Diante de toda a simbologia apresentada, que é algo impressionante, eu acredito que "Undertone" pode ser considerado o meu filme preferido do ano! Apesar de tudo, eu pensei em fazer uma espécie de ritual onde eu ficaria deitado na cama, colocaria o fone de ouvido no computador e veria tudo com as luzes apagadas (e sem cobertor ou lençol)! Mas foi quase algo assim! De qualquer maneira, isso aqui é terror de primeira categoria para quem gosta de algo incomum!
Nós podemos acreditar ou não em qualquer tipo de entidade a ser considerada, mas sempre há um preço a ser pago por tudo na nossa existência! Um dos meus filmes preferidos do ano e de todos os tempos! "Late Night with the Devil" já está marcando um dos meus momentos! Jack Delroy já é um dos personagens que me interessam de maneira impressionante! Que sensacional! O ator David Dastmalchian certamente será lembrado pelo seu trabalho magnífico! Inclusive, sobre a questão de aceitação, o povo não consegue aceitar, não está interessado em aceitar ou não quer aceitar que a palhaçada aqui é a "alma do negócio" até como uma forma de criticar os enredos sobrenaturais tão "vomitados" na sociedade desde a época em que o filme "se passa"... Eu já imaginava que seria um filme com doses de "maluquice" propositalmente descarada, além daquele enredo que possibilitaria pensar na "veracidade" de tudo aquilo... Mas agora é moda diversas pessoas se julgarem "especialistas" em cinema sem nem sequer terem pego uma câmera e comandado um elenco de filmagem... Isso aqui não é nem nunca quererá chegar perto do senso de realidade que andam exigindo (e muito menos tendo efeitos especiais de primeira linha, sendo que nem precisaria mencionar algo assim)...
Um dos meus filmes preferidos para este ano é o filme "Blood", conhecido por aqui como "Sede Sem Fim", que, além de ter atuações interessantes, tem um enredo que faz quem está vendo as cenas pensar em como agiria caso tudo aquilo acontecesse na vida real. Toda a ambientação é maravilhosa, todos os efeitos práticos são bem-vindos e tudo o que envolve um simbolismo, que é o que menos interessa para a trama, faz com que a humanidade dos personagens, diante de tal situação, seja exaltada. É bom ver uma produção assim que preza, antes de tudo, pela seriedade. Vale a pena ser visto por quem contempla uma direção que sabe o que está fazendo sem se deixar levar por politicagens e tanta "quebra de contexto" para favorecer algumas exigências da atualidade. Nós podemos saber que Michelle Monaghan tem o destaque principal como Jess, mas Finlay Wojtak-Hissong está impressionante como Owen, Skeet Ulrich está considerável como Patrick e Skylar Morgan Jones está excelente como Tyler. Diferentemente de algumas obras que estão na moda, por assim dizer, uma obra fascinante assim não é devidamente notada pelo grande público, mas cabe a cada um de nós tomar ciência de uma criação assim e prezar pela sua divulgação.
Eu adorei o filme "Talk to Me", conhecido por aqui como "Fale Comigo", porque as atuações são excelentes, além de cada um dos efeitos práticos serem significativos para mostrarem principalmente as críticas sociais! Foi maravilhoso ver a trama se desenrolando, mas eu gostaria que a obra passasse do horário estipulado e tivesse apenas uma trama sem formar franquia! Eu sei que o destaque é de Sophie Wilde como Mia! Miranda Otto está excepcional como Sue! Zoe Terakis está marcante como Hayley! Contudo, quem rouba a cena, em minha opinião, é Joe Bird como Riley (envolvendo cenas sinistras)! O trabalho de maquiagem está impecável, mas que incrível aquela atuação! Isso é que é construção de personagem envolvendo tormentos sobrenaturais!
"Little Bone Lodge", o filme conhecido por aqui como "Frio nos Ossos", tem uma boa ideia que, diante até de algumas facilitações, não é bem executada, pois a direção comete determinados deslizes certamente na tentativa de buscar algum tipo de comodismo diante do público. As atuações são boas, mas alguns diálogos são propositalmente ousados sem a devida necessidade (como se precisasse de algum tipo de eufemismo em momentos críticos). Contudo, diante de tantos desmazelos atuais, o esforço por parte da equipe envolvida em tal projeto é viável, fazendo com que ele seja interessante de ser visto por quem se interessar por um conteúdo assim.
Se Scott Mann, quem dirigiu o filme internacional "Fall", conhecido nacionalmente como "A Queda", decidisse se atentar somente à realidade quanto a possibilidade de tal evento ocorrer, o filme certamente poderia ser levado a sério de maneira integral por diversas pessoas, mas algumas artimanhas de roteiro de determinados filmes, somadas às narrativas de drama dos personagens (decididas de serem mostradas até posteriormente), apesar de não prejudicarem a experiência como um todo, comprometem os momentos decisivos. Contudo, a sensação da agonia com relação à altura da torre e do perigo existente em um espaço limitado conseguem impactar quem está vendo todas aquelas cenas, pois a produção de som foi caprichosa. E é bom ver que as críticas com relação à sociedade contemporânea tão ativa nas redes sociais, fazendo uma comparação com o convívio familiar, estão presentes.
Eu fico pensando se não teria como uma delas amarrar a corda ao redor daquela própria estrutura circular da torre ali e ir descendo aos poucos até a escada inferior (daquele jeito que os trabalhadores de companhia elétrica fazem, amarrando a corda ao redor do poste e descendo devagar)...
Eu estava esperando pelo filme internacional "Speak No Evil" e eu adorei tudo o que eu vi principalmente por causa da ambientação, da direção, da sonoplastia, das boas atuações e das situações constrangedoras provenientes principalmente do choque cultural ali existente entre os personagens. Isso tudo é interessante. E é fácil apontar algo como passividade quando não somos nós ali lidando com aqueles tipos de problemas e precisando tentar não ficarmos espantados com as brutalidades dos comportamentos humanos. Isso aqui é uma produção que tem, antes de tudo, o objetivo de fazer uma clara análise sobre aquelas pessoas que são pais ou responsáveis que não sabem dizer "não" nem mesmo para seus filhos e aí depois aturam, de maneira até curiosamente mansa, as consequências.
