Olha, pro tanto de barulho que certos filmes fazem de tempos em tempos e as alegações de que era um filme verdadeiramente assustador eu devo dizer que foi um filme divertido, nada muito além disso. Sei que o medo é muito subjetivo, mas eu realmente não consigo entender o motivo de tanto barulho.
Estou escrevendo no calor do momento poucas horas depois de ver o filme e estou empolgado, pois amo essa bagaça de franquia - no bom sentido -, então vamos lá:
O foco do filme aparentemente está no narrativo e o terror me pareceu ter ficado em segundo plano. O filme tem um ritmo lento - o que não me incomodou nem um pouco -, eu estava adorando essa lentidão e o clima de tensão que foi se instalando aos poucos, mas quando os Warren chegam nos Smurl senti que começou a derrapar um pouco e o caso que é um dos mais famosos deles virou algo meio sem pé nem cabeça que no final até meio que faz umas piruetas e acaba se justificando - eu acho.
Senti que em alguns momentos foram lançadas algumas deixas desnecessárias - possíveis spin-offs, talvez? - e que a direção do Michael Chaves aqui, diferente do terceiro, está mais autêntica. Está longe de ser a direção maravilhosa do James Wan - de quem admito, sou extremamente fã (Maligno é uma obra-prima incompreendida, me processe) -, mas gostei por ser mais ele mesmo ao invés de tentar mimetizar o James Wan e falhar, como sinto ter sido o caso do terceiro filme, seja no intento próprio de manter a identidade visual da franquia ou por pressão do estúdio, enfim...
Me importei com os Perron e com os Hodgson, do primeiro e segundo filme respectivamente, no caso do terceiro eu não me importo tanto com a família, mas acho a trama interessante, então funciona para mim ainda que eu não tenha tanta empatia pelos envolvidos, mas no caso dos Smurl tanto fez tanto faz. Nem com o cachorro me importei direito e eu costumo jogar coisas na tevê quando algo acontece com um pet.
Algo que o James Wan costuma fazer com maestria é situar o espectador geograficamente - o que é importante, se tratando de casas mal assombradas - e aqui você nem sabe onde fica o quê, quem divide o quarto com quem, onde os sogros ficam - que se eu não me engano nos documentos do caso era uma espécie de casa geminada -, de repente aparecem uns espaços estranhos, do nada brota um sótão sendo que o que estava sendo explorado até então era um porão assombrado pelo pôster do John Wayne, etc.
Enfim, alguns pontos desnecessários, mas que gostaria de pontuar:
A identidade visual da entidade com o machado lembrar a Valak é um detalhe bem legal.
Annabelle nessa altura da franquia está lá mais por ser mascote da franquia, mas eu ainda gosto da presença dela como apelo narrativo e de ter sido estabelecido que ela tem uma espécie de obsessão (?) pela Judy - que é algo que você vê sendo construído ainda que de maneira involuntária - eu acho - ao longo da franquia.
A sequência dela em CGI fez meu namorado rir, mas eu achei bem legal, então acho que não funciona para todo mundo.
Não sei até que ponto o foco na Judy foi um desserviço, já que embora eu até goste da personagem - simplesmente devido ao Annabelle 3 -, tenha ficado com a impressão de que o arco familiar dá uma volta inteira no intento de justificar esse retorno dos Warren às investigações sendo que o que ocorre ao padre Gordon, por exemplo, a meu ver, seria muito mais plausível para fazê-los voltar a ativa por si só. Isso pouparia tempo de tela para desenvolver melhor os Smurl e faria com que você consequentemente se importasse com eles e diminuiria um pouco o drama familiar - que, convenhamos, foi meio excessivo.
Por fim: achei um filme de terror mediano, porém uma boa despedida para uma franquia pela qual tenho muito apreço - então, novamente, sou meio suspeito. Não acho que seja o final definitivo para esse universo, mas acho que marca o fim da Vera Farmiga e do Patrick Wilson - que tem uma química fora do comum - como esses dois personagens e que foram, assim como o fator James Wan, engrenagens essenciais para que tudo funcionasse tão bem. Vou sentir falta e decididamente vou revisitar os Warren vez ou outra.
Jurassic Park é uma das minhas franquias preferidas da vida, amo o primeiro filme incondicionalmente, e embora a franquia como um todo tenha suas derrapadas sempre consigo me divertir - com exceção de Domínio, que acho tenebroso. No caso de Recomeço o argumento é fraco, tentar justificar a correria que é a espinha dorsal em todo filme da franquia está cada vez mais difícil e o cansaço de roteiro é evidente, mas só por saber ao menos ser um filme divertido me ganhou. Eu fui com expectativas tão baixas que deve ter sido o que me salvou. Gosto da algumas sutilezas referenciando filmes anteriores, fiquei feliz com a renovação de elenco, os personagens não são lá grande coisa, mas eles ficam sim um pouquinho mais carismáticos e desenvoltos conforme o filme avança. O lance da modificação genética e dinossauros convivendo com humanos até poderia render histórias interessantes - e é compreensível que tentem ir por esse caminho, justamente na tentativa de se salvar desse cansaço evidente -, mas a longo prazo acabaram por ser dois tiros bem dados nos próprios pés. Nesse ritmo teremos kaijus caminhando pela cidade e spin-offs com Godzilla e o Kong nos próximos filmes.
Eu sei que pra reassistir a um filme nostálgico é bom tentar vestir a carapuça de criança novamente, mas enquanto o primeiro filme consegue continuar sendo tocante ano após ano, este segundo filme envelheceu de uma forma não muito boa. Ele ainda é bonito e divertido, mas fica bem distante do apelo que o primeiro filme conseguiu trazer. Me lembrava dele sendo bem melhor do que realmente é.
Já perdi as contas de quantas vezes eu assisti, mas amo esse filme com todas as minhas forças e tenho vontade de pôr ele num potinho e guardar pra sempre.
Preguiça desse povo que acha que todo filme precisa ser uma obra-prima.
O filme é bobo, mas é divertido. Ele é brega em alguns momentos, tem algumas piadinhas canastronas que dentro do contexto do filme viram um charme e acabam dando personalidade a ele. Não vi o original, mas fiquei curioso. Logo devo correr atrás.
Nem todo filme do Godzilla vai ser um comentário social. E a reclamação do Godzilla "mocinho" é bem infundada. Os próprios japoneses já trataram o Godzilla como good guy que salva o dia - e isso bem mais de uma vez.
O filme é despretensioso e divertido. Aquele filme pipoca pra esquecer da vida. O visual dos monstros, principalmente do Godzilla e do Kong está muito bacana. As cenas com a Mothra também são muito bonitas.
