e partiu com dignidade.
nessa 4ª temporada o Oliver foi um porre com esse auê todo de não querer se sentir inferior à namorada mas o que esperar? homens. apesar disso, fiquei feliz por ele ter casado com a Loretta e ter ali seu "final feliz", tanto casado (como tanto quis), quanto perto de seus dois amigos.
o plot das gêmeas dei boas risadas pois exalavam 100% cinéfilos letterboxd energy, muito bom! pra mim todo cinéfilo é igual as Brothers sisters (inclusive eu) - rindo muito.
fiquei ARGH porque nessa temporada foi tudo muito confuso, um plot twist por cima do outro igual matrioskas, o que é bom mas também me agoniava. tudo muito enrolado, pensava que estavam perto de descobrir e se afastavam ainda mais.
1. Meryl Streep e Melissa McCarthy saindo no tapa;
2. Oliver e Charles de roupa colada e finalmente uma história do Oliver sendo verdadeira. eles no CGI dois ETS brigando na câmera. SEM CONDIÇÃO;
3. eles dançando merengue pra não cair do parapeito JURO.
senti medo de que a próxima a ser morta fosse a Mabel, não vou mentir, mas ainda bem que não foi. aliás, Mabel burra demais perguntando do roteiro assinado pela Sazz ao invés de ficar caladinha, mas ok. tudo pela história. inclusive, até aqui sempre um homem medíocre tentando roubar o trabalho de uma mulher genial como a Sazz. sinceramente.
adorei que o Charles se arriscou mesmo morrendo de medo em vários momentos não só nesse ep por amor à Sazz, até levando as cinzas no casamento do Oliver porque a amiga adorava casamentos: um querido mesmo.
quando a ex do Charles voltou para ajudar a matar o assassino e vingar a Sazz eu dei uma GAITADA. ela dizendo que nunca saiu do apartamento do Charles, sério ela é muito fora da caixinha, duvido que fique presa por muito tempo.
ah. coitado do porteiro o trabalhador não tem UM dia de paz. sempre um querido tão educado, ainda mais pouco antes do casamento. aliás, foi o assassinato mais sem noção até aqui. e o que foi essa mulher rica tentando contratar os serviços deles?
tive a impressão de que estão ficando sem ideias e já preocupada pelas próximas temporadas mas, ao mesmo tempo, curiosa querendo que continuem pra ver até onde vai dar.
Bosco sendo um insuportável com Jane tava NA CARA que ele era apaixonado pela Lisbon e morria de ciúme de ambos juntos, só não viu quem não quis.
sempre me surpreende a capacidade do Jane ser tão inteligente e incrivelmente burro ao mesmo tempo. fala sério, ele jurou que o Bosco não ia achar essa escuta escondida no escritório? por deus.
inclusive Jane sendo preso pelo Bosco para aprender uma "lição" (como se isso fosse possível), fazendo amizade com os maiorais da prisão e Lisbon tirando ele de lá ameaçando a carreira dela e do Bosco, TUDO PRA MIM.
aliás, Patrick Jane praticamente o norvana que uniu todas as tribos, fazendo amizade e trapaceando a gregos e troianos, presidiários e milionários, sem distinção. incrível.
finalmente o Bosco reconhecendo a importância do Jane e compartilhando infos do caso Red John só para o próprio Red John matar todo mundo que tava com ele no escritório e voltar o caso integral para as mãos do Jane.
esse foi pesadíssimo. pela primeira vez senti empatia pelo Bosco e também por ter pensado coisas horríveis sobre ele. lembrei do Jane chantageando o Rigbsy. AH, as contradições humanas.
gostei de terem mostrado algumas vulnerabilidades da Lisbon com bebidas alcoólicas nessa temporada, afinal de ninguém é de ferro e ajudou a me conectar ainda mais com ela. a essa altura meu nojo do Bosco só crescia e me perguntava por quanto tempo teria que aguentá-lo na série.
também curti muito mostrarem uma parte da adolescência do Jane e como o pai dele era péssimo, um trambiqueiro de primeira, o que justifica ele sempre finalizar com uma boa ação. talvez um jeito de se distanciar do que o pai era. pra mim, faz todo sentido. espero que na próxima temporada mostrem ainda mais.
o episódio do Cho arrependido por não ter ajudado o ex amigo e companheiro de gangue mostrando que as pessoas mais contidas e mais sérias podem sim serem as mais sentimentais com trilhões de emoções reprimidas. muito fofo ele com a avó do amigo no final. muito fofo o Jane se dispondo a ajudar quando nem o próprio Cho queria enfrentar isso. é o que amigos fazem.
pra mim, a coisa mais fofa da temporada foi a Lisbon se despedindo de todos jurando que iam morrer, só confirmando o que disse no parágrafo anterior.
aliás, certeza que essa nova supervisora Hightower é afim do Jane, igual Bosco era afim da Lisbon. ela chantagear um poderoso só pra salvar o Jane é só o começo.
não sei como ainda me surpreende sempre que precisarem de um personagem maluco botarem o Evan Peters, rindo MUITO. também gostei da aparição de Amy Santiago no penúltimo ep!
fiquei triste e preocupada com a médium Kristina fazendo uma merda assim, mas não vejo como ela não faria se a personalidade IGUAL a do Jane. só fiquei mais chateada porque, apesar de shippar Jane e Lisbon, eles juntos foi um momento de leveza que há muito o Patrick não tinha.
por fim, apesar da arrogância, teimosia e irresponsabilidade, ainda adoro como o Jane sempre faz algo bom e justo no final.
tava há uns 10 anos sem acompanhar a série certinho, mas sempre reassistia quando passava na Warner.
recomecei há dois meses (no dia 16/07/2024) para terminar as três últimas temporadas e meu deus que SAUDADES deles como passei tanto tempo sem botar essa em dia?
- Howard com medo de tá sendo perseguido pelo governo norte americano; - Amy sendo considerada popular; - Amy e Sheldon indo de comes e bebes pós briga; - a origem da batida única do Sheldon, ele com medo de traumatizar a Amy igual foi traumatizado na infância (!); - Sheldon bêbado de antialérgico no bar country foi um dos momentos mais divertidos dele em toda a série; - Sheldon tentando seduzir a Amy; - Sheldon admitindo pro Bert que tava sentindo inveja dele, adoro quando o humanizam assim! - Stephen Hawking adorando o brinquedo sem noção do Howard kkkkk muito bom!! - Raj e Stuart sendo o TEAM BABY! e Raj sendo OBVIAMENTE o padrinho da Halley; - Amy tendo sonhos sensuais com o Sheldon no trem (rindo muito); - Raj recusando o dinheiro pra ir à Comic Con e os outros também pensando em não ir foi FOFO tá? - Raj sendo o amigo gay heterossexual gêmeo da Penny.
no geral, Raj continua um homem mimado e carente que se acha injustiçado por tudo (ele no ep fazendo reunião com as ex foi ridículo), mas curti que finalmente saiu debaixo da asa do pai.
sobre Leonard: cada vez mais convencida de que não necessariamente ama a Penny mas a ideia de ter conquistado a querida. o ep dos autógrafos dela só reforça a ideia, triste.
não gosto como o Sheldon é egoísta, mesmo quando aprende uma "lição" os outros ainda saem prejudicados. mas é inegável sua evolução ao longo da série. adoro quando mostram a relação dele com a Penny/Amy e como ele, mesmo com sua rigidez quanto a mudanças, tem se transformado positivamente na medida do possível.
outro ponto forte é mostrarem como cada um no grupo de amigos tava lidando com seus próprios problemas invisíveis a quem vê de fora, pois a vida não é perfeita, mas ainda pode ser bonita.
pensando na TORTURA que deve ter sido terminar a temporada assim e esperar um tempão pela próxima pra saber como ia desenrolar, JURO.
Patrick Jane é um ex-farsante-médium e atual consultor que ajuda nas investigações de assassinatos e tem habilidades de observação indescritíveis. quase um Sherlock Holmes da vida real (dentro da ficção): a diferença é que ele tem o charme.
não à toa existe toda uma tensão entre ele e sua colega de trabalho Teresa Lisbon (nós mulheres Lisbon que sempre nos encantamos por alguém engraçadinho meio Jane). em diversos momentos ela mostra que é alguém com dificuldades de confiar (especialmente nele) e ainda assim disposta a embarcar nas teorias meio malucas e métodos de investigação não ortodoxos do Jane que sempre resolvem o caso.
a preocupação do Jane com a equipe é notável, mas com a Lisbon é sempre marcante, seja em momentos de perigo, seja quando é um fofo
(o pônei de presente de aniversário!). além disso, adoro como nos finais de cada ep ele sempre faz algo bom pelos outros,
uma dose de pureza em meio ao caos do próprio coração que busca uma vingança a todo custo contra Red John. às vezes (raramente) sendo enganado por essa pequena dose de bondade, mas sempre descobrindo a verdade.
e, por falar em verdade, as noções dele de como tratar alguns crimes são bem peculiares. mas se funciona, então tudo certo! Jane mostra como uma autoconfiança delirante é útil em várias situações pois, afinal, quem vai saber que aquilo não é real ou que demônios e medos ocupam sua mente? isso ninguém precisa ver.
me apaixonei pela série, pelo elenco (que tem momentos ótimos, como a trama Rigsby e Van Pelt, Cho sendo charmosíssimo), pelas histórias, e, óbvio, pelo Jane. se fosse definir essa série em uma frase seria "escrever certo por linhas tortas" pois é isso que Patrick faz. sem perder a empatia pelos outros nem se desviar do seu maior objetivo.
desde quando oferecem um café e um sanduíche de graça a ela até enfim conhecer o Michael. a conversa sobre várias merdas que aconteceram a ambos, a conexão e a oferta de emprego.
um olhar único, sensível, humano. trouxe essa discussão sobre etarismo que infelizmente é recorrente. uma obra de arte. e dirigido pela Ayo Edebiri que, como vi num comentário, fica o apelo: faça filmes imediatamente!!!
aliás. não que as demais temporadas não fossem, mas essa terceira foi, acima de tudo, sobre família.
do Carmy recebendo a notícia da morte do Michael me destroçou. igual a do Marcus chegando no restaurante e todo mundo já sabia que a mãe dele também tinha falecido. a relação dele com a Sydney se apoiando mutuamente por saberem como lidar a situação sendo um ponto de conforto ali. a Nat defendendo o Marcus de uma possível demissão.
o ep da Nat querendo QUALQUER companhia na hora de ter o bebê e terminando com a mãe que ela vinha evitando há tempos e mal sabia que ela tava grávida.
o mix de emoções mesmo esse sendo o ep mais chato da temporada e que só valeu pela carga emocional pesadíssima. quem tem problema com mãe vai entender.
