Filme Maravilhoso, trilha sonora impecável. Sim, o final é metafórico e é preciso interpretação de parte do espectador, não é o filme que te dá respostas prontas, mas a crítica está mais clara que a neve e o diretor escolheu um lado na própria estória
Que filme maravilhoso. Uma tia procurando sua sobrinha trans, que fugiu do seu vilarejo na Georgia e foi parar em Istambul, pouco sabemos sobre ela e vamos descobrindo sobre parte de sua trajetória juntamente com os personagens ao longo do filme. Filme muito tocante, e nada romantizado, vemos uma Istambul caótica e violenta mas que tem as pessoas fazendo seus corres no dia a dia, vivendo suas vidas. Excelente o arco das moças trans, particularmente de uma das protagonistas que é muito carismática, e também maravilhoso o arco da tia procurando pela sobrinha juntamente com um antigo amigo dela
Esse filme me despertou gatilhos, nós que somos lgbtqia+ e desde a infância fomos lidos como "diferentes" fomos em sua maior parte vítima de bullying, até mesmo físico, cada situação que eles passaram me lembrava cenas da minha própria infância/adolescência.
É muito pesado para crianças ter que lidar com tanta rejeição e não me espanta eles terem preferido se afastar (particularmente o Leo, que mais se incomodava e só queria ser aceito na sua escola), o que não foi uma decisão boa como se provou depois, mas eram apenas crianças, que talvez nem se entendessem sexualmente ainda mas já tendo de lidar com os julgamentos das pessoas ao seu redor. Eram apenas crianças sendo amigos e carinhosos entre si, mas já tendo de lidar com a maldade e os julgamentos da sociedade.
Me pergunto se foi realmente necessário ter acontecido o que aconteceu depois, mas entendo que o diretor queria nos fazer refletir bem como vermos o crescimento e amadurecimento de um dos meninos
Adoro algum filme que me passe alguma mensagem ou que eu sinta alguma conexão, no caso deste foi uma estória monótono que não me despertou nada, forçando um pouco consigo ver o que tanto estão vendo (ele se abrindo as conexões com outros). De fato tem umas cenas legais (gostei do jogo velha jogado entre ele e alguém desconhecido), mas não senti nenhum apego ou interesse maior no cara e como o filme é sobre o dia a dia dele, achei bem esquecível e chatinho
Divertidinho porém datado. O personagem gay encubado poderia ser mais interessante, preguiça dele "fingindo" ser hétero e não convencendo ninguém, pelo menos no fim ele se libertou. Além do mais, uma adolescente de 17 anos transar com um who qualquer ia chocar tanto assim? (ok que depois foi além disso, mas logo ali a polêmica já aconteceu). Boa parte das adolescentes do Ensino Médio até mais novas nem são virgens mais quando não tem uma vida sexual bem ativa... Sei que a proposta do filme é gerar humor e usar dos exageros para criticar a sociedade moralista americana (principalmente os outros jovens crentes), mas ainda assim, não envelheceu tão bem.
Adorei, não achei nada previsível ao contrário do que disseram, é a estória do amor incondicional de uma mãe e de como acontecimentos do passado se refletem e impactam o futuro (elemento chave do filme, desde a nostalgia da Laura em voltar a morar no lugar onde viveu parte da sua infância, toda a explicação do mistério, até mesmo o farol que não funciona mais passa o sentimento de um lugar que era cheio de vida mas foi abandonado/esquecido).
Talvez muitos se incomodem com a pegada sobrenatural, porém o filme dá ares aos mais céticos de interpretarem tudo como uma mente de uma pessoa em situação de extremo estresse e trauma e que tem uma larga estória naquele lugar (apesar de algumas cenas já não darem tanta margem a serem dúbias). Eu pessoalmente gosto de interpretar tanto de um ponto de vista como de outro.
Enfim, apesar de ser um thriller tem uma carga dramática grande e umas cenas muito lindas, como esse final. Um filme que me despertou sentimentos de angústia, medo e tensão mas também curiosidade, compaixão e paz só pode ser um filme 5 estrelas. E sem falar na ótima referência a Peter Pan, que se encaixa tão bem no enredo.
Alguns acharam ruim o fato do filme ser parado, mas foi por isso mesmo que gostei, a solidão das personagens é quase palpável e isso muito graças ao ritmo do filme.
Pra mim o único defeito do filme é o exagero em estereótipos (se fosse atual certamente esse ponto seria bem criticado), óbvio que é uma cultura diferente, mas não é para tanto e nem precisava disso, já ficou bastante claro em muitos momentos o quanto Bob e Charlotte estavam se sentindo solitários e deslocados naquele lugar. Os diálogos entre eles são maravilhosos e apesar de existir tensão sexual entre eles, vejo que eles construíram muito mais uma amizade do que um romance.
Melhor passar o tempo assistindo um vídeo no Youtube do que esse curta (e bota curto nisso, são 6 minutos de estória e 3 minutos de créditos) de bromance (uma tentativa de bromance na verdade), nada demais.
Filme lindo. Reassistindo tive mais certeza o quanto Göran é um ser humano incrível, e apesar das pessoas não gostarem do Sven (e eu também sou crítico a ele), eu consigo entender o ponto de vista dele, aliás tanto o Sven quanto o Patrick são mais parecidos do que parecem.
Afinal de contas, o Patrick era um garoto muito rebelde e homofóbico (o menino era homofóbico na própria casa do Sven, não é todo mundo que consegue lidar) e que somado com o preconceito pelo passado criminoso que o Patrick tinha, o Sven se sentiu afrontado e ameaçado, temeroso de sofrer alguma violência. O Sven tem a mesma personalidade agressiva que o Patrick e pessoas assim são mais chegadas a violência propriamente dita, para ele era inconcebível viver em paz com o Patrick. Até o Göran não gostou de Patrick inicialmente mas logo foi aprendendo a amá-lo como filho, mas isso por ter uma personalidade mais compreensiva e afetuosa.