Tem CGI à beça, mas diferente de alguns dos filmes - até mesmo do próprio MonsterVerse - ele parece ter sido melhor empregado. As cenas de luta estão, pelo menos na minha opinião, muito mais empolgantes que nos anteriores.
O núcleo humano é ok, gosto muito da Rebecca Hall e do Dan Stevens, o Brian Tyree Henry também é bem carismático e é aquela coisa: interpretam personagens que seguem à risca a cartilha de personagens que costumam estar nesse tipo de filme. Nada de novo.
Saí satisfeito do cinema. Me diverti bastante. Acho que entendo quem não gostou, embora eu não entenda especificamente a crítica ao estilo sendo que esse é o quinto dessa franquia. Tipo, tem outros quatro filmes antes e mais um seriado spin-off, então... sei lá.
Não vi tudo do diretor ainda, mas fui com uma expectativa relativamente alta por gostar dos trabalhos prévios dele e também da maior parte dos atores envolvidos, principalmente do Willem Dafoe e da Emma Stone. E não acho que seja um filme ruim, só acho que ele dura mais do que o necessário e tenta ser profundo e filosófico sem ter material o suficiente pra se sustentar por tanto tempo.
Eu gosto do Mark Ruffalo, mas achei ele sofrível aqui. Não curti ele no papel, menos ainda sua personagem e não vi nada de extraordinário no trabalho dele. Mesmo. E o que achei mais curioso é que o filme me soou muito mais interessante nas partes amenas, em que tentava ser menos chocante e mais poético (acho que dá pra dizer isso), como as cenas em Londres em que a Bella estava com o Godwin e o Max, por exemplo ou até com os dois amigos que ela faz no navio.
Não entendi a necessidade da narrativa dar tanta ênfase em sexo. Acho que faz sentido que haja esse teor sexual, principalmente em relação a alguém que está se descobrindo da forma quase homérica como a Bella está, mas chegou num ponto em que eu achei que já era exagero e muito mais para chocar do que por ter algo a acrescentar.
O visual do filme é muito bonito, essa vibe steampunk casou de forma muito legal com esse mundo criado pelo diretor. Todos aqueles animais bizarros que aparecem aqui e ali, quase saídos de um País das Maravilhas distorcido também acabam sendo só um detalhe, mas casa com o absurdo e dá uma noção da maluquice do Godwin.
E a Emma Stone... tem nem o que falar. Ela não deixa a peteca cair por um segundo sequer. Você compra a ideia dessa personagem bizarra e híbrida que ela te vende e fica com ela até o fim. Não tem jeito. Não tenho ligado muito para premiações, mas acho que nesse caso todos os prêmios que ela ganhou são mais do que justificados.
Eu gosto do Shyamalan. Acho que no geral ele tem sempre boas ideias e infelizmente de uns tempos pra cá vem pecando na execução da maior parte delas, mas também acho que o povo exagera ao taxá-lo de ruim. "Tempo" é mais um desses exemplos.
A meu ver, só por entregar uma ideia original ele já merece uns bons pontos. O desenvolvimento tem seus altos e baixos, é verdade. As sub tramas não servem de muito, já que não contribuem para a trama andar nem para aprofundar personagens, deixando-os sempre no raso. A longa duração do filme, o cenário repetitivo e o vai e vem desnecessário não ajudam na fluidez e acho que dá para dizer que o mais interessante do filme está no início, mas mesmo esse interessante passa muito rápido (trocadilho não intencional).
Gosto que os filmes dele tenham essa pegada de episódios contemporâneos de The Twilight Zone, mas isso acaba sendo quase sempre um tiro no próprio pé, já que a gente sempre fica esperando pelo twist. Por outro lado, eu também gosto quando ele acredita no próprio absurdo e deixa ele falar por si, abrindo mão de maiores explicações. Nos filmes dele sempre tive a sensação de que o menos era mais. Aqui, por exemplo, não vi a necessidade de ser tão expositivo com explicações científicas. Acho que o mistério teria feito bem à experiência de assistir ao filme e talvez fizesse bem até ao próprio roteiro. Talvez instigasse mais o espectador se o absurdo gerasse mais perguntas e ao invés de dar todas as respostas de bandeja apenas as sugerisse, quem sabe.
Eu demorei para ver esse filme devido às críticas ferrenhas e pesadas na época do lançamento e acabei cedendo agora mais por ter fácil acesso ao streaming do que por estar realmente animado para ver, mas nada como tirar suas próprias conclusões. É uma experiência válida, tem uma ideia bacana e um desenvolvimento com seus altos e baixos, mas assistir será no mínimo divertido, seja pelos absurdos em tela e/ou pelo exercício imaginativo de se colocar naquela situação junto dos personagens.
A temática é interessante, o roteiro às vezes derrapa no melodramático com falas e discursos que soam vazios e a direção não tem nada de extraordinária, só é ok e apesar disso o filme ainda se sustenta bem.
Acho que se o documentário fosse menos "engessado" seria mais interessante. Seria legal, por exemplo, se o irmão que é mais cético em relação a tudo tivesse dado as caras antes e o documentário revezasse um pouco com quem acredita e um pouco com quem acha que aquilo era só um teatro, acho que o espectador ficaria mais intrigado buscando pistas e levando mais em conta os relatos. Eu gosto também do quanto Ed e Lorraine Warren se tornaram figuras controversas, com pessoas que os defendem e pessoas que não poderiam desdenhar mais de ambos. Isso por si só também já valeria um documentário interessante - se imparcial.
Da minha parte acho que essa história toda apesar de interessante é um teatro, E sobre o "diabo no tribunal", isso é meio que bait, né. O caso nem chega a se desenrolar com essa defesa, o juiz proíbe o uso dela assim que o julgamento tem início. Mas confesso que, apesar de não ser nem um pouco religioso, acho sim hipocrisia que o tribunal faça você jurar em nome de Deus quando em julgamento, mas não reconheça a existência do diabo.
Da forma que a narrativa foi construída também não consegui deixar de pensar que a família parecia ter ficado muito mais reticente sobre não ter ganhado dinheiro com o caso, com aparições em talk-shows e livros sobre o ocorrido do que por terem sido assolados por uma entidade demoníaca.
Ainda assim acho que vale a assistida, principalmente se você gosta de filmes de terror (como os próprios filmes do Invocaverso), vida dos Warren, casos sobrenaturais e afins. No geral acaba sendo como qualquer caso que acaba se tornando grande na mídia, muita gente vai ficar chocada acreditando em tudo e muita gente vai achar que é só teatro. Não foi diferente com Amityville, com o poltergeist de Enfield e tantos outros que tiveram grande cobertura midiática.
É um filme interessante. Tem uma proposta bacana e pelo que andei lendo tem até alguns subtextos que ainda se fazem necessários nos dias de hoje (tem um vídeo do Sociocrônica bem interessante sobre isso no YouTube que recomendo bastante) e o visual noventista do filme é um elemento que acaba agregando à atmosfera, dando um ar de que o enredo poderia muito bem ter sido baseado num livro do Stephen King.
