Achei uma boa surpresa. Já fui assistir ciente que teria muitas liberdades criativas e realmente tiveram várias. O filme só usa a roupagem do "O Morro dos Ventos Uivantes" pra contar uma história de amor genérica, pois toda a mensagem e clima do livro é ignorado. Dito isso foi uma boa experiência. Ele é esteticamente bem estiloso e de forma geral tem um bom ritmo. Como entretenimento despretensioso é válido, já qualquer coisa além do superficial não tem muito o que oferecer. Sem grandes mensagens ou temas. Romancezinho padrão
Pela recepção estava esperando algo pior. Achei bem decente. Entendo a decepção, já que esse anime de Uzumaki estava sendo prometido há anos e com certeza não atingiu as expectativas. Mas não achei ruim. Claramente faltou verba. Gostei do bom senso de desenvolver as histórias paralelamente, porém não souberam ajustar o ritmo. A sensação que fica é de que tudo foi corrido e mal trabalho. A animação também é bem precária em diversos momentos. Mas de forma geral, acho o saldo levemente positivo. Uma animação legalzinha e rápida pra quem já é fã do mangá. Agora, se você não leu Uzumaki, recomendo passar longe desse anime.
Depois das últimas sequências desastrosas da Disney, ver uma sequência mediocre como essa chega a dar um alivio, mas não muda o fato de que esse é um filme irrelevante. Plot batido, roteiro cheio de conveniências, personagens sem graça e o worldbuilding não impressionou como no primeiro filme.
E acho que ja deu de vilão "secreto" né? Ta cada dia mais óbvio. Percebi a "reviravolta" na primeira aparição do personagem. Se é pra ser assim, melhor não ter
Resumindo, vale a pena ir no cinema assistir? Não muito. Bem mais negócio esperar pra assistir no disney+ ou por "meio alternativos". E isso se você está com muita vontade de assistir! Caso contrário pode ignorar esse aqui que você não estará perdendo nada
Hamlet com pitadas de MacBeth talvez. Uma história de vingança padrão e sem sal. Nada que não tenha visto antes ou que surpreenda. Só assista se tem muito interesse pelo trabalho do diretor, de algum do atores ou pela cultura e imaginário nórdicos. Se está buscando entretenimento apenas, recomendo procurar outro filme
É a mesma coisa da animação. O original já era bom, e como praticamente copiaram plano por plano é difícil ficar ruim, mas não vejo motivos pra um filme desses existir. Mais um produto regurgitado pra hollywood vender a mesmíssima coisa pras pessoas gastarem seu dinheiro suado em algo que elas já compraram antes. Mais uma derrota pro cinema como forma de arte
Em algum lugar dessas quase 4h havia uma boa história pra ser contada, porém ela não vem à tona porque o Scorsese resolveu fazer um pornô de mafia. Claramente o objetivo do filme era fazer um estudo de um personagem preso em um contexto de crime organizado, mas a verdade é que esse personagem é mal apresentado e não se sustenta como protagonista.
Frank é um elemento sem carisma e sem agência. Ele entra na vida criminosa só porque sim. Não há algum motivo em especial além de ganhar mais dinheiro. Durante todo o filme ele basicamente não toma decisões, apenas reage ou faz o que é mandado. Mesmo no seu grande momento de escolha, ele escolhe ser obediente. Isso em si não é um defeito, mas sinto que faltou explorar mais o ponto de vista e sentimentos de Frank, e levando em conta a duração do filme, isso sim é um defeito. E dos grandes. Se ele tivesse essa obediência tão grande por medo, gratidão ou ambição mudaria drasticamente o personagem, mas não creio ter visto nenhuma dessas opções. Ao meu ver, depois de tantas menções e comparações com o exército, a motivação que colocaram é que ele é um soldado que respeita a hierarquia e só faz o que mandam. Pra mim isso é uma escolha sem graça ou apelo emocional. E é isso nos leva a termos um personagem principal que deixa de existir a partir do momento que Al Pacino entra em cena. Por que isso? Porque Jimmy Hoffa tinha motivações, ponto de vista e personalidade clara. Por boa parte do filme, ele se torna o protagonista e não consigo enxergar isso como um ponto positivo. Pra mim só mostrou ainda mais a falta de foco do Scorsese ao fazer esse filme.
