Jim Wade (William Powell) e Edward "Blackie" Gallagher (Clark Gable) são amigos de infância que seguem caminhos distintos. Gallagher se torna um jogador e gângster, enquanto Wade é eleito promotor, devido à sua integridade, e se candidata a governador. Eleanor Packer (Myrna Loy), que tivera uma forte relação com Blackie, se casa com Wade. Neste período Wade se vê obrigado a pedir a pena de morte ao amigo, que foi acusado de assassinato, sem imaginar que Blackie cometeu o crime para ajudá-lo a se eleger governador.
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Algo que ninguém nega: este diretor trabalhou - bastante. O problema: como ele era contratado para bários filmes - às vezes, ao mesmo tempo -, os dotes (melo)dramáticos dos mesmos - aqui, prometidos desde o título original - ficavam em segundo plano, dado o tecnicismo do rígido modo de produção a que ele se submetia. Tecnicamente, o filme possui extraordinários atributos (a fotografia de James Wong Howe, o roteiro oscarizado co-escrito por Joseph L. Mankiewicz, o extraordinário elenco), mas, a despeito do poderoso dilema moral do enredo, achei a condução asséptica, desperdiçando a potência emocional do terço final e a presença exuberante de Myrna Loy. Mais uma vez, Clark Gable convence muito bem como um bandido que não é o vilão, enquanto William Powell representa uma bondade empedernida, movida menos pelo apego às leis que pela necessidade de sentir algo por outrem. Mas é um filme que merece ser bem mais conhecido, despertou-me interessantes questões sobre os limites (devem haver?) numa amizade... Interessante, deve crescer numa revisão menos "automática" (o vi numa espécie de "maratona Oscar", o que limitou a minha imersão afetiva). Deixo aqui esta nota para mim mesmo - e a recomendação sóbria para os demais! (WPC>)
Que atuação fantástica de William Powell. Esse homem não ser nem ao menos citado em uma lista dos maiores me pega. Clark Gable também não fica atrás, dono de uma presença forte e um olhar que atua mais que muita gente por aí nos dias de hoje.
Somando esses dois com Myrna Loy, não tinha como não esperar atuações do mais alto nível desse trio. M
yrna Loy entrando em cena é um deleite para meus olhos
Esse final foi muito triste para mim, como foi a cena pré execução, com Jim, Blackie e o Padre... é um túnel do tempo, mas da maneira mais dramática possível. O que nós trás ao começo do filme, a memória de dois amigos inseparáveis, mesmo que com personalidades distintas, mas sempre unidos. E como tudo que a gente faz, seja no começo ou no meio, altera o nosso final. E aqui o final é seco, sem esperanças de final feliz... apesar de Blackie partir com um sentimento de missão cumprida e de que fez a coisa certa, continua sendo triste.
Myrna Loy e William Powell não terem sido um casal me pega muito, a química deles atuando, parecem um casal até quando não tentam ser um.
Assistido em 25/02/2025
"[Metro-Goldwyn-Mayer] me colocou para trabalhar em Vencido pela Lei, que precipitou a morte de John Dillinger, o Inimigo Público Nº 1. Agentes do FBI atiraram nele do lado de fora do Biograph Theatre, em Chicago, depois que ele viu o filme. Supostamente um fã de Myrna Loy, ele saiu do disfarce para me ver. Pessoalmente, suspeito que o tema do filme, em vez dos meus encantos fatais, o atraiu, mas sempre me senti um pouco culpada sobre isso. Eles o encheram de buracos, pobre alma.”
Myrna Loy
A trama é bem interessante, com grandes astros valorizando a obra, porém, concordo com várias críticas ao filme, de que faltou um pulso forte do diretor Van Dyke, na direção.
Me atraiu mais pela atuação de William Powell que sempre domina a cena , do que por sua trama ou narrativa, um tanto atabalhoada e bem quadradinha por sinal .Cukor dividiu , ou entregou o filme para Van Dyke, confesso não conhecer o que ronda a produção mas o resultado é bem desinteressante; Pesa o fato de apenas ter encontrado o filme sem legendas e confesso que meu inglês anda bem enferrujado e sofrível