a tensão da crítica sobre o restaurante do Carmy e sua possível continuidade ou fechamento. a decisão da Sydney em continuar ali, onde criou sua própria comunidade ou seguir em direção a um novo sonho, onde poderá evoluir profissionalmente pois com o Carmy é impossível.
como o próprio Carmy tem se transformado naquilo que criticou. um chef que desconsidera a habilidade de quem considera como seus subordinados e que não veria além do próprio umbigo nem se quisesse.
fiquei muito triste pela chef Terry fechando o restaurante dela, mas o diálogo entre ela e o Carmy foi importantíssimo. ela, largando de mão um sonho que o Carmy ainda buscava. a busca por uma fluidez que talvez seja responsável por parte de seu sucesso e que seu pupilo jamais conseguiria obter pois rígido demais.
o Carmy encarando o chef que o traumatizou do modo mais ridículo possível e, ao finalmente confrontá-lo, se sentir minúsculo pois só sabe crescer pra cima de quem considera inferior.
as cenas da Claire com ele e o ridículo dos Faks indo ao hospital tentar consertar o que o Carmy, um homem adulto, não conseguiria: assumir seus sentimentos e pedir desculpas.
entendo que sejam família, mas gostaria muito de saber como continuariam a série caso
a crítica seja negativa ou mesmo a Syd se permitisse, pela primeira vez, escolher racionalmente o que precisa (não trabalhar mais com o Carmy) ao invés do que o seu coração pede: continuar ali, mesmo infeliz, em família
quanto vale arriscar para conquistar a vida dos seus sonhos?
uma mulher que veio do nada tentando ascender à alta sociedade. Maxine só queria pertencer àquele clube, àquele grupo de mulheres aparentemente bem sucedidas com casas, famílias e vidas "perfeitas" que, ao serem olhadas minuciosamente, revelavam o caos e um trilhão de falcatruas para se manterem ali. mulheres dispostas a tudo para manter seu status e estilo de vida. um lugar onde parecer é maior do que ser.
enquanto isso, Linda querendo se livrar de tudo o que a associava àquele povo, algo no mínimo curioso. e, quando descobrimos o plot twist envolvendo Douglas, Linda e seu pai, entendemos seus motivos.
uma Desperate Housewives meio Big Little Lies e The White Lotus onde muitos seriam Tanya, inclusive a própria Maxine.
sua ingenuidade e machismo internalizado escondendo suas complexidades na intimidade. sua sede por status tirando quem atrapalhasse seu caminho, inclusive o melhor amigo. algo muito bem enunciado em seu monólogo no início do primeiro ep:
"tudo que eu faço é tentar. fazer parte de algo era tudo que eu sempre quis. ser alguém neste mundo. mas existe um problema quando uma mulher quer ser alguém. e esse problema são justamente os outros."
apesar de ser uma personagem caricata, Maxine sempre consegue o que quer. é assustador e inspirador, tudo ao mesmo tempo. em diversos momentos me vi torcendo por ela e, noutros, com querendo que ela se lascasse. faz parte da experiência e, pra mim, é um selo de qualidade.
é incrível como a sorte parece estar ao seu lado até quando as coisas começam a dar errado. o próprio meme "tudo dá certo pra mim até quando não foi como eu quis". como se estivesse predestinada a viver tudo aquilo.
uma ótima surpresa, posto que a encontrei do nada e decidi assistir. divertida, com temas interessantes, e uma protagonista maluquinha da cabeça mas uma querida (às vezes).
adorei o tom Agatha Christie na série, desde a abertura ao enredo e até algumas falhas como coisas apressadas demais ali pelo final e meio sem coerência também. mas ver Palm Royale é se entregar ao absurdo e perceber como, na maioria das vezes, nem tudo é o que parece.
fui sem qualquer expectativa. não que não gostasse de X-Men, é só que não vi a série antiga mesmo, não acompanho o universo deles nem algo assim. e fui surpreendida MUITO positivamente. ainda bem.
a série capta a atenção desde o início. mesmo sem acompanhar os queridos antes, qualquer um saberia em que universo o Xavier deixaria seus preciosos X-Men pro seu maior inimigo? inconcebível. e, ainda assim, aconteceu.
o Magneto tentar de fato seguir o ideal de humanidade que o Professor Xavier tanto buscou, ainda que fosse contra seus princípios pessoais diz tanto sobre ele. o que ficou claro ali próximo ao final, quando teve sua mente invadida e quase fragmentada pelo antigo amigo. aquela história: quando a gente passa tempo demais analisando o vilão, algumas coisas começam a fazer sentido.
adorei que teve pouquíssima enrolação aqui. talvez pelo pouco tempo de duração e também a quantidade minúscula de episódios, mas fico feliz com isso. o único ep mais chatinho foi aquele da Jubileu no videogame. de resto, todos muito bons, e só melhorava.
(1) o menino dizendo que o Magneto iria salvá-los e o simplesmente chegando o Gambit (!!!!!) e também (2) a Tempestade recuperando seus poderes. muito DEUSA mesmo, não dá.
fora isso, como pessoa LGBT, toda a metáfora já conhecida sobre a obra, especialmente os preconceitos sofridos pelos mutantes que são julgados como inferiores por simplesmente serem aquilo que são, me é preciosíssima. impossível não se emocionar em TODOS os momentos em que isso é citado ali.
de resto, a série é MUITO boa, nos hipnotiza em vários momentos e seu futuro me preocupa desde que demitiram o Beau DeMayo. mas vamos ver o que virá nas próximas temporadas e torcer para que seja algo tão incrível quanto essa. sim, tô empolgada e SIM, expectativas foram criadas.
MasterChef: Creators (1ª Temporada)
2.8 5comida não se faz com músculo nem com número de seguidores nas redes sociais.
um problema pra mim foi no último ep já nem lembrava dos primeiros eliminados. tudo muito rápido, as receitas as eliminações, não dá tempo de criar uma conexão uma torcida genuína por algum deles. mas tenho algumas opiniões sobre os que lembro.
- Bete: subestimada desde o início (o etarismo TRUANDO), mas conseguiu chegar onde outros que se consideravam melhores do que ela não chegaram. porém, no finalzinho achei um porre aquela torcida dela pro Will;
- Gi: peguei uma leve antipatia no início, talvez por ter feito dupla com o gay viajado (que me pareceu meio falso), que também não gostei, mas surpreendeu positivamente principalmente no último ep com toda sua calma enquanto o insuportável do Will ficava provocando direto.
- Will: um sem noção, autoestima delirante do homem hetero (sério, ele todo ofendido porque a Helena chamou ele de "safado" na brincadeira? como se uma mulher daquelas fosse ao menos olhar pra ele com outras intenções). o tempo inteiro implicando com a Gi e, desde o segundo ep, de uma arrogância imensa se julgando melhor que todos sendo inclusive rude com os chefs. podre.
Fih e Edu uns queridos, queria que tivessem mais tempo de tela no programa, pois quase não falaram (não como eu esperava). e o que foram aqueles chefs convidados que só passam ligeirinho e sequer ficavam para ver a sugestão de prato pronta? ficaram meio deslocados ali.
não acompanho Masterchef mas esse foi divertido, apesar de ser apenas um grande merchan da LATAM. uma pena que tenha sido tão curto, desde o número de episódios até a duração deles.
visto em 05/07/2025
Hacks (4ª Temporada)
4.2 29 Assista Agora"as pessoas não vão lembrar de mim assim, não será o meu legado. eu não desisto."
essa temporada acertou em cheio ao aumentar o protagonismo do Jimmy (e mostrar como a Kayla também é competente sim!) porque o tanto que ele já sofreu por causa da Deborah e também da Ava é molecagem.
feliz por finalmente o divo ter surtado e visto que não dá pra ser bonzinho o tempo inteiro, que temos nossos momentos bons e ruins e que, mesmo sabendo que somos muito bons naquilo que fazemos, também precisamos de reconhecimento.
fiquei com medo real dele desistir do emprego ou da Kayla voltar para a empresa do pai, mas ainda bem que não foi o que aconteceu. aliás: O QUE foi a cena da Kayla defendendo o Jimmy e gritando NA CARA da Deborah e Ava? FODA DEMAIS.
quanto mais o penúltimo ep avançava, mais minha angústia aumentava pois certeza que a Deborah ia sacanear a Ava. eu não poderia estar mais enganada. realmente, às vezes, é bom ter nossas certezas questionadas.
até aqui não tinha empatizado com a Deborah em momento algum, só raiva da falta de noção dela. mas nesse me emocionei tanto quando ela começou a falar a verdade e finalmente dar à Ava o respeito que ela sempre mereceu (e também dando espaço a pautas importantes como a da prefeita Jo).
tô com um leve receio do quão forte esse contrato vai ferrar a Deborah, mas também me deu um alívio ver que a Deborah ainda tem amigos (mesmo que poucos) que se preocupam com ela, como o Marcus e o Marty.
porém, para Deborah desistir do sonho da vida dela e apoiar a Ava, ela SABE que vale muito a pena, independente das dificuldades que enfrentarão.
fiquei preocupada e com muito medo de algo acontecer com a Deborah em Singapura (que SUSTO esse obituário dela no TMZ),
visto em 09/06/2025
O Mentalista (5ª Temporada)
4.3 127"é como se ele tivesse entrado na minha cabeça e matado uma lembrança feliz."
adorei que FINALMENTE pegaram o Volker (um PORRE meu deus tomara que não volte mais) e a Brenda. apesar de que foi burrice demais ser capturada assim, enfim. a arrogância dela por julgar que era mais inteligente do que todos na CBI ocasionou isso, então ok também.
não esperava Jane e LaRoche se ajudando em diversos momentos, mas só por isso já sinto que o Red John também vai atacar o LaRoche. e já não era sem tempo do Rigsby e Van Pelt se acertarem, tava um friends to lovers to friends chatíssimo, ainda bem que já passou e ficaram juntos.
os melhores momentos dessa temporada foram os poucos do Jane interagindo com a Lorelei. desde tirá-la da prisão de segurança máxima até o Red John mostrando que podia entrar na mente do Jane e já sabia da lista de 7 suspeitos há meses, mesmo antes de matar Lorelei.
ok que o Jane é inteligentíssimo e muito sagaz, mas a prepotência dele em pensar que o Red John não tá à frente quase sempre ainda vai machucar muita gente que ele ama (leia-se a equipe dele na CBI).
nessa temporada os casos foram mais acessórios do que nas temporadas anteriores (o que significa que estão cada vez menos interessantes).
mas o ep mostrando como o Jane começou a trabalhar para o CBI foi intrigante, apesar de meio parado, deu um novo ar ao personagem.
só não gostei mais da temporada porque por boa parte dela esqueceram o Red John e por esse motivo o encerramento pareceu mega apressado. mas tudo bem, temos aí mais duas temporadas para desenrolar a história.
visto em 30/05/2025
O Estúdio (1ª Temporada)
4.2 104 Assista Agora"não fazemos cinema, fazemos filmes. não somos artistas, somos executivos."
comecei a assistir essa despretensiosamente e foi uma grata surpresa.