Para mim, o filme internacional "Men", conhecido nacionalmente como "Men – Faces do Mal", é uma obra sinistra que, por conta de seus aspectos simbólicos, claramente desagradará determinadas pessoas, mas eu gostei da experiência insana que ele me causou através da atuação da atriz Jessie Buckley como a protagonista Harper, do ator Paapa Essiedu como o personagem James Marlowe e do ator Rory Kinnear como, antes de tudo, o personagem Geoffrey. Eis algumas ideias, em minha opinião, a serem consideradas sobre ele:
Harper, a protagonista, está indo para aquela propriedade alugada para tentar, de alguma maneira, "fugir" após a morte de seu marido. Durante algumas cenas, nós percebemos que ela era abusada fisicamente e psicologicamente por ele através de ameaças de suicídio onde ela tentava ler suas mensagens sem seu consentimento, assumindo que ela estava dizendo coisas ruins sobre ele. E ela expressava que ela não se sentia capaz de viver sua vida e ser feliz por causa da toxicidade de seu relacionamento e de todo aquele abuso. Estar casada com ele deixava claro que ele exercia controle sobre ela e que ele desejava que ela lhe providenciasse suas próprias necessidades (ao invés de uma união voluntária de possível amor entre eles). Ao entrar na propriedade, ela dá uma mordida na maçã, o "fruto proibido" simbólico do conhecimento do bem e do mal e também simbólico de conhecer a "verdade" ou a verdadeira "natureza" de algo, de acordo com o cristianismo. E a propriedade em si é coberta de paredes vermelhas e cercada por uma natureza exuberante com árvores, bosques e flores, sendo uma imagem simbólica de um útero (um lugar seguro longe do mundo exterior à energia curativa e do feminino). O mundo ao seu redor e a própria natureza simbolizam a vida e o viver e estar no próprio mundo. E eu sinto que isso representa a dicotomia das estátuas de homem e mulher que vemos representadas ao longo do filme: a estátua verde (o homem), sobre a natureza da masculinidade e que, no paganismo, seria o símbolo da primavera para o ritmo cíclico da natureza, bem como a estátua vermelha (a mulher), sobre o sangue e a cor representativa da natureza para a feminilidade, pois ela é a continuação da humanidade. Enquanto ela explora a floresta ao redor e chega ao túnel ela está expressando seu próprio livre arbítrio e exercendo a liberdade de explorar e vagar, mas, diante da sociedade patriarcal, isso não estaria em conformidade com o controle dos homens e não poderia ser permitido. Ao entrar no tal lugar, que evoca fortemente o simbolismo de um canal vaginal, dali surge uma figura nua e instintiva que passa a persegui-la como punição da natureza por sua personificação da liberdade. E ele passa a tentar controlá-la novamente, invocando o medo nela por tentar ser livre. Isso remonta ao momento em que ela pediu o divórcio de seu marido em um esforço para recuperar sua liberdade, tendo ele a punido por isso e ameaçando se matar e socando-a no rosto (e no final do filme, quando ela lhe pergunta o que ele quer, ele diz "seu amor", mas como se ele quisesse que ela continuasse casada com ele para que ele pudesse continuar exercendo controle sobre ela). Ela então a interagir com os outros homens e o menino da cidade, que são interpretados pelo mesmo ator, enquanto ela não parece notar que eles são todos o mesmo homem. E toda a forma de anulação de controle, desdém, manipulação, repressão e a violência estão presentes até certo ponto em cada um que ela encontra por ali. Riley, que é a sua amiga, e a policial, que é comunicada por ela, são as únicas pessoas que parecem acreditar que o seu medo é válido. Os homens que ela encontra na cidade continuamente a culpam e minimizam suas experiências e até anulam sua autonomia (mesmo de maneiras "agradáveis", como quando o tal proprietário não a deixa pagar por sua própria bebida). E nós podemos ver como isso afeta negativamente os homens quando o proprietário diz que seu pai o chamou de uma tentativa fracassada de um militar quando ele tinha apenas sete anos de idade. Quando entramos no ato final, ela é aterrorizada na propriedade por conta dos barulhos altos de batidas nas paredes externas, vendo o policial parado do lado de fora de sua porta olhando para ela e o pássaro voando pela janela, que mostram como ela vai sendo penetrada e violada à medida que a verdadeira natureza da violência patriarcal no mundo ameaça o espaço uterino do lar. Quando o "Homem Verde", agora de nosso conhecimento como a tal figura despida que representaria a entidade de determinadas crenças, sopra o dente-de-leão para ela, sendo o símbolo de soprar o dente-de-leão sobre a promessa de que aquele que você ama o amará de volta, uma das sementes de dente-de-leão entra em sua boca. Isso talvez seja sobre ela estar no controle do homem novamente. E a imagem do menino com o pássaro e aquela tal máscara feminina no rosto do pássaro sendo empurrada para frente e para trás seja talvez sobre as estimulações da dominação e do controle dos direitos estarem enraizados desde a tenra idade, bem como as zombarias sexuais. E à medida que os homens penetram a propriedade, ela usa maneiras muito fálicas de afirmar seu poder. O "Homem Verde", ao colocar a mão na caixa de correio (quase como uma proposta) e depois agarrar a sua mão (mostrando suas verdadeiras intenções), faz com que ela o esfaqueie. Então, quando o padre, que já havia colocado a mão em suas pernas e mostrado seu machismo não tão bem disfarçado em religião, tenta estuprá-la, ela o esfaqueia também. E o final do filme mostra a união do "Homem Verde" e da consideração feminina e as maneiras pelas quais os homens, em uma sociedade patriarcal, usam a fertilidade das mulheres e especificamente o controle dessa fertilidade, para perpetuar a estrutura de poder da qual se beneficiam. O patriarcado gera patriarcado. Cada homem neste filme incorpora os traços de várias formas em graus variados, sendo isso transmitido de geração em geração, e as mulheres estão envolvidas apenas como canais que darão à luz ao próximo patriarca, passando a ideologia repetidamente, até que finalmente vemos seu marido. Neste momento, Harper finalmente chegou a um ponto em que ela tem que enfrentar a verdadeira natureza dos valores patriarcais que foram instilados em seu marido e que corromperam seu casamento. Ele admite a ela que queria seu amor (uma maneira manipuladora velada de tentar controlá-la). E ele continua a culpá-la por sua morte. Ela parece estar em paz nessa cena. Não porque ela concorda ou acredita no que ele está dizendo, mas porque ela pode finalmente ver a verdade. Ela comeu do fruto do conhecimento do bem e do mal e pode finalmente ser libertada da ilusão e agora entende e aceita que a morte dele não é culpa dela. Ela não precisa mais ser "assombrada" por ele. Ela encontrou a cura que precisava e conquistou seu passado. E, quando a sua amiga chega, há sangue no chão. Algo claramente aconteceu ali e que nos impulsiona a acreditar na consideração além da imaginação, por assim dizer.
No ano passado, eu considerei o filme internacional "Dýrið", conhecido internacionalmente também como "Lamb" principalmente e nacionalmente como "Cordeiro", como um dos meus preferidos não só por conta das atuações da atriz Noomi Rapace como María e do ator Hilmir Snær Guðnason como Ingvar, mas também por conta da voz da atriz Lára Björk Hall para Ada, que é quem obviamente chama a atenção do público para que a trama seja feita através de um agradável incômodo interessante.
