A boa premissa logo é substituída pela ação. Não que o filme não seja eficiente em suas sequências. Mas o ar ácido e crítico da primeira parte de "Repo Men" é tão interessante que mesmo as belas sequências orquestradas pelo diretor não conseguem manter o ótimo nível do início. Pelo menos a ótima trilha sonora mantém o tom irônico durante toda a projeção. Por fim, belas homenagens a "Brazil - O Filme" e o corredor e o martelo, de "Oldboy"
O diretor Simon West (Con Air) fez um bem danado aos figurões. É tudo uma fanfarra absurda, com cenas de ação divertidíssimas. E a tal da fanfarra: você consegue ver isso em cada fala engraçadinha que surge em meio às explosões e decapitações. Melhor que o primeiro, entrega exatamente o que propõe e tem o plus de brincar com auto referências sensacionais. Ou você não notou que Chuck Norris é o "Deus Ex Machina" definitivo?
Joe wright é um diretor extremamente habilidoso e, quando o roteiro em suas mãos não é dos melhores, sua qualidade parece ainda mais exaltada. "Hanna" é um filme de espiões e armas secretas sem surpresas, mas a forma como o diretor compõe suas cenas é o que nos dá um frescor de obra ímpar no resultado final. Da bela sequência na prisão ao seus costumeiros planos-sequência elaborados (Erik Bana no metrô contra um grupo de agentes), Wright ctransforma o roteiro de ação morna com ar de anos 90 em um thriller tenso sobre a natureza humana e a ambiguidade entre a inocência juvenil e a arma letal que é anpersonagem vivida pela competentíssima Saoirse Ronin. Verdadeiro tesouro de locadora! (se é que isso ainda existe)
Um fecho grandioso de uma trilogia com voz própria. Há, sim, falhas. Mas o ato final do trabalho de Nolan tem uma orquestração tão harmônica que fica difîcil não querer aplaudir a ópera que se vê na tela.
Enfim, maiores considerações [COM SPOILERS] deixei aqui:
É um filme mediano, sem grandes arroubos visuais e sem o impacto épico que tiveram os filmes de Sam Raimi (até mesmo Spider-Man 3 teve lá suas cenas marcantes). O roteiro repete o que já foi feito no primeiro filme em 2002, só que agora sem os retoques coloridos, tentando tornar tudo mais realista, sério por assim dizer. Pena que seriedade não combina com o Homem-Aranha.
Enfim, falei mais pormenorizadamente no blog "Certeiro como Um Stormtrooper". Segue o link:
Quando você espera um filme que seja profundo e repleto de questionamentos filosóficos e acaba assistindo algo que só arranha as teses que planta, você se frustra. Mas isso é realmente culpa do filme ou de você, que criou expectativas sem quaisquer certezas?
Foi o meu problema com este "Prometheus". Eu tinha fé em algo diferente. O problema aqui é o embate Roteiro xTtécnica. Se por um lado, Scott entrega uma produção tecnicamente impecável e com visual acertadíssimo, além de boas referências à série Alien (de qual universo este filme faz parte), o roteiro mais parece uma colcha de retalhos de tantas incongruências no decorrer da história. "Prometheus" não se fixa em um gênero, abraça muitas coisas e talvez isso o faça ficar num meio termo que não o diminui como obra em si, mas o impede de se aprofundar em suas propostas. Os personagens rasos e - muitas vezes de atitudes ilógicas - tiram o brilho e a imersão em muitas das cenas filmadas em um 3D genial. Se você é daqueles que sabem dar maior valor às perguntas do que às respostas e não se importa em aceitar alguns - muitos - clichês em prol de um espetáculo visual, vai se sentir em casa. No fim das contas, é mais uma questão de fé.
