Essa temporada traz reflexões muito importantes por meio de falas (principalmente do Nate). Mas, acho que o melhor foi esse espaço dado aos pensamentos intrusivos, que deu maior humanidade a cada uma das personagens, tão emocionalmente distantes entre si (digo de modo cultural mesmo; ainda quando estão a ser calorosos, parece restar um espaço e uma frieza entre eles. Esses pensamentos intrusivos preencheram uma parte disso). Sobre o final, prefiro não comentar. Mas, creio que pegou todo mundo de jeito, ainda mais porque a série toda é sobre morte, tratada com respeito, mas mesmo nas mortes das personagens da própria trama, de um modo pouco sensível e estritamente "profissional". Então, eu diria que só nessa quinta temporada a série vai além da morte e fala também sobre luto. Nisso, talvez, ela tenha tentado entregar uma reflexão completa.
Se a intenção era ser crítca, falhou miseravelmente. Não há trama envolvente, linha narrativa interessante ou construção de personagem que o valha. Além de não ser fiel aos mitos, chega a ser irritante com a elevação da cultura Woke.
Achei essa temporada meio perdida em dar continuidade aos dramas e enredos iniciados/fortalecidos na anterior. Já começa "do nada" com uma resolução da questão do problema de saúde do Nate, que não fica bem claro como as coisas aconteceram. Lisa é insuportável - e ainda consegue a façanha de morrer para se tornar inesquecível. Aqui, até que eu simpatizei um pouco mais com a Brenda. Vamos ver para onde a próxima estação nos leva.
O que é aquela personagem Debbie? Podia fazer toda a diferença, mas aparece apenas para 2 ou 3 frases de efeito e muito sexo para o nosso protagonista. Esse é o tipo de personagem feminina desnecessária. Se poderia extrair muito dela, teria tudo para construir um papel importante, mas tudo se dilui em um poser (intelectuais entenderão) regado a soft pornô. Uma decadência que se repete em muitas obras para papeis secundários de mulheres.
Eu sinto saudades de quando o Filmow era um lugar de pessoas críticas. Vinha nos comentários e percebia que os audiovisuais que trazem uma proposta de reflexão eram bem acolhidos; ampliava meu mundo de ideias, compartilhava. Hoje em dia só vejo ‘gosto’, ‘não gosto’, ‘que feio’, ‘que bobo’. Comentários patéticos em obras incríveis. Mas, vou tentar contribuir um pouco, então.
Black Mirror nunca reivindicou uma "cara". Muitas queixas de pessoas que queriam ver "mais do mesmo" (a tal de 'cara' da série) e perdendo todas as possibilidades de pensamento crítico que a mesma oferece. Ou seja, a maioria assiste às séries apenas para entretenimento mesmo, uma das coisas que, de certa forma, essa temporada critica. Eu poderia me deter em diversas possibilidades que os episódios fornecem, mas aqui vou apenas brevemente discorrer sobre alguns aspectos: 1) 'Beyond the sea' (de longe, o que achei o melhor da temporada): Dois astronautas se submetem a uma missão sacrificiosa em igualade de condições. A partir do momento que essa igualdade inicial se perde, temos o ressentimento, a inveja, a disputa, a incompreensão, e todos esses sentimentos tão humanos, ocupando o espaço entre os dois personagens. Apesar de todo o futurismo, de toda a tecnologia, não perdemos o fator humano, as emoções, que nos fazem reivindicar aquilo que consideramos como nosso, e agir instintualmente para defender essas crenças (ou posses). Aqui, entre outros fatores, estamos trabalhando aquele velho instinto humano, o que nos faz rivalizar, competir e se comparar com o outro – não importa quanto avancemos em IA, nosso estado de natureza nos condena, será? Antes de ético, o confronto aqui é moral, e nos deixa pensando se podemos mesmo julgar a ação de David - entre outras tantas formulações possíveis. 2) 'Joan is awful': Você perdeu a grande mensagem desse episódio se foi dormir sem passar em revista o que fez durante o seu dia e como seus conhecidos reagiriam assistindo à sua série. Para além dos multiversos e da prisão na matrix, a prisão aqui é igualmente moral, já que, se todos soubessem o que estamos fazendo ou já fizemos, perderíamos a nossa naturalidade/ espontaneidade (e será que alguém se cumprimentaria ainda na rua?). Além disso, há uma crítica sutil às questões de inteligência artificial e o trabalho autoral, criativo e artístico, já que o papel de um bom roteiro, com cada cena pensada para fazer sentido no filme, se perderia em obras totalmente criadas pela IA. Podemos, ainda, perguntar o que é a realidade (ou, realidade para quem?) e para onde estamos caminhando em viver num mundo cercado de imagens (espetáculo) – que, aliás, o final do episódio ‘Mazey Day’ (aquele último clique) ilustra muito bem também em termos de crítica.
