Fiquei com a sensação de que a angústia que os personagens sentiam era muito maior do que o mostrado pelo enredo. Real e com uma proposta interessante, mas mal trabalhado.
Esse é exatamente o tipo de filme que me pergunto o motivo de eu nunca ter visto antes. Fantástico! Críticas que foram colocadas em um roteiro cheio de fantasia, questionamentos, surpresas... Maravilhoso, maravilhoso.
É um filme simples, leve; não há nenhuma "super reflexão" ou um questionamento extremamente difícil de se fazer, muito pelo contrário, a simplicidade do filme fez com que eu me questionasse sobre coisas igualmente simples, mas que no fim das contas têm um peso significativo na nossa vida. Achei um dos filmes nacionais mais interessantes que já vi justamente pela leveza, pela fotografia, trilha sonora, direção. Algumas coisas me fizeram classificá-lo como um de meus filmes nacionais favoritos.
Achei um dos filmes mais simples do Woody, mas não menos envolvente. São várias histórias, diferentes perspectivas, personagens comuns - que têm tantas dúvidas, medos e desejos quanto qualquer pessoa - e a junção de tudo isso é que faz com que o filme seja muito bom! Particularmente, gosto das atuações do Woody porque ele coloca muito de si não só nos filmes, mas nos personagens que ele mesmo interpreta. A tristeza tem outro ponto de vista, chega a ser até mesmo irônica. Um filme leve, natural e com ótimo roteiro!
Não acho que seja um dos melhores filmes do Woody Allen, mas certamente tem pontos positivos, com destaque para a fotografia, trilha sonora e o que sempre vejo nos filmes dele: a crítica vista de uma maneira irônica e/ou até mesmo com certo humor. Senti que alguns fatos e pontos do roteiro poderiam ser melhor "amarrados" para que alguns minutos do filme não ficassem cansativos, mas ainda assim as pequenas críticas cumpriram seu papel - ao menos de acordo com a minha visão. O modo como ele apresentou cada personagem me fez pensar se eles estavam realmente felizes, se arriscariam algo novo, se conseguiam lidar com o desapego e em como a maturidade pode ensinar a qualquer pessoa um pouco mais de sensatez. O aspecto indiscutivelmente italiano do filme é um dos pontos fortes. Não considero um filme ruim de maneira alguma, somente mais fraco; um filme para ser visto de maneira mais leve e descomprometida.
O mais interessante nos filmes do Woody na minha opinião é a maneira como ele transforma coisas cotidianas em reflexões de inúmeras maneiras diferentes no decorrer da história, usa ironia e até certo humor pra representar algo real. Terminei o filme apaixonadíssima pelo roteiro e impressionada como NY fica maravilhosa aos olhos de Woody Allen.
O que gosto no Lars é essa visão pessimista que ele consegue explorar tanto nos filmes, porque infelizmente, precisamos ter doses de racionalidade e pessimismo se realmente quisermos entender alguma coisa sobre o ser humano. O que mais me chamou a atenção foi o íntimo de cada personagem - o que eles demonstravam e o que realmente pensavam e sentiam -, não representou apenas uma crítica à sociedade e seus egoísmos, mas ao próprio ser humano, ao comodismo, ao cinismo, à hipocrisia. Nosso íntimo pode ser realmente algo assustador. E o filme, surpreendente em todos os sentidos.
Assisti o filme há alguns dias atrás e ainda não consegui digerir todos os questionamentos que o filme nos dá. É intenso principalmente no sentido de que nós, como seres humanos temos nossa essência, nosso pensamento mais íntimo e diante disso precisamos, NECESSITAMOS nos expressar e demonstrar pequenas partes de nós no convívio social - seja ele com pessoas queridas ou não -, e para mim um dos pontos do filme é a que ponto é necessário guardar quem somos realmente para então, somente nós mesmos? Ou a até que ponto é necessário demonstrarmos emoções, sentimentos, pensamentos aos outros? Tudo é moldado de acordo com a adaptação social. Os closes nos rostos das duas atrizes muitas vezes trouxeram incômodo, angústia; é muito íntimo esse conhecimento sobre ambas. Pessoalmente, às vezes prefiro o silêncio, mesmo que perturbador, a ser quem eu não sou.
