Adorei a forma como ele articula a ideia de um humor sem limites e vai desconstruindo-a aos poucos. Com Lola Anorovich, Laerte Coutinho, André Dahmer e Jean Wyllys desmitificando a ideia de que o humor não é ofensivo. TODO humor tem uma vítima, basta saber quem será ela; rir do que já é oprimido a vida inteira é fácil, agora rir do que mantém o status quo que é difícil.
Esse é o pior filme que já vi na minha vida, tenho certeza disso.
Ao contrário dos outros dramas, este não me fez chorar; deixou-me sufocado, me matou aos poucos. Ao fim do filme eu estava quase sem conseguir respirar, ofegante; ainda estou. Nojo! Nunca fiquei tão triste com um só filme.
O mais legal da história é ver como Lana foi uma guria sempre tão amorosa, encarando o amor só pelo amor, sem levar detalhes em consideração. A moça perfeita. Quisera todos os Brandons da vida encontrarem suas Lanas.
Para além de enfoque na tortura física, o filme retrata a tortura psicológica que trans* sofrem em qualquer lugar da sociedade - em casa, numa relação, pela sociedade como um todo. Num tempo em que era considerada uma "crise de identidade sexual" (vale lembrar que nos EUA só deixou de ser considerada doença em 2012, e aqui no Brasil ainda consta como patologia), a sociedade inteira condenava o Brandon por ser quem era. Triste realidade, e muitas vezes quando a pessoa não é assassinada, a sociedade a suicida - a sociedade porque, após a pessoa não ser aceita, ela se sente tão pressionada que se mata.
O filme enquanto fonte histórica é duvidoso, nada louvável. Apesar de focar na vida dos personagens, enaltece figuras não tão importantes como outras, por exemplo o Gabeira em detrimento do Cid Benjamin e do Franklin Martins.
Entretanto, enquanto produção cinematográfica do início da carreira de tantas personalidades do cinema nacional, é louvável. Um filme que mostra o outro lado (ainda que deturpado) da moeda, um filme que retrata os anos de chumbo como período perigoso e arriscado. Apresenta a importância do braço armado num episódio tão trágico e delicado, ainda que legítimo.
A atuação dos personagens começa bem fraquinha e vai se delineando no decorrer do filme, interessante observar isso.
Um filme ótimo que tem como cenário a ditadura brasileira, mas não a enfatiza. Um roteiro forte, muito bem elaborado, que não se torna cansativo nem deixa a desejar. Atuações boas, principalmente a do jovem Michel Joelsas. O dualismo entre a fervorosidade da ditadura contraposta com a Copa e a alegria das pessoas é explorado de uma forma brilhante, e o menino Mauro (Michel Joelsas) lida com uma nova realidade de forma bem... inesperada, como as crianças são.
A frase final é tão impactante que carrega consigo um significado maravilhoso, e provoca uma reflexão imensa:
"E assim foi o ano de 1970, o Brasil foi tricampeão e eu me tornei uma "coisa" chamada exilado, que eu acho que é quando você tem um pai tão atrasado que ele nunca mais volta."
Filme muito bom, muito bem elaborado. É muito bacana você ver um amadurecimento no cinema que foge das hegemonias estadunidense e eurocêntrica. A fotografia é maravilhosa, os efeitos especiais também e todo o resto. Uma pena o roteiro não ter sido tão interessante quanto o resto, dava para explorar bem melhor uma história tão interessante.
Bom, eu queria assistir há muito tempo. Sem muita pretensão, pensando que seria só mais um filmezinho. É o retrato mais marcante de uma realidade crudelíssima que é a escravidão - seja onde for. O que mais comove no filme, principalmente por sabermos que é uma história real, é que Solomon, apesar da árdua história, ainda conseguiu novamente se libertar. Mas e todos os outros, de todas as outras realidades, que nunca foram libertos? Que morreram debaixo do chicote? O filme me sufocou a alma a partir da primeira cena, e isso se perdurou até o fim do filme, quando fui desmontado com a cena final. A construção foi brilhante, um filme com atores maravilhosos, atuações impecáveis, cenas fortíssimas e o melhor que se pode esperar de um drama. Muito além de ser o melhor filme que vi no ano, está, ao lado de Diamante de Sangue, como uma das maiores retratações da exploração negra. Seria uma obra de arte se não retratasse uma história real, e a perversidade por detrás da história. O filme mais marcante que vi na vida.
