Últimas opiniões enviadas
Ruim demais.
Todo mundo parece que é o sherlock holmes. Todo diálogo da série é todo mundo sabendo sobre tudo a todo tempo em todo lugar. Não tem um mistério de: será que eles vão descobrir? Porque de alguma forma todo mundo liga uma coisa na outra muito fácil. Claro que está todo mundo sempre desconfiando e elaborando teorias que as vezes dão errado. Mas a forma como em alguns diálogos a pessoa advinha EXATAMENTE o que estava acontecendo me irritou. Talvez seja a forma da série de dar um dinamismo no ritmo acelerado da história, mas tudo pareceu muito óbvio e sem nuances. O final é exatamente o que parece que vai ser quando você vê o primeiro capítulo. Claro que para a história avançar tinha que acontecer o final, mas o desenvolvimento não me pegou.
Como sou de Campos, todas as referências eu fiquei de olho. Tem UMA personagem que aparece em uma cena que tem sotaque de Campos, mas isso é detalhe. O que me irritou mesmo foi todo o drama da bariatrica. Não desenvolveram bem, não teve tempo para sentir, ficou chato. Igual o drama do irmão dele que é "feio" e não se dá bem com mulheres. Tinha que ter um ep só sobre isso para eu me importar, como não teve tempo, só ficou jogado.
Em resumo eles quiseram falar sobre mil assuntos com mil personagens, mil locações, mil sentimentos, mil planos e elaborações mas sem realmente desenvolver alguma história mais profunda
Que filme fantástico e absurdo!
Diria que é o mais absurdo do Kleber Mendonça Filho. Ele brinca com uma noção de realismo mágico que entrelaça cultura popular com política, terror e ficção científica. Tudo isso em uma atmosfera urbana de Recife. Absolutamente Kleber Mendonça Filho!
É sempre muito bonito ver Recife e o Cine São Luiz pelas lentes do KMF. Assistindo eu fiquei com esse sentimento de familiaridade com a cidade que eu não tenho. É potente demais como ele retrata Recife como Nova Iorque ou Paris são percebidas em um imaginário cinematográfico. Uma reversão do olhar, um cosmopolitismo do sul global que faz Recife ser o mundo.
Por isso é interessante pensar as dinâmicas do global e local que estão postas no filme. O tubarão e o filme tubarão são um bom exemplo. Na vida local há o tubarão enquanto animal perigoso que come pessoas. Na tela do cinema o filme dos Estados Unidos, um Block buster mundial, traz as imagens desse medo. Assim temos muitas camadas de interpretação. Em uma primeira, como o cinema e a vida cotidiana estão em um diálogo constante. Mas em outra podemos pensar em termos políticos como os medos que sentimos se ligam com nossa realidade, seja local ou global. O tubarão surge como símbolo da política predatoria norte americana que é traduzido em termos locais para os ataques de tubarão. Só que o filme explora mais uma sutileza, como o desconhecido, o terror, tem origem na violência de Estado.
Esse trabalho de recuperação dessas histórias e desenvolvimento de novas percepções sobre acontecimentos como a ditadura militar só é possível com muito trabalho. Por isso quando o filme corta abruptamente para o presente algumas lágrimas saíram do meu olho. É a montagem do filme dizendo: sei que você está gostando do filme, mas se não fosse pelo trabalho de pessoas como essas pesquisadoras não existiram essas histórias. Sou enviesado por também ser um pesquisador, por pensar muitas vezes nas razões para realizar pesquisas, por ficar desmotivado, ficar com tédio, ficar curioso, por viver minhas pesquisas. Eu penso que a parte do presente no filme faz muito sentido com a mensagem que está em jogo: a importância da memória e dos arquivos na construção das histórias, das narrativas e das identidades. Há uma ligação entre o trabalho do personagem principal e o da personagem do presente. Lindo demais!
Teria muitas outras palavras para elaborar mas direi so mais algumas. O filme é uma grande obra de amor e tesão. Dois termos polêmicos e polissêmicos e por isso traduzem bem o que ele é, aberto para muita interpretação e sentimentos.
Selo vibe indescritível
Últimos recados
O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!
Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)
Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
Boa sorte! :)
* Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/
Não vou nem entrar muito em detalhes sobre o casal gay. Literalmente péssimo. Não achei caricata a caracterização das personagens, mas a história achei. Esse núcleo se resumia em: Sim somos gays e para provar isso vamos dar um beijo na boca e falar que nos amamos em um momento aleatório. Sendo que nenhuma personagem da série age dessa forma!!!