Começa muito bem e chega a criar uma boa expectativa, mas depois perde o rumo. Passa por momentos fracos, fica estranho em alguns pontos e tenta se recuperar, sem nunca engrenar de verdade. No fim, dá a sensação de um ciclo de altos e baixos com várias “barrigadas” pelo caminho.
O filme tem problemas bem sérios. Em vários momentos dá a sensação de que faltam cenas, como se a montagem estivesse incompleta ou mal resolvida. As atuações são apenas ok, pendendo mais para o fraco. A premissa até é interessante, mas é praticamente o único ponto que chama atenção. O enredo não se sustenta ao longo do filme e acaba ficando confuso. Isso não por ser complexo ou incompreensível, mas porque a ligação entre os acontecimentos é fraca e pouco convincente, mesmo levando em conta a pretensa fragilidade psicológica dos personagens.
O filme foge dos clichês clássicos de zumbi, embora acabe caindo em alguns elementos mais comuns do pós-apocalíptico. Mas, no geral, achei a proposta bem original e interessante. O clima é bem construído e ajuda bastante na imersão, enquanto o elenco dá conta do recado na maioria das vezes. Destaque especial para a maquiagem e os efeitos práticos, que na minha opinião estão muito bons e elevam a experiência. Consegue manter uma identidade própria e contar uma história diferenciada.
Fiquei meio dividido com o filme. Em termos de acontecimentos, quase nada realmente se desenvolve, o que pode frustrar bastante. Por outro lado, a construção de suspense e tensão é muito bem feita e me fez mergulhar na proposta enquanto assistia. No fim, a experiência até funciona. Mas me deixou uma sensação de vazio justamente porque pouca coisa acontece de fato, e o que acontece acaba sendo confuso ou mal explicado. Falta até uma base mínima para criar teorias ou interpretações mais sólidas. Como fã deste tipo de terror até que valeu a pena assistir.
Fui sem expectativas e, até a metade, estava comprando a proposta. Mas depois o filme desanda completamente e vai ladeira abaixo. O roteiro é extremamente fraco, com diálogos que chegam a ser constrangedores de tão ruins. Os efeitos visuais até não me incomodaram tanto, mas o problema maior está em como a narrativa se desenvolve e nas decisões que o filme toma ao longo do caminho. Uma pena.
Não achei tão ruim quanto estão dizendo. O que realmente me incomodou foi a motivação do assassino, que achei bem ridícula e pouco convincente. O filme entrega algumas mortes bem legais dentro daquele estilo mais clichê que já é marca da franquia, mas que ainda funciona e diverte. Entre os filmes mais recentes de Pânico, esse provavelmente é o mais fraco, mas para mim está longe de ser uma catástrofe.
É um Folk Horror interessante com muita atmosfera com um visual forte e um clima bem construído que pra mim funcionou bem. A direção do Osgood Perkins aqui funcionou, diferente dos últimos filmes dele que não me cativaram. O filme conseguiu focar em criar clima, com aquele terror mais psicológico, lento e desconfortável. As atuações também ajudam, principalmente a da Tatiana Maslany, nossa She Hulk, que aqui está muito bem.
É um típico terrir adolescente de zumbi. O filme tenta resgatar aquela vibe dos filmes de zumbi dos anos 90 e até chega perto em alguns momentos, mas não foi suficiente para me cativar. Faltou carisma e impacto para realmente funcionar. Talvez funcione melhor para um público mais jovem ou menos exigente com o gênero.
Quiseram levar pra um caminho, mas acho que ficou meio confuso. O escuro total pra "esconder os problemas de efeitos é sempre o pior caminho. Já vi FF melhores de baixo orçamento no mesmo estilo.
Adorei o filme. É uma proposta simples, mas muito bem executada. Parece que o filme foi inspirado em um jogo, mas como não conheço não sei se foi uma boa adaptação. Ainda assim, as cenas iniciais em primeira pessoa são bem imersivas e dão uma ótima sensação de estar jogando. É um terror/suspense minimalista muito mais psicológico e atmosférico do que baseado em sustos. O que mais gostei foi como o filme brinca com a percepção, trazendo sensações de estranhamento, inquietação e paranoia que me envolveram bastante. O filme aposta na repetição e na observação, quem prefere uma narrativa mais convencional talvez não goste.