Filme maravilhoso! O filme toca o íntimo de quem estiver assistindo e consegue comover de tal maneira que assusta. Enredo ótimo, história sensacional, e mostra como as gerações homossexuais passadas sofreram pelo seu espaço e, quando conseguiram algo, foram novamente ridicularizadas por um "câncer gay".
Sempre tenho medo de comentar sobre um filme que achei muito ruim. Penso onde errei, culpo-me de toda forma por ter achado um filme ruim; leio reviews de outras pessoas para saber se vi alguma coisa de errado, e é com pesar que digo que não sou cult o suficiente para achar algo de aproveitável neste filme.
Não gostei do filme, não faz o meu tipo, não é agradável nem nada do tipo; pelo contrário, um filme extremamente maçante. A fórmula para a preparação do filme foi: 10 minutos de paisagem ou do Wagner Moura se chacoalhando, 2 minutos de sexo. E isso se repetiu o filme inteiro, saí muito chateado, de verdade. Esperava um filmaço, acho que estou muito no espírito do Hoje eu quero voltar sozinho e não tenho capacidade pra digerir um filme que fuja daqueles moldes.
Ironia: No mais, devo informar que estou indo à delegacia abrir um processo contra o Espaço Itaú de Cinema por não informar que continha cenas de sexo heterossexual.
Consegue trazer à tona o pior do ser humano. Sem finais felizes e sem muita poesia, trabalha o simples e tão puro sentimento de ódio. Típico filme para trazer um momento de reflexão e introspecção. A liberdade do diretor ao fazer certas coisas durante o filme são até cômicas, e as pausas dramáticas típicas de Haneke são cansativas. Mas a obra, em geral, é boa. Mostra como o ódio, às vezes, é tão gratuito (bem explícito na tradução do título) e banal, e isso sim é o que é atordoador em todo instante do filme; nos deixa com uma sensação de querer agredir os dois jovens e, ao mesmo tempo, de impotência por não podermos fazê-lo. Cabe a nós ficarmos como espectadores de uma sequência de horrores, sem um controle remoto que nos coloque na trama.
Não li, então falarei embasado somente na qualidade cinematográfica e no roteiro (sem ser necessariamente na adaptação, uma vez que não li para fazer qualquer comparação). Shailene Woodley faz uma atuação boa, bem sentimental, bem preocupada com os detalhes. Acima do esperado.
Filme com uma história bem emocionante, quem estava na sessão aplaudiu e fez "awn" algumas vezes, inclusive quando o Four (Theo James) fala pra ela que
Os efeitos especiais são todos muito bons, não assisti em 3D, mas acho que compensaria. Local da história também.
A história me lembrou o "Jogos Vorazes: Em Chamas" (único que assisti, e não li nenhum), com essa coisa de outros mundo e divisões. Lá são distritos, cá são facções. Uma manipulação massiva da galera da casta Audácia também me memorou o Soma do "Admirável Mundo Novo", obra prima de Huxley, onde o remédio se apodera do pensar das pessoas e elas simplesmente viram máquinas para o privilégio da classe dominante (Erudição, no caso).
Anseio pela continuação, e me apeteceu a ponto de ter vontade de ler as obras.
Filme extremamente nojento e não tem uma boa trama. A única coisa que salva é a atuação do Dieter Laser (Dr. Josef Heiter), que é impecável, consegue retratar de forma exímia um psicopata e depravado mental. De resto, peca com os demais atores, sobretudo as duas atrizes. Sem contar que o Tom Six tem uma mente que, né, vai além do credível. Um insano total, o filme não carrega qualquer história nem mensagem. Não sei como o filme conseguiu ganhar alguns prêmios aleatórios no Canadá e nos EUA.
Genial! Ao lado de outros clássicos, remonta a história de modo bem fiel e cobrando, implicitamente, uma revisão da lei de Anistia. O documentário é excelente, deveria ser conteúdo obrigatório nas escolas. Se ainda achar algum vazio após assistir esse documentário, assista também "O dia que durou 21 anos" (Camilo Tavares, 2013) e "Jango" (Silvio Tendler, 1984). Os três trazem à tona um momento delicado pela qual passamos e ajuda a desconstruir um senso de que a ditadura foi boa (seja em qualquer âmbito), a mostrando como deve sê-lo: a vilã da história, um vácuo de 21 anos no progresso da sociedade.
