“Materialists” tenta abraçar a comédia romântica contemporânea com um toque de cinismo, mas acaba por tropeçar nos seus próprios alicerces. As atuações são surpreendentemente apagadas, o que se nota ainda mais porque o filme depende quase totalmente da dinâmica entre as personagens. Dakota Johnson e Chris Evans parecem caminhar por trilhos diferentes, sem centelha, sem ritmo, sem qualquer química que dê vida aos diálogos. Pedro Pascal, normalmente um íman de presença, surge aqui estranhamente sem energia, como se estivesse a interpretar em piloto automático.
A mensagem central também não ajuda. O argumento insiste numa ideia desconfortável: o amor como força irracional que nos empurra para relações desequilibradas, onde se aceita tudo só porque sim, mesmo quando o outro lado não presta ou nos usa. O filme trata esta ideia como se fosse romântica, quando na prática parece apenas tóxica.
O ritmo é outro dos problemas. A narrativa arrasta-se, cena após cena, sem impulso emocional nem humor que a sustente. Há longos momentos em que nada evolui e a história parece ficar suspensa, à espera de algo que nunca chega.
É difícil encontrar pontos realmente positivos. A premissa até poderia render algo interessante, mas a execução deixa o espectador a pensar no tempo que perdeu. É um daqueles casos em que o potencial estava lá, mas tudo o resto ficou muito aquém.
Esta nova versão live-action de Lilo & Stitch surpreende pela forma como consegue preservar a essência do original, ao mesmo tempo que se adapta de forma inteligente aos desafios de um filme com atores reais. A história está muito bem desenvolvida, com um ritmo equilibrado que alterna momentos de ternura, humor e emoção, sem nunca se tornar forçado.
A grande estrela é, sem dúvida, Maia Kealoha no papel de Lilo. A sua interpretação é simplesmente extraordinária — com uma expressividade e naturalidade raras, conseguiu captar toda a complexidade emocional da personagem: a dor da perda, o desejo de pertença e a capacidade de amar de forma incondicional.
As alterações feitas em relação ao filme original são acertadas e necessárias. A decisão de disfarçar Jumba e Pleakley como humanos, por exemplo, foi fundamental para tornar o enredo mais plausível dentro do contexto realista do live-action, sem perder o humor e a excentricidade das personagens.
Visualmente encantador e emocionalmente envolvente, este é um filme que merece ser revisto. Pela sua sensibilidade, pelo talento do elenco e pela forma como equilibra inovação com respeito pelo material original, Lilo & Stitch é uma obra que conquista não só pela nostalgia, mas também pela qualidade.
Com uma boa história, visuais impressionantes e uma mensagem positiva, o filme é um exemplo de como expandir uma narrativa clássica com respeito e criatividade. Uma vitória para a Disney, que mantém o elevado padrão de qualidade, e um presente para os fãs. Visualmente, Mufasa é um espetáculo, com paisagens deslumbrantes e animação realista.
Ao explorar temas como perseverança e liderança, o filme mantém o espírito do original, ao mesmo tempo que se destaca como uma história própria. Não se limita a ser um complemento a O Rei Leão, mas sim uma obra com força suficiente para se sustentar por si só.
A trama é bem construída e envolve-nos ao mostrar como Mufasa se tornou o líder respeitado que conhecemos. Ao mesmo tempo, o filme equilibra emoção e aventura, tornando-se uma experiência que agrada tanto a crianças como a adultos. É, sem dúvida, uma excelente escolha para assistir em família.
Qualquer comparação com o lendário Gladiador de 2000 seria injusta, dado o impacto cultural e a excelência técnica do original. No entanto, visto de forma independente, a sequela apresenta altos e baixos, resultando numa experiência que entretém, mas dificilmente ficará na memória do público.
Visualmente, existem momentos bons. No campo das interpretações, Denzel Washington destaca-se, trazendo carisma ao seu papel, enquanto Connie Nielsen, aos 60 anos, continua a impressionar com uma beleza e presença marcantes. A atuação de Paul Mescal, pode não ser intensa, mas é competente.
A trama apresenta-se pouco credível, recheada de personagens que resvalam para o caricato. O excesso de violência explícita é outro ponto que poderá afastar parte do público. As divergências históricas são numerosas e, embora se trate de uma obra de ficção, a falta de rigor pode incomodar os mais atentos. A longa duração do filme compromete a fluidez do enredo e dificulta a experiência do espectador.