Acredito que profundidade é uma palavra que define bem o que eu senti assistindo ao filme. Tive a sensação de estar quase de frente às duas, uma perspectiva MUITO próxima, onde o filme mostrou que talvez as pessoas mais distantes são as que mais precisam de amor e compreensão - muitas vezes só não sabem como fazê-lo -, e que esse distanciamento pode afetar o psicológico de qualquer outra pessoa nessa situação. O cenário em si, os outros aspectos do filme são coadjuvantes do diálogo intenso e ao mesmo tempo tão perturbador que acontece o tempo todo, os minutos de silêncio incomodam, incomodam como se eles falassem isso nitidamente pra mim. A que ponto um sonho, uma boa carreira ou afins podem afetar uma relação, e até quando esse afeto pode se tornar mágoa? Posso dizer com toda a certeza que adentrei tudo isso, tomei essa história como um pedacinho da minha e terminei o filme com satisfação de tê-lo encontrado nesse momento.
Mais um filme que mostra que nem tudo é o que parece ser, e eu não sei por que demorei tanto tempo para assisti-lo! O filme desenvolve cada personagem de uma maneira incrível, cada ironia, cada detalhe. Até a casa onde eles moram se tornou um personagem pra mim, foi impossível não reparar na simetria da casa que soou como uma analogia ao que as pessoas geralmente almejam para suas vidas. O mundo das "aparências" é realmente cheio de truques.
Sutilmente devastador. Acredito que infelizmente temos a tendência de negação diante de algumas verdades e situações naturais que envolvem o ser humano, como o desejo, por exemplo, que além de muitas vezes ser visto como algo errôneo é banalizado pela sociedade. Quanto custa sermos nós mesmos? E quanto custa aceitarmos isso de olhos bem abertos? Quanto custa enxergarmos isso nos outros sem regras, moralismos, de maneira crua? É tão intimista, tão real, e o Kubrick consegue passar essa crítica com as sutilezas dos planos bem elaborados e a trilha sonora, que me ajudou a observar todos os outros aspectos.
Perturbador - de um modo crítico, real e intenso. Um único filme conseguiu apontar enormes vícios da sociedade contemporânea onde muitas vezes as drogas são usadas para "compensarem" todo o desgaste físico e emocional das pessoas, onde a televisão ocupa uma parte significativa na vida de quase todo mundo, onde os padrões de beleza empurram mais outros milhões de padrões, onde a vida tenta se encaixar em um estereótipo e te faz sentir marginalizado fora dele. A edição do filme ficou fantástica! Me fez sentir na pele a intensidade dos assuntos tratados, idem com a trilha sonora. Fica difícil digerir todas as coisas logo após assistir, mas sem dúvida, considero-o um excelente filme!
A fotografia e a trilha sonora dos filmes do Woody são coisas que sem dúvida alguma, poucos conseguem fazer tão bem. Embora eu não seja muito fã de filmes que têm truques de mágica ou derivados no enredo, achei que a "magia" nesse caso foi uma analogia ao amor e a maneira como podemos ser irracionais nesse tipo de situação (ou céticos).
O filme começa a ganhar um ritmo não tão atraente quando o Stanley se apaixona pela Sophie, achei que o final não combinou com o restante do filme, poderia ser mais surpreendente vindo de Woody Allen.
Mas de maneira geral, não é um filme ruim, a fotografia e a identidade visual do Woody compensa o final e acabou me agradando nesses pontos.
O filme demonstra cada ponto do enredo de uma maneira muito simples e tive a impressão de conseguir reparar nos detalhes sem pressa, como se eu estivesse ao lado do Woody e do David quase o tempo todo. Os enquadramentos e a fotografia em preto e branco deram algo tão único pro filme que fica difícil não apreciar. O mais bonito é o filho demonstrar à sua maneira o carinho que tem pelo pai, compreendendo o modo como ele lidava com o envelhecimento mesmo sem perceber (afinal, todos nós envelheceremos). O final foi pra mim a parte mais emocionante e sensível. Um ótimo filme pra refletir.
