Últimas opiniões enviadas
Assisti e pelo visto o filme não é ruim. Mas também não é um filme que eu assistiria várias vezes.
A questão é o que esse filme aborda - de forma adequada ou não - questões pertinentes, como violência, insegurança, sequestros, corrupção, legislação em proveito próprio, família e a mudança de sexo enaltecendo este último o quão profundo é para o indivíduo, e talvez esta seja a temática mais forte de todo o longa.
Realmente como musical não funciona, as coreografias chegam a ser ridículas, mas é necessário pontuar que a consistência dramática é robusta e o filme toca no ponto "trocar de sexo é trocar de vida" e isso deve estar encontrando ressonância justificando os prêmios que vem recebendo.
Rita (Zoe Martinez) é candidata a prêmios como atriz coadjuvante, mas é a coadjuvante mais principal que eu já vi já que ela serve como ponte entre o espectador e o que vai acontecendo no filme, além de ser a principal promotora dos eventos do longa. Tudo passa por ela. Portanto não entendi como ela não foi indicada a atriz
principal.
Jessi (Selena Gomez) no papel da esposa de Manito, possui um castelhano destoado do restante das personagens talvez tenha sido proposital, mas o papel dela não é tudo isso, só se destacou para mim pela execução da canção "Mi Camino" mesmo que no filme tenha sido mal executada mas se você prestar atenção na letra, ela canta sobre uma pessoa destruída buscando reencontrar-se como pessoa o que ironicamente se encaixa também no caminho que o ex-marido dela seguiu ao tentar ser outra pessoa, na figura de Emília pois ele se destruiu e se reconstruiu tentando afastar de si a pessoa que ele fôra outrora.
E por falar em outra pessoa, Emília (Karla Gascón) buscou alterar seu caráter, apesar de ter vivido como um traficante sanguinário, busca ser uma justiceira social, ao criar uma ONG voltada para buscar pessoas desaparecidas, muitas delas vítimas do narcotráfico. Mas nunca deixou de ser na essência, Manito, pois nunca buscou se desvincular da própria família e filhos, o que acarretaria uma crise sem precedentes nos minutos finais.
Enfim, o filme é razoável, não justifica 13 indicações ao Oscar, mas também não é um filme digno de uma nota tão baixa ao meu ver nas avaliações.
Parece que eu assisti um filme do David Cronemberg.
Entendo que é uma rígida critica a busca da beleza a todo custo bem como a da própria cultura da beleza em si.
Filme com bom design de produção, fotografia e maquiagem.
Divertido de se ver pra não dizer trágico. O final, exagerado, me soa como uma vingança contra os promotores de medidas que levam as mulheres a serem escravas do show biz.
Eu imagino os produtores conversando: "Vamos fazer um filme comovente? Sobre um pai amoroso de meia idade, que junto com o filho, sai para uma terra distante procurando pela filha desaparecida."
Aí os caras começam a fazer o filme, se aborrecem e mandam tudo pro espaço.