É um bom filme, mas não tem a alma dos outros. Um filme genérico de hacker/justiceiro vs organização terrorista/máfia russa.
A excelência fica por conta da trilogia original, sueca, e da adaptação para minisérie de 6 episódios também sueca.
A refilmagem hollywoodiana do primeiro filme já havia perdido muito em relação ao original, tanto é que eles resolveram nem refilmar o segundo e o terceiro. Pularam direto para o quarto livro, A Garota na Teia de Aranha, que foi escrito por outro escritor (motivo da perda da "alma" da série).
Assisti sem a menor expectativa e me surpreendi bastante. Prova que um orçamento baixo não é desculpa para roteiro fraco ou, principalmente, desenvolvimento lento e cansativo (aqueles filmes sem assunto).
O filme flui em um ritmo bom e constante, sem enrolações desnecessárias, com direito a um ótimo plano sequência aos 30 min e um final bem interessante.
Ótima atuação de Sierra McCormick. Jake Horowitz está bem, um pouco cansativo nos trejeitos de pessoa com pensamento acelerado.
pensando bem, as pessoas muito aceleradas geralmente são cansativas, então talvez seja a qualidade da sua atuação.
O primordial do filme, ignorado pela maioria, é o tom nostálgico, leve e gentil atribuído a Sharon Tate. Essa é a essência do filme. A sutileza, a beleza com que ele retrata essa personagem icônica que marcou tão tragicamente a cultura norte-americana na década de 60 é de uma delicadeza sublime.
Antes de assistir revelo que tive muito receio do que Tarantino poderia fazer, traumaticamente falando, com a história dessa mulher que desde “The Fearless Vampire Killers (1967)” e “Una su 13 (1969)” se tornou um ídolo pra mim. Ídolo de atriz, de beleza e principalmente como pessoa. Mas a construção do personagem serviu como homenagem à sua memória e o tom Tarantinesco serviu apenas como vingança para os acontecimentos históricos. Assim como o assassinato de Hitler em “Inglourious Basterds (2009).”
Com o tempo o filme vai se apagando da minha memória, mas a imagem alegre e vivaz de Sharon Tate continua viva, e continuará por um bom tempo. Em parte pela bela atuação de Margot Robbie, mas principalmente pela qualidade do roteiro. Esse é o verdadeiro legado do filme.
Ele foi muito feliz no caminho que seguiu, assim como na escolha do elenco. Apenas Polanski foi retratado de uma forma muito caricaturizada, penso eu.
A começar pelo nome. Não dá pra fazer a mínima alusão à série original de 2014. Deveria ter outro nome.
A ideia de usar a Santa Muerte do folclore mexicano ficou muito boa. Também fizeram um contraponto colocando sua irmã, Magda (não conheço a lenda portanto não sei se ela existe), que também ficou interessante, dando mais sentido ao enredo e causando um antagonismo, um balanço na trama.
Agora, onde foram parar todo o misticismo, esoterismo e os personagens históricos que davam o ar, o clima de Penny Dreadful? Eles foram substituídos por clichês atuais do famigerado circuito sensor do politicamente correto. Os monstros, demônios e bruxas foram substituídos por Nazismo, Cultos arrecadadores de dinheiro e o preconceito contra os mexicanos. Lastimável.
Que é que Hitler tem que ver com Los Angeles da década de 30/40 e com Penny Dreadful? O preconceito sofrido pelos mexicanos nos EUA é um tema muito sensível, atual e que merece ser tratado de uma forma criteriosa e ampla. Mas o que isso tem a ver com Penny Dreadful?
A mistureba ficou péssima!
Gosto muito da Natalie Dormer, sua atuação está boa, assim como Daniel Zovatto e Kerry Bishé. Apesar disso não consegui passar do 3º ep.
3 estrelas O filme em si é bom. É uma pena ele perder a oportunidade de acrescentar algo para a saga. Ele não parece fazer parte de algo muito maior. É um filme avulso... "Solo" Analisando por esses termos, ele é muito bem feito, um ótimo entretenimento.
O plano inicial é bom, assim como alguns outros planos durante o filme. Todas as sequencias com trilha sonora foram bem executadas e o enquadramento e movimento de câmera, principalmente dentro do módulo, são bons.
Sophie Thatcher é convincente, talvez a única razão de eu ter assistido até o fim. Damon (Jay Duplass), péssimo e Ezra, interpretado por Pedro Pascal, apesar do ótimo trabalho me causou certo desconforto: Que diabos "Capitão Nascimento" está fazendo no espaço?
O roteiro apresenta um grande problema em não ter criado um amalgama entre o enredo e a parte técnica/artística. Os diálogos são fraquíssimos e o drama se resume a situações de presa vs. caçador. O amadurecimento e reflexões de uma garota que vive isolada em uma base espacial e tem uma relação insubstancial com o pai ficaram só na sinopse. O filme não tem conteúdo.
Parte técnica e artística nota 3,5. Argumento e roteiro nota 1,5.
Ruim. Ótima ideia centra, que transmuta em algo puramente passional e desconectado.
A premissa é excelente... como e quanto a experiência vivida por Lucy seria capaz de alterar seus sentidos e mudar toda a perspectiva pela qual ela enxerga o mundo?
Excelente atuação de Natalie Portman que, com a câmera focada em seu rosto 80% do filme, nos surpreende a cada sorriso, lágrima, decepção e pensamento. Perfeita.
Infelizmente, mais do que em Ad Astra (2019), depois da bela sequência com uma versão de Lucy in the Sky dos Beatles, o filme se perde completamente e já não é mais possível identificar o tema principal. Nada de astronauta, NASA, viagem na órbita da Terra. Nada.
