Israel Lamberthy
35 years
Porto Alegre - (🇧🇷 BRA)
Usuário desde Agosto de 2023
Ver mais
Grau de compatibilidade cinéfila
Baseado em 0 avaliações em comum

Estes são os meus filmes e séries favoritos

Pobres Criaturas (Poor Things) 1,3K

Pobres Criaturas

Nosferatu (Nosferatu, eine Symphonie des Grauens) 676

Nosferatu

Um Corpo que Cai (Vertigo) 1,3K

Um Corpo que Cai

A Bruxa (The VVitch: A New-England Folktale) 3,5K

A Bruxa

Janela Indiscreta (Rear Window) 1,3K

Janela Indiscreta


Carregando Publicidade...
Remover Anuncios
Pobres Criaturas (Poor Things) 1,3K

Pobres Criaturas

O Mal Que Nos Habita (Cuando Acecha la Maldad) 807

O Mal Que Nos Habita

Fausto (Faust - Eine Deutsche Volkssage) 139

Fausto

Repulsa ao Sexo (Repulsion) 467

Repulsa ao Sexo

Últimas opiniões enviadas

Pobres Criaturas (Poor Things) 1,3K

Pobres Criaturas

  • Israel Lamberthy
    1 ano atrás

    O adereço de um falso cavalo acoplado na charrete, sugere a vontade do criador em passar despercebido aos olhares de reprovação que seriam pronunciados a sua charrete movida a vapor. Ele (criador) é a raiz pulsante onde todas as criaturas estão presas por um fio de gravidade que na distancia lhes aproxima. Todas fazem parte de um mesmo proposito, que em tese é absurdo. O debate da existencia é a vontade experimental do Dr Godwin (Willem Dafoe) que traz de volta à vida uma jovem chamada Bella Baxter (Emma Stone). Eis o paralelo da existencia humana, onde o direito de escolha nao existe: A criatura nasce para ser confinada ao delirio coletivo de saber seu prazo de validade em um mundo de verdades que nao são as suas.

    O mundo em sua vasta abstração convoca todos para uma convenção de absurdos. Um contrato que é selado por vontade alheia da criatura. Pense no mundo como um lugar estranho que a criatura nao pediu para nascer, ela é apenas o resultado de uma vontade. Sua existencia é eterno questionamento e aparencia. Parecer ser isso ou aquilo e pagar o pedagio do sistema.

  • O Mal Que Nos Habita (Cuando Acecha la Maldad) 807

    O Mal Que Nos Habita

  • Israel Lamberthy
    1 ano atrás

    Esse é um filme que tinha o potencial de revolucionar um genero tão saturado de produçoes ruins e medianas. O mal que nos habita é dirigido pelo argentino Demian Rugna, que nos traz um filme interessante com méritos para ser visto e estudado, mesmo sendo um pouco mais do mesmo, ele tem a ambientação, atmosfera, feeling e roteiro na medida certa para procriar otimos filmes. Abaixo deixo algumas notas sobre o filme e sua sinopse:

    No filme o mal que nos habita, vamos ser inseridos dentro de um universo que já tem estabelecido a imagem daquilo que representa o mal. Um ser possuído, é aquele que carrega a semente do mal. No filme ele é chamado de “apodrecido” e tem um aspecto visual vegetativo e repugnante. É nesse contexto que somos apresentamos a “Oriel”, que tem o seu organismo possuído por uma entidade estranha, fazendo a forma física parecer quase que literalmente uma bola de pus.

    O apodrecido vai perpetuar o contagio diabólico daquilo que está preso dentro de si. Seu alimento é a propagação deste mal através do medo e da violência das pessoas em seu entorno. O objetivo é infectar outras pessoas para se multiplicar. Dentro do filme percebemos que já existem regras estabelecidas que já foram previamente estudadas e transmitidas pelos profissionais exorcistas. Uma delas diz que quanto mais insultos, agressões físicas, sombras artificiais ou armas de fogo, mais facilmente ele pode contaminar o ambiente e gerar caos. Outra regra diz que as vítimas mais propensas as infecções são aquelas que não tem consciência direta do mal, como animais, autistas, crianças e pessoas altamente estressadas.