No geral, Gladiator II é uma obra que diverte, mas que carece da profundidade e impacto emocional.
Para aqueles que, como eu, não assistiram ao filme original argentino, este remake é capaz de se sustentar por mérito próprio. A ausência de comparação permite apreciar a trama pelo que ela oferece: um mistério envolvente com camadas emocionais profundas. Contudo, é sabido que os remakes enfrentam sempre o desafio de agradar a quem já conhece a obra original.
Este remake de 2015, com um enredo que alterna entre o presente e o passado, desenvolve a narrativa de forma lenta e deliberada, mantendo o espectador atento às camadas que vão sendo reveladas. No entanto, este ritmo poderá parecer cansativo para quem prefere tramas mais diretas.
Julia Roberts afasta-se do seu habitual carisma luminoso para encarnar uma mulher devastada pelo sofrimento. Chiwetel Ejiofor, embora não tão marcante, cumpre bem o seu papel, trazendo uma carga emocional sólida ao personagem. Já Nicole Kidman, com os seus 48 anos à altura das filmagens, demonstra uma presença elegante, que contrasta com o tom sombrio da história.
Para mim, o grande destaque de Secret in Their Eyes é o plot-twist. O desfecho é tão marcante quanto perturbador, levando o espectador a refletir sobre as decisões dos personagens e até onde somos capazes de ir em situações extremas. Em conclusão, é uma boa escolha para quem aprecia histórias que exploram as zonas mais sombrias da alma humana.
Escape Plan é um exemplo de entretenimento despretensioso no género de ação, reunindo duas lendas do cinema: Sylvester Stallone e Arnold Schwarzenegger, os quais formam uma dupla cativante. Jim Caviezel, no papel do vilão, destaca-se pela sua presença carismática, conseguindo criar um contraste interessante com os protagonistas.
O enredo, embora simples, é bem construído. O filme equilibra momentos de tensão com cenas de pancadaria e reviravoltas, mantendo o espectador envolvido do início ao fim. Apesar de incluir cenas de violência, o foco está na história e na execução do plano, mais do que em exibições gratuitas de brutalidade, o que é um ponto positivo.
Como acontece frequentemente em filmes de ação, há exageros e muitas conveniências narrativas. Esses momentos são perdoáveis, dado que o filme não pretende ser mais do que uma experiência de entretenimento puro. Não há aqui profundidade temática ou grandes lições de vida. É um filme concebido para entreter, e nesse aspeto, cumpre o seu propósito.
Longe das convenções narrativas de Hollywood, este filme é um mergulho numa jornada surreal onde os acontecimentos se desenrolam de forma orgânica e muitas vezes imprevisível, convidando o espectador a abandonar expectativas tradicionais e deixar-se levar pela aventura.
Apesar da sua pouca idade, Lyle Catlett capta com autenticidade a complexidade emocional do protagonista, transmitindo tanto a curiosidade inocente de uma criança como a profundidade de alguém que carrega um luto pesado. Helena Bonham Carter, como seria de esperar, oferece uma performance sólida, mantendo o equilíbrio entre a excentricidade e a dor latente que permeiam a sua personagem.
O grande mérito do filme está na forma como aborda temas delicados como a morte e o luto, sem nunca se tornar excessivamente pesado. Pelo contrário, Jeunet consegue encontrar momentos de humor e leveza, arrancando gargalhadas inesperadas, mas bem-vindas, ao longo da narrativa. Este equilíbrio é um dos aspetos mais cativantes do filme.
Embora o ritmo possa parecer disperso para alguns, é precisamente essa liberdade narrativa que torna o filme tão especial. Uma experiência cinematográfica que vale a pena, tanto pelo conteúdo emocional como pelo encanto visual.
Entra diretamente para a minha lista de filmes favoritos.
Um retrato perfeito da superficialidade das redes sociais. Amei o final, pois mostra como os danos mentais são intensos e, por vezes, permanentes. Aubrey Plaza é a minha louca favorita.
Não sei como algumas pessoas conseguiram captar uma mensagem nobre de coragem e superação, quando tudo o que vemos são duas jovens muito burras fazendo burrices. Apesar das falhas lógicas, o filme consegue criar tensão. Por isso, penso que vale a pena assistir, mas sem grandes expectativas.