Quem for se aventurar a ver isso valeria só porque tinha uma mensagem legal até um pouco mais do meio do filme e os atores são bonitinhos e as cenas deles são fofinhas, apesar da diretora megera e dos alunos babacas. Mas quando tiver chegando perto do final é ignorar ou pular umas cenas lixo para não lidar com a radiação de Chernobyl. O final é um desserviço completo, é inaceitável num filme de 2017 um final desses. Eu sei que é baseado em fatos reais mas isso não tira o cuidado que os diretores/roteiristas tem que ter com o que produzem.
Tirando o Lucas sendo preso pelo estupro da menina, única coisa que prestou, o resto é horroroso. Final triste já é o suprassumo do clichê em filme lgbt aí vem me botam suicídio, me poupem viu. Eu imagino um lgbt adolescente em crise assistindo um final desses, que pode estar se sentindo mal e prestes a fazer uma besteira. Será que não perceberam que pode ser um gatilho? "aihn mas é baseado em fatos reais".
Sempre imaginei que esse documentário fosse mais sobre o sofrimento animal do que sobre o meio ambiente (não sabia muito a respeito do documentário, apenas que defendia a causa vegana), e ainda que fale a respeito sobre as duas coisas, o doc. parte do princípio de que a criação de gado é a maior associada ao aquecimento global.
Fiquei chocado como os diretores das organizações gaguejavam e muitos não tinham nem uma resposta pronta para a questão do gado, o doc. induz a pensar que existe um "conluio" entre essas ONGs e grandes empresas produtoras de carne animal, ainda não sei se concordo totalmente (ou talvez me recuse a acreditar que supostos defensores de uma causa nobre aceitem ser corruptos a esse nível), mas fiquei sim com a pulga atrás da orelha.
Enfim, muito bom, tive mais certeza de que fiz a decisão correta ao me tornar vegano recentemente, não só para não contribuir mais com o sofrimento animal mas também para diminuir minha contribuição as mudanças climáticas
Me deu uma dor vendo aquele pato sendo morto, e isso porque era em uma criação "sustentável" e em pequena escala, imagina o que não acontece nas grandes indústrias
Obs: O Brasil desde essa época sendo retratado como mal exemplo (várias vezes inclusive) por causa do desmatamento e do agronegócio...
É bem interessante, a diversidade é um assunto "novo" na Europa (e mesmo nos países onde existe há séculos, caso do Brasil, temos problemas que nunca ou mal foram resolvidos), ponho novo entre aspas porque essa imigração existe há muito tempo, porém foi muito intensificado nos últimos anos e uma prova desse choque de culturas foi a polêmica da proibição do niqab (burca que só mostra os olhos da mulher) na França.
E é aquela velha história, as culturas novas nem sempre são aceitas pelas culturas que existem há mais tempo em determinados lugares, até mesmo pessoas progressistas podem ter um discurso dominador e nem perceberem como comentado em uma cena pela Sofia. Gostei muito porque o humor utilizado foi bem posto, sem ofender, mas também o filme não é hipócrita, a relação do aluno branco de família ateia e secular em uma escola de estudantes árabes e negros religiosos é turbulenta, cheia de altos e baixos.
mas ainda assim, no fim, a mensagem de união e convivência com o diferente se sobrepõe, mostrando uma visão otimista/positiva. A cena que mais gostei foi a do jantar entre os casais. Ali vimos visões de mundo totalmente opostas e conflitantes, nessas horas é difícil o discurso intolerante não se fazer presente, apesar do início "amistoso". Mas essa cena é marcante em momentos posteriores, já que todos tem direito a sua opinião, o problema é quando tentam impor suas visões aos outros.
Enfim, um filme legal com reflexões interessantes, ainda assim nada muito marcante. Trata de muitos assuntos, toca algumas feridas por meio de comentários mas sem se aprofundar demais, cabe ao espectador parar pra pensar. #FestivalVariluxemcasa
Filme incrível, um tanto triste, mas é a realidade. Ser lgbt é sempre mais difícil em pequenas localidades, ainda mais convivendo com uma família ignorante e preconceituosa. Crescer nesse ambiente sempre é duro para um jovem e mesmo na idade adulta, as feridas do passado nunca saram totalmente.
Interessante a relação dele com o pai, as pessoas nem sempre são totalmente boas nem totalmente más, e apesar dele não ser um pai tão bom, em alguns momentos ele se redime. (agora o irmão sempre foi um escroto mesmo).
O enredo é bem legal, geralmente adoro filmes nessa temática do "e se fosse diferente, e se um evento específico não tivesse ocorrido". O Félix é muito engraçado hahah A parte do telefone é hilária
Eu achei que esse filme era mais sobre Raphaël do que Olívia, é mais a evolução do Raphaël em ser alguém melhor do que o romance em si, apesar dela ter sido a motivação para essa melhora. E sim, ter conhecido ele na adolescência fez mal a ela.(e ver como ele na vida "paralela" era podre, só me fez pensar o quanto ela merecia um parceiro melhor, que bom que ele evoluiu no final das contas). Mas mesmo assim, não me conformo que ela tinha abdicado de uma carreira brilhante por ele.
Gostei muito, nostalgia dos tempos de ENEM, aquela loucura de acertar o máximo possível, de ficar bem posicionado. Ainda que não diretamente, percebi uma crítica a essa concorrência desenfreada que faz com que bons alunos fiquem de fora, que gera amizades de estudo mas ao mesmo tempo inimizades, inveja, sentimentos de não ser capaz.
É um filme bem cotidiano, não acontece muita coisa, mas que prende a atenção pela amizade entre eles que é muito legal.
Ai, adorei. Gostei tanto que fiquei surpreso com a nota média dos usuários, só 3,2, este filme é muito melhor que muitos filmes com média 4 que tem por aqui, mas parece que a galera não curtiu tanto. Enfim, estou chocado com algumas semelhanças entre esse filme de 2011 e o momento atual de 2020. É literalmente a vida imitando a arte. E sim, filme pode servir como gatilho para quem está muito ansioso, principalmente porque a pandemia do Mev-1 do filme tem uma taxa de mortalidade de 25%-30%, ou seja, é mais severa que o atual coronavírus. É literalmente o caos tomando conta do mundo.
Muito triste ver pessoas claramente comprometidas em ajudar morrendo, como a Dra. Mears. Infelizmente o pessoal da saúde que lida diariamente com doentes está suscetível.
