Olha, pro tanto de barulho que certos filmes fazem de tempos em tempos e as alegações de que era um filme verdadeiramente assustador eu devo dizer que foi um filme divertido, nada muito além disso. Sei que o medo é muito subjetivo, mas eu realmente não consigo entender o motivo de tanto barulho.
Estou escrevendo no calor do momento poucas horas depois de ver o filme e estou empolgado, pois amo essa bagaça de franquia - no bom sentido -, então vamos lá:
O foco do filme aparentemente está no narrativo e o terror me pareceu ter ficado em segundo plano. O filme tem um ritmo lento - o que não me incomodou nem um pouco -, eu estava adorando essa lentidão e o clima de tensão que foi se instalando aos poucos, mas quando os Warren chegam nos Smurl senti que começou a derrapar um pouco e o caso que é um dos mais famosos deles virou algo meio sem pé nem cabeça que no final até meio que faz umas piruetas e acaba se justificando - eu acho.
Senti que em alguns momentos foram lançadas algumas deixas desnecessárias - possíveis spin-offs, talvez? - e que a direção do Michael Chaves aqui, diferente do terceiro, está mais autêntica. Está longe de ser a direção maravilhosa do James Wan - de quem admito, sou extremamente fã (Maligno é uma obra-prima incompreendida, me processe) -, mas gostei por ser mais ele mesmo ao invés de tentar mimetizar o James Wan e falhar, como sinto ter sido o caso do terceiro filme, seja no intento próprio de manter a identidade visual da franquia ou por pressão do estúdio, enfim...
Me importei com os Perron e com os Hodgson, do primeiro e segundo filme respectivamente, no caso do terceiro eu não me importo tanto com a família, mas acho a trama interessante, então funciona para mim ainda que eu não tenha tanta empatia pelos envolvidos, mas no caso dos Smurl tanto fez tanto faz. Nem com o cachorro me importei direito e eu costumo jogar coisas na tevê quando algo acontece com um pet.
Algo que o James Wan costuma fazer com maestria é situar o espectador geograficamente - o que é importante, se tratando de casas mal assombradas - e aqui você nem sabe onde fica o quê, quem divide o quarto com quem, onde os sogros ficam - que se eu não me engano nos documentos do caso era uma espécie de casa geminada -, de repente aparecem uns espaços estranhos, do nada brota um sótão sendo que o que estava sendo explorado até então era um porão assombrado pelo pôster do John Wayne, etc.
Enfim, alguns pontos desnecessários, mas que gostaria de pontuar:
A identidade visual da entidade com o machado lembrar a Valak é um detalhe bem legal.
Annabelle nessa altura da franquia está lá mais por ser mascote da franquia, mas eu ainda gosto da presença dela como apelo narrativo e de ter sido estabelecido que ela tem uma espécie de obsessão (?) pela Judy - que é algo que você vê sendo construído ainda que de maneira involuntária - eu acho - ao longo da franquia.
A sequência dela em CGI fez meu namorado rir, mas eu achei bem legal, então acho que não funciona para todo mundo.
Não sei até que ponto o foco na Judy foi um desserviço, já que embora eu até goste da personagem - simplesmente devido ao Annabelle 3 -, tenha ficado com a impressão de que o arco familiar dá uma volta inteira no intento de justificar esse retorno dos Warren às investigações sendo que o que ocorre ao padre Gordon, por exemplo, a meu ver, seria muito mais plausível para fazê-los voltar a ativa por si só. Isso pouparia tempo de tela para desenvolver melhor os Smurl e faria com que você consequentemente se importasse com eles e diminuiria um pouco o drama familiar - que, convenhamos, foi meio excessivo.
Por fim: achei um filme de terror mediano, porém uma boa despedida para uma franquia pela qual tenho muito apreço - então, novamente, sou meio suspeito. Não acho que seja o final definitivo para esse universo, mas acho que marca o fim da Vera Farmiga e do Patrick Wilson - que tem uma química fora do comum - como esses dois personagens e que foram, assim como o fator James Wan, engrenagens essenciais para que tudo funcionasse tão bem. Vou sentir falta e decididamente vou revisitar os Warren vez ou outra.
Jurassic Park é uma das minhas franquias preferidas da vida, amo o primeiro filme incondicionalmente, e embora a franquia como um todo tenha suas derrapadas sempre consigo me divertir - com exceção de Domínio, que acho tenebroso. No caso de Recomeço o argumento é fraco, tentar justificar a correria que é a espinha dorsal em todo filme da franquia está cada vez mais difícil e o cansaço de roteiro é evidente, mas só por saber ao menos ser um filme divertido me ganhou. Eu fui com expectativas tão baixas que deve ter sido o que me salvou. Gosto da algumas sutilezas referenciando filmes anteriores, fiquei feliz com a renovação de elenco, os personagens não são lá grande coisa, mas eles ficam sim um pouquinho mais carismáticos e desenvoltos conforme o filme avança. O lance da modificação genética e dinossauros convivendo com humanos até poderia render histórias interessantes - e é compreensível que tentem ir por esse caminho, justamente na tentativa de se salvar desse cansaço evidente -, mas a longo prazo acabaram por ser dois tiros bem dados nos próprios pés. Nesse ritmo teremos kaijus caminhando pela cidade e spin-offs com Godzilla e o Kong nos próximos filmes.
Eu sei que pra reassistir a um filme nostálgico é bom tentar vestir a carapuça de criança novamente, mas enquanto o primeiro filme consegue continuar sendo tocante ano após ano, este segundo filme envelheceu de uma forma não muito boa. Ele ainda é bonito e divertido, mas fica bem distante do apelo que o primeiro filme conseguiu trazer. Me lembrava dele sendo bem melhor do que realmente é.
Já perdi as contas de quantas vezes eu assisti, mas amo esse filme com todas as minhas forças e tenho vontade de pôr ele num potinho e guardar pra sempre.