    As regras são numeradas, e explicadas dentro da narrativa. A primeira é que você deve fugir sem levar nada que estava próximo ao apodrecido. Tudo, ate as roupas que você vestia devem ser queimadas. A segunda, fique longe dos animais: eles são especialmente vulneráveis a receber a essência do apodrecido. A terceira, não use luz elétrica, pois o demônio precisa das sombras artificiais e não naturais pra se movimentar. A quarta, não machuque o apodrecido física ou verbalmente, pois qualquer tipo de violência o mantém mais forte. A quinta, não chame o mal pelo nome. Uma maneira de atrair o mal para perto é simplesmente chamá-lo pelo nome, e é por isso que nomes para o diabo, como Lúcifer, Azrael, Satanás, Belzebu, não devem ser usados. A sexta, não use armas de fogo. A violência alimenta o mal que possui o apodrecido e o uso de armas de fogo próximo a um possesso simplesmente o torna mais forte. A sétima, não tenha medo, principalmente de morrer. O encarnado tenta manipular tudo ao seu redor, aproveita o medo da morte de todos que estão por perto. E uma vez que perdem o controle, são vítimas fáceis da possessão.

    Uma teoria interessante é que o apodrecido existe como uma espécie de profecia do anticristo, fazendo paralelo com o apocalipse da bíblia, na percepção de que a ambientação do filme explora o arrebatamento dos escolhidos, em um mundo onde as igrejas não existem mais ou não possuem mais sentido. O apodrecido carrega dentro de si o próprio anticristo que ao final do filme nasce no corpo de uma criança.

    editado
  • Fausto (Faust - Eine Deutsche Volkssage) 139

    Fausto

  • Israel Lamberthy
    2 anos atrás

    A primeira projeção cinematográfica baseada nessa obra que tem alguns séculos de existência e serviu de criação artística para diversos autores literários, entre eles, podemos citar Goethe, que é o maior escritor alemão de todos os tempos! Este filme é marcante em sua estética e desempenha um papel vanguardista na arte de fazer cinema. O valor histórico é incalculável. São vetores inquestionáveis na hora de criar uma resenha critica sobre todos esses filmes que fazem parte do alvorecer do cinema. aliás, é impossível olhar esses filmes com os olhos do presente em meio a absurda qualidade técnica audiovisual que vivemos. Por isso, a grandeza de filmes como Fausto, esta naquilo que envolve o contexto de sua época. O diretor F. W. Murnau, não poderia pensar diferente, ou se abster do fragmento social, que mais parecia um caldeirão que abocanhava tudo e a todos na Alemanha da década de 20. O pós guerra, e o tratado de Versalhes que desacreditou uma população inteira sobre os rumos de sua condição, algo que podemos encontrar no expressionismo como um reflexo desse obscuro cenário caótico na sua concepção estética e narrativa, que basicamente dizia que o mundo era feito de dois lados e a falta de sentimentos como o amor, projetavam um vazio enorme que fundamentava as escolhas morais.

    Eu sou tremendamente apaixonado pelo simbolismo universal dessa obra, e pelas produções que representam ela sobre diversos aspectos. E este filme traz uma narrativa muito apoiada no aspecto moral das escolhas entre o bem e o mal. Cada escolha uma consequência, e o pacto feito entre fausto e mefistofeles, transmite uma mensagem para alem da simples dualidade que o diretor tentou direcionar esse filme, afinal, a quem e ao que estamos entregando nosso futuro? Somos sujeitos ou objetos? A vida termina dentro de um quarto escuro? Ou esse quarto escuro é a materia prima para continuar persistindo na busca daquilo que é prazeroso, e que certamente existe em vida? Enfim, Interessante notar que Fausto parou no quarto escuro, e deu margem para que este questionamento pudesse ser guiado por um terceiro, no caso, a figura mais perturbadora dos anceios humanos (o diabo), que detinha poderes sobrenaturais de “realização”. Delegou seu potencial, e ganhou o prazer terceirizado. Pagou para ter algo no presente, em troca de uma vida futura de servidão.

    O filme termina, e com ele a resposta moral da historia projetada pelo diretor de que a triunfo da vida esta na entrega do sentimento verdadeiro em prol do outro. Mesmo velho e castigado por suas escolhas, ele vai em direção a fogueira (que pode ser vista como a morte de seu velho eu, o homem pecador) e beija a pessoa que moldou seu aprendizado e sentimento de amor. Esse encontro assume o desfecho da narrativa.

    editado
  • Nenhum recado para Israel Lamberthy.