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Joe Clay (Jack Lemmon) é um jovem publicitário que se apaixona por Kirsten (Lee Remick), uma colega de trabalho. Eles acabam se casando, mas devido a uma pressão profissional muito forte ele começa a beber cada vez mais e acaba levando a esposa para o mesmo caminho.
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Tinha visto, VÍCIO MALDITO, no início do ano e acabei esquecendo de marcar e comentar. Tinha tido ciência deste filme de Black Edwards no lançamento da sessão DVD na antiga Revista SET há muitos anos atrás. Quando o vi disponível na TV BOX fui conferir sem pestanejar. Que obra inusitada! Que clima noturno lindo! Que interpretações viscerais de Jack Lemmon e Lee Remick. Um dos melhores filmes sobre alcoolismo que já assisti. O álcool é um problema social, uma doença que é tolerada socialmente até quando o problema se torna um problema para todos! Dramático filme, uma obra visceral deste realizador. E ainda bem que me lembrei de marcar e comentar aqui no Filmow.
Gostei do clima soturno, adorei que é um filme bastante distinto na filmografia do Edwards que nunca foi assim um diretor que me agradou tanto e fiquei em êxtase com as duas atuações de Lemmon e Remick. Tem algo no roteiro que realmente soa um tanto clichê e apressado e que certamente diluem o poder desta obra mas no geral se não é um filme para ficar marcado na história mas é bom exemplar de cinema bem feito.
Days of Wine and Roses é um filme notável que aborda de maneira profunda e sensível o tema do alcoolismo. Este vicio que possui o efeito de destruir vidas e relacionamentos. Jack Lemmon, um monstro do cinema, entrega uma performance intensa e comovente como Joe Clay, um homem que inicialmente parece ter tudo, mas que é gradualmente consumido pelo alcoolismo.
Aborda de modo convincente o problema do alcoolismo. Está aí um filme que vale a pena assistir.
Tolerado socialmente e tido como tema espinhoso, o alcoolismo é um dos mais perversos vícios da sociedade, pois é aceito sem pudores e considerado "fácil". Neste incisivo filme de diálogos inteligentes, a viagem da câmera do diretor oferece sentimentalismo ao espectador ao mesmo tempo em que disseca o arruinamento de uma família inteira por conta da bebida. Repleta de cenas icônicas e inesquecíveis, a obra ainda agracia os Alcoólicos Anônimos e se finaliza tal qual a perspectiva de um viciado: melancolicamente triste, esvaindo-se numa rua escura e suja qualquer. Como adendo, trazer o genial Jack Lemmon da comédia para o drama pesado foi o maior dos acertos da produção. Que atuação!