Toda história real ou adaptações do gênero já têm um peso diferente justamente por isso, ao menos comigo isso acontece. Tô admirada com a qualidade do roteiro desse filme, os efeitos da AIDS ficaram claros e tudo que acontecia podia ser próximo de qualquer pessoa, sem "embelezamento" das situações pra que ficassem agradáveis aos olhos de quem estivesse assistindo, esse filme também me mostrou muito sobre a ignorância das pessoas e até onde ela pode chegar. É surpreendente, assim como as atuações do Matthew McConaughey e do Jared Leto.
Realmente, tirou meu fôlego! Desde o momento que o filme começou até quando as luzes do cinema acenderam novamente, mantive TODA a minha atenção na história do filme. Além de levantar a questão do sonho do Andrew em ser um grande baterista, a pressão que o Fletcher colocava sobre os alunos era muito real, me fez pensar em como a persistência é fundamental em qualquer coisa que tenhamos muita vontade. Aliás, J.K. Simmons atuou maravilhosamente bem! A trilha sonora é de deixar o coração quentinho e fazer o ingresso valer realmente a pena.
Linklater consegue me surpreender com uma facilidade imensa! Conforme fui assistindo, além de desenvolver um carinho pela história do filme, eu me lembrei de inúmeras coisas que aconteceram comigo da minha infância até meu primeiro dia na faculdade, exatamente como acontece com os personagens do filme. Não é uma história complexa, muito pelo contrário, é tão simples que encanta. Gosto da criatividade e a dedicação do Linklater, tenho certeza que ele faz tudo com o coração e isso é admirável e faz com que tudo que ele faça seja único. Boyhood é uma história simples, com acontecimentos que quase todo mundo se identificou, mas mostrada com diferenciais. A trilha sonora me emocionou do início ao fim, sem dúvidas um dos melhores filmes de 2014.
Toda vez que assisto esse filme me sinto como se estivesse dentro de uma poesia contemporânea e real sobre amor, cidade grande, relações humanas e sentimentos. A natureza das nossas inseguranças, do nosso cotidiano, da solidão... O filme usa metáforas bem pensadas e inteligentes de uma forma sensível. Bonito de assistir!
Um filme que entrou pra minha lista de preferidos! Poucos filmes conseguem levantar tantas questões de uma vez sem parecer chato ou "pesado" e Her me fez pensar sobre o contexto das relações sociais de uma forma bastante ampla e me deixou com a impressão de que esse futuro mostrado no filme não é algo tão distante assim do que vivemos hoje. Gostei muito dos paradoxos mostrados, da fotografia que acaba se diferenciando pelos tons usados que não são comuns em filmes que retratam o futuro, das atuações, do contexto social e da trilha sonora. Intenso, surpreendente, maravilhoso.
Cada filme que a Cate Blanchett faz sinto como se ela tivesse nascido pro papel que interpreta, que atuação maravilhosa! O filme levantou questões simples de uma maneira que só Woody Allen consegue fazer.
Uma adaptação notável e sensível, aprimorada pela atuação do Cumberbatch que nunca deixa a desejar. Um filme que consegue mostrar o contexto da época, a genialidade de Turing e as dificuldades que ele enfrentou até conseguir provar o que acreditava. Me chamou muito a atenção a questão da homossexualidade do Turing que foi mostrada de maneira simples e sensível. Emocionante.
Não achei nada surpreendente ou diferente nesse filme, apesar de ser uma história que foi retratada de uma maneira bastante próxima da realidade, com um final próximo do que acontece na vida das pessoas no dia a dia. Mas de maneira geral é um filme excessivamente longo com muitas cenas desnecessárias. A atuação da Léa foi muito boa mas a Adèle deixou a desejar.
Gran Torino
4.2 1,6K Assista AgoraEsse é um daqueles filmes que me pergunto por que demorei tanto pra ver. Sensacional.
E o Gran Torino: que carro!
Nove Crônicas Para um Coração aos Berros
2.7 23Fiquei com a sensação de que a angústia que os personagens sentiam era muito maior do que o mostrado pelo enredo. Real e com uma proposta interessante, mas mal trabalhado.
O Labirinto do Fauno
4.2 2,9K Assista AgoraEsse é exatamente o tipo de filme que me pergunto o motivo de eu nunca ter visto antes. Fantástico! Críticas que foram colocadas em um roteiro cheio de fantasia, questionamentos, surpresas... Maravilhoso, maravilhoso.