"All My Friends Hate Me" é um filme interessante. E, dada a direção de Andrew Gaynord e as atuações sensacionais (sendo assim principalmente a atuação do ator Tom Stourton, que interpreta o protagonista Pete), ele marca um terror, mas sentido através de uma sensação de desprezo, de indignação, de menosprezo, de rejeição e, acima de tudo, da tentativa de agradar amigos, conhecidos, conhecidos de conhecidos e desconhecidos (e desconfiar até de suas próprias atitudes no exercício, desesperado ou não, de fazer isso). O que pesa positivamente aqui é a autenticidade realista conforme o enredo vai se desenvolvendo e envolvendo. Há até uma autocrítica através da comédia e do drama que conduz todas as cenas, mas fica para quem está assistindo uma angústia sobre não ser bom o suficiente e pensar que nós não somos nem devemos ser capazes de tolerar qualquer tipo de piada. E o problema sempre é sobre nós e nunca com as pessoas além, não é? Talvez porque nós não ficamos vinte e quatro horas com elas para sabermos o que elas pensam...
Eu estava ansioso para ver "A Banquet", o filme da diretora Ruth Paxton, principalmente porque eu estava esperando a quantidade de simbolismos a serem apresentados diante da questão da alimentação, da imaturidade do momento juvenil em "conflito" com a maturidade do momento adulto e até do momento senil, da religiosidade e, acima de tudo, do convívio familiar e do meio ambiente "afetando" a mente humana. Nem todas as explicações tão desejadas são fornecidas para o público, mas isso é interessante diante de uma filmagem interessantemente atmosférica. Merece destaque a atuação das atriz Sienna Guillory (como Holly Hughes, a mãe), mas também obviamente a atuação da atriz Jessica Alexander (como Betsey Hughes, a filha que enfrenta a possibilidade de seu corpo servir à uma entidade superior), bem com a atuação da atriz Ruby Stokes (como Isabelle "Izzy" Hughes, a filha que não sabe se seu corpo servirá ou não até fisicamente, por assim dizer, já que vive algumas frustrações que poderiam até ter uma importância para o peso narrativo), além da atuação da atriz Lindsay Duncan (como June, a avó que tenta apontar uma solução para o que está acontecendo). Também há uma boa atuação através do ator Kaine Zajaz (como Dominic, que se preocupa com a possível namorada e a irmã). Algo que me trouxe um interesse súbito foi sobre 二口女 (ou Futa-kuchi-onna e Futakuchi-onna), a entidade citada. Para mim, é um dos principais filmes internacionais do ano e que claramente agradará quem gosta das classificações de drama de terror, de terror e de terror psicológico. E o exercício contemplativo é majestoso antes, durante e depois com cada um dos entendimentos particulares a serem considerados.
Como é bom ver que o filme "Licorice Pizza", possivelmente conhecido nacionalmente como "Pizza de Alcaçuz", está sendo elogiado, pois a atuação de Alana Haim está maravilhosa principalmente quando ela está acompanhada de Donna e Moti, os seus pais, e de Danielle e Este, as suas irmãs e representantes do grupo musical Haim! E Cooper Hoffman está brilhante! Além da bela fotografia, a sonoplastia está impecavelmente interessante! Já é uma das queridas produções a ser considerada para este ano aqui!
"De uskyldige", o filme conhecido também como "The Innocents" e por aqui certamente como "Os Inocentes", é, em minha opinião, um dos melhores filmes do ano. Com sua atmosfera densa de interação em condomínio e seu mistério dramático diante de um elenco infantil maravilhoso, ele já declara a sua estranheza logo de cara (e isso é no bom sentido). Isso aqui não é uma produção para qualquer pessoa que se deixa levar pelos heróis e pelos super-heróis das produtoras conhecidas frequentemente pela ampla audiência mundial, mas sim uma obra direcionada para um público que gosta de admirar a beleza artística desenvolvida nos pequenos detalhes. Quando os dons dos protagonistas mirins são despertados, tudo ali nos aponta perigo. O diretor Eskil Vogt conseguiu, apesar de algumas cenas incômodas, dar um toque de sutileza para a experiência cinematográfica claramente proposta por ele.
"The Matrix", que é conhecido até somente como "Matrix" nacionalmente, é um filme espetacular cuja importância para a história mundial do cinema é óbvia principalmente por conta da agilidade narrativa pautada claramente na ficção científica, da fotografia e das cenas de ação que são até invejáveis. Tendo a tecnologia como a sua essência, as questões filosóficas, políticas e religiosas levantadas por eles são graciosas, além de trazer à tona o Mito da Caverna, a metáfora criada por Platão a respeito dos conceitos de escuridão e ignorância, luz e conhecimento e toda a distinção entre a aparência e a realidade, fundamental para a teoria do Mundo das Ideias. E há perguntas maravilhosamente colocadas à nossa disposição através de personagens emblemáticos. Keanu Reeves, através do protagonista Thomas Anderson, conhecido amplamente como Neo, é o destaque, mas Carrie Anne-Moss, através da personagem Trinity, e Laurence Fishburne, através do personagem Morpheus, são responsáveis pela condução da trama de maneira majestosa. E Hugo Weaving, através do antagonista Agente Smith, é impressionante para mostrar "algo" que despreza a raça humana por conta de uma justificativa que prende a atenção de qualquer um que esteja acompanhando todas as cenas. O que é a realidade? O que te motiva a saber sobre a realidade? O que faz você ter certeza de que isso é a realidade? Qual é a diferença entre a certeza e a realidade? Até onde o ser humano é capaz de ir para mostrar que é capaz de criar? O que é a criação? O que aconteceria se as máquinas dominassem o mundo? O que diferencia uma máquina de um ser humano?
Com exceção das boas atuações e dos belos efeitos visuais, eu não gostei tanto do filme "Dune", conhecido por aqui como "Duna", quanto eu pensei que eu gostaria. Em minha opinião, pelo menos para uma consideração de filme sem ser focado em sua sequência, o enredo deixou a desejar. Dado o estilo épico que certamente tentaria atingir diversos públicos e não apenas um específico, algumas explicações poderiam ser mencionadas a respeito das crenças dos povos nele mostrados. Apesar de todo o conceito de ficção científica pender para um universo fantasioso, eu pensava que o intuito era uma aproximação de ideias realistas e a abordagem de cada uma delas principalmente para o tal controle político claramente ali existente.
