A ideia que os roteiristas de You me passam é daquele universitário que deixou para fazer o TCC faltando 3 dias para entregar e achou mesmo que a qualidade duvidosa do que escreveu iria convencer todos de alguma coisa.
A série é um vendaval de erros. Listo um por um abaixo.
- Desde o início essa série exige que você desligue em seu cérebro o córtex responsável pela razão, coerência e bom senso. Se você não ativa a chavinha, você vai odiar tudo que você vê. Isso se dá pelos pontos abaixo.
- Joe é um tipo de serial killer que se acha inteligente, mas não passa de um obsessor compulsivo e que age apenas pelo impulso; a consequência ele vê depois. Se pudesse descrevê-lo em um CID ou DSM, colocaria como "Síndrome de psicopatia impulsiva induzida por ressaca moral", onde o sujeito age sem pensar, se vê completamente na merda no dia seguinte ao que fez, mas não se arrepende de nada, só que vai passar um caralho de um perrengue pra lidar com as consequências da merda que aconteceu.
- Não menos obstante e na tangente dessas atitudes impensadas e imprudentes, NÃO acompanhamos a polícia sequer investigar a fundo o que o Joe fez ou faz. Os roteiristas tomaram o seu serial killer pelos braços e disseram "eu te protejo para ver se rendemos uma fórmula repetida entre todas as temporadas".
- Não há câmeras de vigilância, não há vestígios de DNA, não há testemunhas e todo mundo que esteve ao redor das vítimas é investigado e interrogado, menos o príncipe charmoso. Bastaria juntar lé com cré para saber que ele seria culpado de todas as conveniências de mortes em que esteve envolvido. Os inocentes foram acusados com base em provas circunstanciais e absolutamente se aceitou isso como verdade. Foi aqui que a série dormiu com seu comodismo, o abraçou de conchinha e gritou na cara do publico "eu sou assim, aceite isso". Subestimam a inteligência do telespectador e isso já perdura por anos.
- Um assassino meticuloso e invisível aos olhos da justiça possui uma espécie de capa de invisibilidade que daria orgulho na escola de Hogwarts: sim, o seu boné preto. Talvez a coisa que mais me irritou durante todo esse tempo na série. É como se o personagem imediatamente se blindasse e assumisse a figura de um vulto irreconhecível, esguio e impune aos olhos de testemunhas e câmeras de vigilância. Ele pode matar a sangue frio um cara no meio da calçada no centro da capital, mas, sim, não vai haver ninguém para notar isso ou a polícia para se dar conta do acontecido.
- O nosso príncipe charmoso tem uma força que os Avengers ficariam com os pelinhos do ** arrepiados ao saber como que ele consegue transportar corpos entre ambientes como se fossem bonecos de plástico. Sim, um corpo desacordado vai ter um peso de papel. Eu tô afirmando porque foi a série que me contou.
- You também nos apresenta uma espécie de escola Wolf Maya mas de sociopatinhas. Bastou ficar de fora da "jaula" (ou até mesmo dentro) para o personagem personificar o maior lorde do sarcasmo, sadismo e falta de humanidade que você puder imaginar; além disso, o vocabulário fica instantaneamente refinado e há uma enxurrada de insights e análises comportamentais e de personalidade que fariam um psicanalista abraçar os joelhos enquanto vê a TV chorar de orgulho.
- Todos os personagens são burros. Quando acham que foram espertos eles provavelmente estão tentando se convencer de uma mentira que disseram para si mesmos. Ei, Kate, você acha mesmo que seria uma ótima ideia prender um seria killer em uma jaula e tentar tirar a força uma confissão? Soou gostosinho na sua cabeça? E se eu te dissesse que há uma coisinha que poderia fazer isso e com competência jurídica e técnica chamada POLÍCIA? Mas não para por aí. Vem cá, Bronte, você acha mesmo que bancar Bonnie e Clyde com um psicopata e tomar a atitude de tentar tirar verdades dele no meio de uma casa abandonada na floresta é realmente uma boa ideia? Soou delicinha na sua cabeça? E se eu te dissesse que você poderia simplesmente ter deixado o sujeito queimar no fogo do inferno e CONTINUAR A SUA VIDA normalmente já que, depois de ter sofrido o calvário absoluto na mão do seu Manson favorito, nem assim você conseguiu tirar a verdade dele? Viu?
É por isso que reitero o que disse no início desse enorme textão: se houvesse um só roteirista para debater com os outros e questionar essas ideias completamente esdruxulas e estupidas, poderíamos ter tido uma série bem legal e redondinha.
Menos sempre é mais em termos de qualidade. Mas dessa vez eu não acharia nada ruim ter pelo menos mais 2 episodios de deleite desse espetáculo de direção e atuação. Se não surgir nada melhor ao longo do ano, vai rapar tudo que concorrer no Emmy e Globo de ouro.
A propósito, o garoto que faz o Jaime tem um futuro brilhante pela frente.
E a atriz que fez a psicologa eu queria poder dar um abraço apertado nela por ter sido tão, mas tão perfeita e intensa no papel a ponto de transmitir TUDO apenas sendo... contida. Show, show e show.