2 estrelas por Natalie Portman, Ellen Burstyn e Jon Hamm.
3,5 estrelas!!! Temporada muito boa, até aqui. (6º ep.)
Antes de tudo é preciso elogiar, e muito, o futuro segundo os criadores da série. Longe da visão megalomaníaca das sci-fi’s dos anos 80 ou da visão apocalíptica das atuais, aqui tudo é maravilhosamente simples e belo. Tudo têm uma função estritamente prática e objetiva, é impecavelmente cristalino. Acho muito próximo do que esperamos do futuro. William cresceu no enredo, deixou de ser um cavaleiro solitário pra fazer parte da trama principal. Só não sabemos qual é o lado "bonzinho" que ele diz que irá seguir. Destaque para Ed Harris, novamente fantástico!!! O auto confronto dele em diferentes idades demonstra tanto a sua grandiosidade como ator como a qualidade do roteiro em expandir a linha do personagem.
Charlotte também tem um desenvolvimento ótimo. Não sei qual versão de si mesma Dolores usou pra dar-lhe vida, deve ser de um passado um tanto distante pois Charlotte não consegue concatenar, nem de longe, o verdadeiro plano do seu “eu” atual, ao mesmo tempo ela mantém sentimentos bastante humanos e a pureza no olhar, ao menos com relação à sua família, que Dolores tinha quando William ainda era jovem. Deslumbrante atuação de Tessa Thompson que não deixa nenhuma ambiguidade no olhar. Quando mente, quando fala a verdade, sempre conseguimos saber o que está pensando. A não ser quando o roteiro pede, como na cena final; ela decidiu se vingar. Mas de quem? Dolores?
Já Dolores, como era de se esperar, finalmente “saiu da Matrix”. Desenvolveu completamente sua capacidade cognitiva e transformou-nos em meros expectadores. Ninguém consegue acompanhar seu raciocínio, por isso ela está sempre alguns passos à frente. Só descobrimos o plano depois que já aconteceu. Evan R. Wood, perfeita.
Caleb Nichols é central, obviamente, mas é preciso conhecer seu passado pra saber sua verdadeira importância. Será ele um anfitrião? Só no último episódio.
Bernard está meio apagado, achei. Também acho que irá ser crucial no final da temporada.
Com relação a Maeve, Thandie Newton é incrível e eu não consigo dizer muita coisa pois tenho dificuldade em escolher entre ela e Dolores. Acho que virei Dolores nessa temporada.
Minhas duas ressalvas:
- Enguerrand Serac é um personagem muito raso. A atuação de Vincent Cassel é bem satisfatória, o problema está na construção do personagem e na sua trajetória. Um menino francês simples e aparentemente pobre, perde absolutamente tudo em uma explosão que acaba com sua cidade natal e com todas as pessoas de sua infância, com exceção do irmão. No decorrer da sua vida ele se transforma em um cientista brilhante, no homem mais rico do mundo e ainda por cima em alguém completamente anônimo. Ficou algo muito pouco crível. (Inserir um personagem central agora, em uma série que havia desenvolvido tão profundamente os seus personagens acabou ficando superficial, corrido...) Suas motivações também são pouco desenvolvidas. Ele simplesmente quer controlar o mundo pra que a tragédia da sua vida nunca mais aconteça? É isso? Sei lá. Não compro essa ideia.
- A mudança na linha narrativa empobreceu a série. Acredito que reclamaram tanto da “complexidade” da 2ª temporada que resolveram dar uma linearizada nessa temporada. A confusão temporal que a narrativa causava era parte da graça da série. Gostava de assistir novamente pra entender todos os detalhes. Nesta isso não será necessário. Já está bem mastigado. Obviamente foi deixado espaço pro “plot twist”, ou não seria algo de um Nolan.
Fantástico!!! Florence Pugh, Emma Watson e Eliza Scanlen ótimas. Laura Dern incrível e Saoirse Ronan ultrapassa qualquer adjetivo. Destaque também para roteiro, andamento e fotografia perfeitos.
Diferente de seus trabalhos como atriz, o filme é bastante sutil e sensível, característica que vai se tornando a marca de Greta Gerwig.
Infelizmente, depois de Lady Bird (2017) e Little Women (2019) começa a ficanr claro que será difícil ver Mrs. Gerwig atuando novamente. Fico muito feliz pelo seu trabalho como diretora, mas sinto falta de personagens como Frances, Lola, Hannah...
Que tristeza. Simplório, superficial e totalmente esquecível.
Como eu havia comentado em Suicide Squad (2016), achei M. Robbie simplesmente incrível. Ela redefiniu o papel, eu sempre irei comparar qualquer Arlequina com a sua interpretação.
Eu acreditava que eles iriam aproveitar essa deixa, somando com a onda de cavaleiro das trevas e Joker que são filmes para adultos, e desenvolver esse potencial enorme que foi deixado no personagem. Daria pra ter feito um filme fodástico. Principalmente com Margot Robbie e Jurnee Smollett-Bell que ficaram bem juntas. Infelizmente isso não aconteceu.
[/spoiler] Logo no início do filme a personagem Arlequina se envolve com uma pré-adolescente que vive de bater carteiras e então o filme roda em cima dessa perspectiva. Infantil, diminuto e irrelevante. [spoiler]
Absolutamente nada é acrescentado na história ou na vida de Arlequina. Totalmente vazio. O filme é pura e simplesmente diversão infantil. Uma pena.
Indignado por estar assistindo só agora. A série é boa, mas Tatiana Maslany é fantástica! Vale cada minuto só por Cosima e Helena. O arco de Alison e Donnie Hendrix, apesar de fantasioso, é muito bom. "mentes perigosas". Jordan Gavaris excelente como Felix.
