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O que faz de alguém um super-herói? Os superpoderes, como Superman ou Hulk? Suas habilidade aguçadas, como Batman ou Homem de Ferro? Em 1962, Peter Parker nos apresentava uma resposta singela. Já em 2018, Miles Morales, personagem criado em 2011 por B. Michael Bendis, remodela a primeira aparição de Peter de maneira brilhante - nos sentidos metafórico e literal. Afinal, "Com grandes poderes vem grandes responsabilidades", seja dita no balão de recordatório, ou por Tio Ben, conduz aqui o enredo, como não poderia deixar de ser, mas sem ao menos dar sua interpretação própria a este imperativo categórico.
Homem Aranha no Aranhaverso não tem medo de arriscar. A difícil adaptação do multiverso é descomplicada em questão de minutos, e o filme parece nem suar a camisa. O carisma de Miles por pouco é ofuscado pelo brilho de Gwen e Peter. Os três personagens tomam a tela como gigantes e são auxiliados pela veia cômica dos coadjuvantes. Na mescla entre ação e comédia, as cenas dramáticas dão peso a história e amolecem o espectador, porém sem diminuir o ritmo da história.
Soma-se a isto o primor na técnica de animação, que além de função estética assume função narrativa, e temos uma resposta a questão que coloquei no início. Talvez o que faz de alguém um super-herói, como aparece nas histórias do teioso, desde 1962, e como não poderia deixar de ser, é sua humanidade.
Divertido e com ótimos momentos. O timing cômico de Zachary Levi e Jack Dylan Grazer conduzem o filme. Agora, é possível manter a atenção do espectador só com isso?
O enredo é bem simples. Para quem acompanha super heróis nos quadrinhos e no cinema, viu, e verá, essa história mais uma centena de vezes. A de Shazam, tem seu tempero ao dar poderosos de Superman a um adolescente, e o filme capta bem ao tentar entender o que é o adolescente nesse mundo digital.
E claro, o filme tem seu público alvo. Infantil, como grande parte dos filmes da Marvel. Isso não o desmerece, pelo contrário, criar o diálogo entre público infantil, jovem e adulto, em um material já conhecido, é uma tarefa ingrata.
O filme acerta ao não se levar a sério. Erra a não levar a sério a necessidade de um roteiro que desenvolva os personagens. O vilão, por decisão da história, é caricato. O herói enfrenta o problema da transição da personalidade, as personalidades de menino e homem não se encaixam tão bem.
No mais, o filme é agradável. Diverte sem se esforçar muito. Para quem gosta do personagem, ver o Capitão Marvel na tela já vale o ingresso.
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Bons filmes!
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O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!
Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)
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E Melancholia? Se passa por uma ficção tb nem um pouco convencional, ou na melhor das intenções com desfoque. E Interestellar? Apesar de toda a impossibilidade científica. Vou almejar por sua breve resenha sobre os 2 filmes, cruzar os dedos para que eu tenha boas referências, pois aprecio os seus comentários.
Bacurau é grande. A realização de Kleber Mendonça e Juliano Dornelles é, de longe, um dos filmes mais inventivos que você verá no cinema este ano. E não digo apenas quanto a temática, mas a forma com que a narrativa abraça diferentes gêneros e os torna fluidos. Nas mãos desses dois, fazer cinema até parece fácil.
A sinopse é simples, assim como a estrutura do filme. O tom absurdo, de um quase conto de fadas, dá ao filme, no entanto, uma graça e, ao mesmo tempo, uma forte tensão.
Se tiver como, vá logo ao cinema. Te garanto, é de rir, chorar, se levantar na cadeira. É bonito, divertido, violento. É grande.