Últimas opiniões enviadas
Entendo a intenção e crítica do filme sobre nossa passividade no cotidiano e perante a convenções sociais, o quanto nos omitimos para evitar conflitos e tbm para nos encaixarmos em diferentes realidades.
O filme original é muito mais sutil em relação aos comportamentos problemáticos dos vilões e do menininho, sendo o casal mais manipulador e passivo-agressivo e aparentemente mais normal e menos caricato (do que no remake), o que tornaria mais fácil de envolver e manipular as vítimas do que no caso da versão EUA, onde o James McAvoy e o menininho já deixam bem claro que há algo bem errado e disfuncional naquela família.
Porém,
a passividade excessiva do casal dinamarquês (vítimas) chega a ser irreal, pouco convincente e nada crível. Não acho que seja por questão cultural, pois as situações se tratam do instinto básico do ser humano: a nossa própria sobrevivência e mais ainda, a da nossa prole.
Algumas situações como quando o cara entra no banheiro durante o banho da mulher e o outro escovando os dentes é claramente uma forma de intimidação onde o holandês testa os limites da permissividade. Muitas situações de desconforto e constrangimento são viscerais.
Mas outras situações são simplesmente esdrúxulas e fazem parecer duvidar da inteligência do próprio espectador.
O casal foi embora de lá mas volta por causa de um coelho de pelúcia só pq não sabe dizer não para a filha? Depois de ver a filha dormindo na cama de um casal de estranhos, nus ainda por cima?! E não só voltam como ainda aceitam continuar lá! E mesmo depois da cena horrível de violência contra o filho que estava apenas brincando de dançar, não só ficam como ainda dormem lá mais uma noite, novamente?! Depois de inúmeros absurdos!
E por fim, quando o pai ouve as agressões no meio da noite, levanta e vê o corpo do menino morto na piscina e descobre as fotos das várias famílias e crianças vítimas dos psicopatas, constatando o óbvio, ele acorda a mulher de madrugada falando que eles precisam ir embora…
Mas nem ela pergunta o que aconteceu e tampouco ele conta pra ela o que viu e descobriu! É inverossímil demais!
Pra deixar tudo ainda mais além do absurdo, a mãe agradece ao casal por ter ido busca-los na estrada - quando estavam justamente fugindo deles sem despedir, na calada da noite - e o marido entra e aceita tudo passivamente?!
Não toma a chave do carro na cena do xixi, não agride qd tomam a filha deles, a esposa tbm não, não lutam pela vida, não lutam pela sobrevivência, simplesmente ficam no carro até chegarem ao destino e novamente não lutarem contra os agressores, sabendo que eles iriam morrer e tendo a filha cruelmente roubada e mutilada! E tudo isso quando os vilões não estavam sequer armados (nessa versão.)
Finalizando: é difícil admitir que eu preferi o remake do que o original.
Além do que, no remake até as crianças são mais inteligentes e proativas do que os pais são nessa versão original.
E olha que os pais do remake tbm são burros e omissos! Já no original são burros, omissos, fracos e covardes.
Série ótima, mas seria maravilhosa se tivessem dando foque para a personagem principal, seu marido e seus pais. A amante do pai, a chefe que vira amante do marido, a irmã sem noção, o rapaz do trabalho da mãe ficar dando em cima dela e dps ficarem de namoro… não trouxeram conteúdo algum e totalmente sem enredo. Dispensáveis.
Cenas muito mais profundas e sérias sobre o vício e sobre a recuperação deveriam ter tido mais destaque, incluindo o tema abstinência que a Amamda dizia sentir as vezes mesmo após “curada” do crack e vivendo vida normal.
E ao final da palestra no último episódio faltou mostrar o que mais vai acontecer com ela, além de trabalhar ajudando causas de dependentes como ficou a vida pessoal dela? Ela ficou 100% curada? Como um usuário reabilitado lida com as possíveis crises de abstinência e como vencer? Isso seria importante para o desfecho, ficou tudo meio sem aprofundar o assunto.
Elenco maravilhoso, sensibilidade extrema e ótimas atuações! Os 4 protagonistas passam uma verdade sem o menor esforço, Letícia Collin, Fábio Assunção, Daniel Oliveira e Mariana Lima: a série poderia ser só sobre esses 4!! 😂
Últimos recados
oi poderia me responder umas coisinhas?
Oi, Carol, obrigado pela minha curtida da lista de História Geral, mas tem ainda as minhas outras complementares de História do Brasil e Oriente Médio, dê uma olhada se possível. Abraços.
Perfeito. Também gosto bastante do tema, alguns filmes sobre o assunto que eu gostei muito e indico caso você ainda não tenha visto: The Eichmann Show, O Aprendiz, Diplomacia e tem um filme alemão que não é bem sobre o assunto mas mostra como esses fenômenos ocorrem, o filme se chama A Onda. Espero que goste e se puder me diga o que achou. Abraço
Começa bem e prende nossa atenção. É um filme que visa questionar religiões e a fé de forma bem superficial e rasa. Ótima atuação do Hugh Grant, péssimo desenvolvimento e enredo.
Não explicam sequer como
o psicopata criou aquela mini seita pra convencer e aprisionar aquelas mulheres/profetisas a ficarem lá e não quererem ser ajudadas, nem elaboram nada sobre o personagem deixando tudo aquilo que ele criou e construiu sem desenvolvimento algum, empobrecendo o personagem.
Faria mais sentido ele querer manipular as meninas para se tornarem suas vítimas escravizadas do que simplesmente para querer mata-las ou convencer de que a “religião verdadeira” é o controle.
Tentaram apenas induzir o espectador ao ateísmo.
Nos minutos finais não entendi porque ela volta para aquele calabouço.
Quanto ao final, fica claro que a moça mata o Sr Reed que, incapaz de dar o braço a torcer mas diante do medo da morte, pede para que ela reze pelos 2 ou seja, diante do medo da morte ele acaba tendo fé mas por uma convicção pessoal doentia não consegue orar por ele mesmo.
Ela mesma também morre lentamente de hemorragia, tendo um último vislumbre de ter sua amiga voltando a viver para salva-la, o desejo de fugir se realizando (na neve branca e pura) e o conforto emocional de ter uma borboleta em sua mão.
Ela morre orando e acreditando, tendo sido em vão toda a tentativa insana do sequestrador de tirar a fé dela.