Apesar do final ser meio abrupto a série é excelente. A animação está linda e o roteiro é ótimo. Eu amo como a narrativa da franquia têm ficado cada vez mais intrínseca conforme eles a expandem. Essa iniciativa de preencher lacunas do cânone com essas séries temáticas/limitadas está sendo uma das melhores coisas do universo expandido. Ser fã de SW é bom demais.
Preguiça desse povo que acha que todo filme precisa ser uma obra-prima.
O filme é bobo, mas é divertido. Ele é brega em alguns momentos, tem algumas piadinhas canastronas que dentro do contexto do filme viram um charme e acabam dando personalidade a ele. Não vi o original, mas fiquei curioso. Logo devo correr atrás.
Nem todo filme do Godzilla vai ser um comentário social. E a reclamação do Godzilla "mocinho" é bem infundada. Os próprios japoneses já trataram o Godzilla como good guy que salva o dia - e isso bem mais de uma vez.
O filme é despretensioso e divertido. Aquele filme pipoca pra esquecer da vida. O visual dos monstros, principalmente do Godzilla e do Kong está muito bacana. As cenas com a Mothra também são muito bonitas.
Tem CGI à beça, mas diferente de alguns dos filmes - até mesmo do próprio MonsterVerse - ele parece ter sido melhor empregado. As cenas de luta estão, pelo menos na minha opinião, muito mais empolgantes que nos anteriores.
O núcleo humano é ok, gosto muito da Rebecca Hall e do Dan Stevens, o Brian Tyree Henry também é bem carismático e é aquela coisa: interpretam personagens que seguem à risca a cartilha de personagens que costumam estar nesse tipo de filme. Nada de novo.
Saí satisfeito do cinema. Me diverti bastante. Acho que entendo quem não gostou, embora eu não entenda especificamente a crítica ao estilo sendo que esse é o quinto dessa franquia. Tipo, tem outros quatro filmes antes e mais um seriado spin-off, então... sei lá.
Não vi tudo do diretor ainda, mas fui com uma expectativa relativamente alta por gostar dos trabalhos prévios dele e também da maior parte dos atores envolvidos, principalmente do Willem Dafoe e da Emma Stone. E não acho que seja um filme ruim, só acho que ele dura mais do que o necessário e tenta ser profundo e filosófico sem ter material o suficiente pra se sustentar por tanto tempo.
Eu gosto do Mark Ruffalo, mas achei ele sofrível aqui. Não curti ele no papel, menos ainda sua personagem e não vi nada de extraordinário no trabalho dele. Mesmo. E o que achei mais curioso é que o filme me soou muito mais interessante nas partes amenas, em que tentava ser menos chocante e mais poético (acho que dá pra dizer isso), como as cenas em Londres em que a Bella estava com o Godwin e o Max, por exemplo ou até com os dois amigos que ela faz no navio.
Não entendi a necessidade da narrativa dar tanta ênfase em sexo. Acho que faz sentido que haja esse teor sexual, principalmente em relação a alguém que está se descobrindo da forma quase homérica como a Bella está, mas chegou num ponto em que eu achei que já era exagero e muito mais para chocar do que por ter algo a acrescentar.
O visual do filme é muito bonito, essa vibe steampunk casou de forma muito legal com esse mundo criado pelo diretor. Todos aqueles animais bizarros que aparecem aqui e ali, quase saídos de um País das Maravilhas distorcido também acabam sendo só um detalhe, mas casa com o absurdo e dá uma noção da maluquice do Godwin.
E a Emma Stone... tem nem o que falar. Ela não deixa a peteca cair por um segundo sequer. Você compra a ideia dessa personagem bizarra e híbrida que ela te vende e fica com ela até o fim. Não tem jeito. Não tenho ligado muito para premiações, mas acho que nesse caso todos os prêmios que ela ganhou são mais do que justificados.
Sou bem cético em relação a tudo isso, porém eu consumo coisas do trabalho - ou imaginário, como preferir - dos Warren há bastante tempo, só que eu uno isso ao fato de terror ser meu gênero preferido, então se eu consumo livros de casos deles, por exemplo, leio como quem lê qualquer livro de terror, se estou vendo filmes ou documentários baseados no trabalho deles é a mesma coisa: estou assistindo como boas histórias de terror e só.
Só que aqui foi difícil engolir, haha. Nada é convincente, é cheio de furos, inconsistências, os profissionais do ramo mal parecem saber o que faziam e, enfim... deixa de ser cômico às vezes pra ser entediante. Se os episódios fossem mais longos eu dificilmente teria assistido a todos.
Eu ia dar duas estrelas (não que faça alguma diferença), mas acabei dando 1,5 por causa daquele final extremamente vergonha alheia com o "demonologista" olhando torto pra câmera sugerindo que ainda não tinha acabado. Faça me o favor.
Levando em conta que a primeira temporada é de outubro de 2022 e assisti no início de 2024 e ainda não há indícios de uma segunda temporada no horizonte acho que acabou ficando por aqui mesmo.
O Percy da série é bem diferente do Percy dos livros, o mesmo acontece com a Annabeth e vários outros personagens. Acho que dá pra dizer que a gente tem alguns vislumbres rápidos das personalidades dos personagens dos livros em alguns momentos - como o Percy fazendo a dancinha e o Grover cantando. Por falar nele, o Grover tá bem bacana e eu gostei da Sally também, o que foi uma surpresa pra mim. Não achei que ela fosse ter muita relevância. Gostei que trouxeram várias cenas dela com o Percy mais novo, mostrando como era difícil para ela cuidar e até manter o filho semideus protegido.
Senti também um problema de escalação de atores no geral, mas principalmente em relação ao elenco adulto e acho que esse problema de escalação foi acentuado por uma caracterização preguiçosa. Esses deuses estavam normais demais. Não tinha imponência alguma. Os melhores foram Ares e Zeus, eu acho.
O ritmo foi um pouco corrido, os efeitos visuais até foram bons, mas dá pra ver que eles usaram alguns atalhos em algumas das cenas acho que tanto para dar menos trabalho, mas principalmente para economizar, o que me deu uma sensação de que a Disney deu luz verde para a série, mas não botando muita fé.