Muitos europeus foram ensinados que, na época da colonização, o continente africano era, basicamente, uma selva. Aprendemos que os portugueses, os franceses, os britânicos e outras nações foram levar a “civilização” aos povos “selvagens”. No entanto, este filme ajuda a desmontar essa ideia errada, mostranto que África possuia várias nações estruturadas, reinos, tradições, comércio, religiões, conflitos, tal como qualquer outra zona do mundo.
Dentro desse fundo histórico, foi criado um enredo muito interessante sobre as Agojie, mulheres corajosas do Reino de Dahomey, que lutavam com uma destreza fora do comum. Por não ser um documentário, a polémica sobre o rigor histórico do enredo não faz nenhum sentido.
Amei as atuações de Lashana Lynch, Thuso Mbedu e Viola Davis. (Confesso que fiquei apaixonado pela Lashana. Que mulher carismática!) Quanto à Viola, esteve exuberante, como sempre.
Entra diretamente para a minha lista de filmes preferidos.
Este filme veio provar que não é preciso violência gratuita, cenas de sexo desnecessárias ou propaganda LGBTQIA+ para fazer um filme de sucesso. Afinal, uma história envolvente, bons efeitos especiais e boa atuação são ingredientes que funcionam. Seria excelente se a indústria cinematográfica aprendesse a lição...
Top Gun: Maverick saltou imediatamente para a minha lista de filmes preferidos.
A proposta deste tipo de filmes nunca é abordar temas importantes com profundidade. O objetivo é divertir o público. Mesmo assim, fez-me refletir em 2 questões.
Primeiro, a vida humana tende a ser fútil. Muitas pessoas vivem uma vida inteira sem ter coragem para deixar de ser um "NPC". Deixam seus projetos pessoais para trás, desistem dos seus sonhos, simplesmente porque não sabem como sair daquela rotina que lhe foi imposta pela sociedade. É preciso coragem para dar um murro na mesa e dizer: "Eu quero um Cappuccino!"
Em segundo lugar, fez-me pensar nas questões morais relacionadas com a Inteligência Artificial. Um dia, talvez os humanos consigam criar seres eletrónicos ou virtuais que tenham consciência de si mesmos. Se tal for possível, seria ético eliminar tais seres? E será que o nosso mundo não é, na verdade, uma simulação?
Sempre gostei da música "Man On The Moon" do R.E.M. Ao explorar o significado da música, fui conduzido acidentalmente até este filme. Que agradável surpresa! Amei o filme.
Quem assistir pensando que é comédia está enganado. O filme é, na verdade, um drama biográfico sobre um artista mal compreendido. A atuação de Jim Carrey foi soberba. Quem o acusar de overacting é porque não conhece o trabalho de Andy Kaufman. A atuação foi perfeita. Esta obra de arte entra imediatamente para a minha lista de filmes favoritos.
Um filme para não levar muito a sério. Como sou europeu, a Eurovisão traz-me belas memórias da infância. Este filme fez-me reviver essas memórias. Belas músicas, luz, cor, coreografias, etc. Uma comédia tola mas que me emocionou. P.S - É fácil acreditar que o Pierce Brosnan foi pai aos 14 anos. Mas ele nunca teria um filho tão feio como o Will Ferrel.
Amores Materialistas
3.1 388 Assista Agora“Materialists” tenta abraçar a comédia romântica contemporânea com um toque de cinismo, mas acaba por tropeçar nos seus próprios alicerces. As atuações são surpreendentemente apagadas, o que se nota ainda mais porque o filme depende quase totalmente da dinâmica entre as personagens. Dakota Johnson e Chris Evans parecem caminhar por trilhos diferentes, sem centelha, sem ritmo, sem qualquer química que dê vida aos diálogos. Pedro Pascal, normalmente um íman de presença, surge aqui estranhamente sem energia, como se estivesse a interpretar em piloto automático.
A mensagem central também não ajuda. O argumento insiste numa ideia desconfortável: o amor como força irracional que nos empurra para relações desequilibradas, onde se aceita tudo só porque sim, mesmo quando o outro lado não presta ou nos usa. O filme trata esta ideia como se fosse romântica, quando na prática parece apenas tóxica.
O ritmo é outro dos problemas. A narrativa arrasta-se, cena após cena, sem impulso emocional nem humor que a sustente. Há longos momentos em que nada evolui e a história parece ficar suspensa, à espera de algo que nunca chega.