Como todos que aparecem no corredor parecem ter alguma ligação familiar com o protagonista (a mulher e o filho), fiquei com a impressão de que o senhor que passa pelo corredor poderia ser o pai dele. Em um momento o protagonista comenta que também não conhecia o próprio pai, então imaginei que o filme talvez sugira essa relação.
The Whistle é um terror adolescente de maldição bem clichê, no estilo "Final Destination", mas com um desenvolvimento bem mais fraco. A premissa e o visual do filme até são interessantes, e os atores fazem um trabalho ok. O problema maior está no roteiro, na direção e na montagem, que são péssimos. Algumas situações se desenrolam de forma pouco convincente, tornando difícil suspender a descrença. Tem perguntas óbvias que ninguém parece fazer, alguns personagens aleatórios (spoiler) e muita conveniência de roteiro. Um dos pontos positivos pra mim foram as mortes. Os efeitos não são extraordinários, mas funcionam bem dentro da proposta e acabaram sendo algumas das partes mais divertidas do filme para mim. No geral, um filme mediano para o gênero.
O plot do professor no início é muito fraco e previsível. Ele até poderia servir para explicar parte da origem ou o funcionamento do apito, mas no fim tudo se resolve com uma simples pesquisa no Google. Além disso, ele é o primeiro a soprar o apito e nenhum som é ouvido, mas depois o apito passa a emitir um som audível e qualquer pessoa que o escuta tem sua morte evocada. A avó do rapaz que morre no início também aparece de forma completamente aleatória, funcionando apenas como uma conveniência de roteiro para empurrar a história adiante. Também fiquei com a impressão de que o irmão da loira tinha ouvido o apito, mas depois ele desaparece da história. Já o “pastor” é um personagem muito mal desenvolvido. A revelação de que ele teria causado a morte de uma criança por causa das drogas surge praticamente do nada no último ato.
É um found footage muito bom. A introdução é realmente longa, mas para mim funcionou porque o protagonista é carismático e natural. Fiquei entretido com o que ele mostra e comenta, então o ritmo inicial não me incomodou tanto quanto pode incomodar algumas pessoas.
Quando o mistério finalmente começa, o filme praticamente não desacelera até o final. A tensão cresce de forma constante e há muitos detalhes acontecendo no plano de fundo das cenas. O desfecho existe, mas é um final mais sutil e ambíguo, que talvez não satisfaça quem espera explicações diretas. Ou você aprecia a atmosfera e a sugestão, ou sai frustrado pela falta de respostas claras.
Acredito que numa segunda assistida eu perceberia ainda mais detalhes escondidos. Eu gostei, mas não chega a ser tão impactante a ponto de exigir uma reassistida imediata. Talvez daqui a um tempo eu volte a ele com outro olhar.
É um filme bastante interpretativo, e confesso que não consegui compreendê-lo completamente. É um filme de lingua não inglesa e existem aspectos culturais e nuances de linguagem que desconheço e que, provavelmente, são essenciais para uma interpretação mais precisa. Tive a impressão de que há problemas de tradução, já que a dublagem e as legendas em diferentes idiomas parecem alterar significativamente o sentido de algumas falas, às vezes de maneira quase oposta. Isso certamente interfere na compreensão geral do filme. Diante dessas questões e de um final mais aberto, acabei construindo minha própria teoria sobre o que acontece (explico melhor nos spoilers).