Agora, referente ao roteiro: ele tem umas coisas que a meu ver são bem bobas. Parece que vai desenvolver bem algumas personagens, dando camadas a elas e de repente cai num maniqueísmo bem esdrúxulo que joga o que vinha sendo desenvolvido até então pela janela. Depois de uma hora de filme quem é bonzinho é realmente bom e quem é malvado é realmente mal e salve-se quem puder.
Não acho que a Sarah seja assim tão terrível, quanto vi tanta gente dizendo. Só acho que num dado momento ela cai nessa armadilha de roteiro e é empurrada até o extremo dessa necessidade de tê-la como a grande mocinha da história para validar a maldade exacerbada das outras, enquanto isso as outras ficam sendo as grandes vilãs da história às custas da bondade exacerbada da Sarah.
Algo que o roteiro faz que eu gosto bastante é que apesar de tudo ele ainda consegue ser contido, apesar da temática. Imagino que limitação técnica da época ou talvez orçamentária, não sei, tenha algo a ver com isso, já que o pouco que temos de magia na tela são uns efeitos que não envelheceram lá muito bem e até mesmo isso acaba se tornando um charme.
O que eu mais curti é que, canonicamente, é o único filme que se preocupa em mostrar que existe um elo entre os personagens dos jogos - além dos files que são encontrados durante os próprios jogos, claro. A gente até vê um pouco disso em outras animações, mas acho que sempre fica no óbvio, e com a Capcom sempre puxando sardinha para o Leon e Chris, mas principalmente para o Leon.
Já a Claire interagindo com a Jill e a com a Rebecca, por exemplo, é muito bacana. É meio óbvio que elas já se conhecessem "off camera", mas soa como novidade. Fora que, apesar de filler, é o único material mainstream que conseguimos ver a quantas andam os personagens depois de RE6, já que em RE7 e 8 o foco é nos Winters e o único personagem clássico de que temos algum vislumbre nesses dois últimos jogos é o Chris.
Ter a Jill de volta é muito bom. Ela fazia muita falta e espero poder vê-la de novo em RE9 e, de preferência, sendo bem utilizada. Por favor, Capcom, não nos decepcione.
Minha animação preferida ainda é Degeneração, mas essa vem logo em seguida. Gostei bastante.
Demora um pouco a pegar o ritmo, mas quando pega fica interessante. Longe de ser uma obra-prima cinematográfica, mas é mais original que muito filme de terror recente que vem sendo lançado. A fotografia é bem bonita também.
Quando a gente gosta muito de um gênero tende a ficar saturado e se não está saturado as surpresas são cada vez mais raras, mas quando algo surpreende é porque você realmente foi pego desprevenido. Eu já adorava a filmografia do James Wan até aqui, agora então confio no cara plenamente, hahaha.
Eu acho que entendo quem não gostou, de verdade, vai de 8 a 80 rápido demais, mas eu amo uma boa trasheira e principalmente uma tão bem dirigida, haha.
O filme é uma oportunidade perdida para preencher lacunas que Marble Hornets deixou em aberto. Eu imagino que os criadores da web-série não tinham intenção de explicar absolutamente tudo, mas mesmo assim... ter uma explicação ou outra não faria mal algum. Poderiam até mesmo fazer algo simples para associar a trama do filme ao que foi visto na web-série e dar uma expandida no que já havia sido apresentado antes. Em alguns momentos o Slender (ou Operador, como preferir) chega até a destoar do Slender da web-série.
Pelos comentários aqui do Filmow eu não entendi se o pessoal assistiu ao filme sabendo se tratar de um spin-off da web-série ou não, mas seja como for: se você só assistiu sem saber do que se trata, o filme é um spin-off de Marble Hornets, que por sua vez é uma web-série de terror que tem três temporadas. Um canal brasileiro chamado Inútil Erudita legendou todas as entradas em PT-BR e, bem... a meu ver vale bem mais a pena do que o filme que, a meu ver, infelizmente, é bem dispensável.
Na trama da web-série um estudante de cinema, Alex Kralie, abandona subitamente a direção do seu filme (que se chamaria Marble Hornets) e algum tempo depois, Jay, seu amigo de faculdade de cinema, questiona o motivo de ele ter abandonado o projeto e Alex entrega a ele as fitas do que já tinha sido filmado e diz a Jay para queimá-las depois de assistir. Jay então começa assistir a essas gravações e percebe que o amigo vinha sendo perseguido por uma criatura alta e sem rosto e com o passar do tempo ele mesmo passa a ser vítima dessas perseguições.
E, como já comentei acima, vale bem mais a pena do que esse filme.
Acho que para qualquer um que cresceu nos anos 90 ou pelo menos para a grande maioria, Jurassic Park tem um grande valor sentimental e a meu ver as sequências (principalmente as da primeira trilogia) pegaram carona no carinho que a grande massa sente pelo primeiro filme, que a meu ver é irretocável. O Mundo Perdido e Jurassic Park III tem seus problemas, mas são divertidos. E, bem... acho que a nova trilogia, Jurassic World, até começou bem. Eu gosto do primeiro filme, ele consegue ser nostálgico e novo ao mesmo tempo, tenho problemas com Reino Ameaçado, mas amo os debates que ele incita, agora Domínio? Domínio eu não conseguiria defender nem que tentasse.
Ele não é de todo ruim, mas peca no que deveria ser o triunfo de qualquer filme bem elaborado: o roteiro. Não existe um norte a ser seguido narrativamente falando. São diversas ideias com um desenvolvimento muito raso, personagens muito queridos retornando somente para serem mal utilizados – eu cheguei a ficar com dó da Laura Dern, do Sam Neill e do Jeff Goldblum em certos momentos, sério. Eles estavam ganhando milhões para reprisar esses papéis e eu ainda consegui sentir dó deles.
Os personagens da Bryce Dallas Howard e do Chris Pratt não poderiam ter um arco mais preguiçoso do que tiveram e assim... o arco até tem coerência com a trama de Jurassic Park de um modo geral, não chega a destoar, mas não se sustenta da maneira rasa como foi apresentada, principalmente por se tratar do encerramento da trilogia (ainda que esse novelão tenha começado no final do filme anterior). Nada soa conclusivo, somente como um novo capítulo (que em vários momentos ainda consegue ter cara de filler). A quantidade de coincidências de roteiro chega a assustar, sério. E nem vou falar do vilão mequetrefe e vergonha alheia do filme, só vou dizer que eu nem lembrava que ele já tinha aparecido na franquia antes e durante o filme todo não lembrei, só depois, conversando com um amigo.