Pra quem quiser dar uma conferida em alguns motivos que fazem os fãs cultuarem tanto essa série que, à primeira vista é só mais um enlatado no formato ultrapassado de SITCOM, no "Certeiro como Um Stormtropper" listamos nossas razões:
O formato de sitcom pode até gerar um monte de preconceitos bobos que, garanto, podem sucumbir a uma rápida visita de um detrator a qualquer episódio da série. É daquelas obras que, não importa a qualidade técnica e, ficará guardada no coração, não só pela sinergia entre os atores (e seus respectivos personagens) mas também pelo roteiro que cuidava de tridimensionalizar cada um daqueles seis amigos.
Bem, no nosso humilde blog montamos uma listinha sincera pra quem ainda não conhece (ou já conhece e quer relembrar) das melhores cenas de cada temporada da série. Neste primeiro post, foram listadas as cenas marcantes da 1ª à 3ª temporadas:
E se puderem, ainda deixem seus comentários por lá.
É um marco na TV e, ao lado de Chaves, talvez seja uma das únicas séries que me façam lembrar de cada episódio, cada citação, cada frase, música ou fala. O formato de SITCOM pode até gerar um monte de preconceitos bobos que, garanto, podem sucumbir a uma rápida visita de um detrator a qualquer episódio da série. É daquelas obras que, não importa a qualidade técnica, ficará guardada no coração.
Enfim, no blog montamos uma listinha sincera pra quem ainda não conhece (ou já conhece e quer relembrar) das melhores cenas de cada temporada da série. Neste primeiro post, foram listadas as cenas marcantes da 1ª à 3ª temporadas:
O filme poderia ser menor. Há alguns excessos que não fariam diferença no corte final. E este é o maior dos problemas que consegui encontrar nesta ótima comédia romântica que encontra um caminho tangente àquele comum do gênero. O elenco (formidável, com destaque para Steve Carell e Ryan Gosling) tem grande parte do mérito no sucesso da obra. Carell consegue ser, ao mesmo tempo, engraçado (o que não é novidade) e trágico com seu Cal Weaver jogado, de sopetão e aos 45 do segundo tempo, no time dos solteiros. Já Gosling aproveita o sucesso que tem com o público feminino e compõe um Jacob Palmer que seria o fruto dos mais molhados sonhos de todas as jovens solteiras (ou velhas casadas, talvez) e que ainda consegue misturar autoconfiança com simpatia sem soar caricatural. As três histórias do eixo narrativo se cruzam a certa altura do filme e aí é que toca o sino de "comédia romântica e suas situações inacreditáveis", mas essa parece mesmo ser a própria intenção dos diretores: ainda que o molde seja o mesmo, o caminho que eles traçam para contar a história é mais crível. E as inserções pops na estória tornam tudo mais palatável ao público. Exemplo disso é a excelente cena de Gosling e Emma Stone emulando a clássica sequência de "Dirty Dancing" ao som de "Time of My Life". Merece ser conferido.
George Clooney tem uma carreira consistente e mostra isso não só em seus trabalhos como ator, mas principalmente como diretor e produtor. Em "The Ides of March" o diretor não economiza em sua sinceridade política (já mostrada em produções como "Syriana" e "O Desinformante" e "Michael Clayton"). Aqui, numa primeira camada, destila seu veneno sobre a "corrida eleitoral" estadunidense (que bem pode ser um retrato de qualquer outra república democrática do mundo). Entretanto, o filme não trata apenas de "jogos políticos", mas principalmente dos efeitos desses sobre uma alma antes intocada pela sujeira desse mundo. Parece querer dialogar com a ideia de que o homem é mesmo um produto do meio e, nisso, a saga pessoal de Stephen Myers (Ryan Gosling, colecionando atuações marcantes) é por demais eloquente. A princípio, um idealista com convicções fortes sobre seu candidato, acaba se vendo jogado no meio de intrigas que podem engoli-lo a qualquer momento e então 'obrigado' a tomar decisões ainda mais difíceis. A cena final, numa sinceridade cínica, rimando diretamente com a introdução do filme, parece nos dizer que "o mundo pode permanecer o mesmo, mas se quiser continuar nele, ajuste-se às suas regras".