O Palhaço
3.6 2,2K Assista AgoraÉ um filme simples, leve; não há nenhuma "super reflexão" ou um questionamento extremamente difícil de se fazer, muito pelo contrário, a simplicidade do filme fez com que eu me questionasse sobre coisas igualmente simples, mas que no fim das contas têm um peso significativo na nossa vida. Achei um dos filmes nacionais mais interessantes que já vi justamente pela leveza, pela fotografia, trilha sonora, direção. Algumas coisas me fizeram classificá-lo como um de meus filmes nacionais favoritos.
Lindo!
Hannah e Suas Irmãs
4.0 300 Assista AgoraAchei um dos filmes mais simples do Woody, mas não menos envolvente. São várias histórias, diferentes perspectivas, personagens comuns - que têm tantas dúvidas, medos e desejos quanto qualquer pessoa - e a junção de tudo isso é que faz com que o filme seja muito bom! Particularmente, gosto das atuações do Woody porque ele coloca muito de si não só nos filmes, mas nos personagens que ele mesmo interpreta. A tristeza tem outro ponto de vista, chega a ser até mesmo irônica.
Um filme leve, natural e com ótimo roteiro!
Para Roma Com Amor
3.4 1,3K Assista AgoraNão acho que seja um dos melhores filmes do Woody Allen, mas certamente tem pontos positivos, com destaque para a fotografia, trilha sonora e o que sempre vejo nos filmes dele: a crítica vista de uma maneira irônica e/ou até mesmo com certo humor. Senti que alguns fatos e pontos do roteiro poderiam ser melhor "amarrados" para que alguns minutos do filme não ficassem cansativos, mas ainda assim as pequenas críticas cumpriram seu papel - ao menos de acordo com a minha visão.
O modo como ele apresentou cada personagem me fez pensar se eles estavam realmente felizes, se arriscariam algo novo, se conseguiam lidar com o desapego e em como a maturidade pode ensinar a qualquer pessoa um pouco mais de sensatez. O aspecto indiscutivelmente italiano do filme é um dos pontos fortes. Não considero um filme ruim de maneira alguma, somente mais fraco; um filme para ser visto de maneira mais leve e descomprometida.
Manhattan
4.1 596 Assista AgoraO mais interessante nos filmes do Woody na minha opinião é a maneira como ele transforma coisas cotidianas em reflexões de inúmeras maneiras diferentes no decorrer da história, usa ironia e até certo humor pra representar algo real. Terminei o filme apaixonadíssima pelo roteiro e impressionada como NY fica maravilhosa aos olhos de Woody Allen.
Dogville
4.3 2,0K Assista AgoraO que gosto no Lars é essa visão pessimista que ele consegue explorar tanto nos filmes, porque infelizmente, precisamos ter doses de racionalidade e pessimismo se realmente quisermos entender alguma coisa sobre o ser humano. O que mais me chamou a atenção foi o íntimo de cada personagem - o que eles demonstravam e o que realmente pensavam e sentiam -, não representou apenas uma crítica à sociedade e seus egoísmos, mas ao próprio ser humano, ao comodismo, ao cinismo, à hipocrisia. Nosso íntimo pode ser realmente algo assustador. E o filme, surpreendente em todos os sentidos.
Quando Duas Mulheres Pecam
4.4 1,1K Assista AgoraAssisti o filme há alguns dias atrás e ainda não consegui digerir todos os questionamentos que o filme nos dá. É intenso principalmente no sentido de que nós, como seres humanos temos nossa essência, nosso pensamento mais íntimo e diante disso precisamos, NECESSITAMOS nos expressar e demonstrar pequenas partes de nós no convívio social - seja ele com pessoas queridas ou não -, e para mim um dos pontos do filme é a que ponto é necessário guardar quem somos realmente para então, somente nós mesmos? Ou a até que ponto é necessário demonstrarmos emoções, sentimentos, pensamentos aos outros? Tudo é moldado de acordo com a adaptação social. Os closes nos rostos das duas atrizes muitas vezes trouxeram incômodo, angústia; é muito íntimo esse conhecimento sobre ambas. Pessoalmente, às vezes prefiro o silêncio, mesmo que perturbador, a ser quem eu não sou.