Creio que os relacionamentos deveriam ser a alma desse filme e não os detalhes das peripécias da mafia. O que Frank fazia ou deixava de fazer poderia ser pulado pra focar nos seus resultados e como ele se relaciona com as pessoas ao seu redor. Só fazendo isso ja teriamos 2h a menos de filme e um retrato mais rico dele. Por exemplo, o filme dá um bom destaque para a Peggy. Quantas cenas vemos de Frank tentando se relacionar com a filha? Temos mais cenas do Russel tentando estabelecer uma ligação com ela do que o seu próprio pai (que tem noção de que ela tem medo dele). E olha que estamos falando do membro da familia dele que tem mais ênfase no roteiro. Curiosamente, Russel e Frank, dois personagens que não tem o afeto de Peggy, acabam entrando em conflito com Hoffa, que consegue facilmente esse carinho. Temos ai um elemento de subtexto que poderia ser muito forte se devidamente explorado, mas não é, porque não vejo o Frank particularmente preocupado com a Peggy até a sequência final.
Pra finalizar, O Irlandês me dá a impressão de ser um filme indulgente e arrogante, onde um diretor lendário se dá ao luxo de fazer uma caricatura de seu auge, acreditando demais no seu talento para realmente rever suas decisões e refinar a sua obra. Uma pena.
Em um mundo de sequências desnecessárias, remakes que ninguém pediu e franquias idiotas, assistir um filme desses é um alívio. Principalmente sendo ele uma ficção científica, um gênero tão mal abordado por hollywood nessas últimas décadas.
Sinto que exploraram bem todas as questões pertinentes à impressora e seus desdobramentos. Creio que poderiam trabalhar um pouco mais as dinâmicas dentro da nave e a necessidade de emigração da Terra, mas mencionaram o suficiente pra não dizerem que deixaram batido .
O filme tem uma estrutura interessante. Por boa parte da sessão não tinha ideia de pra onde o roteiro estava indo, porém chegando no ato final consegui visualizar como terminaria. Pra mim esse é um dos defeitos de Mickey 17: essa última parte é arrastada e cansativa. Dava pra supor como as coisas terminariam, mas mesmo assim fica em um lenga-lenga sem fim.
Outro ponto negativo pra mim é o próprio protagonista. Acho que o Mickey 17 não tem um arco de desenvolvimento interessante. Não sei nem se daria pra chamar aquilo de "arco de desenvolvimento" inclusive. Me parece que o roteirista se apoiou demais no plot e pouco nos personagens. Tinha relações muito interessantes lá que ou não foram devidamente exploradas ou não surtiram o efeito desejado. Ter um pouco mais de interações entre o Mickey 17 e 18 faria uma grande diferença no produto final. Quando o 18 morre, o impacto foi mínimo para mim. A personagem Kai é outra que tbm não faz a mínima diferença para a história e poderia ter sido cortada de tds as cenas que participa. E enquanto eu entendo a vontade de parodiar o Trump e Musk, a imitação acaba sendo caricata o suficiente pra eu nem sentir raiva ou ódio dos vilões. Tanto o personagem de Mark Ruffalo como a de Toni Collette são unidimensionais o suficiente para não serem levados a sério. Porém tirando esses dois, temos boas atuações nos outros personagens, com destaque para a Naomi Ackie.
Enfim, como esperado de Bong Joon-ho: um bom filme, mas nada espetacular.
Tenho muita dificuldade em apontar qualquer personagem que apresentou um crescimento. O máximo que consigo pensar é no velho rabugento que ficou menos rabugento e só. Depois de 1h40 de filme o que a Moana aprendeu? Ela já começa a história muito segura de si e sem muita coisa pra provar. E seguindo a narrativa quais erros reais ela comete? Nenhum que eu me lembre. Em retrospecto imagino que o arco dela poderia ser sobre ela aprender a ser uma líder e saber extrair o máximo de cada um dos tripulantes do barco dela. Mas quando o filme sugere essa dificuldade ela resolve o problema em uma música. Ela não fica frustrada, ela não fica perdida, ela faz tudo perfeitamente. Mais um caso de mary sue. Outro erro amador é como esse filme apela pra deus ex machinas (alguns literais até). Jurava que aquela deusa seria uma vilã ou algum tipo de obstáculo ou problema colateral de resolver após a missão real. Mas não. Ela ta lá pra ajudar a Moana e tchau. Só isso. A Moana paga algum preço por isso? Também não. Tudo simplesmente conspira a favor dela.
No final não é uma sequência tão patética quanto Frozen II, mas ainda é um filme que poderia muito bem não existir. Quanto mais se procura mais erros aparecem, já os acertos são mais difíceis de identificar. Engraçado como aquelas sequências da Disney direto para vhs eram melhores que as sequências que eles estão lançando agora.