Matt, um people pleaser que precisa desesperadamente da validação alheia vira diretor de um grande estúdio de cinema e agora teme que seu trabalho não seja mais apenas criar filmes, mas acabar com eles.
agonia imensa dele entrando nas piores situações possíveis por não saber dizer "não" (agonia nível The Bear e Shiva Baby mesmo). cada ep é tão ??? que é impossível não dar gostosas risadas do que acontece.
elenco de cinema caríssimo (!) e um prato cheio para quem curte saber sobre bastidores, intrigas e tudo o que envolve o mundinho filmes.
a série inteira veio nesse pique mas a cereja do bolo foi o season finale: o puro suco de "já deu tão errado ele a única saída é começar a dar certo".
seja pelo acaso, seja pela competência dos empregados da Continental em fazer as coisas funcionarem mesmo diante dos absurdos do Matt, enfim.
foi o episódio em que mais ri DE FICAR SEM AR das loucuras de todos eles, e senti um alívio imenso a cada maluquice que dava certo.
a Zoë Kravitz chapadérrima falando tudo certinho, aquele final do chefe descendo pelo teto pois não conseguia se manter em pé e o Matt fazendo do vexame um coro uníssono em homenagem aos filmes, não tem outra expressão para descrever senão (nas palavras do Scorsese que também apareceu aqui): absolute CINEMA.
emocionei demais com a Patty dizendo que ele se tornou um ótimo diretor de estúdio, Matt finalmente recebendo reconhecimento que ele sempre sonhou. e compartilhando esse mesmo reconhecimento com seus amigos de profissão.
que venha a próxima temporada para acompanharmos as loucuras dele nas situações mais constrangedoras possíveis, não apenas fazendo filmes, mas também cumprindo a eterna função de manter viva a paixão pela sétima arte.
visto em 27/05/2025
Abbott Elementary (4ª Temporada)
4.2 12 Assista Agora"esta noite vamos começar uma nova tradição, ok? porque nós continuamos. nós nos ajustamos. porque as coisas nunca param de mudar."
Melissa com Sweet Cheeks igual pai quando diz não querer cachorro em casa depois se apaixona por ele, fofos demais! também adorei como ela assumiu que queria SIM algo sério com o bombeiro, ao invés de ficar se enganando para manter algo casual. gostei muito como essa foi uma temporada de sensibilidades e situações que todos já passamos ou iremos passar em algum momento.
como o Jacob quando viu seu ex (Zach) mega feliz enquanto ele estava numa fase difícil da vida, questionando suas escolhas e conquistas. e a Barbara quando teve uma crise de idade ao ser informada que seria avó (sério, quem nunca?) pois queria ser uma avó descolada e moderna.
aliás, Barbara sempre a mãezona do grupo, ela contando histórias para os pais me pegou MUITO, afinal não importa o quanto envelhecemos, lá no fundo sempre teremos aquela crianças interior implorando para que a gente se encante mais com as miudezas da vida.
Mr. Johnson um querido (do jeito dele). atentando a Ava pelo romance com o O'Shon, dando presentes de natal MUITO específicos para os colegas, enfim. acolhendo o professor triste e mostrando que o trabalho dele, que já é desvalorizado, não é para qualquer um pois vai muito além de só limpar a escola (emocionei).
Gregory cada vez mais cheio de tiques, Janine sempre o compreendendo apesar de ser totalmente diferente dele, o pai do Gregory gostando da Janine pelo que ela é, mostrando como justamente por isso eles dão tão certo, uma lição sobre aceitação em relacionamentos.
emocionei muito, principalmente no final quando falou sobre a mãe dele e que, apesar de toda a rigidez com que fora criado, ele também pode mudar. não para ser aceito, mas porque é tão naturalmente amado que pode alcançar todo o seu potencial assim, sem medo.
agora sério: inegável como essa foi a temporada da Ava.
o desenvolvimento da personagem foi impecável.
Ava que não se importava com os alunos nem com os professores virando uma defensora ferrenha deles, ajudando até sua inimiga Crystal por saber como é não ter recursos pros seus alunos.
aqui ela se aproximou cada vez mais de seus colegas de trabalho (até da Janine!), teve questões familiares que a permitiram ser vulnerável com seu namorado O'Shon, aprendeu a pedir desculpas (do jeito dela) e assumir que sente falta da Abbott. porque debaixo de toda a máscara de grande ícone que never slip e never fall (rindo) ela ainda é humana, e ver isso foi reconfortante.
mesmo vivendo a melhor fase de sua vida sendo coach (obviamente uma profissão que ela levaria numa boa), Ava sentiu falta de um propósito que só encontrou no seu trabalho na Abbott. e, apesar de também apoiar o sonho do Gregory em ser diretor, o cargo é e sempre será da Ava. não tem como, é a dona do carisma, dos contatos, a maior diva da série.
ainda bem que já foi renovada pois quero MUITO saber como será
ela namorando com o O'Shon e retomando as rédeas da Abbott mesmo sem os recursos dos subornos
visto em 20/04/2025
Efeitos Colaterais (1ª Temporada)
4.4 40 Assista Agorase existisse uma cura para qualquer doença no mundo, quão rápida ela seria vendida ou destruída pela indústria farmacêutica?
um expert em fungos descobre um cogumelo que faz exatamente isso e comenta com uma velha companheira de laboratório do ensino médio, Frances. o que ele não sabe é que, enquanto quer distribuir de graça pro mundo inteiro, ela quer roubá-lo e subir na carreira às custas dele.
aliás, TODOS que descobrem sobre o cogumelo querem roubar dele. essa é a maior agonia da série. perceber que Marshall não pode confiar em ninguém, que os outros só estão ali para tirar vantagem de seu trabalho e que ninguém compartilha de sua visão sobre distribuí-lo de graça a quem precisa.
comecei a ver esse desenho despretensiosamente e fui surpreendida. no primeiro ep ainda fiquei meio "meh", mas a partir do segundo só maratona e obsessão. incrível.
são 10 eps curtinhos (20min cada e ainda bem que mantiveram essa duração) sobre ética na indústria da saúde, altruísmo x ganância, com uma pitadas paranoicas/conspiracionistas, humor on point e uma certa ação/tensão que eu não esperava, mas que veio da melhor forma possível. afinal, cada cliffhanger em TODOS os episódios praticamente te obrigam a ver o próximo - o do último, então, nem se fala. ainda bem que a série já foi renovada para a segunda temporada.
o visual da viagem psicodélica me lembrou The Midnight Gospel (apesar de ser bem mais contida, ainda é ótima), e a abertura intrigante. tem várias outras referências muito boas também (tanto de "O menino e a garça" com as criaturinhas que representam a alma/consciência de quem ingere o cogumelo, quanto de "A substância" no último ep, até outras que esqueci ou não identifiquei).
a série me fez refletir sobre até que ponto fazer o bem sem olhar a quem é viável num mundo onde a saúde é uma mercadoria. muito foda.
off: Copano e Harrington may this kind of friendship ATTACK ME. divos demais!
visto em 09/04/2025
The White Lotus (3ª Temporada)
3.6 243 Assista Agora"todos correm da dor em direção ao prazer. mas eles chegam lá apenas para encontrar mais dor"
nessa S03 o Mike White mostrou que no mundinho The White Lotus ou você (1) é ruim e se dá bem (Greg, aqueles caras do assalto ao hotel), ou (2) você aprende a ser ruim e se dá bem (Gaitok, Belinda), ou (3) você é bom e, por ser bom, você vai morrer (Chelsea e Rick).
sobre a família: a série pecou em não mostrar eles descobrindo que estavam pobres. a cena da Piper assumindo que é mimada foi impagável. ainda acredito que Loch só saiu vivo pois pode se tornar pior do que a família de onde veio.
sobre Chelsea: tentou salvar de todas as formas o Rick, mas não podemos salvar quem não pode ser salvo. a obsessão dele foi seu próprio fim e de quem amou. curioso que, apesar de tudo, ela acabou ajudando o Saxon. não merecia morrer, mas era a mais querida de toda a série, meio inevitável não ser ela.
sobre as três amigas: muito triste o monólogo da Laurie, notei muito como ela percebendo que é culpa dela se sentir mal assim mas voltando para o trio pois sabe que não consegue algo melhor do que aquilo. muito real também, de certo modo.
sobre Mook e Gaitok: não achei Mook inútil, Gaitok só agiu daquela forma por ela ter incitado a ser mais ambicioso. ela quis que ele fosse um homem diferente para usufruir disso e, mexendo alguns pauzinhos, conseguiu.
sobre Belinda: ok que conhecia o Pornchai há poucos dias e não prometeu nada, mas fez o mesmo que Tanya fez com ela, triste por esse fim (porém feliz por ela ter conseguido o que queria).
fiquei chateada com algumas escolhas do Mike White nessa S03. percebo que ele quis desgradar propositalmente em alguns momentos (desde a troca de música tema da temporada), mas tudo bem. a arte precisa mesmo deixar o espectador desconfortável.
sentirei saudades desses ricos malucos nos meus domingos.
visto em 06/04/2025
Ruptura (2ª Temporada)
4.1 346 Assista Agora"eles nos dão metade de uma vida e acham que não lutaremos por ela."
não entendo como reclamam tanto da série ser parada demais, ou que nada acontece quando a temporada anterior foi exatamente nesse ritmo e com menos mistérios do que essa entregou. ok que rolaram alguns momentos que pareciam meio deslocados da história principal mas muita coisa foi revelada (ainda que superficialmente).
para mim, até o ep da Cobel foi importante no desenrolar da história. mas, como foi muito parado (até mesmo para o padrão da série), concordo com o que falaram que poderiam diluir essas informações sobre ela e a Lumon ao longo dos demais episódios, pois esse ficou meio cansativo mesmo. normal, acontece.
meus momentos favoritos dessa S02 foram quando os innies se revoltam, independente de como ou com quem.
seja o Irving quase afogando a Helena Eagan, o Dylan roubando a esposa do seu outie (ainda que por um breve momento), Milchick sendo rude com aquele cara da gerência Lumon (o mesmo que levou uma pisa da Lorne e um tiro do Mark S.), o Mark S. discutindo contra ele mesmo...
muito foda o diálogo do innie e outie com o Mark S. se voltando contra a outra parte de si pois, como ele mesmo disse, seu outie só apareceu agora porque queria pedir algo, quando na real nunca se preocupou com ele.