Fiquei surpreso com a série. Achei realmente boa. O enredo é muito bem desenvolvido, episódios com a trama muito bem amarrada e ritmo perfeito. Pessoalmente eu não gosto de Kéfera Buchmann, mas isso não me impede de enxergar a qualidade da sua interpretação em Miriam, que ficou ótima. Victor Lamoglia também ótimo, transmite bem o sentimento de Uli e a identificação com o personagem é imediata. Nunca tinha assistido a nada com Kéfera ou Victor, então fica difícil analizar mais profundamente. Já Julia Rabelo, essa está sempre ótima. O personagem é a cara dela. Hilário!
uma pena ter sido cancelada... com certeza tinha potencial pra mais episódios.
Fraquíssimo!!! Passa longe dos outros. (e olha que os outros nem são tão bons)
Não mereçendo maiores avaliações, registro minha tristeza por K. Stewart. Torço muito por essa atriz, acho que ela é subestimada. Espero uma ótima atuação em algum filme de grande público pra mudar sua imagem. Ela sofre do terrível mal de pegar papéis rasos com diretores fracos.
Se acaso interessar: Adventureland (2009) - Greg Mottola The Runaways (2010) - Floria Sigismondi The Clouds of Sils Maria (2014) - Olivier Assayas
Esteticamente o filme é exuberante e muito bem produzido. James Gray consegue criar uma atmosfera bastante singular e transforma uma fotografia comum, a ambientação espacial, em algo novo, particular e belo. Foge do convencional.
O filme também revela um futuro colonizatório bastante plausível e real. Toda a mecânica comercial, a presença do Subway na base lunar é bastante interessante e reflete nossa ganância por comércio e colonização.
Já no quesito principal, a introspecção causada pelo isolamento e solidão e toda a carga reflexiva e existencial que isso gera, ele deixa muito a desejar. O personagem Roy McBride fala de maneira bastante fria e mecânica, ele ainda tem esse mesmo maneirismo para expressar e lidar com seus sentimentos. Isso acaba gerando um afastamento entre ele e o espectador, tornando difícil a identificação e quase impossível a cumplicidade entre ele e o público.
Os papéis têm potencial, mas são trabalhados de forma muito rasa, isso causa atuações leves que deixam o filme frio, superficial e vazio.
Um prazer assistir a ótima atuação de Christopher Plummer, mais uma vez, e Chris Evans que realmente se sai muito bem. Mesmo que o deboche e sarcasmo do personagem tenha ficado um pouco caricato, lembrando o Tocha de Quarteto Fantástico, não desbota sua ótima atuação. Destaque também para as atuações de Jamie Lee Curtis e Toni Collette, esta sempre ótima. Daniel Craig, de quem não sou muito fã, admito, ficou excelente nessa mistura de Shrlock Holmes com algo saído de um livro de Agatha Christie. Aliás, o filme em si acho que serve como grande homenagem à escritora inglesa. A cereja do bolo fica por conta da deslumbrante atuação de Ana de Armas, que é o coração do filme. Essa garota ainda vai surpreender muito! (espero com certeza)
O enredo do filme é extremamente bem desenvolvido, ele flui redondíssimo e, apesar de mais de duas horas, passa rapidinho. Cenário e ambientação impecável, narrativa e plano de câmera excelentes. A saturação e brilho das cores, tudo é excelente, servindo como obra de arte.
A única coisa que me decepcionou um pouco, talvez, tenha sido o primeiro interrogatório da Marta já com meia hora de filme. O que desvenda muito do caso. Tira o filme da categoria Mistério. A partir daí fica telegrafado que o filme deverá ter um plot twist para um final satisfatório. Rian Johnson poderia ter usado algum artifício pra prorrogar o primeiro interrogatório, ou pra impedir que todo o "filme" do ocorrido passasse na lembrança de Marta no início do filme. De qualquer forma, não desmerece as ótimas atuações e o excelente trabalho artístico.
p.s. também percebi a crítica à generalizada "xenofobia americana" mencionada por Mauro Correa em seu comentário. Não considero exatamente uma xenofobia pois ninguém tem ódio da Marta. Aliás, no primeiro interrogatório, todos tem apenas carinho e admiração pela ótima cuidadora do pai. Ao mesmo tempo ninguém sabe ao certo de onde ela veio. Fica mais na conta da ignorância ufânica de muitos americanos. Pra eles só existe a "América" do Norte e alguns poucos países da Europa. A América Latina e o resto é tudo a "mesma coisa". É pura ignorância mesmo.
Eis que depois de Climax eu resolvi assistir a mais esse "ensaio"... acho que estou desistindo de Gaspar Noé...
[spoiler][/spoiler] Passado o ataque epilético dos créditos iniciais, o filme segue muito bem na primeira meia-hora. O jogo de luz/sombra, o plano de câmera e a ambientação são excelentes pra proposta do filme. Mas então o personagem Oscar morre e a coisa fica feia. Supostamente sua alma começa a vagar por uma decadente cidade de Tóquio, quando então ele começa a ver e ouvir coisas e pessoas que aparentemente explicariam algumas coisas... só aparentemente mesmo.
Uma longíssima hora se passa depois da sua morte e você continua vagando pelos tais estágios tibetanos da morte, então você se dá conta que ainda tem mais de 1 hora de filme pela frente. É realmente apavorante!!!
Ao passar das mais de 2:40hr de filme lembro que comecei a pensar que provavelmente ele não tenha morrido. Talvez ele teve uma bad muito, muito bad mesmo e tudo não passou de uma viagem. Vai saber.