Gente, amei como tiveram a sacada de abordar pessoas oferecendo remédios que "curam", ganhando dinheiro com isso, sendo que tudo estava muito recente e existia zero provas concretas de sua eficácia. Mas mesmo assim, milhões acreditaram, ao invés de cumprirem a única medida eficaz naquele momento que era o distanciamento social, medida muito mais segura e comprovadamente eficaz. Alguma semelhança com o momento atual, claro ou com certeza?
Apesar de toda a catástrofe, no fim, iremos sair dessas. Não todos infelizmente, mas se a humanidade continuou depois de erradicar várias doenças, nós iremos continuar quando este mal passar.
Esses filmes anos 90 me dão uma nostalgia tão gostosa, mesmo que na época do filme eu nem existisse e mesmo com seus clichês adolescentes, é muito gostosinho assistir ahahaha. Ri muito com os tijolões da época kkkkk, hoje em dia na cena
em que o Elton larga a Cher na rua (escroto nojento), bastava ter pedido um Uber. Mesmo que ela fosse roubada depois era só esperar, a não ser que o bandido fosse babaca suficiente para cancelar. Aliás ela nem tinha pego carona com Elton, já que ela nem queria mesmo. Tinha chamado da festinha mesmo
Amo que este filme tem referências a Emma da Jane Austen, a Cher meio que sendo a Emma neste filme e por isso ela tem essa obsessão em ajudar os outros, mas lógico, se vangloriando consigo mesma por ter feito "uma boa ação".
Li a HQ e reassisti o filme, e olha, não tenho tanta bagagem cultural assim, não deveria me ousar assim, mas é um pecado esse filme (eu amo o filme, mas falo principalmente a HQ), não estar em alguma lista de 50 melhores estórias já produzidos pela Humanidade (provavelmente até nas 10 melhores, mas sei que já utilizei minha carga de ousadia por hoje).
Essa estória é muito, muito GENIAL. O título é perfeito já que resume a estória de forma fenomenal. A ideia da máscara de Guy Fawkes é maravilhosa(não sabemos seu rosto, seu gênero, seu nome "verdadeiro"). O próprio nome V é INCRÍVEL, tem uma simbologia muito forte, não só é uma letra do alfabeto mas também é o número 5 em algarismos romanos (que era o número do quarto quando elx era prisioneiro em Larkhill). Na HQ tem várias outras referências ao V, como as iniciais da Violet Rose(que não foi a rosa utilizada no filme) e de Valerie, e a própria Evey (que não é inicial, mas a única consoante). Alan Moore e David Lloyd dois gênios pela HQ, mas também vou parabenizar James Mcteigue e as irmãs Wachowski pelo trabalho bem decente (tiveram suas liberdades criativas e mudaram algumas coisas, adorei o final do filme que achei até mesmo melhor do que na Graphic Novel, mesmo esta última sendo melhor no geral).
A HQ tem maravilhosas referências que ficaram de fora ou apareceram pouco no filme (Shakespeare, citações em Latim, músicas, óperas; fora as que não me dei conta ou não lembro). Porque é isto, as ditaduras odeiam a cultura no geral, se não, odeiam a cultura subversiva, e sua antítese perfeita não poderia deixar de ser alguém altamente cultural defensor da liberdade e da justiça.
V não é o ser humano "bonzinho" no seu sentido tradicional. Elx mata seus algozes, elx tortura Evey para saber sua lealdade. É um(a) "psicopata do bem", o que quero dizer, que para elx os fins justificam os meios. A vingança que gera os fins que são a liberdade, a justiça e anarquia. O que muitas vezes choca a ética, como chocou a Evey por exemplo.
Pior pensar na morte da Vênus, um anjo, que triste ter sido assassinada assim. Parar para pensar que ela falou que tinha fugido uma vez, pela janela, e depois ver que ela morreu assim.
Muito lindo, os minutos finais são de tirar o fôlego. Não é que seja ruim, é um filme bom, mas pelos prêmios que ganhou é superestimado. Ótima fotografia (afinal é um filme da própria Lalaland, leia-se Hollywood, leia-se teve uma boa grana investida). Tem um enredo, apesar de lindo, bem clichê:
Quantas vezes não vimos filmes de pessoas que só se dão mal a todo momento e ai no fim se dão bem? Parecem aquelas estórias do pobre lascado que sofreu o pão que o diabo amassou e depois ficou rico, muito mais uma exceção do que uma regra. Mesmo assim, é um tipo de estória que tende a encantar geral, afinal, quem não quer mudar de vida e ter seus sonhos realizados, seja eles quais forem? Porém, para não ser tão crítico, foi linda a cena que ele vai lá e convence a Mia a não desistir dos seus sonhos depois de tantas decepções (quem não pensa em desistir depois de tantos nãos?)
Gostei de como Tracy foi atingindo o sucesso, desde como a modelo Mahogany e depois com estilista, Tracy realmente viu o sucesso, toda uma equipe e um desfile com toda pompa, porém estava claro que ela não estava feliz em viver com o cara que a bancava.
O final eu até gostei, um certo clichê, mas entendo que deve desagradar a muitos.
Afinal querendo ou não ela abdicou de tudo pelo seu verdadeiro amor. Para algumas pessoas deve ser frustrante ver ela com tanta liberdade (apesar do fotógrafo louco que a atormentava) e realizando seus sonhos de repente desistir de tudo. Porém ai o filme acaba, nunca saberemos se ela desistiu do seu sonho para sempre, pode ser que ela quis na verdade dá um passo para trás para depois dar dois na frente, ele claramente não estava feliz com o velho rico que a bancava e sim com o seu político, quem ela realmente amou.
Incrível que reassistindo este filme depois de anos tenho uma nova imagem dele, antes só tinha guardado as boas lembranças de Joel e Clementine (acho que eles combinam demais, apesar de um relacionamento tão conturbado, eu amo a estória deles). Agora que me incomodou muito hoje ao reassistir e não me lembrava disso:
Que profissionais mais sem ética são esses? Todos agiram como a casa do Joel fosse a da mãe Joana. Ficarem de roupa íntima no apartamento enquanto o cara tá passando pelo procedimento? e ainda transar na casa dos outros, como se não bastasse era um procedimento que julgo muito complicado e perigoso, tanto é que durante o tempão de vacilo o Stan perdeu até mesmo o controle do processo. Além de ficarmos sabendo do outro carinha que deu em cima da Clementine, com todas as informações privilegiadas que ele tinha, roubar a calcinha dela, louco e nojento. Fora que odiei a cena da mulher do médico chegar na cena do beijo, uma cena corrida e mal feita e só para encaixar a Mary como uma ex-paciente.