O filme internacional "Censor" me cativou de um jeito impressionante principalmente pela estética e sua vontade de honrar filmes clássicos. E ele faz isso apresentando um terror psicológico que não dá rápidas respostas e que vai construindo seu mistérios com lentas suspeitas. Além de referenciar um momento da história onde determinados filmes foram alvo de denúncia dos que vivem "em nome da moral e dos bons costumes", a crítica sobre a atualidade está clara. Através da protagonista Enid Baines, vivida pela atriz Niamh Algar, nós sentimos, se nós formos fazer uma consideração de interpretação e não algumas além da tal, o envolvimento de uma pessoa com um trabalho interessantemente perturbador e sua inquietação com algo que ocorreu envolvendo a sua família. E nós pensamos em como seria provar do gosto de fazer algo que é o oposto daquilo que você está "destinado" a fazer. Os limites entre a insanidade e a sanidade podem ser considerados como parâmetros para discussões, mas, diante de tantas cenas perturbadoras que são apresentadas para nós diariamente através de notícias, por exemplo, não estaria o terror dentro de nós? Um filme assim promove uma experiência incrível para ser sentida com absoluta entrega e só depois ser analisada diante de diversas prováveis interpretações. Através dele, a diretora Prano Bailey-Bond já está ganhando elogios, mas ela tem um minifilme chamado "Nasty", que possui algo aparecendo ali como uma proposital grafia incorreta para a franquia "Evil Dead" como sendo "Evil Dad" e que pode ser percebido no atual lançamento...
Aquele desespero todo de Enid Baines gritando "por favor seja ela!" para Alice Lee me pegou de jeito! E, a partir do momento em que a protagonista decide se desfazer de sua sanidade e sentir tudo aquilo que vai contra sua "proteção de pessoas", o seu mundo se torna evidente! Ela vai ser o horror de sua existência, porque é isso que ela está destinada a ser! Mas a sua suposta intenção de fazer justiça como compensação pela perda da irmã permanece em sua mente até quando ela decide raptar a moça inocente, levar para os seus pais e, diante de "elementos televisivos" configurando a realidade, fingir que está diante de uma família feliz! Ela quer isso de qualquer maneira! É a sua obsessão! E o seu país "estará" até livre da violência porque sua justiça "foi feita"! Até a taxa de empregos "aumentará"! É isso aí... Dá vontade de enlouquecer de vez em quando e fantasiar de qualquer maneira uma vida do jeito que nós queremos!
"Quando Eu Era Vivo" é o filme nacional de terror que eu considero como um dos meus favoritos. Marco Dutra fez um trabalho impressionante sobre ele e conseguiu adaptar "A arte de Produzir Efeito Sem Causa", o livro de Lourenço Mutarelli, de forma brilhante. Antõnio Fagundes, o meu ator nacional preferido, está sensacional como o Senhor Zé (ou José), considerado como Sênior, bem como Marat Descartes está sinistramente interessante como Júnior e Sandy está sutilmente bela como Bruna. O tormento central é a fixação na juventude e no passado, bem como, através da nostalgia, a tentativa de se manter equilibrado "desenhando" o presente como aterrorizante e inferior aos momentos já vividos (e tendo sido eles agradáveis ou não). A fotografia sombria do filme é incrível (e principalmente nos momentos em que há objetos de esoterismo ocupando os ambientes), bem como o simbolismo contido nas cabeças de gesso, nas demonstrações religiosas, nas músicas cantadas ou ouvidas pelos personagens e nas percepções dos comportamentos de cada um deles. E há uma desconfiança sobre o que eles estão presenciando ser algo imaginado ou não. É uma obra que possui uma atmosfera intrigante, mórbida, tétrica e, acima de tudo, capaz de gerar discussões sobre tudo o que nos causa medo desde a infância e envolve principalmente a família e os hábitos da sociedade diante do cristianismo, do misticismo, do ocultismo, do paganismo e diversas classificações de crenças populares.
Embora eu adore principalmente os filmes de terror, um dos meus filmes internacionais preferidos de todos os tempos é "Titanic". Seja pela atuação excepcional de Leonardo DiCaprio e de Kate Winslet, seja pela direção exemplar de James Cameron, seja pela fotografia maravilhosa, seja pela trilha sonora inspirada na cultura celta e marcante na voz de Celine Dion com a música "My Heart Will Go On" e, acima de tudo, seja pela minha consideração afetiva, ele é o filme que eu posso ver quantas vezes eu quiser e me emocionar em todas elas.
Eu gosto da franquia "Saw", que é "Jogos Mortais" por aqui, e considero o primeiro filme como o melhor de todos. As armadilhas são interessantes, mas toda a motivação do principal responsável por tudo o que está acontecendo é impactante. E ele pode até ser considerado como alguém que diretamente não comete assassinatos. Tudo o que é mostrado, envolvendo a investigação policial e as suspeitas até o momento da descoberta principal, é impressionante, interessante e primoroso. As atuações de todos os personagens são envolventes. Cary Elwes como Lawrence Gordon, Danny Glover como David Tapp, Dina Meyer como Detective Allison Kerry, Michael Emerson como Zep Hindle, Shawnee Smith como Amanda Young e Tobin Bell como John Kramer estão formidáveis.
"Saint Maud" é o meu filme internacional preferido do ano. Ele poderia ser conhecido internacionalmente também possivelmente como "Saint Mahthildis" e nacionalmente como "Santa Matilde". É possível perceber que Rose Glass é uma diretora que tem ideias cinematográficas interessantes. Além da fotografia do filme ser bonita, ele tem uma atmosfera repleta de drama, suspense e terror, bem como as atuações são brilhantes. A atriz Morfydd Clark nos mostra uma protagonista interessante e com uma solidão capaz de gerar uma rotina impactante. Ela vive uma mulher chamada Katie, que, após enfrentar um evento traumático no hospital psiquiátrico onde trabalha, decide se interessar pelo catolicismo e se chamar Maud (uma variação do nome Matilde), mas principalmente para, de uma maneira propositalmente santificável, por assim dizer, tentar se esquecer de um passado envolto em comportamentos certamente considerados como lascivos. E ela passa a trabalhar como cuidadora de uma mulher chamada Amanda, que é interpretada de maneira majestosa pela atriz Jennifer Ehle. Apesar de estar enfrentando uma doença tenebrosa, Amanda gosta de celebrar o hedonismo e vive em saudosismo aos seus bons tempos de dançarina. Nós nos deparamos com as interações entre elas e até duvidamos se poderia ou não ter ali uma amizade. Ao demonstrar interesse pelo comportamento progressivamente religiosamente fanático de sua empregada recente (que é até masoquista por conta de sua fé), Amanda desperta nela uma espécie de "missão" em prol de "salvar a sua alma". E aí nós presenciamos momentos que nos apresentam conteúdos de interesses clínicos, críticas sociais necessárias essencialmente sobre a religiosidade, questionamentos sobre a sexualidade e simbologias interessantes de variados tipos.
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Undertone
3.2 3Diante de toda a simbologia apresentada, que é algo impressionante, eu acredito que "Undertone" pode ser considerado o meu filme preferido do ano! Apesar de tudo, eu pensei em fazer uma espécie de ritual onde eu ficaria deitado na cama, colocaria o fone de ouvido no computador e veria tudo com as luzes apagadas (e sem cobertor ou lençol)! Mas foi quase algo assim! De qualquer maneira, isso aqui é terror de primeira categoria para quem gosta de algo incomum!