Quando você apela para a enrolação é sinal que você não sabe para onde quer ir. Essa série tem um potencial enorme, mas se perde em querer render onde não tem fonte para isso.
Eu entendo a ideia de querer expor os dramas e as dificuldades humanas em situações malucas como as vividas aqui. Mas, não sei se pelas PÉSSIMAS atuações e pela PÉSSIMA direção, acredito que absolutamente NINGUÉM compre o sofrimento dos personagens. É difícil demais estabelecer uma empatia porque tudo é jogado de uma forma completamente amadora em tela. A série peca em querer ser série de drama ao tempo que é uma série de suspense e ao tempo que é uma série de terror. Num plano ideal, os monstros, o mistério, enfim, tudo que envolve a cidade deveria ser apenas um plano de fundo do drama vivido pelos personagens. Deveria ser um medo oculto, um medo de algo desconhecido, mas que também é desconhecido para quem assiste. Enquanto tentassem resolver as coisas e voltar para casa, o único medo deveria ser o de ter uma morte por algo que fugisse totalmente seja da razão ou do imaginário. A lente hiper focada no rosto dos personagens não faz a gente comprar o drama deles. Além disso, o diálogo expositivo e a CHATICE dos personagens em esconder o TEMPO INTEIRO o que sentem, vêm e vivem é aborrecedor. Não tinha necessidade nenhuma de criar monstros pitorescos, não tinha necessidade de CGI tosca de uma mulher cadavérica, se mantivesse apenas as figuras humanas de pessoas que foram próximas ou desconhecidas deles, já seria aterrorizante o suficiente. Não obstante, o pavio curtíssimo dos personagens até mesmo quando algum chega tranquilo para conversar com o outro é uma preguiça de roteiro que me dá nos nervos.
Fátima: de uma pessoa good vibes no início para uma completa de uma chata (não, a "gravidez" não é suficiente para ancorar a personagem numa chatice imparável).
Ellis: desde o inicio eu sinceramente nunca entendi a função dele na série. Inútil. Além de ser um péssimo ator de mesma expressão facial o tempo inteiro.
Jim: a busca eterna em ser um dito "macho alfa", mas o máximo que ele consegue é ser um forçador de barra extremamente impulsivo. Além de ser um repelente de interações sociais saudáveis.
Elgin: um péssimo ator interpretando um personagem que ganhou força demais desproporcional ao que realmente a história precisava.
Tabitha: a atriz de um olhar só. Não expressa as coisas claramente, é burra nas decisões e quase sempre não acrescenta nada nem para a própria família quanto menos para a comunidade. Ganhou de bandeja um protagonismo insuficiente para o tamaninho da capacidade da atriz.
Boyd: o personagem que mais usa "ok" e "look" que eu já vi na vida. Parecia complexo no início, agora é só um senhor que ama ser "passapanista" para situações de quem ele gosta e cantar de galo com pessoas que o confrontam (principalmente do sexo feminino, que ele cresce a crista nas alturas).
Pai do Victor: necessário desde a primeira temporada. A voz da razão e da calma que essa cidade precisava de forma gritante. É um dos poucos que passa realmente de forma qualificada a ideia que foi dada ao ator.
Victor: um personagem ok, mas que a série entendeu que saturar os seus maneirismos seria uma coisa legal, quando na verdade não é. Era bom quando tinha menos foco nas suas crises e mais em seu mistério em saber quase tudo sobre o lugar.
Jade: poderia ter sido muito melhor aproveitado. Um inteligente arrogantão que não se envolve com ninguém é perder a capacidade de construir um personagem que poderia sair da bolha da vida boa e enriquecida, para o cara que precisa usar sua inteligência para desenvolver-se também emocionalmente.
Se tivesse uma categoria no Emmy com "série com o roteiro mais expositivo" essa aqui venceria com tranquilidade. De 5 em 5 minutos os personagens precisam ficar narrando o que estamos assistindo. Quando acontece isso ou estão subestimando a inteligência do telespectador ou simplesmente não têm domínio sobre o que escreveram e precisam garantir que o público-alvo entenda os absurdos que estão colocando em tela.
E por falar em absurdo, não há nada mais ridículo em muitas dessas séries de investigação sobre assassinos em série do que transformá-los em super-heróis que transitam entre a impunidade e a manipulação COMPLETA do ambiente e sociedade que convivem. O que tentam o TEMPO INTEIRO nessa série é convencer que não importa a situação, o "vilão" sempre estará um passo a frente de uma polícia burra e leviana, mas sempre deixando rastros ÓBVIOS que passam despercebidos de uma forma completamente proposital para render a própria história.
os roteiristas pensaram "bora dar um gás do nada aqui no meio da temporada?" mas sem se importar se o que foi introduzido na história seria pertinente ou não.
E não foi.
De repente encontramos não um, nem dois, mas vários jogadores profissionais de xadrez da vida que sabiam meticulosamente o que fazer para enganar, trair e conquistar.
Ficou difícil manter o carisma pela inocência trazida pelos personagens na primeira parte. É simplesmente horrorosa a sensação de que todos estavam sob total controle das situações o tempo inteiro. Todos sabemos que a vida não é assim, nem quando a gente está vivendo pela segunda vez.
