Como na cena do diretor da Eletrobras, em que ele diz que o Nordeste deve investir na pesquisa sobre o couro, e não na pesquisa de tecnologia, pois há demandas mais importantes, como se fosse uma região reduzida a urgência e sofrimento; E na cena em que o matador de aluguel do Rio de Janeiro resolve usar um chapéu de couro, num gesto estereotipado e preconceituoso.
Adorei ver a defesa aberta da universidade pública, particularmente no campo da pesquisa, e a análise de que nenhuma ciência é neutra, diante da correlação de forças e da batalha por recursos. Isso aponta nosso cenário político que ataca a educação, os professores e a produção de conhecimento que atende as necessidades da população ao invés do lucro. Por isso surgem movimentos de obscurantismo, negacionismo científico e fake news.
O filme apresentou um grupo de pesquisadores de Engenharia de uma universidade pública, que estavam avançando em pesquisa com propósito científico e social, e sofreram ainda mais ataques por serem do Nordeste. Setores da indústria brasileira alinhados à ditadura militar e aos interesses privados, no fim se empenharam em assassinar o professor universitário interpretado pelo Wagner Moura. É interessante perceber como várias figuras foram alvo da ditadura militar, inclusive pesquisadores e professores, que tampouco estavam envolvidos com política ou militância, mas apenas estavam fazendo seu trabalho.
Excelente a defesa da soberania nacional e de ir contra os interesses imperialistas. Tratando-se de hoje, com essas intimidações do Trump em querer nos taxar e prejudicar nosso setor produtivo, se torna uma trama bem atual.
Os pesquisadores, especialmente por estarem em uma universidade pública, defendiam a preservação dos interesses brasileiros e estavam em embate com os setores estrangeiros relacionados ao mercado internacional. Inclusive em uma cena de reunião com a equipe de pesquisaroes, o diretor da Eletrobras insiste que prefere investir em uma pesquisa do Canadá. Em outra cena, o professor menciona que patenteou a pesquisa e não pretende vende-la.
É um filme que se manifesta em defesa da identidade nordestina brasileira, do cinema nacional, da educação pública brasileira e de nossa soberania, com uma premissa audaciosa e revolucionária. Sem dúvida um dos maiores filmes brasileiros de nossa história.
Filme inteligente e profundamente político.
Ótima crítica sobre a invenção do nordeste, especialmente a respeito dessa suposta regionalidade e da ideia de uma história única.
Como na cena do diretor da Eletrobras, em que ele diz que o Nordeste deve investir na pesquisa sobre o couro, e não na pesquisa de tecnologia, pois há demandas mais importantes, como se fosse uma região reduzida a urgência e sofrimento; E na cena em que o matador de aluguel do Rio de Janeiro resolve usar um chapéu de couro, num gesto estereotipado e preconceituoso.
Adorei ver a defesa aberta da universidade pública, particularmente no campo da pesquisa, e a análise de que nenhuma ciência é neutra, diante da correlação de forças e da batalha por recursos. Isso aponta nosso cenário político que ataca a educação, os professores e a produção de conhecimento que atende as necessidades da população ao invés do lucro. Por isso surgem movimentos de obscurantismo, negacionismo científico e fake news.
O filme apresentou um grupo de pesquisadores de Engenharia de uma universidade pública, que estavam avançando em pesquisa com propósito científico e social, e sofreram ainda mais ataques por serem do Nordeste. Setores da indústria brasileira alinhados à ditadura militar e aos interesses privados, no fim se empenharam em assassinar o professor universitário interpretado pelo Wagner Moura. É interessante perceber como várias figuras foram alvo da ditadura militar, inclusive pesquisadores e professores, que tampouco estavam envolvidos com política ou militância, mas apenas estavam fazendo seu trabalho.
Excelente a defesa da soberania nacional e de ir contra os interesses imperialistas. Tratando-se de hoje, com essas intimidações do Trump em querer nos taxar e prejudicar nosso setor produtivo, se torna uma trama bem atual.
Os pesquisadores, especialmente por estarem em uma universidade pública, defendiam a preservação dos interesses brasileiros e estavam em embate com os setores estrangeiros relacionados ao mercado internacional. Inclusive em uma cena de reunião com a equipe de pesquisaroes, o diretor da Eletrobras insiste que prefere investir em uma pesquisa do Canadá. Em outra cena, o professor menciona que patenteou a pesquisa e não pretende vende-la.
É um filme que se manifesta em defesa da identidade nordestina brasileira, do cinema nacional, da educação pública brasileira e de nossa soberania, com uma premissa audaciosa e revolucionária. Sem dúvida um dos maiores filmes brasileiros de nossa história.