Entrevista com o Demônio
3.4 770 Assista AgoraNós podemos acreditar ou não em qualquer tipo de entidade a ser considerada, mas sempre há um preço a ser pago por tudo na nossa existência! Um dos meus filmes preferidos do ano e de todos os tempos! "Late Night with the Devil" já está marcando um dos meus momentos! Jack Delroy já é um dos personagens que me interessam de maneira impressionante! Que sensacional! O ator David Dastmalchian certamente será lembrado pelo seu trabalho magnífico! Inclusive, sobre a questão de aceitação, o povo não consegue aceitar, não está interessado em aceitar ou não quer aceitar que a palhaçada aqui é a "alma do negócio" até como uma forma de criticar os enredos sobrenaturais tão "vomitados" na sociedade desde a época em que o filme "se passa"... Eu já imaginava que seria um filme com doses de "maluquice" propositalmente descarada, além daquele enredo que possibilitaria pensar na "veracidade" de tudo aquilo... Mas agora é moda diversas pessoas se julgarem "especialistas" em cinema sem nem sequer terem pego uma câmera e comandado um elenco de filmagem... Isso aqui não é nem nunca quererá chegar perto do senso de realidade que andam exigindo (e muito menos tendo efeitos especiais de primeira linha, sendo que nem precisaria mencionar algo assim)...
Sede Sem Fim
3.0 37Um dos meus filmes preferidos para este ano é o filme "Blood", conhecido por aqui como "Sede Sem Fim", que, além de ter atuações interessantes, tem um enredo que faz quem está vendo as cenas pensar em como agiria caso tudo aquilo acontecesse na vida real. Toda a ambientação é maravilhosa, todos os efeitos práticos são bem-vindos e tudo o que envolve um simbolismo, que é o que menos interessa para a trama, faz com que a humanidade dos personagens, diante de tal situação, seja exaltada. É bom ver uma produção assim que preza, antes de tudo, pela seriedade. Vale a pena ser visto por quem contempla uma direção que sabe o que está fazendo sem se deixar levar por politicagens e tanta "quebra de contexto" para favorecer algumas exigências da atualidade. Nós podemos saber que Michelle Monaghan tem o destaque principal como Jess, mas Finlay Wojtak-Hissong está impressionante como Owen, Skeet Ulrich está considerável como Patrick e Skylar Morgan Jones está excelente como Tyler. Diferentemente de algumas obras que estão na moda, por assim dizer, uma obra fascinante assim não é devidamente notada pelo grande público, mas cabe a cada um de nós tomar ciência de uma criação assim e prezar pela sua divulgação.
Fale Comigo
3.5 1,0K Assista AgoraEu adorei o filme "Talk to Me", conhecido por aqui como "Fale Comigo", porque as atuações são excelentes, além de cada um dos efeitos práticos serem significativos para mostrarem principalmente as críticas sociais! Foi maravilhoso ver a trama se desenrolando, mas eu gostaria que a obra passasse do horário estipulado e tivesse apenas uma trama sem formar franquia! Eu sei que o destaque é de Sophie Wilde como Mia! Miranda Otto está excepcional como Sue! Zoe Terakis está marcante como Hayley! Contudo, quem rouba a cena, em minha opinião, é Joe Bird como Riley (envolvendo cenas sinistras)! O trabalho de maquiagem está impecável, mas que incrível aquela atuação! Isso é que é construção de personagem envolvendo tormentos sobrenaturais!
Frio nos Ossos
3.1 278 Assista Agora"Little Bone Lodge", o filme conhecido por aqui como "Frio nos Ossos", tem uma boa ideia que, diante até de algumas facilitações, não é bem executada, pois a direção comete determinados deslizes certamente na tentativa de buscar algum tipo de comodismo diante do público. As atuações são boas, mas alguns diálogos são propositalmente ousados sem a devida necessidade (como se precisasse de algum tipo de eufemismo em momentos críticos). Contudo, diante de tantos desmazelos atuais, o esforço por parte da equipe envolvida em tal projeto é viável, fazendo com que ele seja interessante de ser visto por quem se interessar por um conteúdo assim.
A Queda
3.2 811 Assista AgoraSe Scott Mann, quem dirigiu o filme internacional "Fall", conhecido nacionalmente como "A Queda", decidisse se atentar somente à realidade quanto a possibilidade de tal evento ocorrer, o filme certamente poderia ser levado a sério de maneira integral por diversas pessoas, mas algumas artimanhas de roteiro de determinados filmes, somadas às narrativas de drama dos personagens (decididas de serem mostradas até posteriormente), apesar de não prejudicarem a experiência como um todo, comprometem os momentos decisivos. Contudo, a sensação da agonia com relação à altura da torre e do perigo existente em um espaço limitado conseguem impactar quem está vendo todas aquelas cenas, pois a produção de som foi caprichosa. E é bom ver que as críticas com relação à sociedade contemporânea tão ativa nas redes sociais, fazendo uma comparação com o convívio familiar, estão presentes.
Eu fico pensando se não teria como uma delas amarrar a corda ao redor daquela própria estrutura circular da torre ali e ir descendo aos poucos até a escada inferior (daquele jeito que os trabalhadores de companhia elétrica fazem, amarrando a corda ao redor do poste e descendo devagar)...
Não Fale o Mal
3.6 820 Assista AgoraEu estava esperando pelo filme internacional "Speak No Evil" e eu adorei tudo o que eu vi principalmente por causa da ambientação, da direção, da sonoplastia, das boas atuações e das situações constrangedoras provenientes principalmente do choque cultural ali existente entre os personagens. Isso tudo é interessante. E é fácil apontar algo como passividade quando não somos nós ali lidando com aqueles tipos de problemas e precisando tentar não ficarmos espantados com as brutalidades dos comportamentos humanos. Isso aqui é uma produção que tem, antes de tudo, o objetivo de fazer uma clara análise sobre aquelas pessoas que são pais ou responsáveis que não sabem dizer "não" nem mesmo para seus filhos e aí depois aturam, de maneira até curiosamente mansa, as consequências.