Seguiu por um ritmo muito bom e com boas reviravoltas, mas houve um excesso de conveniências e furos nos últimos episódios que empobreceram demais a boa ideia principal.
O contraste da temporada toda e os dois últimos episódios foram tipo comer porção de batata frita no bar: no início estava uma delícia, mas quando perdeu o ritmo (de comer) esfriou e ficou uma merda de degustar.
A série conseguiu algo que é muito difícil de ser encontrado: ter sua própria identidade de direção. Você assiste e fala "isso é Barry demais". É pra poucos. Muito foda!
- Essa temporada foi excessivamente "EuphoRUE". Tudo sobre emmy tapes para Zendaya.
- Lexi, a personagem mais madura e interessante do seriado, precisou de apenas um episódio para mostrar o valor subestimado que ela tem.
- Arco Cassie/Maddy/Nate um tremendo de um circulo vicioso que não tem resoluções definitivas e só procuram fortalece-lo com takes longuíssimos de expressões pinteresticas dos personagens.
- Jules só não foi mais jogada pra escanteio que a mala de drogas que simplesmente evaporou no roteiro.
- Se pegar e cortar as cenas da Kat vai dar na mesma que deixar as cenas da Kat nessa temporada.
- Vamos sim resolver a situação do Cal com um surto e simplesmente largar um arco interessante e pesado da história para trás pra facilitar um pouco o desenvolvimento do filho que, opa, parece não ter se desenvolvido tão bem assim.
A coisa que mais me incomodou nessa temporada foi o fato da banalização da terapia. A propaganda da série é que o processo terapêutico se resume em ir até o terapeuta e receber a rodo insights teoricamente perfeitos e formulados de supetão.
Enquanto profissional da saúde (psicólogo) entendo como uma "falsa" propaganda de um serviço que eu posso garantir para vocês que até mesmo um profissional de altíssima qualidade jamais faria como é estereotipado na série.
Terapia é um processo. Insights são como sementes: planta-se hoje e colhe-se em anos, mas dentro do processo há o regar, que é justamente a parte mais difícil de elaboração do sintoma e do que deve ou pode ser mudado.
O ser-suposto-saber psicólogo é também um ser de experiências, as quais auxiliam demais na observação macro dos problemas do paciente. A todo "conselho" do Otis eu ficava pensando: não, não há como um jovem que mal está largando as fraudas do ensino médio ter maturidade e experiências suficientes de vida para simplesmente sapecar uma interpretação precisa do constructo total de uma queixa de alguém.
Desculpem-me, mas esse fato me irritou e muito ao longo da temporada.
- As portas das casas/lojas/estabelecimentos SEMPRE abertos e com pessoas mal educadas que entram sem pedir licença.
- Toda conversa minimamente interessante necessariamente tem que ser um flerte.
- Não existe o trabalho de pericia para NENHUMA área da polícia. Emails não são analisados. Cartas não são analisadas. Fios de cabelo e de roupa não aparecem nas cenas do crime. Digitais nem pensar. Casas e amostras de sangue tão pouco.
- O último local que a pessoa é vista viva nem sequer passou por uma vistoria total para encontrar evidências.
- Joe entra na casa do marido para incriminá-lo, coloca a roupa de sangue num local aberto, desmaia por lá e magicamente NADA disso é registrado pelas câmeras de segurança.
- Seus vizinhos estão fazendo barulhos estranhos. Há gritos. Um deles está em atitude suspeita. O que eu faço? Bato um papinho e ignoro DE NOVO as possíveis evidências nas câmeras de segurança.
- A padaria tinha outras amostras de sangue que poderiam dar mais evidencias de outras coisas. Foda-se. Não importa.
- Há toda a montagem da cena do incêndio, as idas e vindas do Joe. Mas ninguém nota as atitudes suspeitas. Além disso, em momentos anteriores, convenientemente o roteiro retira o fator "câmeras de segurança" da jogada para facilitar o plano perfeito de Joe.
Essa série tem INÚMERAS falhas de roteiro, como é óbvio.
Mas vamos elencá-las? Vamos!
- O tempo. Há 18 anos atrás existia internet? Existia, mas era para poucos, quase não se sabia nada sobre computadores e não eram tão populares assim. Não faz sentido um rapaz já ter um conhecimento prévio de informática tão avançado naquele tempo. Não sei como funciona o sistema carcerário em outros países, mas acredito ser praticamente impossível que seja oferecida qualquer forma de contato com computadores. É comunicação direta com o meio externo. Há programas de ressocialização que podem aderir a isso, mas não faz sentido um preso adquirir todo maquinário possível para virar um hacker do dia pra noite. Isolamentos não necessariamente fabricam gênios.
- Assumir a culpa por algo que não fez, principalmente em se tratando da sua própria irmã. Você não fez nada. Você viu um acidente acontecer. O pai rico do teu amigo morrendo de medo do filho ser acusado te oferece uma promessa vazia de que se assumir o assassinato tudo vai ficar bem. É um pouco óbvio que não irá. Eu na posição do Alex teria mandado todos eles se foderem e ainda ajudaria a policia a investigar. Aliás, acredito que qualquer pessoa faria isso por um familiar.