nessa temporada (e, principalmente no season finale) humanizaram os innies e mostraram que eles também têm vidas que valem a pena ser vividas, por mais limitadas que sejam. o que explica a escolha do Mark S. apesar de doer bastante em quem tem o mínimo de empatia, foi uma escolha coerente com o que construíram nessa temporada inteira).
ainda tô naquela de acreditar se aquela era a Helly mesmo ou a outie. por mais que a atriz da Helly tenha dito que o olhar foi de empatia pela situação da Gemma, ainda penso que foi tão... AAAAAAAAA.
fiquei com pena da Gemma? óbvio. mas acredito que o Mark S. fugindo para CONTINUAR na Lumon
visto em 29/03/2025
O Mentalista (4ª Temporada)
4.3 90Red John não está morto.
não foi muito difícil fazer o júri acreditar no Jane para que não fosse condenado por matar o suposto (e depois de identidade descartada) Red John. mas o Jane esconder que matou o cara errado causou muitas confusões nessa temporada, algumas de responsabilidade dele, outras pela agente Darcy do FBI não saber que não deve meter o nariz onde não foi chamada. quase dá muito ruim para a equipe inteira por culpa dela, ainda bem que depois deu tudo certo.
por falar em equipe, mais uma vez a série mostrou como a equipe da Lisbon sustenta todo o carisma, porque foi um porre quando não trabalharam juntos. tomara que a série não tenha mais episódios assim, pois são chatíssimos.
tô curtindo como estão mostrando um pouco mais da vida pessoal da Lisbon:
irmão, sobrinha, um ex-namorado. aos poucos vamos montando o quebra-cabeça da personalidade dela, suas "fraquezas", suas motivações. é bom perceber que ela nem de longe é um robô sem emoções (assim como também aconteceu com o Cho).
também gostei da interação dele com a Summer, queria que durasse por mais tempo mas realmente tinham muitas diferenças irreconciliáveis, fora que poderia prejudicá-lo no seu trabalho (pois a Lisbon não sabia). mesmo assim, não me desceu de jeito nenhum a Van Pelt (um péssimo exemplo de como escolher com quem se relacionar) deu pitaco nisso, sem noção demais.
quero ver a Erica mais vezes nas próximas temporadas. afinal, é a única antagonista/oponente à altura do Jane. custei a acreditar que ele teria se rendido a ela e jurava que tava manipulando a querida, mas foi o contrário. uma das gratas surpresas da série. Jane ainda é humano e, como tal, suscetível a falhas (apesar de que no finalzinho ainda pensei que fica sim a sensação de que ele sabia o tempo inteiro que ela fugiria e, se duvidar, sabe até onde está).
adoro como o Jane já foi muito trambiqueiro, porém depois que mudou de vida para colaborar com a polícia sai desmascarando descaradamente todos os outros trambiqueiros. o ponto forte dele é e continuará sendo fazer tudo isso com graça e simpatia. a prova:
na reta final da temporada ele cada vez mais insuportável por só fazer o que quer, independente de como atingiria as outras pessoas. afinal, ele resolve casos. é tudo o que importa.
quatro temporadas e os personagens ainda não entenderam que se você prejudica o Jane, com toda certeza do mundo o Red John vai te matar. foi assim com outros, foi assim com Wainwright. uma pena, porque implicou cedo demais com o Jane. ainda temo que vá se repetir com a Darcy, pois ela não vai desistir de interferir nas investigações desse caso, e também por pensar que ela ainda não confia 100% no Jane.
no mais, Van Pelt surtada não confiando em ninguém, Rigsby continuando um chatão imaturo porém agora pai, não marcaram muito para mim.
meus top moments dessa S04 foram (1) o Jane percebendo que não conseguiria prender o Panzer e manipulando-o para falar mal do Red John sendo posteriormente assassinado por ele, e (2) o episódio das drags ajudando a forjar a morte do boyzinho foi 100% "ninguém aguenta mais só histórias de gay sofrendo queremos mais gays assim, gays empinando de moto, gay dando tiro etc". TUDO.
além de mais momentos marcantes (e representativos) como esses, espero que tanto essa parceira do Red John ajude a avançar na investigação contra ele, quanto
o Jane e a Lisbon se aproximem um pouco mais, porque soltar um eu te amo e de mãos dadas para depois fingir que nada aconteceu também
visto em 20/03/2025
Dexter: Pecado Original (1ª Temporada)
4.1 91 Assista Agora"pessoas cegas pela raiva não tomam decisões lógicas. só decisões perigosas. com sérias consequências."
pensei que estranharia mais pela proposta da série mas gostei de cara. pegaram a essência dos dois irmãos direitinho. Deb a intensa de convicções fortíssimas; Dexter o socialmente desajustado com um senso de justiça todo torto.
muito interessante ver como começou essa história do código e entender como ele julga estar salvando pessoas com o que faz (até, de fato,
salvar o Nicky antes de ir atrás do capitão Spencer).
tudo aqui é sobre inícios. sobre o Dexter começar a se encontrar no mundo. seja no trabalho, seja nos seus assassinatos, construíram tudo de um jeito que não me pareceu forçado nem apressado demais.
como ele começou a (1) buscar casos antigos e arquivados no seu trabalho, (2) utilizar o tranquilizante para derrubar suas vítimas e (3) descartar os corpos no mar. foi tudo no tempo certo para não somente vermos as cagadas que ele fez antes, quanto como resolveu tudo e aprendeu com seus erros o mais rápido possível.
sobre os demais personagens:
- Deb me irrita DEMAIS. sempre tentando ser rebelde pra chamar atenção do pai e do irmão. sinto uma raiva imensa pela carência dela e pelas merdas que ela faz devido a isso. mas uma adolescente de 17 anos que perdeu a mãe (única que a entendia) cedo e é ignorada/rejeitada pelos outros familiares (pai e irmão)... é até compreensível que ela aja assim.
- Harry sempre sendo um merda, primeiro traindo a esposa, mandando a amante (mãe do Dexter) para a forca por pura burrice, descumprindo todos os combinados com a Deb, escondendo segredos da própria parceira de trabalho, jurando que conseguiria capturar sozinho Brian (irmão do Dexter), não acreditando no filho sobre o capitão Spencer... algo que une Deb e ele é agir no impulso e, como o Batista disse, gente impulsiva só faz merda. não tenho a menor paciência pra eles;
- Spencer um babaca machista que, para não sair "por baixo" após ser traído e largado pela mulher, matou uma criança e faria o mesmo com o próprio filho para puni-la. esse com certeza mereceu tudo de ruim no mundo, ainda bem que teve;
- Masuka e Batista esquecíveis na série (em diferentes níveis); Sofia uma chata carente impulsiva irritante igual a Deb; Tanya ainda tenho certeza que tava encobrindo o capitão Spencer; LaGuerta de instintos corretíssimos porém sem defendê-los como deveria;
- Brian, descartado desde criança por não saber lidar com seu trauma (não tiro a razão do Harry por isso, aliás), voltando para perseguir seu irmão, tentando formar uma "família feliz" que só existe na cabeça dele e percebendo que Dexter já faz parte de uma que não o inclui.
no fim das contas o que mais me encantou é como o ator que interpretou Dexter (Patrick Gibson) me passou a mesma sensação de quando vi o Michael C. Hall na série clássica, especialmente aquele jeitão sem um pingo de inteligência social e as expressões que exalam perigo.
tudo aqui foi encaixado certinho, um roteiro de círculo completo. óbvio que várias coisas ficaram em aberto, porém não de um jeito ruim: é mais aquela coisa de ter o que desenvolver em temporadas posteriores. porém, tudo em consonância com a série clássica.
o senso de justiça do Dexter é todo deturpado, claro. mas, para mim, aquela cena
do Bobby sendo aplaudido
"Harry havia passado anos me ensinando que algumas pessoas mereciam morrer. essa foi a primeira vez que entendi por que eu tinha que fazer o que eu faço. porque algumas pessoas mereciam viver".
visto em 15/02/2025
O Mentalista (3ª Temporada)
4.4 103"gostaria que tivesse alguém que conhecesse o meu pior lado e ainda assim me amasse."
tudo que perpassa a conexão com o Red John e expõe as vulnerabilidades do Jane me intriga, incrível. mas ainda não tinha visto o Jane como ficou quando pensou ter conhecido o próprio naquele shopping, falando da família do Jane com a maior frieza do mundo, como se não importasse pra ele... o cara podia até não ser o Red John, mas mereceu o que teve.
pensei que o LaRoche seria o novo Bosco, mas demorou pouco na série (foi a sensação que tive). apesar de (1) insuportável, (2) tentar arruinar tudo e todos por quem o Jane tem certo apreço e (3) ser sonso atingindo níveis alarmantes de inconveniência, algo nele acabou ganhando certa confiança da minha parte. mas ainda parece esconder algo... espero muito em breve saber o que.
quanto mais assisto a série, mais penso no que torna o Patrick tão atraente e intrigante: essa sensação de leveza e saber exatamente o que tá fazendo, não se importando se os outros acreditam ou não (e no final sempre esteve certo o tempo inteiro).
também fica mais fácil identificar quando o Jane tá metendo um dos blefes. também fica aquela ideia de sempre confiar no Jane pois sei que ele sempre tá com tudo sob controle mesmo quando não parece estar... o que não tira o gostinho de ver o enredo se desenrolando durante cada episódio.
finalmente conseguiram resolver um caso sem a ajuda do Jane, mas a série perde muito do encanto quando ele não tá por perto, é inegável. ah, e tomara que nunca mais tirem a Lisbon do comando da equipe pois esse ep foi um porre, chatíssimo.
continuo adorando quando humanizam os personagens, como o Cho se metendo no caso que não é dele pra ajudar a criança, pois se identificou com ele. ele rindo me quebrou demais, FOFO.
comecei a temporada querendo casal da Van Pelt com o Craig do FBI pro Rigbsy parar de ficar se achando, terminei horrorizada porque na metade dessa S03 já tava desconfiadíssima pelas teorias que vi sobre ele ser o infiltrado do Red John. triste demais pelos problemas de confiança da Van Pelt que nem tão cedo serão curados.
torço muito para que o Rigsby cresça e amadureça para merecer o amor e a confiança da querida. feliz que ele FINALMENTE criou coragem para se declarar para ela antes da confusão toda e ela ficou obviamente mexida, mas vamos vendo.
falando nisso, a Grace é muito burra pqp. não digo nem por ter acreditado no Craig, mas por discutir uma investigação com o noivo-suspeito sem permissão da chefe e ainda levá-lo junto no próprio trabalho pelo amor de deus realmente a carência te coloca nos piores perigos que alguém pode estar.
tal hora cheguei a pensar que talvez o Bertram e o Craig estivessem juntos com Red John, mas foi o spoiler que todo mundo já cantou antes. mas mesmo que já esperasse ser ele (Craig), ainda me surpreendeu esse final aí. aliás, espero que fique tudo bem com a Lisbon (e o Craig merecia sofrer mais, verdade seja dita).
indo para a S04, tô doida pra ver
(1) quem é esse cara que morreu alegando ser o Red John, (2) se Bertram e LaRoche estão mesmo envolvidos nessa, assim como um desfecho para a Hightower, além das (3) consequências da morte dele por obviamente não ser o Red John, afinal a série tem SETE temporadas e impossível ter encontrado o cara agora.
visto em 01/02/2025
A Vida Sexual das Universitárias (3ª Temporada)
3.3 28"não pode viver tentando fazer tudo perfeitamente. o importante é ser uma boa pessoa mesmo errando às vezes."
separei a resenha por personagem:
📌 LEIGHTON: o motivo pelo qual tiraram a Leighton da série foi muito idiota, verdade seja dita. não deveria nem ter voltado com a Alicia na S02, imagina mudar seu plano de VIDA pra acompanhar a namorada (que não mudou o próprio plano por você), me poupe. apesar disso, pensei que sentiria muito mais falta da Leighton do que de fato senti, essa temporada foi mais fraca em diversos pontos mas as meninas não deixaram a desejar.