Sonata de Outono
4.5 498Acredito que profundidade é uma palavra que define bem o que eu senti assistindo ao filme. Tive a sensação de estar quase de frente às duas, uma perspectiva MUITO próxima, onde o filme mostrou que talvez as pessoas mais distantes são as que mais precisam de amor e compreensão - muitas vezes só não sabem como fazê-lo -, e que esse distanciamento pode afetar o psicológico de qualquer outra pessoa nessa situação. O cenário em si, os outros aspectos do filme são coadjuvantes do diálogo intenso e ao mesmo tempo tão perturbador que acontece o tempo todo, os minutos de silêncio incomodam, incomodam como se eles falassem isso nitidamente pra mim. A que ponto um sonho, uma boa carreira ou afins podem afetar uma relação, e até quando esse afeto pode se tornar mágoa? Posso dizer com toda a certeza que adentrei tudo isso, tomei essa história como um pedacinho da minha e terminei o filme com satisfação de tê-lo encontrado nesse momento.
Beleza Americana
4.1 3,0K Assista AgoraMais um filme que mostra que nem tudo é o que parece ser, e eu não sei por que demorei tanto tempo para assisti-lo! O filme desenvolve cada personagem de uma maneira incrível, cada ironia, cada detalhe. Até a casa onde eles moram se tornou um personagem pra mim, foi impossível não reparar na simetria da casa que soou como uma analogia ao que as pessoas geralmente almejam para suas vidas. O mundo das "aparências" é realmente cheio de truques.
De Olhos Bem Fechados
3.8 1,6K Assista AgoraSutilmente devastador. Acredito que infelizmente temos a tendência de negação diante de algumas verdades e situações naturais que envolvem o ser humano, como o desejo, por exemplo, que além de muitas vezes ser visto como algo errôneo é banalizado pela sociedade. Quanto custa sermos nós mesmos? E quanto custa aceitarmos isso de olhos bem abertos? Quanto custa enxergarmos isso nos outros sem regras, moralismos, de maneira crua? É tão intimista, tão real, e o Kubrick consegue passar essa crítica com as sutilezas dos planos bem elaborados e a trilha sonora, que me ajudou a observar todos os outros aspectos.
Réquiem para um Sonho
4.3 4,4K Assista AgoraPerturbador - de um modo crítico, real e intenso. Um único filme conseguiu apontar enormes vícios da sociedade contemporânea onde muitas vezes as drogas são usadas para "compensarem" todo o desgaste físico e emocional das pessoas, onde a televisão ocupa uma parte significativa na vida de quase todo mundo, onde os padrões de beleza empurram mais outros milhões de padrões, onde a vida tenta se encaixar em um estereótipo e te faz sentir marginalizado fora dele. A edição do filme ficou fantástica! Me fez sentir na pele a intensidade dos assuntos tratados, idem com a trilha sonora. Fica difícil digerir todas as coisas logo após assistir, mas sem dúvida, considero-o um excelente filme!
Magia ao Luar
3.4 574 Assista AgoraA fotografia e a trilha sonora dos filmes do Woody são coisas que sem dúvida alguma, poucos conseguem fazer tão bem. Embora eu não seja muito fã de filmes que têm truques de mágica ou derivados no enredo, achei que a "magia" nesse caso foi uma analogia ao amor e a maneira como podemos ser irracionais nesse tipo de situação (ou céticos).
O filme começa a ganhar um ritmo não tão atraente quando o Stanley se apaixona pela Sophie, achei que o final não combinou com o restante do filme, poderia ser mais surpreendente vindo de Woody Allen.
Nebraska
4.1 1,0K Assista AgoraO filme demonstra cada ponto do enredo de uma maneira muito simples e tive a impressão de conseguir reparar nos detalhes sem pressa, como se eu estivesse ao lado do Woody e do David quase o tempo todo. Os enquadramentos e a fotografia em preto e branco deram algo tão único pro filme que fica difícil não apreciar. O mais bonito é o filho demonstrar à sua maneira o carinho que tem pelo pai, compreendendo o modo como ele lidava com o envelhecimento mesmo sem perceber (afinal, todos nós envelheceremos). O final foi pra mim a parte mais emocionante e sensível. Um ótimo filme pra refletir.