Vi que tem muita gente achando a série infantil e dizendo que por isso ela está "sem graça" e, olha... eu discordo. Eu acho que isso é problema de adaptação e de roteiro mesmo. A série ser infantil não é sinônimo de chatice, pelo menos não deveria ser. Li a série de livros na adolescência, devia ter uns 16 anos e reli alguns anos depois, talvez com 20 e outra vez no ano passado e continuam extremamente divertidos, dei risada em vários momentos - e agora eu tenho 30. Então eu não acho que a série ser infantil seja um demérito.
Estou feliz que tenha sido renovada, mas estou torcendo para alguns reajustes. Talvez mudança de showrunners, futuras melhores escalações para personagens que ainda virão, uma direção que não seja só básica e cenas de ação mais empolgantes, enfim... que consigam perceber onde erraram na primeira e possam melhorar na segunda.
Eu gosto do Shyamalan. Acho que no geral ele tem sempre boas ideias e infelizmente de uns tempos pra cá vem pecando na execução da maior parte delas, mas também acho que o povo exagera ao taxá-lo de ruim. "Tempo" é mais um desses exemplos.
A meu ver, só por entregar uma ideia original ele já merece uns bons pontos. O desenvolvimento tem seus altos e baixos, é verdade. As sub tramas não servem de muito, já que não contribuem para a trama andar nem para aprofundar personagens, deixando-os sempre no raso. A longa duração do filme, o cenário repetitivo e o vai e vem desnecessário não ajudam na fluidez e acho que dá para dizer que o mais interessante do filme está no início, mas mesmo esse interessante passa muito rápido (trocadilho não intencional).
Gosto que os filmes dele tenham essa pegada de episódios contemporâneos de The Twilight Zone, mas isso acaba sendo quase sempre um tiro no próprio pé, já que a gente sempre fica esperando pelo twist. Por outro lado, eu também gosto quando ele acredita no próprio absurdo e deixa ele falar por si, abrindo mão de maiores explicações. Nos filmes dele sempre tive a sensação de que o menos era mais. Aqui, por exemplo, não vi a necessidade de ser tão expositivo com explicações científicas. Acho que o mistério teria feito bem à experiência de assistir ao filme e talvez fizesse bem até ao próprio roteiro. Talvez instigasse mais o espectador se o absurdo gerasse mais perguntas e ao invés de dar todas as respostas de bandeja apenas as sugerisse, quem sabe.
Eu demorei para ver esse filme devido às críticas ferrenhas e pesadas na época do lançamento e acabei cedendo agora mais por ter fácil acesso ao streaming do que por estar realmente animado para ver, mas nada como tirar suas próprias conclusões. É uma experiência válida, tem uma ideia bacana e um desenvolvimento com seus altos e baixos, mas assistir será no mínimo divertido, seja pelos absurdos em tela e/ou pelo exercício imaginativo de se colocar naquela situação junto dos personagens.
Esse arco narrativo de uma das investigadoras soou sim um pouco forçado, mas não me incomodou. Os casos mostrados foram o suficiente para me deixar interessado e assistir os quatro episódios em um único dia. É curioso porque é um true crime otimista (dá pra dizer isso?), diferente até e isso por acompanhar investigações que ainda estão em andamento, onde os envolvidos - seja da parte dos investigadores ou familiares - ainda tem a esperança de que as coisas terminem bem.
Não me importaria de ver mais episódios, mesmo que sobre casos que ainda não tenham tido alguma resolução, talvez para deixar o documentário um pouco mais coeso, mostrando que, infelizmente, nem todos os casos tem uma conclusão.
A temática é interessante, o roteiro às vezes derrapa no melodramático com falas e discursos que soam vazios e a direção não tem nada de extraordinária, só é ok e apesar disso o filme ainda se sustenta bem.
Acho que se o documentário fosse menos "engessado" seria mais interessante. Seria legal, por exemplo, se o irmão que é mais cético em relação a tudo tivesse dado as caras antes e o documentário revezasse um pouco com quem acredita e um pouco com quem acha que aquilo era só um teatro, acho que o espectador ficaria mais intrigado buscando pistas e levando mais em conta os relatos. Eu gosto também do quanto Ed e Lorraine Warren se tornaram figuras controversas, com pessoas que os defendem e pessoas que não poderiam desdenhar mais de ambos. Isso por si só também já valeria um documentário interessante - se imparcial.
Da minha parte acho que essa história toda apesar de interessante é um teatro, E sobre o "diabo no tribunal", isso é meio que bait, né. O caso nem chega a se desenrolar com essa defesa, o juiz proíbe o uso dela assim que o julgamento tem início. Mas confesso que, apesar de não ser nem um pouco religioso, acho sim hipocrisia que o tribunal faça você jurar em nome de Deus quando em julgamento, mas não reconheça a existência do diabo.
Da forma que a narrativa foi construída também não consegui deixar de pensar que a família parecia ter ficado muito mais reticente sobre não ter ganhado dinheiro com o caso, com aparições em talk-shows e livros sobre o ocorrido do que por terem sido assolados por uma entidade demoníaca.
Ainda assim acho que vale a assistida, principalmente se você gosta de filmes de terror (como os próprios filmes do Invocaverso), vida dos Warren, casos sobrenaturais e afins. No geral acaba sendo como qualquer caso que acaba se tornando grande na mídia, muita gente vai ficar chocada acreditando em tudo e muita gente vai achar que é só teatro. Não foi diferente com Amityville, com o poltergeist de Enfield e tantos outros que tiveram grande cobertura midiática.
É um filme interessante. Tem uma proposta bacana e pelo que andei lendo tem até alguns subtextos que ainda se fazem necessários nos dias de hoje (tem um vídeo do Sociocrônica bem interessante sobre isso no YouTube que recomendo bastante) e o visual noventista do filme é um elemento que acaba agregando à atmosfera, dando um ar de que o enredo poderia muito bem ter sido baseado num livro do Stephen King.