Men: Faces do Medo
3.2 482 Assista AgoraPara mim, o filme internacional "Men", conhecido nacionalmente como "Men – Faces do Mal", é uma obra sinistra que, por conta de seus aspectos simbólicos, claramente desagradará determinadas pessoas, mas eu gostei da experiência insana que ele me causou através da atuação da atriz Jessie Buckley como a protagonista Harper, do ator Paapa Essiedu como o personagem James Marlowe e do ator Rory Kinnear como, antes de tudo, o personagem Geoffrey. Eis algumas ideias, em minha opinião, a serem consideradas sobre ele:
Harper, a protagonista, está indo para aquela propriedade alugada para tentar, de alguma maneira, "fugir" após a morte de seu marido. Durante algumas cenas, nós percebemos que ela era abusada fisicamente e psicologicamente por ele através de ameaças de suicídio onde ela tentava ler suas mensagens sem seu consentimento, assumindo que ela estava dizendo coisas ruins sobre ele. E ela expressava que ela não se sentia capaz de viver sua vida e ser feliz por causa da toxicidade de seu relacionamento e de todo aquele abuso. Estar casada com ele deixava claro que ele exercia controle sobre ela e que ele desejava que ela lhe providenciasse suas próprias necessidades (ao invés de uma união voluntária de possível amor entre eles). Ao entrar na propriedade, ela dá uma mordida na maçã, o "fruto proibido" simbólico do conhecimento do bem e do mal e também simbólico de conhecer a "verdade" ou a verdadeira "natureza" de algo, de acordo com o cristianismo. E a propriedade em si é coberta de paredes vermelhas e cercada por uma natureza exuberante com árvores, bosques e flores, sendo uma imagem simbólica de um útero (um lugar seguro longe do mundo exterior à energia curativa e do feminino). O mundo ao seu redor e a própria natureza simbolizam a vida e o viver e estar no próprio mundo. E eu sinto que isso representa a dicotomia das estátuas de homem e mulher que vemos representadas ao longo do filme: a estátua verde (o homem), sobre a natureza da masculinidade e que, no paganismo, seria o símbolo da primavera para o ritmo cíclico da natureza, bem como a estátua vermelha (a mulher), sobre o sangue e a cor representativa da natureza para a feminilidade, pois ela é a continuação da humanidade. Enquanto ela explora a floresta ao redor e chega ao túnel ela está expressando seu próprio livre arbítrio e exercendo a liberdade de explorar e vagar, mas, diante da sociedade patriarcal, isso não estaria em conformidade com o controle dos homens e não poderia ser permitido. Ao entrar no tal lugar, que evoca fortemente o simbolismo de um canal vaginal, dali surge uma figura nua e instintiva que passa a persegui-la como punição da natureza por sua personificação da liberdade. E ele passa a tentar controlá-la novamente, invocando o medo nela por tentar ser livre. Isso remonta ao momento em que ela pediu o divórcio de seu marido em um esforço para recuperar sua liberdade, tendo ele a punido por isso e ameaçando se matar e socando-a no rosto (e no final do filme, quando ela lhe pergunta o que ele quer, ele diz "seu amor", mas como se ele quisesse que ela continuasse casada com ele para que ele pudesse continuar exercendo controle sobre ela). Ela então a interagir com os outros homens e o menino da cidade, que são interpretados pelo mesmo ator, enquanto ela não parece notar que eles são todos o mesmo homem. E toda a forma de anulação de controle, desdém, manipulação, repressão e a violência estão presentes até certo ponto em cada um que ela encontra por ali. Riley, que é a sua amiga, e a policial, que é comunicada por ela, são as únicas pessoas que parecem acreditar que o seu medo é válido. Os homens que ela encontra na cidade continuamente a culpam e minimizam suas experiências e até anulam sua autonomia (mesmo de maneiras "agradáveis", como quando o tal proprietário não a deixa pagar por sua própria bebida). E nós podemos ver como isso afeta negativamente os homens quando o proprietário diz que seu pai o chamou de uma tentativa fracassada de um militar quando ele tinha apenas sete anos de idade. Quando entramos no ato final, ela é aterrorizada na propriedade por conta dos barulhos altos de batidas nas paredes externas, vendo o policial parado do lado de fora de sua porta olhando para ela e o pássaro voando pela janela, que mostram como ela vai sendo penetrada e violada à medida que a verdadeira natureza da violência patriarcal no mundo ameaça o espaço uterino do lar. Quando o "Homem Verde", agora de nosso conhecimento como a tal figura despida que representaria a entidade de determinadas crenças, sopra o dente-de-leão para ela, sendo o símbolo de soprar o dente-de-leão sobre a promessa de que aquele que você ama o amará de volta, uma das sementes de dente-de-leão entra em sua boca. Isso talvez seja sobre ela estar no controle do homem novamente. E a imagem do menino com o pássaro e aquela tal máscara feminina no rosto do pássaro sendo empurrada para frente e para trás seja talvez sobre as estimulações da dominação e do controle dos direitos estarem enraizados desde a tenra idade, bem como as zombarias sexuais. E à medida que os homens penetram a propriedade, ela usa maneiras muito fálicas de afirmar seu poder. O "Homem Verde", ao colocar a mão na caixa de correio (quase como uma proposta) e depois agarrar a sua mão (mostrando suas verdadeiras intenções), faz com que ela o esfaqueie. Então, quando o padre, que já havia colocado a mão em suas pernas e mostrado seu machismo não tão bem disfarçado em religião, tenta estuprá-la, ela o esfaqueia também. E o final do filme mostra a união do "Homem Verde" e da consideração feminina e as maneiras pelas quais os homens, em uma sociedade patriarcal, usam a fertilidade das mulheres e especificamente o controle dessa fertilidade, para perpetuar a estrutura de poder da qual se beneficiam. O patriarcado gera patriarcado. Cada homem neste filme incorpora os traços de várias formas em graus variados, sendo isso transmitido de geração em geração, e as mulheres estão envolvidas apenas como canais que darão à luz ao próximo patriarca, passando a ideologia repetidamente, até que finalmente vemos seu marido. Neste momento, Harper finalmente chegou a um ponto em que ela tem que enfrentar a verdadeira natureza dos valores patriarcais que foram instilados em seu marido e que corromperam seu casamento. Ele admite a ela que queria seu amor (uma maneira manipuladora velada de tentar controlá-la). E ele continua a culpá-la por sua morte. Ela parece estar em paz nessa cena. Não porque ela concorda ou acredita no que ele está dizendo, mas porque ela pode finalmente ver a verdade. Ela comeu do fruto do conhecimento do bem e do mal e pode finalmente ser libertada da ilusão e agora entende e aceita que a morte dele não é culpa dela. Ela não precisa mais ser "assombrada" por ele. Ela encontrou a cura que precisava e conquistou seu passado. E, quando a sua amiga chega, há sangue no chão. Algo claramente aconteceu ali e que nos impulsiona a acreditar na consideração além da imaginação, por assim dizer.
Cordeiro
3.3 594 Assista AgoraNo ano passado, eu considerei o filme internacional "Dýrið", conhecido internacionalmente também como "Lamb" principalmente e nacionalmente como "Cordeiro", como um dos meus preferidos não só por conta das atuações da atriz Noomi Rapace como María e do ator Hilmir Snær Guðnason como Ingvar, mas também por conta da voz da atriz Lára Björk Hall para Ada, que é quem obviamente chama a atenção do público para que a trama seja feita através de um agradável incômodo interessante.