📌 KIMBERLY: a rainha do controle e da neurose é sempre 8 ou 80. seja se permitindo conhecer alguém que é o oposto dela, seja ficando maluca com suas responsabilidades da faculdade e querendo fazer tudo perfeitamente perfeito (quando a perfeição não existe).
nessa ela teve vários deslizes, mas o pior permanece: ser uma people please com dificuldade de negar coisas aos outros por achar que são mais legais do que ela. isso foi real na festa com o Eli, ao não recusar que ele fosse para o jantar com a família e amigos dela, ao se sentir mal por pedir que o outro apagasse o nude que ela mandou... mas teve aí certo desenvolvimento ao lutar pelas causas que acredita e permanecer firme independente do medo de desagradar os outros.
espero muito que seja renovada e na próxima Kimberly não volte a padrões horríveis como com esse cara que largou ela na festa ou esse overthinking com a carreira e o futuro dela. porque coragem é agir mesmo diante do medo.
📌 KACEY: fiquei feliz em conhecer essa nova integrante que não é só autoconfiante em níveis delirantes, mas realmente consciente de suas habilidades e de seu valor. gostei ainda mais que explorassem suas inseguranças mostrando que, mesmo em alguém aparentemente tão seguro de si, existem rachaduras, pois é por onde a luz entra.
sobre o campo amoroso dela: ok que Kacey atropelou um pouco as coisas no início do relacionamento mas o que esse cara fez também foi molecagem, sempre um metido a bonzinho PÉSSIMO. que na próxima melhore a relação com a mãe e tenha mais paciência consigo mesma para errar e aprender, porque é onde a beleza da vida está.
📌 TAYLOR: Taylor tendo um crush por alguém indisponível like girrrrl who's never been there? e a Bela ajudando ela a encontrar um amor tomara que dê certo com a menina de Bottoms a vibe delas combinou DEMAIS.
ok que a Taylor apareceu agora na série e teve sim alguns momentos muito bons (como a dela sendo problemática com bebida, essa dela no date, depois desabafando com a Bela), mas foi tudo tão apressado que ela acabou ficando de escanteio.
espero muito que na S04 aprofundem mais a história dela, seja a história pessoal/familiar, seja a romântica ou com amigos, apenas deem espaço para a querida, sinto que tem muito a agregar.
📌 WHITNEY: fiquei indignada por terem voltado com essa coisa toda do ex dela (Canaan), mesmo ele sendo um querido, porque senti muito que nessa temporada o foco dela seria bem mais a própria saúde mental do que um romance antigo/novo.
mas no campo emocional, achei digno ela (1) se permitir se abrir emocionalmente com alguém e aprofundar uma relação para além do casual, e depois (2) largar cara que parecia um querido mas era só um mimado com dinheiro que em algum momento teriam choques de valores pessoais.
também gostei muito de como ela teve coragem de finalmente buscar ajuda psicológica, dando voz às outras colegas de time e conseguindo mudanças reais para sua maior fonte de estresse e ansiedade (a cobrança exagerada do seu técnico de futebol).
📌 BELA: desde aquela reação ridícula do Arvind com a Bela sabia que ela estaria melhor sem ele e ainda bem que terminaram, agora ela volta pra comédia se reencontra vive o que sempre sonhou e recupera a autoconfiança. fica de lição jamais trate um feio como bonito mesmo que ele pareça um querido. aliás, tal qual foi com aquele colega de turma da Kimberly, os metidos a bonzinhos são sempre os piores.
aliás, Bela foi a que mais evoluiu aqui. desde dar chance para um amor totalmente diferente daquele que estava acostumada, assumir responsabilidades, voltar para a comédia que era o que ela realmente queria e gostava de fazer... os roteiristas foram com gosto no enredo dela e eu AMEI.
agora, para mim, o ponto alto da série e talvez até um dos na temporada inteira a Bela beijando a colega de stand up e essa última cena do último episódio dela assumindo silenciosamente pra mãe meu deus CHOREI.
já estou com saudades das minhas meninas. que venha a próxima temporada!
visto em 25/01/2025
Operação Lioness (2ª Temporada)
3.6 25 Assista Agora"o trabalho não é conseguir. o trabalho é tentar."
ok que a vida familiar da Joe não é lá essa coisa convencional e ela não tá presente sempre mas só consigo pensar em COMO ela consegue conciliar... a importância de casar com alguém com quem você faz um time de verdade bem aí. e ela mesma sempre preocupada com as mini queridas e em voltar pra família, certíssima.
apesar disso, ÓBVIO que em algum momento essa estrutura iria ruir, ainda que só um pouco.
baita irresponsabilidade da Joe ligar pro Neal lá morrendo e ele sem entender nada. Neal finalmente se impondo mostrando pra Joe quão MERDA é a situação da família enquanto ficam esperando pra saber se ela tá viva ou não. fico muito dividida pois ele já sabia do "dever" dela, mas é foda. a família também sofre, e muito.
Joe dando uma senhora CARTEIRADA causando uma baita primeira impressão na Carrillo foi um dos momentos mais interessantes para mim. fiquei com pena dessa querida recrutada. empatizei ainda mais quando vi a situação em que ela se meteu ao dar ruim em toda a operação lá com o pai dela.
não vou mentir: independente de terem lascado a operação inteira pelo sarrafo que a Cruz deu no Carrillo pai, foi satisfatório demais. ela sabia que a filha podia lidar com isso, mas escolheu protegê-la. e, em resposta a isso (mas acredito que não SÓ por isso), atraiu ainda mais a atenção da nova recrutada.
adoro como, mesmo tendo trabalhos similares, a personalidade delas é completamente oposta: Carrillo emocional, empática, sensível; Cruz alguém que já viu coisas demais para conseguir transparecer ser similar a isso, mas que também se importa e demonstra como pode. se complementam perfeitamente.
elas flertando, dormindo/acordando juntas e logo sendo chamadas para outra missão. a própria missão dando muito errado e elas só querendo um datezinho para ficar em silêncio uma com a outra. pelo amor de deus nós sáficas não temos um minuto de paz.
fiquei com medo real de alguém importante da equipe morrer, mas ainda bem que não. porque de susto já bastava aquela explosão que quase matou a Joe e esse final desesperador estilo Davi x Golias (de onde saiu tanta gente do lado de lá?).
mas aqui um ponto fortíssimo no desenvolvimento de personagem: quem foi a Joe do começo da série mandando um míssil pra matar a Lioness capturada e quem foi a Joe no final escolhendo dar a cara a tapa e ir buscar COM AS PRÓPRIAS MÃOS Carrillo e Cruz mesmo tendo filhos e família para quem voltar.
torcendo para a próxima temporada ter um pouquinho (se não for pedir muito) a mais de foco no romance da Cruz e Carrillo e que as operações sejam menos missão su1cidas e mais articuladas com tudo fluindo certinho, como antes.
visto em 13/12/2024
Pinguim
4.4 293 Assista Agora"o mundo não foi feito para gente como nós. por isso temos que pegar o que a gente resolver que é nosso. porque ninguém vai dar para a gente."
a série é ótima em fazer criar certa "empatia" com o Oz em alguns momentos. comecei pensando que o Pinguim talvez fosse uma vítima da vida (e, de certo modo, era) mas terminei com um ódio profundo pelo que fez com todos aqueles que nele confiaram. afinal, nunca foi um herói como aspirava ser, mas sempre um vilão, e baixíssimo diga-se de passagem.
Oz é um cara que sempre foi considerado um pária para todos à sua volta (inclusive sua mãe) mas que, incrivelmente, sempre se safa das piores situações possíveis. poder do protagonismo sim, mas não tira o mérito de quão bem calculadas são as estratégias dele. exceto, claro,
aquela saída terrível no último ep, aquela fuga carregando a mãe enquanto ele mesmo é uma pessoa com deficiência ficou muito mal explicada mas ok, seguimos.
desde o início achei a confiança da Sofia no Oz bem desproporcional e essa sensação só aumentou quando revelaram o que ele, de fato, fez a ela. não querendo culpar a vítima, mas como alguém trai sua confiança te pintando como louca e destruindo sua vida inteira e você confia no primeiro pedido forçado de desculpas sem prova alguma? isso não entra na minha cabeça; porém, tudo pelo enredo.
vejo muito a Sofia Falcone como a mais injustiçada daí, do começo ao fim.
o discurso sobre como tratam as vítimas, relegando ao esquecimento até quando ela notou que fez com a sobrinha o mesmo que fizeram com ela e finalmente voltando para o Asilo Arkham. tudo nela grita injustiça. até o médico que se interessou por ela era atraído muito mais pelo poder que exercia enquanto ela estava presa.
Vic salvando a vida do Oz desde o primeiro momento, quando tudo o que recebeu em troca foram promessas vazias e migalhas de reconhecimento que culminaram num fim não tão desesperador quanto o de sua própria família, mas ainda assim horrível.
Oz nunca valorizou ninguém que manteve perto.
nem Vic, nem Sofia, nem aquela moça com quem se relacionava, nem os outros trabalhadores que largou lá no subsolo sem avisar que tinha uma bomba prestes a explodir, tal hora nem a própria mãe. ele só queria ter a sensação de ser alguém "bom" fazendo as piores coisas possíveis para garantir que chegasse ao topo.
o mesmo topo que batalhou a vida inteira para presentear a mãe, a quem tinha uma intensa dependência emocional e que sempre o considerou o mais carente dos filhos, o indesejável, o pior. sua masculinidade extremamente frágil gritando, a mãe não estando lá conscientemente quando ele atingiu seu objetivo. a série mostrando como nossas feridas de infância ecoam por toda a vida.