É difícil encontrar pontos realmente positivos. A premissa até poderia render algo interessante, mas a execução deixa o espectador a pensar no tempo que perdeu. É um daqueles casos em que o potencial estava lá, mas tudo o resto ficou muito aquém.
Lilo & Stitch
3.6 246 Assista AgoraEsta nova versão live-action de Lilo & Stitch surpreende pela forma como consegue preservar a essência do original, ao mesmo tempo que se adapta de forma inteligente aos desafios de um filme com atores reais. A história está muito bem desenvolvida, com um ritmo equilibrado que alterna momentos de ternura, humor e emoção, sem nunca se tornar forçado.
A grande estrela é, sem dúvida, Maia Kealoha no papel de Lilo. A sua interpretação é simplesmente extraordinária — com uma expressividade e naturalidade raras, conseguiu captar toda a complexidade emocional da personagem: a dor da perda, o desejo de pertença e a capacidade de amar de forma incondicional.
As alterações feitas em relação ao filme original são acertadas e necessárias. A decisão de disfarçar Jumba e Pleakley como humanos, por exemplo, foi fundamental para tornar o enredo mais plausível dentro do contexto realista do live-action, sem perder o humor e a excentricidade das personagens.
Visualmente encantador e emocionalmente envolvente, este é um filme que merece ser revisto. Pela sua sensibilidade, pelo talento do elenco e pela forma como equilibra inovação com respeito pelo material original, Lilo & Stitch é uma obra que conquista não só pela nostalgia, mas também pela qualidade.
Mufasa: O Rei Leão
3.5 224 Assista AgoraCom uma boa história, visuais impressionantes e uma mensagem positiva, o filme é um exemplo de como expandir uma narrativa clássica com respeito e criatividade. Uma vitória para a Disney, que mantém o elevado padrão de qualidade, e um presente para os fãs. Visualmente, Mufasa é um espetáculo, com paisagens deslumbrantes e animação realista.
Ao explorar temas como perseverança e liderança, o filme mantém o espírito do original, ao mesmo tempo que se destaca como uma história própria. Não se limita a ser um complemento a O Rei Leão, mas sim uma obra com força suficiente para se sustentar por si só.
A trama é bem construída e envolve-nos ao mostrar como Mufasa se tornou o líder respeitado que conhecemos. Ao mesmo tempo, o filme equilibra emoção e aventura, tornando-se uma experiência que agrada tanto a crianças como a adultos. É, sem dúvida, uma excelente escolha para assistir em família.
Gladiador II
3.3 572 Assista AgoraQualquer comparação com o lendário Gladiador de 2000 seria injusta, dado o impacto cultural e a excelência técnica do original. No entanto, visto de forma independente, a sequela apresenta altos e baixos, resultando numa experiência que entretém, mas dificilmente ficará na memória do público.
Visualmente, existem momentos bons. No campo das interpretações, Denzel Washington destaca-se, trazendo carisma ao seu papel, enquanto Connie Nielsen, aos 60 anos, continua a impressionar com uma beleza e presença marcantes. A atuação de Paul Mescal, pode não ser intensa, mas é competente.
A trama apresenta-se pouco credível, recheada de personagens que resvalam para o caricato. O excesso de violência explícita é outro ponto que poderá afastar parte do público. As divergências históricas são numerosas e, embora se trate de uma obra de ficção, a falta de rigor pode incomodar os mais atentos. A longa duração do filme compromete a fluidez do enredo e dificulta a experiência do espectador.
No geral, Gladiator II é uma obra que diverte, mas que carece da profundidade e impacto emocional.
Hail Dondus!
Olhos da Justiça
3.2 448 Assista AgoraPara aqueles que, como eu, não assistiram ao filme original argentino, este remake é capaz de se sustentar por mérito próprio. A ausência de comparação permite apreciar a trama pelo que ela oferece: um mistério envolvente com camadas emocionais profundas. Contudo, é sabido que os remakes enfrentam sempre o desafio de agradar a quem já conhece a obra original.
Este remake de 2015, com um enredo que alterna entre o presente e o passado, desenvolve a narrativa de forma lenta e deliberada, mantendo o espectador atento às camadas que vão sendo reveladas. No entanto, este ritmo poderá parecer cansativo para quem prefere tramas mais diretas.
