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Data de lançamento
6 Junho 1983Duração
James Bond recebe a missão de investigar o assassinato do agente 009, que foi encontrado segurando um ovo Fabergé falsificado. Quando o verdadeiro ovo Fabergé surge à venda num leilão, Bond descobre uma conspiração envolvendo a misteriosa Octopussy, um príncipe afegão exilado, e um general russo que planeja acabar com a paz entre o Ocidente e o Oriente.
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🎬 **Crítica | 007 – Contra Octopussy**
**Ano de lançamento:** 1983
**Duração:** 131 minutos
**Gêneros:** Ação • Espionagem • Thriller
**Elenco principal:**
* **Roger Moore** — *James Bond*
* **Maud Adams** — *Octopussy*
* **Louis Jourdan** — *Kamal Khan*
* **Steven Berkoff** — *General Orlov*
🕵️ **Enredo & História**
*Contra Octopussy* apresenta um roteiro mais estruturado que o filme anterior, mas tropeça na motivação central: novamente uma bomba nuclear ameaça o mundo, em mais uma tentativa de provocar uma guerra entre o Ocidente e a URSS. A repetição do tema da Guerra Fria já demonstra desgaste, e o general obcecado pela guerra carece de presença e impacto. Nenhum dos vilões realmente impõe medo, enfraquecendo a tensão dramática.
🎥 **Produção, Fotografia & Efeitos**
A produção passa a sensação de pressa, com escolhas irregulares de ritmo e tom. Ainda assim, o filme acerta em cenários variados e em boas cenas práticas. Os efeitos especiais são simples, mas funcionais para a época, sem grandes destaques técnicos.
🎭 **Atuações**
Roger Moore entrega um Bond fisicamente mais ativo, mostrando energia nas cenas de ação. As personagens femininas têm forte presença: Octopussy lidera um verdadeiro harém de mulheres, e as Bond Girls dominam boa parte da narrativa, trazendo charme e imponência visual. Já os vilões, apesar de bem interpretados, falham em carisma e ameaça.
🎞️ **Sequências & Filmes Semelhantes**
Parte da saga clássica 007. Filmes semelhantes: *Somente para Seus Olhos*, *O Espião que Me Amava* e *Contra o Foguete da Morte*.
✈️ **Destaque**
As cenas de Bond no avião são o ponto alto do filme, mantendo o espectador preso à poltrona — muito antes de *Missão: Impossível*, Moore já realizava suas próprias “peripécias aéreas”.
✅ **Avaliação Final — Vale a pena assistir?**
Vale como entretenimento e pelo bom enredo geral, mas a falta de vilões marcantes e a repetição temática impedem o filme de se destacar dentro da franquia.
⭐ **Nota final:** **6 / 10**
#007 #JamesBond #CinemaClássico #Espionagem #FilmesDeAção #Saga007 #Cinema #Filmes #Anos80 🎥🍸
Penúltimo filme de um Roger Moore e início na queda da fórmula
Leva ao extremo todas as características de sua era: o humor, a dependência de gadgets, o enredo rocambolesco e as acrobacias grandiosas
Triunfa como espetáculo, mas ao fazê-lo, estica a credibilidade do personagem e do universo
Aparência Vs. Realidade. Ganância Vs. Ideologia.
A necessidade de competir com Connery o forçou a se tornar "mais Bond do que Bond", resultando em uma obra que é simultaneamente um dos filmes mais divertidos e mais ridículos da série
Octopussy de 1983, no Brasil 007 Contra Octopussy de 1983, é um bom filme, sempre visualmente bonito, fotografia excelente, lugares chiques, mulheres bonitas, paisagens lindas, isso não muda e mantém o nível que a franquia costuma entregar. E esse apelo visual, quase turístico, é algo que realmente sustenta boa parte da experiência, porque desde o primeiro minuto o filme se dedica a criar esse fascínio pelo ambiente, pelos cenários exóticos e por essa mistura de luxo com perigo que sempre acompanhou James Bond.
Tem Bond dando seus jeito para tudo, ele sendo abusado e ousado como sempre, aquela típica postura de autoconfiança que já virou marca registrada. E, claro, tem também o Q e suas bugigangas que sempre estão presentes e são um atrativo à parte, trazendo aquela criatividade exagerada que a franquia adora usar — gadgets que às vezes parecem absurdos, mas que dão um charme especial e reforçam essa fantasia tecnológica que o público espera ver. Nessa fase de Roger Moore, inclusive, essas invenções acabam compondo bem o tom mais leve e quase cartunesco que o personagem carrega.
Mas, mesmo com toda essa fórmula que funciona, o que me pega e deixa a história bem confusa é a velha guerra entre Rússia e EUA. Esse é um conflito que já foi explorado diversas vezes nos filmes da época, mas aqui, sinceramente, ele parece surgir mais como um pano de fundo do que como algo realmente orgânico. No meio disso temos joias, que de início parece ser o principal foco do filme, um príncipe exilado, uma trama envolvendo circo… e isso tudo vai sendo jogado na tela de um jeito que, para mim, é bem confuso.