Excelente filme, um dos melhores que vi este ano. Uma demonstração enxuta e realística (o filme é baseado em fatos reais), cria um cenário muito bom para mostrar a anomia social presente na juventude e como ela é fácil para massa de manobra, por mais que se considere politizada e livre dos perigos autocratas anteriores. Extremamente forte, cenas impactantes e de tirar o fôlego. Final um pouco previsível, mas de modo inusitado;
Clooney não fugiu da mesmice de endeusar os EUA, não conseguiu criar uma história sem que eles salvassem a humanidade. O típico filme estadunidense. Entretanto, o elenco está muito bom para o filme ficar ruim, não me arrependi de tê-lo assistido na estreia. Sem contar que o modo como os fatos são apresentados nos entretêm bastante, dando prazer ao assistir a obra. Não tive sono, ao contrário de muitos outros que opinaram; achei a dose certa de ação e drama, retratando bem a história, sendo que talvez não tenha sido tão digna a retratação.
O cinema nacional cada vez se superando mais. Fui assistir esperando que fosse de fato engraçado, mas não tanto quanto foi. Ri do início ao fim do filme, conseguiu prender toda a atenção e criou um romance interessante e não tão cliché quanto estamos habituados. Uma fotografia excelente, trilha sonora com a grande pensadora contemporânea sensacional. Não deixa a desejar!
Não havia visto o primeiro filme, mas resolvi ir à estreia desse. Pela aclamação popular imaginei ser uma obra que fugisse da ficção e tentasse apreciar o máximo a história em sua essência. Resultado: criei expectativas para uma coisa e no fim é totalmente outra. Não é ruim, tem efeitos excelentes e atores ótimos, uma história boa também... A não ser que se preze pela fidedignidade da história.
Elenco excelente e diretor também para um filme meia-boca, me causou espanto. Cansativo, efeitos não tão bons, 3D desnecessário. No gênero ficção, pode se considerar um dos piores da atualidade. No gênero religião, nem se fala.
Sensacional. Assisti no dia seguinte à estreia, e me arrependo de não ter assistido numa pré-estreia da vida. O filme é no mínimo maravilhoso. O modo como o romance homossexual é tratado de forma normal, como qualquer outro de filmes heterossexuais, é o que encanta no filme. Não há qualquer ênfase ou vitimização, mas tão somente o romance que há no ar. E o mesmo foco não é feito em torno da deficiência visual do protagonista, o que valoriza ainda mais a obra. Consegue, também, ser fofo o tempo todo e souberam administrar muito bem o tempo do filme, de modo que não se torna cansativo nem perde a beleza em qualquer momento que seja.
Impossível não se emocionar com um filme desses... Se você quer sentir o humor sagaz do Nicholson, que afeta efetivamente todos os seus personagens, e a belíssima atuação do Freeman (que também está sempre presente), tem que assistir The Bucket List (Antes de partir). Um filme brilhante! Filme de 2007, assisti a primeira vez no ano passado, e desde então, já assisti pelo menos umas quatro vezes. O filme que te faz querer sentir todas as sensações que as personagens estão expostas, que faz você querer ter a oportunidade de sentir na pele cada item da "Lista de botas". Um puta filme! Te coloca a refletir, te mostra passagens interessantes de conhecimento (tal qual Nikola Tesla ter sido o real inventor do rádio), um drama perfeito. Com certeza tá na minha lista de preferidos.
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O Riso dos Outros
4.2 148Adorei a forma como ele articula a ideia de um humor sem limites e vai desconstruindo-a aos poucos. Com Lola Anorovich, Laerte Coutinho, André Dahmer e Jean Wyllys desmitificando a ideia de que o humor não é ofensivo. TODO humor tem uma vítima, basta saber quem será ela; rir do que já é oprimido a vida inteira é fácil, agora rir do que mantém o status quo que é difícil.
Meninos Não Choram
4.2 1,4K Assista AgoraEsse é o pior filme que já vi na minha vida, tenho certeza disso.
