Gostei da premissa, a ideia tem aspectos bastante originais. Mas são muitas cenas clichês e que não assustam. Tipo, o demônio não olhar embaixo da cama, o lugar mais óbvio? Ele facilita para o menino em vários momentos. Mas eu gostei da atuação do garoto, e o final fez uma ligação interessante com outros pontos do filme: o paralelo entre uma fala do pai, o desejo do menino e uma parte específica do livro Pinóquio. Achei boa a sacada, e serviu para mostrar que, apesar dos baixos recursos, o filme não é vazio. Mas, se fosse feito por um diretor famoso e tivesse esse excelente ator mirim, seria um filmão.
Cheio de clichês, mas até que é legalzinho. Mas é irritante a burrice do cara. Dava facilmente para contornar a situação; a menina é tolinha, fácil de enganar.
A partir daqui, SPOILER!
A garota entra em um assunto delicado, e ele se mostra indignado. Ela já havia dado vários sinais de que não batia bem da cabeça. Por que ele simplesmente não deu a resposta que ela queria? Se ele respondesse qualquer coisa, ela iria cair. Por que cargas d'água o cara começa uma discussão com a garota estando amarrado?
Eu sei, eu sei. Se não fosse assim, não teria filme e blah blah blah. Mas é que eu acho irritante esse tipo de clichê, os personagens serem burros de propósito.
E, no fim, ainda fica tudo bem entre os dois, e ele chega a dizer que ela só era um pouquinho louca. Oi?? A menina é perturbada da cabeça, possivelmente uma psicopata, narcisista, que só enxerga o próprio umbigo.
E para você está tudo bem terminar da forma que terminou? Você todo quebrado, sendo levado por uma ambulância e com o psicológico abalado. E a doida lá, sorrindo e provavelmente feliz por ter se safado daquela situação doentia que ela criou.
Um filme com várias camadas de profundidade. Além de ser um suspense/terror psicológico, é também um drama sobre traumas, luto e depressão.
Uma mãe viúva e seu filho pequeno são atormentados por uma entidade estranha e misteriosa que ganha vida a partir da leitura de um livro escolhido pelo menino. Não se sabe de onde o livro surgiu nem como apareceu na casa da família.
A entidade se apodera da casa gradativamente. O ritmo do filme é lento e soturno, e o drama, assim como toda a densidade da dor e dos traumas que os dois personagens carregam, parece palpável.
Há duas formas de encarar esse filme. A primeira é que a entidade realmente existe e se alimenta dos traumas, especificamente da depressão e do luto da mãe. Seu objetivo seria se apossar de seu corpo e então levar o garoto consigo para sabe-se lá onde. A entidade é malévola e cruel, não tem piedade nem dos animais. Infelizmente, um cachorrinho muito adorável é morto.
A segunda forma de encarar o filme é a seguinte: tudo o que nos é apresentado em tela trata-se de uma metáfora sobre o estrago que a depressão causa na vida de uma pessoa e a forma como esse estrago afeta aqueles ao seu redor. Especificamente, uma depressão que tem origem na perda do marido e pai daquela família.
Ele morreu em um acidente de carro enquanto levava a esposa grávida para o hospital, justamente no dia em que o garoto nasceu. Desde então, o menino nunca celebrou seu aniversário com a mãe, nunca teve uma festa. Isso mostra que, mesmo após seis anos, a mulher não havia superado a perda.
Quando a entidade entra em seu corpo, ela se torna extremamente violenta, mata o cachorro de estimação e chega muito perto de matar o filho. Mas o garotinho, muito inteligente e cheio de truques, consegue contê-la após usar uma de suas armadilhas. Com a mãe presa, ele consegue fazê-la vomitar a entidade, lembrando-a das promessas que ela havia feito de proteção mútua, assim como do amor materno, que era mais forte do que toda a depressão e o luto que ela carregava.
Em um momento próximo dessa cena, fiquei apreensivo, pensando que ela — ou o Babadook — mataria a vizinha, uma senhora com Parkinson que era um amor de pessoa. Mas, graças a Deus, no final vemos que ela foi poupada e estava bem.
Enfim. No final, vemos mãe e filho sentados no sofá de casa, conversando com a assistente social e seu parceiro. A melhora dos dois protagonistas é notável. A mãe, que não conseguia dormir, vivia exausta e ainda precisava trabalhar como enfermeira e cuidar do filho, aparece corada e totalmente descansada.
Uma das características do menino é sempre falar o que pensa, algo que aparentemente puxou do pai. Isso incomodava a mãe após a perda, mas nesse momento, conversando no sofá, ela demonstra se orgulhar dessa característica, evidenciando sua superação.
O menino comemora seu aniversário com a mãe e, depois, ela vai até o porão "alimentar" a entidade com as minhocas que ele pegou no jardim.
O que eu entendi dessa cena foi o seguinte: o quadro depressivo da mulher entrou em remissão. A doença estava contida, e sua mente estabilizada, permitindo que ela pudesse trabalhar, descansar e ser uma boa mãe.
A depressão é retratada como o bicho-papão dentro do armário escuro ou debaixo da cama de uma criança, assustando-a todas as noites. A união e o vínculo entre mãe e filho fizeram com que o demônio da depressão fosse domado.
A doença não foi curada; ela apenas estava fraca, sem poder de influência.
