Vemos o "terror" da perspectiva dos humanos, ou seja, todos esses acontecimentos bizarros e animais horripilantes tornando a vida do casal um inferno, quando o real terror está na presença dos dois naquele espaço até então pacato: destroem árvores, atropelam animais, dão tiros aleatoriamente, roubam o ovo da ave, abusam de inseticidas. O filme é muito competente ao transmitir essa mensagem. Serve como analogia à própria expansão do homem branco pelo mundo, por onde chegou, destruição em prol dos bel-prazeres, e a natureza até então impassível. Uma hora a conta chega.
O capítulo 11, com o diálogo da protagonista com o leitor/filósofo, foi a única parte do filme que realmente me despertou interesse, e que o tirou do completo marasmo.
Infelizmente pouco lembrado, esse filme é uma das boas produções do período da retomada. Um thriller envolvente falado a maior parte em inglês, mas com um elenco brasileiro de peso, além dos internacionais. Destaque também pra presença do renomado Philip Glass na trilha sonora.
No meio do inóspito deserto do Arizona, tanta cor, tanta vida, tanta emoção. É mesmo um filme especial, daqueles que dão combustível pra seguirmos em frente.
Baita filme! Direção, elenco e roteiro afiadíssimos. Muito atual tanto na narrativa como na câmera de Costa-Gavras, mas principalmente no conteúdo em si. Fez 50 anos e envelheceu muito bem (infelizmente).
Tem umas semanas que vi esse filme e sigo constantemente pensando nele, uma realidade retratada na Alemanha pré-nazista que incomoda. E quanto mais vejo o Brasil pré-eleições em 2018, mais fico assustado com a semelhança entre as realidades, tão distantes temporalmente, mas próximas na essência.
O horror está mais perto do que podemos imaginar. Se a lição da desgraça causada pelo nazi-fascismo não foi aprendida (?) pela humanidade, esse documentário vem nos dar um chacoalhão, um soco no estômago, e, com um exemplo inimaginável de tão absurdo, nos escancara a verdade. E pior que vemos quem a negue, cada vez mais.
Eu passaria incólume a dias seguidos de diálogos escritos pelo sr. Quentin Tarantino. 3 horas fica pouco, considerando principalmente o conjunto da obra.
O primeiro ponto, mais evidente e já comentado aqui, é o quão doentio e picareta o ser humano (no caso Hubbard e Miscavige) pode ser para criar e manter uma seita dessas. Mais assustador do que isso são as pessoas que compram essas ideias sem questionamento e desperdiçam décadas de suas vidas sendo zumbis/capatazes a serviço do nada. Mas o que mais chamou a minha atenção foram os dissidentes. Como eram inteligentes e articulados! Em algum lugar daquelas cabeças devia haver racionalismo adormecido quando ingressaram na Cientologia.
O que leva um ser, mesmo com capacidade para pensar, a se sujeitar a um papel desses? Não consigo saber, mas quando um deles disse que em 30 anos nunca tinha se permitido escutar uma critica de sua crença, ficou claro para mim como as pessoas gostam de se enganar e se fechar em seus mundos apenas para não admitirem que estão erradas. E a humanidade segue com essas aberrações since ever.
Aquela cena no final em que Spielberg tenta fazer a comparação das crianças pulando a cerca felizes com as pessoas pulando o muro de Berlim e sendo assassinadas dá náuseas, seja pela cara do Tom Hanks, pela trilha melodramática ou pela hipocrisia mesmo.
ver a Sandy em um culto satânico e o Fofão fazendo cosplay de Annabelle.
Brincadeira, o filme chama a atenção por pertencer a um gênero relegado pelo cinema nacional (de uma maneira geral). Curti a tensão imposta em diversos momentos, apesar de as vezes descambar para o freak. Mas nada que qualquer filme de terror não carregue consigo em maior ou menor grau.
Os filmes do Wes Anderson são um deslumbramento visual (por sinal, ideais para pessoas com T.O.C., não que eu tenha, mas fica aqui a divagação): enquadramentos perfeitos, cores harmônicas, atuações marcadas e bem-humoradas, cenários ultra-detalhistas, trilha sonora simpática, etc. Esta foi uma das películas mais divertidas que já vi dele.
Um Animal Amarelo
3.1 18 Assista AgoraQuero aquela versão de A Voz do Morto que toca no final lá no Spotify pra ontem.
Eu Te Amo
3.4 80"Pereio vai à sala de autopsia em que Vera Fischer trabalha
Pereio: Meu amor, eu te amo tanto, preciso falar contigo. Você sabe que eu te amo, não sabe?
Vera: Paulo, meu querido, eu tô com o coração na mão.
Pereio: Quer dizer que você ainda me ama?
Vera: Não, Paulo, eu tô com esse coração na mão e preciso trabalhar."
Um Longo Fim de Semana
3.4 45Vemos o "terror" da perspectiva dos humanos, ou seja, todos esses acontecimentos bizarros e animais horripilantes tornando a vida do casal um inferno, quando o real terror está na presença dos dois naquele espaço até então pacato: destroem árvores, atropelam animais, dão tiros aleatoriamente, roubam o ovo da ave, abusam de inseticidas. O filme é muito competente ao transmitir essa mensagem.
Serve como analogia à própria expansão do homem branco pelo mundo, por onde chegou, destruição em prol dos bel-prazeres, e a natureza até então impassível. Uma hora a conta chega.