Se alguém quiser conhecer melhor o diretor, eu sigiro: Climax e logo em seguida Enter the Void.
p.s. antes não esqueça de comprar uma caixa de Dramin, uma de Plasil e duas de Motiridona. Náusea na certa...
Brincadeiras à parte, tem bom valor técnico e serve para estudo de plano de câmera. Mas o roteiro e desenvolvimento eu sinceramente achei péssimo.
O filme em si nem merece grande comentário. É péssimo.
Grande decepção foi ver, eu que sempre achei bastante razoáveis e ponderadas as médias no filmow, esse filme ficar com uma média maior que High Rise (2015). É simplesmente risível. Não que esse outro seja ótimo, longe disso. Ele tem lá seus problemas.
O fato é que a ideia central é e x a t a m e n t e a mesma, só que em High Rise ela é muito mais plausível e melhor executada.
Não dá pra se quer conjecturar a necessidade daquela geringonça ter que ficar vagando eternamente, no deserto gélido e moribundo do apocalipse humano, correndo um risco descabido toda vez que passa por um desfiladeiro ou coisa parecida, já que não existe absolutamente perigo nenhum lá fora, a não ser o frio (e o próprio fato daquela coisa ficar correndo mundo afora). E a carne então, no "vagão açougue"? Que é aquilo? De onde vem? Nem as baratas da geleca que a "3ª classe" come se explica de onde vem. Simplesmente Nonsense. Ah! Daí tem os "muleque" de 5 anos que precisam ficar passando graxa nas engrenagens do trambolho. Cara, é péssimo! Chega a ser hilário.
É a mesma ideia central de High Rise, só que a geringonça onde eles precisam ficar é horizontal e fica "dando voltas no planeta... Mano?! E em altíssima velocidade? É muito sem noção!" Já o personagem do protagonista tenta pintá-lo de Neo, que no final descobre que seu papel já estava escrito, é recorrente e só serve para exterminar a classe baixa pra recomeçar tudo do zero. Reestabelecer o equilíbrio.
Enfim, não é porque eu goste da ideia de uma futura luta de classes e ache que o mundo se encaminha para algo parecido que irei deixar de analisar o filme como simplesmente um... filme. Uma estrela e meia pelas atuações de Kang-ho Song e Chris Evans. Nem Ed Harris e Tilda Swinton se salvam em seus papéis. O personagem dela me fez lembrar um fantoche nas mãos do titereiro Terry Gilliam em The Imaginarium of Doctor Parnassus (2009). Só que sem graça.
A alegoria usada por NWR é bastante simples. No mundo da moda as pessoas "comem" umas as outras para permanecerem no topo. O roteiro, na verdade, é só isso. Usando de uma analogia "ao pé da letra" no quesito comerem umas as outras.
Agora esteticamente, o filme é lindo. A fotografia, o movimento de câmera, saturação de cor, toda a parte artística é sublime. Essa é uma característica de Refn. O filme me pegou pelo primeiro plano, que é sensacional, e pela ótima interpretação da Elle Fanning, que é um instrumento com poucas notas digamos assim, tem pouco recurso emocional, mas ficou excelente como menina tímida e bobinha do interior.
Analisando em termos de NWR, não chegou em Drive (2011) mas é melhor que Only God Forgives (2013)
É um clássico Coming of Age (amadurecimento juvenil). Mas tudo nele é um pouco diferente, melhor. É mais sensível, mais intenso, mais colorido e mais... único. Pra quem acompanha o trabalho de Greta Gerwig sabe de onde esse ponto acima da média vem. Pra quem ainda não a conhece, corra assistir: Hannah Takes the Stairs (2007) e principalmente Frances Ha (2012) Lola Versus (2012)
Nossa, que viagem. Já tentei analisar de todas as formas possíveis, procurei encontrar algum sentido e nada. A única linha que consegui seguir foi a de uma obra totalmente experimental. E pra mim, assim funcionou.
Quem é fã de Lynch sabe que ele próprio cria trilhas sonoras, efeitos de iluminação e outros para seus filmes. Acho que aqui, mais do que qualquer coisa, ele tentou criar uma atmosfera totalmente nonsense ao ponto de vc não se preocupar mais com os diálogos. Já que eles não fazem sentido absolutamente nenhum, você passa a experimentar apenas a iluminação, as sombras, a entonação dos atores e o som. Com apenas isso ele consegue extrair do expectador todo o sentimento que ele pretendia. Acho que é 100% experimental mesmo.
Agora entender onde Rabbits encaixa em Inland Empire é outra história.
Millennium: A Garota na Teia de Aranha
3.1 312 Assista AgoraÉ um bom filme, mas não tem a alma dos outros.
Um filme genérico de hacker/justiceiro vs organização terrorista/máfia russa.
A excelência fica por conta da trilogia original, sueca, e da adaptação para minisérie de 6 episódios também sueca.
A refilmagem hollywoodiana do primeiro filme já havia perdido muito em relação ao original, tanto é que eles resolveram nem refilmar o segundo e o terceiro. Pularam direto para o quarto livro, A Garota na Teia de Aranha, que foi escrito por outro escritor (motivo da perda da "alma" da série).
A Vastidão da Noite
3.5 582Assisti sem a menor expectativa e me surpreendi bastante.
Prova que um orçamento baixo não é desculpa para roteiro fraco ou, principalmente, desenvolvimento lento e cansativo (aqueles filmes sem assunto).
O filme flui em um ritmo bom e constante, sem enrolações desnecessárias, com direito a um ótimo plano sequência aos 30 min e um final bem interessante.