E ela alimentar a entidade com minhocas é algo muito simbólico. A mulher aceitou a perda, acolheu o luto e seguiu em frente. Mesmo com as memórias dolorosas, entendeu que precisava continuar, pois seu filho dependia disso.
Para mim, aquilo também pode significar que ela está em tratamento e que a doença entrou em remissão. As minhocas representariam esse cuidado constante consigo mesma e com a própria mente. Por isso ela diz ao Babadook, quando ele ameaça se apoderar dela novamente: "Está tudo bem. Está tudo bem."
E quando ela volta para o jardim, o filho pergunta como foi, e ela responde que "hoje foi tranquilo".
Ou seja, é convencer a si mesma todos os dias de que está tudo bem e de que tudo o que precisa fazer é passar por mais um dia. Um de cada vez, como dizem.
Eu prefiro essa segunda interpretação e me identifico muito com ela. Não consigo ver esse filme apenas como terror. Por mais que tenha vários elementos do gênero, para mim ele é muito mais um drama.
Na cena final, eu me emocionei e chorei um pouquinho. Foi muito forte.
Os dois protagonistas são extremamente cativantes, e é impossível não criar empatia por eles, principalmente pela mãe.
E você, que já assistiu, gostaria muito de saber seus pensamentos sobre essa produção. Enxergou a história de alguma outra forma? Vou adorar ler.
O Som da Morte é um terrorzinho bem abaixo da média. Tem muitas situações sem coerência alguma e resoluções rápidas, sem nenhum aprofundamento. A protagonista não tem um pingo de carisma. E parece que ela só começa a atuar de verdade no final do filme, quando ele ganha um pouco de gás. Mas, na maior parte do tempo, ela não esboça quase nenhuma expressão, fica bem engessada. Eu até achei legal a ideia do objeto antigo e amaldiçoado, mas essa boa ideia se perde em meio a todo o amadorismo.
Keeper até que me agradou em algum nível, mas faltou terror de verdade. As entidades são medonhas e diferentes, mas praticamente só aparecem em uma cena, já no final. Eu entendi que os dois caras — o amante da protagonista e o primo dele — fizeram um pacto de vida eterna, ou juventude por séculos, com as entidades, filhas da bruxa que eles mataram. E, em troca, teriam que oferecer mulheres como sacrifício. As entidades, ao que parece, se alimentavam delas. A bruxa em quem eles atiraram na infância era a cópia perfeita da protagonista. E talvez por isso, no final, as entidades possuam ela em vez de matá-la, já que ela se parecia com a “mãe” delas? É… acho que foi isso. E aquela outra entidade com vários rostos parece uma espécie de simbiose das mulheres sacrificadas, algo assim. E na cena final, o pacto com o amante é quebrado, e ele surge super velho. Parece não enxergar, ou enxergar só vultos, mas, conforme a protagonista se aproxima, a visão dele entra em foco. Isso não fez muito sentido pra mim. Enfim, ele é mergulhado num líquido que parece mel, e o filme acaba. Esses últimos detalhes eu realmente não entendi. Ah, e eu não lembro se mostra o que aconteceu com o primo. O cara simplesmente parece sumir depois de invadir o apartamento, enquanto a protagonista estava sozinha esperando o amante. São muitos furos nesse filme, e muito potencial desperdiçado. Poderia ter sido um terror realmente bizarro.
Gostei bastante do filme, me emocionou em alguns momentos. Acho que estava com saudade de um bom clichê rs. Me deu vontade de ler o livro, que já estava na minha lista.
Tão entediante e ridiculamente MEDÍOCRE. A motivação dos assassinos é tão fútil e idiota. Acho que nada se salva nesse filme. Até as mortes são ruins; dá para notar o CGI. Dispensaram os efeitos práticos e preferiram um trabalho preguiçoso. Assisti querendo que acabasse logo.
SPOILER! A única morte mais ou menos criativa foi a da máquina de sorvete, mas, ainda assim, faltou um cuidado ali, porque nitidamente o cara era um boneco de borracha.
O que eu entendi foi: ele criou um apego com aquela família. Ao mesmo tempo que ele queria fugir, também não queria, pois, na verdade, ele já estava liberto; a sua prisão de verdade estava do lado de fora. Ali ele encontrou acolhimento real, mesmo que fosse estranho, fora do comum. E sim, o objetivo da família foi bem-sucedido: eles domaram a fera e depois a libertaram. Ao voltar para casa, ele viu que sua mãe não demonstrara preocupação com seu sumiço; a vida seguia normalmente para ela. Era como se ele não existisse ali, e os únicos que o enxergaram de verdade, e quiseram fazê-lo enxergar a possibilidade de redenção, estavam a muitos quilômetros de distância, em uma imensa mansão. A única pessoa que se preocupou com o sumiço dele foi a namorada, e então ele quis proporcionar a ela a mesma libertação que recebera da peculiar família. E então, como um filho que regressa para a casa de seus pais, ele voltou para lá, trazendo consigo outra alma perdida, faminta por libertar-se da própria prisão. Eu achei a premissa sensacional, inteligente, mas não inteiramente original e inovadora, pois é fácil captar referências de Laranja Mecânica, por exemplo. Mas aqui foi algo mais otimista, o que eu curti. O final não é melancólico; é catártico e inspirador, de certa forma — depende da perspectiva. Os sorrisos no take final mostram isso, principalmente o sorriso do protagonista. Foi um sorriso repleto de saudade. Ali ele encontrou seu lugar no mundo.
