Dirigido por
Data de lançamento
24 Jan. 1940Duração
Oklahoma, na época da Depressão. O filho mais velho de uma família de trabalhadores rurais pobres retorna para casa, após cumprir pena por homicídio involuntário. Ele planeja levar em um pequeno caminhão a família até a Califórnia, onde se diz que trabalho lá não falta. Durante a viagem eles passam por diversos tipos de provações e quando chegam na Terra Prometida descobrem que era um lugar bem pior do que aquele que tinham deixado.
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Josephine: Fragmentos de um Crime
É maravilhoso revisitar um clássico desse calibre e perceber que o seu impacto continua intacto. As Vinhas da Ira tem justamente essa força: não envelhece porque a dignidade humana e as lutas sociais retratadas ali permanecem universais.
Após três anos, reencontrei no YouTube este cultuado filme dirigido por John Ford, e a experiência só confirmou que se trata de uma obra monumental, visceral e absolutamente atemporal. O grande destaque fica por conta do extraordinário elenco estelar e da impressionante fotografia expressionista de época, assinada por Gregg Toland.
Uma obra-prima cinco estrelas que define o que é o cinema em sua forma mais pura.
Um retrato muito pesado sobre o período da Depressão americana.
A exploração do homem pelo próprio homem, um retrato do capitalismo e como ele passa por cima dos valores sociais em nome do enriquecimento de poucos.
Direção magnífica de John Ford, para o texto esplêndido de John Steinbeck, com grandes atuações do elenco, mas o grande destaque é Henry Fonda, que está perfeito em todas as nuances do seu personagem.
Filme altamente político, mas quando a política é tratada pelo viés humanista e não como hasteamento de bandeira ou de discurso. Alguns tolos no século XXI culpariam o capitalismo , coisa que era completamente plausível em 1940, mas hoje se sabe que a crise de 29 se dá exatamente pela falta de capital, com as empresas falindo gerando desemprego em massa e consequentemente miséria do povo mas vai explicar isso pra algum zé mané da esquerda que saiu da faculdade particular direto pro serviço público. Enfim, John Ford era mestre em contar historias e por incrível que parece Fonda nem brilha tanto, já Jane Darwell, que absurdo. Acho que o retrato mais factível da quebra de 1929, ainda que o oásis ali do governo me pareça um pouco irreal.
Obra prima do mestre Ford, Jane Darwell me emocionou muito, ela também interpreta 'A Mulhere das Pombas" em Mary Popins, atriz MARAVILHOSA!
Esse filme é 10/10, Todas as Atuações inclusive dos figurantes foram perfeitas, a ambientação externa, todos as locações, os planos usados, tudo...Aula de Cinema! Henry Fonda baita ator, baita atuação...John Carradine extraordinário!
Magistral e detalhada obra do autor, John Steinbeck, bravo!
Uma das mais celebradas obras do mestre Ford , trazendo seu estilo econômico e preciso , rejeitando o sentimentalismo fácil (na maioria das vezes). A dolorida trajetória da família Joad , compartilhada por outras tantas famílias também massacradas pela pobreza da Grande Depressão , mostra momentos de humanidade e cooperação entre humildes contrastando com a indiferença mecânica de bancos e do Estado e seus agentes , que "só estão fazendo o seu trabalho". Tudo levando ao ato final com o personagem de Fonda compreensivelmente assumindo seu papel na "luta de classes" e se radicalizando. Um clássico muito bonito e doloroso.