Pinguim mostra como alguém subestimado e humilhado por tanto tempo acaba ficando de saco cheio e é muito mais suscetível a virar a mesa do poder, atacando seus superiores independente das consequências. porque permanecer inerte com uma vida péssima seria muito pior do que assumir os riscos de mudar algo e talvez alcançar o que sempre quis.
visto em 01/12/2024
Heartstopper (3ª Temporada)
4.0 83 Assista Agora"nem toda jornada é um caminho reto. provavelmente está só começando."
adoro cada casal da série. Charlie e Nick, Tara e Darcy, até o Tao desajeitado com a Elle, fofos demais NÃO DÁ. uma série para acreditar no amor, sempre fico soft quando vejo.
mas ninguém sobrevive dependendo apenas do(a) namorado(a). dito isso,
paia demais como tratam o Isaac, ignorando os compromissos com ele porque é solteiro, quando ele sempre se preocupou com os amigos sendo inclusive o único (além do Nick) a se atentar aos sumiços do Charlie ¯\_(ツ)_/¯
aliás, o que falar do Isaac se entendendo como assexual e arromântico e o apoio dos amigos; a Tara apoiando Darcy em TODAS as fases, redescobrindo alguém novo ali todos os dias, ultrapassando todos os problemas juntas, afinal amor é isso, certo?
como pode uma série adolescente tocar em tantos pontos importantes de forma tão informativa, consciente.
a sensibilidade com que trataram a disforria de gênero da Elle, o horror da entrevista com uma repórter que se diz "aliada", atacando uma adolescente que só queria falar da própria arte e foi EMBOSCADA por uma transfóbica. o Tao não sabendo como lidar na hora, mas depois usando sua arte para mostrar como ele a vê do jeito mais bonito possível. todo acolhimento a ela, seja pelo namorado, seja pelas outras amigas. protejam minha querida pois Elle merece receber todo amor do mundo sim.
ainda sobre gênero e sexualidades, queria MUITO que Imogen se descobrisse ao menos bissexual e fizesse casal com a Sahar pois uma querida. e quando ela explicou porque teve aqueles namorados antes e que nunca sentiu atração por garotos... espero que na próxima temporada tragam mais desse tema da heterossexualidade compulsória, certeza que muita gente pode se identificar.
Tao continuou um chato a temporada inteira mas ainda bem que teve aí um pouquinho de noção e foi se desculpar com o Isaac. foi inconveniente mesmo quando finalmente notou algo diferente no Charlie e já queria saber de tudo como e na hora que ele quis, pelo amor de deus. mimado demais, ignorando que ele mesmo esteve sumido e abandonou os amigos por causa do namoro com a Elle.
essas cenas da ansiedade crescendo pelo distúrbio alimentar do Charlie me lembrando My Mad Fat Diary, aqueles riscos na tela encolhendo e sufocando a pessoa, horrível (em tom de elogio à quem trouxe a referência).
o monólogo da tia do Nick falando que é normal querer salvar quem a gente ama mas que não podemos fazer isso, incrível como nenhuma experiência é única.
é TÃO difícil ajudar alguém que não percebe que precisa de ajuda, ainda bem que o Charlie percebeu isso logo. o que mais me pegou na cena dele contando sobre o transtorno alimentar pros pais foi muito mais a Tori na escada ouvindo tudo pois sempre ali quietinha na dela mas preocupada fazendo o possível para cuidar do irmão. amei como deram mais espaço para ela aqui.
me confortou muito a Tori mostrando que o amor não está apenas nas grandes declarações mas também nos momentinhos e gestos que podem passar despercebidos, como ao segurar a mão do Charlie voltando da clínica e dizendo, num gesto silencioso, que está ali para o que ele precisar. algo que ele não fez pela própria irmã.
independente do transtorno mental do Charlie, não consigo não ficar chateada por ele sempre largar a menina lá como se só ele e o namorado importassem. custava convidar para passar o natal com a família do Nick também? moleque egoísta.
por falar em família, a diferença GRITANTE entre as famílias do Charlie e do Nick daí a gente vê como a criação afeta MUITO na autoconfiança da pessoa. e na revolta também, pois o irmão do Nick esperando o pai que nunca aparece enfim aparecer explica muito do comportamento dele, a agressividade criada para se defender do abandono. mostrando como nem mesmo a família mais feliz é 100% perfeita, há nuances.
acho graça do Nick não sabendo se a Tori gosta dele e a Tori simplesmente "ele é meu favorito". FOFOS.
Charlie e Nick + Tao e Elle falando em ter relações sexuais e todas as inseguranças que vêm sobre isso ao invés de só fingir que nada disso existe e que sabem de tudo, mais maduros que muito adulto por aí. a série mostrando que também acontece diferente para cada um, pois no fim das contas o importante é confiar um no outro.
aliás, sobre autoconfiança: assim como o terapeuta do Charlie também vejo que a coragem e autoconfiança está em várias coisinhas rotineiras que, por sermos nós mesmos fazendo, passam despercebidas.
também curti muito como eles tratam os adultos (no caso, os professores) como pessoas com suas inseguranças, medos e sonhos. o Farouk se imaginando ainda pitico inspirando na coragem do Charlie. só lembrei dele na viagem em Paris falando que se descobriu gay tarde então não teve várias experiências que os jovens costumam ter.
admiro como aqui os adultos são pessoas que também não sabem tanto assim o que estão fazendo pois também estão vivendo pela primeira vez, mostrando que a passagem do tempo e as experiências são diferentes pra cada um e tudo bem também.
após TODO o caos do grupo de amigos focando apenas no namoro de cada um, adorei como trouxeram a relações de amizade à tona. mas as minhas preferidas foram:
Charlie ajudando Tara com a crise de pânico com algo que aprendeu durante a terapia. e depois ajudando Tori a lidar com os próprios sentimentos e ela enfim aceitando que gosta sim do namorado dela (inclusive adorei como o casal se complementa).
as interações e a amizade do Nick com a Tara, muito queridos apoiando um ao outro com as coisas da faculdade e outros problemas pessoais. e finalmente o Nick se reconhecendo um pouquinho dependente emocional do Charlie (não só o contrário), muito importante também.
só fiquei assim "hmmmmm" por não mostrarem o Nick falando sobre escolher a faculdade mais distante que ele claramente queria pois tinha medo de afetar negativamente o namoro com Charlie (Elle você sabe que fez o certo falando dessa dependência pro Nick),
visto em 17/11/2024
Big Bang: A Teoria (11ª Temporada)
4.2 99 Assista Agora"às vezes são as imperfeições que tornam as coisas perfeitas."
curioso como essa frase do último ep dessa 11ª temporada é a que melhor define a série. porque são personagens que ora odiamos, ora amamos.
Sheldon e seu egoísmo misturado com machismo que o faz se sentir acima de tudo e de todos. tentando roubar o reconhecimento que a Amy enfim teve, péssimo. mas depois admitindo que esteve errado, seja com a Amy, Penny, Leonard, seja com o próprio irmão (George).
aliás, George mostrando pro Sheldon como a família dele também passou maus bocados e continuou protegendo o Sheldon das preocupações acima de tudo, com direito a reconciliação ai. FOFO. fiquei igual o Leonard no final, toda boba.
Raj sempre desesperado por mulher, sendo um sem noção com todas elas, um INSUPORTÁVEL machista que se acha no direito de ter tudo e todos merece morrer sozinho na série pra aprender a deixar de ser tão sem noção e desrespeitoso. que inclusive roubou a descoberta do cometa da Penny e ainda se sentiu injustiçado. o único lado bom dele foi ter dado um basta no jeito péssimo que o Howard o tratava, finalmente se impondo e se respeitando.
não foi a única e nem será a última vez da Penny tendo sua inteligência subestimada, eu sei. mas admito que vê-la ajudando o Sheldon a resolver a teoria das cordas e surpreendendo o Leonard e Amy foi MUITO BOM. eles vendo que existem múltiplos tipos de inteligência que também falta em cada um dos cientistas da série. também adoro a dinâmica dela com a Amy, principalmente quando percebe que são mesmo melhores amigas. porque, por mais diferentes que sejam, se complementam.
Howard como sempre um crianção mimado pela mãe mas que volta e meia faz umas coisas certas. como se unir ao Sheldon e curar sua criança interior montando e lançando um foguete de brinquedo foi muito fofo.
Leonard como sempre um arregão que não serve nem pra defender a esposa deixando qualquer um montar em cima dele. por outro lado, fazendo de tudo para conseguir o local perfeito pro casamento do Sheldon, inclusive viajar com ele para convidar o irmão. um amigo de verdade.
inclusive, tudo sobre e no casamento de Sheldon e Amy me tocou muito. ele apaixonado pelo vestido de noiva da Amy. Bernadette e Penny mentindo pra Amy pensar que aproveitou ainda mais a própria despedida de solteiro e ficar feliz. a atendente da loja de quadrinhos se encantando pelo Stuart. os familiares dando um momento de trégua. os votos do Sheldon.
temporada com aparições de ninguém menos que Bill Gates, Neil Gaiman e Luke Skywalker (!!!) fechando com chave de ouro. elenco de MILHÕES.
adorei a mãe do Sheldon tentando deixar a gravata perfeita por saber o quanto a perfeição significa para ele, e ele aceitando que não precisa ser assim, para ter uma grande revelação científica logo em seguida.
jamais imaginei que seria possível o Sheldon agir tão carinhosamente assim e me surpreendi. ainda bem.
vi o ep do casamento algumas vezes solto enquanto passava na TV e incrível como não mudou em nada a sensação boa que veio com ele. tudo lindo, como deve ser.
visto em 06/11/2024
Agatha Desde Sempre
3.8 161 Assista Agora"follow me, my friend: to glory at the end."
adoro que a lore das bruxas da Marvel é basicamente você tirou o meu bem mais precioso (a família) agora vou tirar tudo de todo mundo sem discriminação. que o digam Wanda e Agatha.
elas rivalizando uma com a outra, com o próprio coven, as outras bruxas e com o filho da Wanda reencarnado que a Agatha adotou, uma tensão HOMOSSEXUAL entre as ex namoradinhas Agatha e Rio, quando vi já sabia que seria analisado no índice LRS (Loiras, Rivalidade e Subtexto gay). muito bom!
adoro como toda bruxa é uma diva, independente da personalidade, todas convergem, se complementam. o coven dos 5 elementos delas, prato cheio para quem curte essas coisas místicas (como eu).
agora um dos pontos fracos:
para mim, a Aubrey Plaza foi muito subutilizada. ainda tendo um papel importante na história, esperava que aparecesse mais, ela ficou ali meio solta em alguns momentos.
e como a história das Sete de Salém é meio que "finalizada" de uma lapada só? fiquei dividida pois ADOREI essa cena da Lilia, mas também fiquei oxe como assim essa luta toda pra acabar assim.
me pergunto se cada morte no "Caminho" foi realmente necessária pois o apego às personagens que eram todas umas queridas. mas quando chegou na morte da Lilia aí o bicho pegou.
já tinha curtido a história de origem do Wiccano no ep anterior pois vários paralelos com Wandavision então já tava empolgada pelos próximos eps. mas nada podia me preparar o suficiente para o que foi o ep focado na Lilia.
meu problema com o final da série (bons momentos porém final ruim) é o mesmo com primeiros álbuns de cantoras que têm sucesso repentino:
é MUITO difícil alcançar o mesmo nível de qualidade que conseguiu quando ainda era desconhecida pois ninguém esperava nada de você e foi uma ótima surpresa.
e pra uma série que teve o ep focado na Lilia superar com um bom final é ainda pior. mas com TODA certeza Emmy Tape da Patti Lupone ali, já revi umas TRINTA vezes. o monólogo sobre a não linearidade do tempo Lilia Calderu ícone incompreendida simplesmente tudo em todo lugar ao mesmo tempo.