Faz anos que assisti a esse, mas assisti umas 7 vezes ou mais. Adoro como ela mente o tempo todo, inventa uma história diferente para cada pessoa que encontra, para ter pistas da irmã kkkkk, chega a ser cômico. E a cena final, dela dirigindo à noite na floresta e conversando com o assassino, mó tensa!!
Contém SPOILERS Gosto bastante desse filme, é um suspense sinuoso que te envolve sem você nem perceber. É propositalmente lento. Você sente a ameaça rodeando a protagonista o tempo todo e o pavor silencioso dela. Inclusive, a atriz combina muito com esse tipo de papel, além de ser estonteante e belíssima. O filme me fez lembrar a famosa frase de Friedrich Nietzsche: “Quando você olha para o abismo, o abismo olha de volta para você.” E eu adorei o jogo psicológico que o filme faz com o telespectador. É nítido que o cara é um serial killer, mas ele inverte o jogo, fazendo todo mundo pensar que ela era a louca, e ela chega a se sentir louca, mas no fundo sabia que não era. A cena do ônibus é emblemática. Ele faz ela se perguntar: “Eu me enganei? Ele é só um cara solitário e perturbado, que queria que alguém o percebesse?” Ele diz: “Minha vida é cuidar do meu pai doente, e eu fico olhando pela janela, assistindo as pessoas viverem suas vidas. Pode parecer um hobby triste. Mas quando você acenou pra mim, achei que uma mulher bonita tinha me notado. Mas aí você envolveu um policial e levou aquele cara até minha porta, xingando meu pai. E então eu pensei que eu merecia um pedido de desculpas.” Ou seja, o cara era um sádico, que se divertia friamente com o declínio mental da protagonista. Ele representa o abismo. Essa é a metáfora que eu entendi do filme. A protagonista encarou demais o abismo. Se ela escolhesse não continuar encarando e seguir sua vida, ele ia continuar ali, a observando, mas não ia chegar perto dela. O ponto de virada foi quando ela entrou no jogo dele, sem perceber. Ele estava brincando com ela o tempo todo, a testando, sentindo o medo dela de longe. Sério, eu achei isso tão perspicaz e inteligente. E algo muito sutil, mas, com um olhar atento, você consegue perceber essa linguagem silenciosa dos dois. Ou seja, ela encarou demais o abismo e quase foi engolida por ele. Sorte que ela também é inteligente, coisa que ele não esperava. Enfim. Excelente filme. Eu queria muito que o final mostrasse ela terminando de fazer as malas e dando as costas para aquele marido mané.
Tudo fazia parte do ritual que a avó começou. Aquelas pessoas eram discípulas dela. Ela tinha uma coisa com a menina desde que a mesma nasceu, ficava mais sob os cuidados dela; a própria mãe não tinha tanto acesso à menina. Ela teve tempo para planejar o ritual satânico. Não eram cuidados normais de avó. A personagem da Toni não conseguia fazer o aborto do menino, porque a avó já tinha feito algum feitiço para isso não acontecer, porque o demônio que já residia no corpo da menina estava esperando para possuir um corpo masculino, para assim exercer todo seu poder e também para recompensar os discípulos com saúde, riqueza e conhecimentos secretos sobre o mundo espiritual. Tudo aconteceu de acordo com o que a avó planejou. O filme não é confuso, mas eu só tive essa visão mais ampla assistindo hoje, pela terceira vez. Eu achei tudo bem amarradinho. Toni Collette está MARAVILHOSA em sua atuação. Todos estão muito bem; o menino deu um show também. É um filme esquisito, um tanto desconfortável, mas confesso que não achei assustador. Mas eu curti a forma como ele prende a sua atenção. É isso.
Filme muito revelador, cheio de camadas e nuances — uma verdadeira obra-prima. Mas é preciso assistir com a mente aberta. Muitos têm uma visão superficial e, aí, tacham o filme como elitista: apenas gente rica cometendo atrocidades só porque está entediada. Claro, é também isso, mas há muito mais. É um nível de profundidade que eu não saberia colocar em palavras. Foi, com certeza, uma exposição/denúncia do diretor, que morreu de "causas naturais" dias após o lançamento — do que eu duvido muito
Pesquisa do Google: Stanley Kubrick morreu de causas naturais (aparentemente um ataque cardíaco enquanto dormia) em 7 de março de 1999, aos 70 anos, em sua casa na Inglaterra. O cineasta faleceu poucos dias após finalizar a edição de seu último filme, De Olhos Bem Fechados. Data da morte: 7 de março de 1999. Local: Sua casa em St. Albans, Hertfordshire, Inglaterra. Causa: Morte natural durante o sono (ataque cardíaco). Contexto: Ele havia mostrado o corte final de De Olhos Bem Fechados aos executivos da Warner Bros. cinco dias antes. Kubrick foi encontrado por sua esposa, Christiane, e a notícia foi confirmada pela polícia de Hertfordshire como uma notificação de rotina, sem indícios de crime.
O que é "Bugonia"? O termo refere-se a um ritual/mito antigo (descrito pelo poeta romano Virgílio) que acreditava na geração espontânea de abelhas a partir da carcaça de um boi morto. Simbolismo: A ideia de que "da morte e podridão, surge nova vida". No filme, a humanidade é o "boi morto" (a carcaça podre), e a extinção humana é necessária para que a Terra (as abelhas/natureza) possa florescer novamente. Teddy (o apicultor) tentava salvar a carcaça, mas o destino natural era alimentar o enxame.