- Você percebeu a burrada que fez, caiu no conto do vigário do empresário, e de repente faz-se conveniente assumir o B.O de outro cara aleatório que queria vingança pela filha que também havia tomado no cu por confiar em um machista arrombado. Ou seja, a série abusa da boa fé de acreditar que as pessoas são realmente estupidas para tudo.
- Não vou aprofundar no fato do cara sair da prisão e se alojar na sua casa destruída pelo tempo e lá ser o centro das operações. É como se o Thanos fosse preso, saísse da prisão e logo depois anunciasse sua vingança aos Avengers diretamente da casa dele. *Toc toc* > "Quem é?" > "São os Avengers" *PLAU* "você se fodeu". Existe um limite para a burrice e para o bom senso.
- A casa é arrebatada por tiros, a mina vê aquilo tudo, ainda assim vai lá, se aproxima do cara que acabou de sair da prisão e ameaçou sua família. O que ela faz? Dá para o cara, se apaixona por ele e AINDA O AJUDA. Arrumou uma informante que também é fodinha e que também é conveniente pra qualquer coisa que ele diga. Não dá. Não faz sentido. Não é lógico.
- Bordel no subsolo. Slide com matança de animais exóticos. Falcatruas. Um cara ameaça se matar no meio de um evento no próprio Cassino. Polícia investigando todas essas coisas? Nunca nem vimos! Numa série séria o Cassino teria sido fechado e revistado da cabeça aos pés. Mas não. Finge que não tem nada que tá ok.
- A pessoa insistentemente quer ter um filho contigo mas você é estéril. O que você deve fazer segundo a lógica da série? Continuar fodendo e tentando. Você não abre o jogo, não diz nada a respeito. Nesse aspecto aqui a série achou que seria algo para dar um *boom* de surpresa, mas foi um *boom* de "por que carajos esse cabron não falou essa porra lá atrás e não iludiu a própria mulher?".
- Você quer ter um filho com o seu parceiro. Você tem uma amiga que pode ser barriga de aluguel. Antes, você estava entrevistando e conhecendo A FUNDO as candidatas. Mas de repente fez-se conveniente não fazer isso com a amiga porque né, ela é amiga, não tem nada. Ela só vai carregar o nosso filho então não precisamos investigar se tem namorado escroto envolvido, se tem questões pendentes. Nada, tá de boa.
- Elroy: assassinou os próprios pais. Resultado esperado: seguir o ritmo de matança pois sociopatia/psicopatia. Resultado da série: P.A da patroa, capacho, pau mandado e de repente EMPÁTICO cortando os equipamentos. Nada faz sentido.
- Sarah transa com o próprio pai do namorado. Sarah nega e bate no empregado da casa. Sarah namora com o boyzinho. Sarah é afrontosa com o irmão gay do namorado. Sarah é inconstante, apresenta comportamentos de mania e bipolaridade. O que a série vende sobre a Sarah: episódio 1: ô coitada; episódio 10: temos aqui a mais porra louca que vocês já viram na vida. As pistas foram dadas, mas de forma tão medíocre e injusta, que realmente acharam que a ultima revelação iria trazer um impacto. Até trouxe, mas o na nossa cara de trouxas.
Se a pandemia da série tivesse acontecido no Brasil:
"é só uma tremidinha" "Tem que matar esse híbridos aí, talkei?' "a ideia é todo mundo pegar o flagelo pra criar a imunidade de rebanho" "52 emails do Dr. Aditya Singh "Precisamos falar sobre a vacina, me responde!"
Acho que é uma das poucas séries que podemos tranquilamente passar pano para as conveniências e furos de roteiro porque o entretenimento é foda e o Omar Sy é mais ainda.
Você (5ª Temporada)
3.3 126 Assista AgoraA ideia que os roteiristas de You me passam é daquele universitário que deixou para fazer o TCC faltando 3 dias para entregar e achou mesmo que a qualidade duvidosa do que escreveu iria convencer todos de alguma coisa.
A série é um vendaval de erros. Listo um por um abaixo.
- Desde o início essa série exige que você desligue em seu cérebro o córtex responsável pela razão, coerência e bom senso. Se você não ativa a chavinha, você vai odiar tudo que você vê. Isso se dá pelos pontos abaixo.
- Joe é um tipo de serial killer que se acha inteligente, mas não passa de um obsessor compulsivo e que age apenas pelo impulso; a consequência ele vê depois. Se pudesse descrevê-lo em um CID ou DSM, colocaria como "Síndrome de psicopatia impulsiva induzida por ressaca moral", onde o sujeito age sem pensar, se vê completamente na merda no dia seguinte ao que fez, mas não se arrepende de nada, só que vai passar um caralho de um perrengue pra lidar com as consequências da merda que aconteceu.
- Não menos obstante e na tangente dessas atitudes impensadas e imprudentes, NÃO acompanhamos a polícia sequer investigar a fundo o que o Joe fez ou faz. Os roteiristas tomaram o seu serial killer pelos braços e disseram "eu te protejo para ver se rendemos uma fórmula repetida entre todas as temporadas".