Meus Amigos Me Odeiam
3.3 21 Assista Agora"All My Friends Hate Me" é um filme interessante. E, dada a direção de Andrew Gaynord e as atuações sensacionais (sendo assim principalmente a atuação do ator Tom Stourton, que interpreta o protagonista Pete), ele marca um terror, mas sentido através de uma sensação de desprezo, de indignação, de menosprezo, de rejeição e, acima de tudo, da tentativa de agradar amigos, conhecidos, conhecidos de conhecidos e desconhecidos (e desconfiar até de suas próprias atitudes no exercício, desesperado ou não, de fazer isso). O que pesa positivamente aqui é a autenticidade realista conforme o enredo vai se desenvolvendo e envolvendo. Há até uma autocrítica através da comédia e do drama que conduz todas as cenas, mas fica para quem está assistindo uma angústia sobre não ser bom o suficiente e pensar que nós não somos nem devemos ser capazes de tolerar qualquer tipo de piada. E o problema sempre é sobre nós e nunca com as pessoas além, não é? Talvez porque nós não ficamos vinte e quatro horas com elas para sabermos o que elas pensam...
A Banquet
1.9 3Eu estava ansioso para ver "A Banquet", o filme da diretora Ruth Paxton, principalmente porque eu estava esperando a quantidade de simbolismos a serem apresentados diante da questão da alimentação, da imaturidade do momento juvenil em "conflito" com a maturidade do momento adulto e até do momento senil, da religiosidade e, acima de tudo, do convívio familiar e do meio ambiente "afetando" a mente humana. Nem todas as explicações tão desejadas são fornecidas para o público, mas isso é interessante diante de uma filmagem interessantemente atmosférica. Merece destaque a atuação das atriz Sienna Guillory (como Holly Hughes, a mãe), mas também obviamente a atuação da atriz Jessica Alexander (como Betsey Hughes, a filha que enfrenta a possibilidade de seu corpo servir à uma entidade superior), bem com a atuação da atriz Ruby Stokes (como Isabelle "Izzy" Hughes, a filha que não sabe se seu corpo servirá ou não até fisicamente, por assim dizer, já que vive algumas frustrações que poderiam até ter uma importância para o peso narrativo), além da atuação da atriz Lindsay Duncan (como June, a avó que tenta apontar uma solução para o que está acontecendo). Também há uma boa atuação através do ator Kaine Zajaz (como Dominic, que se preocupa com a possível namorada e a irmã). Algo que me trouxe um interesse súbito foi sobre 二口女 (ou Futa-kuchi-onna e Futakuchi-onna), a entidade citada. Para mim, é um dos principais filmes internacionais do ano e que claramente agradará quem gosta das classificações de drama de terror, de terror e de terror psicológico. E o exercício contemplativo é majestoso antes, durante e depois com cada um dos entendimentos particulares a serem considerados.
Licorice Pizza
3.5 631Como é bom ver que o filme "Licorice Pizza", possivelmente conhecido nacionalmente como "Pizza de Alcaçuz", está sendo elogiado, pois a atuação de Alana Haim está maravilhosa principalmente quando ela está acompanhada de Donna e Moti, os seus pais, e de Danielle e Este, as suas irmãs e representantes do grupo musical Haim! E Cooper Hoffman está brilhante! Além da bela fotografia, a sonoplastia está impecavelmente interessante! Já é uma das queridas produções a ser considerada para este ano aqui!
The Innocents
3.7 170 Assista Agora"De uskyldige", o filme conhecido também como "The Innocents" e por aqui certamente como "Os Inocentes", é, em minha opinião, um dos melhores filmes do ano. Com sua atmosfera densa de interação em condomínio e seu mistério dramático diante de um elenco infantil maravilhoso, ele já declara a sua estranheza logo de cara (e isso é no bom sentido). Isso aqui não é uma produção para qualquer pessoa que se deixa levar pelos heróis e pelos super-heróis das produtoras conhecidas frequentemente pela ampla audiência mundial, mas sim uma obra direcionada para um público que gosta de admirar a beleza artística desenvolvida nos pequenos detalhes. Quando os dons dos protagonistas mirins são despertados, tudo ali nos aponta perigo. O diretor Eskil Vogt conseguiu, apesar de algumas cenas incômodas, dar um toque de sutileza para a experiência cinematográfica claramente proposta por ele.
Matrix
4.3 2,6K Assista Agora"The Matrix", que é conhecido até somente como "Matrix" nacionalmente, é um filme espetacular cuja importância para a história mundial do cinema é óbvia principalmente por conta da agilidade narrativa pautada claramente na ficção científica, da fotografia e das cenas de ação que são até invejáveis. Tendo a tecnologia como a sua essência, as questões filosóficas, políticas e religiosas levantadas por eles são graciosas, além de trazer à tona o Mito da Caverna, a metáfora criada por Platão a respeito dos conceitos de escuridão e ignorância, luz e conhecimento e toda a distinção entre a aparência e a realidade, fundamental para a teoria do Mundo das Ideias. E há perguntas maravilhosamente colocadas à nossa disposição através de personagens emblemáticos. Keanu Reeves, através do protagonista Thomas Anderson, conhecido amplamente como Neo, é o destaque, mas Carrie Anne-Moss, através da personagem Trinity, e Laurence Fishburne, através do personagem Morpheus, são responsáveis pela condução da trama de maneira majestosa. E Hugo Weaving, através do antagonista Agente Smith, é impressionante para mostrar "algo" que despreza a raça humana por conta de uma justificativa que prende a atenção de qualquer um que esteja acompanhando todas as cenas. O que é a realidade? O que te motiva a saber sobre a realidade? O que faz você ter certeza de que isso é a realidade? Qual é a diferença entre a certeza e a realidade? Até onde o ser humano é capaz de ir para mostrar que é capaz de criar? O que é a criação? O que aconteceria se as máquinas dominassem o mundo? O que diferencia uma máquina de um ser humano?
Duna
3.8 1,7K Assista AgoraCom exceção das boas atuações e dos belos efeitos visuais, eu não gostei tanto do filme "Dune", conhecido por aqui como "Duna", quanto eu pensei que eu gostaria. Em minha opinião, pelo menos para uma consideração de filme sem ser focado em sua sequência, o enredo deixou a desejar. Dado o estilo épico que certamente tentaria atingir diversos públicos e não apenas um específico, algumas explicações poderiam ser mencionadas a respeito das crenças dos povos nele mostrados. Apesar de todo o conceito de ficção científica pender para um universo fantasioso, eu pensava que o intuito era uma aproximação de ideias realistas e a abordagem de cada uma delas principalmente para o tal controle político claramente ali existente.