Crítica Social: Conspiracionismo Moderno: O filme satiriza a era da pós-verdade, onde teorias absurdas (QAnon, Terra Plana) nascem de sentimentos reais de abandono e desconfiança nas instituições. Capitalismo vs. Humanidade: Michelle (a alienígena) representa a frieza corporativa que olha para humanos como números ou cobaias, mas, ironicamente, ela era a única tentando "curar" a nossa violência. Inversão de Gênero: No filme original coreano, o CEO era um homem. Ao colocar Emma Stone, Lanthimos cria uma dinâmica onde a "misoginia" e a violência de dois homens contra uma mulher poderosa se misturam com a trama alienígena, tornando as cenas de tortura ainda mais desconfortáveis e carregadas de subtexto.
Esta é a reconstrução do monólogo crucial de Michelle Fuller (Emma Stone) no clímax de Bugonia, logo após Teddy (Jesse Plemons) retornar do hospital, devastado por ter matado a própria mãe com o anticongelante que Michelle jurou ser a cura. Neste momento, Michelle abandona completamente a fachada de CEO humana aterrorizada e assume uma postura fria, quase clínica, de uma realeza alienígena cansada.
O Monólogo (Reconstrução da Cena)
"Você queria a verdade, Teddy? Aqui está. Eu não sou daqui. Meus ancestrais chegaram a este planeta há milhões de anos. Não foi uma invasão, foi um acidente... um erro de cálculo que acabou varrendo os grandes répteis, os dinossauros. Nós nos sentimos culpados. O planeta ficou vazio, silencioso. Então, nós tentamos consertar. Semeamos a vida novamente. Criamos vocês. A humanidade não evoluiu do nada, Teddy; nós cultivamos vocês como um jardim. Era para ser algo belo, uma espécie capaz de sentir, criar, amar. Mas algo deu errado na mistura. Vocês nasceram com um defeito incorrigível: a violência. Vocês são parasitas autodestrutivos. Nós observamos por séculos. Tentamos intervir, tentamos medicar... A droga que demos à sua mãe? Não era veneno. Era uma tentativa de suprimir esse impulso violento, de salvar vocês de vocês mesmos. Mas o corpo humano rejeita a paz como se fosse um vírus. Olhe para você. Olhe para o que você fez hoje. Matou sua mãe, matou seu primo... tudo em nome de uma 'salvação' que você nem compreende. O experimento falhou, Teddy. A carcaça está podre. E quando a carcaça apodrece, não há mais nada a fazer além de deixar os necrófagos limparem tudo para que algo novo possa nascer."
Tentei continuar assistindo, mas depois de 30 minutos fui perdendo o interesse e abandonei. Com 45 minutos de filme, nada ainda tinha acontecido; era muita enrolação, papo furado e um humor forçado e sem graça.
Uma sucessão de perseguições sem um propósito definido, que culminam em um péssimo final, onde temos a explicação de quem é a tal Tamara. E entendemos que eles são assim porque querem ser. Achei bastante incoerente e forçado o flashback final, onde a menina mata a outra com uma pedra, só por ciúmes, e o menino aceita aquilo naturalmente. Devo confessar que até que gostei da cena do javali, mesmo sendo um tanto absurda. Tipo, do nada um javali. Enfim. É um filme ruim, mas é aquele tipo de filme ruim que me mantém entretido, talvez porque eu até goste de clichês, a mocinha fugindo dos assassinos, tentando se manter viva e etc. Mas é isso. A atriz principal não é ruim, mas há momentos em que ela força demais, tipo para chorar, e aí ela faz umas caretas, como se estivesse forçando o choro, sei lá, não soa natural. Ela é boa sim, só precisa ter mais cadência. Acho que é isso.
A cena final dá a entender que Emily continuará a recorrer a amigos imaginários para superar seus traumas. Ela é uma criança traumatizada, por culpa do pai. Apesar de ter reassistido ao filme após muitos anos, eu me lembrava perfeitamente do plot, que se torna mais evidente na segunda metade da trama. Enfim, é uma obra memorável, sem dúvidas.
Djinn: Cuidado com o que Deseja
2.4 40 Assista AgoraGostei da premissa, a ideia tem aspectos bastante originais. Mas são muitas cenas clichês e que não assustam. Tipo, o demônio não olhar embaixo da cama, o lugar mais óbvio? Ele facilita para o menino em vários momentos.
Mas eu gostei da atuação do garoto, e o final fez uma ligação interessante com outros pontos do filme: o paralelo entre uma fala do pai, o desejo do menino e uma parte específica do livro Pinóquio. Achei boa a sacada, e serviu para mostrar que, apesar dos baixos recursos, o filme não é vazio.
Mas, se fosse feito por um diretor famoso e tivesse esse excelente ator mirim, seria um filmão.
Oi, Sumido!
2.8 48 Assista AgoraCheio de clichês, mas até que é legalzinho. Mas é irritante a burrice do cara. Dava facilmente para contornar a situação; a menina é tolinha, fácil de enganar.
A partir daqui, SPOILER!
A garota entra em um assunto delicado, e ele se mostra indignado. Ela já havia dado vários sinais de que não batia bem da cabeça. Por que ele simplesmente não deu a resposta que ela queria? Se ele respondesse qualquer coisa, ela iria cair. Por que cargas d'água o cara começa uma discussão com a garota estando amarrado?