Agora, referente ao roteiro: ele tem umas coisas que a meu ver são bem bobas. Parece que vai desenvolver bem algumas personagens, dando camadas a elas e de repente cai num maniqueísmo bem esdrúxulo que joga o que vinha sendo desenvolvido até então pela janela. Depois de uma hora de filme quem é bonzinho é realmente bom e quem é malvado é realmente mal e salve-se quem puder.
Não acho que a Sarah seja assim tão terrível, quanto vi tanta gente dizendo. Só acho que num dado momento ela cai nessa armadilha de roteiro e é empurrada até o extremo dessa necessidade de tê-la como a grande mocinha da história para validar a maldade exacerbada das outras, enquanto isso as outras ficam sendo as grandes vilãs da história às custas da bondade exacerbada da Sarah.
Algo que o roteiro faz que eu gosto bastante é que apesar de tudo ele ainda consegue ser contido, apesar da temática. Imagino que limitação técnica da época ou talvez orçamentária, não sei, tenha algo a ver com isso, já que o pouco que temos de magia na tela são uns efeitos que não envelheceram lá muito bem e até mesmo isso acaba se tornando um charme.
Das séries animadas de Star Wars, pelo menos até então, parece ser a que mais sabe para onde quer ir - narrativamente falando. The Bad Batch se encaixa num momento muito específico da cronologia da franquia e trabalha de uma maneira bastante interessante situações que sabíamos somente através de livros e HQs, por exemplo.
Acho que o único ponto fraco é o contraste de alguns episódios mais leves após algum episódio de temática mais séria. Isso acaba destoando um pouco e causando, a meu ver, uma quebra de ritmo. Acho que isso pode ser uma problemática do formato.
Se tratando de uma animação imagino que precise agradar tanto crianças com uma fórmula que seja mais leve e despretensiosa quanto adultos que consomem esse tipo de produto pela expansão da narrativa buscando algo mais denso. Esse contraste não é algo que vai afetar a experiência de ninguém, eu acho, só um detalhe de ritmo. Mesmo assim a temporada é ótima, a meu ver superou a primeira.
O que eu mais curti é que, canonicamente, é o único filme que se preocupa em mostrar que existe um elo entre os personagens dos jogos - além dos files que são encontrados durante os próprios jogos, claro. A gente até vê um pouco disso em outras animações, mas acho que sempre fica no óbvio, e com a Capcom sempre puxando sardinha para o Leon e Chris, mas principalmente para o Leon.
Já a Claire interagindo com a Jill e a com a Rebecca, por exemplo, é muito bacana. É meio óbvio que elas já se conhecessem "off camera", mas soa como novidade. Fora que, apesar de filler, é o único material mainstream que conseguimos ver a quantas andam os personagens depois de RE6, já que em RE7 e 8 o foco é nos Winters e o único personagem clássico de que temos algum vislumbre nesses dois últimos jogos é o Chris.
Ter a Jill de volta é muito bom. Ela fazia muita falta e espero poder vê-la de novo em RE9 e, de preferência, sendo bem utilizada. Por favor, Capcom, não nos decepcione.
Minha animação preferida ainda é Degeneração, mas essa vem logo em seguida. Gostei bastante.
Demora um pouco a pegar o ritmo, mas quando pega fica interessante. Longe de ser uma obra-prima cinematográfica, mas é mais original que muito filme de terror recente que vem sendo lançado. A fotografia é bem bonita também.
Entendo a necessidade de contextualizar referente a tudo o que ocorria na Times Square no final dos anos 70 - e início dos 80 -, mas por diversas vezes se estenderam muito no assunto e perderam o foco. Ainda assim, apesar das derrapadas, é um bom documentário. Nunca tinha ouvido falar desse serial-killer antes.
Outra coisa da qual nunca tinha ouvido falar antes era do termo "era de ouro dos assassinos em série" cunhado por estudiosos, que no caso seria o período entre 1970 e 1999. Achei bastante curioso.
O documentário é realmente bastante longo e denso, porém acho bastante difícil tratar de assuntos tão sérios quanto os tratados somente dando uma "pincelada" no ocorrido. A direção tomou o tempo necessário e teve o cuidado, a meu ver, de dar espaço para todas essas vítimas que se sentiram confortáveis em fazê-lo contarem suas histórias. Acho tocante que o documentário tenha dado voz a elas.
O assassinato da irmã Cathy, que por si só já é algo tenebroso, infelizmente é só o início dessa odisseia que apresenta tantas ramificações e tanta podridão que a Igreja e outras instituições mancomunadas tentam varrer para debaixo do tapete fingindo uma ignorância que não existe.
É triste, e é sim denso e por vezes cansativo, mas é mais do que necessário. Essas histórias precisam ser contadas.
Quando a gente gosta muito de um gênero tende a ficar saturado e se não está saturado as surpresas são cada vez mais raras, mas quando algo surpreende é porque você realmente foi pego desprevenido. Eu já adorava a filmografia do James Wan até aqui, agora então confio no cara plenamente, hahaha.
Eu acho que entendo quem não gostou, de verdade, vai de 8 a 80 rápido demais, mas eu amo uma boa trasheira e principalmente uma tão bem dirigida, haha.
Gonjiam: Manicômio Assombrado
3.0 146 Assista AgoraOlha, pro tanto de barulho que certos filmes fazem de tempos em tempos e as alegações de que era um filme verdadeiramente assustador eu devo dizer que foi um filme divertido, nada muito além disso. Sei que o medo é muito subjetivo, mas eu realmente não consigo entender o motivo de tanto barulho.
Terror em Silent Hill: Regresso para o Inferno
1.7 182Assistir de graça foi caro
O Tarô da Morte
2.3 221 Assista AgoraFui sem pretensão nenhuma e me diverti. É bobo, mas é divertidinho. Dá pra passar um tempo legal.