Ao contrário dos outros dramas, este não me fez chorar; deixou-me sufocado, me matou aos poucos. Ao fim do filme eu estava quase sem conseguir respirar, ofegante; ainda estou. Nojo! Nunca fiquei tão triste com um só filme.
O mais legal da história é ver como Lana foi uma guria sempre tão amorosa, encarando o amor só pelo amor, sem levar detalhes em consideração. A moça perfeita. Quisera todos os Brandons da vida encontrarem suas Lanas.
Para além de enfoque na tortura física, o filme retrata a tortura psicológica que trans* sofrem em qualquer lugar da sociedade - em casa, numa relação, pela sociedade como um todo. Num tempo em que era considerada uma "crise de identidade sexual" (vale lembrar que nos EUA só deixou de ser considerada doença em 2012, e aqui no Brasil ainda consta como patologia), a sociedade inteira condenava o Brandon por ser quem era. Triste realidade, e muitas vezes quando a pessoa não é assassinada, a sociedade a suicida - a sociedade porque, após a pessoa não ser aceita, ela se sente tão pressionada que se mata.
O Que é Isso, Companheiro?
3.8 388 Assista AgoraO filme enquanto fonte histórica é duvidoso, nada louvável. Apesar de focar na vida dos personagens, enaltece figuras não tão importantes como outras, por exemplo o Gabeira em detrimento do Cid Benjamin e do Franklin Martins.
Entretanto, enquanto produção cinematográfica do início da carreira de tantas personalidades do cinema nacional, é louvável. Um filme que mostra o outro lado (ainda que deturpado) da moeda, um filme que retrata os anos de chumbo como período perigoso e arriscado. Apresenta a importância do braço armado num episódio tão trágico e delicado, ainda que legítimo.
A atuação dos personagens começa bem fraquinha e vai se delineando no decorrer do filme, interessante observar isso.
O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias
3.7 469Um filme ótimo que tem como cenário a ditadura brasileira, mas não a enfatiza. Um roteiro forte, muito bem elaborado, que não se torna cansativo nem deixa a desejar. Atuações boas, principalmente a do jovem Michel Joelsas.
O dualismo entre a fervorosidade da ditadura contraposta com a Copa e a alegria das pessoas é explorado de uma forma brilhante, e o menino Mauro (Michel Joelsas) lida com uma nova realidade de forma bem... inesperada, como as crianças são.
A frase final é tão impactante que carrega consigo um significado maravilhoso, e provoca uma reflexão imensa:
"E assim foi o ano de 1970, o Brasil foi tricampeão e eu me tornei uma "coisa" chamada exilado, que eu acho que é quando você tem um pai tão atrasado que ele nunca mais volta."
Stalingrado
3.3 72Filme muito bom, muito bem elaborado. É muito bacana você ver um amadurecimento no cinema que foge das hegemonias estadunidense e eurocêntrica.
A fotografia é maravilhosa, os efeitos especiais também e todo o resto. Uma pena o roteiro não ter sido tão interessante quanto o resto, dava para explorar bem melhor uma história tão interessante.
12 Anos de Escravidão
4.3 3,0K Assista AgoraBom, eu queria assistir há muito tempo. Sem muita pretensão, pensando que seria só mais um filmezinho. É o retrato mais marcante de uma realidade crudelíssima que é a escravidão - seja onde for.
O que mais comove no filme, principalmente por sabermos que é uma história real, é que Solomon, apesar da árdua história, ainda conseguiu novamente se libertar. Mas e todos os outros, de todas as outras realidades, que nunca foram libertos? Que morreram debaixo do chicote?
O filme me sufocou a alma a partir da primeira cena, e isso se perdurou até o fim do filme, quando fui desmontado com a cena final. A construção foi brilhante, um filme com atores maravilhosos, atuações impecáveis, cenas fortíssimas e o melhor que se pode esperar de um drama.
Muito além de ser o melhor filme que vi no ano, está, ao lado de Diamante de Sangue, como uma das maiores retratações da exploração negra. Seria uma obra de arte se não retratasse uma história real, e a perversidade por detrás da história. O filme mais marcante que vi na vida.
