Faz muito tempo que não uso essa conta, mas após esta bomba, resolvi ressuscitá-la.
Você sabe que um filme é ruim quando você está assistindo e pensando, “caralho, não acredito que vou ter que ler os comentários do Filmow pra ver se eu entendo essa merda, porque não é possível.”
Mas eu realmente tinha entendido. Simplesmente nada acontece, feijoada. O tempo inteiro. Você fica esperando uma revelação, uma tragédia, um plot twist, mas NADA. Nada acontece.
O tédio foi tanto que, por conta de um erro de tradução na legenda do filme em relação aos pronomes dos personagens, eu e minha mãe passamos 90% do tempo teorizando que, na verdade, a Sophie era uma menina trans. Até que seria um bom desfecho, em comparação com a real merda que foi.
Vi uns comentários abaixo falando “LINDOOO, a vida como ela é! Simples! Sensível! Parada! Básica!”. Porra, se eu quisesse ver a vida como ela é, eu me olharia num espelho. Não preciso de filme para isso.
Entendemos que o cara tinha depressão etc e tal, mas foda-se, sabe? Mostra ele se suicidando em alto mar, encontrado boiando na piscina do hotel. Teria nos dado um pouco mais de entretenimento do que tudo o que aconteceu nesse filme.
Além disso, todo mundo sabe nem 1% da população humana tem um relacionamento minimamente bom com o pai. Sendo assim, essa relação representada no filme não se passa de uma grande fanfic. Me parece falso, Rick.
A única coisa boa deste filme foi a grandíssima Tender ter tocado, da impactante banda de britpop Blur. Mas que fique bem claro, Oasis > Blur.
Enfim. Não percam 1h42 da vida de vocês por conta de um bando de avaliação boa de gente quero-ser-cult. Colocar uma câmera apontada para a janela do seu vizinho mais próximo será muito mais divertido.
Uma verdadeira obra prima. Meus olhos sangraram ao ver pessoas abaixo dizendo que era muito teatral/exagerado. É justamente esta a graça.
Um filme deveras pesado, inclusive. A prova concreta de que as coisas sempre podem piorar. Li uma adaptação fuleira do livro quando eu estava na terceira série; por causa deste filme, me vejo obrigada a ler a obra original e assistir a toda e qualquer adaptação existente.
A história sempre traz à tona o debate de quem era o verdadeiro monstro:
No meu entendimento, o Victor uma pessoa que simplesmente canalizava sua energia em coisas inúteis. E também foi muito burrinho. Afinal, por que, no primeiro momento em que o monstro surtou, ele não chegou pra ele e disse, “pô, cara, desculpa. Não queria ferir seus sentimentos. Vamos começar de novo? Eu te explico sobre o mundo e como ele funciona.” Pronto. O monstro não teria virado o Coronga, se sentiria amado pelo menos por uma pessoa, e é isso. Pode rolar os créditos.
E nem tem sentido o Victor simplesmente empenhar tanto tempo da vida dele para fazer algo que, quando dá certo, ele despreza apenas por ser… feio? Se ele quisesse um Brad Pitt, ele que aprendesse a costurar melhor.
E também, ficamos chocadas com a cena de um antivax, totalmente coerente com o cenário político-social do Brasil atual.
Apesar disso tudo, não dou razão para o monstro também. Ele que se exploda! Muito burro, poderia ter tentado fazer amizade com o Victor na base do diálogo, mas não, ele já chegou com os dois pés na nuca dele. Bem feito.
Mas acima da burrice de ambos protagonistas, está a tristeza imensa do desfecho. Triste demais.
Uma série imperfeitamente perfeita. Tem seus erros, situações clichê, frases batidas, mas são esses detalhes que trazem o senso de impecabilidade. Eu mesma já sabia o final no primeiro episódio, mas nem isso estragou a magia da série. Nem sua semelhança irrefutável com o filme Efeito Borboleta (2004). E acho que foram poucas as coisas mais bonitas que já vi nessa vida do que o episódio 3 desta série. A trilha sonora também é sensashow.
Como pontuado abaixo, lembra muito Dark, mas de uma forma mais lúdica.
Afinal, quem nunca foi Eduard? Fazer de tudo para ficar com alguém, mas todas as tentativas são em vão. Porque há coisas que já estão destinadas, e não importa o quanto queiramos, é inevitável seguir outra rota se não aquela que está marcada no nosso destino. Echo & The Bunnymen já cantava: fate up against your will.
Ficava com raiva do Eduard contando a verdade para as pessoas como se fosse um retardado mental. Nem pra dissimular, sabe? Mas tudo bem, afinal, ele não devia nada para ninguém.
Na minha opinião, o gesto do Eduard de segurar a mão (pelo que lembro era isso) da Lisbeth foi simplesmente um sinal de complacência. Empatia. O que conecta mais um ser humano ao outro do que o sofrimento? Eu poderia reescrever esta frase, substituindo a palavra “sofrimento” por “amor”, e ela seguiria sendo verdadeira. Mas, agora: o que conecta mais um ser humano do que o sofrimento no amor? Aí é imbatível. A meu ver, o Eduard se uniu à Lisbeth naquele momento para demonstrar que sabe, como ninguém, o sofrimento que ela passa. E que infelizmente não há nada que possa ser feito para que ele cesse; porém, mesmo assim, ele estará lá para ajudá-la, pois o sofrimento dela é tão válido quanto o dele.
O melhor personagem (Vronsky) morre. Triste de verdade. Me senti meio otária quando descobri que a Romy estava morta. Um plot tão batido, e eu nem suspeitei. E também não é possível que uma família inteira compactue com tal mentira.
Sobre o plot twist do final: não sei o que dizer. Achei um pouco over. Algo que jamais aconteceria na vida real.
O carro do Tom não tinha airbags, por acaso?
E aquele seboso do Benoit ainda conseguiu manter a relação com a Mie. Canalhas. Mil vezes canalhas.
Bom. Mas parece que fica faltando algo. É como se você ficasse esperando esse algo acontecer - algo tocante, chocante, um plot twist, seja lá o que for -, mas não acontece. Esse filme é um Quase.
Mas como disse, não é ruim! Traz reflexões muito boas e faz a gente pensar em como lidaríamos com a situação estando no papel de cada um dos personagens.
Série boa, não alcança o nível Ótimo mas vale a pena assistir. Também discordamos que seja arrastada: acredito que dê essa impressão por muitas vezes se aprofundar demais nos detalhes e pensamentos de cada personagem.