- Não há câmeras de vigilância, não há vestígios de DNA, não há testemunhas e todo mundo que esteve ao redor das vítimas é investigado e interrogado, menos o príncipe charmoso. Bastaria juntar lé com cré para saber que ele seria culpado de todas as conveniências de mortes em que esteve envolvido. Os inocentes foram acusados com base em provas circunstanciais e absolutamente se aceitou isso como verdade. Foi aqui que a série dormiu com seu comodismo, o abraçou de conchinha e gritou na cara do publico "eu sou assim, aceite isso". Subestimam a inteligência do telespectador e isso já perdura por anos.
- Um assassino meticuloso e invisível aos olhos da justiça possui uma espécie de capa de invisibilidade que daria orgulho na escola de Hogwarts: sim, o seu boné preto. Talvez a coisa que mais me irritou durante todo esse tempo na série. É como se o personagem imediatamente se blindasse e assumisse a figura de um vulto irreconhecível, esguio e impune aos olhos de testemunhas e câmeras de vigilância. Ele pode matar a sangue frio um cara no meio da calçada no centro da capital, mas, sim, não vai haver ninguém para notar isso ou a polícia para se dar conta do acontecido.
- O nosso príncipe charmoso tem uma força que os Avengers ficariam com os pelinhos do ** arrepiados ao saber como que ele consegue transportar corpos entre ambientes como se fossem bonecos de plástico. Sim, um corpo desacordado vai ter um peso de papel. Eu tô afirmando porque foi a série que me contou.
- You também nos apresenta uma espécie de escola Wolf Maya mas de sociopatinhas. Bastou ficar de fora da "jaula" (ou até mesmo dentro) para o personagem personificar o maior lorde do sarcasmo, sadismo e falta de humanidade que você puder imaginar; além disso, o vocabulário fica instantaneamente refinado e há uma enxurrada de insights e análises comportamentais e de personalidade que fariam um psicanalista abraçar os joelhos enquanto vê a TV chorar de orgulho.
- Todos os personagens são burros. Quando acham que foram espertos eles provavelmente estão tentando se convencer de uma mentira que disseram para si mesmos. Ei, Kate, você acha mesmo que seria uma ótima ideia prender um seria killer em uma jaula e tentar tirar a força uma confissão? Soou gostosinho na sua cabeça? E se eu te dissesse que há uma coisinha que poderia fazer isso e com competência jurídica e técnica chamada POLÍCIA? Mas não para por aí. Vem cá, Bronte, você acha mesmo que bancar Bonnie e Clyde com um psicopata e tomar a atitude de tentar tirar verdades dele no meio de uma casa abandonada na floresta é realmente uma boa ideia? Soou delicinha na sua cabeça? E se eu te dissesse que você poderia simplesmente ter deixado o sujeito queimar no fogo do inferno e CONTINUAR A SUA VIDA normalmente já que, depois de ter sofrido o calvário absoluto na mão do seu Manson favorito, nem assim você conseguiu tirar a verdade dele? Viu?
É por isso que reitero o que disse no início desse enorme textão: se houvesse um só roteirista para debater com os outros e questionar essas ideias completamente esdruxulas e estupidas, poderíamos ter tido uma série bem legal e redondinha.
Adolescência
4.0 613 Assista AgoraMenos sempre é mais em termos de qualidade. Mas dessa vez eu não acharia nada ruim ter pelo menos mais 2 episodios de deleite desse espetáculo de direção e atuação. Se não surgir nada melhor ao longo do ano, vai rapar tudo que concorrer no Emmy e Globo de ouro.
A propósito, o garoto que faz o Jaime tem um futuro brilhante pela frente.
E a atriz que fez a psicologa eu queria poder dar um abraço apertado nela por ter sido tão, mas tão perfeita e intensa no papel a ponto de transmitir TUDO apenas sendo... contida. Show, show e show.
Origem (3ª Temporada)
3.6 163 Assista AgoraQuando você apela para a enrolação é sinal que você não sabe para onde quer ir. Essa série tem um potencial enorme, mas se perde em querer render onde não tem fonte para isso.
Em termos de roteiro, podemos dizer assim:
Eu entendo a ideia de querer expor os dramas e as dificuldades humanas em situações malucas como as vividas aqui. Mas, não sei se pelas PÉSSIMAS atuações e pela PÉSSIMA direção, acredito que absolutamente NINGUÉM compre o sofrimento dos personagens. É difícil demais estabelecer uma empatia porque tudo é jogado de uma forma completamente amadora em tela. A série peca em querer ser série de drama ao tempo que é uma série de suspense e ao tempo que é uma série de terror. Num plano ideal, os monstros, o mistério, enfim, tudo que envolve a cidade deveria ser apenas um plano de fundo do drama vivido pelos personagens. Deveria ser um medo oculto, um medo de algo desconhecido, mas que também é desconhecido para quem assiste. Enquanto tentassem resolver as coisas e voltar para casa, o único medo deveria ser o de ter uma morte por algo que fugisse totalmente seja da razão ou do imaginário. A lente hiper focada no rosto dos personagens não faz a gente comprar o drama deles. Além disso, o diálogo expositivo e a CHATICE dos personagens em esconder o TEMPO INTEIRO o que sentem, vêm e vivem é aborrecedor. Não tinha necessidade nenhuma de criar monstros pitorescos, não tinha necessidade de CGI tosca de uma mulher cadavérica, se mantivesse apenas as figuras humanas de pessoas que foram próximas ou desconhecidas deles, já seria aterrorizante o suficiente. Não obstante, o pavio curtíssimo dos personagens até mesmo quando algum chega tranquilo para conversar com o outro é uma preguiça de roteiro que me dá nos nervos.