As tramas se entrelaçam, porém o filme é longo, e isso, juntado ao monte de personagens e interesses envolvidos, complica e deixa bem cansativo. É como se o roteiro tivesse boas ideias, mas estivesse sempre tentando abraçar mais elementos do que realmente precisava, criando uma sensação de excesso. Você tem espionagem, tráfico de joias, guerra fria, política, traições, espiões infiltrados, palácios luxuosos, núcleo do circo, vilões secundários, generais soviéticos…
Porém vale a pena pelos motivos já citados: o visual impecável, o charme das locações, a estética elegante, algumas sequências de ação realmente boas e essa aura clássica do Bond dos anos 80 que, mesmo com todos os exageros, continua funcionando. E James Bond é James Bond, apesar de Roger Moore não ter o carisma de Sean Connery, para mim. Moore entrega aquele estilo mais leve, sarcástico, quase cartunesco, que alguns amam e outros estranham, mas que combina com a atmosfera mais colorida e fantasiosa desse filme. Ele realmente segura a narrativa, mesmo quando o roteiro parece se perder em suas próprias voltas.
No fim, Octopussy acaba sendo uma experiência que mistura charme, confusão e espetáculo — um daqueles filmes que talvez não funcione totalmente na história, mas que funciona no estilo, na estética e no clima irresistível que só um 007 dessa época conseguiria transmitir.
Assistido em 07/12/2025
Botar o agente mais elegante do cinema e da literatura fugindo da polícia vestido de palhaço... coragem viu... rsrsrsrsrs
Mais confuso ainda é a história. Do nada, é general russo querendo explodir o circo, é tráfico internacional de joias, é príncipe afegão exilado. Enquanto isso, temos que acompanhar o 007 fugindo num Tuk-Tuk, pulando de trem, pulando de aviões. Sério, muita informação kkkkkkkkkk
Enfim, de qualquer forma, ainda é bom de acompanhar as fugas eletrizantes kkkk
Visto na Rede Brasil: 22|11|2025
Tem Alguns Spoilers...
Ao investigar a morte de um agente 00, James Bond descobre a ligação do defunto com um ovo Fabergé, que leva o velho 007 pra um labirinto de conspirações que envolvem um príncipe afegão exilado, um general soviético louco e uma misteriosa traficante conhecida como Octopussy.
Dirigido por John Glen e estrelado novamente por Roger Moore, "007 Contra Octopussy" é um filme de ação extravagante, aventura exótica e um humor exagerado, elementos esses que ajudaram definir essa fase do 007, que alguns amam, mas muito odeiam. A trama é um pouco confusa, com muitas reviravoltas, personagens estranhos, capangas genéricos, vilão fraco e sem uma Bond girl pra gente ficar babando. A história viaja muito querendo ligar uma coisa à outra e isso acaba fazendo a gente esquecer do objetivo do 007.
O filme começa como em Cuba na irresistível guerra contra o comunismo, linca pra guerra fria com a Rússia, com seu general Orlov (Steven Berkoff) traindo seus camaradas, depois segue pro príncipe exilado Kamal Khan (Louis Jourdan) e sua ladra de tatoo de lule Magda (Kristina Wayborn), viaja pra Índia apresentando Octopussy (Maud Adams), embarca num trem, vai pra um circo itinerante e acaba nos ares com balão e avião.
É uma farra. John Glen pode não ter acertado nas escolhas do filme, mas que você não fica entediado, isso sim eu posso dizer. Tem o mini-jato Acrostar no inicio, passando pela fuga com tuk-tuk pelas ruas da Índia, a perseguição em cima de um trem em movimento, até o clímax no circo, a luta contra os gêmeos das facas, a fuga desesperada da fortaleza do Kamal Khan, o namoro com Octopussy, o Bond Circus, onde o agente aparece de palhaço (mano!) pra desligar a bomba, tudo num um ritmo acelerado e divertido.
As cenas finais com as minas da Octopussy, invadindo e dominado a fortaleza do Kamal Khan é coisa clássica dos anos 70, momento "Panteras" que todo mundo adorava ver na época. O final do Bond invadindo o avião no ar, serviu de escola pra certos agentes e suas Missões Impossíveis...
"007 Contra Octopussy", não é pra você levar a sério e abraça o lado mais leve e divertido de 007. O filme do John Glen, mantém o estilo clássico que muita gente amava na época, Roger Moore encarna o James Bond, com uma total plenitude, com as piadas de sempre, o sarcasmo nas conversas, lutas forçadas, cenas de ação impossíveis e aqueles gadgets engenhosos, que todo mundo sonhava em ter um.
Tem uma abertura linda com Rita Coolidge cantando "All Time Righ" que eu ouvia nas FM da vida, a trilha sonora do John Barry, que fez uns temas foda pras cenas de ação.
Acho que o 007, se perdeu nos anos 80, os filmes da franquia não foram felizes, mas que teve seus bons momentos, isso eu não posso negar. O filme teve um papel especial na história da franquia, pois foi lançado no mesmo ano que o filme rival, "007: Nunca Mais Outra Vez", com Sean Connery.
Os dois filmes são muito bagunçados, mas valem a pena assistir.