The Normal Heart
4.3 1,0K Assista AgoraFilme maravilhoso! O filme toca o íntimo de quem estiver assistindo e consegue comover de tal maneira que assusta. Enredo ótimo, história sensacional, e mostra como as gerações homossexuais passadas sofreram pelo seu espaço e, quando conseguiram algo, foram novamente ridicularizadas por um "câncer gay".
Ver o irmão chorando ao abraçar o Ned é de partir o coração, gente! :/
Praia do Futuro
3.4 940 Assista AgoraSempre tenho medo de comentar sobre um filme que achei muito ruim. Penso onde errei, culpo-me de toda forma por ter achado um filme ruim; leio reviews de outras pessoas para saber se vi alguma coisa de errado, e é com pesar que digo que não sou cult o suficiente para achar algo de aproveitável neste filme.
Não gostei do filme, não faz o meu tipo, não é agradável nem nada do tipo; pelo contrário, um filme extremamente maçante. A fórmula para a preparação do filme foi: 10 minutos de paisagem ou do Wagner Moura se chacoalhando, 2 minutos de sexo. E isso se repetiu o filme inteiro, saí muito chateado, de verdade. Esperava um filmaço, acho que estou muito no espírito do Hoje eu quero voltar sozinho e não tenho capacidade pra digerir um filme que fuja daqueles moldes.
Ironia: No mais, devo informar que estou indo à delegacia abrir um processo contra o Espaço Itaú de Cinema por não informar que continha cenas de sexo heterossexual.
Violência Gratuita
3.8 765 Assista AgoraConsegue trazer à tona o pior do ser humano. Sem finais felizes e sem muita poesia, trabalha o simples e tão puro sentimento de ódio. Típico filme para trazer um momento de reflexão e introspecção.
A liberdade do diretor ao fazer certas coisas durante o filme são até cômicas, e as pausas dramáticas típicas de Haneke são cansativas. Mas a obra, em geral, é boa.
Mostra como o ódio, às vezes, é tão gratuito (bem explícito na tradução do título) e banal, e isso sim é o que é atordoador em todo instante do filme; nos deixa com uma sensação de querer agredir os dois jovens e, ao mesmo tempo, de impotência por não podermos fazê-lo. Cabe a nós ficarmos como espectadores de uma sequência de horrores, sem um controle remoto que nos coloque na trama.
Divergente
3.5 2,0K Assista AgoraNão li, então falarei embasado somente na qualidade cinematográfica e no roteiro (sem ser necessariamente na adaptação, uma vez que não li para fazer qualquer comparação).
Shailene Woodley faz uma atuação boa, bem sentimental, bem preocupada com os detalhes. Acima do esperado.
Filme com uma história bem emocionante, quem estava na sessão aplaudiu e fez "awn" algumas vezes, inclusive quando o Four (Theo James) fala pra ela que
"Não deixarei te pegarem", ou algo do tipo.
Os efeitos especiais são todos muito bons, não assisti em 3D, mas acho que compensaria. Local da história também.
A história me lembrou o "Jogos Vorazes: Em Chamas" (único que assisti, e não li nenhum), com essa coisa de outros mundo e divisões. Lá são distritos, cá são facções. Uma manipulação massiva da galera da casta Audácia também me memorou o Soma do "Admirável Mundo Novo", obra prima de Huxley, onde o remédio se apodera do pensar das pessoas e elas simplesmente viram máquinas para o privilégio da classe dominante (Erudição, no caso).
Anseio pela continuação, e me apeteceu a ponto de ter vontade de ler as obras.
A Centopéia Humana
2.6 1,9KFilme extremamente nojento e não tem uma boa trama. A única coisa que salva é a atuação do Dieter Laser (Dr. Josef Heiter), que é impecável, consegue retratar de forma exímia um psicopata e depravado mental.
De resto, peca com os demais atores, sobretudo as duas atrizes.
Sem contar que o Tom Six tem uma mente que, né, vai além do credível. Um insano total, o filme não carrega qualquer história nem mensagem. Não sei como o filme conseguiu ganhar alguns prêmios aleatórios no Canadá e nos EUA.
Dossiê Jango
4.4 73Genial! Ao lado de outros clássicos, remonta a história de modo bem fiel e cobrando, implicitamente, uma revisão da lei de Anistia.