Clube de Compras Dallas
4.3 2,8K Assista AgoraToda história real ou adaptações do gênero já têm um peso diferente justamente por isso, ao menos comigo isso acontece. Tô admirada com a qualidade do roteiro desse filme, os efeitos da AIDS ficaram claros e tudo que acontecia podia ser próximo de qualquer pessoa, sem "embelezamento" das situações pra que ficassem agradáveis aos olhos de quem estivesse assistindo, esse filme também me mostrou muito sobre a ignorância das pessoas e até onde ela pode chegar. É surpreendente, assim como as atuações do Matthew McConaughey e do Jared Leto.
A Vida é Bela
4.5 2,8K Assista AgoraExceto alguns exageros de otimismo no início, é um bom filme.
Whiplash: Em Busca da Perfeição
4.4 4,2K Assista AgoraRealmente, tirou meu fôlego! Desde o momento que o filme começou até quando as luzes do cinema acenderam novamente, mantive TODA a minha atenção na história do filme. Além de levantar a questão do sonho do Andrew em ser um grande baterista, a pressão que o Fletcher colocava sobre os alunos era muito real, me fez pensar em como a persistência é fundamental em qualquer coisa que tenhamos muita vontade. Aliás, J.K. Simmons atuou maravilhosamente bem! A trilha sonora é de deixar o coração quentinho e fazer o ingresso valer realmente a pena.
Boyhood: Da Infância à Juventude
4.0 3,7K Assista AgoraLinklater consegue me surpreender com uma facilidade imensa! Conforme fui assistindo, além de desenvolver um carinho pela história do filme, eu me lembrei de inúmeras coisas que aconteceram comigo da minha infância até meu primeiro dia na faculdade, exatamente como acontece com os personagens do filme. Não é uma história complexa, muito pelo contrário, é tão simples que encanta. Gosto da criatividade e a dedicação do Linklater, tenho certeza que ele faz tudo com o coração e isso é admirável e faz com que tudo que ele faça seja único. Boyhood é uma história simples, com acontecimentos que quase todo mundo se identificou, mas mostrada com diferenciais. A trilha sonora me emocionou do início ao fim, sem dúvidas um dos melhores filmes de 2014.
A Via Láctea
3.5 67 Assista AgoraToda vez que assisto esse filme me sinto como se estivesse dentro de uma poesia contemporânea e real sobre amor, cidade grande, relações humanas e sentimentos. A natureza das nossas inseguranças, do nosso cotidiano, da solidão... O filme usa metáforas bem pensadas e inteligentes de uma forma sensível. Bonito de assistir!
Ela
4.2 5,8K Assista AgoraUm filme que entrou pra minha lista de preferidos! Poucos filmes conseguem levantar tantas questões de uma vez sem parecer chato ou "pesado" e Her me fez pensar sobre o contexto das relações sociais de uma forma bastante ampla e me deixou com a impressão de que esse futuro mostrado no filme não é algo tão distante assim do que vivemos hoje. Gostei muito dos paradoxos mostrados, da fotografia que acaba se diferenciando pelos tons usados que não são comuns em filmes que retratam o futuro, das atuações, do contexto social e da trilha sonora. Intenso, surpreendente, maravilhoso.
Blue Jasmine
3.7 1,7K Assista AgoraCada filme que a Cate Blanchett faz sinto como se ela tivesse nascido pro papel que interpreta, que atuação maravilhosa! O filme levantou questões simples de uma maneira que só Woody Allen consegue fazer.
O Jogo da Imitação
4.3 3,0K Assista AgoraUma adaptação notável e sensível, aprimorada pela atuação do Cumberbatch que nunca deixa a desejar. Um filme que consegue mostrar o contexto da época, a genialidade de Turing e as dificuldades que ele enfrentou até conseguir provar o que acreditava. Me chamou muito a atenção a questão da homossexualidade do Turing que foi mostrada de maneira simples e sensível. Emocionante.
Azul é a Cor Mais Quente
3.7 4,3K Assista AgoraNão achei nada surpreendente ou diferente nesse filme, apesar de ser uma história que foi retratada de uma maneira bastante próxima da realidade, com um final próximo do que acontece na vida das pessoas no dia a dia. Mas de maneira geral é um filme excessivamente longo com muitas cenas desnecessárias. A atuação da Léa foi muito boa mas a Adèle deixou a desejar.