E das sequências de ação a meu ver pouquíssimas se salvam. Eu consigo lembrar de cabeça de ter gostado somente da perseguição com motos que apesar de ser uma zona pelo menos empolga e também gosto da tensão criada com a Claire e o dino cego. Seria bem melhor se o trailer já não tivesse entregado tudo né, mas fazer o que? Quando vi o pessoal massacrando o filme eu pensei: “não pode ser tão ruim, muita gente falou mal de Reino Ameaçado e eu até que gosto de Reino Ameaçado”, mas o filme realmente é bem meia-boca. Fiquei bem decepcionado.
E sobre a tal versão estendida, que parece que já foi confirmada pelo diretor, olha... queria ser otimista ao ponto de achar que dez ou quinze minutos de cenas adicionais poderiam consertar a bagunça que foi esse filme. Queria mesmo. Dou o benefício da dúvida se nessas cenas tiverem mais cenas com dinossauros, aí eu até ficaria um pouquinho mais animado. Um pouquinho.
Se tem algo que a polarização de opiniões a respeito de algo me trouxe de bom é a quebra de expectativas que normalmente ocorre, principalmente quando a grande massa odeia um filme: eu acabo indo assistir com uma expectativa tão baixa, mas tão baixa, que quase sempre sou surpreendido positivamente, rs. O oposto também ocorre. De tanto ouvir ou ler que algo é tão maravilhoso acabo indo com muita sede ao pote e me decepcionando. Nesse segundo caso é frustrante, mas no primeiro quase sempre fico feliz.
Li tanta groselha do filme que acabei gostando bastante. Está longe de ser um filme perfeito, mas me diverti tanto! Todas aquelas piadas foram um exagero? Foram sim. O Waititi perdeu a mão em algum momento, mas ainda assim não consegui me conter em boa parte delas, fossem nas piadas mais elaboradas ou simplesmente nas mais pastelonas: eu acabava rindo.
E para ser honesto fico um pouco confuso com essas críticas massivas às piadas do filme justamente por ter visto tanta gente que elogiou Ragnarok descendo a lenha agora em Love and Thunder. Se o filme anterior foi quase um stand-up e estava sendo copiosamente elogiado o que é que essas pessoas estavam esperando? Não é o que ocorre normalmente em sequências: aumentam o que foi bem recebido no anterior? Acho estranho e no mínimo contraditório.
As cenas de ação são divertidas, tem sequências bastante criativas. Chris Hemsworth tem carisma pra dar e vender. Acho que o roteiro soube dividir bem o protagonismo dele com Natalie Portman e a Tessa Thompson - que a meu ver são o triunfo do filme. O Christian Bale tá lá e... seu personagem até tem presença, mas o roteiro deu uma pecada no desenvolvimento e ficou no raso, embora o ator exiba um desempenho de quem nadou fundo (faz sentido?). A trilha sonora deixa as sequências muito mais empolgantes. O Waititi comprou toda a discografia do Guns? haha
Quanto às críticas de o diretor ter "estragado" duas das maiores HQs do Thor... esse argumento ainda é válido? Parece até que as obras originais deixaram de existir após o lançamento do filme...
O documentário não acrescenta tantas informações ao que já era sabido dos últimos dias de Marilyn e, honestamente, acho bastante difícil que a essa altura do campeonato algo possa lançar algum tipo de luz sobre o tópico. Toda vez que surge um documentário focado especificamente no fim da vida dela e quão misteriosas são as circunstâncias da sua morte eu já vou com um pé atrás.
Sobre o documentário em si, acho que se tivessem sido mais objetivos, contextualizando por mais breve que fosse quem eram aquelas pessoas cujos trechos das entrevistas estávamos ouvindo ao invés de só o nome e a função/ocupação na indústria ou quem era quem na vida da própria Marilyn, talvez os trechos ouvidos tivessem até mais impacto. Fora que alguns deles são tão breves, mas tão breves que nem de trecho dá pra chamar direito. Seria mais sincero chamar de fragmento.
E por fim aquelas atuações... não acho que tenha feito toda a diferença do mundo, mas me tirava a atenção acho que pela mera banalidade da situação - às vezes pelo ator não combinar com a voz, a boca não estar sincronizada direito com o áudio, enfim... Sei que às vezes eu precisava voltar alguns segundos para ouvir de novo/ler a legenda que era o que realmente importava.
De resto, infelizmente é chover no molhado. Sou da opinião que se tudo o que tinha que ser dito sobre a morte dela já foi dito e que se nada de novo vai ser acrescentado para quê exatamente continuar dizendo as mesmas coisas? Teria gostado muito mais de um documentário esmiuçando a vida dela, por exemplo, dando ênfase nos filmes e em momentos importantes tanto da carreira quanto vida pessoal, impacto que ela causou na indústria, etc., creio que teria sido bem mais proveitoso.
Não é de todo ruim, mas achei que está bastante longe de ser uma boa adaptação. Os últimos quarenta minutos (mais ou menos) são bem mais Uncharted do que todo o restante. Os personagens estão bem descaracterizados - a personalidade do Nathan do Holland não tem quase nada da personalidade do Nathan original. As cenas de ação são bem legais, mas o roteiro é fraco e previsível, embora tenham diversas referências bacanas dos jogos, como por exemplo, o cameo que acontece na cena da praia.
Vale pela Sharon Tate e, honestamente, só por isso. Imagino que tenha tido seu peso na época de lançamento, mas para os dias de hoje está bem datado. E sobre as piadas não funcionarem mais por serem outros tempos, olha... em partes eu concordo, mas tem tantas produções da época, até mesmo televisivas, que o humor, apesar de canastrão/pastelão, funcionam até hoje, então sei lá. Acho meio relativo. Ri uma vez ou outra e, novamente, quase sempre com a personagem da Tate.
Gonjiam: Manicômio Assombrado
3.0 142 Assista AgoraOlha, pro tanto de barulho que certos filmes fazem de tempos em tempos e as alegações de que era um filme verdadeiramente assustador eu devo dizer que foi um filme divertido, nada muito além disso. Sei que o medo é muito subjetivo, mas eu realmente não consigo entender o motivo de tanto barulho.
Terror em Silent Hill: Regresso para o Inferno
1.7 159Assistir de graça foi caro
O Tarô da Morte
2.3 220 Assista AgoraFui sem pretensão nenhuma e me diverti. É bobo, mas é divertidinho. Dá pra passar um tempo legal.