Dividido duas partes bem claras, o filme tem sua primeira parte dedicada a desenvolver as personalidades avessas de seus dois protagonistas. Enquanto Tommy (Tom Hardy absurdamente forte) se mostra um predador desde a postura até o modo como dá de ombros a tudo e a todos, Brendan (Joel Edgerton) é um pai dedicado que faz de tudo por sua família. Professor escolar, perto de perder a casa em razão das dívidas, decide retornar ao mundo das lutas com o qual esteve um dia habituado, não por devoção ao esporte, mas por encontrar aí a única saída para salvar o lar.
A segunda parte do filme é um filme de lutas que segue as regras clichês do gênero, mas não deixa de ser menos emocionante por isso. E é interessantíssimo notar como o perfil dos lutadores reflete exatamente a personalidade de cada irmão. Tommy é implacável, avassalador e não toma conhecimento do adversário. Brendan está sempre na defensiva, tentando encontrar uma saída para os ataques que vêm de todos os lados.
O filme ainda tem um Nick Nolte inspirado (que não só merecia a indicação ao Oscar) como o pai ex-beberrão dos irmãos Conlon. Destaque para a interessante rima visual entre duas cenas específicas: quando Tommy finalmente acolhe o pai, após uma discussão dura e na luta final quando um dos irmãos tem que finalizar o outro, ao mesmo tempo compreendendo os demônios interiores que no octógono ficaram expostos.
Filmaço de terror que deveria ser mais visto pelo público em geral. Mostra que o verdadeiro medo está no desconhecido. Darabont continua mostrando que sabe, como ninguém, usar o elemento fantástico de suas histórias em favor de uma narrativa humana, focada no desenvolvimento e conflito de seus personagens. O final beira a genialidade.
Tudo o que um filme de Dragon Ball Z deveria ser. As cenas de luta não são só genialmente coreografadas, como o humor é peça chave para que o espectador compre essa mistura de artes marciais, com filmes de gângsteres, Looney Tunes e a saga de um herói falho.
Biutiful é o último filme do diretor mexicano Alejandro González Iñárritu (Amores Brutos, 21 Gramas e Babel), protagonizado pelo vencedor do Oscar e Globo de Ouro, Javier Bardem (Onde os Fracos Não Têm Vez e Mar Adentro).
Iñárritu faz um filme diferente, mas nem tanto, de seus trabalhos anteriores. Pára de narrar histórias paralelas de forma não linear (ou seja, sem um eixo de princípio-meio-fim - mais ou menos como é a estrutura de filmes como Pulp Fiction) e se foca numa única história, a de Uxbal (Bardem, sempre muito bem), um médium que não conheceu seu pai, tem uma ex-esposa bipolar e que tem que cuidar sozinho dos filhos. Ele ainda trabalha com a exploração de imigrantes ilegais como camelôs em Barcelona, além de agenciar chineses no ramo da construção civil. Uxbal então descobre que sofre de um câncer terminal e a partir daí decide fazer o bem.
Essa é a similaridade com seus filme anteriores: a desgraceira. Não se engane achando que é mais um drama de superação pessoal, com um final edificante. Ainda que tenha sua parcela de esperanças, Biutiful é um reflexo direto da visão pessimista e fatalista de Iñárritu sobre o mundo.O diretor sempre pesa a mão em seu olhar, interpretando os acontecimentos da forma mais grave possível. É sensível aos olhos do espectador o mal estar em cada segundo da película.
Para quem comunga dessa visão pesada sobre a existência humana, o cinema do diretor é um prato cheio. Para mim, pessoalmente, é triste notar que o trabalho de Iñárritu está extremamente circunscrito a esse olhar pesado (por mais técnico e bem feito que seja). No meu entendimento, o maior valor dos seus filmes anteriores estava nas tramas paralelas entre vários protagonistas e a edição genial, que nos confundia e nos obrigava a buscar relações entre as imagens e a história que nos era apresentada. Era um cinema que nos fazia interagir, independentemente da visão negativa do diretor. Hoje, sem o auxílio de seu ex-parceiro, Guillermo Arriaga (responsável pelos roteiros e pela dinâmica dos filmes anteriores), os trejeitos e maneirismos do diretor ficam expostos. E o resultado final não me agrada.