Todos os personagens são ótimos e carismáticos, menos aquele casal nada a ver (que nem deveria estar na Tranquillum) e a Carmel. Mulher chata, mano.
Tony e Frances melhor casal. Como dito abaixo, Marconis reizinhos. Coitados. Mas mesmo assim às vezes eu sentia vontade de socar a cara deles. Principalmente no começo, quando eles estavam 100% coronga das ideias. Conforme o tempo passou, foram melhorando. Só eu que achei a Zoe a cara da atriz que faz a Hazel em A Culpa é Das Estrelas?
A Masha foi um mistério desde o início. Além de ter nome de programa infantil russo relacionado a ursos e áreas campestres, no começo ela é tida quase que como uma entidade, totalmente espiritual, alguém com uma sabedoria maior do que podemos compreender. Porém, ao decorrer da série, vimos esse mito quebrando, e vemos que ela precisava da Tranquillum e dos cuidados que ela oferecia tanto quanto qualquer outro.
Fiquei com raiva da Delilah. Acho que ela usou a desculpa de denunciar a Masha por causa das drogas e do protocolo, mas era apenas recalque por ter que dividir o macho com a Masha (grandes trocadilhos).
Atuações menos forçadas do que seu antecessor - o que me faz pensar que as atuações do filme do Menino foram ridículas propositalmente, talvez para desmoralizar a versão da Suzanne.
Achei meio feião eles utilizarem os mesmíssimos takes em ambos os filmes, sendo que poderiam ter brincado com a perspectiva e terem gravado de uma forma igual mas não idêntica. Ficou parecendo um pouco… preguiçoso.
No fim das contas, não acreditamos em nenhuma das versões. Nenhum dos dois eram santos, e cada versão joga toda a culpa para o outro. Ficamos no aguardo do próximo filme da trilogia, pela visão da perícia. É isto.
Acabamos de assistir este filme - ainda não vimos o par complementar dele.
Um filme com ar amador, mas que entretem justamente pela história real por trás dele. Se fosse um filme totalmente fictício, a nota seria 1.5 no Filmow.
Achamos inteligente a abordagem da Suzane. Alguns homens são tão mau caráter que eu até diria que foi uma versão convincente. Ainda mais o típico homem carrapato que procura uma mãe para sustentá-lo, e não uma namorada.
O ator irmão da Suzane é um perfeito mix entre o Eduardo, da atual temporada do Masterchef, e o Rico, de Hannah Montana. Aquele cabelo ruivo também está totalmente fora da realidade.
Eu, particularmente, se eu estivesse naquela mesa de jantar da família da Suzane, conversaria apenas por mesóclises.
Quanto à atuação da Carla Diaz, achei bem fraca e foçada. Quase que uma adolescente emo querendo dar uma de desajustada pintando o cabelo com papel crepom e usando batom preto, ouvindo Simple Plan no último volume enquanto grita “IT’S NOT A PHASE, MOM!”;
Lá para o final do filme, tive que me certificar que não estava assistindo o Exorcismo de Emily Rose. Interpretação não convincente.
Faltou também o charme e carisma do suposto abusador. Ele falava de um jeito que faria qualquer um dar um tapa na cara dele. Não tinha aquele tino manipulador de (quase) todos os abusadores e psicopatas.
Queria também ter pais tão ricos a ponto de roubar dinheiro e ninguém notar.
Num geral, mediano. Espero me surpreender com as revelações do próximo filme.
E, afinal: o que é aquele cabelo da Carla Diaz na cena do julgamento? Tá a cara da Violet Beuregarde, de A Fantástica Fábrica de Chocolate (2006).
Essa galera abaixo claramente fumou um antes de comentar. É um filme com fotografia boa, mas muito parado, com diálogos que às vezes parecem não levar a lugar nenhum.
Enfim, o ponto é: isso jamais aconteceria. Se fosse para ela se apaixonar, teria ocorrido logo depois do casamento, numa época em que ele ainda mantinha as aparências e não se demonstrava um bosta.
E, afinal, qual era a dúvida em relação à paternidade do filho dela? Pois pelo menos na nossa concepção, fazia mil anos que ela não via o Charles. A não ser que ele seja do Waddington.
Não acho que o Nonato era um psicopata disfarçado. Infelizmente ele foi corrompido pela sociedade, tal qual o Coronga de Joaquin Phoenix. O único modo de sobrevivência que ele tinha era sendo um filho da puta. Isso na cadeia, claro. Antes disso ele era apenas um sad boy que foi corneado. Mas a Íria estava certíssima em fazer a troca. Seria muito mais rica com o proprietário do restaurante. Mas não tenho certeza se ela sempre traiu o Nonato ou não. Acho que não. Ela simplesmente viu as mordomias que ele dava a ela e pensou em como elas seriam dobradas caso ficasse com o Giovanni. Que inclusive, apesar do seu machismo, é um grande personagem. Queria tomar uma cerveja com ele – e olha que eu nem bebo.
Gostei como a Íria pronunciou Bocaccio errado. Um ótimo jeito de demonstrar a realidade dela.
Morri de dó do Nonato quando o Babu ficou puto com o prato de formigas que foi feito com tanto carinho. Chateada de verdade.
Essa galera dizendo que o filme é fraco e ruim não sabe apreciar uma boa comédia, com sacadas geniais e roteiro excepcional. É isso que o excesso de Cult faz com as pessoas. Vão ver Cléo das 5 às 7 então.
É um filme de zumbis sem zumbis. Começamos ganhando. A proposta não é fazer sentido, nem comover o público. É simplesmente entreter a ponto de causar empatia no telespectador, fazendo-o pensar, “o que eu faria nesta situação de merda? Eu ficaria do lado de quem? Eu surtaria? Manteria a calma? Seria o primeiro a morrer?”. Visto sob o contexto da pandemia atual, fica muito mais interessante.
O Barba parece o Heitor da atual temporada do Masterchef. Inclusive, quero ser tão requisitada como esse ator é em produções espanholas.
O Israel é claramente o melhor personagem. Um gênio à frente de seu tempo. Obviamente a reencarnação de Jesus Cristo.
A Paolla Oliveira, digo, a Elena, pareceu ser a mais sensata, menos na parte de se interessar por um publicitário hipster da Vila Mariana. Ew. Claramente sinais de psicopatia.
Aquela velha loira já foi tarde, e também, ela jamais teria conseguido fazer tudo que fez com as mãos queimadas. Ela também não teria conseguido passar naquele buraco.
Amparo é apenas um cosplay da grande Sininha, de A Viagem (1994).