Invocação do Mal 4: O Último Ritual
2.9 475 Assista AgoraEstou escrevendo no calor do momento poucas horas depois de ver o filme e estou empolgado, pois amo essa bagaça de franquia - no bom sentido -, então vamos lá:
O foco do filme aparentemente está no narrativo e o terror me pareceu ter ficado em segundo plano. O filme tem um ritmo lento - o que não me incomodou nem um pouco -, eu estava adorando essa lentidão e o clima de tensão que foi se instalando aos poucos, mas quando os Warren chegam nos Smurl senti que começou a derrapar um pouco e o caso que é um dos mais famosos deles virou algo meio sem pé nem cabeça que no final até meio que faz umas piruetas e acaba se justificando - eu acho.
Senti que em alguns momentos foram lançadas algumas deixas desnecessárias - possíveis spin-offs, talvez? - e que a direção do Michael Chaves aqui, diferente do terceiro, está mais autêntica. Está longe de ser a direção maravilhosa do James Wan - de quem admito, sou extremamente fã (Maligno é uma obra-prima incompreendida, me processe) -, mas gostei por ser mais ele mesmo ao invés de tentar mimetizar o James Wan e falhar, como sinto ter sido o caso do terceiro filme, seja no intento próprio de manter a identidade visual da franquia ou por pressão do estúdio, enfim...
Me importei com os Perron e com os Hodgson, do primeiro e segundo filme respectivamente, no caso do terceiro eu não me importo tanto com a família, mas acho a trama interessante, então funciona para mim ainda que eu não tenha tanta empatia pelos envolvidos, mas no caso dos Smurl tanto fez tanto faz. Nem com o cachorro me importei direito e eu costumo jogar coisas na tevê quando algo acontece com um pet.
Algo que o James Wan costuma fazer com maestria é situar o espectador geograficamente - o que é importante, se tratando de casas mal assombradas - e aqui você nem sabe onde fica o quê, quem divide o quarto com quem, onde os sogros ficam - que se eu não me engano nos documentos do caso era uma espécie de casa geminada -, de repente aparecem uns espaços estranhos, do nada brota um sótão sendo que o que estava sendo explorado até então era um porão assombrado pelo pôster do John Wayne, etc.
Enfim, alguns pontos desnecessários, mas que gostaria de pontuar:
A identidade visual da entidade com o machado lembrar a Valak é um detalhe bem legal.
Annabelle nessa altura da franquia está lá mais por ser mascote da franquia, mas eu ainda gosto da presença dela como apelo narrativo e de ter sido estabelecido que ela tem uma espécie de obsessão (?) pela Judy - que é algo que você vê sendo construído ainda que de maneira involuntária - eu acho - ao longo da franquia.
A sequência dela em CGI fez meu namorado rir, mas eu achei bem legal, então acho que não funciona para todo mundo.
Não sei até que ponto o foco na Judy foi um desserviço, já que embora eu até goste da personagem - simplesmente devido ao Annabelle 3 -, tenha ficado com a impressão de que o arco familiar dá uma volta inteira no intento de justificar esse retorno dos Warren às investigações sendo que o que ocorre ao padre Gordon, por exemplo, a meu ver, seria muito mais plausível para fazê-los voltar a ativa por si só. Isso pouparia tempo de tela para desenvolver melhor os Smurl e faria com que você consequentemente se importasse com eles e diminuiria um pouco o drama familiar - que, convenhamos, foi meio excessivo.
Por fim: achei um filme de terror mediano, porém uma boa despedida para uma franquia pela qual tenho muito apreço - então, novamente, sou meio suspeito. Não acho que seja o final definitivo para esse universo, mas acho que marca o fim da Vera Farmiga e do Patrick Wilson - que tem uma química fora do comum - como esses dois personagens e que foram, assim como o fator James Wan, engrenagens essenciais para que tudo funcionasse tão bem. Vou sentir falta e decididamente vou revisitar os Warren vez ou outra.
Jurassic World: Recomeço
2.7 460 Assista AgoraJurassic Park é uma das minhas franquias preferidas da vida, amo o primeiro filme incondicionalmente, e embora a franquia como um todo tenha suas derrapadas sempre consigo me divertir - com exceção de Domínio, que acho tenebroso. No caso de Recomeço o argumento é fraco, tentar justificar a correria que é a espinha dorsal em todo filme da franquia está cada vez mais difícil e o cansaço de roteiro é evidente, mas só por saber ao menos ser um filme divertido me ganhou. Eu fui com expectativas tão baixas que deve ter sido o que me salvou. Gosto da algumas sutilezas referenciando filmes anteriores, fiquei feliz com a renovação de elenco, os personagens não são lá grande coisa, mas eles ficam sim um pouquinho mais carismáticos e desenvoltos conforme o filme avança. O lance da modificação genética e dinossauros convivendo com humanos até poderia render histórias interessantes - e é compreensível que tentem ir por esse caminho, justamente na tentativa de se salvar desse cansaço evidente -, mas a longo prazo acabaram por ser dois tiros bem dados nos próprios pés. Nesse ritmo teremos kaijus caminhando pela cidade e spin-offs com Godzilla e o Kong nos próximos filmes.
Pokémon, O Filme 2: O Poder de Um
3.5 243Eu sei que pra reassistir a um filme nostálgico é bom tentar vestir a carapuça de criança novamente, mas enquanto o primeiro filme consegue continuar sendo tocante ano após ano, este segundo filme envelheceu de uma forma não muito boa. Ele ainda é bonito e divertido, mas fica bem distante do apelo que o primeiro filme conseguiu trazer. Me lembrava dele sendo bem melhor do que realmente é.
O Amor Não Tira Férias
3.7 1,5K Assista AgoraJá perdi as contas de quantas vezes eu assisti, mas amo esse filme com todas as minhas forças e tenho vontade de pôr ele num potinho e guardar pra sempre.
Matador de Aluguel
3.1 346 Assista AgoraPreguiça desse povo que acha que todo filme precisa ser uma obra-prima.
O filme é bobo, mas é divertido. Ele é brega em alguns momentos, tem algumas piadinhas canastronas que dentro do contexto do filme viram um charme e acabam dando personalidade a ele. Não vi o original, mas fiquei curioso. Logo devo correr atrás.
Godzilla e Kong: O Novo Império
3.0 317 Assista AgoraNem todo filme do Godzilla vai ser um comentário social. E a reclamação do Godzilla "mocinho" é bem infundada. Os próprios japoneses já trataram o Godzilla como good guy que salva o dia - e isso bem mais de uma vez.
O filme é despretensioso e divertido. Aquele filme pipoca pra esquecer da vida. O visual dos monstros, principalmente do Godzilla e do Kong está muito bacana. As cenas com a Mothra também são muito bonitas.
Tem CGI à beça, mas diferente de alguns dos filmes - até mesmo do próprio MonsterVerse - ele parece ter sido melhor empregado. As cenas de luta estão, pelo menos na minha opinião, muito mais empolgantes que nos anteriores.