O pessimismo pelo pessimismo, sem motivos maiores, ainda que tenha seu lado poético, não atiça minha curiosidade como espectador ou me faz querer entender melhor cada ato do filme. O cinema de Iñarritu sem Arriaga continuou pessimista, mas deixou de ser interativo e passou a contemplativo.
E, cá entre nós, contemplar o sofrimento alheio não é pra qualquer um.
O diretor Joss Whedon sabe reunir situações clichês e personagens à primeira vista caricaturais para então desvirtuar esses conceitos. Se o trabalho já não valesse por essa desconstrução, ainda se trata de um ótimo western disfarçado de ficção científica. O que diminui o valor do filme é a urgência em tentar solucionar todas as pontas soltas que permaneceram com o fim prematuro da série Firefly. Isso obriga Whedon a correr com o destino de seus personagens, fazendo com que cenas relevantes à história (a morte de certos caracteres) passem ligeiras na tela, sem a devida atenção. Ainda assim, um excelente divertimento, com uma direção segura (vide o plano-sequência de abertura, que navega por todo o interior da nave).
Coisas que não funcionam: Personagens de desenhos animados feitos por computação, num meio-termo sem sentido entre o real e o surreal. Scooby-Doo, Smurfs, Zé Colméia e companhia limitada, por favor, fiquem como animações clássicas.
Sem ainda os vícios das câmeras lentas, Zack Snyder inicia sua carreira no cinema, revisitando um trabalho antigo do mestre George Romero. A reinvenção do gênero veio a calhar. Zumbis realmente perigosos já tinha sido vistos pouco antes em "Extermínio" de Danny Boyle, mas o senso de urgência e desesperança aqui também é aliado a um filme de ação frenético e que não deixa a peteca cair nunca. Atenção para as cenas durante e pós-créditos.
A forma como o cineasta James Gunn reinterpreta gêneros é fascinante. Neste "Super", o diretor parece querer emular a proposta apresentada em "Kick-Ass" de um homem comum querer fazer a diferença e se tornar um vigilante mascarado, mas acaba desenvolvendo uma análise sobre a mente de um homem sem rumo na própria vida, assim como Scorsese fez em "Taxi Driver". A comparação pode soar absurda e é. Mas o diretor sabe unir esses elementos e criar algo violento e extremamente original no cinema saturado de super heróis.
O real valor desta obra está quando o espectador percebe o quão simplória e óbvia é toda a história. O fato é que isso só ocorre quando é tarde demais e você já foi absorvido pela edição inteligentíssima, que reverte os eventos e faz conexões geniais entre cada novo elemento da história. O cartão de visitas hollywoodiano de Cristopher Nolan.
Ótimo filme, que alicerçou os rumos do Cavaleiro das Trevas no cinema dos anos 2.000. Uma versão mais real e crível de um homem obstinado por vingança travestida em Justiça.
Repo Men: O Resgate de Órgãos
3.4 655 Assista AgoraA boa premissa logo é substituída pela ação. Não que o filme não seja eficiente em suas sequências. Mas o ar ácido e crítico da primeira parte de "Repo Men" é tão interessante que mesmo as belas sequências orquestradas pelo diretor não conseguem manter o ótimo nível do início. Pelo menos a ótima trilha sonora mantém o tom irônico durante toda a projeção. Por fim, belas homenagens a "Brazil - O Filme" e o corredor e o martelo, de "Oldboy"
Os Mercenários 2
3.5 2,3K Assista AgoraO diretor Simon West (Con Air) fez um bem danado aos figurões. É tudo uma fanfarra absurda, com cenas de ação divertidíssimas. E a tal da fanfarra: você consegue ver isso em cada fala engraçadinha que surge em meio às explosões e decapitações. Melhor que o primeiro, entrega exatamente o que propõe e tem o plus de brincar com auto referências sensacionais. Ou você não notou que Chuck Norris é o "Deus Ex Machina" definitivo?
