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Data de lançamento
21 Fev. 1986Duração
Elizabeth (Kim Basinger) é uma bela e sexy mulher que trabalha em uma galeria de arte e se envolve com John (Mickey Rourke), um rico homem. Eles se envolvem rapidamente e começam a praticar jogos sexuais cada vez mais intensos, que torna o relacionamento cada vez mais complicado e difícil de ser controlado.
Revendo a clássica cena das comidas, posso dizer, sem medo de errar, que a paródia de Top Gang é muito melhor.
Há tempos queria rever (pela enésima vez), e é incrível como 9 1/2 Semanas de Amor, consegue transitar entre clássico soft pornô e drama ao mesmo tempo. Aliás, revisto mais esta vez, este pupilo oitentista dirigido e fotografado charmosamente por Adrian Lyne (que falta faz seus filmes hoje em dia), discute sobre relacionamento (abusivo, inclusive) respaldando para um drama de costume, quase uma crônica social daqueles tempos (e hoje ainda, sobretudo!) aos quais as mulheres foram e ainda são submetidas. Seja por fatores sociais, econômicos, psicológicos, por isso, insisto que este filme não envelheceu mal, ao contrário, ele se encontra o mais atual possível. Notoriamente, circunscreve o conto da mulher de bom coração que acredita em amor e relacionamento duradouro, onde o homem "abusador" a trata como fosse um brinquedo (a cena em que ele penteia seu cabelo e a trata como uma boneca retrata esta descrição). Portanto, a referência que o filme foi vendido é de um romance urbano (basta escutar sua trilha sonora) entre um homem e uma mulher, contudo, Adrian Lyne, visionário, foi mais além em sua estória, mostrando que por baixo de um verniz de relacionamento entre um belo casal (homem atraente, bem firmado socialmente e profissionalmente) e uma mulher (que busca seu lugar ao sol no seu lado profissional e pessoal) que por baixo de um aparente relacionamento romântico há toxicidade na relação, abuso psicológico e emocional, onde a mulher sempre é o elo mais frágil. Vivificada numa época onde não se questionava determinados padrões; tudo o que o homem fazia era certo (e por conseguinte, inquestionável) e onde o abuso contra a mulher era banalizada, silenciada. No meio deste turbilhão emocional e explosivo, está John (Mickey Rourke) e Elizabeth (Kim Basinger) que inicialmente performam um casal curtindo seu relacionamento, seus desejos íntimos, fantasias (e devaneios, inclusive!). Mais adiante, a relação vai mudando e ficando tóxica, complicada, doentia, daí o filme começa como romance e encerra como drama. Aquela cena final em que Elizabeth sai do apartamento dele depois de uma uma última discussão e anda pela rua chorando em meio a multidão, é triste, melancólica e pesada. A sensação que tive como telespectador foi "entrar dentro da estória e abraçar a personagem da Kim Basinger". O roteiro inconsistente, não atapalha a direção de atores que tem em comum, uma química explosiva em cena, ambos em ótimas performances. Mickey Rourke no auge do charme macho-cafajeste. Kim Basinger no auge da beleza e sensualidade (inicia com uma atuação fria, mas decorrendo a narrativa se entrega a sua personagem). Já citado aqui, a fotografia é `lindérrima`, estilosa, algumas cenas se parecia mais com propaganda de TV (isso não é inverossimilhança, uma vez que, seu realizador era especialista na área de propaganda). A trilha sonora pra lá de oitentista e repleta de bons hits, também contribui (e muito) para o clímax sensual do filme. 9 1/2 Semanas de Amor, não é um filme perfeito, sobretudo, roteirísticamente assinado por Sarah Kernochan, Zalman King e Patricia Louisianna Knop. Mas é um clássico oitentista marcante, pela sua trilha, as cenas de fetichismo sexual e pela atmosfera sensual de sua época. Contudo, quem assistir a 9 1/2 Semanas de Amor achando que é um romance vai se decepcionar!
Primeira vez que vejo esse tão badalado clássico 80’s, esse é um filmão, thriller erótico sexy, como se fosse a putaria virasse poesia, Mickey Rourke e Kim Basinger numa química explosiva, diria que esse filme é tudo o que 50 tons de cinza tentou ser e falhou miseravelmente.
16/01/2026
assistivel
Que atrocidade o pai do 50 Tons de Cinza. Pelo menos vi uma das cenas de inspiração pro Top Gang.