É um pseudo sci-fi, as duas terras não passam de um plano de fundo pra história central das duas protagonistas, comentar sobre o filme ignorar "o efeito da gravidade da outra terra" e coisas afins é no mínimo meio infantil, o filme não tem no seu desenvolvimento a pretensão de ser um tratado científico e momento algum, mas sim um filme melancólico, um dramalhão, um estudo comportamental ou o que for. É um bom filme, tem esses maneirismos que fedem a Sundance que são meio irritante, a fotografia que tanto agradou muitos aqui me incomoda pessoalmente, acho que o Cahill usa alguns recursos (dollys, zooms, câmera na mão) a exaustão, mas o saldo é positivo, sem dúvidas.
Antes de tudo, não tinha nada visto nada até hoje do Resnais por receio, já que diziam tanto que ele é chato, esse filme não tem NADA de chato, absolutamente nada.
Uma obra maravilhosa. Resnais utiliza da linguagem documental com uma maestria de gênio. Ele disserta sobre as questões humanas mais profundas partindo da premissa biológica. Tudo sem soar didático.
O modo como a questões do inconsciente X poder de decisão é tratada é genial.
Inconsciente, linguagem, humanismo, instinto, angústia, coragem, tá tudo ali nas histórias que se entrelaçam dessas 3 pessoas.
Que filme foda, mas foda de um modo indiscritível.
Que história fantástica e principalmente que direção BEIRANDO à PERFEIÇÃO DO Chan-wook Park! O cara abre todo um leque de opções e monta momento a momento uma direção que passa longe da mesmice e esbanja talento.
Não lembro se tava bêbado ou o que quando vi pela primeira vez mais o filme subiu de maneira absurda no meu conceito. GENIAL! Obra-prima, um dos cinco maiores da década. Fácil.
Zelig é um banho pra quem reclama que tecnicamente Woody Allen não é inventivo/criativo/original e que tudo que ele faz tem uma linguagem "convencional". Zelig é a prova do contrário, vemos um Allen inventivo, dirigindo e atuando um roteiro lindo e que disperta a simpatia de qualque um.
A opção por rodar como um "Fakementary" funciona magistralmente bem, as 'entrevistas' em cores que são espalhadas ao longo da história dão um ritmo ágil graças que além do narrador vez por outra a história está sendo contado por um outro personagem que esteve envolvido com a trama.
“I worked with Freud in Vienna. We broke over the concept of penis envy. Freud felt that it should be limited to women.”
A escolha pelo preto e branco é outro grande acerto junto com o tom envelhecido da imagem dando a entender danos ao negativo além do sábio uso chroma key, o filme passa de maneira cativante o clima da época, começa falando da fartura e passa pelo Crash da Bolsa e a Grande Crise. A era do Jazz, as dancinhas que acabam por serem trocadas pela "Dança do Camaleão". Além de aplicar técnicas típicas dos filmes da época, e layouts reais de jornais daqueles tempos além da recorrente a referência a figuras históricas supostamente contemporâneas de Zelig.
A atuação do Woody é perfeita dentro do que o papel exige, ele é O Cara pra desempenhar papéis neuróticos, psicóticos e afins. Apoiado por uma atuação boa e segura de Mia Farrow ( Drª. Eudora Fletcher).
A trilha sonora que embala o filme é outro fator que não passa despercebido tanto pelas canções usadas no filme que tem a “nata” do Jazz da década de 20 e 30 que ocnta com Fats Waller, Joe Young, Charles ª Zimmerman, mas principalmente pelas canções criadas pelo filme que na história fazem parte do fenômeno Zelig e ganham um destaque bem interessante. São canções como "Doin' the Chameleon," ""The Changing Man Concerto," escritas todas por Dick Hyman com destaque pra “Chameleon Days” que é cantada por Mãe Quetsel,a voz original da personagem Betty Boop, que começara a ganhar notoriedade no fim da década de 20.