Hanna
3.5 945 Assista AgoraJoe wright é um diretor extremamente habilidoso e, quando o roteiro em suas mãos não é dos melhores, sua qualidade parece ainda mais exaltada. "Hanna" é um filme de espiões e armas secretas sem surpresas, mas a forma como o diretor compõe suas cenas é o que nos dá um frescor de obra ímpar no resultado final. Da bela sequência na prisão ao seus costumeiros planos-sequência elaborados (Erik Bana no metrô contra um grupo de agentes), Wright ctransforma o roteiro de ação morna com ar de anos 90 em um thriller tenso sobre a natureza humana e a ambiguidade entre a inocência juvenil e a arma letal que é anpersonagem vivida pela competentíssima Saoirse Ronin. Verdadeiro tesouro de locadora! (se é que isso ainda existe)
Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge
4.2 6,3K Assista AgoraUm fecho grandioso de uma trilogia com voz própria. Há, sim, falhas. Mas o ato final do trabalho de Nolan tem uma orquestração tão harmônica que fica difîcil não querer aplaudir a ópera que se vê na tela.
Enfim, maiores considerações [COM SPOILERS] deixei aqui:
Sintam-se à vontade pra criticar também ;-)
O Espetacular Homem-Aranha
3.4 4,8K Assista AgoraÉ um filme mediano, sem grandes arroubos visuais e sem o impacto épico que tiveram os filmes de Sam Raimi (até mesmo Spider-Man 3 teve lá suas cenas marcantes). O roteiro repete o que já foi feito no primeiro filme em 2002, só que agora sem os retoques coloridos, tentando tornar tudo mais realista, sério por assim dizer. Pena que seriedade não combina com o Homem-Aranha.
Enfim, falei mais pormenorizadamente no blog "Certeiro como Um Stormtrooper". Segue o link:
Prometheus
3.1 3,5K Assista AgoraQuando você espera um filme que seja profundo e repleto de questionamentos filosóficos e acaba assistindo algo que só arranha as teses que planta, você se frustra. Mas isso é realmente culpa do filme ou de você, que criou expectativas sem quaisquer certezas?
Foi o meu problema com este "Prometheus". Eu tinha fé em algo diferente. O problema aqui é o embate Roteiro xTtécnica. Se por um lado, Scott entrega uma produção tecnicamente impecável e com visual acertadíssimo, além de boas referências à série Alien (de qual universo este filme faz parte), o roteiro mais parece uma colcha de retalhos de tantas incongruências no decorrer da história. "Prometheus" não se fixa em um gênero, abraça muitas coisas e talvez isso o faça ficar num meio termo que não o diminui como obra em si, mas o impede de se aprofundar em suas propostas. Os personagens rasos e - muitas vezes de atitudes ilógicas - tiram o brilho e a imersão em muitas das cenas filmadas em um 3D genial. Se você é daqueles que sabem dar maior valor às perguntas do que às respostas e não se importa em aceitar alguns - muitos - clichês em prol de um espetáculo visual, vai se sentir em casa. No fim das contas, é mais uma questão de fé.
Friends (3ª Temporada)
4.6 285 Assista AgoraPra quem quiser dar uma conferida em alguns motivos que fazem os fãs cultuarem tanto essa série que, à primeira vista é só mais um enlatado no formato ultrapassado de SITCOM, no "Certeiro como Um Stormtropper" listamos nossas razões:
Friends (2ª Temporada)
4.6 369 Assista AgoraO formato de sitcom pode até gerar um monte de preconceitos bobos que, garanto, podem sucumbir a uma rápida visita de um detrator a qualquer episódio da série. É daquelas obras que, não importa a qualidade técnica e, ficará guardada no coração, não só pela sinergia entre os atores (e seus respectivos personagens) mas também pelo roteiro que cuidava de tridimensionalizar cada um daqueles seis amigos.