Mas tirando isso, eu amo esse filme. Pode ser meio cliché o cara esquisito e a moça maluquinha, mas esse filme é lindo porque a paixão é linda e um dos sentimentos mais fortes que uma pessoa pode sentir, mas ela não dura para sempre, depois que tudo esfria ou nasce o companheirismo ou então azeda tudo de vez. E é ai que está o porém:
Joel e Clementine são cada um ao seu modo muito problemáticos, provavelmente por isso ambos se identifiquem tanto e se gostem tanto. Mas depois que os dias passam eles vão percebendo o quão são iguais mas também o quão são diferentes. Joel é o típico cara tímido caladão, ele é um porto seguro para Clementine enquanto ela que é muito comunicativa, maluquinha, mas que se entendia fácil e é inconstante, como bem representando pelas simbologia das cores dos seus cabelos, ela dá vida e cores para a vida de Joel (por isso foi tão fantástica a ideia de brincarem com a cor do cabelo dela).
Com o tempo eles parecem não se encaixarem nos papeis que estavam desempenhando, é muito triste o quão tóxico fica o relacionamento deles, não me espanta eles terem procurado a clínica, estavam muito apaixonados mas ao mesmo tempo muito críticos com o outro, e o principal, não queriam sofrer, seja com a separação, seja com a continuação de um namoro que estava se mostrando infeliz.
Não sei se esse recomeço foi uma boa ideia, o filme deixa ai o gancho para o espectador. Se eles reviveriam todos os altos e baixos novamente ou se entenderiam entre si melhor desta vez, depois de tudo que passaram, porque falta de amor não é o que falta entre eles. Torço pela segunda opção.
Abu Raed apesar de no início relutar, aceita fazer o papel do capitão, talvez um pouco por vaidade pessoal mas sobretudo porque estava permitindo as crianças sonharem, apesar do lugar pobre e violento que elas vivem. Obviamente não é uma tarefa fácil, quanto mais ele luta para ajudar mais os pais de algumas crianças mantém as mesmas no estado opressivo, uma aparente vitória muitas vezes era seguida por uma derrota no dia seguinte.
É desolador, é como se fosse um caminho sem volta e a miséria e a violência sempre se perpetuassem. Raed tenta então ao seu modo mostrar um mundo diferente para essas crianças, como o Tareq e em especial o Murad, o garoto mais rebelde das crianças mas provavelmente a que estava na pior situação em relação as outras.
Achei lindo o quanto no fim o Murad foi a criança que talvez estivesse na pior situação e como o Abu Raed percebeu que tinha de ajudar esta criança de um modo particular e no fim consegue libertar a criança da situação que estava, Nour é um anjo, fantástico como ela ajudou eles. Agora achei o final do Tareq incompleto, triste ver como o pai dele foi explorando mais e mais a criança, ao que parece, ele não voltou a escola :(
Este filme é cheio de personagens incríveis, as crianças estão muito bem caracterizadas, os atores são muito bons, quanto Abu Raed e Nour não preciso nem falar né, dois ícones maravilhosos.
Nada melhor do que assistir um filme de 1982 sobre um suposto futuro em novembro de 2019 justamente em novembro de 2019. Pena que não temos carros voadores, e bem, o "problema" dos replicantes não existe neste momento, afinal, robôs com aparência humana não são tão populares ainda e não é absurdo pensar que em algum momento haverá conflito entre humanos e máquinas.
Vemos uma Los Angeles cheia de neon, futurista e com prédios enormes, mas curiosamente muito escura. Talvez para representar um futuro sombrio, tirando os neons de algumas fachadas e o enjoy coca-cola nos letreiros, o filme usa e abusa de tons de preto e marrom. Os interiores dos edifícios possuem sempre móveis de cores sóbrias assim como uma iluminação fraca. O colorido se resume as ruas e mesmo assim, é um colorido triste, totalmente destoante do universo sombrio em que está inserido.
Mas além de tudo, acho muito interessante a personagem Rachael. Nós humanos gostamos de valorizar nossa capacidade de sentir sentimentos. Mas a partir do momento em que as máquinas e humanos sentem sentimentos, ao ponto de Rachael e Deckard sentirem amor um pelo outro, como será de fato a convivência entre humanos e máquinas?
E enfim, é óbvio que temos sempre lembrar que é um filme de 1982 e mesmo hoje em dia os efeitos são muito bons. Lógico que tem coisas que hoje seriam melhores ou poderiam ser mudadas, mas não devemos avaliar desta forma, pois com certeza em 2050 terá coisas que hoje achamos o máximo da inovação mas que não será visto da mesma forma. Tudo muda ao decorrer do tempo, afinal, estamos falando de um filme feito há 37 anos atrás..
Ainda assim acho que o filme envelheceu bem, e além disso, o filme é muito mais que isso. Ele trás em sim dilemas sobre o futuro bem pertinentes e provavelmente por isso é considerado um clássico da ficção científica e mesmo hoje em fins de 2019, as perguntas e os dilemas sobre o futuro não mudaram muito.
O Mal Não Existe
3.6 57 Assista AgoraFilme Maravilhoso, trilha sonora impecável.
Sim, o final é metafórico e é preciso interpretação de parte do espectador, não é o filme que te dá respostas prontas, mas a crítica está mais clara que a neve e o diretor escolheu um lado na própria estória
Caminhos Cruzados
4.1 48Que filme maravilhoso. Uma tia procurando sua sobrinha trans, que fugiu do seu vilarejo na Georgia e foi parar em Istambul, pouco sabemos sobre ela e vamos descobrindo sobre parte de sua trajetória juntamente com os personagens ao longo do filme. Filme muito tocante, e nada romantizado, vemos uma Istambul caótica e violenta mas que tem as pessoas fazendo seus corres no dia a dia, vivendo suas vidas. Excelente o arco das moças trans, particularmente de uma das protagonistas que é muito carismática, e também maravilhoso o arco da tia procurando pela sobrinha juntamente com um antigo amigo dela
Close
4.2 656 Assista AgoraEsse filme me despertou gatilhos, nós que somos lgbtqia+ e desde a infância fomos lidos como "diferentes" fomos em sua maior parte vítima de bullying, até mesmo físico, cada situação que eles passaram me lembrava cenas da minha própria infância/adolescência.
