O autor coreano Hong Sang Soo adiciona um novo capítulo ao seu impressionante corpo de trabalho, trazendo uma nova perspectiva delicadamente deliciosa sobre temas caros à sua poética.
O voyeurismo de Sang-soo novamente, porém em outro formato, muito interessante a dualidade aqui presente, cada história escala um andar dessa casa como se sempre estivesse saciando uma curiosidade de cada inquilino que mora ali, o que cada espaço e pessoa guarda dentro dessas paredes, e no caso do diretor, o interesse sempre sobre quais conversas saem dali seja sobre o efeito de soju ou vinho. Mas também como deixa em aberto essa "cronologia" de tudo que foi apresentada, ja que cada ciclo se fecha e se referencia de certa maneira, mas que independente de tudo, não traz nenhuma resposta ao protagonista, que parece sempre bater de cara com algum muro, de promessas que não pretende cumprir, de um distanciamento emocional com aqueles a sua volta e sobre esse sonho que parece que não consegue escapar.
Ignorado por festivais, achei este filme mais legal do que o badalado "O Filme da Escritora" do mesmo ano feito pelo diretor e que ganhou o Grande Prêmio do Júri em Berlim. Parece que quanto menos badalado, melhor o Sang-soo funciona, pelo menos para mim. Esse filme é uma delícia de assistir: os pulos temporais, as relações se esfacelando, vícios e manias se alterando, ciclos que vão se iniciando e outros terminando. Incrível. Os diálogos extensos e corriqueiros dão o tom certo e funcionam melhor do que em vários dos seus outros filmes. Estava com medo de que a fórmula do diretor estivesse se desgastando, mas para mim, aqui ele prova o contrário. Um diretor que tenho tentado assistir mais filmes e não tenho me arrependido.
O voyeurismo de Sang-soo novamente, porém em outro formato, muito interessante a dualidade aqui presente, cada história escala um andar dessa casa como se sempre estivesse saciando uma curiosidade de cada inquilino que mora ali, o que cada espaço e pessoa guarda dentro dessas paredes, e no caso do diretor, o interesse sempre sobre quais conversas saem dali seja sobre o efeito de soju ou vinho. Mas também como deixa em aberto essa "cronologia" de tudo que foi apresentada, ja que cada ciclo se fecha e se referencia de certa maneira, mas que independente de tudo, não traz nenhuma resposta ao protagonista, que parece sempre bater de cara com algum muro, de promessas que não pretende cumprir, de um distanciamento emocional com aqueles a sua volta e sobre esse sonho que parece que não consegue escapar.
Meu pai, na poltrona: 'Que filme chique, meu deus!'
Ignorado por festivais, achei este filme mais legal do que o badalado "O Filme da Escritora" do mesmo ano feito pelo diretor e que ganhou o Grande Prêmio do Júri em Berlim. Parece que quanto menos badalado, melhor o Sang-soo funciona, pelo menos para mim. Esse filme é uma delícia de assistir: os pulos temporais, as relações se esfacelando, vícios e manias se alterando, ciclos que vão se iniciando e outros terminando. Incrível. Os diálogos extensos e corriqueiros dão o tom certo e funcionam melhor do que em vários dos seus outros filmes. Estava com medo de que a fórmula do diretor estivesse se desgastando, mas para mim, aqui ele prova o contrário. Um diretor que tenho tentado assistir mais filmes e não tenho me arrependido.
BLOG: FILMESTRANGEIROS
INSTAGRAM: @filmestrangeiros
basicamente todos filmes que assisti desse tio, é sobre tomar umas e ficar de boas. e esse despertou uma vontade de tomar vinho sem razão alguma.
já sobre o roteiro do filme, ele sai do nada e continua nessa até o fim.
Possibilidades para se chegar à beirada da questão: inércia.