Em termos de personagens, podemos dizer assim:
Fátima: de uma pessoa good vibes no início para uma completa de uma chata (não, a "gravidez" não é suficiente para ancorar a personagem numa chatice imparável).
Ellis: desde o inicio eu sinceramente nunca entendi a função dele na série. Inútil. Além de ser um péssimo ator de mesma expressão facial o tempo inteiro.
Jim: a busca eterna em ser um dito "macho alfa", mas o máximo que ele consegue é ser um forçador de barra extremamente impulsivo. Além de ser um repelente de interações sociais saudáveis.
Elgin: um péssimo ator interpretando um personagem que ganhou força demais desproporcional ao que realmente a história precisava.
Tabitha: a atriz de um olhar só. Não expressa as coisas claramente, é burra nas decisões e quase sempre não acrescenta nada nem para a própria família quanto menos para a comunidade. Ganhou de bandeja um protagonismo insuficiente para o tamaninho da capacidade da atriz.
Boyd: o personagem que mais usa "ok" e "look" que eu já vi na vida. Parecia complexo no início, agora é só um senhor que ama ser "passapanista" para situações de quem ele gosta e cantar de galo com pessoas que o confrontam (principalmente do sexo feminino, que ele cresce a crista nas alturas).
Pai do Victor: necessário desde a primeira temporada. A voz da razão e da calma que essa cidade precisava de forma gritante. É um dos poucos que passa realmente de forma qualificada a ideia que foi dada ao ator.
Victor: um personagem ok, mas que a série entendeu que saturar os seus maneirismos seria uma coisa legal, quando na verdade não é. Era bom quando tinha menos foco nas suas crises e mais em seu mistério em saber quase tudo sobre o lugar.
Jade: poderia ter sido muito melhor aproveitado. Um inteligente arrogantão que não se envolve com ninguém é perder a capacidade de construir um personagem que poderia sair da bolha da vida boa e enriquecida, para o cara que precisa usar sua inteligência para desenvolver-se também emocionalmente.
Detetive Alex Cross (1ª Temporada)
3.6 35 Assista AgoraSe tivesse uma categoria no Emmy com "série com o roteiro mais expositivo" essa aqui venceria com tranquilidade. De 5 em 5 minutos os personagens precisam ficar narrando o que estamos assistindo. Quando acontece isso ou estão subestimando a inteligência do telespectador ou simplesmente não têm domínio sobre o que escreveram e precisam garantir que o público-alvo entenda os absurdos que estão colocando em tela.
E por falar em absurdo, não há nada mais ridículo em muitas dessas séries de investigação sobre assassinos em série do que transformá-los em super-heróis que transitam entre a impunidade e a manipulação COMPLETA do ambiente e sociedade que convivem. O que tentam o TEMPO INTEIRO nessa série é convencer que não importa a situação, o "vilão" sempre estará um passo a frente de uma polícia burra e leviana, mas sempre deixando rastros ÓBVIOS que passam despercebidos de uma forma completamente proposital para render a própria história.
A Esposa do Meu Marido
4.3 52 Assista AgoraFicou a impressão que
os roteiristas pensaram "bora dar um gás do nada aqui no meio da temporada?" mas sem se importar se o que foi introduzido na história seria pertinente ou não.
E não foi.
De repente encontramos não um, nem dois, mas vários jogadores profissionais de xadrez da vida que sabiam meticulosamente o que fazer para enganar, trair e conquistar.
Ficou difícil manter o carisma pela inocência trazida pelos personagens na primeira parte. É simplesmente horrorosa a sensação de que todos estavam sob total controle das situações o tempo inteiro. Todos sabemos que a vida não é assim, nem quando a gente está vivendo pela segunda vez.
True Detective: Terra Noturna (4ª Temporada)
3.4 273 Assista AgoraResumo da temporada:
Alguém por favor arrume um Clube da Luta pra Navarro
Sequestro no Ar (1ª Temporada)
3.6 69 Assista AgoraSeguiu por um ritmo muito bom e com boas reviravoltas, mas houve um excesso de conveniências e furos nos últimos episódios que empobreceram demais a boa ideia principal.
Você (4ª Temporada)
3.1 268 Assista AgoraNa vida eu queria ser que nem o Joe: não ser punido pelas minhas cagadas e ter um mel para herdeiras.
The Last of Us (1ª Temporada)
4.4 1,2K Assista AgoraSe houvesse um contador de masculinidade frágil atingida por esse episódio 03, se bobear dava um número próximo do recorde de audiência da HBO.