E o filme é de otimismo surpreendente exatamente por ser de quem é. Woody primeiro introduz a história de Zelig, a sua descoberta e a sua fama instantânea, seguido da “adoção” por parte da irmã interesseira - e acho que é o ponto chava pra que você desenvolva carisma por Zelig, (o narrador chegar a dizer que ele foi transformado em uma aberração pela irmã). Mas o filme emplaca quando após o triângulo amoroso da sua irmã termina de maneira fatal ele vai morar com a Drª Fletcher. As entrevistas se tornam mais frequentes, a trama desenvolve de maneira mais ágil e com a cura de seu "Distúrbio" e o romance entre paciente e doutora você acha que a trama para por ali, mas com a chuva de processos - uma brincadeira ácida da Allen com outra situação bem ordinária com celebridades - e a recaída de Zelig que acaba por parar no exército alemão de Hitler dá uma reviravolta fantástica.
“My brother beat me. My sister beat my brother. My father beat my sister and my brother and me. My mother beat my father and my sister and me and my brother. The neighbors beat our family. The people down the block beat the neighbors and our family. “
Aí vem o ápice da trama quando o próprio Zelig é obrigado a assumir o controle do avião na fuga da Alemanha ao invés de Eudora que de fato sabia pilotar. E tem um fator curioso nessa parte, o casal acaba por ser salvar graças exatamente à habilidade de Zelig que frente a situação se transforma num piloto, ou seja, salvo pelo problema, salvo pela própria doença. Essa informação poderia ficar subentendida, mas Allen faz questão de ressaltar sua importância colocando como parte de um das entrevistas. De volta aos EUA com perdão presidencial e tudo mais Zelig enfim casa-se com Eudora e sim, finalmente vive feliz até sua morte.
No fim das contas Zelig se mostra uma pequena grande obra-prima da própria filmografia do Woody Allen e do cinema, através de um roteiro inteligente e engraçado , muitíssimo bem contado e com críticas vezes sutis vezes explicitas. Um Allen atípico porém sem perder a cara e o jeito que consagram o diretor.
“But I've never flown before in my life, and it shows exactly what you can do, if you're a total psychotic! “
Até pra criticar uma porcaria, um lixo escroto desse, é preciso ver.
E as fanzoides aí até que tão certas, opinião de quem não viu não tem valor mesmo.
Eu vi e digo, o filme é um grande erro. Não há nada de bom, exatamente tão ruim quanto seu antecessor na tal "saga" - se é que dá pra chamar "isso" de saga - com a diferença que é maior (o que aumenta o tempo de tortura) e que o orçamento foi muito maior (o que não adiantou pra merda alguma).
Um filme mal dirigido, mal escrito, mal atuado (a menina parece um peixe morto - metaforicamente e literalmente (reparar no constante estado semi-aberto dos olhos da infeliz), o loiro não é mais inexpressivo porque, bem, não dá pra ser mais inexpressivo do que aquilo, a turminha da escola parece importada da malhação e os coadjuvantes são todos igualmente ruins), a história é surpreendentemente estúpida, clichê...
Mas enfim, enquanto houverem as menininhas entre 11 e 15 anos (quem gostou e tem mais do que isso necessita de ajuda profissional) com pouco ou nenhum senso crítico e especialistas em se deixarem levar por modismos coisa desse nível continuará tendo espaço.
Michael Bay é um homem dos negócios, não um cineasta. Mas há quem goste e tenha saco pra ficar por mais de duas horas vendo robos gigantes se batendo, fazer o que...
Não é de fato a melhor adaptação de King mas é a minha favorita.♥
Christopher Walken em uma atuação linda, as vezes contida, mas tudo dentro do papel. Cronemberg mais humano e menos fantástico e igualmente competente.
O filme começa com algo que é comum nos filmes dos Coen, apresentar os personagens. Até porquê em geral o que mais chama a atenção nos filmes deles (pelo menos a minha) são exatamente a construção dos personagens, começando com The “Dude” e Walter (Jeff Bridges e John Goodman respectivamente) até cada coadjuvante seja ele com um papel de poucos minutos e de pouca utilidade – John Turturro como Jesus Quintana tem duas aparições igualmente rápidas e hilárias – ou aqueles de total importância pro entendimento da muito bem amarrada trama, Julianne Moore irreconhecível (positivamente) no papel de Maude e o sempre brilhante Philip Seymour Hoffman num papel pequeno porém bem desenvolvido como Brandt, secretário pessoal de Jeffrey Lebowski (David Huddleston).