Eu sei, eu sei. Se não fosse assim, não teria filme e blah blah blah. Mas é que eu acho irritante esse tipo de clichê, os personagens serem burros de propósito.
E, no fim, ainda fica tudo bem entre os dois, e ele chega a dizer que ela só era um pouquinho louca. Oi?? A menina é perturbada da cabeça, possivelmente uma psicopata, narcisista, que só enxerga o próprio umbigo.
E para você está tudo bem terminar da forma que terminou? Você todo quebrado, sendo levado por uma ambulância e com o psicológico abalado. E a doida lá, sorrindo e provavelmente feliz por ter se safado daquela situação doentia que ela criou.
O Babadook
3.5 2,0K Assista AgoraVou deixar aqui a resenha que fiz sobre esse filme. Postei no Reddit!
Um filme com várias camadas de profundidade. Além de ser um suspense/terror psicológico, é também um drama sobre traumas, luto e depressão.
Uma mãe viúva e seu filho pequeno são atormentados por uma entidade estranha e misteriosa que ganha vida a partir da leitura de um livro escolhido pelo menino. Não se sabe de onde o livro surgiu nem como apareceu na casa da família.
A entidade se apodera da casa gradativamente. O ritmo do filme é lento e soturno, e o drama, assim como toda a densidade da dor e dos traumas que os dois personagens carregam, parece palpável.
Há duas formas de encarar esse filme. A primeira é que a entidade realmente existe e se alimenta dos traumas, especificamente da depressão e do luto da mãe. Seu objetivo seria se apossar de seu corpo e então levar o garoto consigo para sabe-se lá onde. A entidade é malévola e cruel, não tem piedade nem dos animais. Infelizmente, um cachorrinho muito adorável é morto.
A segunda forma de encarar o filme é a seguinte: tudo o que nos é apresentado em tela trata-se de uma metáfora sobre o estrago que a depressão causa na vida de uma pessoa e a forma como esse estrago afeta aqueles ao seu redor. Especificamente, uma depressão que tem origem na perda do marido e pai daquela família.
Ele morreu em um acidente de carro enquanto levava a esposa grávida para o hospital, justamente no dia em que o garoto nasceu. Desde então, o menino nunca celebrou seu aniversário com a mãe, nunca teve uma festa. Isso mostra que, mesmo após seis anos, a mulher não havia superado a perda.
Quando a entidade entra em seu corpo, ela se torna extremamente violenta, mata o cachorro de estimação e chega muito perto de matar o filho. Mas o garotinho, muito inteligente e cheio de truques, consegue contê-la após usar uma de suas armadilhas. Com a mãe presa, ele consegue fazê-la vomitar a entidade, lembrando-a das promessas que ela havia feito de proteção mútua, assim como do amor materno, que era mais forte do que toda a depressão e o luto que ela carregava.
Em um momento próximo dessa cena, fiquei apreensivo, pensando que ela — ou o Babadook — mataria a vizinha, uma senhora com Parkinson que era um amor de pessoa. Mas, graças a Deus, no final vemos que ela foi poupada e estava bem.
Enfim. No final, vemos mãe e filho sentados no sofá de casa, conversando com a assistente social e seu parceiro. A melhora dos dois protagonistas é notável. A mãe, que não conseguia dormir, vivia exausta e ainda precisava trabalhar como enfermeira e cuidar do filho, aparece corada e totalmente descansada.
Uma das características do menino é sempre falar o que pensa, algo que aparentemente puxou do pai. Isso incomodava a mãe após a perda, mas nesse momento, conversando no sofá, ela demonstra se orgulhar dessa característica, evidenciando sua superação.
O menino comemora seu aniversário com a mãe e, depois, ela vai até o porão "alimentar" a entidade com as minhocas que ele pegou no jardim.
O que eu entendi dessa cena foi o seguinte: o quadro depressivo da mulher entrou em remissão. A doença estava contida, e sua mente estabilizada, permitindo que ela pudesse trabalhar, descansar e ser uma boa mãe.
A depressão é retratada como o bicho-papão dentro do armário escuro ou debaixo da cama de uma criança, assustando-a todas as noites. A união e o vínculo entre mãe e filho fizeram com que o demônio da depressão fosse domado.
A doença não foi curada; ela apenas estava fraca, sem poder de influência.
E ela alimentar a entidade com minhocas é algo muito simbólico. A mulher aceitou a perda, acolheu o luto e seguiu em frente. Mesmo com as memórias dolorosas, entendeu que precisava continuar, pois seu filho dependia disso.
Para mim, aquilo também pode significar que ela está em tratamento e que a doença entrou em remissão. As minhocas representariam esse cuidado constante consigo mesma e com a própria mente. Por isso ela diz ao Babadook, quando ele ameaça se apoderar dela novamente: "Está tudo bem. Está tudo bem."
E quando ela volta para o jardim, o filho pergunta como foi, e ela responde que "hoje foi tranquilo".
Ou seja, é convencer a si mesma todos os dias de que está tudo bem e de que tudo o que precisa fazer é passar por mais um dia. Um de cada vez, como dizem.
Eu prefiro essa segunda interpretação e me identifico muito com ela. Não consigo ver esse filme apenas como terror. Por mais que tenha vários elementos do gênero, para mim ele é muito mais um drama.