Bem, no nosso humilde blog montamos uma listinha sincera pra quem ainda não conhece (ou já conhece e quer relembrar) das melhores cenas de cada temporada da série. Neste primeiro post, foram listadas as cenas marcantes da 1ª à 3ª temporadas:
E se puderem, ainda deixem seus comentários por lá.
Friends (1ª Temporada)
4.6 828 Assista AgoraÉ um marco na TV e, ao lado de Chaves, talvez seja uma das únicas séries que me façam lembrar de cada episódio, cada citação, cada frase, música ou fala. O formato de SITCOM pode até gerar um monte de preconceitos bobos que, garanto, podem sucumbir a uma rápida visita de um detrator a qualquer episódio da série. É daquelas obras que, não importa a qualidade técnica, ficará guardada no coração.
Enfim, no blog montamos uma listinha sincera pra quem ainda não conhece (ou já conhece e quer relembrar) das melhores cenas de cada temporada da série. Neste primeiro post, foram listadas as cenas marcantes da 1ª à 3ª temporadas:
Amor a Toda Prova
3.8 2,1K Assista AgoraO filme poderia ser menor. Há alguns excessos que não fariam diferença no corte final. E este é o maior dos problemas que consegui encontrar nesta ótima comédia romântica que encontra um caminho tangente àquele comum do gênero. O elenco (formidável, com destaque para Steve Carell e Ryan Gosling) tem grande parte do mérito no sucesso da obra. Carell consegue ser, ao mesmo tempo, engraçado (o que não é novidade) e trágico com seu Cal Weaver jogado, de sopetão e aos 45 do segundo tempo, no time dos solteiros. Já Gosling aproveita o sucesso que tem com o público feminino e compõe um Jacob Palmer que seria o fruto dos mais molhados sonhos de todas as jovens solteiras (ou velhas casadas, talvez) e que ainda consegue misturar autoconfiança com simpatia sem soar caricatural. As três histórias do eixo narrativo se cruzam a certa altura do filme e aí é que toca o sino de "comédia romântica e suas situações inacreditáveis", mas essa parece mesmo ser a própria intenção dos diretores: ainda que o molde seja o mesmo, o caminho que eles traçam para contar a história é mais crível. E as inserções pops na estória tornam tudo mais palatável ao público. Exemplo disso é a excelente cena de Gosling e Emma Stone emulando a clássica sequência de "Dirty Dancing" ao som de "Time of My Life". Merece ser conferido.
Tudo pelo Poder
3.8 765 Assista AgoraGeorge Clooney tem uma carreira consistente e mostra isso não só em seus trabalhos como ator, mas principalmente como diretor e produtor. Em "The Ides of March" o diretor não economiza em sua sinceridade política (já mostrada em produções como "Syriana" e "O Desinformante" e "Michael Clayton"). Aqui, numa primeira camada, destila seu veneno sobre a "corrida eleitoral" estadunidense (que bem pode ser um retrato de qualquer outra república democrática do mundo). Entretanto, o filme não trata apenas de "jogos políticos", mas principalmente dos efeitos desses sobre uma alma antes intocada pela sujeira desse mundo. Parece querer dialogar com a ideia de que o homem é mesmo um produto do meio e, nisso, a saga pessoal de Stephen Myers (Ryan Gosling, colecionando atuações marcantes) é por demais eloquente. A princípio, um idealista com convicções fortes sobre seu candidato, acaba se vendo jogado no meio de intrigas que podem engoli-lo a qualquer momento e então 'obrigado' a tomar decisões ainda mais difíceis. A cena final, numa sinceridade cínica, rimando diretamente com a introdução do filme, parece nos dizer que "o mundo pode permanecer o mesmo, mas se quiser continuar nele, ajuste-se às suas regras".