O núcleo humano é ok, gosto muito da Rebecca Hall e do Dan Stevens, o Brian Tyree Henry também é bem carismático e é aquela coisa: interpretam personagens que seguem à risca a cartilha de personagens que costumam estar nesse tipo de filme. Nada de novo.
Saí satisfeito do cinema. Me diverti bastante. Acho que entendo quem não gostou, embora eu não entenda especificamente a crítica ao estilo sendo que esse é o quinto dessa franquia. Tipo, tem outros quatro filmes antes e mais um seriado spin-off, então... sei lá.
Pobres Criaturas
4.1 1,3K Assista AgoraNão vi tudo do diretor ainda, mas fui com uma expectativa relativamente alta por gostar dos trabalhos prévios dele e também da maior parte dos atores envolvidos, principalmente do Willem Dafoe e da Emma Stone. E não acho que seja um filme ruim, só acho que ele dura mais do que o necessário e tenta ser profundo e filosófico sem ter material o suficiente pra se sustentar por tanto tempo.
Eu gosto do Mark Ruffalo, mas achei ele sofrível aqui. Não curti ele no papel, menos ainda sua personagem e não vi nada de extraordinário no trabalho dele. Mesmo. E o que achei mais curioso é que o filme me soou muito mais interessante nas partes amenas, em que tentava ser menos chocante e mais poético (acho que dá pra dizer isso), como as cenas em Londres em que a Bella estava com o Godwin e o Max, por exemplo ou até com os dois amigos que ela faz no navio.
Não entendi a necessidade da narrativa dar tanta ênfase em sexo. Acho que faz sentido que haja esse teor sexual, principalmente em relação a alguém que está se descobrindo da forma quase homérica como a Bella está, mas chegou num ponto em que eu achei que já era exagero e muito mais para chocar do que por ter algo a acrescentar.
O visual do filme é muito bonito, essa vibe steampunk casou de forma muito legal com esse mundo criado pelo diretor. Todos aqueles animais bizarros que aparecem aqui e ali, quase saídos de um País das Maravilhas distorcido também acabam sendo só um detalhe, mas casa com o absurdo e dá uma noção da maluquice do Godwin.
E a Emma Stone... tem nem o que falar. Ela não deixa a peteca cair por um segundo sequer. Você compra a ideia dessa personagem bizarra e híbrida que ela te vende e fica com ela até o fim. Não tem jeito. Não tenho ligado muito para premiações, mas acho que nesse caso todos os prêmios que ela ganhou são mais do que justificados.
Tempo
3.1 1,2K Assista AgoraEu gosto do Shyamalan. Acho que no geral ele tem sempre boas ideias e infelizmente de uns tempos pra cá vem pecando na execução da maior parte delas, mas também acho que o povo exagera ao taxá-lo de ruim. "Tempo" é mais um desses exemplos.
A meu ver, só por entregar uma ideia original ele já merece uns bons pontos. O desenvolvimento tem seus altos e baixos, é verdade. As sub tramas não servem de muito, já que não contribuem para a trama andar nem para aprofundar personagens, deixando-os sempre no raso. A longa duração do filme, o cenário repetitivo e o vai e vem desnecessário não ajudam na fluidez e acho que dá para dizer que o mais interessante do filme está no início, mas mesmo esse interessante passa muito rápido (trocadilho não intencional).
Gosto que os filmes dele tenham essa pegada de episódios contemporâneos de The Twilight Zone, mas isso acaba sendo quase sempre um tiro no próprio pé, já que a gente sempre fica esperando pelo twist. Por outro lado, eu também gosto quando ele acredita no próprio absurdo e deixa ele falar por si, abrindo mão de maiores explicações. Nos filmes dele sempre tive a sensação de que o menos era mais. Aqui, por exemplo, não vi a necessidade de ser tão expositivo com explicações científicas. Acho que o mistério teria feito bem à experiência de assistir ao filme e talvez fizesse bem até ao próprio roteiro. Talvez instigasse mais o espectador se o absurdo gerasse mais perguntas e ao invés de dar todas as respostas de bandeja apenas as sugerisse, quem sabe.
Eu demorei para ver esse filme devido às críticas ferrenhas e pesadas na época do lançamento e acabei cedendo agora mais por ter fácil acesso ao streaming do que por estar realmente animado para ver, mas nada como tirar suas próprias conclusões. É uma experiência válida, tem uma ideia bacana e um desenvolvimento com seus altos e baixos, mas assistir será no mínimo divertido, seja pelos absurdos em tela e/ou pelo exercício imaginativo de se colocar naquela situação junto dos personagens.
Terra Selvagem
3.8 625 Assista AgoraA temática é interessante, o roteiro às vezes derrapa no melodramático com falas e discursos que soam vazios e a direção não tem nada de extraordinária, só é ok e apesar disso o filme ainda se sustenta bem.
O Diabo no Tribunal
2.8 58 Assista AgoraAcho que se o documentário fosse menos "engessado" seria mais interessante. Seria legal, por exemplo, se o irmão que é mais cético em relação a tudo tivesse dado as caras antes e o documentário revezasse um pouco com quem acredita e um pouco com quem acha que aquilo era só um teatro, acho que o espectador ficaria mais intrigado buscando pistas e levando mais em conta os relatos. Eu gosto também do quanto Ed e Lorraine Warren se tornaram figuras controversas, com pessoas que os defendem e pessoas que não poderiam desdenhar mais de ambos. Isso por si só também já valeria um documentário interessante - se imparcial.
Da minha parte acho que essa história toda apesar de interessante é um teatro, E sobre o "diabo no tribunal", isso é meio que bait, né. O caso nem chega a se desenrolar com essa defesa, o juiz proíbe o uso dela assim que o julgamento tem início. Mas confesso que, apesar de não ser nem um pouco religioso, acho sim hipocrisia que o tribunal faça você jurar em nome de Deus quando em julgamento, mas não reconheça a existência do diabo.
Da forma que a narrativa foi construída também não consegui deixar de pensar que a família parecia ter ficado muito mais reticente sobre não ter ganhado dinheiro com o caso, com aparições em talk-shows e livros sobre o ocorrido do que por terem sido assolados por uma entidade demoníaca.
Ainda assim acho que vale a assistida, principalmente se você gosta de filmes de terror (como os próprios filmes do Invocaverso), vida dos Warren, casos sobrenaturais e afins. No geral acaba sendo como qualquer caso que acaba se tornando grande na mídia, muita gente vai ficar chocada acreditando em tudo e muita gente vai achar que é só teatro. Não foi diferente com Amityville, com o poltergeist de Enfield e tantos outros que tiveram grande cobertura midiática.