Invocação do Mal 4: O Último Ritual
2.9 480 Assista AgoraEstou escrevendo no calor do momento poucas horas depois de ver o filme e estou empolgado, pois amo essa bagaça de franquia - no bom sentido -, então vamos lá:
O foco do filme aparentemente está no narrativo e o terror me pareceu ter ficado em segundo plano. O filme tem um ritmo lento - o que não me incomodou nem um pouco -, eu estava adorando essa lentidão e o clima de tensão que foi se instalando aos poucos, mas quando os Warren chegam nos Smurl senti que começou a derrapar um pouco e o caso que é um dos mais famosos deles virou algo meio sem pé nem cabeça que no final até meio que faz umas piruetas e acaba se justificando - eu acho.
Senti que em alguns momentos foram lançadas algumas deixas desnecessárias - possíveis spin-offs, talvez? - e que a direção do Michael Chaves aqui, diferente do terceiro, está mais autêntica. Está longe de ser a direção maravilhosa do James Wan - de quem admito, sou extremamente fã (Maligno é uma obra-prima incompreendida, me processe) -, mas gostei por ser mais ele mesmo ao invés de tentar mimetizar o James Wan e falhar, como sinto ter sido o caso do terceiro filme, seja no intento próprio de manter a identidade visual da franquia ou por pressão do estúdio, enfim...
Me importei com os Perron e com os Hodgson, do primeiro e segundo filme respectivamente, no caso do terceiro eu não me importo tanto com a família, mas acho a trama interessante, então funciona para mim ainda que eu não tenha tanta empatia pelos envolvidos, mas no caso dos Smurl tanto fez tanto faz. Nem com o cachorro me importei direito e eu costumo jogar coisas na tevê quando algo acontece com um pet.
Algo que o James Wan costuma fazer com maestria é situar o espectador geograficamente - o que é importante, se tratando de casas mal assombradas - e aqui você nem sabe onde fica o quê, quem divide o quarto com quem, onde os sogros ficam - que se eu não me engano nos documentos do caso era uma espécie de casa geminada -, de repente aparecem uns espaços estranhos, do nada brota um sótão sendo que o que estava sendo explorado até então era um porão assombrado pelo pôster do John Wayne, etc.
Enfim, alguns pontos desnecessários, mas que gostaria de pontuar:
A identidade visual da entidade com o machado lembrar a Valak é um detalhe bem legal.
Annabelle nessa altura da franquia está lá mais por ser mascote da franquia, mas eu ainda gosto da presença dela como apelo narrativo e de ter sido estabelecido que ela tem uma espécie de obsessão (?) pela Judy - que é algo que você vê sendo construído ainda que de maneira involuntária - eu acho - ao longo da franquia.
A sequência dela em CGI fez meu namorado rir, mas eu achei bem legal, então acho que não funciona para todo mundo.
Não sei até que ponto o foco na Judy foi um desserviço, já que embora eu até goste da personagem - simplesmente devido ao Annabelle 3 -, tenha ficado com a impressão de que o arco familiar dá uma volta inteira no intento de justificar esse retorno dos Warren às investigações sendo que o que ocorre ao padre Gordon, por exemplo, a meu ver, seria muito mais plausível para fazê-los voltar a ativa por si só. Isso pouparia tempo de tela para desenvolver melhor os Smurl e faria com que você consequentemente se importasse com eles e diminuiria um pouco o drama familiar - que, convenhamos, foi meio excessivo.
Por fim: achei um filme de terror mediano, porém uma boa despedida para uma franquia pela qual tenho muito apreço - então, novamente, sou meio suspeito. Não acho que seja o final definitivo para esse universo, mas acho que marca o fim da Vera Farmiga e do Patrick Wilson - que tem uma química fora do comum - como esses dois personagens e que foram, assim como o fator James Wan, engrenagens essenciais para que tudo funcionasse tão bem. Vou sentir falta e decididamente vou revisitar os Warren vez ou outra.
Jurassic World: Recomeço
2.7 482 Assista AgoraJurassic Park é uma das minhas franquias preferidas da vida, amo o primeiro filme incondicionalmente, e embora a franquia como um todo tenha suas derrapadas sempre consigo me divertir - com exceção de Domínio, que acho tenebroso. No caso de Recomeço o argumento é fraco, tentar justificar a correria que é a espinha dorsal em todo filme da franquia está cada vez mais difícil e o cansaço de roteiro é evidente, mas só por saber ao menos ser um filme divertido me ganhou. Eu fui com expectativas tão baixas que deve ter sido o que me salvou. Gosto da algumas sutilezas referenciando filmes anteriores, fiquei feliz com a renovação de elenco, os personagens não são lá grande coisa, mas eles ficam sim um pouquinho mais carismáticos e desenvoltos conforme o filme avança. O lance da modificação genética e dinossauros convivendo com humanos até poderia render histórias interessantes - e é compreensível que tentem ir por esse caminho, justamente na tentativa de se salvar desse cansaço evidente -, mas a longo prazo acabaram por ser dois tiros bem dados nos próprios pés. Nesse ritmo teremos kaijus caminhando pela cidade e spin-offs com Godzilla e o Kong nos próximos filmes.
Pokémon, O Filme 2: O Poder de Um
3.5 245Eu sei que pra reassistir a um filme nostálgico é bom tentar vestir a carapuça de criança novamente, mas enquanto o primeiro filme consegue continuar sendo tocante ano após ano, este segundo filme envelheceu de uma forma não muito boa. Ele ainda é bonito e divertido, mas fica bem distante do apelo que o primeiro filme conseguiu trazer. Me lembrava dele sendo bem melhor do que realmente é.
O Amor Não Tira Férias
3.7 1,5K Assista AgoraJá perdi as contas de quantas vezes eu assisti, mas amo esse filme com todas as minhas forças e tenho vontade de pôr ele num potinho e guardar pra sempre.
Star Wars: Histórias do Império
3.8 12 Assista AgoraApesar do final ser meio abrupto a série é excelente. A animação está linda e o roteiro é ótimo. Eu amo como a narrativa da franquia têm ficado cada vez mais intrínseca conforme eles a expandem. Essa iniciativa de preencher lacunas do cânone com essas séries temáticas/limitadas está sendo uma das melhores coisas do universo expandido. Ser fã de SW é bom demais.