Guerreiro
4.0 920 Assista AgoraDividido duas partes bem claras, o filme tem sua primeira parte dedicada a desenvolver as personalidades avessas de seus dois protagonistas. Enquanto Tommy (Tom Hardy absurdamente forte) se mostra um predador desde a postura até o modo como dá de ombros a tudo e a todos, Brendan (Joel Edgerton) é um pai dedicado que faz de tudo por sua família. Professor escolar, perto de perder a casa em razão das dívidas, decide retornar ao mundo das lutas com o qual esteve um dia habituado, não por devoção ao esporte, mas por encontrar aí a única saída para salvar o lar.
A segunda parte do filme é um filme de lutas que segue as regras clichês do gênero, mas não deixa de ser menos emocionante por isso. E é interessantíssimo notar como o perfil dos lutadores reflete exatamente a personalidade de cada irmão. Tommy é implacável, avassalador e não toma conhecimento do adversário. Brendan está sempre na defensiva, tentando encontrar uma saída para os ataques que vêm de todos os lados.
O filme ainda tem um Nick Nolte inspirado (que não só merecia a indicação ao Oscar) como o pai ex-beberrão dos irmãos Conlon. Destaque para a interessante rima visual entre duas cenas específicas: quando Tommy finalmente acolhe o pai, após uma discussão dura e na luta final quando um dos irmãos tem que finalizar o outro, ao mesmo tempo compreendendo os demônios interiores que no octógono ficaram expostos.
Belo trabalho do diretor Gavin O´Connor.
O Nevoeiro
3.5 2,6K Assista AgoraFilmaço de terror que deveria ser mais visto pelo público em geral. Mostra que o verdadeiro medo está no desconhecido. Darabont continua mostrando que sabe, como ninguém, usar o elemento fantástico de suas histórias em favor de uma narrativa humana, focada no desenvolvimento e conflito de seus personagens. O final beira a genialidade.
Kung-Fusão
3.3 476 Assista AgoraTudo o que um filme de Dragon Ball Z deveria ser. As cenas de luta não são só genialmente coreografadas, como o humor é peça chave para que o espectador compre essa mistura de artes marciais, com filmes de gângsteres, Looney Tunes e a saga de um herói falho.
Biutiful
4.0 1,1KBiutiful é o último filme do diretor mexicano Alejandro González Iñárritu (Amores Brutos, 21 Gramas e Babel), protagonizado pelo vencedor do Oscar e Globo de Ouro, Javier Bardem (Onde os Fracos Não Têm Vez e Mar Adentro).
Iñárritu faz um filme diferente, mas nem tanto, de seus trabalhos anteriores. Pára de narrar histórias paralelas de forma não linear (ou seja, sem um eixo de princípio-meio-fim - mais ou menos como é a estrutura de filmes como Pulp Fiction) e se foca numa única história, a de Uxbal (Bardem, sempre muito bem), um médium que não conheceu seu pai, tem uma ex-esposa bipolar e que tem que cuidar sozinho dos filhos. Ele ainda trabalha com a exploração de imigrantes ilegais como camelôs em Barcelona, além de agenciar chineses no ramo da construção civil. Uxbal então descobre que sofre de um câncer terminal e a partir daí decide fazer o bem.
Essa é a similaridade com seus filme anteriores: a desgraceira. Não se engane achando que é mais um drama de superação pessoal, com um final edificante. Ainda que tenha sua parcela de esperanças, Biutiful é um reflexo direto da visão pessimista e fatalista de Iñárritu sobre o mundo.O diretor sempre pesa a mão em seu olhar, interpretando os acontecimentos da forma mais grave possível. É sensível aos olhos do espectador o mal estar em cada segundo da película.
Para quem comunga dessa visão pesada sobre a existência humana, o cinema do diretor é um prato cheio. Para mim, pessoalmente, é triste notar que o trabalho de Iñárritu está extremamente circunscrito a esse olhar pesado (por mais técnico e bem feito que seja). No meu entendimento, o maior valor dos seus filmes anteriores estava nas tramas paralelas entre vários protagonistas e a edição genial, que nos confundia e nos obrigava a buscar relações entre as imagens e a história que nos era apresentada. Era um cinema que nos fazia interagir, independentemente da visão negativa do diretor. Hoje, sem o auxílio de seu ex-parceiro, Guillermo Arriaga (responsável pelos roteiros e pela dinâmica dos filmes anteriores), os trejeitos e maneirismos do diretor ficam expostos. E o resultado final não me agrada.