Censor
3.1 138 Assista AgoraO filme internacional "Censor" me cativou de um jeito impressionante principalmente pela estética e sua vontade de honrar filmes clássicos. E ele faz isso apresentando um terror psicológico que não dá rápidas respostas e que vai construindo seu mistérios com lentas suspeitas. Além de referenciar um momento da história onde determinados filmes foram alvo de denúncia dos que vivem "em nome da moral e dos bons costumes", a crítica sobre a atualidade está clara. Através da protagonista Enid Baines, vivida pela atriz Niamh Algar, nós sentimos, se nós formos fazer uma consideração de interpretação e não algumas além da tal, o envolvimento de uma pessoa com um trabalho interessantemente perturbador e sua inquietação com algo que ocorreu envolvendo a sua família. E nós pensamos em como seria provar do gosto de fazer algo que é o oposto daquilo que você está "destinado" a fazer. Os limites entre a insanidade e a sanidade podem ser considerados como parâmetros para discussões, mas, diante de tantas cenas perturbadoras que são apresentadas para nós diariamente através de notícias, por exemplo, não estaria o terror dentro de nós? Um filme assim promove uma experiência incrível para ser sentida com absoluta entrega e só depois ser analisada diante de diversas prováveis interpretações. Através dele, a diretora Prano Bailey-Bond já está ganhando elogios, mas ela tem um minifilme chamado "Nasty", que possui algo aparecendo ali como uma proposital grafia incorreta para a franquia "Evil Dead" como sendo "Evil Dad" e que pode ser percebido no atual lançamento...
Aquele desespero todo de Enid Baines gritando "por favor seja ela!" para Alice Lee me pegou de jeito! E, a partir do momento em que a protagonista decide se desfazer de sua sanidade e sentir tudo aquilo que vai contra sua "proteção de pessoas", o seu mundo se torna evidente! Ela vai ser o horror de sua existência, porque é isso que ela está destinada a ser! Mas a sua suposta intenção de fazer justiça como compensação pela perda da irmã permanece em sua mente até quando ela decide raptar a moça inocente, levar para os seus pais e, diante de "elementos televisivos" configurando a realidade, fingir que está diante de uma família feliz! Ela quer isso de qualquer maneira! É a sua obsessão! E o seu país "estará" até livre da violência porque sua justiça "foi feita"! Até a taxa de empregos "aumentará"! É isso aí... Dá vontade de enlouquecer de vez em quando e fantasiar de qualquer maneira uma vida do jeito que nós queremos!
Quando Eu Era Vivo
2.9 327"Quando Eu Era Vivo" é o filme nacional de terror que eu considero como um dos meus favoritos. Marco Dutra fez um trabalho impressionante sobre ele e conseguiu adaptar "A arte de Produzir Efeito Sem Causa", o livro de Lourenço Mutarelli, de forma brilhante. Antõnio Fagundes, o meu ator nacional preferido, está sensacional como o Senhor Zé (ou José), considerado como Sênior, bem como Marat Descartes está sinistramente interessante como Júnior e Sandy está sutilmente bela como Bruna. O tormento central é a fixação na juventude e no passado, bem como, através da nostalgia, a tentativa de se manter equilibrado "desenhando" o presente como aterrorizante e inferior aos momentos já vividos (e tendo sido eles agradáveis ou não). A fotografia sombria do filme é incrível (e principalmente nos momentos em que há objetos de esoterismo ocupando os ambientes), bem como o simbolismo contido nas cabeças de gesso, nas demonstrações religiosas, nas músicas cantadas ou ouvidas pelos personagens e nas percepções dos comportamentos de cada um deles. E há uma desconfiança sobre o que eles estão presenciando ser algo imaginado ou não. É uma obra que possui uma atmosfera intrigante, mórbida, tétrica e, acima de tudo, capaz de gerar discussões sobre tudo o que nos causa medo desde a infância e envolve principalmente a família e os hábitos da sociedade diante do cristianismo, do misticismo, do ocultismo, do paganismo e diversas classificações de crenças populares.
Titanic
4.0 4,6K Assista AgoraEmbora eu adore principalmente os filmes de terror, um dos meus filmes internacionais preferidos de todos os tempos é "Titanic". Seja pela atuação excepcional de Leonardo DiCaprio e de Kate Winslet, seja pela direção exemplar de James Cameron, seja pela fotografia maravilhosa, seja pela trilha sonora inspirada na cultura celta e marcante na voz de Celine Dion com a música "My Heart Will Go On" e, acima de tudo, seja pela minha consideração afetiva, ele é o filme que eu posso ver quantas vezes eu quiser e me emocionar em todas elas.
Jogos Mortais
3.7 1,6K Assista AgoraEu gosto da franquia "Saw", que é "Jogos Mortais" por aqui, e considero o primeiro filme como o melhor de todos. As armadilhas são interessantes, mas toda a motivação do principal responsável por tudo o que está acontecendo é impactante. E ele pode até ser considerado como alguém que diretamente não comete assassinatos. Tudo o que é mostrado, envolvendo a investigação policial e as suspeitas até o momento da descoberta principal, é impressionante, interessante e primoroso. As atuações de todos os personagens são envolventes. Cary Elwes como Lawrence Gordon, Danny Glover como David Tapp, Dina Meyer como Detective Allison Kerry, Michael Emerson como Zep Hindle, Shawnee Smith como Amanda Young e Tobin Bell como John Kramer estão formidáveis.
Santa Maud
3.5 356 Assista Agora"Saint Maud" é o meu filme internacional preferido do ano. Ele poderia ser conhecido internacionalmente também possivelmente como "Saint Mahthildis" e nacionalmente como "Santa Matilde". É possível perceber que Rose Glass é uma diretora que tem ideias cinematográficas interessantes. Além da fotografia do filme ser bonita, ele tem uma atmosfera repleta de drama, suspense e terror, bem como as atuações são brilhantes. A atriz Morfydd Clark nos mostra uma protagonista interessante e com uma solidão capaz de gerar uma rotina impactante. Ela vive uma mulher chamada Katie, que, após enfrentar um evento traumático no hospital psiquiátrico onde trabalha, decide se interessar pelo catolicismo e se chamar Maud (uma variação do nome Matilde), mas principalmente para, de uma maneira propositalmente santificável, por assim dizer, tentar se esquecer de um passado envolto em comportamentos certamente considerados como lascivos. E ela passa a trabalhar como cuidadora de uma mulher chamada Amanda, que é interpretada de maneira majestosa pela atriz Jennifer Ehle. Apesar de estar enfrentando uma doença tenebrosa, Amanda gosta de celebrar o hedonismo e vive em saudosismo aos seus bons tempos de dançarina. Nós nos deparamos com as interações entre elas e até duvidamos se poderia ou não ter ali uma amizade. Ao demonstrar interesse pelo comportamento progressivamente religiosamente fanático de sua empregada recente (que é até masoquista por conta de sua fé), Amanda desperta nela uma espécie de "missão" em prol de "salvar a sua alma". E aí nós presenciamos momentos que nos apresentam conteúdos de interesses clínicos, críticas sociais necessárias essencialmente sobre a religiosidade, questionamentos sobre a sexualidade e simbologias interessantes de variados tipos.