Agora a estória. Acho que eu não consigo descrever com palavras o quão genial, bem amarrado, bem escrito eu achei o roteiro, sem brincadeira, é incrível e pra lá de prazeroso como a trama sobre o cara que foi tirar satisfação por causa de um tapete “mijado” (“que completava a porra da sala”) por capangas que confundiram ele com um homônimo milionário que tem uma esposa ninfomaníaca e que deve para pornógrafos de LA se transformou em algo muito inteligente e mais, a forma como em coisa de quinze minutos você vai de “não estou entendendo nada” a um perfeito entendimento da coisa toda, tudo isso sustentado com um elenco muito inspirado e uma dupla de diretores com uma criatividade sem igual.
Vou confessar, eu sou chato pra comédias, não que eu não goste, mas pelo simples fato que eu não dou risada, sério, acho que dá pra contar nos dedos as comédias que me fizeram gargalhar mais de duas, três vezes e O Grande Lebowski não foi uma delas, acho que só ri alto e com vontade na cena das cinzas do Donny, Walter falando do Vietnam, as cinzas indo contra The “Dude” e a total inexpressão dele fizeram eu perder o fôlego. Mas esse fator é compensado com todo resto, mas é claro que eu teria gostado ainda mais se tivesse rido um pouco mais, mas daí o problema é comigo.
Um filme poderoso - e perdoem a total falta de modéstia - para poucos.
Vou comentar mais especificamente sobre a tão polêmica "cena do controle remoto".
Aquela cena é o climax máximo da obra, é o momento em que Haneke coloca em prática o que ele tem de melhor, é onde ele prova porque ele é um dos maiores e melhores e mais corajosos diretores vivos.
Haneke não te deixe de fora da obra ele quer os eu espectador envolvido, ele quer seu espectador sofrendo, assim como suas personagens sofrem, e esse sofrimento é psicológioc, emocional (daí a não-necessidade de violência explícita). Sem escrúpulos, o filme conversa com você - e isso não é uma metáfora, é literal.
Não há como ficar introspectivo e quando ele te dá o açúcar, quando se põe o doce na nossa boca, quando a esperança nasce ele mata, assassina, trucida a esperança sem ligar para lógica, sem ligar pra nada, apenas pra sua própria prposta, pro seu próprio objetivo. E o espectador comum, despreparado para ver Haneke de fato não suporta o baque, e vê aquilo como um erro, quando na verdade é o maior acerto.
"Eu não lembro a última vez que você tenha me convidado para tomar um café em sua casa, e nem mesmo convidou minha esposa para ser madrinha de sua filha. Mas agora você vem até mim e diz “Don Corleone, eu quero justiça”. Mas você não pede com respeito. Você não oferece amizade. Você nem mesmo pensa em me chamar de Padrinho. Ao invés disso, você entra na minha casa, no dia do casamento de minha filha e me pede pra matar por dinheiro."
É assim que somos apresentados a Don Corleone, personagem central interpretado por Marlon Brando em uma das atuações mais humanas e sinceras que eu já vi. O tom de voz, cada gesto, cada trejeito e cada palavra faz você acreditar em Don Vito Corleone. Faz você ver além do mafioso, além d’O Poderoso Chefão, você vê um homem, sensível e tão humano quanto qualquer outro. Romantização do crime? Talvez. Mas quem liga, é tudo tão belo que não há tempo para parar pra pensar nisso.
Por sinal jamais vimos tantas atuações masculinas tão boas juntas, Al Pacino, Robert Duvall e James Caan igualmente perfeitos, cada um dentro do seu papel. E falando nisso o lento processo de transformação de Michael Corleone de bom moço – “Eu nuca vou ser igual a ele” – a Don Corleone, tendo seu ápice na cena final na crueza em que ele olha nos olhos de Kay Adams (Diane Keaton) e diz “Não” sobre ele ser responsável pela morte de Carlo Rizzi (Gianni Russo), marido de sua irmã e pai do seu sobrinho que ele batizara pouco antes.