Julia Roberts afasta-se do seu habitual carisma luminoso para encarnar uma mulher devastada pelo sofrimento. Chiwetel Ejiofor, embora não tão marcante, cumpre bem o seu papel, trazendo uma carga emocional sólida ao personagem. Já Nicole Kidman, com os seus 48 anos à altura das filmagens, demonstra uma presença elegante, que contrasta com o tom sombrio da história.
Para mim, o grande destaque de Secret in Their Eyes é o plot-twist. O desfecho é tão marcante quanto perturbador, levando o espectador a refletir sobre as decisões dos personagens e até onde somos capazes de ir em situações extremas. Em conclusão, é uma boa escolha para quem aprecia histórias que exploram as zonas mais sombrias da alma humana.
Rota de Fuga
3.5 828 Assista AgoraEscape Plan é um exemplo de entretenimento despretensioso no género de ação, reunindo duas lendas do cinema: Sylvester Stallone e Arnold Schwarzenegger, os quais formam uma dupla cativante. Jim Caviezel, no papel do vilão, destaca-se pela sua presença carismática, conseguindo criar um contraste interessante com os protagonistas.
O enredo, embora simples, é bem construído. O filme equilibra momentos de tensão com cenas de pancadaria e reviravoltas, mantendo o espectador envolvido do início ao fim. Apesar de incluir cenas de violência, o foco está na história e na execução do plano, mais do que em exibições gratuitas de brutalidade, o que é um ponto positivo.
Como acontece frequentemente em filmes de ação, há exageros e muitas conveniências narrativas. Esses momentos são perdoáveis, dado que o filme não pretende ser mais do que uma experiência de entretenimento puro. Não há aqui profundidade temática ou grandes lições de vida. É um filme concebido para entreter, e nesse aspeto, cumpre o seu propósito.
Uma Viagem Extraordinária
4.1 614 Assista AgoraLonge das convenções narrativas de Hollywood, este filme é um mergulho numa jornada surreal onde os acontecimentos se desenrolam de forma orgânica e muitas vezes imprevisível, convidando o espectador a abandonar expectativas tradicionais e deixar-se levar pela aventura.
Apesar da sua pouca idade, Lyle Catlett capta com autenticidade a complexidade emocional do protagonista, transmitindo tanto a curiosidade inocente de uma criança como a profundidade de alguém que carrega um luto pesado. Helena Bonham Carter, como seria de esperar, oferece uma performance sólida, mantendo o equilíbrio entre a excentricidade e a dor latente que permeiam a sua personagem.
O grande mérito do filme está na forma como aborda temas delicados como a morte e o luto, sem nunca se tornar excessivamente pesado. Pelo contrário, Jeunet consegue encontrar momentos de humor e leveza, arrancando gargalhadas inesperadas, mas bem-vindas, ao longo da narrativa. Este equilíbrio é um dos aspetos mais cativantes do filme.
Embora o ritmo possa parecer disperso para alguns, é precisamente essa liberdade narrativa que torna o filme tão especial. Uma experiência cinematográfica que vale a pena, tanto pelo conteúdo emocional como pelo encanto visual.
Entra diretamente para a minha lista de filmes favoritos.
O Impossível
4.1 3,1K Assista AgoraA cena do reencontro da família é tão improvável que, se o filme não tivesse como base factos reais, eu dificilmente acreditaria.
Pesadelo nas Alturas
2.3 153 Assista AgoraTem cenas parecidas com "Hot Shots!" de 1991.
Ingrid Vai Para o Oeste
3.3 253 Assista AgoraUm retrato perfeito da superficialidade das redes sociais. Amei o final, pois mostra como os danos mentais são intensos e, por vezes, permanentes. Aubrey Plaza é a minha louca favorita.
Thor: Amor e Trovão
2.9 984 Assista AgoraSenti vergonha alheia o tempo todo.
O Homem do Norte
3.7 1,0K Assista AgoraEu ri em vários momentos... Senti vergonha alheia.
Filme muito aborrecido.
A Queda
3.2 811 Assista AgoraNão sei como algumas pessoas conseguiram captar uma mensagem nobre de coragem e superação, quando tudo o que vemos são duas jovens muito burras fazendo burrices. Apesar das falhas lógicas, o filme consegue criar tensão. Por isso, penso que vale a pena assistir, mas sem grandes expectativas.