Um ode à promiscuidade e ao narcisismo. Sério que ela deixou o Fer (lá no começo) por tanta decadência? E ainda deixam gancho para segunda temporada...
Preciso comentar a perfeição dessa série. Um episódio melhor que o outro em uma história que nos envolve e arrebata. As intrigas, mentiras, traições e amores. As inesquecíveis lições do Cristo... E ainda hoje sua mensagem certamente não poderia se fazer compreendida. Por outro lado, o verdadeiro nojo que alguns personagens suscitam! Esta trama consegue mexer com todos os nossos sentidos e traduzir o enredo daquele tempo de forma fascinante, além de ser uma baita aula de História. Maravilhosa! Edit: Finalizando, é preciso reiterar a perfeição dessa série. Até hoje, sobre o tema, a obra que mais me tocou. O final deixa aquele vazio, pois já estava habituada a esse encontro diário, com aquele Jesus tão distante do que as religiões nos mostram. Vale muito a pena.
A Sete Palmos (5ª Temporada)
4.8 501 Assista AgoraEssa temporada traz reflexões muito importantes por meio de falas (principalmente do Nate). Mas, acho que o melhor foi esse espaço dado aos pensamentos intrusivos, que deu maior humanidade a cada uma das personagens, tão emocionalmente distantes entre si (digo de modo cultural mesmo; ainda quando estão a ser calorosos, parece restar um espaço e uma frieza entre eles. Esses pensamentos intrusivos preencheram uma parte disso). Sobre o final, prefiro não comentar. Mas, creio que pegou todo mundo de jeito, ainda mais porque a série toda é sobre morte, tratada com respeito, mas mesmo nas mortes das personagens da própria trama, de um modo pouco sensível e estritamente "profissional". Então, eu diria que só nessa quinta temporada a série vai além da morte e fala também sobre luto. Nisso, talvez, ela tenha tentado entregar uma reflexão completa.
Kaos (1ª Temporada)
3.5 45 Assista AgoraSe a intenção era ser crítca, falhou miseravelmente. Não há trama envolvente, linha narrativa interessante ou construção de personagem que o valha. Além de não ser fiel aos mitos, chega a ser irritante com a elevação da cultura Woke.
A Sete Palmos (3ª Temporada)
4.4 162Achei essa temporada meio perdida em dar continuidade aos dramas e enredos iniciados/fortalecidos na anterior. Já começa "do nada" com uma resolução da questão do problema de saúde do Nate, que não fica bem claro como as coisas aconteceram. Lisa é insuportável - e ainda consegue a façanha de morrer para se tornar inesquecível. Aqui, até que eu simpatizei um pouco mais com a Brenda.
Vamos ver para onde a próxima estação nos leva.
Gilmore Girls: Tal Mãe, Tal Filha (2ª Temporada)
4.4 196 Assista AgoraTotalmente inverossímil, mas excelente para praticar inglês.
Mindhunter (1ª Temporada)
4.4 813 Assista AgoraO que é aquela personagem Debbie? Podia fazer toda a diferença, mas aparece apenas para 2 ou 3 frases de efeito e muito sexo para o nosso protagonista. Esse é o tipo de personagem feminina desnecessária. Se poderia extrair muito dela, teria tudo para construir um papel importante, mas tudo se dilui em um poser (intelectuais entenderão) regado a soft pornô. Uma decadência que se repete em muitas obras para papeis secundários de mulheres.