De resto dá pra dizer que assistir The Godfather é mais do que assistir uma das maiores obras da história do cinema é um daqueles casos que tudo está onde devia estar, ou melhor, que tudo, cada pequeno fator deu perfeitamente certo. Não há diálogos desnecessários, não há nesses 175 minutos uma cena que não valha a pena ser vista. Cenários, figurino, fotografia tudo junto culminou nesse monstro do cinema, monstro do entretenimento, monstro da cultura moderna que é O Poderoso Chefão.
Clássico maldito desse gênio que foi Pier Paolo Pasolini.
Um soco no estômago, um tapa na cara, um filme que toca o fode-se e apenas despeja sem escrúpulos sua mensagem. Um filme mau, cru, forte e pesado que se propõe a mostrar o quão escroto o ser-humano pode ser é incrivelmente bem sucedido.
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A Outra Terra
3.7 875 Assista AgoraÉ um pseudo sci-fi, as duas terras não passam de um plano de fundo pra história central das duas protagonistas, comentar sobre o filme ignorar "o efeito da gravidade da outra terra" e coisas afins é no mínimo meio infantil, o filme não tem no seu desenvolvimento a pretensão de ser um tratado científico e momento algum, mas sim um filme melancólico, um dramalhão, um estudo comportamental ou o que for. É um bom filme, tem esses maneirismos que fedem a Sundance que são meio irritante, a fotografia que tanto agradou muitos aqui me incomoda pessoalmente, acho que o Cahill usa alguns recursos (dollys, zooms, câmera na mão) a exaustão, mas o saldo é positivo, sem dúvidas.
Um Amor Para Recordar
3.6 3,3K Assista AgoraPossivilmente o pior filme da história.
Mas tem as que gostam de Crepúsculo e que também dão atenção pra esse tipod e coisa, é a vida, tem (mal)gosto pra tudo
Meu Tio da América
4.1 44Caramba! Que filmaço! Obra-prima.
Antes de tudo, não tinha nada visto nada até hoje do Resnais por receio, já que diziam tanto que ele é chato, esse filme não tem NADA de chato, absolutamente nada.
Uma obra maravilhosa. Resnais utiliza da linguagem documental com uma maestria de gênio. Ele disserta sobre as questões humanas mais profundas partindo da premissa biológica. Tudo sem soar didático.
O modo como a questões do inconsciente X poder de decisão é tratada é genial.
Inconsciente, linguagem, humanismo, instinto, angústia, coragem, tá tudo ali nas histórias que se entrelaçam dessas 3 pessoas.
9,6
Oldboy
4.3 2,4K Assista AgoraPQP!
Que filme foda, mas foda de um modo indiscritível.
Que história fantástica e principalmente que direção BEIRANDO à PERFEIÇÃO DO Chan-wook Park! O cara abre todo um leque de opções e monta momento a momento uma direção que passa longe da mesmice e esbanja talento.
Não lembro se tava bêbado ou o que quando vi pela primeira vez mais o filme subiu de maneira absurda no meu conceito. GENIAL! Obra-prima, um dos cinco maiores da década. Fácil.
Nota 9,5
Zelig
4.2 351Zelig é um banho pra quem reclama que tecnicamente Woody Allen não é inventivo/criativo/original e que tudo que ele faz tem uma linguagem "convencional". Zelig é a prova do contrário, vemos um Allen inventivo, dirigindo e atuando um roteiro lindo e que disperta a simpatia de qualque um.
A opção por rodar como um "Fakementary" funciona magistralmente bem, as 'entrevistas' em cores que são espalhadas ao longo da história dão um ritmo ágil graças que além do narrador vez por outra a história está sendo contado por um outro personagem que esteve envolvido com a trama.
“I worked with Freud in Vienna. We broke over the concept of penis envy. Freud felt that it should be limited to women.”