A Mulher Rei
4.0 532 Assista AgoraMuitos europeus foram ensinados que, na época da colonização, o continente africano era, basicamente, uma selva. Aprendemos que os portugueses, os franceses, os britânicos e outras nações foram levar a “civilização” aos povos “selvagens”. No entanto, este filme ajuda a desmontar essa ideia errada, mostranto que África possuia várias nações estruturadas, reinos, tradições, comércio, religiões, conflitos, tal como qualquer outra zona do mundo.
Dentro desse fundo histórico, foi criado um enredo muito interessante sobre as Agojie, mulheres corajosas do Reino de Dahomey, que lutavam com uma destreza fora do comum. Por não ser um documentário, a polémica sobre o rigor histórico do enredo não faz nenhum sentido.
Amei as atuações de Lashana Lynch, Thuso Mbedu e Viola Davis. (Confesso que fiquei apaixonado pela Lashana. Que mulher carismática!) Quanto à Viola, esteve exuberante, como sempre.
Entra diretamente para a minha lista de filmes preferidos.
Top Gun: Maverick
4.1 1,1KEste filme veio provar que não é preciso violência gratuita, cenas de sexo desnecessárias ou propaganda LGBTQIA+ para fazer um filme de sucesso. Afinal, uma história envolvente, bons efeitos especiais e boa atuação são ingredientes que funcionam. Seria excelente se a indústria cinematográfica aprendesse a lição...
Top Gun: Maverick saltou imediatamente para a minha lista de filmes preferidos.
Free Guy: Assumindo o Controle
3.5 605 Assista AgoraA proposta deste tipo de filmes nunca é abordar temas importantes com profundidade. O objetivo é divertir o público. Mesmo assim, fez-me refletir em 2 questões.
Primeiro, a vida humana tende a ser fútil. Muitas pessoas vivem uma vida inteira sem ter coragem para deixar de ser um "NPC". Deixam seus projetos pessoais para trás, desistem dos seus sonhos, simplesmente porque não sabem como sair daquela rotina que lhe foi imposta pela sociedade. É preciso coragem para dar um murro na mesa e dizer: "Eu quero um Cappuccino!"
Em segundo lugar, fez-me pensar nas questões morais relacionadas com a Inteligência Artificial. Um dia, talvez os humanos consigam criar seres eletrónicos ou virtuais que tenham consciência de si mesmos. Se tal for possível, seria ético eliminar tais seres? E será que o nosso mundo não é, na verdade, uma simulação?
Pronto. Agora viajei :)
O Profissional
4.3 2,2K Assista AgoraNatalie Portman, Jean Reno e Gary Oldman dando um show de interpretação. Filme muito bom.
O Mundo de Andy
3.9 358Sempre gostei da música "Man On The Moon" do R.E.M. Ao explorar o significado da música, fui conduzido acidentalmente até este filme. Que agradável surpresa! Amei o filme.
Quem assistir pensando que é comédia está enganado. O filme é, na verdade, um drama biográfico sobre um artista mal compreendido. A atuação de Jim Carrey foi soberba. Quem o acusar de overacting é porque não conhece o trabalho de Andy Kaufman. A atuação foi perfeita. Esta obra de arte entra imediatamente para a minha lista de filmes favoritos.
Passageiros
3.2 850 Assista AgoraPior plot twist de sempre.
Cruella
4.0 1,4K Assista AgoraÉ um filme que entretém, com uma trilha sonora fantástica.
"Stone Cold Crazy" foi uma agradável surpresa.
Capitão Fantástico
4.4 2,7K Assista AgoraFilme mediano. Nada de especial.
O melhor é a cena da cremação.
Gigolô Por Acidente
2.9 336 Assista AgoraNão é uma grande obra cinematográfica, mas faz rir. Portanto, cumpre aquilo a que se propõe.
Festival Eurovision da Canção: A Saga de Sigrit e Lars
3.2 282Um filme para não levar muito a sério. Como sou europeu, a Eurovisão traz-me belas memórias da infância. Este filme fez-me reviver essas memórias. Belas músicas, luz, cor, coreografias, etc. Uma comédia tola mas que me emocionou.
P.S - É fácil acreditar que o Pierce Brosnan foi pai aos 14 anos. Mas ele nunca teria um filho tão feio como o Will Ferrel.
História de um Casamento
4.0 1,9K Assista AgoraFicção científica, só pode!
Apenas em um universo paralelo, a mulher mais bonita do cinema atual poderia estar casada com Adam Driver.