Ótima atuação de Sierra McCormick.
Jake Horowitz está bem, um pouco cansativo nos trejeitos de pessoa com pensamento acelerado.
pensando bem, as pessoas muito aceleradas geralmente são cansativas, então talvez seja a qualidade da sua atuação.
Era Uma Vez em... Hollywood
3.8 2,3K Assista AgoraO primordial do filme, ignorado pela maioria, é o tom nostálgico, leve e gentil atribuído a Sharon Tate. Essa é a essência do filme. A sutileza, a beleza com que ele retrata essa personagem icônica que marcou tão tragicamente a cultura norte-americana na década de 60 é de uma delicadeza sublime.
Antes de assistir revelo que tive muito receio do que Tarantino poderia fazer,
traumaticamente falando, com a história dessa mulher que desde “The Fearless Vampire Killers (1967)” e “Una su 13 (1969)” se tornou um ídolo pra mim. Ídolo de atriz, de beleza e principalmente como pessoa. Mas a construção do personagem serviu como homenagem à sua memória e o tom Tarantinesco serviu apenas como vingança para os acontecimentos históricos. Assim como o assassinato de Hitler em “Inglourious Basterds (2009).”
Com o tempo o filme vai se apagando da minha memória, mas a imagem alegre e vivaz de Sharon Tate continua viva, e continuará por um bom tempo. Em parte pela bela atuação de Margot Robbie, mas principalmente pela qualidade do roteiro. Esse é o verdadeiro legado do filme.
Ele foi muito feliz no caminho que seguiu, assim como na escolha do elenco. Apenas Polanski foi retratado de uma forma muito caricaturizada, penso eu.
Penny Dreadful: Cidade dos Anjos (1ª Temporada)
3.4 52Honestamente?... não deu.
A começar pelo nome. Não dá pra fazer a mínima alusão à série original de 2014.
Deveria ter outro nome.
A ideia de usar a Santa Muerte do folclore mexicano ficou muito boa. Também fizeram um contraponto colocando sua irmã, Magda (não conheço a lenda portanto não sei se ela existe), que também ficou interessante, dando mais sentido ao enredo e causando um antagonismo, um balanço na trama.
Agora, onde foram parar todo o misticismo, esoterismo e os personagens históricos que davam o ar, o clima de Penny Dreadful?
Eles foram substituídos por clichês atuais do famigerado circuito sensor do politicamente correto. Os monstros, demônios e bruxas foram substituídos por Nazismo, Cultos arrecadadores de dinheiro e o preconceito contra os mexicanos. Lastimável.
Que é que Hitler tem que ver com Los Angeles da década de 30/40 e com Penny Dreadful?
O preconceito sofrido pelos mexicanos nos EUA é um tema muito sensível, atual e que merece ser tratado de uma forma criteriosa e ampla. Mas o que isso tem a ver com Penny Dreadful?
A mistureba ficou péssima!
Gosto muito da Natalie Dormer, sua atuação está boa, assim como Daniel Zovatto e Kerry Bishé. Apesar disso não consegui passar do 3º ep.
Infelizmente... não deu.
Han Solo: Uma História Star Wars
3.3 6453 estrelas
O filme em si é bom. É uma pena ele perder a oportunidade de acrescentar algo para a saga. Ele não parece fazer parte de algo muito maior. É um filme avulso... "Solo"
Analisando por esses termos, ele é muito bem feito, um ótimo entretenimento.
O Operário
4.0 1,3KÓtimo!
Riqueza Tóxica
2.9 88Bem ruim.
O plano inicial é bom, assim como alguns outros planos durante o filme. Todas as sequencias com trilha sonora foram bem executadas e o enquadramento e movimento de câmera, principalmente dentro do módulo, são bons.
Sophie Thatcher é convincente, talvez a única razão de eu ter assistido até o fim.
Damon (Jay Duplass), péssimo e Ezra, interpretado por Pedro Pascal, apesar do ótimo trabalho me causou certo desconforto: Que diabos "Capitão Nascimento" está fazendo no espaço?
O roteiro apresenta um grande problema em não ter criado um amalgama entre o enredo e a parte técnica/artística. Os diálogos são fraquíssimos e o drama se resume a situações de presa vs. caçador.
O amadurecimento e reflexões de uma garota que vive isolada em uma base espacial e tem uma relação insubstancial com o pai ficaram só na sinopse. O filme não tem conteúdo.
Parte técnica e artística nota 3,5.
Argumento e roteiro nota 1,5.
Lucy In The Sky: Uma Lágrima na Imensidão
2.6 57 Assista AgoraRuim.
Ótima ideia centra, que transmuta em algo puramente passional e desconectado.
A premissa é excelente... como e quanto a experiência vivida por Lucy seria capaz de alterar seus sentidos e mudar toda a perspectiva pela qual ela enxerga o mundo?
Excelente atuação de Natalie Portman que, com a câmera focada em seu rosto 80% do filme, nos surpreende a cada sorriso, lágrima, decepção e pensamento. Perfeita.
Infelizmente, mais do que em Ad Astra (2019), depois da bela sequência com uma versão de Lucy in the Sky dos Beatles, o filme se perde completamente e já não é mais possível identificar o tema principal. Nada de astronauta, NASA, viagem na órbita da Terra. Nada.
2 estrelas por Natalie Portman, Ellen Burstyn e Jon Hamm.
Westworld (3ª Temporada)
3.6 3203,5 estrelas!!!
Temporada muito boa, até aqui. (6º ep.)
