Em 1938, Dominic Matei, velho professor de lingüística, é atingido por um raio. Além de sobreviver, ele sofre um surpreendente rejuvenescimento físico, acompanhado de grande desenvolvimento intelectual.
Maior ruminação sobre a própria carreira de um diretor moderno? Coppola joga fora qualquer senso de realidade - a ponto de tornar uma frase tão tola como aquela da terceira rosa em uma reflexão tão poderosa sobre a barreira realidade X cinematográfico - só para refletir sobre o que, ou quem, deixamos na Terra. Acaba sendo sobre a escolha de um ou de outro, também. O filme consegue encaixar tanto assunto e esquisitice dentro dessa proposta que parece até o que um filme do Wes Anderson seria se ele se preocupasse mais em seus filmes serem sobre alguma coisa além de sobre eles mesmos, porque tudo se encaixa, como nos filmes do Anderson, e parece ter seu local: religião, política, mídia, amor e a "obra" de cada um (para Dominic o trabalho sobre linguística e para Coppola seus próprios filmes). Dominic, que começa o filme vítima de uma frustração enorme, se torna um eremita que caminha por tudo isso, sem interferir e na espera de algo que nem ele sabe o que é - e que, ao encontrar, apenas se depara com a impossibilidade de toda a situação. Pelo menos, ao fim, ele encontra a humanidade, que deve ser também o que o Coppola busca com seu cinema.
Esteticamente primoroso, mas narrativamente confuso, 'Velha Juventude' é mais uma das obras experimentais, porém, imperfeitas, de Francis Ford Coppola. Há todo um ar de desprendimento, de rompimento neste seu primeiro trabalho como diretor desde a adaptação da obra de John Grisham 'O Homem Que Fazia Chover', de 1997. A forma parece ser mais importante que o conteúdo nesta sua versão da novela de do romeno Mircea Eliade e tal escolha mostra-se ao mesmo tempo acertada e vacilante, alocando o filme na prateleira daqueles que devem ser vistos e revistos, interpretados e reinterpretados. Menos para compreender e mais para sentir, 'Velha Juventude' nos traz um Coppola maduro e pouco preocupado em agradar qualquer um a não ser a si mesmo. Prefiro o Coppola completo d'O Poderoso Chefão ou o surtado de Apocalypse Now, mas nem de longe posso afirmar que o Coppola mostra-se desinteressante.
Um filme que transita entre gêneros aproveitando o pior de cada um deles.
Maior ruminação sobre a própria carreira de um diretor moderno? Coppola joga fora qualquer senso de realidade - a ponto de tornar uma frase tão tola como aquela da terceira rosa em uma reflexão tão poderosa sobre a barreira realidade X cinematográfico - só para refletir sobre o que, ou quem, deixamos na Terra. Acaba sendo sobre a escolha de um ou de outro, também. O filme consegue encaixar tanto assunto e esquisitice dentro dessa proposta que parece até o que um filme do Wes Anderson seria se ele se preocupasse mais em seus filmes serem sobre alguma coisa além de sobre eles mesmos, porque tudo se encaixa, como nos filmes do Anderson, e parece ter seu local: religião, política, mídia, amor e a "obra" de cada um (para Dominic o trabalho sobre linguística e para Coppola seus próprios filmes). Dominic, que começa o filme vítima de uma frustração enorme, se torna um eremita que caminha por tudo isso, sem interferir e na espera de algo que nem ele sabe o que é - e que, ao encontrar, apenas se depara com a impossibilidade de toda a situação. Pelo menos, ao fim, ele encontra a humanidade, que deve ser também o que o Coppola busca com seu cinema.
Esteticamente primoroso, mas narrativamente confuso, 'Velha Juventude' é mais uma das obras experimentais, porém, imperfeitas, de Francis Ford Coppola. Há todo um ar de desprendimento, de rompimento neste seu primeiro trabalho como diretor desde a adaptação da obra de John Grisham 'O Homem Que Fazia Chover', de 1997. A forma parece ser mais importante que o conteúdo nesta sua versão da novela de do romeno Mircea Eliade e tal escolha mostra-se ao mesmo tempo acertada e vacilante, alocando o filme na prateleira daqueles que devem ser vistos e revistos, interpretados e reinterpretados. Menos para compreender e mais para sentir, 'Velha Juventude' nos traz um Coppola maduro e pouco preocupado em agradar qualquer um a não ser a si mesmo. Prefiro o Coppola completo d'O Poderoso Chefão ou o surtado de Apocalypse Now, mas nem de longe posso afirmar que o Coppola mostra-se desinteressante.
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O Coppola do século 21, infelizmente, não é nem sombra do que já foi.
Filme com história muito boa, e atuação bacana do Tim Roth. Uma pena que é pouco conhecido, mesmo sendo do Coppola.