É muito pesado para crianças ter que lidar com tanta rejeição e não me espanta eles terem preferido se afastar (particularmente o Leo, que mais se incomodava e só queria ser aceito na sua escola), o que não foi uma decisão boa como se provou depois, mas eram apenas crianças, que talvez nem se entendessem sexualmente ainda mas já tendo de lidar com os julgamentos das pessoas ao seu redor. Eram apenas crianças sendo amigos e carinhosos entre si, mas já tendo de lidar com a maldade e os julgamentos da sociedade.
Me pergunto se foi realmente necessário ter acontecido o que aconteceu depois, mas entendo que o diretor queria nos fazer refletir bem como vermos o crescimento e amadurecimento de um dos meninos
Dias Perfeitos
4.2 600 Assista AgoraAdoro algum filme que me passe alguma mensagem ou que eu sinta alguma conexão, no caso deste foi uma estória monótono que não me despertou nada, forçando um pouco consigo ver o que tanto estão vendo (ele se abrindo as conexões com outros). De fato tem umas cenas legais (gostei do jogo velha jogado entre ele e alguém desconhecido), mas não senti nenhum apego ou interesse maior no cara e como o filme é sobre o dia a dia dele, achei bem esquecível e chatinho
A Mentira
3.6 2,2K Assista AgoraDivertidinho porém datado. O personagem gay encubado poderia ser mais interessante, preguiça dele "fingindo" ser hétero e não convencendo ninguém, pelo menos no fim ele se libertou.
Além do mais, uma adolescente de 17 anos transar com um who qualquer ia chocar tanto assim? (ok que depois foi além disso, mas logo ali a polêmica já aconteceu). Boa parte das adolescentes do Ensino Médio até mais novas nem são virgens mais quando não tem uma vida sexual bem ativa... Sei que a proposta do filme é gerar humor e usar dos exageros para criticar a sociedade moralista americana (principalmente os outros jovens crentes), mas ainda assim, não envelheceu tão bem.
O Orfanato
3.7 1,3K Assista AgoraAdorei, não achei nada previsível ao contrário do que disseram, é a estória do amor incondicional de uma mãe e de como acontecimentos do passado se refletem e impactam o futuro (elemento chave do filme, desde a nostalgia da Laura em voltar a morar no lugar onde viveu parte da sua infância, toda a explicação do mistério, até mesmo o farol que não funciona mais passa o sentimento de um lugar que era cheio de vida mas foi abandonado/esquecido).
Talvez muitos se incomodem com a pegada sobrenatural, porém o filme dá ares aos mais céticos de interpretarem tudo como uma mente de uma pessoa em situação de extremo estresse e trauma e que tem uma larga estória naquele lugar (apesar de algumas cenas já não darem tanta margem a serem dúbias). Eu pessoalmente gosto de interpretar tanto de um ponto de vista como de outro.
Enfim, apesar de ser um thriller tem uma carga dramática grande e umas cenas muito lindas, como esse final. Um filme que me despertou sentimentos de angústia, medo e tensão mas também curiosidade, compaixão e paz só pode ser um filme 5 estrelas. E sem falar na ótima referência a Peter Pan, que se encaixa tão bem no enredo.
Encontros e Desencontros
3.8 1,7K Assista AgoraAlguns acharam ruim o fato do filme ser parado, mas foi por isso mesmo que gostei, a solidão das personagens é quase palpável e isso muito graças ao ritmo do filme.
Pra mim o único defeito do filme é o exagero em estereótipos (se fosse atual certamente esse ponto seria bem criticado), óbvio que é uma cultura diferente, mas não é para tanto e nem precisava disso, já ficou bastante claro em muitos momentos o quanto Bob e Charlotte estavam se sentindo solitários e deslocados naquele lugar. Os diálogos entre eles são maravilhosos e apesar de existir tensão sexual entre eles, vejo que eles construíram muito mais uma amizade do que um romance.
Query
3.4 18Melhor passar o tempo assistindo um vídeo no Youtube do que esse curta (e bota curto nisso, são 6 minutos de estória e 3 minutos de créditos) de bromance (uma tentativa de bromance na verdade), nada demais.
Patrick, Idade 1,5
4.0 494Filme lindo. Reassistindo tive mais certeza o quanto Göran é um ser humano incrível, e apesar das pessoas não gostarem do Sven (e eu também sou crítico a ele), eu consigo entender o ponto de vista dele, aliás tanto o Sven quanto o Patrick são mais parecidos do que parecem.
Afinal de contas, o Patrick era um garoto muito rebelde e homofóbico (o menino era homofóbico na própria casa do Sven, não é todo mundo que consegue lidar) e que somado com o preconceito pelo passado criminoso que o Patrick tinha, o Sven se sentiu afrontado e ameaçado, temeroso de sofrer alguma violência. O Sven tem a mesma personalidade agressiva que o Patrick e pessoas assim são mais chegadas a violência propriamente dita, para ele era inconcebível viver em paz com o Patrick.
Até o Göran não gostou de Patrick inicialmente mas logo foi aprendendo a amá-lo como filho, mas isso por ter uma personalidade mais compreensiva e afetuosa.
Borboletas Verdes
2.2 55Quem for se aventurar a ver isso valeria só porque tinha uma mensagem legal até um pouco mais do meio do filme e os atores são bonitinhos e as cenas deles são fofinhas, apesar da diretora megera e dos alunos babacas. Mas quando tiver chegando perto do final é ignorar ou pular umas cenas lixo para não lidar com a radiação de Chernobyl. O final é um desserviço completo, é inaceitável num filme de 2017 um final desses. Eu sei que é baseado em fatos reais mas isso não tira o cuidado que os diretores/roteiristas tem que ter com o que produzem.