Na cena final, eu me emocionei e chorei um pouquinho. Foi muito forte.
Os dois protagonistas são extremamente cativantes, e é impossível não criar empatia por eles, principalmente pela mãe.
E você, que já assistiu, gostaria muito de saber seus pensamentos sobre essa produção. Enxergou a história de alguma outra forma? Vou adorar ler.
Euphoria (3ª Temporada)
2.9 150 Assista Agora"Que a memória dela seja uma benção. Amém."
Push - No Limite do Medo
1.9 9 Assista AgoraConstrução de suspense interessante, mas o filme não faz sentido. Mas que atriz bonita! Ela me lembrou a Nina Dobrev em alguns momentos.
O Som da Morte
2.3 83 Assista AgoraO Som da Morte é um terrorzinho bem abaixo da média. Tem muitas situações sem coerência alguma e resoluções rápidas, sem nenhum aprofundamento. A protagonista não tem um pingo de carisma. E parece que ela só começa a atuar de verdade no final do filme, quando ele ganha um pouco de gás. Mas, na maior parte do tempo, ela não esboça quase nenhuma expressão, fica bem engessada.
Eu até achei legal a ideia do objeto antigo e amaldiçoado, mas essa boa ideia se perde em meio a todo o amadorismo.
Para Sempre Medo
2.4 72 Assista AgoraATENÇÃO: CONTÉM SPOILERS!
Keeper até que me agradou em algum nível, mas faltou terror de verdade. As entidades são medonhas e diferentes, mas praticamente só aparecem em uma cena, já no final.
Eu entendi que os dois caras — o amante da protagonista e o primo dele — fizeram um pacto de vida eterna, ou juventude por séculos, com as entidades, filhas da bruxa que eles mataram. E, em troca, teriam que oferecer mulheres como sacrifício. As entidades, ao que parece, se alimentavam delas.
A bruxa em quem eles atiraram na infância era a cópia perfeita da protagonista. E talvez por isso, no final, as entidades possuam ela em vez de matá-la, já que ela se parecia com a “mãe” delas? É… acho que foi isso. E aquela outra entidade com vários rostos parece uma espécie de simbiose das mulheres sacrificadas, algo assim.
E na cena final, o pacto com o amante é quebrado, e ele surge super velho. Parece não enxergar, ou enxergar só vultos, mas, conforme a protagonista se aproxima, a visão dele entra em foco. Isso não fez muito sentido pra mim. Enfim, ele é mergulhado num líquido que parece mel, e o filme acaba. Esses últimos detalhes eu realmente não entendi.
Ah, e eu não lembro se mostra o que aconteceu com o primo. O cara simplesmente parece sumir depois de invadir o apartamento, enquanto a protagonista estava sozinha esperando o amante. São muitos furos nesse filme, e muito potencial desperdiçado. Poderia ter sido um terror realmente bizarro.
Os Outros (3ª Temporada)
2.8 27 Assista AgoraÉ tanto furo que me dá até preguiça de escrever uma resenha. E que final péssimo. Se tiver uma quarta temporada, vou passar longe.
Uma Segunda Chance
3.1 29 Assista AgoraGostei bastante do filme, me emocionou em alguns momentos. Acho que estava com saudade de um bom clichê rs. Me deu vontade de ler o livro, que já estava na minha lista.
Lindas e Letais
2.9 88 Assista AgoraMe diverti assistindo!!
Pânico 7
2.7 397 Assista AgoraTão entediante e ridiculamente MEDÍOCRE. A motivação dos assassinos é tão fútil e idiota. Acho que nada se salva nesse filme. Até as mortes são ruins; dá para notar o CGI. Dispensaram os efeitos práticos e preferiram um trabalho preguiçoso. Assisti querendo que acabasse logo.
SPOILER! A única morte mais ou menos criativa foi a da máquina de sorvete, mas, ainda assim, faltou um cuidado ali, porque nitidamente o cara era um boneco de borracha.
Heel
3.4 24SPOILER!!
O que eu entendi foi: ele criou um apego com aquela família. Ao mesmo tempo que ele queria fugir, também não queria, pois, na verdade, ele já estava liberto; a sua prisão de verdade estava do lado de fora. Ali ele encontrou acolhimento real, mesmo que fosse estranho, fora do comum.
E sim, o objetivo da família foi bem-sucedido: eles domaram a fera e depois a libertaram. Ao voltar para casa, ele viu que sua mãe não demonstrara preocupação com seu sumiço; a vida seguia normalmente para ela. Era como se ele não existisse ali, e os únicos que o enxergaram de verdade, e quiseram fazê-lo enxergar a possibilidade de redenção, estavam a muitos quilômetros de distância, em uma imensa mansão.
A única pessoa que se preocupou com o sumiço dele foi a namorada, e então ele quis proporcionar a ela a mesma libertação que recebera da peculiar família. E então, como um filho que regressa para a casa de seus pais, ele voltou para lá, trazendo consigo outra alma perdida, faminta por libertar-se da própria prisão.
Eu achei a premissa sensacional, inteligente, mas não inteiramente original e inovadora, pois é fácil captar referências de Laranja Mecânica, por exemplo. Mas aqui foi algo mais otimista, o que eu curti. O final não é melancólico; é catártico e inspirador, de certa forma — depende da perspectiva.