Smiling Friends (1ª Temporada)
4.0 24 Assista AgoraUma temporada inteira divertidíssima e diferente... para um season finale preguiçoso e insosso.
Westworld (4ª Temporada)
3.6 123O contraste da temporada toda e os dois últimos episódios foram tipo comer porção de batata frita no bar: no início estava uma delícia, mas quando perdeu o ritmo (de comer) esfriou e ficou uma merda de degustar.
Barry (3ª Temporada)
4.2 79 Assista AgoraA série conseguiu algo que é muito difícil de ser encontrado: ter sua própria identidade de direção. Você assiste e fala "isso é Barry demais". É pra poucos. Muito foda!
Ruptura (1ª Temporada)
4.5 873 Assista AgoraPode ir tirando a poeira da estante porque a pilha de prêmios virá tranquilamente.
Ruptura (1ª Temporada)
4.5 873 Assista AgoraDifícil descrever o nível de ansiedade que o episódio 8 me deixou.
Maravilhosa Sra. Maisel (4ª Temporada)
4.3 83Como é prazeroso acompanhar uma série que não tem roteiro expositivo principalmente por abordar temas delicados da época.
Euphoria (2ª Temporada)
4.0 553- Essa temporada foi excessivamente "EuphoRUE". Tudo sobre emmy tapes para Zendaya.
- Lexi, a personagem mais madura e interessante do seriado, precisou de apenas um episódio para mostrar o valor subestimado que ela tem.
- Arco Cassie/Maddy/Nate um tremendo de um circulo vicioso que não tem resoluções definitivas e só procuram fortalece-lo com takes longuíssimos de expressões pinteresticas dos personagens.
- Jules só não foi mais jogada pra escanteio que a mala de drogas que simplesmente evaporou no roteiro.
- Se pegar e cortar as cenas da Kat vai dar na mesma que deixar as cenas da Kat nessa temporada.
- Vamos sim resolver a situação do Cal com um surto e simplesmente largar um arco interessante e pesado da história para trás pra facilitar um pouco o desenvolvimento do filho que, opa, parece não ter se desenvolvido tão bem assim.
Sex Education (3ª Temporada)
4.2 434 Assista AgoraA coisa que mais me incomodou nessa temporada foi o fato da banalização da terapia. A propaganda da série é que o processo terapêutico se resume em ir até o terapeuta e receber a rodo insights teoricamente perfeitos e formulados de supetão.
Enquanto profissional da saúde (psicólogo) entendo como uma "falsa" propaganda de um serviço que eu posso garantir para vocês que até mesmo um profissional de altíssima qualidade jamais faria como é estereotipado na série.
Terapia é um processo. Insights são como sementes: planta-se hoje e colhe-se em anos, mas dentro do processo há o regar, que é justamente a parte mais difícil de elaboração do sintoma e do que deve ou pode ser mudado.
O ser-suposto-saber psicólogo é também um ser de experiências, as quais auxiliam demais na observação macro dos problemas do paciente. A todo "conselho" do Otis eu ficava pensando: não, não há como um jovem que mal está largando as fraudas do ensino médio ter maturidade e experiências suficientes de vida para simplesmente sapecar uma interpretação precisa do constructo total de uma queixa de alguém.
Desculpem-me, mas esse fato me irritou e muito ao longo da temporada.
Você (3ª Temporada)
3.5 368 Assista AgoraQuando o roteiro é fraco ele se apoia totalmente em conveniências:
- As portas das casas/lojas/estabelecimentos SEMPRE abertos e com pessoas mal educadas que entram sem pedir licença.
- Toda conversa minimamente interessante necessariamente tem que ser um flerte.
- Não existe o trabalho de pericia para NENHUMA área da polícia. Emails não são analisados. Cartas não são analisadas. Fios de cabelo e de roupa não aparecem nas cenas do crime. Digitais nem pensar. Casas e amostras de sangue tão pouco.
- O último local que a pessoa é vista viva nem sequer passou por uma vistoria total para encontrar evidências.
- Joe entra na casa do marido para incriminá-lo, coloca a roupa de sangue num local aberto, desmaia por lá e magicamente NADA disso é registrado pelas câmeras de segurança.
- Seus vizinhos estão fazendo barulhos estranhos. Há gritos. Um deles está em atitude suspeita. O que eu faço? Bato um papinho e ignoro DE NOVO as possíveis evidências nas câmeras de segurança.
- A padaria tinha outras amostras de sangue que poderiam dar mais evidencias de outras coisas. Foda-se. Não importa.
- Há toda a montagem da cena do incêndio, as idas e vindas do Joe. Mas ninguém nota as atitudes suspeitas. Além disso, em momentos anteriores, convenientemente o roteiro retira o fator "câmeras de segurança" da jogada para facilitar o plano perfeito de Joe.
Succession (2ª Temporada)
4.5 242 Assista AgoraQue saudade de ouvir uma das melhores músicas de abertura de todos os tempos das séries
Quem Matou Sara? (1ª Temporada)
3.4 153 Assista AgoraEssa série tem INÚMERAS falhas de roteiro, como é óbvio.
Mas vamos elencá-las? Vamos!