"- I'm a forgotten woman.
-So remember yourself."
me quebrou DEMAIS. sem dúvidas a história mais bonita dali. Lilia você SEMPRE será famosa.
o caminho ser toda uma ilusão criada pelo Teen fez TANTO sentido. e a Agatha nunca ter entrado no Caminho e só abrir porque o moleque tava ali, sendo tudo só uma fanfic de uma grandessíssima trambiqueira, a Rio avisar a Agatha que ele não era o filho dela e ela de cara já suspeitar que fosse filho da Wanda fez ainda mais. só maluco distorcendo realidade nessa família, incrível. queriam tanto que algo acontecesse vão lá e fazem acontecer, admiro a iniciativa.
terminando a série finalmente entendi por que a Rio sabia que o moleque não era o filho da Agatha, afinal, ela quem o matou. inclusive a Rio tentou MUITO salvá-lo, mas enfim no dia que não mataram bruxas pra ela deu no que deu né? gostei da construção da relação da Agatha com o filho, mas podiam ter mostrado um pouco mais da relação dela com a Rio também. óbvio que a Disney não deixaria nós gays vencermos tanto de uma vez só.
agora no meu top cenas belíssimas (não superando a cena final da Lilia, óbvio): o beijo da morte e a Agatha sendo enterrada nascendo flores em cima simplesmente absolute CINEMA. bonito demais, sem condição.
vi alguém comentando que é isso o que acontece quando se investe menos em CGI e mais em roteiros de qualidade e só posso concordar. quem diria. uma série tão boa com o orçamento de uma coca gelada e uma coxinha. fui sem expectativa alguma e fui muito bem surpreendida.
agora quero saber onde e como a Jennifer vai aparecer pois uma diva poderosíssima que, após tanto tempo sem, recuperou seu poder pessoal que ironicamente sempre esteve nela mesma. baita lição de vida.
Agatha Harkness, que como tantos personagens demasiado humanos (apesar de não ser), tem todas as falhas do mundo porém um motivo fortíssimo pra isso. um motivo que nos faz empatizar e passar a série inteira sem saber se gostamos ou a odiamos, porque nada nunca é branco no preto, seria simples demais. e quando alguém tira a família de uma bruxa da Marvel, algo muito forte está por vir.
visto em 31/10/2024
Only Murders in the Building (4ª Temporada)
3.9 41até onde você iria por um amigo?
primeiro, fiquei triste pelo Charles: do início ao fim, a preocupação, o luto pela Sazz, ele adentrando o mundo dela para conhecê-la melhor, sua rotina, seus sonhos, sua vida... desejando ter feito quando ela ainda estava viva, foi triste demais mesmo.
adorei como criaram novos personagens pra história, os Westies. odiei a personalidade deles, tudo muito caricato mesmo para essa série, mas deu uma movimentada legal na história. eles se conectarem com o início de tudo me fez perdoar essas outras coisinhas.
os atores "famosos" tão malucos quanto os Westies:
o ator que interpretou o Oliver no filme se passando de amigo do verdadeiro Oliver, falando mal pelas costas e depois o admirando pois é um fracassado que não desiste nunca.
o Eugene Levy vendo que o Charles é só mais um cara comum e não aquele cheio de complexidades que imaginava. realmente as vulnerabilidades mostram algo importante e real sobre cada um de nós.
e quem diria que a ferramenta da Eva Longloria ajudaria no resgate da Mabel?
ok que os Westies tiveram um enredo intrigante, primeiro parecendo todos super amigáveis ("ela é tão galera"), depois com vários mal entendidos e enfim a revelação do que rolou com o Dudenoff. aliás, que professor impactante para tantos personagens! certamente um querido que mudou vidas e partiu com dignidade.
nessa 4ª temporada o Oliver foi um porre com esse auê todo de não querer se sentir inferior à namorada mas o que esperar? homens. apesar disso, fiquei feliz por ele ter casado com a Loretta e ter ali seu "final feliz", tanto casado (como tanto quis), quanto perto de seus dois amigos.
o plot das gêmeas dei boas risadas pois exalavam 100% cinéfilos letterboxd energy, muito bom! pra mim todo cinéfilo é igual as Brothers sisters (inclusive eu) - rindo muito.
fiquei ARGH porque nessa temporada foi tudo muito confuso, um plot twist por cima do outro igual matrioskas, o que é bom mas também me agoniava. tudo muito enrolado, pensava que estavam perto de descobrir e se afastavam ainda mais.
top momentos divertidos, cronologicamente:
1. Meryl Streep e Melissa McCarthy saindo no tapa;
2. Oliver e Charles de roupa colada e finalmente uma história do Oliver sendo verdadeira. eles no CGI dois ETS brigando na câmera. SEM CONDIÇÃO;
3. eles dançando merengue pra não cair do parapeito JURO.
senti medo de que a próxima a ser morta fosse a Mabel, não vou mentir, mas ainda bem que não foi. aliás, Mabel burra demais perguntando do roteiro assinado pela Sazz ao invés de ficar caladinha, mas ok. tudo pela história. inclusive, até aqui sempre um homem medíocre tentando roubar o trabalho de uma mulher genial como a Sazz. sinceramente.
adorei que o Charles se arriscou mesmo morrendo de medo em vários momentos não só nesse ep por amor à Sazz, até levando as cinzas no casamento do Oliver porque a amiga adorava casamentos: um querido mesmo.
quando a ex do Charles voltou para ajudar a matar o assassino e vingar a Sazz eu dei uma GAITADA. ela dizendo que nunca saiu do apartamento do Charles, sério ela é muito fora da caixinha, duvido que fique presa por muito tempo.
ah. coitado do porteiro o trabalhador não tem UM dia de paz. sempre um querido tão educado, ainda mais pouco antes do casamento. aliás, foi o assassinato mais sem noção até aqui. e o que foi essa mulher rica tentando contratar os serviços deles?
tive a impressão de que estão ficando sem ideias e já preocupada pelas próximas temporadas mas, ao mesmo tempo, curiosa querendo que continuem pra ver até onde vai dar.
visto em 30/10/2024
O Mentalista (2ª Temporada)
4.3 76Red John esquecido no churrasco, Patrick Jane mais pedante do que nunca.
Bosco sendo um insuportável com Jane tava NA CARA que ele era apaixonado pela Lisbon e morria de ciúme de ambos juntos, só não viu quem não quis.
sempre me surpreende a capacidade do Jane ser tão inteligente e incrivelmente burro ao mesmo tempo. fala sério, ele jurou que o Bosco não ia achar essa escuta escondida no escritório? por deus.
inclusive Jane sendo preso pelo Bosco para aprender uma "lição" (como se isso fosse possível), fazendo amizade com os maiorais da prisão e Lisbon tirando ele de lá ameaçando a carreira dela e do Bosco, TUDO PRA MIM.
aliás, Patrick Jane praticamente o norvana que uniu todas as tribos, fazendo amizade e trapaceando a gregos e troianos, presidiários e milionários, sem distinção. incrível.
finalmente o Bosco reconhecendo a importância do Jane e compartilhando infos do caso Red John só para o próprio Red John matar todo mundo que tava com ele no escritório e voltar o caso integral para as mãos do Jane.
esse foi pesadíssimo. pela primeira vez senti empatia pelo Bosco e também por ter pensado coisas horríveis sobre ele. lembrei do Jane chantageando o Rigbsy. AH, as contradições humanas.
gostei de terem mostrado algumas vulnerabilidades da Lisbon com bebidas alcoólicas nessa temporada, afinal de ninguém é de ferro e ajudou a me conectar ainda mais com ela. a essa altura meu nojo do Bosco só crescia e me perguntava por quanto tempo teria que aguentá-lo na série.
também curti muito mostrarem uma parte da adolescência do Jane e como o pai dele era péssimo, um trambiqueiro de primeira, o que justifica ele sempre finalizar com uma boa ação. talvez um jeito de se distanciar do que o pai era. pra mim, faz todo sentido. espero que na próxima temporada mostrem ainda mais.
o episódio do Cho arrependido por não ter ajudado o ex amigo e companheiro de gangue mostrando que as pessoas mais contidas e mais sérias podem sim serem as mais sentimentais com trilhões de emoções reprimidas. muito fofo ele com a avó do amigo no final. muito fofo o Jane se dispondo a ajudar quando nem o próprio Cho queria enfrentar isso. é o que amigos fazem.
pra mim, a coisa mais fofa da temporada foi a Lisbon se despedindo de todos jurando que iam morrer, só confirmando o que disse no parágrafo anterior.
aliás, certeza que essa nova supervisora Hightower é afim do Jane, igual Bosco era afim da Lisbon. ela chantagear um poderoso só pra salvar o Jane é só o começo.
não sei como ainda me surpreende sempre que precisarem de um personagem maluco botarem o Evan Peters, rindo MUITO. também gostei da aparição de Amy Santiago no penúltimo ep!
fiquei triste e preocupada com a médium Kristina fazendo uma merda assim, mas não vejo como ela não faria se a personalidade IGUAL a do Jane. só fiquei mais chateada porque, apesar de shippar Jane e Lisbon, eles juntos foi um momento de leveza que há muito o Patrick não tinha.
por fim, apesar da arrogância, teimosia e irresponsabilidade, ainda adoro como o Jane sempre faz algo bom e justo no final.
visto em 22/10/2024
Big Bang: A Teoria (10ª Temporada)
4.2 120 Assista Agoratava há uns 10 anos sem acompanhar a série certinho, mas sempre reassistia quando passava na Warner.
recomecei há dois meses (no dia 16/07/2024) para terminar as três últimas temporadas e meu deus que SAUDADES deles como passei tanto tempo sem botar essa em dia?
essa teve vários momentos marcantes e muito bons:
- Howard com medo de tá sendo perseguido pelo governo norte americano;
- Amy sendo considerada popular;
- Amy e Sheldon indo de comes e bebes pós briga;
- a origem da batida única do Sheldon, ele com medo de traumatizar a Amy igual foi traumatizado na infância (!);
- Sheldon bêbado de antialérgico no bar country foi um dos momentos mais divertidos dele em toda a série;
- Sheldon tentando seduzir a Amy;
- Sheldon admitindo pro Bert que tava sentindo inveja dele, adoro quando o humanizam assim!
