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É uma delícia ver e rever Duas Mulheres. O filme que Vittorio De Sica rodou em 1960, é uma maravilha, uma obra-prima, uma festa para os olhos e mente.
Uma justaposição de imagens da mais apavorante, vil, torpe crueldade e da mais absoluta beleza – tanto das grandes cenas quanto de Sophia Loren. E, meu Deus do céu e também da Terra, como Sophia Loren está linda, absolutamente, faiscantemente linda, no fulgor dos 26 aninhos! Além de ter uma das raras atuações premiadas com o Oscar de Melhor Atriz, que realmente foram merecedoras de prêmios.
Afinal como ignorar atuações não premiadas e algumas até ignoradas não levarem o tal prêmio que todos das industrias querem levar, a própria Loren disse uma vez sendo bem sincerona, todos querem ganhar esse prêmio, até quem diz que não quer. O pior que eu acredito.
Ex:
Maria Falconetti - A Paixão de Joana D'Arc
Lillian Gish - Vento e Areia
Marlene Dietrich - O Anjo Azul
Ruth Chatteton - Fogo de Outono
Beulah Bondi - A Cruz dos Anos
Bette Davis - Pérfida
Celia Johnson - Desencanto
Anna Magnani - Roma, Cidade Aberta
Bette Davis - A Malvada
Gloria Swanson - Crepúsculo dos Deuses
Judy Garland - Nasce uma Estrela
Giulietta Masina - A Estrada da Vida
Simone Signoret - As Diabólicas
Giulietta Masina - Noites de Cabíria
Marlene Dietrich - Testemunha de Acusação
Annie Girardot - Rocco e Seus Irmãos
Harriet Andersson - Através de um Espelho
Bette Davis - O Que Terá Acontecido a Baby Jane?
Ingrid Thulin - O Silêncio
Madhabi Mukherjee - A Esposa Solitária
Liv Ullmann - Persona
Bibi Andersson - Persona
Anne Bancroft - A Primeira Noite de um Homem
Ruth Gordon - Ensina-me a Viver
Gena Rowlands - Uma Mulher Sob Influência
Silvana Mangano - Violência e Paixão
Romy Schneider - O Importante é Amar
Liv Ullmann - Face a Face
Sophia Loren - Um Dia Muito Especial
Ingrid Bergman - Sonata de Outono
Hanna Schygulla - O Casamento de Maria Braun
Mary Tyler Moore - Gente Como a Gente
Marília Pêra - Pixote, a Lei do Mais Fraco
Diane Keaton - Reds
Whoopi Goldberg - A Cor Púrpura
Glenn Close - Ligações Perigosas
Emily Watson - Ondas do Destino
Fernanda Montenegro - Central do Brasil
Ellen Burstyn - Réquiem para um Sonho
Julianne Moore - Longe do Paraíso
Viola Davis - Histórias Cruzadas
Charlotte Rampling - 45 Anos
Isabelle Huppert - Elle
Toni Collette - Hereditário
Lupita Nyong'o - Nós
Renate Reinsve - A Pior Pessoa do Mundo
Cate Blanchett - TÁR
Lily Gladstone - Assassinos da Lua das Flores...
A lista é gigante e ainda faltou muitas, e isso só na categoria atriz.
Os anos 1950 representaram um período de intensa transformação social.
Mulheres começaram a trabalhar fora de casa, a frequentar bares e discotecas, a beber em público e a fumar, sem necessariamente serem mal vistas por isso. Esse movimento de saída das mulheres para espaços públicos de sociabilidade mudou o ambiente onde futuros casais se conheciam, tirando-os de lugares mais restritos, tutelados pela família, e trazendo-os para lugares de livre circulação, como festas, bares e lanchonetes, locais onde a decisão de um beijo ou um relacionamento não envolvia a família de nenhuma das duas partes.
O Selvagem de 1953, com o ícone Marlon Brando; Sementes da Violência de 1955, com o ícone Sidney Poitier; Vidas Amargas e Juventude Transviada, ambos de 1955, com o ícone lendário James Dean fizeram história, os dois últimos são melhores e excepcionalmente bem dirigidos, por outras duas lendas da direção Elia Kazan e Nicholas Ray respectivamente.
Carrões velozes, motos, jaqueta, blue jeans, cigarro, álcool até hoje é algo que excita jovens do mundo todo em parte por causa de James Dean e seu Juventude Transviada principalmente.
Em apenas um ano, James Dean fez os três filmes que o transformaram em ídolo, mais não é necessário falar. Seria chover no encharcado – como se fosse necessário falar sobre Elvis, Marilyn, os Beatles – os únicos nomes capazes de rivalizar com o dele em importância na cultura popular do século XX. Juventude Transviada não tinha astros, nomes conhecidos do grande público frequentador de cinemas.
Marilyn Monroe, Elvis Presley assim como James Dean, jamais levou para casa uma estatueta dourada daquelas. O que demonstra, peremptoriamente, definitivamente, que não é necessário ter saído de uma daquelas cerimônias compridas carregando a estatueta para virar um mito imortal.
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ai meu Deus desculpa, e eu falando aqui spoiler, foi mal
Los Angeles: Cidade Proibida é um filmaço, uma beleza, uma maravilha. As interpretações são primorosas, os diálogos são acachapantemente marcantes, impressionantes – e que trama foda.