A escolha pelo preto e branco é outro grande acerto junto com o tom envelhecido da imagem dando a entender danos ao negativo além do sábio uso chroma key, o filme passa de maneira cativante o clima da época, começa falando da fartura e passa pelo Crash da Bolsa e a Grande Crise. A era do Jazz, as dancinhas que acabam por serem trocadas pela "Dança do Camaleão". Além de aplicar técnicas típicas dos filmes da época, e layouts reais de jornais daqueles tempos além da recorrente a referência a figuras históricas supostamente contemporâneas de Zelig.
A atuação do Woody é perfeita dentro do que o papel exige, ele é O Cara pra desempenhar papéis neuróticos, psicóticos e afins. Apoiado por uma atuação boa e segura de Mia Farrow ( Drª. Eudora Fletcher).
A trilha sonora que embala o filme é outro fator que não passa despercebido tanto pelas canções usadas no filme que tem a “nata” do Jazz da década de 20 e 30 que ocnta com Fats Waller, Joe Young, Charles ª Zimmerman, mas principalmente pelas canções criadas pelo filme que na história fazem parte do fenômeno Zelig e ganham um destaque bem interessante. São canções como "Doin' the Chameleon," ""The Changing Man Concerto," escritas todas por Dick Hyman com destaque pra “Chameleon Days” que é cantada por Mãe Quetsel,a voz original da personagem Betty Boop, que começara a ganhar notoriedade no fim da década de 20.
E o filme é de otimismo surpreendente exatamente por ser de quem é. Woody primeiro introduz a história de Zelig, a sua descoberta e a sua fama instantânea, seguido da “adoção” por parte da irmã interesseira - e acho que é o ponto chava pra que você desenvolva carisma por Zelig, (o narrador chegar a dizer que ele foi transformado em uma aberração pela irmã). Mas o filme emplaca quando após o triângulo amoroso da sua irmã termina de maneira fatal ele vai morar com a Drª Fletcher. As entrevistas se tornam mais frequentes, a trama desenvolve de maneira mais ágil e com a cura de seu "Distúrbio" e o romance entre paciente e doutora você acha que a trama para por ali, mas com a chuva de processos - uma brincadeira ácida da Allen com outra situação bem ordinária com celebridades - e a recaída de Zelig que acaba por parar no exército alemão de Hitler dá uma reviravolta fantástica.
“My brother beat me. My sister beat my brother. My father beat my sister and my brother and me. My mother beat my father and my sister and me and my brother. The neighbors beat our family. The people down the block beat the neighbors and our family. “
Aí vem o ápice da trama quando o próprio Zelig é obrigado a assumir o controle do avião na fuga da Alemanha ao invés de Eudora que de fato sabia pilotar. E tem um fator curioso nessa parte, o casal acaba por ser salvar graças exatamente à habilidade de Zelig que frente a situação se transforma num piloto, ou seja, salvo pelo problema, salvo pela própria doença. Essa informação poderia ficar subentendida, mas Allen faz questão de ressaltar sua importância colocando como parte de um das entrevistas. De volta aos EUA com perdão presidencial e tudo mais Zelig enfim casa-se com Eudora e sim, finalmente vive feliz até sua morte.
No fim das contas Zelig se mostra uma pequena grande obra-prima da própria filmografia do Woody Allen e do cinema, através de um roteiro inteligente e engraçado , muitíssimo bem contado e com críticas vezes sutis vezes explicitas. Um Allen atípico porém sem perder a cara e o jeito que consagram o diretor.
“But I've never flown before in my life, and it shows exactly what you can do, if you're a total psychotic! “
nota: 9,5
A Saga Crepúsculo: Lua Nova
2.6 2,6K Assista AgoraAté pra criticar uma porcaria, um lixo escroto desse, é preciso ver.
E as fanzoides aí até que tão certas, opinião de quem não viu não tem valor mesmo.
Eu vi e digo, o filme é um grande erro. Não há nada de bom, exatamente tão ruim quanto seu antecessor na tal "saga" - se é que dá pra chamar "isso" de saga - com a diferença que é maior (o que aumenta o tempo de tortura) e que o orçamento foi muito maior (o que não adiantou pra merda alguma).