Antes de tudo é preciso elogiar, e muito, o futuro segundo os criadores da série. Longe da visão megalomaníaca das sci-fi’s dos anos 80 ou da visão apocalíptica das atuais, aqui tudo é maravilhosamente simples e belo. Tudo têm uma função estritamente prática e objetiva, é impecavelmente cristalino. Acho muito próximo do que esperamos do futuro.
William cresceu no enredo, deixou de ser um cavaleiro solitário pra fazer parte da trama principal. Só não sabemos qual é o lado "bonzinho" que ele diz que irá seguir.
Destaque para Ed Harris, novamente fantástico!!! O auto confronto dele em diferentes idades demonstra tanto a sua grandiosidade como ator como a qualidade do roteiro em expandir a linha do personagem.
Charlotte também tem um desenvolvimento ótimo. Não sei qual versão de si mesma Dolores usou pra dar-lhe vida, deve ser de um passado um tanto distante pois Charlotte não consegue concatenar, nem de longe, o verdadeiro plano do seu “eu” atual, ao mesmo tempo ela mantém sentimentos bastante humanos e a pureza no olhar, ao menos com relação à sua família, que Dolores tinha quando William ainda era jovem.
Deslumbrante atuação de Tessa Thompson que não deixa nenhuma ambiguidade no olhar. Quando mente, quando fala a verdade, sempre conseguimos saber o que está pensando. A não ser quando o roteiro pede, como na cena final; ela decidiu se vingar. Mas de quem? Dolores?
Já Dolores, como era de se esperar, finalmente “saiu da Matrix”. Desenvolveu completamente sua capacidade cognitiva e transformou-nos em meros expectadores. Ninguém consegue acompanhar seu raciocínio, por isso ela está sempre alguns passos à frente. Só descobrimos o plano depois que já aconteceu.
Evan R. Wood, perfeita.
Caleb Nichols é central, obviamente, mas é preciso conhecer seu passado pra saber sua verdadeira importância. Será ele um anfitrião? Só no último episódio.
Bernard está meio apagado, achei. Também acho que irá ser crucial no final da temporada.
Com relação a Maeve, Thandie Newton é incrível e eu não consigo dizer muita coisa pois tenho dificuldade em escolher entre ela e Dolores. Acho que virei Dolores nessa temporada.
Minhas duas ressalvas:
- Enguerrand Serac é um personagem muito raso.
A atuação de Vincent Cassel é bem satisfatória, o problema está na construção do personagem e na sua trajetória.
Um menino francês simples e aparentemente pobre, perde absolutamente tudo em uma explosão que acaba com sua cidade natal e com todas as pessoas de sua infância, com exceção do irmão.
No decorrer da sua vida ele se transforma em um cientista brilhante, no homem mais rico do mundo e ainda por cima em alguém completamente anônimo.
Ficou algo muito pouco crível. (Inserir um personagem central agora, em uma série que havia desenvolvido tão profundamente os seus personagens acabou ficando superficial, corrido...)
Suas motivações também são pouco desenvolvidas. Ele simplesmente quer controlar o mundo pra que a tragédia da sua vida nunca mais aconteça? É isso?
Sei lá. Não compro essa ideia.
- A mudança na linha narrativa empobreceu a série.
Acredito que reclamaram tanto da “complexidade” da 2ª temporada que resolveram dar uma linearizada nessa temporada.
A confusão temporal que a narrativa causava era parte da graça da série. Gostava de assistir novamente pra entender todos os detalhes.
Nesta isso não será necessário. Já está bem mastigado.
Obviamente foi deixado espaço pro “plot twist”, ou não seria algo de um Nolan.
Adoráveis Mulheres
4.0 989 Assista AgoraFantástico!!!
Florence Pugh, Emma Watson e Eliza Scanlen ótimas.
Laura Dern incrível e Saoirse Ronan ultrapassa qualquer adjetivo.
Destaque também para roteiro, andamento e fotografia perfeitos.
Diferente de seus trabalhos como atriz, o filme é bastante sutil e sensível, característica que vai se tornando a marca de Greta Gerwig.
Infelizmente, depois de Lady Bird (2017) e Little Women (2019) começa a ficanr claro que será difícil ver Mrs. Gerwig atuando novamente.
Fico muito feliz pelo seu trabalho como diretora, mas sinto falta de personagens como Frances, Lola, Hannah...
Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa
3.4 1,4KQue tristeza.
Simplório, superficial e totalmente esquecível.
Como eu havia comentado em Suicide Squad (2016), achei M. Robbie simplesmente incrível. Ela redefiniu o papel, eu sempre irei comparar qualquer Arlequina com a sua interpretação.
Eu acreditava que eles iriam aproveitar essa deixa, somando com a onda de cavaleiro das trevas e Joker que são filmes para adultos, e desenvolver esse potencial enorme que foi deixado no personagem. Daria pra ter feito um filme fodástico. Principalmente com Margot Robbie e Jurnee Smollett-Bell que ficaram bem juntas. Infelizmente isso não aconteceu.
[/spoiler]
Logo no início do filme a personagem Arlequina se envolve com uma pré-adolescente que vive de bater carteiras e então o filme roda em cima dessa perspectiva. Infantil, diminuto e irrelevante.
[spoiler]
Absolutamente nada é acrescentado na história ou na vida de Arlequina. Totalmente vazio. O filme é pura e simplesmente diversão infantil. Uma pena.
Orphan Black (1ª Temporada)
4.5 924Indignado por estar assistindo só agora.
A série é boa, mas Tatiana Maslany é fantástica! Vale cada minuto só por Cosima e Helena.
O arco de Alison e Donnie Hendrix, apesar de fantasioso, é muito bom. "mentes perigosas".
Jordan Gavaris excelente como Felix.