Pelo que entendi, o apocalipse não acontece exatamente no nosso presente, mas em um futuro um pouco mais distante. O discurso em holograma quase no final deixa bem claro que havia um partido político de viés fascista profundamente incomodado com a imigração de refugiados de uma guerra próxima. O tom é explicitamente eugenista. Dependendo da tradução, algumas falas mudam de nuance, mas o ponto central permanece: a ideia de que os imigrantes estariam “roubando” a cultura e “manchando” a descendência, evocando aquele velho mito do “sangue puro” e da "pureza genética" (*Disclaimer 1, abaixo), um discurso associado a ideologias nazifascistas. Isso está diretamente no filme. A partir daqui entra mais a minha interpretação, talvez já beirando uma fanfic. ///// Acho que o vírus pode ter sido desenvolvido por esses eugenistas com o objetivo de impedir a procriação dos imigrantes. Porém, algo saiu do controle: os fetos começaram a nascer como zumbis e a infecção passou para os pais. O plano, talvez, fosse que o vírus não afetasse os chamados “sangues puros”, mas como essa ideia de pureza é um mito, o vírus acabou atingindo todos. ///// O menino, então, poderia ser um experimento eugenista, uma tentativa de garantir essa “descendência pura”. Reparei que a maioria das pessoas que aparecem no filme tem traços étnicos variados. O menino é o único loiro de olhos azuis. O outro menino tem Síndrome de Dawn (Disclaimer 2, abaixo), o que pode lhe conferir a vantagem genética de ser imune ao vírus. O que é muito irônico dado que os criadores do vírus são eugenistas. ///// Talvez os imigrantes tenham se revoltado e destruído o núcleo fascista e seus experimentos. O vídeo da família com a mulher grávida parece anterior a esse colapso. A mãe perde o bebê, o surto começa e a menina já nascida do casal morre. O casal, então, junto a esses refugiados rebeldes, encontra o menino de “gene puro” e deveria eliminá-lo, mas não consegue. Isso explicaria a frieza do pai com a criança e a fuga para a floresta. ///// Também pode ser que o apocalipse seja mais localizado do que global, e que ainda exista algum tipo de governo. Os soldados que resgatam o menino talvez representem essa estrutura remanescente. A postura da soldado no final sugere que ele pode ser usado em busca de uma cura, mesmo que isso custe sua vida. Ela o leva, mas não promete protegê-lo quando ele pergunta — o que deixa a ambiguidade moral ainda mais forte.
*Disclaimer 1: *Todas as etnias modernas resultam de miscigenação histórica, que ocorre desde os primórdios do surgimento da nossa espécie*.
*Disclaimer 2: A síndrome de Down, ou trissomia do 21, é uma alteração genética onde a pessoa possui três cromossomos 21 em vez de dois, totalizando 47 cromossomos. Causa deficiência intelectual leve a moderada e traços físicos específicos, sendo uma condição, não uma doença.*
Muito bom! É um filme diferente dentro da franquia. O roteiro é simples, mas bem executado, com boas cenas de ação e ritmo envolvente. Algumas escolhas tinham tudo para soar cafonas, mas no fim a impressão é que tudo foi condizente. Me prendeu do início ao fim. O que mais me chamou atenção foi a subversão da lógica tradicional da franquia... (spoiler)
O que mais me chamou atenção foi a subversão da lógica tradicional da franquia. Aqui, o filme praticamente nos coloca para torcer pelo Predador do começo ao fim. Outros filmes da franquia já tentaram algo parecido, mas nunca de maneira tão consistente e bem desenvolvida como aqui.
Uma pena. Eu adoro essa franquia. Não é mais um FF, mas esse nem é maior problema. Os atores não salvam o filme, mas também não são os grandes culpados desse fiasco. O verdadeiro terror desse filme é a produção e a montagem. O orçamento do filme é baixo (assim como todos da franquia), e, ainda assim, decidiram sair do ambiente mais contido dos anteriores. O resultado é mais da metade das cenas serem fechadas no rosto dos personagens, claramente para esconder limitações de cenário, locações e efeitos. Com isso, até o referencial geográfico do Hotel, se perdeu. Em vários momentos, parece que cenas de ligação simplesmente desapareceram na edição. A história até tinha potencial no início, mas foi muito mal executada ao longo do filme. Parece que quiseram expandir a mitologia e elevar a escala sem ter estrutura para isso. Talvez tivesse sido mais acertado permanecer no found footage sobrenatural básico, que era simples, e funcionava muito bem. Acho que ainda dá tempo de fingir que esse filme não aconteceu.
Casamento Sangrento: A Viúva
3.3 92Gostei! Expandiu muito bem a mitologia. Achei até melhor que o primeiro.
The Mortuary Assistant
1.5 16Começa muito bem e chega a criar uma boa expectativa, mas depois perde o rumo. Passa por momentos fracos, fica estranho em alguns pontos e tenta se recuperar, sem nunca engrenar de verdade. No fim, dá a sensação de um ciclo de altos e baixos com várias “barrigadas” pelo caminho.
Loft
3.1 10O filme tem problemas bem sérios. Em vários momentos dá a sensação de que faltam cenas, como se a montagem estivesse incompleta ou mal resolvida. As atuações são apenas ok, pendendo mais para o fraco. A premissa até é interessante, mas é praticamente o único ponto que chama atenção. O enredo não se sustenta ao longo do filme e acaba ficando confuso. Isso não por ser complexo ou incompreensível, mas porque a ligação entre os acontecimentos é fraca e pouco convincente, mesmo levando em conta a pretensa fragilidade psicológica dos personagens.