Uma série com título chamativo, proposta intrigante mas que peca nos personagens chatos e final totalmente escrito por um macaco com pratos batendo.
Os personagens são OK, você não torce por ninguém mas também não quer matar ninguém. Você apenas os acha idiotas e desprovidos de massa encefálica. Na real, todos são muito desocupados.
O namorado da Anne Hathaway em O Diabo Veste Prada é um banana. Ele foi liberto e ao invés de ir para casa, ver a família, tomar um banho e chamar a polícia, ele foi lá querer ser o próprio Tiradentes. Deu no que deu.
A Pia também, outra panaca. Se tudo não fosse do jeito dela, ela surtava. Parece minha irmã, mano. Se eu fosse o Nick, também teria mandado ela ir à merda. Deveriam recomendar uma ortognática a ela.
Sophie com So de Sonsa. Ah, e vale mencionar a participação do vocalista do Ugly Kid Joe como Michael Hastings.
Agora, sobre o plot twist: seria bem óbvio se fosse o Matt. Mas aí conseguiram cagar no pau tentando inovar. Aquela mulher na vida real não saberia nem jogar um bingo online. E aquele marido dela era um bananão: pra matar ele era corajoso, mas pra ir em cana, a princesa não teve colhões.
O episódio sobre a Emma foi desnecessário - na verdade, a série poderia ter sido encurtada, ESPECIALMENTE o último capítulo. Ele poderia simplesmente não ter existido.
Que cara mais seboso! Está mais para João do Diabo, isso sim. Ele jamais vai admitir o que fez, infelizmente. Ele mesmo se acha muito maior do que realmente é para uma se sujeitar a isso.
Documentário bom. O quarto e último episódio é meio inútil, mas tudo bem.
Fico meio indignada com o fato de, apesar de ele ser um grande merda, realmente conseguir curar as pessoas. E aí chegamos no ponto de bifurcação: será que ele realmente tinha um santo forte (entre mil aspas) e conseguia curar as pessoas, ou era simplesmente a própria fé das pessoas que as curava? Honestamente, não sei dizer.
De fato, ele pode ter ajudado, direta ou indiretamente, muita gente, mas a pessoa que ele mais ajudou foi ele mesmo, ficando zilhardário em euros e dólares. E a filha lá, morando num barraco. Francamente lamentável. Isso sem contar a palhaçada que ele fez com ela. Poucos momentos na vida me fizeram sentir tanto ódio quanto assistir àquele vídeo da Dalva dizendo que ele nunca abusou dela. Quase chamei o Vitor Santos do Metaforando para expor essa pilantragem.
Mas acho que o pior eram aqueles voluntários da casa, choramingando dizendo o quão ele era uma boa pessoa. O pior cego realmente é aquele que não quer ver.
Resumindo: ele se achava um ser superior, e as pessoas agiam como se fosse verdade. Assim nasce o Coronga.
Faz anos que sou uma grande admiradora o Bob. O conheci pois muitas pessoas o creditam como o “criador do ASMR”. Não demorou muito para que ficasse fascinada com a naturalidade que ele pintava quadros que eu demoraria 10 anos para finalizar.
Novamente, me encontro fascinada com sua história, mas infelizmente esse fascínio vem da pilantragem e maracutaias colocadas em sua vida.
Inacreditável como a vaca da Annette conseguiu manipular todos ao seu redor. Nem mesmo o próprio filho do Bob foi páreo para detê-la. O mais triste é que parece que a tragédia estava destinada, já que até aquele salafrário do meio irmão do Bob estragou tudo. Justo ele, que era nossa única salvação.
Espero que as duas marias tenham uma morte lenta e dolorosa, que não poderá ser evitada nem com todo dinheiro do mundo. Pelo menos o Steve está se reerguendo. E se eu fosse os Jenkins, teria partido para a baixaria e porrada.
No final das contas, essa história é apenas o mundo sendo o mundo. Os chifrudos sempre se dando bem às custas dos bons. Cabe a mim rezar que o karma venha, ainda que seja após a morte - como bem vimos na novela A Viagem (1994).
Inicia com um grande gatilho, vulgo sobrenome usurpado da família Nielsen, de Dark. Porém, ao contrário da série, o documentário peca pela superficialidade. Acho que tinha muito pano na manga para fazerem uma minissérie. Mas não deixa de ser bom – apenas algumas coisas que ficam meio à deriva, instigam sua curiosidade, e no final, você não tem um desfecho satisfatório.
Como disseram abaixo, é mais uma crítica à sociedade/cultura de serial killer do que um documentário sobre o caso. É como se tivessem usado o caso apenas como algo meramente ilustrativo.
E ainda por cima deram um fim no Gaston só pra ele parar de encher o saco.
Ficamos com dó do cão e da cabra. Por que ela simplesmente não comprou mais sangue? Por que não utilizou o sangue de sua menstruação? Da menstruação de toda população feminina da França?
Há vários furos: na primeira vez que se alimentaram do sangue dela, já se reproduziram exponencialmente. O cachorro morreu em 5 segundos, e a vaca, na água, conseguiu sobreviver bravamente. E nem teve sentido ela se sacrificar pela filha, já que ela a odiava.
No final das contas: os gafanhotos foram embora depois de pegá-la porque queriam se vingar dela? Tipo uma revolução das máquinas? Ou porque ficaram satisfeitos com o sangue vivo, e não precisaram da Laura para se satisfazerem?
Enfim, um final sem fim. Foi tudo pro brejo, e tá tudo bem. É sobre isso.
Sem condições aquela Jackie. Se ela sabia que ia morrer, jamais seria uma megera como era com a Isabel, nem com os filhos. O nome disso é recalque. Outra que dá desgosto é a filha chata dela. A genética nunca falha mesmo.
O pedido de casamento começa sendo uma merda, mas depois dá até até vontade de aplaudir. Fofíssimo.
No final das contas, passei o filme inteiro torcendo para que ela morresse, para, nos últimos 10 minutos do filme, começar a torcer para que ela não morresse. Triste de verdade.
Agora, fica o questionamento: se ela não fosse morrer, ela teria continuado agindo como uma verdadeira vaca? Nunca saberemos.
Como dito abaixo, não é ruim, mas não é bom. Personagens mesquinhos e ricos, que não trazem nenhum nível de empatia ao telespectador, ainda mais falando francês.
Nós particularmente só fomos entender a real relação de todos os personagens + nomes no último capítulo, quando ocorre aquele flashback imenso. Deveriam ter passado um flashback desse antes, mas claro, sem revelar o plot. Seria muito mais fácil para a compreensão.