Jovens Bruxas
3.3 735 Assista AgoraÉ um filme interessante. Tem uma proposta bacana e pelo que andei lendo tem até alguns subtextos que ainda se fazem necessários nos dias de hoje (tem um vídeo do Sociocrônica bem interessante sobre isso no YouTube que recomendo bastante) e o visual noventista do filme é um elemento que acaba agregando à atmosfera, dando um ar de que o enredo poderia muito bem ter sido baseado num livro do Stephen King.
Agora, referente ao roteiro: ele tem umas coisas que a meu ver são bem bobas. Parece que vai desenvolver bem algumas personagens, dando camadas a elas e de repente cai num maniqueísmo bem esdrúxulo que joga o que vinha sendo desenvolvido até então pela janela. Depois de uma hora de filme quem é bonzinho é realmente bom e quem é malvado é realmente mal e salve-se quem puder.
Não acho que a Sarah seja assim tão terrível, quanto vi tanta gente dizendo. Só acho que num dado momento ela cai nessa armadilha de roteiro e é empurrada até o extremo dessa necessidade de tê-la como a grande mocinha da história para validar a maldade exacerbada das outras, enquanto isso as outras ficam sendo as grandes vilãs da história às custas da bondade exacerbada da Sarah.
Algo que o roteiro faz que eu gosto bastante é que apesar de tudo ele ainda consegue ser contido, apesar da temática. Imagino que limitação técnica da época ou talvez orçamentária, não sei, tenha algo a ver com isso, já que o pouco que temos de magia na tela são uns efeitos que não envelheceram lá muito bem e até mesmo isso acaba se tornando um charme.
Resident Evil: A Ilha da Morte
2.9 78 Assista AgoraO que eu mais curti é que, canonicamente, é o único filme que se preocupa em mostrar que existe um elo entre os personagens dos jogos - além dos files que são encontrados durante os próprios jogos, claro. A gente até vê um pouco disso em outras animações, mas acho que sempre fica no óbvio, e com a Capcom sempre puxando sardinha para o Leon e Chris, mas principalmente para o Leon.
Já a Claire interagindo com a Jill e a com a Rebecca, por exemplo, é muito bacana. É meio óbvio que elas já se conhecessem "off camera", mas soa como novidade. Fora que, apesar de filler, é o único material mainstream que conseguimos ver a quantas andam os personagens depois de RE6, já que em RE7 e 8 o foco é nos Winters e o único personagem clássico de que temos algum vislumbre nesses dois últimos jogos é o Chris.
Ter a Jill de volta é muito bom. Ela fazia muita falta e espero poder vê-la de novo em RE9 e, de preferência, sendo bem utilizada. Por favor, Capcom, não nos decepcione.
Minha animação preferida ainda é Degeneração, mas essa vem logo em seguida. Gostei bastante.
Um Clássico Filme de Terror
2.7 429 Assista AgoraDemora um pouco a pegar o ritmo, mas quando pega fica interessante. Longe de ser uma obra-prima cinematográfica, mas é mais original que muito filme de terror recente que vem sendo lançado. A fotografia é bem bonita também.
Maligno
3.2 1,2KEu amo o quão doido esse filme é!
Quando a gente gosta muito de um gênero tende a ficar saturado e se não está saturado as surpresas são cada vez mais raras, mas quando algo surpreende é porque você realmente foi pego desprevenido. Eu já adorava a filmografia do James Wan até aqui, agora então confio no cara plenamente, hahaha.
Eu acho que entendo quem não gostou, de verdade, vai de 8 a 80 rápido demais, mas eu amo uma boa trasheira e principalmente uma tão bem dirigida, haha.
Noites Brutais
3.4 1,2K Assista AgoraNossa, ouvi tanta gente rasgando elogios pra esse filme que acho que fui com muita sede ao pote. Não entendi a hype. Mesmo.
Achei divertido e só.
Sempre de Olho: Uma História Marble Hornet
2.2 56 Assista AgoraO filme é uma oportunidade perdida para preencher lacunas que Marble Hornets deixou em aberto. Eu imagino que os criadores da web-série não tinham intenção de explicar absolutamente tudo, mas mesmo assim... ter uma explicação ou outra não faria mal algum. Poderiam até mesmo fazer algo simples para associar a trama do filme ao que foi visto na web-série e dar uma expandida no que já havia sido apresentado antes. Em alguns momentos o Slender (ou Operador, como preferir) chega até a destoar do Slender da web-série.
Pelos comentários aqui do Filmow eu não entendi se o pessoal assistiu ao filme sabendo se tratar de um spin-off da web-série ou não, mas seja como for: se você só assistiu sem saber do que se trata, o filme é um spin-off de Marble Hornets, que por sua vez é uma web-série de terror que tem três temporadas. Um canal brasileiro chamado Inútil Erudita legendou todas as entradas em PT-BR e, bem... a meu ver vale bem mais a pena do que o filme que, a meu ver, infelizmente, é bem dispensável.
Na trama da web-série um estudante de cinema, Alex Kralie, abandona subitamente a direção do seu filme (que se chamaria Marble Hornets) e algum tempo depois, Jay, seu amigo de faculdade de cinema, questiona o motivo de ele ter abandonado o projeto e Alex entrega a ele as fitas do que já tinha sido filmado e diz a Jay para queimá-las depois de assistir. Jay então começa assistir a essas gravações e percebe que o amigo vinha sendo perseguido por uma criatura alta e sem rosto e com o passar do tempo ele mesmo passa a ser vítima dessas perseguições.
E, como já comentei acima, vale bem mais a pena do que esse filme.
Jurassic World: Domínio
2.8 604 Assista AgoraAcho que para qualquer um que cresceu nos anos 90 ou pelo menos para a grande maioria, Jurassic Park tem um grande valor sentimental e a meu ver as sequências (principalmente as da primeira trilogia) pegaram carona no carinho que a grande massa sente pelo primeiro filme, que a meu ver é irretocável. O Mundo Perdido e Jurassic Park III tem seus problemas, mas são divertidos. E, bem... acho que a nova trilogia, Jurassic World, até começou bem. Eu gosto do primeiro filme, ele consegue ser nostálgico e novo ao mesmo tempo, tenho problemas com Reino Ameaçado, mas amo os debates que ele incita, agora Domínio? Domínio eu não conseguiria defender nem que tentasse.
Ele não é de todo ruim, mas peca no que deveria ser o triunfo de qualquer filme bem elaborado: o roteiro. Não existe um norte a ser seguido narrativamente falando. São diversas ideias com um desenvolvimento muito raso, personagens muito queridos retornando somente para serem mal utilizados – eu cheguei a ficar com dó da Laura Dern, do Sam Neill e do Jeff Goldblum em certos momentos, sério. Eles estavam ganhando milhões para reprisar esses papéis e eu ainda consegui sentir dó deles.