Tirando o Lucas sendo preso pelo estupro da menina, única coisa que prestou, o resto é horroroso. Final triste já é o suprassumo do clichê em filme lgbt aí vem me botam suicídio, me poupem viu.
Eu imagino um lgbt adolescente em crise assistindo um final desses, que pode estar se sentindo mal e prestes a fazer uma besteira. Será que não perceberam que pode ser um gatilho? "aihn mas é baseado em fatos reais".
A Conspiração da Vaca: O Segredo da Sustentabilidade
4.4 213 Assista AgoraSempre imaginei que esse documentário fosse mais sobre o sofrimento animal do que sobre o meio ambiente (não sabia muito a respeito do documentário, apenas que defendia a causa vegana), e ainda que fale a respeito sobre as duas coisas, o doc. parte do princípio de que a criação de gado é a maior associada ao aquecimento global.
Fiquei chocado como os diretores das organizações gaguejavam e muitos não tinham nem uma resposta pronta para a questão do gado, o doc. induz a pensar que existe um "conluio" entre essas ONGs e grandes empresas produtoras de carne animal, ainda não sei se concordo totalmente (ou talvez me recuse a acreditar que supostos defensores de uma causa nobre aceitem ser corruptos a esse nível), mas fiquei sim com a pulga atrás da orelha.
Enfim, muito bom, tive mais certeza de que fiz a decisão correta ao me tornar vegano recentemente, não só para não contribuir mais com o sofrimento animal mas também para diminuir minha contribuição as mudanças climáticas
Me deu uma dor vendo aquele pato sendo morto, e isso porque era em uma criação "sustentável" e em pequena escala, imagina o que não acontece nas grandes indústrias
Obs: O Brasil desde essa época sendo retratado como mal exemplo (várias vezes inclusive) por causa do desmatamento e do agronegócio...
Luta de Classes
3.6 11 Assista AgoraÉ bem interessante, a diversidade é um assunto "novo" na Europa (e mesmo nos países onde existe há séculos, caso do Brasil, temos problemas que nunca ou mal foram resolvidos), ponho novo entre aspas porque essa imigração existe há muito tempo, porém foi muito intensificado nos últimos anos e uma prova desse choque de culturas foi a polêmica da proibição do niqab (burca que só mostra os olhos da mulher) na França.
E é aquela velha história, as culturas novas nem sempre são aceitas pelas culturas que existem há mais tempo em determinados lugares, até mesmo pessoas progressistas podem ter um discurso dominador e nem perceberem como comentado em uma cena pela Sofia. Gostei muito porque o humor utilizado foi bem posto, sem ofender, mas também o filme não é hipócrita, a relação do aluno branco de família ateia e secular em uma escola de estudantes árabes e negros religiosos é turbulenta, cheia de altos e baixos.
mas ainda assim, no fim, a mensagem de união e convivência com o diferente se sobrepõe, mostrando uma visão otimista/positiva.
A cena que mais gostei foi a do jantar entre os casais. Ali vimos visões de mundo totalmente opostas e conflitantes, nessas horas é difícil o discurso intolerante não se fazer presente, apesar do início "amistoso". Mas essa cena é marcante em momentos posteriores, já que todos tem direito a sua opinião, o problema é quando tentam impor suas visões aos outros.
Enfim, um filme legal com reflexões interessantes, ainda assim nada muito marcante. Trata de muitos assuntos, toca algumas feridas por meio de comentários mas sem se aprofundar demais, cabe ao espectador parar pra pensar.
#FestivalVariluxemcasa
Marvin
3.7 71 Assista AgoraFilme incrível, um tanto triste, mas é a realidade. Ser lgbt é sempre mais difícil em pequenas localidades, ainda mais convivendo com uma família ignorante e preconceituosa. Crescer nesse ambiente sempre é duro para um jovem e mesmo na idade adulta, as feridas do passado nunca saram totalmente.
Interessante a relação dele com o pai, as pessoas nem sempre são totalmente boas nem totalmente más, e apesar dele não ser um pai tão bom, em alguns momentos ele se redime. (agora o irmão sempre foi um escroto mesmo).
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Amor à Segunda Vista
3.8 83O enredo é bem legal, geralmente adoro filmes nessa temática do "e se fosse diferente, e se um evento específico não tivesse ocorrido".
O Félix é muito engraçado hahah A parte do telefone é hilária
Eu achei que esse filme era mais sobre Raphaël do que Olívia, é mais a evolução do Raphaël em ser alguém melhor do que o romance em si, apesar dela ter sido a motivação para essa melhora.
E sim, ter conhecido ele na adolescência fez mal a ela.(e ver como ele na vida "paralela" era podre, só me fez pensar o quanto ela merecia um parceiro melhor, que bom que ele evoluiu no final das contas). Mas mesmo assim, não me conformo que ela tinha abdicado de uma carreira brilhante por ele.
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Primeiro Ano
3.5 34 Assista AgoraGostei muito, nostalgia dos tempos de ENEM, aquela loucura de acertar o máximo possível, de ficar bem posicionado. Ainda que não diretamente, percebi uma crítica a essa concorrência desenfreada que faz com que bons alunos fiquem de fora, que gera amizades de estudo mas ao mesmo tempo inimizades, inveja, sentimentos de não ser capaz.
É um filme bem cotidiano, não acontece muita coisa, mas que prende a atenção pela amizade entre eles que é muito legal.
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Contágio
3.2 1,8K Assista AgoraAi, adorei. Gostei tanto que fiquei surpreso com a nota média dos usuários, só 3,2, este filme é muito melhor que muitos filmes com média 4 que tem por aqui, mas parece que a galera não curtiu tanto.
Enfim, estou chocado com algumas semelhanças entre esse filme de 2011 e o momento atual de 2020. É literalmente a vida imitando a arte. E sim, filme pode servir como gatilho para quem está muito ansioso, principalmente porque a pandemia do Mev-1 do filme tem uma taxa de mortalidade de 25%-30%, ou seja, é mais severa que o atual coronavírus. É literalmente o caos tomando conta do mundo.
Muito triste ver pessoas claramente comprometidas em ajudar morrendo, como a Dra. Mears. Infelizmente o pessoal da saúde que lida diariamente com doentes está suscetível.