Além disso, se o foco era os três meninos, nem tinha muito sentido a existência da vaca da Nora.
Passei o filme todo não dando nada para ele, mas os últimos 10 minutos foram surpreendentes.
Porém, como disseram abaixo, a história permanece sempre no raso. Não dá para nos afeiçoar a nenhum personagem, até porque as atuações dos mesmos são… meio tensas.
É uma grande mistura entre Dark (alemães loiros e ruivos sujeitos a experimentos bizarros em nome da ciência) e a novela Renascer (hermafroditas em alta). Antes do plot twist, achávamos que o Ivo e a Lúcia eram gêmeos, o que seria evidenciado pelo enredo principal.
E no final, aquele olho laranja se referia a quem?
Poderiam ter dito que a mulher da entrevista do primeiro caso era uma atriz. Nós ficamos o tempo todo pensando que ela tinha feito um transplante de rosto para não ser reconhecida. Continuo sem entender porque sempre relacionam Tarot com coisas demoníacas. Eu leio e não possuo nenhum tipo de pacto.
Ponto para a referência ao Oasis. Como bem sabemos, é a maior banda do mundo.
Sobre o segundo caso: triste. O cara só queria parar de ser estéril. E se não fosse aquele fedido, nada teria dado errado. O pior é que, talvez, se o Karls não tivesse querido botar pressão nele, tudo teria dado certo. É um grande paradoxo. Queria chamar o Pinky para comer uma pizza na minha casa. E por que o Victor acha que aquela bandana fajuta faria com que ele não fosse identificado? Aquilo não protege nem do Corona Vírus.
O terceiro caso foi o mais chatinho, mas ainda assim impressiona. Como ninguém sabia contar naquele armazém? Matemática básica realmente é apenas para os fortes (não estou inclusa). E digo mais: aquelas crianças (que não são mais crianças) reclamam de barriga cheia. Eu estaria felicíssima com meu pai preso se eu tivesse tido 1/20 avos dos presentes de Natal que eles ganhavam.
Achei interessante que todo brasileiro reclama da justiça do nosso país, clamando que nenhum “bandido” cumpre a pena inteira, mas em todos os casos, os entrevistados já estavam soltos, e a maioria não cumpriu a sentença original.
Fiquei com muita raiva da Selena agindo exatamente como a Bia, da grande novela brasileira A Viagem (1994). Mas depois passa a ser até compreensível. Coitada.
Mas mais coitada do que ela é a mãe, obviamente. Eu particularmente já teria cometido um crime de ódio contra aquele cara enfiando uma garrafa de Black & White no reto dele. Vera foi um heroína, nunca critiquei.
Segue sendo muito atual. Quantas Dolores não existem por aí? Quantas não são chamadas de loucas, rebaixadas a um nível lamentável, sem poder fazer nada em relação a isso?
Triste e pesado. Não curti muito como eles tentam endemonizar as plásticas - eu e minha rinoplastia estamos bem de boa aqui. Acredito que, por ser uma pessoa que já fez plástica, minha visão dos fatos é diferente. Para mim, o foco deveria ter sido na maior rigidez na escolha dos médicos. Porque as cirurgias nunca vão acabar. Mas, com um pouco de cautela, podemos tentar fazer os médicos ruins falirem.
Foi uma bela surpresa encontrar o grandíssimo Doutor Nassif de Botched, mil anos mais jovem.
Muito interessantes aquelas fotos dos caras deformados pela Guerra.
Deu até dó da mulher do face lift. Ela claramente Corongou. Fiquei na dúvida se ela sempre foi louca ou se está passando apenas por um TEPT – mas, definitivamente, ela não está normal.
E nem vou mencionar a mulher do boliche. Tristíssimo.
De qualquer forma, não consigo não ficar com raiva da Shelby por ter sido tão teimosa. E mimada também.
Foi engraçado ver as cenas do casamento e pensar que, naquela época, aqueles looks e penteados eram comuns.
Gostamos bastante da forma que a passagem de tempo foi demarcada no filme pelas estações do ano e datas comemorativas – fez com que o filme não ficasse arrastado.
Ah, e a Anelle envelheceu 50 anos no final do filme com aquele cabelo.
Aftersun
4.0 794Faz muito tempo que não uso essa conta, mas após esta bomba, resolvi ressuscitá-la.
Você sabe que um filme é ruim quando você está assistindo e pensando, “caralho, não acredito que vou ter que ler os comentários do Filmow pra ver se eu entendo essa merda, porque não é possível.”
Mas eu realmente tinha entendido. Simplesmente nada acontece, feijoada. O tempo inteiro. Você fica esperando uma revelação, uma tragédia, um plot twist, mas NADA. Nada acontece.
O tédio foi tanto que, por conta de um erro de tradução na legenda do filme em relação aos pronomes dos personagens, eu e minha mãe passamos 90% do tempo teorizando que, na verdade, a Sophie era uma menina trans. Até que seria um bom desfecho, em comparação com a real merda que foi.
Vi uns comentários abaixo falando “LINDOOO, a vida como ela é! Simples! Sensível! Parada! Básica!”. Porra, se eu quisesse ver a vida como ela é, eu me olharia num espelho. Não preciso de filme para isso.
Entendemos que o cara tinha depressão etc e tal, mas foda-se, sabe? Mostra ele se suicidando em alto mar, encontrado boiando na piscina do hotel. Teria nos dado um pouco mais de entretenimento do que tudo o que aconteceu nesse filme.
Além disso, todo mundo sabe nem 1% da população humana tem um relacionamento minimamente bom com o pai. Sendo assim, essa relação representada no filme não se passa de uma grande fanfic. Me parece falso, Rick.
A única coisa boa deste filme foi a grandíssima Tender ter tocado, da impactante banda de britpop Blur. Mas que fique bem claro, Oasis > Blur.
Enfim. Não percam 1h42 da vida de vocês por conta de um bando de avaliação boa de gente quero-ser-cult. Colocar uma câmera apontada para a janela do seu vizinho mais próximo será muito mais divertido.
Visto em 28/12/2022
Frankenstein de Mary Shelley
3.7 264 Assista AgoraUma verdadeira obra prima. Meus olhos sangraram ao ver pessoas abaixo dizendo que era muito teatral/exagerado. É justamente esta a graça.
Um filme deveras pesado, inclusive. A prova concreta de que as coisas sempre podem piorar. Li uma adaptação fuleira do livro quando eu estava na terceira série; por causa deste filme, me vejo obrigada a ler a obra original e assistir a toda e qualquer adaptação existente.