Párvulos: Filhos do Apocalipse
2.4 12 Assista AgoraO filme foge dos clichês clássicos de zumbi, embora acabe caindo em alguns elementos mais comuns do pós-apocalíptico. Mas, no geral, achei a proposta bem original e interessante. O clima é bem construído e ajuda bastante na imersão, enquanto o elenco dá conta do recado na maioria das vezes. Destaque especial para a maquiagem e os efeitos práticos, que na minha opinião estão muito bons e elevam a experiência. Consegue manter uma identidade própria e contar uma história diferenciada.
Undertone
3.0 86Fiquei meio dividido com o filme. Em termos de acontecimentos, quase nada realmente se desenvolve, o que pode frustrar bastante. Por outro lado, a construção de suspense e tensão é muito bem feita e me fez mergulhar na proposta enquanto assistia. No fim, a experiência até funciona. Mas me deixou uma sensação de vazio justamente porque pouca coisa acontece de fato, e o que acontece acaba sendo confuso ou mal explicado. Falta até uma base mínima para criar teorias ou interpretações mais sólidas. Como fã deste tipo de terror até que valeu a pena assistir.
This is Not a Test
1.9 9Não é ruim. É um filme de zumbi bem clichê. As atuações não ajudam muito, mas no geral tá na média.
Estrada Maldita
2.6 217 Assista AgoraNão é ruim, mas também não achei grandes coisas.
Terror em Silent Hill: Regresso para o Inferno
1.7 148Fui sem expectativas e, até a metade, estava comprando a proposta. Mas depois o filme desanda completamente e vai ladeira abaixo. O roteiro é extremamente fraco, com diálogos que chegam a ser constrangedores de tão ruins. Os efeitos visuais até não me incomodaram tanto, mas o problema maior está em como a narrativa se desenvolve e nas decisões que o filme toma ao longo do caminho. Uma pena.
MadS
3.2 86Muito bom!!! Todo em um plano sequencia sensacional. Um filme de zumbi original em muitos aspectos. Podia ter um segundo.
Pânico 7
2.7 384 Assista AgoraNão achei tão ruim quanto estão dizendo. O que realmente me incomodou foi a motivação do assassino, que achei bem ridícula e pouco convincente. O filme entrega algumas mortes bem legais dentro daquele estilo mais clichê que já é marca da franquia, mas que ainda funciona e diverte. Entre os filmes mais recentes de Pânico, esse provavelmente é o mais fraco, mas para mim está longe de ser uma catástrofe.
Para Sempre Medo
2.4 52 Assista AgoraÉ um Folk Horror interessante com muita atmosfera com um visual forte e um clima bem construído que pra mim funcionou bem. A direção do Osgood Perkins aqui funcionou, diferente dos últimos filmes dele que não me cativaram. O filme conseguiu focar em criar clima, com aquele terror mais psicológico, lento e desconfortável. As atuações também ajudam, principalmente a da Tatiana Maslany, nossa She Hulk, que aqui está muito bem.
Hostile Dimensions
2.3 11 Assista AgoraA premissa é muito boa! O roteiro e a execução deixaram um pouco a desejar. Poderia ter sido melhor. Mas pra mim a ideia valeu pelo filme.
Dança com os Mortos
3.1 27 Assista AgoraÉ um típico terrir adolescente de zumbi. O filme tenta resgatar aquela vibe dos filmes de zumbi dos anos 90 e até chega perto em alguns momentos, mas não foi suficiente para me cativar. Faltou carisma e impacto para realmente funcionar. Talvez funcione melhor para um público mais jovem ou menos exigente com o gênero.
POV: Presença Oculta
2.1 37 Assista AgoraQuiseram levar pra um caminho, mas acho que ficou meio confuso. O escuro total pra "esconder os problemas de efeitos é sempre o pior caminho. Já vi FF melhores de baixo orçamento no mesmo estilo.
Raakavedos
3.4 2Um lugar, uma camera na mão e uma produção baixo orçamento. Um FF bem clichê, mas até que se sai bem na construção da tensão.
Plague
1.6 6Não tem muitos zumbis no filme, mas o clima e as questões morais construídas até que não são ruins. Mas também não chega a ser bom.
