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Interpretei essa série e os personagens da seguinte forma: Connell é, pra mim, o retrato da ansiedade. Marianne o da depressão. Eu gostei, embora não tenha me emocionado tanto, me deixou pensativa.
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Ele se sente ansioso com questão de contato em frente a outras pessoas, coisa que já vivenciei anteriormente. A questão financeira também acabou sendo uma barreira muito grande, o que faz com que ele tenha esse distanciamento e ao mesmo tempo, queira ser especial. E não se sente acolhido, se sente à parte. É verdade que ele tem algumas atitudes muito idiotas, mas no contexto geral, dá pra sentir certa empatia pela situação em que ele se encontra, principalmente depois do suicídio do amigo, na cena em que ele desabafa com a terapeuta.
Marianne consegue ser um pouco mais expansiva ao demonstrar os sentimentos. No entanto, a complexidade do que ela passa é muito mais profundo. A perda do pai, a convivência com uma mãe apática que sofria agressão, o irmão que faz com que ela se sinta num eterno abuso psicológico. Connell, com quem ela criou um vínculo e que a tratou mal por diversas vezes, mas com quem ela não consegue se desvincular e sente uma certa necessidade de ouvir, acolher e amar, por não se sentir amada por mais ninguém. O vazio que existe na vida dela, e que ela tenta preencher de forma violenta, por ter conhecido a violência de perto. No início da série, ela usa o sarcasmo com as pessoas como auto defesa. Na faculdade, ela muda e parece ser alguém, mas não se sente alguém, está sempre com o sentimento de estar se doando sem receber em troca algo que a complete.
Dois personagens muito inteligentes. E sozinhos.
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A série só supera minhas expectativas a cada episódio, caramba, que série boa.
Ansiosa pelo próximo ep