A história sempre traz à tona o debate de quem era o verdadeiro monstro:
No meu entendimento, o Victor uma pessoa que simplesmente canalizava sua energia em coisas inúteis. E também foi muito burrinho. Afinal, por que, no primeiro momento em que o monstro surtou, ele não chegou pra ele e disse, “pô, cara, desculpa. Não queria ferir seus sentimentos. Vamos começar de novo? Eu te explico sobre o mundo e como ele funciona.” Pronto. O monstro não teria virado o Coronga, se sentiria amado pelo menos por uma pessoa, e é isso. Pode rolar os créditos.
E nem tem sentido o Victor simplesmente empenhar tanto tempo da vida dele para fazer algo que, quando dá certo, ele despreza apenas por ser… feio? Se ele quisesse um Brad Pitt, ele que aprendesse a costurar melhor.
E também, ficamos chocadas com a cena de um antivax, totalmente coerente com o cenário político-social do Brasil atual.
Apesar disso tudo, não dou razão para o monstro também. Ele que se exploda! Muito burro, poderia ter tentado fazer amizade com o Victor na base do diálogo, mas não, ele já chegou com os dois pés na nuca dele. Bem feito.
Mas acima da burrice de ambos protagonistas, está a tristeza imensa do desfecho. Triste demais.
Visto em 14/12/2021
Se Eu Não Tivesse te Conhecido
3.8 86 Assista Agora“Only Love and Death change all things”.
Uma série imperfeitamente perfeita. Tem seus erros, situações clichê, frases batidas, mas são esses detalhes que trazem o senso de impecabilidade. Eu mesma já sabia o final no primeiro episódio, mas nem isso estragou a magia da série. Nem sua semelhança irrefutável com o filme Efeito Borboleta (2004). E acho que foram poucas as coisas mais bonitas que já vi nessa vida do que o episódio 3 desta série. A trilha sonora também é sensashow.
Como pontuado abaixo, lembra muito Dark, mas de uma forma mais lúdica.
Afinal, quem nunca foi Eduard? Fazer de tudo para ficar com alguém, mas todas as tentativas são em vão. Porque há coisas que já estão destinadas, e não importa o quanto queiramos, é inevitável seguir outra rota se não aquela que está marcada no nosso destino. Echo & The Bunnymen já cantava: fate up against your will.
Ficava com raiva do Eduard contando a verdade para as pessoas como se fosse um retardado mental. Nem pra dissimular, sabe? Mas tudo bem, afinal, ele não devia nada para ninguém.
Sobre o final/cena final:
Na minha opinião, o gesto do Eduard de segurar a mão (pelo que lembro era isso) da Lisbeth foi simplesmente um sinal de complacência. Empatia. O que conecta mais um ser humano ao outro do que o sofrimento? Eu poderia reescrever esta frase, substituindo a palavra “sofrimento” por “amor”, e ela seguiria sendo verdadeira. Mas, agora: o que conecta mais um ser humano do que o sofrimento no amor? Aí é imbatível. A meu ver, o Eduard se uniu à Lisbeth naquele momento para demonstrar que sabe, como ninguém, o sofrimento que ela passa. E que infelizmente não há nada que possa ser feito para que ele cesse; porém, mesmo assim, ele estará lá para ajudá-la, pois o sofrimento dela é tão válido quanto o dele.
Enfim. Perfeita, esplendorosa, incomparável, única.
Visto de 18/09 a 4/10/2021
Tabula Rasa (1ª Temporada)
3.9 139Série boa porém arrastada - tanto que demoramos 1 mês para terminar. Poderiam ter removido uns 4 episódios da trama sem fazer falta.
O melhor personagem (Vronsky) morre. Triste de verdade. Me senti meio otária quando descobri que a Romy estava morta. Um plot tão batido, e eu nem suspeitei. E também não é possível que uma família inteira compactue com tal mentira.
Sobre o plot twist do final: não sei o que dizer. Achei um pouco over. Algo que jamais aconteceria na vida real.
O carro do Tom não tinha airbags, por acaso?
E aquele seboso do Benoit ainda conseguiu manter a relação com a Mie. Canalhas. Mil vezes canalhas.
Visto de 15/09 a 11/10/2021
Minha Vida
3.6 160Bom. Mas parece que fica faltando algo. É como se você ficasse esperando esse algo acontecer - algo tocante, chocante, um plot twist, seja lá o que for -, mas não acontece. Esse filme é um Quase.
Mas como disse, não é ruim! Traz reflexões muito boas e faz a gente pensar em como lidaríamos com a situação estando no papel de cada um dos personagens.
E adorei a ideia das gravações, é triste pensar que, caso ele ficasse vivo, os vídeos teriam um tom completamente diferente.
Nicole Kidman simplesmente a Vênus de Milo. E tava a cara da Amy Adams, impressionante!
Visto em 02/10/2021
Nove Desconhecidos (1ª Temporada)
3.4 239 Assista AgoraSérie boa, não alcança o nível Ótimo mas vale a pena assistir. Também discordamos que seja arrastada: acredito que dê essa impressão por muitas vezes se aprofundar demais nos detalhes e pensamentos de cada personagem.
Todos os personagens são ótimos e carismáticos, menos aquele casal nada a ver (que nem deveria estar na Tranquillum) e a Carmel. Mulher chata, mano.
Tony e Frances melhor casal. Como dito abaixo, Marconis reizinhos. Coitados. Mas mesmo assim às vezes eu sentia vontade de socar a cara deles. Principalmente no começo, quando eles estavam 100% coronga das ideias. Conforme o tempo passou, foram melhorando. Só eu que achei a Zoe a cara da atriz que faz a Hazel em A Culpa é Das Estrelas?
A Masha foi um mistério desde o início. Além de ter nome de programa infantil russo relacionado a ursos e áreas campestres, no começo ela é tida quase que como uma entidade, totalmente espiritual, alguém com uma sabedoria maior do que podemos compreender. Porém, ao decorrer da série, vimos esse mito quebrando, e vemos que ela precisava da Tranquillum e dos cuidados que ela oferecia tanto quanto qualquer outro.
Fiquei com raiva da Delilah. Acho que ela usou a desculpa de denunciar a Masha por causa das drogas e do protocolo, mas era apenas recalque por ter que dividir o macho com a Masha (grandes trocadilhos).