Simplesmente impressionante. Infelizmente eu fui assistir após ver alguns shorts das cenas do açougue e estava esperando que este seria o centro da história. Então houve uma pequena decepção ai, mas ainda que eu não estivesse muito interessado na trama principal, a animação chama a atenção por si só. A tecnica do Pedro é um espetaculo à parte. Um dos stop-motions mais fluído que eu ja vi. Porém qro mais cenas dos açougueiros. Eles me lembram dos bons tempos do choque de cultura
Me entristece muito essa tendência de abandono das animações 2D e Goro Miyazaki não inspira muita confiança, porém a verdade é esse filme me surpreendeu positivamente. A Aya é uma protagonista muito carismática, consegue levar o filme nas costas, e a interação dela com os demais personagens funciona muito bem. Há diversos momentos engraçadinhos e no geral é uma animação leve e divertida, então confesso que gostei. MAS é um filme com muitos defeitos. Há muito texto repetido, falta "show, don't tell", as interminaveis conversas da Aya com ela mesma demonstram falta de habilidade do roteirista e há uma inegavel falta de conteúdo e de um arco narrativo mais convincente. Aya e a Bruxa não demonstra a elegancia que esperamos da Ghibli, mas deixando expectativas e preconceitos de lado, essa não é uma experiência negativa.
Divertidinho, mas parece mais uma fanfic. É claramente feito pra quem já é fã dos quadrinhos ou pelo menos do filme. Se você não conhece nada de Scott Pilgrim, essa série não é uma boa introdução.
Não sei por que tantas criticas. Esse é um dos melhores roteiros de South Park desses últimos anos. Todas as conexões absurdas e inversões de expectativas que eram o ponto forte do programa estão aqui. Ainda há problemas de narrativa e eles continuam com o uso excessivo do Randy. Mas apesar de nem tudo encaixar bem na história, me deixou otimista para as futuras temporadas de South Park, que vem caindo de qualidade desde a 20°.
A palavra que define Kataputali é decepção. Esse filme tinha tanto potencial, mas comete tantos erros bobos que comprometem a experiência. Esse longa tem muita personalidade, principalmente no departamento visual, mas o diretor demonstrou falta de habilidade na filmagem de certas cenas, além de bom senso em não cortar excessos. Falta de ritmo e previsibilidade (principalmente em relação aos jump scares) são alguns de seus grandes defeitos. É um filme que se estiver de fácil acesso até vale a pena conferir. Caso contrário, não compensa o esforço. A melhor coisa de Kataputali é o poster mesmo.
Surpreendente. Estava procurando um terror barato pra dar umas risadas e acabei assistindo um filme genuinamente bom. Apesar dos efeitos toscos e de uns cortes abruptos, "Mo" é bastante refinado. Ele tem planos bem trabalhados, um roteiro simples, mas funcional e a arte, ainda que limitada em vários aspectos, consegue ser deslumbrante em diversos momentos. A identidade visual consegue ser o ponto alto da obra. Este é um excelente filme B.
Um filme ambicioso, mas que infelizmente deixa a desejar. Sinto que apesar de atingir quase quatro horas de duração, o Ultimo Imperador é raso. Ele arranha muitos aspectos diferentes da vida do protagonista, mas sem focar em nenhum em específico. Objetivos políticos, conflitos internos, relacionamentos, crescimento e etc, estão representados no filme e ainda assim não sinto que conheci o personagem Pu Yi tanto quanto deveria. As vezes tinha a sensação de estar vendo vários filmes diferentes, sobre a mesma pessoa. Ou ainda, uma reedição de uma mini série para um longa-metragem. É uma ótima aula de história, mas como cinema, não alcança todo o potencial que tinha ou que acharam que tivesse. Mas se eu disser que achei ruim, estaria mentindo. É um filme que vale a pena ser visto, mas, com certeza, não é uma obra obrigatória
Um excelente trabalho de caracterização de personagens. Com poucos minutos na tela você já entende as personalidades deles, mas termina o filme e você se sente como se não tivesse visto o suficiente. Poderia facilmente ter sequências. Uma boa comédia pra passar o tempo.
Estava muito animado para assistir Jumbo. A proposta do filme é bastante inusitada e se mostrava promissora. E realmente, há muitas ideias boas aqui, mas infelizmente o filme peca no principal: fazer a gente acreditar no relacionamento de Jeanne com Jumbo.
Primeiro erro nesse aspecto é na criação de uma personalidade para o Jumbo. O filme ainda se permite abraçar alguns elementos "mágicos" (Que é discutível se é um fenômeno fantástico ou ilusões da protagonista), porém ainda assim há pouco esforço em tornar Jumbo "alguém" único.