O pessimismo pelo pessimismo, sem motivos maiores, ainda que tenha seu lado poético, não atiça minha curiosidade como espectador ou me faz querer entender melhor cada ato do filme. O cinema de Iñarritu sem Arriaga continuou pessimista, mas deixou de ser interativo e passou a contemplativo.
E, cá entre nós, contemplar o sofrimento alheio não é pra qualquer um.
Serenity: A Luta pelo Amanhã
3.4 206 Assista AgoraO diretor Joss Whedon sabe reunir situações clichês e personagens à primeira vista caricaturais para então desvirtuar esses conceitos. Se o trabalho já não valesse por essa desconstrução, ainda se trata de um ótimo western disfarçado de ficção científica. O que diminui o valor do filme é a urgência em tentar solucionar todas as pontas soltas que permaneceram com o fim prematuro da série Firefly. Isso obriga Whedon a correr com o destino de seus personagens, fazendo com que cenas relevantes à história (a morte de certos caracteres) passem ligeiras na tela, sem a devida atenção. Ainda assim, um excelente divertimento, com uma direção segura (vide o plano-sequência de abertura, que navega por todo o interior da nave).
Angels in America
4.2 129 Assista AgoraUma das primeiras provas de que na TV há vida inteligente. Muitas vezes bem mais inteligente do que no cinema.
As Duas Faces da Lei
3.1 326 Assista AgoraDecepcionante.
Scooby-Doo
2.9 675 Assista AgoraCoisas que não funcionam: Personagens de desenhos animados feitos por computação, num meio-termo sem sentido entre o real e o surreal. Scooby-Doo, Smurfs, Zé Colméia e companhia limitada, por favor, fiquem como animações clássicas.
Madrugada dos Mortos
3.5 1,4K Assista AgoraSem ainda os vícios das câmeras lentas, Zack Snyder inicia sua carreira no cinema, revisitando um trabalho antigo do mestre George Romero. A reinvenção do gênero veio a calhar. Zumbis realmente perigosos já tinha sido vistos pouco antes em "Extermínio" de Danny Boyle, mas o senso de urgência e desesperança aqui também é aliado a um filme de ação frenético e que não deixa a peteca cair nunca. Atenção para as cenas durante e pós-créditos.
Super
3.4 601A forma como o cineasta James Gunn reinterpreta gêneros é fascinante. Neste "Super", o diretor parece querer emular a proposta apresentada em "Kick-Ass" de um homem comum querer fazer a diferença e se tornar um vigilante mascarado, mas acaba desenvolvendo uma análise sobre a mente de um homem sem rumo na própria vida, assim como Scorsese fez em "Taxi Driver". A comparação pode soar absurda e é. Mas o diretor sabe unir esses elementos e criar algo violento e extremamente original no cinema saturado de super heróis.
Doodlebug
3.8 138Já indica um Nolan entusiasta de técnicas narrativas inteligentes e fora dos padrões do cinema comum.
Amnésia
4.2 2,2K Assista AgoraO real valor desta obra está quando o espectador percebe o quão simplória e óbvia é toda a história. O fato é que isso só ocorre quando é tarde demais e você já foi absorvido pela edição inteligentíssima, que reverte os eventos e faz conexões geniais entre cada novo elemento da história. O cartão de visitas hollywoodiano de Cristopher Nolan.
Batman Begins
4.0 1,4K Assista AgoraÓtimo filme, que alicerçou os rumos do Cavaleiro das Trevas no cinema dos anos 2.000. Uma versão mais real e crível de um homem obstinado por vingança travestida em Justiça.