Visto de 12-30/09/2021
A Menina que Matou os Pais
3.1 680 Assista AgoraAtuações menos forçadas do que seu antecessor - o que me faz pensar que as atuações do filme do Menino foram ridículas propositalmente, talvez para desmoralizar a versão da Suzanne.
Achei meio feião eles utilizarem os mesmíssimos takes em ambos os filmes, sendo que poderiam ter brincado com a perspectiva e terem gravado de uma forma igual mas não idêntica. Ficou parecendo um pouco… preguiçoso.
No fim das contas, não acreditamos em nenhuma das versões. Nenhum dos dois eram santos, e cada versão joga toda a culpa para o outro. Ficamos no aguardo do próximo filme da trilogia, pela visão da perícia. É isto.
Visto em 24-25/09/2021
O Menino que Matou Meus Pais
3.0 519 Assista AgoraAcabamos de assistir este filme - ainda não vimos o par complementar dele.
Um filme com ar amador, mas que entretem justamente pela história real por trás dele. Se fosse um filme totalmente fictício, a nota seria 1.5 no Filmow.
Achamos inteligente a abordagem da Suzane. Alguns homens são tão mau caráter que eu até diria que foi uma versão convincente. Ainda mais o típico homem carrapato que procura uma mãe para sustentá-lo, e não uma namorada.
O ator irmão da Suzane é um perfeito mix entre o Eduardo, da atual temporada do Masterchef, e o Rico, de Hannah Montana. Aquele cabelo ruivo também está totalmente fora da realidade.
Eu, particularmente, se eu estivesse naquela mesa de jantar da família da Suzane, conversaria apenas por mesóclises.
Quanto à atuação da Carla Diaz, achei bem fraca e foçada. Quase que uma adolescente emo querendo dar uma de desajustada pintando o cabelo com papel crepom e usando batom preto, ouvindo Simple Plan no último volume enquanto grita “IT’S NOT A PHASE, MOM!”;
Lá para o final do filme, tive que me certificar que não estava assistindo o Exorcismo de Emily Rose. Interpretação não convincente.
Faltou também o charme e carisma do suposto abusador. Ele falava de um jeito que faria qualquer um dar um tapa na cara dele. Não tinha aquele tino manipulador de (quase) todos os abusadores e psicopatas.
Queria também ter pais tão ricos a ponto de roubar dinheiro e ninguém notar.
Num geral, mediano. Espero me surpreender com as revelações do próximo filme.
E, afinal: o que é aquele cabelo da Carla Diaz na cena do julgamento? Tá a cara da Violet Beuregarde, de A Fantástica Fábrica de Chocolate (2006).
Visto em 24/09/2021
O Despertar de uma Paixão
3.9 552 Assista AgoraEssa galera abaixo claramente fumou um antes de comentar. É um filme com fotografia boa, mas muito parado, com diálogos que às vezes parecem não levar a lugar nenhum.
Foi interessante vê-lo no meio de uma pandemia.
Enfim, o ponto é: isso jamais aconteceria. Se fosse para ela se apaixonar, teria ocorrido logo depois do casamento, numa época em que ele ainda mantinha as aparências e não se demonstrava um bosta.
E, afinal, qual era a dúvida em relação à paternidade do filho dela? Pois pelo menos na nossa concepção, fazia mil anos que ela não via o Charles. A não ser que ele seja do Waddington.
Visto em 13/09/2021
Estômago
4.2 1,7K Assista AgoraEstupendo. O tipo de filme que você fica torcendo para que não acabe. Fazia tempo que não via um assim.
Tudo é perfeito: roteiro, piadas, trilha, atuações, tudo em perfeita harmonia.
Não acho que o Nonato era um psicopata disfarçado. Infelizmente ele foi corrompido pela sociedade, tal qual o Coronga de Joaquin Phoenix. O único modo de sobrevivência que ele tinha era sendo um filho da puta. Isso na cadeia, claro. Antes disso ele era apenas um sad boy que foi corneado. Mas a Íria estava certíssima em fazer a troca. Seria muito mais rica com o proprietário do restaurante. Mas não tenho certeza se ela sempre traiu o Nonato ou não. Acho que não. Ela simplesmente viu as mordomias que ele dava a ela e pensou em como elas seriam dobradas caso ficasse com o Giovanni. Que inclusive, apesar do seu machismo, é um grande personagem. Queria tomar uma cerveja com ele – e olha que eu nem bebo.
Gostei como a Íria pronunciou Bocaccio errado. Um ótimo jeito de demonstrar a realidade dela.
Morri de dó do Nonato quando o Babu ficou puto com o prato de formigas que foi feito com tanto carinho. Chateada de verdade.
Visto em 04 e 08/09/2021
O Bar
3.2 570Essa galera dizendo que o filme é fraco e ruim não sabe apreciar uma boa comédia, com sacadas geniais e roteiro excepcional. É isso que o excesso de Cult faz com as pessoas. Vão ver Cléo das 5 às 7 então.
É um filme de zumbis sem zumbis. Começamos ganhando. A proposta não é fazer sentido, nem comover o público. É simplesmente entreter a ponto de causar empatia no telespectador, fazendo-o pensar, “o que eu faria nesta situação de merda? Eu ficaria do lado de quem? Eu surtaria? Manteria a calma? Seria o primeiro a morrer?”. Visto sob o contexto da pandemia atual, fica muito mais interessante.
O Barba parece o Heitor da atual temporada do Masterchef. Inclusive, quero ser tão requisitada como esse ator é em produções espanholas.
O Israel é claramente o melhor personagem. Um gênio à frente de seu tempo. Obviamente a reencarnação de Jesus Cristo.
A Paolla Oliveira, digo, a Elena, pareceu ser a mais sensata, menos na parte de se interessar por um publicitário hipster da Vila Mariana. Ew. Claramente sinais de psicopatia.
Aquela velha loira já foi tarde, e também, ela jamais teria conseguido fazer tudo que fez com as mãos queimadas. Ela também não teria conseguido passar naquele buraco.
Amparo é apenas um cosplay da grande Sininha, de A Viagem (1994).
Sobre o final:
Ainda não sei se realmente foi o vírus, o que é mais provável, ou apenas uma metáfora. Mas não importa. É um ótimo filme.
Visto em 07-08/09/2021
Clickbait (1ª Temporada)
3.6 217 Assista AgoraUma série com título chamativo, proposta intrigante mas que peca nos personagens chatos e final totalmente escrito por um macaco com pratos batendo.
Os personagens são OK, você não torce por ninguém mas também não quer matar ninguém. Você apenas os acha idiotas e desprovidos de massa encefálica. Na real, todos são muito desocupados.