Melhor presente possível de May the 4th! haha.
Matador de Aluguel
3.1 349 Assista AgoraPreguiça desse povo que acha que todo filme precisa ser uma obra-prima.
O filme é bobo, mas é divertido. Ele é brega em alguns momentos, tem algumas piadinhas canastronas que dentro do contexto do filme viram um charme e acabam dando personalidade a ele. Não vi o original, mas fiquei curioso. Logo devo correr atrás.
Godzilla e Kong: O Novo Império
3.0 319 Assista AgoraNem todo filme do Godzilla vai ser um comentário social. E a reclamação do Godzilla "mocinho" é bem infundada. Os próprios japoneses já trataram o Godzilla como good guy que salva o dia - e isso bem mais de uma vez.
O filme é despretensioso e divertido. Aquele filme pipoca pra esquecer da vida. O visual dos monstros, principalmente do Godzilla e do Kong está muito bacana. As cenas com a Mothra também são muito bonitas.
Tem CGI à beça, mas diferente de alguns dos filmes - até mesmo do próprio MonsterVerse - ele parece ter sido melhor empregado. As cenas de luta estão, pelo menos na minha opinião, muito mais empolgantes que nos anteriores.
O núcleo humano é ok, gosto muito da Rebecca Hall e do Dan Stevens, o Brian Tyree Henry também é bem carismático e é aquela coisa: interpretam personagens que seguem à risca a cartilha de personagens que costumam estar nesse tipo de filme. Nada de novo.
Saí satisfeito do cinema. Me diverti bastante. Acho que entendo quem não gostou, embora eu não entenda especificamente a crítica ao estilo sendo que esse é o quinto dessa franquia. Tipo, tem outros quatro filmes antes e mais um seriado spin-off, então... sei lá.
Pobres Criaturas
4.1 1,3K Assista AgoraNão vi tudo do diretor ainda, mas fui com uma expectativa relativamente alta por gostar dos trabalhos prévios dele e também da maior parte dos atores envolvidos, principalmente do Willem Dafoe e da Emma Stone. E não acho que seja um filme ruim, só acho que ele dura mais do que o necessário e tenta ser profundo e filosófico sem ter material o suficiente pra se sustentar por tanto tempo.
Eu gosto do Mark Ruffalo, mas achei ele sofrível aqui. Não curti ele no papel, menos ainda sua personagem e não vi nada de extraordinário no trabalho dele. Mesmo. E o que achei mais curioso é que o filme me soou muito mais interessante nas partes amenas, em que tentava ser menos chocante e mais poético (acho que dá pra dizer isso), como as cenas em Londres em que a Bella estava com o Godwin e o Max, por exemplo ou até com os dois amigos que ela faz no navio.
Não entendi a necessidade da narrativa dar tanta ênfase em sexo. Acho que faz sentido que haja esse teor sexual, principalmente em relação a alguém que está se descobrindo da forma quase homérica como a Bella está, mas chegou num ponto em que eu achei que já era exagero e muito mais para chocar do que por ter algo a acrescentar.
O visual do filme é muito bonito, essa vibe steampunk casou de forma muito legal com esse mundo criado pelo diretor. Todos aqueles animais bizarros que aparecem aqui e ali, quase saídos de um País das Maravilhas distorcido também acabam sendo só um detalhe, mas casa com o absurdo e dá uma noção da maluquice do Godwin.
E a Emma Stone... tem nem o que falar. Ela não deixa a peteca cair por um segundo sequer. Você compra a ideia dessa personagem bizarra e híbrida que ela te vende e fica com ela até o fim. Não tem jeito. Não tenho ligado muito para premiações, mas acho que nesse caso todos os prêmios que ela ganhou são mais do que justificados.
28 Dias Assombrados (1ª Temporada)
2.1 38 Assista AgoraSou bem cético em relação a tudo isso, porém eu consumo coisas do trabalho - ou imaginário, como preferir - dos Warren há bastante tempo, só que eu uno isso ao fato de terror ser meu gênero preferido, então se eu consumo livros de casos deles, por exemplo, leio como quem lê qualquer livro de terror, se estou vendo filmes ou documentários baseados no trabalho deles é a mesma coisa: estou assistindo como boas histórias de terror e só.
Só que aqui foi difícil engolir, haha. Nada é convincente, é cheio de furos, inconsistências, os profissionais do ramo mal parecem saber o que faziam e, enfim... deixa de ser cômico às vezes pra ser entediante. Se os episódios fossem mais longos eu dificilmente teria assistido a todos.
Eu ia dar duas estrelas (não que faça alguma diferença), mas acabei dando 1,5 por causa daquele final extremamente vergonha alheia com o "demonologista" olhando torto pra câmera sugerindo que ainda não tinha acabado. Faça me o favor.
Levando em conta que a primeira temporada é de outubro de 2022 e assisti no início de 2024 e ainda não há indícios de uma segunda temporada no horizonte acho que acabou ficando por aqui mesmo.
Percy Jackson e os Olimpianos (1ª Temporada)
3.3 153 Assista AgoraO Percy da série é bem diferente do Percy dos livros, o mesmo acontece com a Annabeth e vários outros personagens. Acho que dá pra dizer que a gente tem alguns vislumbres rápidos das personalidades dos personagens dos livros em alguns momentos - como o Percy fazendo a dancinha e o Grover cantando. Por falar nele, o Grover tá bem bacana e eu gostei da Sally também, o que foi uma surpresa pra mim. Não achei que ela fosse ter muita relevância. Gostei que trouxeram várias cenas dela com o Percy mais novo, mostrando como era difícil para ela cuidar e até manter o filho semideus protegido.
Senti também um problema de escalação de atores no geral, mas principalmente em relação ao elenco adulto e acho que esse problema de escalação foi acentuado por uma caracterização preguiçosa. Esses deuses estavam normais demais. Não tinha imponência alguma. Os melhores foram Ares e Zeus, eu acho.