Os sorrisos no take final mostram isso, principalmente o sorriso do protagonista. Foi um sorriso repleto de saudade. Ali ele encontrou seu lugar no mundo.
Os Estranhos: Capítulo Final
1.8 57 Assista AgoraMas que bela bosta, hein!
12 Horas
3.2 999 Assista AgoraFaz anos que assisti a esse, mas assisti umas 7 vezes ou mais. Adoro como ela mente o tempo todo, inventa uma história diferente para cada pessoa que encontra, para ter pistas da irmã kkkkk, chega a ser cômico. E a cena final, dela dirigindo à noite na floresta e conversando com o assassino, mó tensa!!
Observador
3.3 412 Assista AgoraContém SPOILERS
Gosto bastante desse filme, é um suspense sinuoso que te envolve sem você nem perceber. É propositalmente lento. Você sente a ameaça rodeando a protagonista o tempo todo e o pavor silencioso dela. Inclusive, a atriz combina muito com esse tipo de papel, além de ser estonteante e belíssima. O filme me fez lembrar a famosa frase de Friedrich Nietzsche: “Quando você olha para o abismo, o abismo olha de volta para você.” E eu adorei o jogo psicológico que o filme faz com o telespectador.
É nítido que o cara é um serial killer, mas ele inverte o jogo, fazendo todo mundo pensar que ela era a louca, e ela chega a se sentir louca, mas no fundo sabia que não era. A cena do ônibus é emblemática. Ele faz ela se perguntar: “Eu me enganei? Ele é só um cara solitário e perturbado, que queria que alguém o percebesse?”
Ele diz: “Minha vida é cuidar do meu pai doente, e eu fico olhando pela janela, assistindo as pessoas viverem suas vidas. Pode parecer um hobby triste. Mas quando você acenou pra mim, achei que uma mulher bonita tinha me notado. Mas aí você envolveu um policial e levou aquele cara até minha porta, xingando meu pai. E então eu pensei que eu merecia um pedido de desculpas.”
Ou seja, o cara era um sádico, que se divertia friamente com o declínio mental da protagonista. Ele representa o abismo. Essa é a metáfora que eu entendi do filme. A protagonista encarou demais o abismo. Se ela escolhesse não continuar encarando e seguir sua vida, ele ia continuar ali, a observando, mas não ia chegar perto dela.
O ponto de virada foi quando ela entrou no jogo dele, sem perceber. Ele estava brincando com ela o tempo todo, a testando, sentindo o medo dela de longe. Sério, eu achei isso tão perspicaz e inteligente. E algo muito sutil, mas, com um olhar atento, você consegue perceber essa linguagem silenciosa dos dois.
Ou seja, ela encarou demais o abismo e quase foi engolida por ele. Sorte que ela também é inteligente, coisa que ele não esperava. Enfim. Excelente filme. Eu queria muito que o final mostrasse ela terminando de fazer as malas e dando as costas para aquele marido mané.
Tipos de Gentileza
3.2 247Depois de “entender”, achei a crítica e a sacada do diretor geniais!!
Hereditário
3.8 3,1K Assista AgoraTudo fazia parte do ritual que a avó começou. Aquelas pessoas eram discípulas dela. Ela tinha uma coisa com a menina desde que a mesma nasceu, ficava mais sob os cuidados dela; a própria mãe não tinha tanto acesso à menina. Ela teve tempo para planejar o ritual satânico. Não eram cuidados normais de avó. A personagem da Toni não conseguia fazer o aborto do menino, porque a avó já tinha feito algum feitiço para isso não acontecer, porque o demônio que já residia no corpo da menina estava esperando para possuir um corpo masculino, para assim exercer todo seu poder e também para recompensar os discípulos com saúde, riqueza e conhecimentos secretos sobre o mundo espiritual. Tudo aconteceu de acordo com o que a avó planejou. O filme não é confuso, mas eu só tive essa visão mais ampla assistindo hoje, pela terceira vez. Eu achei tudo bem amarradinho. Toni Collette está MARAVILHOSA em sua atuação. Todos estão muito bem; o menino deu um show também. É um filme esquisito, um tanto desconfortável, mas confesso que não achei assustador. Mas eu curti a forma como ele prende a sua atenção. É isso.
Som da Liberdade
3.8 510 Assista AgoraQue filme poderoso! Me fez chorar...
De Olhos Bem Fechados
3.9 1,6K Assista AgoraFilme muito revelador, cheio de camadas e nuances — uma verdadeira obra-prima. Mas é preciso assistir com a mente aberta. Muitos têm uma visão superficial e, aí, tacham o filme como elitista: apenas gente rica cometendo atrocidades só porque está entediada. Claro, é também isso, mas há muito mais. É um nível de profundidade que eu não saberia colocar em palavras. Foi, com certeza, uma exposição/denúncia do diretor, que morreu de "causas naturais" dias após o lançamento — do que eu duvido muito
Pesquisa do Google:
Stanley Kubrick morreu de causas naturais (aparentemente um ataque cardíaco enquanto dormia) em 7 de março de 1999, aos 70 anos, em sua casa na Inglaterra. O cineasta faleceu poucos dias após finalizar a edição de seu último filme, De Olhos Bem Fechados.
Data da morte: 7 de março de 1999.
Local: Sua casa em St. Albans, Hertfordshire, Inglaterra.
Causa: Morte natural durante o sono (ataque cardíaco).