O namorado da Anne Hathaway em O Diabo Veste Prada é um banana. Ele foi liberto e ao invés de ir para casa, ver a família, tomar um banho e chamar a polícia, ele foi lá querer ser o próprio Tiradentes. Deu no que deu.
A Pia também, outra panaca. Se tudo não fosse do jeito dela, ela surtava. Parece minha irmã, mano. Se eu fosse o Nick, também teria mandado ela ir à merda. Deveriam recomendar uma ortognática a ela.
Sophie com So de Sonsa. Ah, e vale mencionar a participação do vocalista do Ugly Kid Joe como Michael Hastings.
Agora, sobre o plot twist: seria bem óbvio se fosse o Matt. Mas aí conseguiram cagar no pau tentando inovar. Aquela mulher na vida real não saberia nem jogar um bingo online. E aquele marido dela era um bananão: pra matar ele era corajoso, mas pra ir em cana, a princesa não teve colhões.
O episódio sobre a Emma foi desnecessário - na verdade, a série poderia ter sido encurtada, ESPECIALMENTE o último capítulo. Ele poderia simplesmente não ter existido.
Ou seja: veja até o penúltimo episódio. Trust me.
Finalizado em 04/09/2021
João de Deus: Cura e Crime
3.6 96Que cara mais seboso! Está mais para João do Diabo, isso sim. Ele jamais vai admitir o que fez, infelizmente. Ele mesmo se acha muito maior do que realmente é para uma se sujeitar a isso.
Documentário bom. O quarto e último episódio é meio inútil, mas tudo bem.
Fico meio indignada com o fato de, apesar de ele ser um grande merda, realmente conseguir curar as pessoas. E aí chegamos no ponto de bifurcação: será que ele realmente tinha um santo forte (entre mil aspas) e conseguia curar as pessoas, ou era simplesmente a própria fé das pessoas que as curava? Honestamente, não sei dizer.
De fato, ele pode ter ajudado, direta ou indiretamente, muita gente, mas a pessoa que ele mais ajudou foi ele mesmo, ficando zilhardário em euros e dólares. E a filha lá, morando num barraco. Francamente lamentável. Isso sem contar a palhaçada que ele fez com ela. Poucos momentos na vida me fizeram sentir tanto ódio quanto assistir àquele vídeo da Dalva dizendo que ele nunca abusou dela. Quase chamei o Vitor Santos do Metaforando para expor essa pilantragem.
Mas acho que o pior eram aqueles voluntários da casa, choramingando dizendo o quão ele era uma boa pessoa. O pior cego realmente é aquele que não quer ver.
Resumindo: ele se achava um ser superior, e as pessoas agiam como se fosse verdade. Assim nasce o Coronga.
E digo mais:
Se ele ficou tão debilitado assim por causa da prisão, por que ele não se cura então e arremessa aquela bengala fajuta para longe, panaca?
Visto em 30-31/08/2021
Bob Ross: Alegria, Traição e Ganância
3.6 11 Assista AgoraFaz anos que sou uma grande admiradora o Bob. O conheci pois muitas pessoas o creditam como o “criador do ASMR”. Não demorou muito para que ficasse fascinada com a naturalidade que ele pintava quadros que eu demoraria 10 anos para finalizar.
Novamente, me encontro fascinada com sua história, mas infelizmente esse fascínio vem da pilantragem e maracutaias colocadas em sua vida.
Inacreditável como a vaca da Annette conseguiu manipular todos ao seu redor. Nem mesmo o próprio filho do Bob foi páreo para detê-la. O mais triste é que parece que a tragédia estava destinada, já que até aquele salafrário do meio irmão do Bob estragou tudo. Justo ele, que era nossa única salvação.
Espero que as duas marias tenham uma morte lenta e dolorosa, que não poderá ser evitada nem com todo dinheiro do mundo. Pelo menos o Steve está se reerguendo. E se eu fosse os Jenkins, teria partido para a baixaria e porrada.
No final das contas, essa história é apenas o mundo sendo o mundo. Os chifrudos sempre se dando bem às custas dos bons. Cabe a mim rezar que o karma venha, ainda que seja após a morte - como bem vimos na novela A Viagem (1994).
E que tipo de homem se chama Dana, meu?
Visto em 26-27-28/08/2021
Arquivos de um Serial Killer
3.2 40 Assista AgoraInicia com um grande gatilho, vulgo sobrenome usurpado da família Nielsen, de Dark. Porém, ao contrário da série, o documentário peca pela superficialidade. Acho que tinha muito pano na manga para fazerem uma minissérie. Mas não deixa de ser bom – apenas algumas coisas que ficam meio à deriva, instigam sua curiosidade, e no final, você não tem um desfecho satisfatório.
Como disseram abaixo, é mais uma crítica à sociedade/cultura de serial killer do que um documentário sobre o caso. É como se tivessem usado o caso apenas como algo meramente ilustrativo.
Ainda não sei se acredito naquele conto da carochinha sobre o avô dele. Me lembrou bastante Lolita, do grande Nabokov. É assim que nasce o Coronga.
Visto em 23-24-25/08/2021
A Nuvem
2.7 237 Assista AgoraQue filme asqueroso. Horroroso. No mais puro sentido da palavra. Causa nojo e repulsa. Muita enrolação para que algo de útil só aconteça no final.
E ainda por cima deram um fim no Gaston só pra ele parar de encher o saco.
Ficamos com dó do cão e da cabra. Por que ela simplesmente não comprou mais sangue? Por que não utilizou o sangue de sua menstruação? Da menstruação de toda população feminina da França?
Há vários furos: na primeira vez que se alimentaram do sangue dela, já se reproduziram exponencialmente. O cachorro morreu em 5 segundos, e a vaca, na água, conseguiu sobreviver bravamente. E nem teve sentido ela se sacrificar pela filha, já que ela a odiava.
No final das contas: os gafanhotos foram embora depois de pegá-la porque queriam se vingar dela? Tipo uma revolução das máquinas? Ou porque ficaram satisfeitos com o sangue vivo, e não precisaram da Laura para se satisfazerem?
Enfim, um final sem fim. Foi tudo pro brejo, e tá tudo bem. É sobre isso.
Visto em 22-23/08/2021
Lado a Lado
3.9 632 Assista AgoraMuito bom, porém contém altas doses de raiva para você passar nos primeiros 40 minutos.