O ritmo foi um pouco corrido, os efeitos visuais até foram bons, mas dá pra ver que eles usaram alguns atalhos em algumas das cenas acho que tanto para dar menos trabalho, mas principalmente para economizar, o que me deu uma sensação de que a Disney deu luz verde para a série, mas não botando muita fé.
Vi que tem muita gente achando a série infantil e dizendo que por isso ela está "sem graça" e, olha... eu discordo. Eu acho que isso é problema de adaptação e de roteiro mesmo. A série ser infantil não é sinônimo de chatice, pelo menos não deveria ser. Li a série de livros na adolescência, devia ter uns 16 anos e reli alguns anos depois, talvez com 20 e outra vez no ano passado e continuam extremamente divertidos, dei risada em vários momentos - e agora eu tenho 30. Então eu não acho que a série ser infantil seja um demérito.
Estou feliz que tenha sido renovada, mas estou torcendo para alguns reajustes. Talvez mudança de showrunners, futuras melhores escalações para personagens que ainda virão, uma direção que não seja só básica e cenas de ação mais empolgantes, enfim... que consigam perceber onde erraram na primeira e possam melhorar na segunda.
Tempo
3.1 1,2KEu gosto do Shyamalan. Acho que no geral ele tem sempre boas ideias e infelizmente de uns tempos pra cá vem pecando na execução da maior parte delas, mas também acho que o povo exagera ao taxá-lo de ruim. "Tempo" é mais um desses exemplos.
A meu ver, só por entregar uma ideia original ele já merece uns bons pontos. O desenvolvimento tem seus altos e baixos, é verdade. As sub tramas não servem de muito, já que não contribuem para a trama andar nem para aprofundar personagens, deixando-os sempre no raso. A longa duração do filme, o cenário repetitivo e o vai e vem desnecessário não ajudam na fluidez e acho que dá para dizer que o mais interessante do filme está no início, mas mesmo esse interessante passa muito rápido (trocadilho não intencional).
Gosto que os filmes dele tenham essa pegada de episódios contemporâneos de The Twilight Zone, mas isso acaba sendo quase sempre um tiro no próprio pé, já que a gente sempre fica esperando pelo twist. Por outro lado, eu também gosto quando ele acredita no próprio absurdo e deixa ele falar por si, abrindo mão de maiores explicações. Nos filmes dele sempre tive a sensação de que o menos era mais. Aqui, por exemplo, não vi a necessidade de ser tão expositivo com explicações científicas. Acho que o mistério teria feito bem à experiência de assistir ao filme e talvez fizesse bem até ao próprio roteiro. Talvez instigasse mais o espectador se o absurdo gerasse mais perguntas e ao invés de dar todas as respostas de bandeja apenas as sugerisse, quem sabe.
Eu demorei para ver esse filme devido às críticas ferrenhas e pesadas na época do lançamento e acabei cedendo agora mais por ter fácil acesso ao streaming do que por estar realmente animado para ver, mas nada como tirar suas próprias conclusões. É uma experiência válida, tem uma ideia bacana e um desenvolvimento com seus altos e baixos, mas assistir será no mínimo divertido, seja pelos absurdos em tela e/ou pelo exercício imaginativo de se colocar naquela situação junto dos personagens.
Busca Imediata: Pessoas Desaparecidas (1ª Temporada)
3.4 14 Assista AgoraEsse arco narrativo de uma das investigadoras soou sim um pouco forçado, mas não me incomodou. Os casos mostrados foram o suficiente para me deixar interessado e assistir os quatro episódios em um único dia. É curioso porque é um true crime otimista (dá pra dizer isso?), diferente até e isso por acompanhar investigações que ainda estão em andamento, onde os envolvidos - seja da parte dos investigadores ou familiares - ainda tem a esperança de que as coisas terminem bem.
Não me importaria de ver mais episódios, mesmo que sobre casos que ainda não tenham tido alguma resolução, talvez para deixar o documentário um pouco mais coeso, mostrando que, infelizmente, nem todos os casos tem uma conclusão.
Terra Selvagem
3.8 625 Assista AgoraA temática é interessante, o roteiro às vezes derrapa no melodramático com falas e discursos que soam vazios e a direção não tem nada de extraordinária, só é ok e apesar disso o filme ainda se sustenta bem.
O Diabo no Tribunal
2.8 58 Assista AgoraAcho que se o documentário fosse menos "engessado" seria mais interessante. Seria legal, por exemplo, se o irmão que é mais cético em relação a tudo tivesse dado as caras antes e o documentário revezasse um pouco com quem acredita e um pouco com quem acha que aquilo era só um teatro, acho que o espectador ficaria mais intrigado buscando pistas e levando mais em conta os relatos. Eu gosto também do quanto Ed e Lorraine Warren se tornaram figuras controversas, com pessoas que os defendem e pessoas que não poderiam desdenhar mais de ambos. Isso por si só também já valeria um documentário interessante - se imparcial.
Da minha parte acho que essa história toda apesar de interessante é um teatro, E sobre o "diabo no tribunal", isso é meio que bait, né. O caso nem chega a se desenrolar com essa defesa, o juiz proíbe o uso dela assim que o julgamento tem início. Mas confesso que, apesar de não ser nem um pouco religioso, acho sim hipocrisia que o tribunal faça você jurar em nome de Deus quando em julgamento, mas não reconheça a existência do diabo.
Da forma que a narrativa foi construída também não consegui deixar de pensar que a família parecia ter ficado muito mais reticente sobre não ter ganhado dinheiro com o caso, com aparições em talk-shows e livros sobre o ocorrido do que por terem sido assolados por uma entidade demoníaca.
Ainda assim acho que vale a assistida, principalmente se você gosta de filmes de terror (como os próprios filmes do Invocaverso), vida dos Warren, casos sobrenaturais e afins. No geral acaba sendo como qualquer caso que acaba se tornando grande na mídia, muita gente vai ficar chocada acreditando em tudo e muita gente vai achar que é só teatro. Não foi diferente com Amityville, com o poltergeist de Enfield e tantos outros que tiveram grande cobertura midiática.