Gente, amei como tiveram a sacada de abordar pessoas oferecendo remédios que "curam", ganhando dinheiro com isso, sendo que tudo estava muito recente e existia zero provas concretas de sua eficácia. Mas mesmo assim, milhões acreditaram, ao invés de cumprirem a única medida eficaz naquele momento que era o distanciamento social, medida muito mais segura e comprovadamente eficaz. Alguma semelhança com o momento atual, claro ou com certeza?
Ai, amei o final.
Apesar de toda a catástrofe, no fim, iremos sair dessas. Não todos infelizmente, mas se a humanidade continuou depois de erradicar várias doenças, nós iremos continuar quando este mal passar.
As Patricinhas de Beverly Hills
3.4 1,0K Assista AgoraEsses filmes anos 90 me dão uma nostalgia tão gostosa, mesmo que na época do filme eu nem existisse e mesmo com seus clichês adolescentes, é muito gostosinho assistir ahahaha. Ri muito com os tijolões da época kkkkk, hoje em dia na cena
em que o Elton larga a Cher na rua (escroto nojento), bastava ter pedido um Uber. Mesmo que ela fosse roubada depois era só esperar, a não ser que o bandido fosse babaca suficiente para cancelar. Aliás ela nem tinha pego carona com Elton, já que ela nem queria mesmo. Tinha chamado da festinha mesmo
Amo que este filme tem referências a Emma da Jane Austen, a Cher meio que sendo a Emma neste filme e por isso ela tem essa obsessão em ajudar os outros, mas lógico, se vangloriando consigo mesma por ter feito "uma boa ação".
V de Vingança
4.3 3,1K Assista AgoraLi a HQ e reassisti o filme, e olha, não tenho tanta bagagem cultural assim, não deveria me ousar assim, mas é um pecado esse filme (eu amo o filme, mas falo principalmente a HQ), não estar em alguma lista de 50 melhores estórias já produzidos pela Humanidade (provavelmente até nas 10 melhores, mas sei que já utilizei minha carga de ousadia por hoje).
Essa estória é muito, muito GENIAL. O título é perfeito já que resume a estória de forma fenomenal. A ideia da máscara de Guy Fawkes é maravilhosa(não sabemos seu rosto, seu gênero, seu nome "verdadeiro"). O próprio nome V é INCRÍVEL, tem uma simbologia muito forte, não só é uma letra do alfabeto mas também é o número 5 em algarismos romanos (que era o número do quarto quando elx era prisioneiro em Larkhill). Na HQ tem várias outras referências ao V, como as iniciais da Violet Rose(que não foi a rosa utilizada no filme) e de Valerie, e a própria Evey (que não é inicial, mas a única consoante). Alan Moore e David Lloyd dois gênios pela HQ, mas também vou parabenizar James Mcteigue e as irmãs Wachowski pelo trabalho bem decente (tiveram suas liberdades criativas e mudaram algumas coisas, adorei o final do filme que achei até mesmo melhor do que na Graphic Novel, mesmo esta última sendo melhor no geral).
A HQ tem maravilhosas referências que ficaram de fora ou apareceram pouco no filme (Shakespeare, citações em Latim, músicas, óperas; fora as que não me dei conta ou não lembro). Porque é isto, as ditaduras odeiam a cultura no geral, se não, odeiam a cultura subversiva, e sua antítese perfeita não poderia deixar de ser alguém altamente cultural defensor da liberdade e da justiça.
V não é o ser humano "bonzinho" no seu sentido tradicional. Elx mata seus algozes, elx tortura Evey para saber sua lealdade. É um(a) "psicopata do bem", o que quero dizer, que para elx os fins justificam os meios. A vingança que gera os fins que são a liberdade, a justiça e anarquia. O que muitas vezes choca a ética, como chocou a Evey por exemplo.
Paris is Burning
4.5 257 Assista AgoraUma hora e vinte de luxo, poses, glamour, línguas ácidas. Divinas, triste pensar que elxs não estão mais vivxs hoje em dia.
Pior pensar na morte da Vênus, um anjo, que triste ter sido assassinada assim. Parar para pensar que ela falou que tinha fugido uma vez, pela janela, e depois ver que ela morreu assim.
La La Land: Cantando Estações
4.1 3,6K Assista AgoraMuito lindo, os minutos finais são de tirar o fôlego.
Não é que seja ruim, é um filme bom, mas pelos prêmios que ganhou é superestimado.
Ótima fotografia (afinal é um filme da própria Lalaland, leia-se Hollywood, leia-se teve uma boa grana investida). Tem um enredo, apesar de lindo, bem clichê:
Quantas vezes não vimos filmes de pessoas que só se dão mal a todo momento e ai no fim se dão bem? Parecem aquelas estórias do pobre lascado que sofreu o pão que o diabo amassou e depois ficou rico, muito mais uma exceção do que uma regra. Mesmo assim, é um tipo de estória que tende a encantar geral, afinal, quem não quer mudar de vida e ter seus sonhos realizados, seja eles quais forem?
Porém, para não ser tão crítico, foi linda a cena que ele vai lá e convence a Mia a não desistir dos seus sonhos depois de tantas decepções (quem não pensa em desistir depois de tantos nãos?)
Mahogany
3.3 11 Assista AgoraAmei que as roupas do filme são criações da própria Diana Ross, vida e arte se misturando.
Gostei de como Tracy foi atingindo o sucesso, desde como a modelo Mahogany e depois com estilista, Tracy realmente viu o sucesso, toda uma equipe e um desfile com toda pompa, porém estava claro que ela não estava feliz em viver com o cara que a bancava.
O final eu até gostei, um certo clichê, mas entendo que deve desagradar a muitos.
Afinal querendo ou não ela abdicou de tudo pelo seu verdadeiro amor. Para algumas pessoas deve ser frustrante ver ela com tanta liberdade (apesar do fotógrafo louco que a atormentava) e realizando seus sonhos de repente desistir de tudo. Porém ai o filme acaba, nunca saberemos se ela desistiu do seu sonho para sempre, pode ser que ela quis na verdade dá um passo para trás para depois dar dois na frente, ele claramente não estava feliz com o velho rico que a bancava e sim com o seu político, quem ela realmente amou.
Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças
4.3 4,7K Assista AgoraIncrível que reassistindo este filme depois de anos tenho uma nova imagem dele, antes só tinha guardado as boas lembranças de Joel e Clementine (acho que eles combinam demais, apesar de um relacionamento tão conturbado, eu amo a estória deles).
Agora que me incomodou muito hoje ao reassistir e não me lembrava disso:
Que profissionais mais sem ética são esses? Todos agiram como a casa do Joel fosse a da mãe Joana. Ficarem de roupa íntima no apartamento enquanto o cara tá passando pelo procedimento? e ainda transar na casa dos outros, como se não bastasse era um procedimento que julgo muito complicado e perigoso, tanto é que durante o tempão de vacilo o Stan perdeu até mesmo o controle do processo.
Além de ficarmos sabendo do outro carinha que deu em cima da Clementine, com todas as informações privilegiadas que ele tinha, roubar a calcinha dela, louco e nojento.
Fora que odiei a cena da mulher do médico chegar na cena do beijo, uma cena corrida e mal feita e só para encaixar a Mary como uma ex-paciente.
Mas tirando isso, eu amo esse filme. Pode ser meio cliché o cara esquisito e a moça maluquinha, mas esse filme é lindo porque a paixão é linda e um dos sentimentos mais fortes que uma pessoa pode sentir, mas ela não dura para sempre, depois que tudo esfria ou nasce o companheirismo ou então azeda tudo de vez. E é ai que está o porém:
Joel e Clementine são cada um ao seu modo muito problemáticos, provavelmente por isso ambos se identifiquem tanto e se gostem tanto. Mas depois que os dias passam eles vão percebendo o quão são iguais mas também o quão são diferentes. Joel é o típico cara tímido caladão, ele é um porto seguro para Clementine enquanto ela que é muito comunicativa, maluquinha, mas que se entendia fácil e é inconstante, como bem representando pelas simbologia das cores dos seus cabelos, ela dá vida e cores para a vida de Joel (por isso foi tão fantástica a ideia de brincarem com a cor do cabelo dela).
Com o tempo eles parecem não se encaixarem nos papeis que estavam desempenhando, é muito triste o quão tóxico fica o relacionamento deles, não me espanta eles terem procurado a clínica, estavam muito apaixonados mas ao mesmo tempo muito críticos com o outro, e o principal, não queriam sofrer, seja com a separação, seja com a continuação de um namoro que estava se mostrando infeliz.
Não sei se esse recomeço foi uma boa ideia, o filme deixa ai o gancho para o espectador. Se eles reviveriam todos os altos e baixos novamente ou se entenderiam entre si melhor desta vez, depois de tudo que passaram, porque falta de amor não é o que falta entre eles. Torço pela segunda opção.
Capitão Abu Raed
4.0 14 Assista AgoraAbu Raed apesar de no início relutar, aceita fazer o papel do capitão, talvez um pouco por vaidade pessoal mas sobretudo porque estava permitindo as crianças sonharem, apesar do lugar pobre e violento que elas vivem. Obviamente não é uma tarefa fácil, quanto mais ele luta para ajudar mais os pais de algumas crianças mantém as mesmas no estado opressivo, uma aparente vitória muitas vezes era seguida por uma derrota no dia seguinte.
É desolador, é como se fosse um caminho sem volta e a miséria e a violência sempre se perpetuassem. Raed tenta então ao seu modo mostrar um mundo diferente para essas crianças, como o Tareq e em especial o Murad, o garoto mais rebelde das crianças mas provavelmente a que estava na pior situação em relação as outras.
Achei lindo o quanto no fim o Murad foi a criança que talvez estivesse na pior situação e como o Abu Raed percebeu que tinha de ajudar esta criança de um modo particular e no fim consegue libertar a criança da situação que estava, Nour é um anjo, fantástico como ela ajudou eles.
Agora achei o final do Tareq incompleto, triste ver como o pai dele foi explorando mais e mais a criança, ao que parece, ele não voltou a escola :(
Este filme é cheio de personagens incríveis, as crianças estão muito bem caracterizadas, os atores são muito bons, quanto Abu Raed e Nour não preciso nem falar né, dois ícones maravilhosos.
Blade Runner: O Caçador de Andróides
4.1 1,7K Assista AgoraNada melhor do que assistir um filme de 1982 sobre um suposto futuro em novembro de 2019 justamente em novembro de 2019. Pena que não temos carros voadores, e bem, o "problema" dos replicantes não existe neste momento, afinal, robôs com aparência humana não são tão populares ainda e não é absurdo pensar que em algum momento haverá conflito entre humanos e máquinas.
Vemos uma Los Angeles cheia de neon, futurista e com prédios enormes, mas curiosamente muito escura. Talvez para representar um futuro sombrio, tirando os neons de algumas fachadas e o enjoy coca-cola nos letreiros, o filme usa e abusa de tons de preto e marrom. Os interiores dos edifícios possuem sempre móveis de cores sóbrias assim como uma iluminação fraca. O colorido se resume as ruas e mesmo assim, é um colorido triste, totalmente destoante do universo sombrio em que está inserido.
Mas além de tudo, acho muito interessante a personagem Rachael. Nós humanos gostamos de valorizar nossa capacidade de sentir sentimentos. Mas a partir do momento em que as máquinas e humanos sentem sentimentos, ao ponto de Rachael e Deckard sentirem amor um pelo outro, como será de fato a convivência entre humanos e máquinas?
E enfim, é óbvio que temos sempre lembrar que é um filme de 1982 e mesmo hoje em dia os efeitos são muito bons. Lógico que tem coisas que hoje seriam melhores ou poderiam ser mudadas, mas não devemos avaliar desta forma, pois com certeza em 2050 terá coisas que hoje achamos o máximo da inovação mas que não será visto da mesma forma. Tudo muda ao decorrer do tempo, afinal, estamos falando de um filme feito há 37 anos atrás..
Ainda assim acho que o filme envelheceu bem, e além disso, o filme é muito mais que isso. Ele trás em sim dilemas sobre o futuro bem pertinentes e provavelmente por isso é considerado um clássico da ficção científica e mesmo hoje em fins de 2019, as perguntas e os dilemas sobre o futuro não mudaram muito.