Em nenhum momento é sequer trabalhado o que Jeanne vê de tão especial no Jumbo em particular. Creio que poderiam ter colocado qualquer outra atração do parque, que não faria qualquer diferença. E o que mais me surpreende nisso, é que o mais difícil, que era estabelecer um contato dela com o brinquedo, foi feito (Inclusive gosto bastante deles se comunicarem pelas luzes). Mas o principal, que seria aprofundar ou desenvolver o relacionamento, foi basicamente pulado por completo.
E isso atrapalha muito, pois não acreditando nesse relacionamento, fica complicado ficar do lado da protagonista. A partir do momento que ela decide apresentar "o namorado" pra mãe até o final, ela parece uma pessoa completamente fora de si (Chegando a ser violenta em alguns momentos).
Creio que o plano era deixar ambígua a possibilidade dela estar louca ou não. Porém me parece que erraram a mão ao tentar equilibrar essas possibilidades. Se tem algo que esse filme não deixa duvidas é sobre a falta de sanidade da Jeanne. Pra mim, mesmo se Jumbo tem realmente uma consciência, ainda mantenho que ela não é uma pessoa mentalmente saudável.
Coloco até em dúvida se o foco do filme era discutir relacionamentos não tradicionais ou saúde psicológica. Contudo, no final tanto faz, porque ele não faz bem nem um nem outro.
Mas ainda é um filme que funciona de forma básica e como disse, tem boas ideias. Se tivessem realmente explorado melhor a conexão da protagonista com o Jumbo, poderia ser um filme fantástico. Contudo, o que temos realmente é uma pilha de potencial desperdiçado.
"História do Oculto" foi realmente uma experiência inesperada. Segue um estilo de terror que admiro muito, que é se apoiar na construção da atmosfera, em vez de depender de jump scares.
Sempre tenho um pé atrás com filmes modernos que são em preto e branco, pois geralmente não há motivos para essa escolha estética além do desejo do diretor de soar pedante. Mas tanto o uso das cores, quanto a escolha do formato de tela (4:3, Formato antigo das televisões) não é gratuito e é muito bem utilizado.
No final, a mensagem que eu interpreto do filme é a crítica social sobre como as elites econômicas e políticas não se importam em vender nossos futuros e crianças para obter vantagens pessoais. Além de como é quase impossível de sequer revelar a dimensão dessas questões ao público já que a mídia pertencer à essas mesmas elites.
Infelizmente, nem tudo é perfeito e "História do Oculto" tem alguns problemas notáveis. O maior deles é o modo como as informações são liberadas. É um filme muito denso. Tudo o que é dito, tem relevância. Mas em um filme onde há pouca ação e muito dialogo, pode ser bastante trabalhoso lidar com tanta informações de uma vez. Logo na primeira cena já somos bombardeados com o ancora do programa resumindo o contexto político. Não há um momento de inserção para os espectadores se prepararem. Além disso, a maioria dos personagens são apresentados em um espaço muito curto de tempo e em uma história em que o cerne são pessoas falando sobre outras pessoas, não saber o nome dos personagens é um problema grande. Com toda certeza, perdi muitos detalhes pois até o final ainda estava tentando me situar entre os nomes.
Por ter esse pequeno problema de infodump, "História do Oculto" é um filme que com toda certeza se beneficiaria ao ser assistido uma segunda vez. Contudo, definitivamente não impede de apreciar o filme logo no primeiro contato.
Fui assistir esperando um filme de terror e acabou sendo uma comédia. É uma história muito simples, mas faz tudo o que pretende fazer com competência. Não sei se o humor daqui funciona pra todos. Não é algo muito escrachado. As piadas são bem pontuais, mas me divertiram bastante.
O Morro dos Ventos Uivantes
2.9 186 Assista AgoraAchei uma boa surpresa. Já fui assistir ciente que teria muitas liberdades criativas e realmente tiveram várias. O filme só usa a roupagem do "O Morro dos Ventos Uivantes" pra contar uma história de amor genérica, pois toda a mensagem e clima do livro é ignorado. Dito isso foi uma boa experiência. Ele é esteticamente bem estiloso e de forma geral tem um bom ritmo. Como entretenimento despretensioso é válido, já qualquer coisa além do superficial não tem muito o que oferecer. Sem grandes mensagens ou temas. Romancezinho padrão
Uzumaki
3.1 77 Assista AgoraPela recepção estava esperando algo pior. Achei bem decente. Entendo a decepção, já que esse anime de Uzumaki estava sendo prometido há anos e com certeza não atingiu as expectativas. Mas não achei ruim. Claramente faltou verba. Gostei do bom senso de desenvolver as histórias paralelamente, porém não souberam ajustar o ritmo. A sensação que fica é de que tudo foi corrido e mal trabalho. A animação também é bem precária em diversos momentos. Mas de forma geral, acho o saldo levemente positivo. Uma animação legalzinha e rápida pra quem já é fã do mangá. Agora, se você não leu Uzumaki, recomendo passar longe desse anime.