Jovens Bruxas
3.3 739É um filme interessante. Tem uma proposta bacana e pelo que andei lendo tem até alguns subtextos que ainda se fazem necessários nos dias de hoje (tem um vídeo do Sociocrônica bem interessante sobre isso no YouTube que recomendo bastante) e o visual noventista do filme é um elemento que acaba agregando à atmosfera, dando um ar de que o enredo poderia muito bem ter sido baseado num livro do Stephen King.
Agora, referente ao roteiro: ele tem umas coisas que a meu ver são bem bobas. Parece que vai desenvolver bem algumas personagens, dando camadas a elas e de repente cai num maniqueísmo bem esdrúxulo que joga o que vinha sendo desenvolvido até então pela janela. Depois de uma hora de filme quem é bonzinho é realmente bom e quem é malvado é realmente mal e salve-se quem puder.
Não acho que a Sarah seja assim tão terrível, quanto vi tanta gente dizendo. Só acho que num dado momento ela cai nessa armadilha de roteiro e é empurrada até o extremo dessa necessidade de tê-la como a grande mocinha da história para validar a maldade exacerbada das outras, enquanto isso as outras ficam sendo as grandes vilãs da história às custas da bondade exacerbada da Sarah.
Algo que o roteiro faz que eu gosto bastante é que apesar de tudo ele ainda consegue ser contido, apesar da temática. Imagino que limitação técnica da época ou talvez orçamentária, não sei, tenha algo a ver com isso, já que o pouco que temos de magia na tela são uns efeitos que não envelheceram lá muito bem e até mesmo isso acaba se tornando um charme.
Star Wars: The Bad Batch (2ª Temporada)
4.0 22 Assista AgoraDas séries animadas de Star Wars, pelo menos até então, parece ser a que mais sabe para onde quer ir - narrativamente falando. The Bad Batch se encaixa num momento muito específico da cronologia da franquia e trabalha de uma maneira bastante interessante situações que sabíamos somente através de livros e HQs, por exemplo.
Acho que o único ponto fraco é o contraste de alguns episódios mais leves após algum episódio de temática mais séria. Isso acaba destoando um pouco e causando, a meu ver, uma quebra de ritmo. Acho que isso pode ser uma problemática do formato.
Se tratando de uma animação imagino que precise agradar tanto crianças com uma fórmula que seja mais leve e despretensiosa quanto adultos que consomem esse tipo de produto pela expansão da narrativa buscando algo mais denso. Esse contraste não é algo que vai afetar a experiência de ninguém, eu acho, só um detalhe de ritmo. Mesmo assim a temporada é ótima, a meu ver superou a primeira.
Resident Evil: A Ilha da Morte
2.9 78O que eu mais curti é que, canonicamente, é o único filme que se preocupa em mostrar que existe um elo entre os personagens dos jogos - além dos files que são encontrados durante os próprios jogos, claro. A gente até vê um pouco disso em outras animações, mas acho que sempre fica no óbvio, e com a Capcom sempre puxando sardinha para o Leon e Chris, mas principalmente para o Leon.
Já a Claire interagindo com a Jill e a com a Rebecca, por exemplo, é muito bacana. É meio óbvio que elas já se conhecessem "off camera", mas soa como novidade. Fora que, apesar de filler, é o único material mainstream que conseguimos ver a quantas andam os personagens depois de RE6, já que em RE7 e 8 o foco é nos Winters e o único personagem clássico de que temos algum vislumbre nesses dois últimos jogos é o Chris.
Ter a Jill de volta é muito bom. Ela fazia muita falta e espero poder vê-la de novo em RE9 e, de preferência, sendo bem utilizada. Por favor, Capcom, não nos decepcione.
Minha animação preferida ainda é Degeneração, mas essa vem logo em seguida. Gostei bastante.
Um Clássico Filme de Terror
2.7 431 Assista AgoraDemora um pouco a pegar o ritmo, mas quando pega fica interessante. Longe de ser uma obra-prima cinematográfica, mas é mais original que muito filme de terror recente que vem sendo lançado. A fotografia é bem bonita também.
Cena do Crime: O Assassino da Times Square
3.4 20 Assista AgoraEntendo a necessidade de contextualizar referente a tudo o que ocorria na Times Square no final dos anos 70 - e início dos 80 -, mas por diversas vezes se estenderam muito no assunto e perderam o foco. Ainda assim, apesar das derrapadas, é um bom documentário. Nunca tinha ouvido falar desse serial-killer antes.
Outra coisa da qual nunca tinha ouvido falar antes era do termo "era de ouro dos assassinos em série" cunhado por estudiosos, que no caso seria o período entre 1970 e 1999. Achei bastante curioso.
The Keepers
4.4 168 Assista AgoraO documentário é realmente bastante longo e denso, porém acho bastante difícil tratar de assuntos tão sérios quanto os tratados somente dando uma "pincelada" no ocorrido. A direção tomou o tempo necessário e teve o cuidado, a meu ver, de dar espaço para todas essas vítimas que se sentiram confortáveis em fazê-lo contarem suas histórias. Acho tocante que o documentário tenha dado voz a elas.
O assassinato da irmã Cathy, que por si só já é algo tenebroso, infelizmente é só o início dessa odisseia que apresenta tantas ramificações e tanta podridão que a Igreja e outras instituições mancomunadas tentam varrer para debaixo do tapete fingindo uma ignorância que não existe.
É triste, e é sim denso e por vezes cansativo, mas é mais do que necessário. Essas histórias precisam ser contadas.
Maligno
3.2 1,2KEu amo o quão doido esse filme é!
Quando a gente gosta muito de um gênero tende a ficar saturado e se não está saturado as surpresas são cada vez mais raras, mas quando algo surpreende é porque você realmente foi pego desprevenido. Eu já adorava a filmografia do James Wan até aqui, agora então confio no cara plenamente, hahaha.
Eu acho que entendo quem não gostou, de verdade, vai de 8 a 80 rápido demais, mas eu amo uma boa trasheira e principalmente uma tão bem dirigida, haha.