Um filme mal dirigido, mal escrito, mal atuado (a menina parece um peixe morto - metaforicamente e literalmente (reparar no constante estado semi-aberto dos olhos da infeliz), o loiro não é mais inexpressivo porque, bem, não dá pra ser mais inexpressivo do que aquilo, a turminha da escola parece importada da malhação e os coadjuvantes são todos igualmente ruins), a história é surpreendentemente estúpida, clichê...
Mas enfim, enquanto houverem as menininhas entre 11 e 15 anos (quem gostou e tem mais do que isso necessita de ajuda profissional) com pouco ou nenhum senso crítico e especialistas em se deixarem levar por modismos coisa desse nível continuará tendo espaço.
Transformers: A Vingança dos Derrotados
3.2 1,4K Assista AgoraMichael Bay é um homem dos negócios, não um cineasta. Mas há quem goste e tenha saco pra ficar por mais de duas horas vendo robos gigantes se batendo, fazer o que...
A.I. Inteligência Artificial
3.9 2,0K Assista AgoraRídiculo. Possivelmente o pior trabalho da carreira do Spielberg e se não o pior de certo mais decepcionante.
Bobo, clichê, melodramático, mal conduzido, e o final, bem, constrangedor talvez seja a palavra.
Um roteiro incrivelmente promissor que acabaria por ser filmado pelo Kubrick desperdiçado pelo Spielberg.
A Lista de Schindler
4.6 2,4K Assista AgoraO trabalho da vida do Spielberg. Sensível profundo, LINDO!
É inegável que o final é piegas - bem a cara do Spielba por sinal - mas isso a gente passa batido afinal os outros 190 minutos foram tão bons, não?
Gritos e Sussurros
4.3 478 Assista AgoraFilme lindo.
O mais perfeito retrato da angústia e do sofrimento que o cinema já viu e ao mesma tempo tão poético. Indiscritível. Sublime. Bergman.
Na Hora da Zona Morta
3.6 331 Assista AgoraNão é de fato a melhor adaptação de King mas é a minha favorita.♥
Christopher Walken em uma atuação linda, as vezes contida, mas tudo dentro do papel. Cronemberg mais humano e menos fantástico e igualmente competente.
Pequeno Grande Filme.
Onde os Fracos Não Têm Vez
4.1 2,4K Assista AgoraIrmãos Coen é para poucos e bons.
[Humildade e modéstia é apra os fracos]
O Grande Lebowski
3.9 1,1K Assista AgoraO filme começa com algo que é comum nos filmes dos Coen, apresentar os personagens. Até porquê em geral o que mais chama a atenção nos filmes deles (pelo menos a minha) são exatamente a construção dos personagens, começando com The “Dude” e Walter (Jeff Bridges e John Goodman respectivamente) até cada coadjuvante seja ele com um papel de poucos minutos e de pouca utilidade – John Turturro como Jesus Quintana tem duas aparições igualmente rápidas e hilárias – ou aqueles de total importância pro entendimento da muito bem amarrada trama, Julianne Moore irreconhecível (positivamente) no papel de Maude e o sempre brilhante Philip Seymour Hoffman num papel pequeno porém bem desenvolvido como Brandt, secretário pessoal de Jeffrey Lebowski (David Huddleston).
Agora a estória. Acho que eu não consigo descrever com palavras o quão genial, bem amarrado, bem escrito eu achei o roteiro, sem brincadeira, é incrível e pra lá de prazeroso como a trama sobre o cara que foi tirar satisfação por causa de um tapete “mijado” (“que completava a porra da sala”) por capangas que confundiram ele com um homônimo milionário que tem uma esposa ninfomaníaca e que deve para pornógrafos de LA se transformou em algo muito inteligente e mais, a forma como em coisa de quinze minutos você vai de “não estou entendendo nada” a um perfeito entendimento da coisa toda, tudo isso sustentado com um elenco muito inspirado e uma dupla de diretores com uma criatividade sem igual.