Zootopia 2
3.7 166Depois das últimas sequências desastrosas da Disney, ver uma sequência mediocre como essa chega a dar um alivio, mas não muda o fato de que esse é um filme irrelevante. Plot batido, roteiro cheio de conveniências, personagens sem graça e o worldbuilding não impressionou como no primeiro filme.
E acho que ja deu de vilão "secreto" né? Ta cada dia mais óbvio. Percebi a "reviravolta" na primeira aparição do personagem. Se é pra ser assim, melhor não ter
Resumindo, vale a pena ir no cinema assistir? Não muito. Bem mais negócio esperar pra assistir no disney+ ou por "meio alternativos". E isso se você está com muita vontade de assistir! Caso contrário pode ignorar esse aqui que você não estará perdendo nada
O Homem do Norte
3.7 1,0K Assista AgoraHamlet com pitadas de MacBeth talvez. Uma história de vingança padrão e sem sal. Nada que não tenha visto antes ou que surpreenda. Só assista se tem muito interesse pelo trabalho do diretor, de algum do atores ou pela cultura e imaginário nórdicos. Se está buscando entretenimento apenas, recomendo procurar outro filme
Como Treinar o seu Dragão
4.1 286 Assista AgoraÉ a mesma coisa da animação. O original já era bom, e como praticamente copiaram plano por plano é difícil ficar ruim, mas não vejo motivos pra um filme desses existir. Mais um produto regurgitado pra hollywood vender a mesmíssima coisa pras pessoas gastarem seu dinheiro suado em algo que elas já compraram antes. Mais uma derrota pro cinema como forma de arte
O Irlandês
4.0 1,5K Assista AgoraEm algum lugar dessas quase 4h havia uma boa história pra ser contada, porém ela não vem à tona porque o Scorsese resolveu fazer um pornô de mafia.
Claramente o objetivo do filme era fazer um estudo de um personagem preso em um contexto de crime organizado, mas a verdade é que esse personagem é mal apresentado e não se sustenta como protagonista.
Frank é um elemento sem carisma e sem agência. Ele entra na vida criminosa só porque sim. Não há algum motivo em especial além de ganhar mais dinheiro. Durante todo o filme ele basicamente não toma decisões, apenas reage ou faz o que é mandado. Mesmo no seu grande momento de escolha, ele escolhe ser obediente. Isso em si não é um defeito, mas sinto que faltou explorar mais o ponto de vista e sentimentos de Frank, e levando em conta a duração do filme, isso sim é um defeito. E dos grandes. Se ele tivesse essa obediência tão grande por medo, gratidão ou ambição mudaria drasticamente o personagem, mas não creio ter visto nenhuma dessas opções. Ao meu ver, depois de tantas menções e comparações com o exército, a motivação que colocaram é que ele é um soldado que respeita a hierarquia e só faz o que mandam. Pra mim isso é uma escolha sem graça ou apelo emocional. E é isso nos leva a termos um personagem principal que deixa de existir a partir do momento que Al Pacino entra em cena. Por que isso? Porque Jimmy Hoffa tinha motivações, ponto de vista e personalidade clara. Por boa parte do filme, ele se torna o protagonista e não consigo enxergar isso como um ponto positivo. Pra mim só mostrou ainda mais a falta de foco do Scorsese ao fazer esse filme.
Creio que os relacionamentos deveriam ser a alma desse filme e não os detalhes das peripécias da mafia. O que Frank fazia ou deixava de fazer poderia ser pulado pra focar nos seus resultados e como ele se relaciona com as pessoas ao seu redor. Só fazendo isso ja teriamos 2h a menos de filme e um retrato mais rico dele. Por exemplo, o filme dá um bom destaque para a Peggy. Quantas cenas vemos de Frank tentando se relacionar com a filha? Temos mais cenas do Russel tentando estabelecer uma ligação com ela do que o seu próprio pai (que tem noção de que ela tem medo dele). E olha que estamos falando do membro da familia dele que tem mais ênfase no roteiro. Curiosamente, Russel e Frank, dois personagens que não tem o afeto de Peggy, acabam entrando em conflito com Hoffa, que consegue facilmente esse carinho. Temos ai um elemento de subtexto que poderia ser muito forte se devidamente explorado, mas não é, porque não vejo o Frank particularmente preocupado com a Peggy até a sequência final.