Viver a Vida
4.2 393O capítulo 11, com o diálogo da protagonista com o leitor/filósofo, foi a única parte do filme que realmente me despertou interesse, e que o tirou do completo marasmo.
Jenipapo
3.0 8Infelizmente pouco lembrado, esse filme é uma das boas produções do período da retomada. Um thriller envolvente falado a maior parte em inglês, mas com um elenco brasileiro de peso, além dos internacionais. Destaque também pra presença do renomado Philip Glass na trilha sonora.
Mulheres Diabólicas
4.0 97 Assista AgoraA semente de Parasita está aqui.
Bahia de Todos os Sambas
4.3 4Esses baianos maravilhosos...
Bagdad Café
4.0 248 Assista AgoraNo meio do inóspito deserto do Arizona, tanta cor, tanta vida, tanta emoção. É mesmo um filme especial, daqueles que dão combustível pra seguirmos em frente.
As Diabólicas
4.2 218 Assista AgoraSororidade
SQN!
Z
4.3 124Baita filme! Direção, elenco e roteiro afiadíssimos. Muito atual tanto na narrativa como na câmera de Costa-Gavras, mas principalmente no conteúdo em si. Fez 50 anos e envelheceu muito bem (infelizmente).
O Ovo da Serpente
4.0 134Tem umas semanas que vi esse filme e sigo constantemente pensando nele, uma realidade retratada na Alemanha pré-nazista que incomoda. E quanto mais vejo o Brasil pré-eleições em 2018, mais fico assustado com a semelhança entre as realidades, tão distantes temporalmente, mas próximas na essência.
Elis
3.5 523 Assista AgoraAndreia Elis Horta Regina.
Ata-me!
3.7 561Síndrome de Estocolmo.
Nossa Vida Não Cabe Num Opala
3.1 51 Assista AgoraDercy melhor parte.
Menino 23: Infâncias Perdidas no Brasil
4.4 92O horror está mais perto do que podemos imaginar. Se a lição da desgraça causada pelo nazi-fascismo não foi aprendida (?) pela humanidade, esse documentário vem nos dar um chacoalhão, um soco no estômago, e, com um exemplo inimaginável de tão absurdo, nos escancara a verdade. E pior que vemos quem a negue, cada vez mais.
A Marca da Maldade
4.1 229 Assista AgoraFalar da cena inicial é chover no molhado, fenomenal. Fiquei vidrado também na
sequência final, quando Vargas segue Quinlan e Menzies com o gravador para conseguir a confissão do primeiro. Magistral!
Os Oito Odiados
4.1 2,5K Assista AgoraEu passaria incólume a dias seguidos de diálogos escritos pelo sr. Quentin Tarantino. 3 horas fica pouco, considerando principalmente o conjunto da obra.
Going Clear: Scientology and the Prison of Belief
4.2 81O primeiro ponto, mais evidente e já comentado aqui, é o quão doentio e picareta o ser humano (no caso Hubbard e Miscavige) pode ser para criar e manter uma seita dessas.
Mais assustador do que isso são as pessoas que compram essas ideias sem questionamento e desperdiçam décadas de suas vidas sendo zumbis/capatazes a serviço do nada.
Mas o que mais chamou a minha atenção foram os dissidentes. Como eram inteligentes e articulados! Em algum lugar daquelas cabeças devia haver racionalismo adormecido quando ingressaram na Cientologia.
O que leva um ser, mesmo com capacidade para pensar, a se sujeitar a um papel desses? Não consigo saber, mas quando um deles disse que em 30 anos nunca tinha se permitido escutar uma critica de sua crença, ficou claro para mim como as pessoas gostam de se enganar e se fechar em seus mundos apenas para não admitirem que estão erradas. E a humanidade segue com essas aberrações since ever.
O Vento Será Tua Herança
4.4 106 Assista AgoraAgradecendo publicamente à Netflix por me apresentar esta maravilha. Nem esperava tanto.
Ponte dos Espiões
3.7 693Uma boa história que por algumas vezes se perde no ufanismo piegas norte-americano. Destaque para a atuação de Mark Rylance.
Aquela cena no final em que Spielberg tenta fazer a comparação das crianças pulando a cerca felizes com as pessoas pulando o muro de Berlim e sendo assassinadas dá náuseas, seja pela cara do Tom Hanks, pela trilha melodramática ou pela hipocrisia mesmo.
Quando Eu Era Vivo
2.9 327Gostei por motivos de:
ver a Sandy em um culto satânico e o Fofão fazendo cosplay de Annabelle.
Brincadeira, o filme chama a atenção por pertencer a um gênero relegado pelo cinema nacional (de uma maneira geral). Curti a tensão imposta em diversos momentos, apesar de as vezes descambar para o freak. Mas nada que qualquer filme de terror não carregue consigo em maior ou menor grau.
Irreversível
4.0 1,8KUma bomba!
Interestelar
4.4 5,8K Assista AgoraAcerta em algumas coisas, força a barra em outras. No mais, é um bom filme, um dos melhores a que assisto desse gênero em um bom tempo.
O Grande Hotel Budapeste
4.2 3,0KOs filmes do Wes Anderson são um deslumbramento visual (por sinal, ideais para pessoas com T.O.C., não que eu tenha, mas fica aqui a divagação): enquadramentos perfeitos, cores harmônicas, atuações marcadas e bem-humoradas, cenários ultra-detalhistas, trilha sonora simpática, etc. Esta foi uma das películas mais divertidas que já vi dele.