O documentário é excelente, deveria ser conteúdo obrigatório nas escolas. Se ainda achar algum vazio após assistir esse documentário, assista também "O dia que durou 21 anos" (Camilo Tavares, 2013) e "Jango" (Silvio Tendler, 1984). Os três trazem à tona um momento delicado pela qual passamos e ajuda a desconstruir um senso de que a ditadura foi boa (seja em qualquer âmbito), a mostrando como deve sê-lo: a vilã da história, um vácuo de 21 anos no progresso da sociedade.
A Onda
4.2 1,9KExcelente filme, um dos melhores que vi este ano. Uma demonstração enxuta e realística (o filme é baseado em fatos reais), cria um cenário muito bom para mostrar a anomia social presente na juventude e como ela é fácil para massa de manobra, por mais que se considere politizada e livre dos perigos autocratas anteriores.
Extremamente forte, cenas impactantes e de tirar o fôlego. Final um pouco previsível, mas de modo inusitado;
você acaba ficando com ódio do professor, apesar de compreendê-lo.
Caçadores de Obras-Primas
3.1 483 Assista AgoraClooney não fugiu da mesmice de endeusar os EUA, não conseguiu criar uma história sem que eles salvassem a humanidade. O típico filme estadunidense.
Entretanto, o elenco está muito bom para o filme ficar ruim, não me arrependi de tê-lo assistido na estreia. Sem contar que o modo como os fatos são apresentados nos entretêm bastante, dando prazer ao assistir a obra. Não tive sono, ao contrário de muitos outros que opinaram; achei a dose certa de ação e drama, retratando bem a história, sendo que talvez não tenha sido tão digna a retratação.
S.O.S. - Mulheres ao Mar
3.2 549O cinema nacional cada vez se superando mais. Fui assistir esperando que fosse de fato engraçado, mas não tanto quanto foi.
Ri do início ao fim do filme, conseguiu prender toda a atenção e criou um romance interessante e não tão cliché quanto estamos habituados. Uma fotografia excelente, trilha sonora com a grande pensadora contemporânea sensacional. Não deixa a desejar!
300: A Ascensão do Império
3.2 1,6K Assista AgoraNão havia visto o primeiro filme, mas resolvi ir à estreia desse. Pela aclamação popular imaginei ser uma obra que fugisse da ficção e tentasse apreciar o máximo a história em sua essência.
Resultado: criei expectativas para uma coisa e no fim é totalmente outra.
Não é ruim, tem efeitos excelentes e atores ótimos, uma história boa também... A não ser que se preze pela fidedignidade da história.
Noé
3.0 2,6K Assista AgoraElenco excelente e diretor também para um filme meia-boca, me causou espanto. Cansativo, efeitos não tão bons, 3D desnecessário. No gênero ficção, pode se considerar um dos piores da atualidade. No gênero religião, nem se fala.
Hoje Eu Quero Voltar Sozinho
4.1 3,2K Assista AgoraSensacional. Assisti no dia seguinte à estreia, e me arrependo de não ter assistido numa pré-estreia da vida. O filme é no mínimo maravilhoso.
O modo como o romance homossexual é tratado de forma normal, como qualquer outro de filmes heterossexuais, é o que encanta no filme. Não há qualquer ênfase ou vitimização, mas tão somente o romance que há no ar. E o mesmo foco não é feito em torno da deficiência visual do protagonista, o que valoriza ainda mais a obra. Consegue, também, ser fofo o tempo todo e souberam administrar muito bem o tempo do filme, de modo que não se torna cansativo nem perde a beleza em qualquer momento que seja.
Antes de Partir
4.0 1,3K Assista AgoraImpossível não se emocionar com um filme desses... Se você quer sentir o humor sagaz do Nicholson, que afeta efetivamente todos os seus personagens, e a belíssima atuação do Freeman (que também está sempre presente), tem que assistir The Bucket List (Antes de partir). Um filme brilhante! Filme de 2007, assisti a primeira vez no ano passado, e desde então, já assisti pelo menos umas quatro vezes. O filme que te faz querer sentir todas as sensações que as personagens estão expostas, que faz você querer ter a oportunidade de sentir na pele cada item da "Lista de botas". Um puta filme! Te coloca a refletir, te mostra passagens interessantes de conhecimento (tal qual Nikola Tesla ter sido o real inventor do rádio), um drama perfeito. Com certeza tá na minha lista de preferidos.