Contexto: Ele havia mostrado o corte final de De Olhos Bem Fechados aos executivos da Warner Bros. cinco dias antes.
Kubrick foi encontrado por sua esposa, Christiane, e a notícia foi confirmada pela polícia de Hertfordshire como uma notificação de rotina, sem indícios de crime.
Bugonia
3.6 475 Assista AgoraSignificado do Título e Temas
O que é "Bugonia"?
O termo refere-se a um ritual/mito antigo (descrito pelo poeta romano Virgílio) que acreditava na geração espontânea de abelhas a partir da carcaça de um boi morto.
Simbolismo: A ideia de que "da morte e podridão, surge nova vida". No filme, a humanidade é o "boi morto" (a carcaça podre), e a extinção humana é necessária para que a Terra (as abelhas/natureza) possa florescer novamente. Teddy (o apicultor) tentava salvar a carcaça, mas o destino natural era alimentar o enxame.
Crítica Social:
Conspiracionismo Moderno: O filme satiriza a era da pós-verdade, onde teorias absurdas (QAnon, Terra Plana) nascem de sentimentos reais de abandono e desconfiança nas instituições.
Capitalismo vs. Humanidade: Michelle (a alienígena) representa a frieza corporativa que olha para humanos como números ou cobaias, mas, ironicamente, ela era a única tentando "curar" a nossa violência.
Inversão de Gênero: No filme original coreano, o CEO era um homem. Ao colocar Emma Stone, Lanthimos cria uma dinâmica onde a "misoginia" e a violência de dois homens contra uma mulher poderosa se misturam com a trama alienígena, tornando as cenas de tortura ainda mais desconfortáveis e carregadas de subtexto.
Esta é a reconstrução do monólogo crucial de Michelle Fuller (Emma Stone) no clímax de Bugonia, logo após Teddy (Jesse Plemons) retornar do hospital, devastado por ter matado a própria mãe com o anticongelante que Michelle jurou ser a cura.
Neste momento, Michelle abandona completamente a fachada de CEO humana aterrorizada e assume uma postura fria, quase clínica, de uma realeza alienígena cansada.
O Monólogo (Reconstrução da Cena)
"Você queria a verdade, Teddy? Aqui está. Eu não sou daqui. Meus ancestrais chegaram a este planeta há milhões de anos. Não foi uma invasão, foi um acidente... um erro de cálculo que acabou varrendo os grandes répteis, os dinossauros. Nós nos sentimos culpados. O planeta ficou vazio, silencioso.
Então, nós tentamos consertar. Semeamos a vida novamente. Criamos vocês. A humanidade não evoluiu do nada, Teddy; nós cultivamos vocês como um jardim. Era para ser algo belo, uma espécie capaz de sentir, criar, amar. Mas algo deu errado na mistura. Vocês nasceram com um defeito incorrigível: a violência. Vocês são parasitas autodestrutivos.
Nós observamos por séculos. Tentamos intervir, tentamos medicar... A droga que demos à sua mãe? Não era veneno. Era uma tentativa de suprimir esse impulso violento, de salvar vocês de vocês mesmos. Mas o corpo humano rejeita a paz como se fosse um vírus.
Olhe para você. Olhe para o que você fez hoje. Matou sua mãe, matou seu primo... tudo em nome de uma 'salvação' que você nem compreende. O experimento falhou, Teddy. A carcaça está podre. E quando a carcaça apodrece, não há mais nada a fazer além de deixar os necrófagos limparem tudo para que algo novo possa nascer."
Awake
2.5 276Esse ator que faz o Noah tava com muita vontade de atuar, hein! kkk
F*** Marry Kill
2.5 15Tentei continuar assistindo, mas depois de 30 minutos fui perdendo o interesse e abandonei. Com 45 minutos de filme, nada ainda tinha acontecido; era muita enrolação, papo furado e um humor forçado e sem graça.
Os Estranhos: Capítulo 2
2.1 96 Assista AgoraUma sucessão de perseguições sem um propósito definido, que culminam em um péssimo final, onde temos a explicação de quem é a tal Tamara. E entendemos que eles são assim porque querem ser. Achei bastante incoerente e forçado o flashback final, onde a menina mata a outra com uma pedra, só por ciúmes, e o menino aceita aquilo naturalmente. Devo confessar que até que gostei da cena do javali, mesmo sendo um tanto absurda. Tipo, do nada um javali. Enfim. É um filme ruim, mas é aquele tipo de filme ruim que me mantém entretido, talvez porque eu até goste de clichês, a mocinha fugindo dos assassinos, tentando se manter viva e etc. Mas é isso. A atriz principal não é ruim, mas há momentos em que ela força demais, tipo para chorar, e aí ela faz umas caretas, como se estivesse forçando o choro, sei lá, não soa natural. Ela é boa sim, só precisa ter mais cadência. Acho que é isso.
O Amigo Oculto
3.6 1,2K Assista AgoraQue cheirinho de Super Cine e nostalgia! O filme não envelheceu mal, continua tão bom quanto eu me lembrava.
A cena final dá a entender que Emily continuará a recorrer a amigos imaginários para superar seus traumas. Ela é uma criança traumatizada, por culpa do pai. Apesar de ter reassistido ao filme após muitos anos, eu me lembrava perfeitamente do plot, que se torna mais evidente na segunda metade da trama.
Enfim, é uma obra memorável, sem dúvidas.