Pra finalizar, O Irlandês me dá a impressão de ser um filme indulgente e arrogante, onde um diretor lendário se dá ao luxo de fazer uma caricatura de seu auge, acreditando demais no seu talento para realmente rever suas decisões e refinar a sua obra. Uma pena.
Mickey 17
3.4 525 Assista AgoraEm um mundo de sequências desnecessárias, remakes que ninguém pediu e franquias idiotas, assistir um filme desses é um alívio. Principalmente sendo ele uma ficção científica, um gênero tão mal abordado por hollywood nessas últimas décadas.
Sinto que exploraram bem todas as questões pertinentes à impressora e seus desdobramentos. Creio que poderiam trabalhar um pouco mais as dinâmicas dentro da nave e a necessidade de emigração da Terra, mas mencionaram o suficiente pra não dizerem que deixaram batido
.
O filme tem uma estrutura interessante. Por boa parte da sessão não tinha ideia de pra onde o roteiro estava indo, porém chegando no ato final consegui visualizar como terminaria. Pra mim esse é um dos defeitos de Mickey 17: essa última parte é arrastada e cansativa. Dava pra supor como as coisas terminariam, mas mesmo assim fica em um lenga-lenga sem fim.
Outro ponto negativo pra mim é o próprio protagonista. Acho que o Mickey 17 não tem um arco de desenvolvimento interessante. Não sei nem se daria pra chamar aquilo de "arco de desenvolvimento" inclusive. Me parece que o roteirista se apoiou demais no plot e pouco nos personagens. Tinha relações muito interessantes lá que ou não foram devidamente exploradas ou não surtiram o efeito desejado. Ter um pouco mais de interações entre o Mickey 17 e 18 faria uma grande diferença no produto final. Quando o 18 morre, o impacto foi mínimo para mim. A personagem Kai é outra que tbm não faz a mínima diferença para a história e poderia ter sido cortada de tds as cenas que participa. E enquanto eu entendo a vontade de parodiar o Trump e Musk, a imitação acaba sendo caricata o suficiente pra eu nem sentir raiva ou ódio dos vilões. Tanto o personagem de Mark Ruffalo como a de Toni Collette são unidimensionais o suficiente para não serem levados a sério. Porém tirando esses dois, temos boas atuações nos outros personagens, com destaque para a Naomi Ackie.
Enfim, como esperado de Bong Joon-ho: um bom filme, mas nada espetacular.
Moana 2
3.2 184 Assista AgoraQuanto mais eu penso em Moana 2 mais vazio ele parece. É um filme que diz nada. É uma aventura genérica sem o menor peso.
Tenho muita dificuldade em apontar qualquer personagem que apresentou um crescimento. O máximo que consigo pensar é no velho rabugento que ficou menos rabugento e só. Depois de 1h40 de filme o que a Moana aprendeu? Ela já começa a história muito segura de si e sem muita coisa pra provar. E seguindo a narrativa quais erros reais ela comete? Nenhum que eu me lembre.
Em retrospecto imagino que o arco dela poderia ser sobre ela aprender a ser uma líder e saber extrair o máximo de cada um dos tripulantes do barco dela. Mas quando o filme sugere essa dificuldade ela resolve o problema em uma música. Ela não fica frustrada, ela não fica perdida, ela faz tudo perfeitamente. Mais um caso de mary sue.
Outro erro amador é como esse filme apela pra deus ex machinas (alguns literais até). Jurava que aquela deusa seria uma vilã ou algum tipo de obstáculo ou problema colateral de resolver após a missão real. Mas não. Ela ta lá pra ajudar a Moana e tchau. Só isso. A Moana paga algum preço por isso? Também não. Tudo simplesmente conspira a favor dela.
No final não é uma sequência tão patética quanto Frozen II, mas ainda é um filme que poderia muito bem não existir. Quanto mais se procura mais erros aparecem, já os acertos são mais difíceis de identificar.
Engraçado como aquelas sequências da Disney direto para vhs eram melhores que as sequências que eles estão lançando agora.