Ninguém Tá Olhando (1ª Temporada)
3.9 174 Assista AgoraFiquei surpreso com a série. Achei realmente boa.
O enredo é muito bem desenvolvido, episódios com a trama muito bem amarrada e ritmo perfeito.
Pessoalmente eu não gosto de Kéfera Buchmann, mas isso não me impede de enxergar a qualidade da sua interpretação em Miriam, que ficou ótima.
Victor Lamoglia também ótimo, transmite bem o sentimento de Uli e a identificação com o personagem é imediata.
Nunca tinha assistido a nada com Kéfera ou Victor, então fica difícil analizar mais profundamente.
Já Julia Rabelo, essa está sempre ótima. O personagem é a cara dela. Hilário!
uma pena ter sido cancelada... com certeza tinha potencial pra mais episódios.
As Panteras
3.1 705 Assista AgoraFraquíssimo!!! Passa longe dos outros. (e olha que os outros nem são tão bons)
Não mereçendo maiores avaliações, registro minha tristeza por K. Stewart. Torço muito por essa atriz, acho que ela é subestimada.
Espero uma ótima atuação em algum filme de grande público pra mudar sua imagem. Ela sofre do terrível mal de pegar papéis rasos com diretores fracos.
Se acaso interessar:
Adventureland (2009) - Greg Mottola
The Runaways (2010) - Floria Sigismondi
The Clouds of Sils Maria (2014) - Olivier Assayas
Central do Brasil
4.1 1,9K Assista AgoraSinto muito por ser um filme tão superestimado.
...é simplesmente a coisa mais chata que já assisti na vida...
O pequeno e efadonho enredo daria um ótimo curta de meia hora.
Westworld (3ª Temporada)
3.6 320Ansioso.
Ad Astra: Rumo às Estrelas
3.3 869Mediano. Duas estrelas e meia.
Esteticamente o filme é exuberante e muito bem produzido. James Gray consegue criar uma atmosfera bastante singular e transforma uma fotografia comum, a ambientação espacial, em algo novo, particular e belo. Foge do convencional.
O filme também revela um futuro colonizatório bastante plausível e real. Toda a mecânica comercial, a presença do Subway na base lunar é bastante interessante e reflete nossa ganância por comércio e colonização.
Já no quesito principal, a introspecção causada pelo isolamento e solidão e toda a carga reflexiva e existencial que isso gera, ele deixa muito a desejar.
O personagem Roy McBride fala de maneira bastante fria e mecânica, ele ainda tem esse mesmo maneirismo para expressar e lidar com seus sentimentos. Isso acaba gerando um afastamento entre ele e o espectador, tornando difícil a identificação e quase impossível a cumplicidade entre ele e o público.
Os papéis têm potencial, mas são trabalhados de forma muito rasa, isso causa atuações leves que deixam o filme frio, superficial e vazio.
Entre Facas e Segredos
4.0 1,5KExcelente! 4 estrelas.
Um prazer assistir a ótima atuação de Christopher Plummer, mais uma vez, e Chris Evans que realmente se sai muito bem. Mesmo que o deboche e sarcasmo do personagem tenha ficado um pouco caricato, lembrando o Tocha de Quarteto Fantástico, não desbota sua ótima atuação.
Destaque também para as atuações de Jamie Lee Curtis e Toni Collette, esta sempre ótima.
Daniel Craig, de quem não sou muito fã, admito, ficou excelente nessa mistura de Shrlock Holmes com algo saído de um livro de Agatha Christie. Aliás, o filme em si acho que serve como grande homenagem à escritora inglesa.
A cereja do bolo fica por conta da deslumbrante atuação de Ana de Armas, que é o coração do filme. Essa garota ainda vai surpreender muito! (espero com certeza)
O enredo do filme é extremamente bem desenvolvido, ele flui redondíssimo e, apesar de mais de duas horas, passa rapidinho.
Cenário e ambientação impecável, narrativa e plano de câmera excelentes. A saturação e brilho das cores, tudo é excelente, servindo como obra de arte.
A única coisa que me decepcionou um pouco, talvez, tenha sido o primeiro interrogatório da Marta já com meia hora de filme. O que desvenda muito do caso. Tira o filme da categoria Mistério. A partir daí fica telegrafado que o filme deverá ter um plot twist para um final satisfatório.
Rian Johnson poderia ter usado algum artifício pra prorrogar o primeiro interrogatório, ou pra impedir que todo o "filme" do ocorrido passasse na lembrança de Marta no início do filme.
De qualquer forma, não desmerece as ótimas atuações e o excelente trabalho artístico.
p.s. também percebi a crítica à generalizada "xenofobia americana" mencionada por Mauro Correa em seu comentário. Não considero exatamente uma xenofobia pois ninguém tem ódio da Marta. Aliás, no primeiro interrogatório, todos tem apenas carinho e admiração pela ótima cuidadora do pai. Ao mesmo tempo ninguém sabe ao certo de onde ela veio.
Fica mais na conta da ignorância ufânica de muitos americanos. Pra eles só existe a "América" do Norte e alguns poucos países da Europa. A América Latina e o resto é tudo a "mesma coisa".
É pura ignorância mesmo.
Enter The Void: Viagem Alucinante
4.0 876Eis que depois de Climax eu resolvi assistir a mais esse "ensaio"...
acho que estou desistindo de Gaspar Noé...
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Passado o ataque epilético dos créditos iniciais, o filme segue muito bem na primeira meia-hora. O jogo de luz/sombra, o plano de câmera e a ambientação são excelentes pra proposta do filme.