Exit 8
3.2 46Adorei o filme. É uma proposta simples, mas muito bem executada. Parece que o filme foi inspirado em um jogo, mas como não conheço não sei se foi uma boa adaptação. Ainda assim, as cenas iniciais em primeira pessoa são bem imersivas e dão uma ótima sensação de estar jogando. É um terror/suspense minimalista muito mais psicológico e atmosférico do que baseado em sustos. O que mais gostei foi como o filme brinca com a percepção, trazendo sensações de estranhamento, inquietação e paranoia que me envolveram bastante. O filme aposta na repetição e na observação, quem prefere uma narrativa mais convencional talvez não goste.
Como todos que aparecem no corredor parecem ter alguma ligação familiar com o protagonista (a mulher e o filho), fiquei com a impressão de que o senhor que passa pelo corredor poderia ser o pai dele. Em um momento o protagonista comenta que também não conhecia o próprio pai, então imaginei que o filme talvez sugira essa relação.
O Som da Morte
2.3 74 Assista AgoraThe Whistle é um terror adolescente de maldição bem clichê, no estilo "Final Destination", mas com um desenvolvimento bem mais fraco. A premissa e o visual do filme até são interessantes, e os atores fazem um trabalho ok. O problema maior está no roteiro, na direção e na montagem, que são péssimos. Algumas situações se desenrolam de forma pouco convincente, tornando difícil suspender a descrença. Tem perguntas óbvias que ninguém parece fazer, alguns personagens aleatórios (spoiler) e muita conveniência de roteiro. Um dos pontos positivos pra mim foram as mortes. Os efeitos não são extraordinários, mas funcionam bem dentro da proposta e acabaram sendo algumas das partes mais divertidas do filme para mim. No geral, um filme mediano para o gênero.
O plot do professor no início é muito fraco e previsível. Ele até poderia servir para explicar parte da origem ou o funcionamento do apito, mas no fim tudo se resolve com uma simples pesquisa no Google. Além disso, ele é o primeiro a soprar o apito e nenhum som é ouvido, mas depois o apito passa a emitir um som audível e qualquer pessoa que o escuta tem sua morte evocada. A avó do rapaz que morre no início também aparece de forma completamente aleatória, funcionando apenas como uma conveniência de roteiro para empurrar a história adiante. Também fiquei com a impressão de que o irmão da loira tinha ouvido o apito, mas depois ele desaparece da história. Já o “pastor” é um personagem muito mal desenvolvido. A revelação de que ele teria causado a morte de uma criança por causa das drogas surge praticamente do nada no último ato.
Hangar 10
2.0 18Eu gostei, mas tem FF melhores com o mesmo enredo.
Day of Disappearance
4.0 3 Assista AgoraÉ um found footage muito bom. A introdução é realmente longa, mas para mim funcionou porque o protagonista é carismático e natural. Fiquei entretido com o que ele mostra e comenta, então o ritmo inicial não me incomodou tanto quanto pode incomodar algumas pessoas.
Quando o mistério finalmente começa, o filme praticamente não desacelera até o final. A tensão cresce de forma constante e há muitos detalhes acontecendo no plano de fundo das cenas. O desfecho existe, mas é um final mais sutil e ambíguo, que talvez não satisfaça quem espera explicações diretas. Ou você aprecia a atmosfera e a sugestão, ou sai frustrado pela falta de respostas claras.
Acredito que numa segunda assistida eu perceberia ainda mais detalhes escondidos. Eu gostei, mas não chega a ser tão impactante a ponto de exigir uma reassistida imediata. Talvez daqui a um tempo eu volte a ele com outro olhar.
M: A Última Esperança
2.8 13 Assista AgoraÉ um filme bastante interpretativo, e confesso que não consegui compreendê-lo completamente. É um filme de lingua não inglesa e existem aspectos culturais e nuances de linguagem que desconheço e que, provavelmente, são essenciais para uma interpretação mais precisa. Tive a impressão de que há problemas de tradução, já que a dublagem e as legendas em diferentes idiomas parecem alterar significativamente o sentido de algumas falas, às vezes de maneira quase oposta. Isso certamente interfere na compreensão geral do filme. Diante dessas questões e de um final mais aberto, acabei construindo minha própria teoria sobre o que acontece (explico melhor nos spoilers).