- O tempo. Há 18 anos atrás existia internet? Existia, mas era para poucos, quase não se sabia nada sobre computadores e não eram tão populares assim. Não faz sentido um rapaz já ter um conhecimento prévio de informática tão avançado naquele tempo. Não sei como funciona o sistema carcerário em outros países, mas acredito ser praticamente impossível que seja oferecida qualquer forma de contato com computadores. É comunicação direta com o meio externo. Há programas de ressocialização que podem aderir a isso, mas não faz sentido um preso adquirir todo maquinário possível para virar um hacker do dia pra noite. Isolamentos não necessariamente fabricam gênios.
- Assumir a culpa por algo que não fez, principalmente em se tratando da sua própria irmã. Você não fez nada. Você viu um acidente acontecer. O pai rico do teu amigo morrendo de medo do filho ser acusado te oferece uma promessa vazia de que se assumir o assassinato tudo vai ficar bem. É um pouco óbvio que não irá. Eu na posição do Alex teria mandado todos eles se foderem e ainda ajudaria a policia a investigar. Aliás, acredito que qualquer pessoa faria isso por um familiar.
- Você percebeu a burrada que fez, caiu no conto do vigário do empresário, e de repente faz-se conveniente assumir o B.O de outro cara aleatório que queria vingança pela filha que também havia tomado no cu por confiar em um machista arrombado. Ou seja, a série abusa da boa fé de acreditar que as pessoas são realmente estupidas para tudo.
- Não vou aprofundar no fato do cara sair da prisão e se alojar na sua casa destruída pelo tempo e lá ser o centro das operações. É como se o Thanos fosse preso, saísse da prisão e logo depois anunciasse sua vingança aos Avengers diretamente da casa dele. *Toc toc* > "Quem é?" > "São os Avengers" *PLAU* "você se fodeu". Existe um limite para a burrice e para o bom senso.
- A casa é arrebatada por tiros, a mina vê aquilo tudo, ainda assim vai lá, se aproxima do cara que acabou de sair da prisão e ameaçou sua família. O que ela faz? Dá para o cara, se apaixona por ele e AINDA O AJUDA. Arrumou uma informante que também é fodinha e que também é conveniente pra qualquer coisa que ele diga. Não dá. Não faz sentido. Não é lógico.
- Bordel no subsolo. Slide com matança de animais exóticos. Falcatruas. Um cara ameaça se matar no meio de um evento no próprio Cassino. Polícia investigando todas essas coisas? Nunca nem vimos! Numa série séria o Cassino teria sido fechado e revistado da cabeça aos pés. Mas não. Finge que não tem nada que tá ok.
- A pessoa insistentemente quer ter um filho contigo mas você é estéril. O que você deve fazer segundo a lógica da série? Continuar fodendo e tentando. Você não abre o jogo, não diz nada a respeito. Nesse aspecto aqui a série achou que seria algo para dar um *boom* de surpresa, mas foi um *boom* de "por que carajos esse cabron não falou essa porra lá atrás e não iludiu a própria mulher?".
- Você quer ter um filho com o seu parceiro. Você tem uma amiga que pode ser barriga de aluguel. Antes, você estava entrevistando e conhecendo A FUNDO as candidatas. Mas de repente fez-se conveniente não fazer isso com a amiga porque né, ela é amiga, não tem nada. Ela só vai carregar o nosso filho então não precisamos investigar se tem namorado escroto envolvido, se tem questões pendentes. Nada, tá de boa.
- Elroy: assassinou os próprios pais. Resultado esperado: seguir o ritmo de matança pois sociopatia/psicopatia. Resultado da série: P.A da patroa, capacho, pau mandado e de repente EMPÁTICO cortando os equipamentos. Nada faz sentido.
- Sarah transa com o próprio pai do namorado. Sarah nega e bate no empregado da casa. Sarah namora com o boyzinho. Sarah é afrontosa com o irmão gay do namorado. Sarah é inconstante, apresenta comportamentos de mania e bipolaridade. O que a série vende sobre a Sarah: episódio 1: ô coitada; episódio 10: temos aqui a mais porra louca que vocês já viram na vida. As pistas foram dadas, mas de forma tão medíocre e injusta, que realmente acharam que a ultima revelação iria trazer um impacto. Até trouxe, mas o na nossa cara de trouxas.
Sweet Tooth (1ª Temporada)
4.0 295Se a pandemia da série tivesse acontecido no Brasil:
"é só uma tremidinha"
"Tem que matar esse híbridos aí, talkei?'
"a ideia é todo mundo pegar o flagelo pra criar a imunidade de rebanho"
"52 emails do Dr. Aditya Singh "Precisamos falar sobre a vacina, me responde!"
Lupin (Parte 2)
4.0 158Acho que é uma das poucas séries que podemos tranquilamente passar pano para as conveniências e furos de roteiro porque o entretenimento é foda e o Omar Sy é mais ainda.
Mare of Easttown
4.4 695 Assista AgoraEu aposto que quando o Guy Pearce pegou o roteiro do personagem dele para ler estava escrito "P.A da Mare"
A Vida Depois do Tombo
3.0 105Eu acho que é impossível ver a propaganda ou imagens desse documentário e não sentir cringe no talo