Os personagens da Bryce Dallas Howard e do Chris Pratt não poderiam ter um arco mais preguiçoso do que tiveram e assim... o arco até tem coerência com a trama de Jurassic Park de um modo geral, não chega a destoar, mas não se sustenta da maneira rasa como foi apresentada, principalmente por se tratar do encerramento da trilogia (ainda que esse novelão tenha começado no final do filme anterior). Nada soa conclusivo, somente como um novo capítulo (que em vários momentos ainda consegue ter cara de filler). A quantidade de coincidências de roteiro chega a assustar, sério. E nem vou falar do vilão mequetrefe e vergonha alheia do filme, só vou dizer que eu nem lembrava que ele já tinha aparecido na franquia antes e durante o filme todo não lembrei, só depois, conversando com um amigo.
E das sequências de ação a meu ver pouquíssimas se salvam. Eu consigo lembrar de cabeça de ter gostado somente da perseguição com motos que apesar de ser uma zona pelo menos empolga e também gosto da tensão criada com a Claire e o dino cego. Seria bem melhor se o trailer já não tivesse entregado tudo né, mas fazer o que? Quando vi o pessoal massacrando o filme eu pensei: “não pode ser tão ruim, muita gente falou mal de Reino Ameaçado e eu até que gosto de Reino Ameaçado”, mas o filme realmente é bem meia-boca. Fiquei bem decepcionado.
E sobre a tal versão estendida, que parece que já foi confirmada pelo diretor, olha... queria ser otimista ao ponto de achar que dez ou quinze minutos de cenas adicionais poderiam consertar a bagunça que foi esse filme. Queria mesmo. Dou o benefício da dúvida se nessas cenas tiverem mais cenas com dinossauros, aí eu até ficaria um pouquinho mais animado. Um pouquinho.
Thor: Amor e Trovão
2.9 982 Assista AgoraSe tem algo que a polarização de opiniões a respeito de algo me trouxe de bom é a quebra de expectativas que normalmente ocorre, principalmente quando a grande massa odeia um filme: eu acabo indo assistir com uma expectativa tão baixa, mas tão baixa, que quase sempre sou surpreendido positivamente, rs. O oposto também ocorre. De tanto ouvir ou ler que algo é tão maravilhoso acabo indo com muita sede ao pote e me decepcionando. Nesse segundo caso é frustrante, mas no primeiro quase sempre fico feliz.
Li tanta groselha do filme que acabei gostando bastante. Está longe de ser um filme perfeito, mas me diverti tanto! Todas aquelas piadas foram um exagero? Foram sim. O Waititi perdeu a mão em algum momento, mas ainda assim não consegui me conter em boa parte delas, fossem nas piadas mais elaboradas ou simplesmente nas mais pastelonas: eu acabava rindo.
E para ser honesto fico um pouco confuso com essas críticas massivas às piadas do filme justamente por ter visto tanta gente que elogiou Ragnarok descendo a lenha agora em Love and Thunder. Se o filme anterior foi quase um stand-up e estava sendo copiosamente elogiado o que é que essas pessoas estavam esperando? Não é o que ocorre normalmente em sequências: aumentam o que foi bem recebido no anterior? Acho estranho e no mínimo contraditório.
As cenas de ação são divertidas, tem sequências bastante criativas. Chris Hemsworth tem carisma pra dar e vender. Acho que o roteiro soube dividir bem o protagonismo dele com Natalie Portman e a Tessa Thompson - que a meu ver são o triunfo do filme. O Christian Bale tá lá e... seu personagem até tem presença, mas o roteiro deu uma pecada no desenvolvimento e ficou no raso, embora o ator exiba um desempenho de quem nadou fundo (faz sentido?). A trilha sonora deixa as sequências muito mais empolgantes. O Waititi comprou toda a discografia do Guns? haha
Quanto às críticas de o diretor ter "estragado" duas das maiores HQs do Thor... esse argumento ainda é válido? Parece até que as obras originais deixaram de existir após o lançamento do filme...
O Mistério de Marilyn Monroe: Gravações Inéditas
3.2 70O documentário não acrescenta tantas informações ao que já era sabido dos últimos dias de Marilyn e, honestamente, acho bastante difícil que a essa altura do campeonato algo possa lançar algum tipo de luz sobre o tópico. Toda vez que surge um documentário focado especificamente no fim da vida dela e quão misteriosas são as circunstâncias da sua morte eu já vou com um pé atrás.
Sobre o documentário em si, acho que se tivessem sido mais objetivos, contextualizando por mais breve que fosse quem eram aquelas pessoas cujos trechos das entrevistas estávamos ouvindo ao invés de só o nome e a função/ocupação na indústria ou quem era quem na vida da própria Marilyn, talvez os trechos ouvidos tivessem até mais impacto. Fora que alguns deles são tão breves, mas tão breves que nem de trecho dá pra chamar direito. Seria mais sincero chamar de fragmento.
E por fim aquelas atuações... não acho que tenha feito toda a diferença do mundo, mas me tirava a atenção acho que pela mera banalidade da situação - às vezes pelo ator não combinar com a voz, a boca não estar sincronizada direito com o áudio, enfim... Sei que às vezes eu precisava voltar alguns segundos para ouvir de novo/ler a legenda que era o que realmente importava.
De resto, infelizmente é chover no molhado. Sou da opinião que se tudo o que tinha que ser dito sobre a morte dela já foi dito e que se nada de novo vai ser acrescentado para quê exatamente continuar dizendo as mesmas coisas? Teria gostado muito mais de um documentário esmiuçando a vida dela, por exemplo, dando ênfase nos filmes e em momentos importantes tanto da carreira quanto vida pessoal, impacto que ela causou na indústria, etc., creio que teria sido bem mais proveitoso.
Uncharted: Fora do Mapa
3.1 492 Assista AgoraNão é de todo ruim, mas achei que está bastante longe de ser uma boa adaptação. Os últimos quarenta minutos (mais ou menos) são bem mais Uncharted do que todo o restante. Os personagens estão bem descaracterizados - a personalidade do Nathan do Holland não tem quase nada da personalidade do Nathan original. As cenas de ação são bem legais, mas o roteiro é fraco e previsível, embora tenham diversas referências bacanas dos jogos, como por exemplo, o cameo que acontece na cena da praia.
Arma Secreta contra Matt Helm
3.1 14"Alguém pôs um rio aqui".
Vale pela Sharon Tate e, honestamente, só por isso. Imagino que tenha tido seu peso na época de lançamento, mas para os dias de hoje está bem datado. E sobre as piadas não funcionarem mais por serem outros tempos, olha... em partes eu concordo, mas tem tantas produções da época, até mesmo televisivas, que o humor, apesar de canastrão/pastelão, funcionam até hoje, então sei lá. Acho meio relativo. Ri uma vez ou outra e, novamente, quase sempre com a personagem da Tate.