Sem condições aquela Jackie. Se ela sabia que ia morrer, jamais seria uma megera como era com a Isabel, nem com os filhos. O nome disso é recalque. Outra que dá desgosto é a filha chata dela. A genética nunca falha mesmo.
O pedido de casamento começa sendo uma merda, mas depois dá até até vontade de aplaudir. Fofíssimo.
No final das contas, passei o filme inteiro torcendo para que ela morresse, para, nos últimos 10 minutos do filme, começar a torcer para que ela não morresse. Triste de verdade.
Agora, fica o questionamento: se ela não fosse morrer, ela teria continuado agindo como uma verdadeira vaca? Nunca saberemos.
Visto em 21/08/2021
Desaparecido para Sempre
3.0 43Como dito abaixo, não é ruim, mas não é bom. Personagens mesquinhos e ricos, que não trazem nenhum nível de empatia ao telespectador, ainda mais falando francês.
Achamos o final bom, porém há uma crítica:
Nós particularmente só fomos entender a real relação de todos os personagens + nomes no último capítulo, quando ocorre aquele flashback imenso. Deveriam ter passado um flashback desse antes, mas claro, sem revelar o plot. Seria muito mais fácil para a compreensão.
Além disso, se o foco era os três meninos, nem tinha muito sentido a existência da vaca da Nora.
Visto de 14-20/08/2021
Terapia do Medo
2.5 73Passei o filme todo não dando nada para ele, mas os últimos 10 minutos foram surpreendentes.
Porém, como disseram abaixo, a história permanece sempre no raso. Não dá para nos afeiçoar a nenhum personagem, até porque as atuações dos mesmos são… meio tensas.
É uma grande mistura entre Dark (alemães loiros e ruivos sujeitos a experimentos bizarros em nome da ciência) e a novela Renascer (hermafroditas em alta). Antes do plot twist, achávamos que o Ivo e a Lúcia eram gêmeos, o que seria evidenciado pelo enredo principal.
E no final, aquele olho laranja se referia a quem?
Visto em 10/08/2021
Roubos Inacreditáveis
3.8 7 Assista AgoraMuitíssimo bem feito. Na minha opinião, o nível das histórias foi decaindo conforme a série foi passando, mas vale a pena conferir.
Poderiam ter dito que a mulher da entrevista do primeiro caso era uma atriz. Nós ficamos o tempo todo pensando que ela tinha feito um transplante de rosto para não ser reconhecida. Continuo sem entender porque sempre relacionam Tarot com coisas demoníacas. Eu leio e não possuo nenhum tipo de pacto.
Ponto para a referência ao Oasis. Como bem sabemos, é a maior banda do mundo.
Sobre o segundo caso: triste. O cara só queria parar de ser estéril. E se não fosse aquele fedido, nada teria dado errado. O pior é que, talvez, se o Karls não tivesse querido botar pressão nele, tudo teria dado certo. É um grande paradoxo. Queria chamar o Pinky para comer uma pizza na minha casa. E por que o Victor acha que aquela bandana fajuta faria com que ele não fosse identificado? Aquilo não protege nem do Corona Vírus.
O terceiro caso foi o mais chatinho, mas ainda assim impressiona. Como ninguém sabia contar naquele armazém? Matemática básica realmente é apenas para os fortes (não estou inclusa). E digo mais: aquelas crianças (que não são mais crianças) reclamam de barriga cheia. Eu estaria felicíssima com meu pai preso se eu tivesse tido 1/20 avos dos presentes de Natal que eles ganhavam.
Achei interessante que todo brasileiro reclama da justiça do nosso país, clamando que nenhum “bandido” cumpre a pena inteira, mas em todos os casos, os entrevistados já estavam soltos, e a maioria não cumpriu a sentença original.
Finalizado em 04/08/2021
Eclipse Total
4.0 193 Assista AgoraMuito bom, lembra a atmosfera do Misery, sem perder a autenticidade.
Fiquei com muita raiva da Selena agindo exatamente como a Bia, da grande novela brasileira A Viagem (1994). Mas depois passa a ser até compreensível. Coitada.
Mas mais coitada do que ela é a mãe, obviamente. Eu particularmente já teria cometido um crime de ódio contra aquele cara enfiando uma garrafa de Black & White no reto dele. Vera foi um heroína, nunca critiquei.
Segue sendo muito atual. Quantas Dolores não existem por aí? Quantas não são chamadas de loucas, rebaixadas a um nível lamentável, sem poder fazer nada em relação a isso?
O jeito é sermos vadias, mesmo.
Visto em 31/07/2021
Diagnóstico Bipolar
3.2 6É triste. Alguns realmente pareciam que tinha algum transtorno, mas outros pareciam apenas… enfezados. Tipo minha irmã quando não consegue o que quer.
Queria ver como eles estão hoje em dia, pesquisei no Google mas não obtive sucesso.
O mais impressionante é uma mãe carregar um filho do ventre durante 9 meses e, quando ele sair, ela pensar, “Poxa, acho que vou chamá-lo de Ascher”.
Visto em 29-30/07/2021
Plásticas Desastrosas
3.2 6 Assista AgoraTriste e pesado. Não curti muito como eles tentam endemonizar as plásticas - eu e minha rinoplastia estamos bem de boa aqui. Acredito que, por ser uma pessoa que já fez plástica, minha visão dos fatos é diferente. Para mim, o foco deveria ter sido na maior rigidez na escolha dos médicos. Porque as cirurgias nunca vão acabar. Mas, com um pouco de cautela, podemos tentar fazer os médicos ruins falirem.
Foi uma bela surpresa encontrar o grandíssimo Doutor Nassif de Botched, mil anos mais jovem.
Muito interessantes aquelas fotos dos caras deformados pela Guerra.
Deu até dó da mulher do face lift. Ela claramente Corongou. Fiquei na dúvida se ela sempre foi louca ou se está passando apenas por um TEPT – mas, definitivamente, ela não está normal.
E nem vou mencionar a mulher do boliche. Tristíssimo.
Visto em 28/07/2021
Flores de Aço
3.7 138 Assista AgoraMuito fofo e triste, e triste e fofo.
De qualquer forma, não consigo não ficar com raiva da Shelby por ter sido tão teimosa. E mimada também.
Foi engraçado ver as cenas do casamento e pensar que, naquela época, aqueles looks e penteados eram comuns.
Gostamos bastante da forma que a passagem de tempo foi demarcada no filme pelas estações do ano e datas comemorativas – fez com que o filme não ficasse arrastado.
Ah, e a Anelle envelheceu 50 anos no final do filme com aquele cabelo.
Visto em 18-19/07/2021