Contra-Filé
3.9 21Simplesmente impressionante. Infelizmente eu fui assistir após ver alguns shorts das cenas do açougue e estava esperando que este seria o centro da história. Então houve uma pequena decepção ai, mas ainda que eu não estivesse muito interessado na trama principal, a animação chama a atenção por si só. A tecnica do Pedro é um espetaculo à parte. Um dos stop-motions mais fluído que eu ja vi. Porém qro mais cenas dos açougueiros. Eles me lembram dos bons tempos do choque de cultura
Aya e a Bruxa
2.7 89Me entristece muito essa tendência de abandono das animações 2D e Goro Miyazaki não inspira muita confiança, porém a verdade é esse filme me surpreendeu positivamente. A Aya é uma protagonista muito carismática, consegue levar o filme nas costas, e a interação dela com os demais personagens funciona muito bem. Há diversos momentos engraçadinhos e no geral é uma animação leve e divertida, então confesso que gostei. MAS é um filme com muitos defeitos.
Há muito texto repetido, falta "show, don't tell", as interminaveis conversas da Aya com ela mesma demonstram falta de habilidade do roteirista e há uma inegavel falta de conteúdo e de um arco narrativo mais convincente. Aya e a Bruxa não demonstra a elegancia que esperamos da Ghibli, mas deixando expectativas e preconceitos de lado, essa não é uma experiência negativa.
Aniquilação
3.4 1,6K Assista AgoraMuitos conceitos visuais legais desperdiçados em uma histórinha banal e um roteiro mediocre.
Scott Pilgrim: A Série
3.9 63Divertidinho, mas parece mais uma fanfic.
É claramente feito pra quem já é fã dos quadrinhos ou pelo menos do filme. Se você não conhece nada de Scott Pilgrim, essa série não é uma boa introdução.
Um Crime Para Dois
3.2 216 Assista AgoraUm filminho esforçado, mas não muito bem executado.
South Park: Guerras do Streaming Parte 2
3.3 6 Assista AgoraNão sei por que tantas criticas. Esse é um dos melhores roteiros de South Park desses últimos anos. Todas as conexões absurdas e inversões de expectativas que eram o ponto forte do programa estão aqui. Ainda há problemas de narrativa e eles continuam com o uso excessivo do Randy. Mas apesar de nem tudo encaixar bem na história, me deixou otimista para as futuras temporadas de South Park, que vem caindo de qualidade desde a 20°.
Pete Davidson: Alive from New York
2.9 7 Assista AgoraPoucos comediantes fazem transições de piadas tão mal quanto o Pete.
Duna
3.8 1,6K Assista AgoraMelhor que a versão do Lynch? Muito melhor. Mas, infelizmente, ainda assim é só mais um blockbuster sem personalidade.
Kataputali
2.8 1A palavra que define Kataputali é decepção. Esse filme tinha tanto potencial, mas comete tantos erros bobos que comprometem a experiência. Esse longa tem muita personalidade, principalmente no departamento visual, mas o diretor demonstrou falta de habilidade na filmagem de certas cenas, além de bom senso em não cortar excessos. Falta de ritmo e previsibilidade (principalmente em relação aos jump scares) são alguns de seus grandes defeitos.
É um filme que se estiver de fácil acesso até vale a pena conferir. Caso contrário, não compensa o esforço. A melhor coisa de Kataputali é o poster mesmo.
A Casa da Noite Eterna
3.6 114O filme onde o fantasma é exorcizado na base do bullying
The Boxer's Omen
3.6 30Surpreendente.
Estava procurando um terror barato pra dar umas risadas e acabei assistindo um filme genuinamente bom.
Apesar dos efeitos toscos e de uns cortes abruptos, "Mo" é bastante refinado. Ele tem planos bem trabalhados, um roteiro simples, mas funcional e a arte, ainda que limitada em vários aspectos, consegue ser deslumbrante em diversos momentos. A identidade visual consegue ser o ponto alto da obra.
Este é um excelente filme B.
O Último Imperador
3.8 168 Assista AgoraUm filme ambicioso, mas que infelizmente deixa a desejar.
Sinto que apesar de atingir quase quatro horas de duração, o Ultimo Imperador é raso. Ele arranha muitos aspectos diferentes da vida do protagonista, mas sem focar em nenhum em específico. Objetivos políticos, conflitos internos, relacionamentos, crescimento e etc, estão representados no filme e ainda assim não sinto que conheci o personagem Pu Yi tanto quanto deveria.
As vezes tinha a sensação de estar vendo vários filmes diferentes, sobre a mesma pessoa. Ou ainda, uma reedição de uma mini série para um longa-metragem.
É uma ótima aula de história, mas como cinema, não alcança todo o potencial que tinha ou que acharam que tivesse.
Mas se eu disser que achei ruim, estaria mentindo. É um filme que vale a pena ser visto, mas, com certeza, não é uma obra obrigatória
Querida, Você Não Vai Acreditar
3.3 8Um excelente trabalho de caracterização de personagens. Com poucos minutos na tela você já entende as personalidades deles, mas termina o filme e você se sente como se não tivesse visto o suficiente. Poderia facilmente ter sequências.
