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Últimas opiniões enviadas

  • Danilo Cezar

    Logo no começo do filme, assim que Nise chega ao hospital psiquiátrico, é inevitável não se entristecer ao perceber o abandono daqueles clientes (não pacientes!). Para todos aqueles funcionários os clientes não eram clientes, eram apenas almas perdidas que haviam desistido de encontrar seu próprio caminho e eles, os funcionários, somente tinham a obrigação aceitar essa condição deles. Mas todo esse tempo eram eles mesmos as almas perdidas.

    Nise sabe que não é fácil, mas segue firme. Nise sabe do caos, mas acredita na ordem. Nise não entende toda aquela tristeza dentro daquelas cabeças, mas Nise senta, observa, escuta e então compreende. Nise, antes mesmo de perceber que seus ''pacientes'' eram na verdade seus clientes, sabe que existe e sempre existiu algo dentro daquele furação, dentro daquela loucura: o coração.

    Comentário contando partes do filme. Mostrar.

    Aquele momento que Nise senta sozinha na sala escura e a câmera centraliza, quase como uma posição para foto, ela na mesa olhando pra frente e então grita. Foi o grito de todas as histórias que ela ouviu, foi o grito que todos aqueles clientes queriam dar todo aquele tempo.

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  • Danilo Cezar

    ''QUEM É JÉSSICA?

    Você sabe quem é Jéssica?

    Jéssica é todo mundo que nasceu e cresceu num mundo feito para mostrar que a Jéssica não é gente e tem é que, como dizia Gonzaguinha, "aprender a abaixar a cabeça e dizer sempre 'muito obrigado'". Jéssica é todo mundo que nasceu e cresceu nesse mundo, mas, por um motivou ou por outro, acabou aprendendo que, na verdade, é gente, sim, e tem mais é que erguer a cabeça.

    Jéssica é o pobre no avião, o negro na universidade, a mulher que não fica calada com o abuso, a pessoa trans que exige o uso de seu nome social, a lésbica que joga na nossa cara o problema do estupro corretivo, o gay afeminado que se recusa a ser alívio cômico, a gorda que usa biquíni, o cadeirante que exige rampas, o cego que exige cardápio em braile, os dois meninos que dão as mãos, as duas meninas que dão um beijo, o bissexual que manda à merda quem o chama de confuso, a praticante de religião de matriz africana que não tem vergonha de falar de sua fé, a feminista negra que se faz ser ouvida...

    A Jéssica é toda essa gente e muito mais. E a Jéssica incomoda, sim. Ela entra na piscina e come o sorvete e não acha estranho quando a patroa bota a mesa para ela e ainda passa no vestibular quando o filho da patroa não passa. E a Jéssica vai passando e vai sendo uma sambada na cara a cada instante, um soco no estômago por minuto, um tapa na cara por milésimo de segundo.

    E aí, pode ter até alguém que vire e fale assim: Já acabou, Jéssica?

    Mas ah, meu bem, acabar? A Jéssica está só começando! Vai vendo!

    Como dizem no futebol: Deixou chegar, agora aguenta!''

    (nao sei quem escreveu, vi no facebook)

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