Pelo que entendi, o apocalipse não acontece exatamente no nosso presente, mas em um futuro um pouco mais distante. O discurso em holograma quase no final deixa bem claro que havia um partido político de viés fascista profundamente incomodado com a imigração de refugiados de uma guerra próxima. O tom é explicitamente eugenista. Dependendo da tradução, algumas falas mudam de nuance, mas o ponto central permanece: a ideia de que os imigrantes estariam “roubando” a cultura e “manchando” a descendência, evocando aquele velho mito do “sangue puro” e da "pureza genética" (*Disclaimer 1, abaixo), um discurso associado a ideologias nazifascistas. Isso está diretamente no filme. A partir daqui entra mais a minha interpretação, talvez já beirando uma fanfic. ///// Acho que o vírus pode ter sido desenvolvido por esses eugenistas com o objetivo de impedir a procriação dos imigrantes. Porém, algo saiu do controle: os fetos começaram a nascer como zumbis e a infecção passou para os pais. O plano, talvez, fosse que o vírus não afetasse os chamados “sangues puros”, mas como essa ideia de pureza é um mito, o vírus acabou atingindo todos. ///// O menino, então, poderia ser um experimento eugenista, uma tentativa de garantir essa “descendência pura”. Reparei que a maioria das pessoas que aparecem no filme tem traços étnicos variados. O menino é o único loiro de olhos azuis. O outro menino tem Síndrome de Dawn (Disclaimer 2, abaixo), o que pode lhe conferir a vantagem genética de ser imune ao vírus. O que é muito irônico dado que os criadores do vírus são eugenistas. ///// Talvez os imigrantes tenham se revoltado e destruído o núcleo fascista e seus experimentos. O vídeo da família com a mulher grávida parece anterior a esse colapso. A mãe perde o bebê, o surto começa e a menina já nascida do casal morre. O casal, então, junto a esses refugiados rebeldes, encontra o menino de “gene puro” e deveria eliminá-lo, mas não consegue. Isso explicaria a frieza do pai com a criança e a fuga para a floresta. ///// Também pode ser que o apocalipse seja mais localizado do que global, e que ainda exista algum tipo de governo. Os soldados que resgatam o menino talvez representem essa estrutura remanescente. A postura da soldado no final sugere que ele pode ser usado em busca de uma cura, mesmo que isso custe sua vida. Ela o leva, mas não promete protegê-lo quando ele pergunta — o que deixa a ambiguidade moral ainda mais forte.
*Disclaimer 1: *Todas as etnias modernas resultam de miscigenação histórica, que ocorre desde os primórdios do surgimento da nossa espécie*.
*Disclaimer 2: A síndrome de Down, ou trissomia do 21, é uma alteração genética onde a pessoa possui três cromossomos 21 em vez de dois, totalizando 47 cromossomos. Causa deficiência intelectual leve a moderada e traços físicos específicos, sendo uma condição, não uma doença.*
Predador: Terras Selvagens
3.5 295 Assista AgoraMuito bom! É um filme diferente dentro da franquia. O roteiro é simples, mas bem executado, com boas cenas de ação e ritmo envolvente. Algumas escolhas tinham tudo para soar cafonas, mas no fim a impressão é que tudo foi condizente. Me prendeu do início ao fim. O que mais me chamou atenção foi a subversão da lógica tradicional da franquia... (spoiler)
O que mais me chamou atenção foi a subversão da lógica tradicional da franquia. Aqui, o filme praticamente nos coloca para torcer pelo Predador do começo ao fim. Outros filmes da franquia já tentaram algo parecido, mas nunca de maneira tão consistente e bem desenvolvida como aqui.
Enterramos os Mortos
2.6 38 Assista AgoraEsse filme não é propriamente um terror de zumbi, é mais um thriller/drama com zumbis. Visto desse jeito até que gostei.
Hell House LLC: A Herança
1.7 27Uma pena. Eu adoro essa franquia. Não é mais um FF, mas esse nem é maior problema. Os atores não salvam o filme, mas também não são os grandes culpados desse fiasco. O verdadeiro terror desse filme é a produção e a montagem. O orçamento do filme é baixo (assim como todos da franquia), e, ainda assim, decidiram sair do ambiente mais contido dos anteriores. O resultado é mais da metade das cenas serem fechadas no rosto dos personagens, claramente para esconder limitações de cenário, locações e efeitos. Com isso, até o referencial geográfico do Hotel, se perdeu. Em vários momentos, parece que cenas de ligação simplesmente desapareceram na edição. A história até tinha potencial no início, mas foi muito mal executada ao longo do filme. Parece que quiseram expandir a mitologia e elevar a escala sem ter estrutura para isso. Talvez tivesse sido mais acertado permanecer no found footage sobrenatural básico, que era simples, e funcionava muito bem. Acho que ainda dá tempo de fingir que esse filme não aconteceu.