Vou confessar, eu sou chato pra comédias, não que eu não goste, mas pelo simples fato que eu não dou risada, sério, acho que dá pra contar nos dedos as comédias que me fizeram gargalhar mais de duas, três vezes e O Grande Lebowski não foi uma delas, acho que só ri alto e com vontade na cena das cinzas do Donny, Walter falando do Vietnam, as cinzas indo contra The “Dude” e a total inexpressão dele fizeram eu perder o fôlego. Mas esse fator é compensado com todo resto, mas é claro que eu teria gostado ainda mais se tivesse rido um pouco mais, mas daí o problema é comigo.
Violência Gratuita
3.4 1,3K Assista AgoraUm filme poderoso - e perdoem a total falta de modéstia - para poucos.
Vou comentar mais especificamente sobre a tão polêmica "cena do controle remoto".
Aquela cena é o climax máximo da obra, é o momento em que Haneke coloca em prática o que ele tem de melhor, é onde ele prova porque ele é um dos maiores e melhores e mais corajosos diretores vivos.
Haneke não te deixe de fora da obra ele quer os eu espectador envolvido, ele quer seu espectador sofrendo, assim como suas personagens sofrem, e esse sofrimento é psicológioc, emocional (daí a não-necessidade de violência explícita). Sem escrúpulos, o filme conversa com você - e isso não é uma metáfora, é literal.
Não há como ficar introspectivo e quando ele te dá o açúcar, quando se põe o doce na nossa boca, quando a esperança nasce ele mata, assassina, trucida a esperança sem ligar para lógica, sem ligar pra nada, apenas pra sua própria prposta, pro seu próprio objetivo. E o espectador comum, despreparado para ver Haneke de fato não suporta o baque, e vê aquilo como um erro, quando na verdade é o maior acerto.
O Poderoso Chefão
4.7 3,0K Assista Agora"Eu não lembro a última vez que você tenha me convidado para tomar um café em sua casa, e nem mesmo convidou minha esposa para ser madrinha de sua filha. Mas agora você vem até mim e diz “Don Corleone, eu quero justiça”. Mas você não pede com respeito. Você não oferece amizade. Você nem mesmo pensa em me chamar de Padrinho. Ao invés disso, você entra na minha casa, no dia do casamento de minha filha e me pede pra matar por dinheiro."
É assim que somos apresentados a Don Corleone, personagem central interpretado por Marlon Brando em uma das atuações mais humanas e sinceras que eu já vi. O tom de voz, cada gesto, cada trejeito e cada palavra faz você acreditar em Don Vito Corleone. Faz você ver além do mafioso, além d’O Poderoso Chefão, você vê um homem, sensível e tão humano quanto qualquer outro. Romantização do crime? Talvez. Mas quem liga, é tudo tão belo que não há tempo para parar pra pensar nisso.
Por sinal jamais vimos tantas atuações masculinas tão boas juntas, Al Pacino, Robert Duvall e James Caan igualmente perfeitos, cada um dentro do seu papel. E falando nisso o lento processo de transformação de Michael Corleone de bom moço – “Eu nuca vou ser igual a ele” – a Don Corleone, tendo seu ápice na cena final na crueza em que ele olha nos olhos de Kay Adams (Diane Keaton) e diz “Não” sobre ele ser responsável pela morte de Carlo Rizzi (Gianni Russo), marido de sua irmã e pai do seu sobrinho que ele batizara pouco antes.
De resto dá pra dizer que assistir The Godfather é mais do que assistir uma das maiores obras da história do cinema é um daqueles casos que tudo está onde devia estar, ou melhor, que tudo, cada pequeno fator deu perfeitamente certo. Não há diálogos desnecessários, não há nesses 175 minutos uma cena que não valha a pena ser vista. Cenários, figurino, fotografia tudo junto culminou nesse monstro do cinema, monstro do entretenimento, monstro da cultura moderna que é O Poderoso Chefão.
Nota: 9,8
Salò, ou os 120 Dias de Sodoma
3.2 1,0KClássico maldito desse gênio que foi Pier Paolo Pasolini.
Um soco no estômago, um tapa na cara, um filme que toca o fode-se e apenas despeja sem escrúpulos sua mensagem. Um filme mau, cru, forte e pesado que se propõe a mostrar o quão escroto o ser-humano pode ser é incrivelmente bem sucedido.