Primeiramente, a participação da Klara Castanho pela segunda obra interpretando uma criança, na minha opinião, sufoca o imenso potencial que tem essa atriz. Eu compreendo essa aceitação dela nesse tipo de papel como um movimento natural de "des-sexualizar-se", não ser vista como mulher, talvez até em uma defesa psicológica; mas, que acaba lhe diminuindo para papeis que lhe cairiam melhor cerca de 10 anos atrás. Ela tem tanto a oferecer! No filme, eu vejo um alerta e uma crítica, mas, embora a mensagem de que qualquer semelhança com a realidade se trataria de mera coincidência, lembrou-me muito uma notícia que vi há um tempo, de uma mãe que propositalmente mantinha a filha doente, mentindo que ela tinha algo grave, e com isso ganhava alguma atenção. O filme também me lembrou de outros casos reais, brasileiros mesmo, de mães que explora(va)m a imagem das filhas em canais como Youtube e TikTok, e que não precisa procurar muito para ver semelhança. Por fim, creio que o roteiro podia ter sido melhor trabalhado, mas acredito que tenha conseguido transmitir sua principal mensagem para o público.
O Sr. Wilson, agora adulta, me pareceu uma versão mais velha do Mr. Bean e achei os pais do Dennis bastante contemporâneos no que diz respeito a passar pano para as travessuras do filho. Eles literalmente 'cagam' para as queixas do vizinho idoso. Tem também o fato de que aquele bandido na mata, perto das crianças, com certeza seria mau sinal, mas naquele tempo não se via esse tipo de coisa com olhos de maldade...
Bem avaliado - nenhuma surpresa, pois já vi que nessa rede poucos têm senso crítico. A proposta poderia ser incrível, pois quem tem ansiedade sabe quão plausíveis os medos e insanidades da personagem são. Destaca-se que 90% das cenas de sexo não são necessárias para contar a história. E que o filme termina sem mostrar à personagem que talvez a grande causa da sua vida patológica é a própria mãe - basta prestar atenção às falas de vitimismo e abandono. Filme ruim, assista se tiver tempo para perder ou for uma pessoa ansiosa querendo rir um pouco de si mesma.
A história é bem complexa e acredito que para melhor compreensão seja necessário ou ler o livro (que deve ser complexo também) ou assistir a vídeos explicativos no youtube. Por mais que a produção possa ter se esmerado, as nomenclaturas e apresentação da cultura nessa distopia não é algo que fica evidente, e isso explica o elevado número de pessoas achando o filme chato ou lento. Eu achei apenas longo, mas gostei bastante e quero assistir à parte 2.
Li o livro aos 16 anos e lembro de ter chorado demais. O filme não fica pra trás. Ainda mais quando a gente lembra que o autor realmente viveu aquilo...
Para além da crítica literal, o filme precisa ser compreendido em um sentido metafórico. São dois lados de uma pessoa em crise disputando "quem ele é", passando a ter comportamentos autodestrutivos após ele perceber que todos os marcos de sucesso contemporâneo prometidos para ele como sinônimo de felicidade não atenderam àquilo que foi esperado. "Você me conheceu em um momento difícil da minha vida". Nada mais explícito que isso para sugerir que todo o caos que parece ser exterior não passa de uma luta psicológica, na qual tanta raiva e toxicidade precisavam de um canal para se esvair e para que o ser atormentado tentasse encontrar algum sentido.
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#Salve Rosa
2.7 83 Assista AgoraPrimeiramente, a participação da Klara Castanho pela segunda obra interpretando uma criança, na minha opinião, sufoca o imenso potencial que tem essa atriz. Eu compreendo essa aceitação dela nesse tipo de papel como um movimento natural de "des-sexualizar-se", não ser vista como mulher, talvez até em uma defesa psicológica; mas, que acaba lhe diminuindo para papeis que lhe cairiam melhor cerca de 10 anos atrás. Ela tem tanto a oferecer!
No filme, eu vejo um alerta e uma crítica, mas, embora a mensagem de que qualquer semelhança com a realidade se trataria de mera coincidência, lembrou-me muito uma notícia que vi há um tempo, de uma mãe que propositalmente mantinha a filha doente, mentindo que ela tinha algo grave, e com isso ganhava alguma atenção. O filme também me lembrou de outros casos reais, brasileiros mesmo, de mães que explora(va)m a imagem das filhas em canais como Youtube e TikTok, e que não precisa procurar muito para ver semelhança. Por fim, creio que o roteiro podia ter sido melhor trabalhado, mas acredito que tenha conseguido transmitir sua principal mensagem para o público.
Dennis: O Pimentinha
2.8 447O Sr. Wilson, agora adulta, me pareceu uma versão mais velha do Mr. Bean e achei os pais do Dennis bastante contemporâneos no que diz respeito a passar pano para as travessuras do filho. Eles literalmente 'cagam' para as queixas do vizinho idoso. Tem também o fato de que aquele bandido na mata, perto das crianças, com certeza seria mau sinal, mas naquele tempo não se via esse tipo de coisa com olhos de maldade...
Depois a Louca Sou Eu
3.4 147 Assista AgoraBem avaliado - nenhuma surpresa, pois já vi que nessa rede poucos têm senso crítico. A proposta poderia ser incrível, pois quem tem ansiedade sabe quão plausíveis os medos e insanidades da personagem são. Destaca-se que 90% das cenas de sexo não são necessárias para contar a história. E que o filme termina sem mostrar à personagem que talvez a grande causa da sua vida patológica é a própria mãe - basta prestar atenção às falas de vitimismo e abandono. Filme ruim, assista se tiver tempo para perder ou for uma pessoa ansiosa querendo rir um pouco de si mesma.
Duna
3.8 1,7K Assista AgoraA história é bem complexa e acredito que para melhor compreensão seja necessário ou ler o livro (que deve ser complexo também) ou assistir a vídeos explicativos no youtube. Por mais que a produção possa ter se esmerado, as nomenclaturas e apresentação da cultura nessa distopia não é algo que fica evidente, e isso explica o elevado número de pessoas achando o filme chato ou lento. Eu achei apenas longo, mas gostei bastante e quero assistir à parte 2.
Miss Potter
3.6 224 Assista AgoraCertamente ela tinha algum grau de autismo... E tão lamentável o que acontece ao Norman...
Filhos de Gaza
4.4 11Que filme difícil. Quanta dor! Esse filme nunca passou e nesse momento mesmo continua acontecendo.
Meu Pé de Laranja Lima
3.9 355Li o livro aos 16 anos e lembro de ter chorado demais. O filme não fica pra trás. Ainda mais quando a gente lembra que o autor realmente viveu aquilo...
Estômago
4.2 1,7K Assista AgoraQue filme bom! Desses que nos lembram que o cinema nacional também tem suas preciosidades. E de lambuja, ainda aprendemos um tiquinho de gastronomia.
Clube da Luta
4.5 4,9K Assista AgoraPara além da crítica literal, o filme precisa ser compreendido em um sentido metafórico. São dois lados de uma pessoa em crise disputando "quem ele é", passando a ter comportamentos autodestrutivos após ele perceber que todos os marcos de sucesso contemporâneo prometidos para ele como sinônimo de felicidade não atenderam àquilo que foi esperado. "Você me conheceu em um momento difícil da minha vida". Nada mais explícito que isso para sugerir que todo o caos que parece ser exterior não passa de uma luta psicológica, na qual tanta raiva e toxicidade precisavam de um canal para se esvair e para que o ser atormentado tentasse encontrar algum sentido.