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Uma aula sobre estéticas, referências e narrativas cinematográticas, com um roteiro genial e atuações muito boas. É um filme para pensar, sentir e estranhar. Temas existencias e misticos são colocados na mesa com muita seriedade e equilibrio, passando por questionamentos profundos como: a diferença entre humanos e robos são as nossas emoções? Se fosse possível tirar as nossas emoções você tiraria para se tornar menos emocionado e mais eficiente no trabalho?
Uma mistura de Cronenberg com Lynch e mais alguma coisa, mas que cria uma linguagem própria. Tem mil camadas que podem ser pensadas, sobre as relações humanas, o avanço da IA, a atmosfera de cada época, o sujeito como um ser histórico, enfim, muitas nuances. É aquele filme para ficar pensando dias e mais dias rs.
Completamente envolvente. O roteiro é primoroso ao carregar a narrativa até o final sem pestanejar. O grão e saturação da imagem chocam a principio, mas depois encanta com a poética de uma maresia esquecida, nostalgica, onírica.
É um filme sobre paixões ardentes, explosivas e tristes. Parabéns ao cinema nacional pela ousadia sempre em explorar sexualidade sem entraves e com muita honestidade!
Últimos recados
Sim, total! Esse tipo de coisa é realmente assustadora se a gente começa a pensar demais hahah por exemplo, acabei de ler um livro fantástico do Cortázar, O Jogo da Amarelinha, sabe? Nele o protagonista, Horácio Oliveira, um buscador metafísico inveterado e totalmente insubordinado a qualquer tradição mística ou religiosa... acaba encontrando a loucura de frente ao se colocar as grandes questões com o software ocidental-cartesiano... eu tenho pensado bastante nisso recentemente, se tiver interesse podemos continuar o assunto depois. Mas enfim, sobre o lance da sensibilidade da diretora e como ela consegue captar e passar isso através de um filme é realmente uma coisa espantosa... E sim, sozinhos nos damos conta de que não estamos sozinhos... paradoxal, né rs e de certa forma essa tal 'sensibilidade só é concedida aos que ousam um pouco dessa solidão... e que em alguns casos pode levar ao 'autoconhecimento, né... tem uns vídeos do Tarkoviski no utchubi em que ele fala mais ou menos isso... que os jovens precisam aprender a gostar mais da solidão. Mas ao tempo é sempre bom encontrar almas afins, compartilhar o silêncio e o indizível... como a diretora (ñ vou nem tentar falar o nome dela rs) contando da sua relação com o diretor de fotografia, quando rolava uma espécie de telepatia a respeito do sentimento e da apreciação estética de determinada 'composição natural'... achei lindo isso.
Sobre eu ser engraçado, obrigado. Eu tento hahah acho que rir é essencial, acredito na felicidade, mesmo ela estando às vezes soterrada por toneladas de ignorância... o que gera tudo de pior que tem por aí
E sobre eu ter cara de ator de cinema, espero que não seja pela minha foto de perfil, pois aqui eu sou o Jim Jarmusch, meu ídolo do undigraudi americano moderno haha mas acho que vc sabe disso. Afinal, já te elegi como uma manjadora haha mas de qualquer forma, obrigado tmbm, acho o máximo essa coisa de atuar, já fiz uma aulas de teatro e tal mas ainda sou meio travado pra realmente ser um ator haha
E puts, sim... Como não adivinhei que vc tava lendo Emily Dickinson?! rs tava na cara! haha conheço pouco, mas já li uns poemas dela e gostei muito!
Sooo long, Mariaanne' (conhece/curte o Leonard Cohen?) rs Mas massa! Também fiz psicologia! A gente possivelmente deve ter uns amigos em comum. Me formei ano passado mas me encontro ainda como um psi-nao-praticante rs mas continuo aqui nuns estudos meio autodidatas
O meu nome é Daniel, mas atualmente eu me 'autodenominei 'Nil Ribeiro. Uma espécie de projeto existencial rs
Mas se tiver interesse, me adiciona em alguma rede pra gente continuar a se falar. No Facebook acho que é só digitar Nil Ribeiro que vc deve me achar... e eu acho qmeu Instagram é @Nilribeiro___ se quiser responder/se manifestar sobre essas coisas escritas aqui por uma dessas redes pode ser uma ideia tmbm :)
Perfeito seu comentário sobre a coerência. Talvez eu te alcancei devido a alguma espécie de Intuição... pois na real eu acredito numa Ordem, mas de fato ela não estaria ao nosso alcance por meio da razão cartesiasa nessa nossa "realidade aparente", estaria no âmbito do Mistério mesmo... um lance meio Spinoza e tal rs
Mas porra, Click é demais mesmo... realmente é tipo um existencialismo bem acessível e inclusivo... imagino que deve ter dado uma boa sacudida em vários tiozoes e tiazonas confortáveis no sofá macio da ignorância (na real só aqueles que começaram a sentir uma mola do sofá incomodar um pouquinho) hahah Sétimo Selo nem preciso comentar né
Assisti o Begining ontem! Amei dicomforça. Realmente foi uma experiência nível Tarkoviski mesmo... Mas vc assistiu a entrevista com a diretora depois (tô imaginando q vc viu no Mubi)? .. pois ela fala um pouco da infância e juventude dela, que foram passadas ali onde o filme foi feito... ela se perdia nas florestas e tal, o que de certa forma a colocou com o indizível da vida... um lance meio espiritual mesmo... daí isso acaba aparecendo no filme... E querendo ou não, aqueles que de certa forma já conseguiram desenvolver uma espécie de sensibilidade, conseguem sentir isso (Sim, já estou te colocando no grupo dos manjadores, mas sem egotrip hein haha)... sendo que o mesmo acontece com o tarkoviski... Talvez por isso a semelhança...
Na real eu nunca li nada do Kierkgaard... conheço algumas coisas de segunda mão, isto é, via escritores leitores que o leram... qual livro vc me indicaria pra começar? Por falar nisso, cê faz/fez filosofia, psicologia ou algo do tipo? Seu nome realmente é Marry Ann? Vc estava lendo nessa sua foto no Aterro? se sim, o quê? Se não, bela foto, vc tá com cara de leitora nela... Lendo a grama ou uma formiga, talvz) rs
Muito massa teus favoritos! Adorei a proximidade de um Click com o Sétimo selo, sendo que o me trouxe ao teu perfil foi o seu comentário no filme Begining (que eu não vi, mas verei! se Elx quiser rs) no qual vc cita o Kierkegaarg... enfim, nada disso tem muita coerência (que por sinal é um outro favorito que temos em comum)... mas eu acho que isso trará algo divertido ao comentário quando vc estiver lendo... e pessoas coerentes demais são chatas. Logo, imagino que vc não seja One of Them. Por isso o convite e este incoerente e divertido comentário/recado haha saludos.
É envolvente e tem boas atuações. Porém, o melhor é o final, que choca e traz um tom tragicômico.
O tema do filme também permeia o espírito da época em que vivemos, no quesito do medo em envelhecer e as atrocidades feitas para manter a juventude. Nesse sentido o filme lê muito bem a situação em que nos encontramos e explora no terror esse medo coletivo e inconsciente na nossa sociedade.