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Data de lançamento
26 Jan. 2012Duração
Sean capta uma mensagem codificada vinda de uma ilha misteriosa localizada em um ponto onde não deveria haver nada. Um lugar com formas de vida estranhas, montanhas de ouro, vulcões mortais e diversos segredos surpreendentes. Sem conseguir impedi-lo de ir, o novo padrasto de Sean parte com ele na viagem. Junto ao piloto do helicóptero e de sua linda e determinada filha, eles partem em busca da ilha para resgatar seu único habitante e escapar antes que ondas sísmicas levem a ilha para o fundo do oceano, enterrando seus tesouros para sempre.
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noite com a família né
23/05/2026
assistivel
23.11.2025
Cheio de acasos ridículos, não consegui curtir, Verne não é idiota assim...
Se no primeiro Journey to the Center of the Earth a ingenuidade e os efeitos datados ainda guardavam o charme de uma matinê, Journey 2: The Mysterious Island (2012) faz a escolha oposta: melhora o visual, mas esvazia o espírito de aventura. A ilha é mais bonita, sim — tropical, vibrante, cheia de inversões curiosas, como elefantes pequenos e insetos agigantados. Só que o mistério do título não dura muito: cedo se revela uma jornada em que o perigo diminui e o alívio cômico cresce até sufocar.
Sean (Josh Hutcherson) retorna ao lado do padrasto Hank (Dwayne Johnson), em uma relação marcada pelo choque inicial e pela necessidade de criar laços. A aventura, claro, é a desculpa para unir os dois. Mas, em vez de emoção, o que domina é a fórmula pop de Hollywood: drama raso, interrompido por piadas em excesso. O humor, que deveria aliviar, aqui pesa. O elenco acaba soterrado nessa lógica. Luis Guzmán, um ator geralmente certeiro na comédia, recebe um papel tão caricato que não me arrancou risadas. Vanessa Hudgens cumpre função romântica, mas sem brilho. No fim, sobra um grupo simpático, mas sabotado por um roteiro que insiste em confundir graça com diversão.
Há momentos de espetáculo, claro. Sobrevoar a selva nas costas de abelhas gigantes, enquanto um pássaro colorido surge como predador, é uma boa ideia visual. A cena do arpão cravado em uma enguia elétrica para energizar um submarino também tem seu charme. Mas, ao contrário das pedras magnéticas ou da fuga vulcânica do primeiro filme, aqui as imagens não grudam na memória: são efeitos corretos que servem mais ao olho do que ao imaginário.
No balanço, Journey 2 é a própria inversão da ilha que apresenta: a natureza cresce, a aventura encolhe. Colorido, barulhento e mais tecnológico, mas sem alma. O primeiro ainda tinha o charme do improviso; o segundo prefere rir de si mesmo — mas esquece de nos fazer sonhar.