- Stephen Hawking adorando o brinquedo sem noção do Howard kkkkk muito bom!!
- Raj e Stuart sendo o TEAM BABY! e Raj sendo OBVIAMENTE o padrinho da Halley;
- Amy tendo sonhos sensuais com o Sheldon no trem (rindo muito);
- Raj recusando o dinheiro pra ir à Comic Con e os outros também pensando em não ir foi FOFO tá?
- Raj sendo o amigo gay heterossexual gêmeo da Penny.
no geral, Raj continua um homem mimado e carente que se acha injustiçado por tudo (ele no ep fazendo reunião com as ex foi ridículo), mas curti que finalmente saiu debaixo da asa do pai.
sobre Leonard: cada vez mais convencida de que não necessariamente ama a Penny mas a ideia de ter conquistado a querida. o ep dos autógrafos dela só reforça a ideia, triste.
não gosto como o Sheldon é egoísta, mesmo quando aprende uma "lição" os outros ainda saem prejudicados. mas é inegável sua evolução ao longo da série. adoro quando mostram a relação dele com a Penny/Amy e como ele, mesmo com sua rigidez quanto a mudanças, tem se transformado positivamente na medida do possível.
outro ponto forte é mostrarem como cada um no grupo de amigos tava lidando com seus próprios problemas invisíveis a quem vê de fora, pois a vida não é perfeita, mas ainda pode ser bonita.
pensando na TORTURA que deve ter sido terminar a temporada assim e esperar um tempão pela próxima pra saber como ia desenrolar, JURO.
o pedido no último ep:
visto em 29/09/2024
O Mentalista (1ª Temporada)
4.3 193a vingança é um prato que se come frio?
Patrick Jane é um ex-farsante-médium e atual consultor que ajuda nas investigações de assassinatos e tem habilidades de observação indescritíveis. quase um Sherlock Holmes da vida real (dentro da ficção): a diferença é que ele tem o charme.
não à toa existe toda uma tensão entre ele e sua colega de trabalho Teresa Lisbon (nós mulheres Lisbon que sempre nos encantamos por alguém engraçadinho meio Jane). em diversos momentos ela mostra que é alguém com dificuldades de confiar (especialmente nele) e ainda assim disposta a embarcar nas teorias meio malucas e métodos de investigação não ortodoxos do Jane que sempre resolvem o caso.
a preocupação do Jane com a equipe é notável, mas com a Lisbon é sempre marcante, seja em momentos de perigo, seja quando é um fofo
(o pônei de presente de aniversário!). além disso, adoro como nos finais de cada ep ele sempre faz algo bom pelos outros,
e, por falar em verdade, as noções dele de como tratar alguns crimes são bem peculiares. mas se funciona, então tudo certo! Jane mostra como uma autoconfiança delirante é útil em várias situações pois, afinal, quem vai saber que aquilo não é real ou que demônios e medos ocupam sua mente? isso ninguém precisa ver.
me apaixonei pela série, pelo elenco (que tem momentos ótimos, como a trama Rigsby e Van Pelt, Cho sendo charmosíssimo), pelas histórias, e, óbvio, pelo Jane. se fosse definir essa série em uma frase seria "escrever certo por linhas tortas" pois é isso que Patrick faz. sem perder a empatia pelos outros nem se desviar do seu maior objetivo.
visto em 23/08/2024
O Urso (3ª Temporada)
3.8 146 Assista Agora"você não tem ideia do que está fazendo e, portanto, você é invencível."
no começo da temporada estranhei o primeiro ep em que
nada e tudo acontece, mas os flashbacks do Carmy em sua formação gastronômica
AMEI o ep
focado na Tina (meu favorito da S03).
desde quando oferecem um café e um sanduíche de graça a ela até enfim conhecer o Michael. a conversa sobre várias merdas que aconteceram a ambos, a conexão e a oferta de emprego.
aliás. não que as demais temporadas não fossem, mas essa terceira foi, acima de tudo, sobre família.
a cena
do Carmy recebendo a notícia da morte do Michael me destroçou. igual a do Marcus chegando no restaurante e todo mundo já sabia que a mãe dele também tinha falecido. a relação dele com a Sydney se apoiando mutuamente por saberem como lidar a situação sendo um ponto de conforto ali. a Nat defendendo o Marcus de uma possível demissão.
o ep da Nat querendo QUALQUER companhia na hora de ter o bebê e terminando com a mãe que ela vinha evitando há tempos e mal sabia que ela tava grávida.
contudo, outras questões também foram marcantes.
a tensão da crítica sobre o restaurante do Carmy e sua possível continuidade ou fechamento. a decisão da Sydney em continuar ali, onde criou sua própria comunidade ou seguir em direção a um novo sonho, onde poderá evoluir profissionalmente pois com o Carmy é impossível.
como o próprio Carmy tem se transformado naquilo que criticou. um chef que desconsidera a habilidade de quem considera como seus subordinados e que não veria além do próprio umbigo nem se quisesse.
fiquei muito triste pela chef Terry fechando o restaurante dela, mas o diálogo entre ela e o Carmy foi importantíssimo. ela, largando de mão um sonho que o Carmy ainda buscava. a busca por uma fluidez que talvez seja responsável por parte de seu sucesso e que seu pupilo jamais conseguiria obter pois rígido demais.
o Carmy encarando o chef que o traumatizou do modo mais ridículo possível e, ao finalmente confrontá-lo, se sentir minúsculo pois só sabe crescer pra cima de quem considera inferior.
as cenas da Claire com ele e o ridículo dos Faks indo ao hospital tentar consertar o que o Carmy, um homem adulto, não conseguiria: assumir seus sentimentos e pedir desculpas.
entendo que sejam família, mas gostaria muito de saber como continuariam a série caso
a crítica seja negativa ou mesmo a Syd se permitisse, pela primeira vez, escolher racionalmente o que precisa (não trabalhar mais com o Carmy) ao invés do que o seu coração pede: continuar ali, mesmo infeliz, em família
visto em 09/07/2024
Palm Royale (1ª Temporada)
3.6 22 Assista Agoraquanto vale arriscar para conquistar a vida dos seus sonhos?
uma mulher que veio do nada tentando ascender à alta sociedade. Maxine só queria pertencer àquele clube, àquele grupo de mulheres aparentemente bem sucedidas com casas, famílias e vidas "perfeitas" que, ao serem olhadas minuciosamente, revelavam o caos e um trilhão de falcatruas para se manterem ali. mulheres dispostas a tudo para manter seu status e estilo de vida. um lugar onde parecer é maior do que ser.
enquanto isso, Linda querendo se livrar de tudo o que a associava àquele povo, algo no mínimo curioso. e, quando descobrimos o plot twist envolvendo Douglas, Linda e seu pai, entendemos seus motivos.
uma Desperate Housewives meio Big Little Lies e The White Lotus onde muitos seriam Tanya, inclusive a própria Maxine.
sua ingenuidade e machismo internalizado escondendo suas complexidades na intimidade. sua sede por status tirando quem atrapalhasse seu caminho, inclusive o melhor amigo. algo muito bem enunciado em seu monólogo no início do primeiro ep:
"tudo que eu faço é tentar. fazer parte de algo era tudo que eu sempre quis. ser alguém neste mundo. mas existe um problema quando uma mulher quer ser alguém. e esse problema são justamente os outros."
apesar de ser uma personagem caricata, Maxine sempre consegue o que quer. é assustador e inspirador, tudo ao mesmo tempo. em diversos momentos me vi torcendo por ela e, noutros, com querendo que ela se lascasse. faz parte da experiência e, pra mim, é um selo de qualidade.
é incrível como a sorte parece estar ao seu lado até quando as coisas começam a dar errado. o próprio meme "tudo dá certo pra mim até quando não foi como eu quis". como se estivesse predestinada a viver tudo aquilo.
uma ótima surpresa, posto que a encontrei do nada e decidi assistir. divertida, com temas interessantes, e uma protagonista maluquinha da cabeça mas uma querida (às vezes).
adorei o tom Agatha Christie na série, desde a abertura ao enredo e até algumas falhas como coisas apressadas demais ali pelo final e meio sem coerência também. mas ver Palm Royale é se entregar ao absurdo e perceber como, na maioria das vezes, nem tudo é o que parece.
visto em 29/06/2024
X-Men '97 (1ª Temporada)
4.5 258 Assista Agora"a mim, meus X-Men!"
fui sem qualquer expectativa. não que não gostasse de X-Men, é só que não vi a série antiga mesmo, não acompanho o universo deles nem algo assim. e fui surpreendida MUITO positivamente. ainda bem.
a série capta a atenção desde o início. mesmo sem acompanhar os queridos antes, qualquer um saberia em que universo o Xavier deixaria seus preciosos X-Men pro seu maior inimigo? inconcebível. e, ainda assim, aconteceu.
o Magneto tentar de fato seguir o ideal de humanidade que o Professor Xavier tanto buscou, ainda que fosse contra seus princípios pessoais diz tanto sobre ele. o que ficou claro ali próximo ao final, quando teve sua mente invadida e quase fragmentada pelo antigo amigo. aquela história: quando a gente passa tempo demais analisando o vilão, algumas coisas começam a fazer sentido.
adorei que teve pouquíssima enrolação aqui. talvez pelo pouco tempo de duração e também a quantidade minúscula de episódios, mas fico feliz com isso. o único ep mais chatinho foi aquele da Jubileu no videogame. de resto, todos muito bons, e só melhorava.
dois momentos que me arrepiaram INTEIRA:
(1) o menino dizendo que o Magneto iria salvá-los e o simplesmente chegando o Gambit (!!!!!) e também (2) a Tempestade recuperando seus poderes. muito DEUSA mesmo, não dá.
fora isso, como pessoa LGBT, toda a metáfora já conhecida sobre a obra, especialmente os preconceitos sofridos pelos mutantes que são julgados como inferiores por simplesmente serem aquilo que são, me é preciosíssima. impossível não se emocionar em TODOS os momentos em que isso é citado ali.
de resto, a série é MUITO boa, nos hipnotiza em vários momentos e seu futuro me preocupa desde que demitiram o Beau DeMayo. mas vamos ver o que virá nas próximas temporadas e torcer para que seja algo tão incrível quanto essa. sim, tô empolgada e SIM, expectativas foram criadas.
visto em 18/06/2024