Mas então o personagem Oscar morre e a coisa fica feia. Supostamente sua alma começa a vagar por uma decadente cidade de Tóquio, quando então ele começa a ver e ouvir coisas e pessoas que aparentemente explicariam algumas coisas...
só aparentemente mesmo.
Uma longíssima hora se passa depois da sua morte e você continua vagando pelos tais estágios tibetanos da morte, então você se dá conta que ainda tem mais de 1 hora de filme pela frente. É realmente apavorante!!!
Ao passar das mais de 2:40hr de filme lembro que comecei a pensar que provavelmente ele não tenha morrido. Talvez ele teve uma bad muito, muito bad mesmo e tudo não passou de uma viagem. Vai saber.
Se alguém quiser conhecer melhor o diretor, eu sigiro:
Climax e logo em seguida
Enter the Void.
p.s. antes não esqueça de comprar uma caixa de Dramin, uma de Plasil e duas de Motiridona.
Náusea na certa...
Brincadeiras à parte, tem bom valor técnico e serve para estudo de plano de câmera. Mas o roteiro e desenvolvimento eu sinceramente achei péssimo.
Expresso do Amanhã
3.5 1,3K Assista grátisO filme em si nem merece grande comentário. É péssimo.
Grande decepção foi ver, eu que sempre achei bastante razoáveis e ponderadas as médias no filmow, esse filme ficar com uma média maior que High Rise (2015). É simplesmente risível.
Não que esse outro seja ótimo, longe disso. Ele tem lá seus problemas.
O fato é que a ideia central é e x a t a m e n t e a mesma, só que em High Rise ela é muito mais plausível e melhor executada.
Não dá pra se quer conjecturar a necessidade daquela geringonça ter que ficar vagando eternamente, no deserto gélido e moribundo do apocalipse humano, correndo um risco descabido toda vez que passa por um desfiladeiro ou coisa parecida, já que não existe absolutamente perigo nenhum lá fora, a não ser o frio (e o próprio fato daquela coisa ficar correndo mundo afora).
E a carne então, no "vagão açougue"? Que é aquilo? De onde vem? Nem as baratas da geleca que a "3ª classe" come se explica de onde vem. Simplesmente Nonsense.
Ah! Daí tem os "muleque" de 5 anos que precisam ficar passando graxa nas engrenagens do trambolho. Cara, é péssimo! Chega a ser hilário.
É a mesma ideia central de High Rise, só que a geringonça onde eles precisam ficar é horizontal e fica "dando voltas no planeta... Mano?! E em altíssima velocidade? É muito sem noção!" Já o personagem do protagonista tenta pintá-lo de Neo, que no final descobre que seu papel já estava escrito, é recorrente e só serve para exterminar a classe baixa pra recomeçar tudo do zero. Reestabelecer o equilíbrio.
Enfim, não é porque eu goste da ideia de uma futura luta de classes e ache que o mundo se encaminha para algo parecido que irei deixar de analisar o filme como simplesmente um... filme.
Uma estrela e meia pelas atuações de Kang-ho Song e Chris Evans.
Nem Ed Harris e Tilda Swinton se salvam em seus papéis. O personagem dela me fez lembrar um fantoche nas mãos do titereiro Terry Gilliam em The Imaginarium of Doctor Parnassus (2009).
Só que sem graça.
Demônio de Neon
3.2 1,2KA alegoria usada por NWR é bastante simples. No mundo da moda as pessoas "comem" umas as outras para permanecerem no topo. O roteiro, na verdade, é só isso. Usando de uma analogia "ao pé da letra" no quesito comerem umas as outras.
Agora esteticamente, o filme é lindo. A fotografia, o movimento de câmera, saturação de cor, toda a parte artística é sublime. Essa é uma característica de Refn.
O filme me pegou pelo primeiro plano, que é sensacional, e pela ótima interpretação da Elle Fanning, que é um instrumento com poucas notas digamos assim, tem pouco recurso emocional, mas ficou excelente como menina tímida e bobinha do interior.
Analisando em termos de NWR, não chegou em Drive (2011) mas é melhor que Only God Forgives (2013)
Lady Bird: A Hora de Voar
3.8 2,1K Assista AgoraÉ um clássico Coming of Age (amadurecimento juvenil). Mas tudo nele é um pouco diferente, melhor. É mais sensível, mais intenso, mais colorido e mais... único.
Pra quem acompanha o trabalho de Greta Gerwig sabe de onde esse ponto acima da média vem.
Pra quem ainda não a conhece, corra assistir:
Hannah Takes the Stairs (2007)
e principalmente
Frances Ha (2012)
Lola Versus (2012)
Rabbits
3.9 157Nossa, que viagem.
Já tentei analisar de todas as formas possíveis, procurei encontrar algum sentido e nada.
A única linha que consegui seguir foi a de uma obra totalmente experimental. E pra mim, assim funcionou.
Quem é fã de Lynch sabe que ele próprio cria trilhas sonoras, efeitos de iluminação e outros para seus filmes. Acho que aqui, mais do que qualquer coisa, ele tentou criar uma atmosfera totalmente nonsense ao ponto de vc não se preocupar mais com os diálogos. Já que eles não fazem sentido absolutamente nenhum, você passa a experimentar apenas a iluminação, as sombras, a entonação dos atores e o som. Com apenas isso ele consegue extrair do expectador todo o sentimento que ele pretendia. Acho que é 100% experimental mesmo.
Agora entender onde Rabbits encaixa em Inland Empire é outra história.
Cidade dos Sonhos
4.1 1,8K Assista AgoraNa minha opinião foi o melhor trabalho de Naomi Watts.
Não sei pq. sempre que assisto me lembro de Persona de Bergman rsss.