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Bom filme, com um dilema moral bem forte e que nos faz refletir. Um final inesperado e surpreendente. Gostei do final, até porque terminar como terminou que levanta ainda mais questionamentos sobre moral, ética, sobre o certo e o errado. Mas, sou da opinião que o protagonista errou em sua decisão final. Ele se manteve coerente com seus princípios e manteve sua palavra e promessa para a mãe que procurava a filha, mas esse é o ponto: até que ponto ser uma pessoa de palavra é melhor do que não ser? Será que às vezes não cabe reavaliarmos se vale mesmo a pena nos esforçamos para realizar o que prometemos só porque prometemos? Até onde deve ir esse compromisso? <br/><br/>Ao darmos uma palavra, nunca, sob hipótese e circunstância nenhuma podemos mudar de ideia e voltar atrás? Ou talvez o melhor para nós, para os outros e para a situação seja fazer exatamente o oposto? <br/><br/>Esse choque de perspectiva fica bem evidente em um diálogo do filme em que protagonista fala para o policial que matar é errado e o policial responde que depende de quem se mata. O protagonista discorda e reafirma que é errado em qualquer hipótese ou situação. E o filme é inteirinho sobre isso... Nos faz pensar sobre essa relativização das coisas. Afinal, será mesmo que o final mais feliz seria devolver a filha para a sua mãe biológica?
Isso é o que parece certo e natural para qualquer um, mas quando vemos que a mãe na verdade é uma irresponsável que não está nem aí para a menina e que no final não mudou nada, constatamos que por mais que todo o desaparecimento da garota tivesse uma explicação chocante por trás, aquele seria o melhor desfecho possivel para a história.
No fim tudo dá errado, e o detetive que antes estava com sensação de dever cumprido, talvez possa se arrepender de sua decisão.
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Assisti com boas expectativas, porque tinha visto muita gente falando bem. E, de fato, é uma série leve, divertida, com um humor agradável… mas, para mim, várias coisas simplesmente não desceram...<br/><br/>A principal sensação que tive é que esse mundo não parece o mesmo universo de GOT. Em Game of Thrones, tudo é mais rústico, mais duro, mais perverso, cheio de interesses, tensão, política e consequências. Aqui, a sociedade me pareceu “boazinha” demais mesmo que digam que eram tempos tranquilos, estável é de paz no reino. <br/><br/>Os Targaryen, por exemplo, que costumam ser intensos, orgulhosos, instáveis, duros no poder… aparecem muito mais humanos, piedosos e até “meigos” (aliás, nem só eles, quase todos). Isso quebra bastante a expectativa de quem já conhece esse universo.<br/><br/>Outro ponto que me incomodou muito foi a quantidade de conveniências no roteiro, tudo girando para favorecer o protagonista. O cara teve muita sorte o tempo inteiro. Parece que a vida inteira dele é construída em cima de ajudas e coincidências extremamente convenientes.<br/><br/>Primeiro, o velho cavaleiro, Sir Arlan de Pennytree, que tira ele completamente da lama, mas até aí tudo bem. Depois, o menino Egg, que surge no mesmo estaleiro quer ele e pede para servi-lo. Sabendo quem ele realmente é, isso é mais uma coincidência interessante que surge sim como um problema, mas também como o agente que possibilita a maior oportunidade da vida dele e a que ele buscava. A partir daí, tudo vai se encaixando de um jeito muito fácil.<br/><br/>Por exemplo: o cara que organiza o torneiro facilitando pra ele... O Baelor Targaryen também aceita um completo desconhecido, ouve suas histórias de igual pra igual, o reconhece como cavaleiro, e ainda permite que ele entre no torneio. Todo mundo tão benevolente, altruísta, ouvinte e preocupado com a causa alheia.<br/><br/>O Raymun Fossoway simplesmente vira amigo dele DO NADA, sem nenhum motivo forte, e passa a convidar para comer, beber, conviver… e isso abre portas importantes, como a do Lyonel Baratheon, que é outro que também cria uma conexão muito fácil com ele — acolhe, bebe junto, dança — e do nada decide arriscar a própria vida lutando contra membros do reino por um Zé Ninguém que acabou de conhecer.<br/><br/>O próprio Raymun a mesma coisa: um cara que nem cavaleiro era, decide ser nomeado ali na hora só para lutar ao lado do Dunk, o Zé ninguém que também acabou de conhecer. E mais... Tudo dá certo — ele sobrevive, sai praticamente intacto.<br/><br/>Depois, o Daeron Targaryen sai no meio da noite com o irmão mais novo, ambos se arriscando com o combinado de ajudar o Dunk no torneio (também um completo desconhecido)... Beleza que ele não gosta do irmão e que viu algo profético em sonho sobre isso, mas ainda assim tinha em jogo a vida de SIMPLESMENTE outros 4 príncipes de sua família (incluindo mão do rei e sucessor do rei), ou seja, uma situação que, teoricamente, requeria muita cautela, pois era séria e perigosa para assuntos da própria família, mas todo mundo achou uma ótima ideia e aceitou com honra como se nada representasse risco.<br/><br/>Na falta de um cavaleiro, o Baelor (mão do rei) decide lutar no time inimigo do próprio reino. Nossa, que legal. Quanta permissividade e falta de consequências nesse enredo, e de novo: por um cara que ele nem conhecia também, apenas porque todo mundo foi empático demais com o pobre coitado que foi injustiçado. Mas, gente, como ele conquistou todo mundo tão fácil, a ponto dessa justiça ser mais importante que todas as consequências que a morte desses membros do reino poderia causar? SURREAL!<br/><br/>O Egg encontrar. O Dunk e implorar para ser seu serviçal e escudeiro parece só uma peça colocada ali naquela situação só para fazer o roteiro andar.<br/><br/>E o final fecha esse ciclo de conveniências: Dunk conversa com o rei, que proíbe que Egg vá com ele… Logo depois o menino aparece dizendo que foi autorizado e que o pai o enviou para servi-lo. Sério que ele nem pensou em desconfiar???? Mesmo sabendo que ele já mentiu antes??? mesmo tendo acabado de ouvir o rei dizer o contrário?? Um menino com a maioria fama de fujão?? Dunk simplesmente aceita a palavra do menino e o leva consigo. É muita burrice e ingenuidade. Não aprendeu nada nesse último problema que se meteu?<br/><br/>De novo, tudo acontece do jeito mais conveniente possível para trazer as consequências que veremos na próxima temporada.<br/><br/>Ou seja, nada parece consequência real, parece que todas as situações foram colocadas e criadas de maneira preguiçosa, com premissas e contextos que fazem o roteiro ou personagens serem muito burros e ingênuos.<br/><br/>Por fim, sei que não posso dizer que o roteiro é totalmente “falho” no sentido técnico (até porque é baseado no livro e tem a mão do próprio autor), mas ainda assim, com tudo isso, achei sim um roteiro muito conveniente. As coisas não acontecem de forma inteligente ou cuidadosamente construída como vemos em GOT. Parece mais que tudo foi empurrado para levar o protagonista até onde ele precisa chegar.<br/><br/>Eu até gostei da série... ela é leve, divertida, tem um humor gostoso, mas esse universo tão inocente, com personagens tão “bonzinhos e altruístas” e pouco inteligentes, e com todo o universo conspirando a favor do protagonista, não me pareceu estar no nível do complexidade, imprevisibilidade, inteligência e tensão que vimos em GOT. Por isso, não me gerou tanta expectativa para a próxima temporada. Mas, veremos...<br/><br/>Um ponto super positivo: A cena da batalha foi muito boa!