Uma boa comédia pra passar o tempo.
Jumbo
3.2 13Estava muito animado para assistir Jumbo. A proposta do filme é bastante inusitada e se mostrava promissora.
E realmente, há muitas ideias boas aqui, mas infelizmente o filme peca no principal: fazer a gente acreditar no relacionamento de Jeanne com Jumbo.
Primeiro erro nesse aspecto é na criação de uma personalidade para o Jumbo. O filme ainda se permite abraçar alguns elementos "mágicos" (Que é discutível se é um fenômeno fantástico ou ilusões da protagonista), porém ainda assim há pouco esforço em tornar Jumbo "alguém" único.
Em nenhum momento é sequer trabalhado o que Jeanne vê de tão especial no Jumbo em particular. Creio que poderiam ter colocado qualquer outra atração do parque, que não faria qualquer diferença. E o que mais me surpreende nisso, é que o mais difícil, que era estabelecer um contato dela com o brinquedo, foi feito (Inclusive gosto bastante deles se comunicarem pelas luzes). Mas o principal, que seria aprofundar ou desenvolver o relacionamento, foi basicamente pulado por completo.
E isso atrapalha muito, pois não acreditando nesse relacionamento, fica complicado ficar do lado da protagonista. A partir do momento que ela decide apresentar "o namorado" pra mãe até o final, ela parece uma pessoa completamente fora de si (Chegando a ser violenta em alguns momentos).
Creio que o plano era deixar ambígua a possibilidade dela estar louca ou não. Porém me parece que erraram a mão ao tentar equilibrar essas possibilidades. Se tem algo que esse filme não deixa duvidas é sobre a falta de sanidade da Jeanne. Pra mim, mesmo se Jumbo tem realmente uma consciência, ainda mantenho que ela não é uma pessoa mentalmente saudável.
Coloco até em dúvida se o foco do filme era discutir relacionamentos não tradicionais ou saúde psicológica. Contudo, no final tanto faz, porque ele não faz bem nem um nem outro.
Mas ainda é um filme que funciona de forma básica e como disse, tem boas ideias. Se tivessem realmente explorado melhor a conexão da protagonista com o Jumbo, poderia ser um filme fantástico. Contudo, o que temos realmente é uma pilha de potencial desperdiçado.
História do Oculto
3.4 48 Assista Agora"História do Oculto" foi realmente uma experiência inesperada.
Segue um estilo de terror que admiro muito, que é se apoiar na construção da atmosfera, em vez de depender de jump scares.
Sempre tenho um pé atrás com filmes modernos que são em preto e branco, pois geralmente não há motivos para essa escolha estética além do desejo do diretor de soar pedante. Mas tanto o uso das cores, quanto a escolha do formato de tela (4:3, Formato antigo das televisões) não é gratuito e é muito bem utilizado.
No final, a mensagem que eu interpreto do filme é a crítica social sobre como as elites econômicas e políticas não se importam em vender nossos futuros e crianças para obter vantagens pessoais. Além de como é quase impossível de sequer revelar a dimensão dessas questões ao público já que a mídia pertencer à essas mesmas elites.
Infelizmente, nem tudo é perfeito e "História do Oculto" tem alguns problemas notáveis. O maior deles é o modo como as informações são liberadas.
É um filme muito denso. Tudo o que é dito, tem relevância. Mas em um filme onde há pouca ação e muito dialogo, pode ser bastante trabalhoso lidar com tanta informações de uma vez. Logo na primeira cena já somos bombardeados com o ancora do programa resumindo o contexto político. Não há um momento de inserção para os espectadores se prepararem. Além disso, a maioria dos personagens são apresentados em um espaço muito curto de tempo e em uma história em que o cerne são pessoas falando sobre outras pessoas, não saber o nome dos personagens é um problema grande. Com toda certeza, perdi muitos detalhes pois até o final ainda estava tentando me situar entre os nomes.
Por ter esse pequeno problema de infodump, "História do Oculto" é um filme que com toda certeza se beneficiaria ao ser assistido uma segunda vez. Contudo, definitivamente não impede de apreciar o filme logo no primeiro contato.
Dancing Mary
3.1 2Fui assistir esperando um filme de terror e acabou sendo uma comédia. É uma história muito simples, mas faz tudo o que pretende fazer com competência. Não sei se o humor daqui funciona pra todos. Não é algo muito escrachado. As piadas são bem pontuais, mas me divertiram bastante.