Black Mirror (6ª Temporada)
3.3 622 Assista AgoraEu sinto saudades de quando o Filmow era um lugar de pessoas críticas. Vinha nos comentários e percebia que os audiovisuais que trazem uma proposta de reflexão eram bem acolhidos; ampliava meu mundo de ideias, compartilhava. Hoje em dia só vejo ‘gosto’, ‘não gosto’, ‘que feio’, ‘que bobo’. Comentários patéticos em obras incríveis. Mas, vou tentar contribuir um pouco, então.
Black Mirror nunca reivindicou uma "cara". Muitas queixas de pessoas que queriam ver "mais do mesmo" (a tal de 'cara' da série) e perdendo todas as possibilidades de pensamento crítico que a mesma oferece. Ou seja, a maioria assiste às séries apenas para entretenimento mesmo, uma das coisas que, de certa forma, essa temporada critica. Eu poderia me deter em diversas possibilidades que os episódios fornecem, mas aqui vou apenas brevemente discorrer sobre alguns aspectos:
1) 'Beyond the sea' (de longe, o que achei o melhor da temporada): Dois astronautas se submetem a uma missão sacrificiosa em igualade de condições. A partir do momento que essa igualdade inicial se perde, temos o ressentimento, a inveja, a disputa, a incompreensão, e todos esses sentimentos tão humanos, ocupando o espaço entre os dois personagens. Apesar de todo o futurismo, de toda a tecnologia, não perdemos o fator humano, as emoções, que nos fazem reivindicar aquilo que consideramos como nosso, e agir instintualmente para defender essas crenças (ou posses). Aqui, entre outros fatores, estamos trabalhando aquele velho instinto humano, o que nos faz rivalizar, competir e se comparar com o outro – não importa quanto avancemos em IA, nosso estado de natureza nos condena, será? Antes de ético, o confronto aqui é moral, e nos deixa pensando se podemos mesmo julgar a ação de David - entre outras tantas formulações possíveis.
2) 'Joan is awful': Você perdeu a grande mensagem desse episódio se foi dormir sem passar em revista o que fez durante o seu dia e como seus conhecidos reagiriam assistindo à sua série. Para além dos multiversos e da prisão na matrix, a prisão aqui é igualmente moral, já que, se todos soubessem o que estamos fazendo ou já fizemos, perderíamos a nossa naturalidade/ espontaneidade (e será que alguém se cumprimentaria ainda na rua?). Além disso, há uma crítica sutil às questões de inteligência artificial e o trabalho autoral, criativo e artístico, já que o papel de um bom roteiro, com cada cena pensada para fazer sentido no filme, se perderia em obras totalmente criadas pela IA. Podemos, ainda, perguntar o que é a realidade (ou, realidade para quem?) e para onde estamos caminhando em viver num mundo cercado de imagens (espetáculo) – que, aliás, o final do episódio ‘Mazey Day’ (aquele último clique) ilustra muito bem também em termos de crítica.
Apaixonados Outra Vez (1ª Temporada)
2.8 20 Assista AgoraUm ode à promiscuidade e ao narcisismo. Sério que ela deixou o Fer (lá no começo) por tanta decadência? E ainda deixam gancho para segunda temporada...
Better Call Saul (6ª Temporada)
4.6 433 Assista AgoraHoward, definitivamente, não merecia esse fim. Roteirista se perdeu. E não passo pano pro Jimmy. Merecia muito mais ter uma morte indigna.
María Magdalena
4.3 10 Assista AgoraPreciso comentar a perfeição dessa série. Um episódio melhor que o outro em uma história que nos envolve e arrebata. As intrigas, mentiras, traições e amores. As inesquecíveis lições do Cristo... E ainda hoje sua mensagem certamente não poderia se fazer compreendida. Por outro lado, o verdadeiro nojo que alguns personagens suscitam! Esta trama consegue mexer com todos os nossos sentidos e traduzir o enredo daquele tempo de forma fascinante, além de ser uma baita aula de História. Maravilhosa!
Edit: Finalizando, é preciso reiterar a perfeição dessa série. Até hoje, sobre o tema, a obra que mais me tocou. O final deixa aquele vazio, pois já estava habituada a esse encontro diário, com aquele Jesus tão distante do que as religiões nos mostram. Vale muito a pena.
Dark (2ª Temporada)
4.5 905"An endless cycle" é o melhor episódio da temporada.
Better Call Saul (5ª Temporada)
4.6 331 Assista Agora"Bagman" me fez repensar o valor do dinheiro...